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À descoberta das nossas defesas OBSERVAÇÃO AO MICROSCÓPIO ÓTICO COMPOSTO DE LEUCÓCITOS Trabalho realizado por: André Fernandes- Nº. 01 Nádia Vilão- Nº. 17 Biologia 12º ano Professora: Bertilde Correia Agrupamento de Escolas D. Dinis Índice 1-Introdução……………………………………………………………………… 3 2- Fundamentação teórica……………………………………………………3 3- Objetivos……………………………………………………………………………6 4-Protocolo experimental…………………………………………………………7 4.1- Material ………………………………………………………………………7 4.2 Procedimento…………………………………………………………………7 5-Registo de resultados………………………………………………………………………8 6-Discussão de resultados………………………………………………………………………9 7-Conclusão…………………………………………………………………………….…………………9 8-Fontes consultadas……………………………………………………………….……………………10 1- IntroduçãoPágina 2/10 Página 2/… Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de biologia com o objetivo de observar as preparações definitivas de sangue humano e conhecer a sua constituição. Para a realização desta atividade laboratorial foram necessários conhecimentos sobre o sistema imunitário bem como dos diferentes tipos de leucócitos. 2- Fundamentação teórica Os seres vivos possuem mecanismos internos de defesa, que constituem o sistema imunitário, protegendo-os de doenças causadas por agentes patogénicos, conferindo imunidade. O sistema imunitário é um conjunto de órgãos, tecidos e células que são capazes de reconhecer os elementos próprios (toxinas por ele produzidas) e os estranhos ao organismo (agentes patogénicos), são capazes também de desenvolver mecanismos que o protegem permitindo assim o seu bom funcionamento. Podem considerar-se dois grupos de órgãos linfoides: os órgãos envolvidos na captura e destruição de agentes agressores externos (adenoides, amígdalas, gânglios linfáticos, baço, apêndice e tecido linfático associado a mucosas) e os órgãos ou estruturas onde são produzidos e maturados os leucócitos (timo e medula óssea). As respostas imunitárias podem constituir uma defesa não específica, uma vez que promovem uma proteção geral contra os agentes patogénicos destruindo a maioria deles, ou uma defesa específica, que combate especificamente cada agente patogénico, é direcionada para um tipo particular de substância ou agente patogénico que tenha conseguido entrar no organismo. A fagocitose é usada quando os agentes patogénicos conseguem ultrapassar as barreiras superficiais, químicas e celulares, que consiste na ingestão e digestão dos agentes patogénicos. As células promotoras deste mecanismo são os fagócitos, que correspondem a leucócitos com capacidade de realizar a fagocitose. Quando a integridade dos tecidos é afetada e os agentes patogénicos entram no organismo, este desenvolve uma reação inflamatória os vasos sanguíneos dilatam aumentando o fluxo sanguíneo o que proporciona um aumento da quantidade de leucócitos na região afetada, para que estes atravessem os capilares por diapedese e ajudem no combate aos agentes patogénicos.Página 3/10 Página 3/9 O sangue é um fluido que permite a movimentação dos leucócitos, que circula pelo sistema vascular em animais com sistemas circulatórios fechados, e que é composto também pelo plasma, pelas hemácias e pelas plaquetas. Em animais vertebrados o sangue, tipicamente vermelho, é geralmente produzido na medula óssea. As Hemácias são células redondas, bicôncavas e anucleadas, que possuem um pigmento chamado hemoglobina, responsável pelo transporte do dióxido de carbono e do oxigénio. Os Leucócitos são maiores que as hemácias, mas que se encontram em menor número e que desempenham a função de defender o organismo contra os agentes patogénicos, conferindo a imunidade ao sistema. Há vários tipos de leucócitos que se dividem em duas partes os granulócitos (no qual estão inseridos os neutrófilos, os eosinófilos e os basófilos) e os agranulócitos (onde se encontram os linfócitos e os monócitos). Os Linfócitos são células com diâmetro compreendido entre 6 micrómetros e 8 micrómetros, que podem ser divididos em Linfócitos T ou Linfócitos B, possuem um núcleo esférico e resultam da diferenciação de células da medula óssea chamadas linfoblastos, estes são responsáveis pela defesa e inativação dos agentes patogénicos. Os linfócitos B podem diferenciar-se em plasmócitos que produzem anticorpos, enquanto que os linfócitos T não libertam anticorpos, mas reconhecem e ajudam a destruir agentes patogénicos. Considera-se ainda a existência de um terceiro grupo de linfócitos - as células NK ou células assassinas naturais – que têm funções particulares, nomeadamente, a atividade contra células tumorais e células infetadas por certos tipos vírus. As células NK representam cerca de 10% dos linfócitos. Página 4/10 Os Monócitos são leucócitos sem a presença de granulações que têm um diâmetro compreendido entre 9 micrómetros e 12 micrómetros, apresentam um núcleo com forma de ‘rim’, e são produzidas na medula óssea. Circulam no sangue durante poucas horas e são capazes de abandonar os vasos, migrando para os