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1 O narrador desse texto participa da história narrada? Indique o foco narrativo empregado na narração dessa crônica. Trata-se do foco narrativo em primeira pessoa, visto que o narrador participa diretamente dos fatos narrados. 2 Para identificar o foco narrativo de um texto, é preciso observar as palavras que demonstram o emprego da primeira ou da terceira pessoa gramatical. Copie do tex- to um trecho que comprove o foco narrativo utilizado nessa crônica. Entre outras possibilidades, pode-se citar: “Isso me foi ensinado com competência”. 3 Ao identificar o foco narrativo, é possível descobrir quem narra a história. Que tipo de narrador conta a crônica “A fila do chocolate”? Justifique sua resposta. Trata-se de um narrador-personagem protagonista, visto que ele narra uma história em que é o personagem principal. 4 Releia o seguinte trecho da crônica de Pedro Bandeira: E eu? Eu fiquei firme, imóvel no meu lugar de uma fila que não mais existia. Afinal, eu tinha conseguido o segun- do lugar, não tinha? Pois aquilo tinha de significar que eu merecia pelo menos o segundo prêmio do concurso, não tinha? Ao longo do texto, o narrador elabora algumas pergun- tas como se estivesse estabelecendo uma interação com alguém. Com quem ele dialoga? Ao elaborar essas perguntas, o narrador estabelece um diálogo direto com o leitor. Ele pretende provocar uma reflexão em quem está lendo o texto. 5 Releia a seguinte fala da professora: — Prestem atenção. Todo mundo vai ficar quietinho aqui na fila esperando eu contar até três, está bem? Quando eu chegar ao três todo mundo sai correndo para procurar uma porção de ovinhos de Páscoa que estão escondidos no meio do jardim e... É possível notar o emprego de palavras como quietinho e ovinhos. Por que a professora escolheu usar essa linguagem com seus alunos? A professora usa essa linguagem afetiva e infantilizada para criar uma relação mais próxima com as crianças. 6 Considerando ainda o trecho reproduzido na questão anterior, justifique o emprego das reticências ao final da fala da professora. O que elas indicam? As reticências empregadas no final do discurso da professora indicam que sua fala não foi concluída, pois os alunos não esperaram que ela terminasse de explicar a brincadeira para já correrem ao jardim a fim de procurar os ovinhos. 7 Observe o emprego da palavra mas no trecho a seguir: Saí correndo, já com a boca salivando na expectativa do chocolate. Mas... aqueles poucos momentos que eu tinha dado de lambujem aos outros tinham sido fatais: não havia sobrado nenhum ovo, nem dos pequeninos, para o aluno que seguia as regras do jogo. O termo foi usado para estabelecer uma relação de oposição entre esses dois parágrafos. Com base nis- so, identifique as ideias, contrárias entre si, que foram apresentadas nesse trecho. O conectivo mas foi empregado para explicitar a oposição que há entre a expectativa do narrador (conseguir ainda pegar algum chocolate) e a realidade (não havia sobrado nenhum ovo). 8 Nessa crônica, o autor, partindo de um relato pessoal, propõe uma reflexão sobre seguir regras. Sabendo que o mais justo seria que todos os alunos começassem a procurar os ovinhos no mesmo momento, ele esperou a autorização da professora, mesmo percebendo que os demais agiam de modo diferente. Na sua opinião, ele agiu de forma correta? Não deixe de justificar seu ponto de vista. Resposta pessoal. 89 PR O D UÇ Ã O D E T EX TO M Ó D UL O 2 PH_EF2_6ANO_PT_084a091_CAD1_M0D02_CA.indd 89 8/29/19 12:12 PM A bola O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola. O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. — Como é que liga? — perguntou. — Como, como é que liga? Não se liga. O garoto procurou dentro do papel de embrulho. — Não tem manual de instrução? O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros. — Não precisa manual de instrução. — O que é que ela faz? — Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela. — O quê? — Controla, chuta... — Ah, então é uma bola. — Claro que é uma bola. — Uma bola, bola. Uma bola mesmo. — Você pensou que fosse o