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Gabarito6ano_Redação_Módulo2

Atividade de interpretação de texto: questões sobre foco narrativo (1ª pessoa), narrador-personagem, interação com o leitor, linguagem infantilizada, reticências e o conectivo "mas", além de reflexão sobre seguir regras; traz trechos de "A fila do chocolate" (Pedro Bandeira) e "A bola".

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1 O narrador desse texto participa da história narrada? 
Indique o foco narrativo empregado na narração dessa 
crônica.
Trata-se do foco narrativo em primeira pessoa, visto que o narrador
participa diretamente dos fatos narrados.
2 Para identificar o foco narrativo de um texto, é preciso 
observar as palavras que demonstram o emprego da 
primeira ou da terceira pessoa gramatical. Copie do tex-
to um trecho que comprove o foco narrativo utilizado 
nessa crônica.
Entre outras possibilidades, pode-se citar: “Isso me foi ensinado com
competência”.
3 Ao identificar o foco narrativo, é possível descobrir 
quem narra a história. Que tipo de narrador conta a 
crônica “A fila do chocolate”? Justifique sua resposta.
Trata-se de um narrador-personagem protagonista, visto que ele narra
uma história em que é o personagem principal. 
4 Releia o seguinte trecho da crônica de Pedro Bandeira:
 E eu? Eu fiquei firme, imóvel no meu lugar de uma fila 
que não mais existia. Afinal, eu tinha conseguido o segun-
do lugar, não tinha? Pois aquilo tinha de significar que eu 
merecia pelo menos o segundo prêmio do concurso, não 
tinha?
 Ao longo do texto, o narrador elabora algumas pergun-
tas como se estivesse estabelecendo uma interação 
com alguém. Com quem ele dialoga?
Ao elaborar essas perguntas, o narrador estabelece um diálogo direto
com o leitor. Ele pretende provocar uma reflexão em quem está lendo 
o texto.
5 Releia a seguinte fala da professora:
— Prestem atenção. Todo mundo vai ficar quietinho 
aqui na fila esperando eu contar até três, está bem? Quando 
eu chegar ao três todo mundo sai correndo para procurar 
uma porção de ovinhos de Páscoa que estão escondidos 
no meio do jardim e...
 É possível notar o emprego de palavras como quietinho 
e ovinhos. Por que a professora escolheu usar essa 
linguagem com seus alunos?
A professora usa essa linguagem afetiva e infantilizada para criar uma
relação mais próxima com as crianças.
6 Considerando ainda o trecho reproduzido na questão 
anterior, justifique o emprego das reticências ao final 
da fala da professora. O que elas indicam?
As reticências empregadas no final do discurso da professora indicam
que sua fala não foi concluída, pois os alunos não esperaram que ela
terminasse de explicar a brincadeira para já correrem ao jardim a fim
de procurar os ovinhos.
7 Observe o emprego da palavra mas no trecho a seguir:
Saí correndo, já com a boca salivando na expectativa 
do chocolate.
Mas... aqueles poucos momentos que eu tinha dado de 
lambujem aos outros tinham sido fatais: não havia sobrado 
nenhum ovo, nem dos pequeninos, para o aluno que seguia 
as regras do jogo.
 O termo foi usado para estabelecer uma relação de 
oposição entre esses dois parágrafos. Com base nis-
so, identifique as ideias, contrárias entre si, que foram 
apresentadas nesse trecho. 
O conectivo mas foi empregado para explicitar a oposição que
há entre a expectativa do narrador (conseguir ainda pegar algum
chocolate) e a realidade (não havia sobrado nenhum ovo).
8 Nessa crônica, o autor, partindo de um relato pessoal, 
propõe uma reflexão sobre seguir regras. Sabendo que 
o mais justo seria que todos os alunos começassem a 
procurar os ovinhos no mesmo momento, ele esperou 
a autorização da professora, mesmo percebendo que 
os demais agiam de modo diferente. Na sua opinião, 
ele agiu de forma correta? Não deixe de justificar seu 
ponto de vista.
Resposta pessoal.
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A bola
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o 
prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma 
número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de 
couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. 
Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do 
presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a 
girar a bola, à procura de alguma coisa.
— Como é que liga? — perguntou.
— Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
— Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são 
outros. Que os tempos são decididamente outros.
— Não precisa manual de instrução.
— O que é que ela faz?
— Ela não faz nada. Você é que faz coisas 
com ela.
— O quê?