tecidos, onde se diferenciam em células fagocitárias de grandes dimensões designadas macrófagos. Algumas propriedades dos leucócitos são, a diapedese que consiste na passagem através dos poros dos vasos sanguíneos para os tecidos envolventes. A fagocitose por si consiste na captura, por endocitose, de células ou restos de células que são destruídas em vesículas digestivas – as células que fagocitam são os fagócitos. Os Neutrófilos são células, que têm aproximadamente apenas algumas horas de vida e um diâmetro de 12 micrómetros, que apresentam um núcleo polilobado e que possuem no seu interior granulações finas e delicadas. Apresentam um metabolismo elevado e realizam a fagocitose, constituindo a primeira linha de defesa celular contra a invasão de microrganismos. Os Eosinófilos apresentam um diâmetro ligeiramente inferior ao dos neutrófilos e o seu núcleo é, geralmente, bilobado. Realizam fagocitose de forma mais lenta que os neutrófilos, mas são, geralmente, mais seletivos. A sua ação dirige-se especialmente contra parasitas: colocando-se junto à sua parede e libertando enzimas que os destroem. Os Basófilos têm uma forma esférica de dimensões semelhantes às dos neutrófilos apresentando um núcleo volumoso, irregular e retorcido. O seu citoplasma apresenta muitos grânulos (o que, por vezes, dificulta a observação dos contornos do núcleo) que contêm substâncias, como a histamina, que intervêm na resposta imunitária. Podem realizar fagocitose, mas de forma muito lenta. Reduzem a ação inflamatório pela libertação de enzimas que degradam as substâncias químicas produzidas pelos basófilos. Página 5/10 3- Objetivos -Observação ao MOC (microscópio ótico composto) de sangue humano e identificação dos seus constituintes e dos diversos tipos de leucócitos; -Aplicar as técnicas laboratoriais adequadas a esta atividade de manipulação de preparações definitivas; -Explicar quais as diferenças entre os vários tipos de leucócitos observados. 4- Protocolo experimentalPágina 6/10 Página …/… 4.1- Material - Microscópio ótico composto - Preparações definitivas de sangue humano 4.2- Procedimento 1. Coloque a preparação definitiva de sangue humano no microscópio e observe-a com diferentes ampliações, tendo especial atenção aos leucócitos. 2. Faça um esquema legendado das suas observações e compare-o com as microfotografias do quadro da página anterior. Página 7/10 Escola Secundária D.Dinis Biologia ● 12.º ano Registo da observação microscópica dos Leucócitos André Fernandes- Nº. 01; Nádia Vilão Nº. 17 Página 8/10 Fig.1 – Observação ao MOC de uma preparação definitiva de células sanguíneas humanas (1000x) Legenda: Observação de Leucócitos Observação de Leucócitos 1- Granulócito neutrófilo 2- Granulócito eosinófilo 3- Granulócito basófilo 4- Agranulócito linfócito 5- Agranulócito monócito 6- Hemácia 7- Plasma 8- Grânulo 9- Núcleo 10- Membrana citoplasmática 6- Discussão dos resultados Após a visualização da preparação definitiva de sangue humano a uma ampliação de 1000x, pode-severificar a existência de cinco tipos diferentes de leucócitos os Neutrófilos, Eosinófilos, Basófilos, Linfócitos e Monócitos. Além de tal, pudemos verificar que existem inúmeras diferenças entre os diferentes tipos de leucócitos, entre elas a presença ou ausência de grânulos, o que nos permitiu dividi-los em dois grupos os granulócitos e os agranulócitos. Ainda dentro do grupo dos granulócitos pudemos fazer a distinção entre Neutrófilos, Eosinófilos e Basófilos, através da forma do núcleo, pois os Neutrófilos têm um núcleo polilobado, os Eosinófilos têm um núcleo bilobado e os Basófilos têm um núcleo volumoso, irregular e retorcido em forma de ‘S’. Depois dentro do grupo dos agranulócitos ainda pudemos diferenciar Linfócitos de Monócitos, porque os Linfócitos possuem um núcleo esférico enquanto que os Monócitos têm um núcleo em forma de ‘rim’, para além de que os linfócitos são mais pequenos que os monócitos 7- Conclusão Com esta atividade experimental fomos capazes, através da observação de sangue humano com recurso ao microscópio ótico composto e a preparações definitivas de sangue humano, de concluir que o sistema imunitário é bastante complexo, sendo constituído por um enorme conjunto de células e órgão que funcionam em conjunto para que o nosso corpo esteja o mais protegido contra os agentes patogénicos. Além disso, permitiu que os alunos ficassem a saber distinguir visualmente cada um dos vários leucócitos que circulam na corrente sanguínea, concluindo, então, que os leucócitos presentes em maior quantidade são os neutrófilos. Por fim, esta atividade deu-nos a oportunidade de manipular uma vez mais um microscópio ótico, e assim adquirir técnicas de manipulação laboratorial que revelarão grande utilidade no nosso futuro académico. Página 9/10 8- Fontes consultadas · http://www.biologia- · http://pt.wikipedia.org/wiki/Imunidade_humoral · http://www.jcmorais.com/documentos/12Bio_unidade3A.pdf · MATIAS, Osório; MARTINS, Pedro. Biologia 12, Areal EditoresPágina 10/10