quê? — Nada, não. O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, mane- jando os controles de um videogame. Algo cha- mado Monster Ball, em que times de monstrinhos O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros. — Ela não faz nada. Você é que faz coisas O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, mane- . Algo cha- , em que times de monstrinhos Id e á ri o L a b /A rq u iv o d a e d it o ra DESENVOLVENDO HABILIDADES disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto. — Filho, olha. O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recap- turar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar. VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 41-42. Você deve ter reparado que o menino não gostava de se divertir com brinquedos não eletrônicos, como uma bola. Você também só curte brincar com jogos eletrônicos? Será que é mesmo necessário possuir brinquedos tecnológicos, como videogame, para desfrutar de momentos de diversão? 90 PR O D UÇ Ã O D E T EX TO M Ó D UL O 2 PH_EF2_6ANO_PT_084a091_CAD1_M0D02_CA.indd 90 8/29/19 12:12 PM 1 A crônica “A bola” narra uma situação que evidencia diferenças entre gerações. Para contar essa história, o autor criou um narrador. Qual das afirmações a seguir apresenta uma análise correta sobre o foco narrativo e o narrador desse texto? a) O foco narrativo é em primeira pessoa, conforme comprova o trecho “— Ela não faz nada. [...]”. b) Em “O pai deu uma bola de presente ao filho. Lem- brando o prazer que sentira ao ganhar a sua primei- ra bola do pai”, os termos destacados revelam que quem narra a história é um narrador observador. c) Quem narra a crônica “A bola” é o menino que ga- nha uma bola. Pelo fato de ele ser o personagem principal da narrativa, trata-se de um narrador-per- sonagem (protagonista). d) O foco narrativo da crônica é em terceira pessoa e se trata de um narrador onisciente, como é possível notar em “O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros”. 2 A repetição de um termo em um texto pode provocar algum efeito de sentido. Nesta fala do pai “— Como, como é que liga? Não se liga”, a repetição da palavra como indica que o pai se sentia: a) triste. b) surpreso. c) indignado. d) irritado. 3 O fato de o menino procurar um manual de instrução ao ganhar uma bola revela que ele: a) queria entender com precisão como são as regras para brincar com a bola. b) gosta de brincar com um brinquedo novo somente depois de entender bem como ele funciona. c) está tão acostumado a ga- nhar brinquedos eletrônicos que imagina que para jogar bola é preciso ter um manual. d) não jogava futebol havia mui- to tempoe, por isso, precisa- va se lembrar das instruções para usar uma bola. 4 Para falar com o pai, o filho usava expressões como legal e nada, n‹o. Essas falas do menino indi- cam que ele: a) conversava muito com pai. b) gostava muito de conversar com o pai. c) procurava não desagradar nunca ao seu pai. d) não costumava ter diálogos sinceros com o pai. BANDEIRA, Pedro. Lembrancinhas pinçadas lááá do fundo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2006. Nesse livro, Pedro Bandeira relata aventuras e casos divertidos que aconteceram em sua infância, tempo em que não havia videogame nem computador. ANOTAÇÕES R e p ro d u ç ã o /E d it o ra O b je ti v a 91 PR O D U« √ O D E T EX TO M ” D UL O 2 PH_EF2_6ANO_PT_084a091_CAD1_M0D02_CA.indd 91 8/29/19 12:12 PM M Ó DU LO 33 92 OBJETOS DO CONHECIMENTO 3 As implicações da escolha do narrador-personagem 3 As implicações da escolha do narrador observador 3 As implicações da escolha do narrador onisciente HABILIDADES 3 Planejar a produção textual. 3 Elaborar narrativas ficcionais. 3 Utilizar conhecimentos linguísticos e gramaticais. 3 Utilizar recursos coesivos e semânticos. Depois de se encantar com o que leu, chegou a hora de se encantar com o que vai escrever. Agora o escritor Ž voc•! Focos narrativos: implicações da escolha do narrador Professor, para acessar códigos e habilidades BNCC trabalhadas neste módulo, consulte o Manual do Professor. abstract/Shutterstock PH_EF2_6ANO_PT_092a097_CAD1_M0D03_CA.indd 92 8/29/19 12:13 PM