— Controla, chuta...
— Ah, então é uma bola.
— Claro que é uma bola.
— Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
— Você pensou que fosse o quê?
— Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de 
novo, e dali a pouco o pai o encontrou na 
frente da tevê, com a bola nova do lado, mane-
jando os controles de um videogame. Algo cha-
mado Monster Ball, em que times de monstrinhos 
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são 
outros. Que os tempos são decididamente outros.
— Ela não faz nada. Você é que faz coisas 
O garoto agradeceu, disse “Legal” de 
novo, e dali a pouco o pai o encontrou na 
frente da tevê, com a bola nova do lado, mane-
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DESENVOLVENDO HABILIDADES
disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na 
tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. 
O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio 
rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. 
Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, 
e chamou o garoto.
— Filho, olha.
O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O 
pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recap-
turar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. 
Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. 
Mas em inglês, para a garotada se interessar.
VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. 
Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 41-42.
Você deve ter reparado que o menino não gostava de se divertir com brinquedos não 
eletrônicos, como uma bola. Você também só curte brincar com jogos eletrônicos? Será que 
é mesmo necessário possuir brinquedos tecnológicos, como videogame, para desfrutar de 
momentos de diversão?
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1 A crônica “A bola” narra uma situação que evidencia 
diferenças entre gerações. Para contar essa história, o 
autor criou um narrador. Qual das afirmações a seguir 
apresenta uma análise correta sobre o foco narrativo 
e o narrador desse texto?
a) O foco narrativo é em primeira pessoa, conforme 
comprova o trecho “— Ela não faz nada. [...]”.
b) Em “O pai deu uma bola de presente ao filho. Lem-
brando o prazer que sentira ao ganhar a sua primei-
ra bola do pai”, os termos destacados revelam que 
quem narra a história é um narrador observador. 
c) Quem narra a crônica “A bola” é o menino que ga-
nha uma bola. Pelo fato de ele ser o personagem 
principal da narrativa, trata-se de um narrador-per-
sonagem (protagonista).
d) O foco narrativo da crônica é em terceira pessoa e 
se trata de um narrador onisciente, como é possível 
notar em “O pai começou a desanimar e a pensar 
que os tempos são outros”. 
2 A repetição de um termo em um texto pode provocar 
algum efeito de sentido. Nesta fala do pai “— Como, 
como é que liga? Não se liga”, a repetição da palavra 
como indica que o pai se sentia:
a) triste.
b) surpreso.
c) indignado.
d) irritado. 
3 O fato de o menino procurar um manual de instrução 
ao ganhar uma bola revela que ele:
a) queria entender com precisão como são as regras 
para brincar com a bola.
b) gosta de brincar com um brinquedo novo somente 
depois de entender bem como ele funciona.
c) está tão acostumado a ga-
nhar brinquedos eletrônicos 
que imagina que para jogar 
bola é preciso ter um manual.
d) não jogava futebol havia mui-
to tempoe, por isso, precisa-
va se lembrar das instruções 
para usar uma bola.
4 Para falar com o pai, o filho usava 
expressões como legal e nada, 
n‹o. Essas falas do menino indi-
cam que ele:
a) conversava muito com pai.
b) gostava muito de conversar 
com o pai.
c) procurava não desagradar 
nunca ao seu pai.
d) não costumava ter diálogos 
sinceros com o pai.
BANDEIRA, Pedro. 
Lembrancinhas 
pinçadas lááá 
do fundo. Rio de 
Janeiro: Objetiva, 
2006.
Nesse livro, Pedro 
Bandeira relata 
aventuras e casos 
divertidos que 
aconteceram em 
sua infância, tempo 
em que não havia 
videogame nem 
computador.
ANOTAÇÕES
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OBJETOS DO CONHECIMENTO
3 As implicações da escolha do narrador-personagem
3 As implicações da escolha do narrador observador
3 As implicações da escolha do narrador onisciente
HABILIDADES
3 Planejar a produção textual.
3 Elaborar narrativas ficcionais.
3 Utilizar conhecimentos linguísticos e gramaticais.
3 Utilizar recursos coesivos e semânticos.
Depois de se 
encantar com o que 
leu, chegou a hora 
de se encantar com 
o que vai escrever. 
Agora o escritor 
Ž voc•!
Focos narrativos: 
implicações da escolha 
do narrador
Professor, para acessar códigos e habilidades BNCC trabalhadas neste módulo, consulte o Manual do Professor.
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