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Diversidade dos Lepidosauros Serpentes, lagartos e anfisbenas Os Lepidosauromorpha n Squamata: Lagartos e cobras n Rhyncocephalia: Tuatara n Posição de Testudines é controversa n Sinapomorfias n Abertura cloacal transversal n Língua talhada e usada para capturar presas n Ecdise do corpo todo n Planos de fratura nas vértebras caudais Rhynchocephalia n Gastralia n Modificações no crânio n Sem dentes pré-maxilares n Hemipênis rudimentar n Ambientes frios n baixa temperatura corporal n Noturnos ou crepusculares n Uma espécie vivente! n Maioria desapareceu no Cretáceo Radiação dos Squamata n Crescimento determinado n Insetívoros n Poucos fósseis no Mesozóico n Todos grandes grupos já presentes no Jurássico n Dois grandes grupos n Iguania, Scleroglossa (Autarchoglossa e Gekkota) Squamata – Lagartos e Serpentes n Grupo de grande sucesso n Em número de espécies: 11.053 (dia 3/03/2021)! n 6972 lagartos n 3879 serpentes n 201 Anfisbaenas n E em diversidade ecológica n Mais de 50 sinapomorfias n Estreptostilia n Crânio cinético em comparação com Sphenodon n Hemipênis n Órgão vomeronasal separado da cápsula nasal Evolução do conhecimento do Número de espécies: Squamata e outros “répteis” http://www.reptile-database.org/db-info/SpeciesStat.html Lembrando Diversidade vivente de tetrapoda n Squamata: 11.690 n Testudines: 360 n Crocodylia: 27 n Amphibia: 8.302 n 8403; 101 espécies descritas desde 12/2020 n Aves: 10.721 n estimativas recentes sugerem ~18 mil n Mammalia em 2018: 6.495 Iguania Gekkota Autarchoglossa Scleroglossa IguaniaGekkota Autarchoglossa Autarchoglossa Simões&Pyron, 2021 Evolução morfoecológica dos Squamata n Preensão mandibular n Libera língua n Aumento da quimiorrecepção n Várias implicações ecológicas n Discriminação de presas n Habilidade de manipular presas maiores n Químicos em interações sociais n Novas possibilidades: noturnos e fossoriais Gekkota 2139 espécies (8/12/2021), 34 espécies no Brasil) n Sistema naso olfatório desenvolvido n Noturnos (alguns secundariamente diurnos) n Vive em temperaturas mais baixas n Uso de som em interações sociais n Tamanho da ninhada menor https://analyticalscience.wiley.com/do/10.1002/gitlab.9314 Phyllopezus pollicaris, PARNA Catimbau. ©Adrian Garda Gekko gecko Phelsuma inexpectata, ilhas Seychelles Thecadactylus rapicauda. Amazônia. ©Antonia Pachmann Thecadactylus solimonensis. Foto de site de venda de pets. Uroplatus phantasticus. Uroplatus fimbriatus. Fonte: https://www.deviantart.com/angiwallace/art/Screamer-3-97409489 Muitas espécies na Caatinga! Hemidactylus brasilianus do PARNA Catimbau-PE ©AdrianGarda Phyllopezus periosus do PARNA Catimbau-PE ©Daniel Passos Foto: M. A. Freitas Bastante diversos na Caatinga! Gymnodactylus geckoides ©Adrian Garda Lygodactylus klugei ©Adrian Garda Scincoidea 1886 espécies (8/12/2021), 15 espécies no Brasil n Aqui no Brasil, família Scincidae n Várias espécies no RN! n Vivíparos! Brasiliscincus heathi (=Mabuya heathi) ©AdrianGarda Trachylepis atlantica ©Fagner Delfim Scincoidea n Vários eventos de perda/redução de membros Lacertoidea 562 espécies 08/12/2021 n Língua n Bifurcação, alongamento n Desenvolvimento do vomeronasal n Mesocinese: crânio mais flexível n Mais ativos n Atividades em temperaturas altas n Sem defesa de espaço n No Brasil: n 42 Teiidae n 94 Gymnophthalmidae n 75 Amphisbaenidae Vanzosaura rubricauda. Parna Catimbau. ©AdrianGarda Amphisbaena alba Ameivula ocellifera. Barreira do Inferno ©AdrianGarda Salvator rufescens. ©Bill Boulton Tupinambis longilineus. ©LJVitt Amphisbaena kraoh. ©LJVitt Redução dos membros em Lacertoidea n Gymnophthalmidae n Variados graus de redução! n Bachia e outros gêneros no Brasil Scriptosaura catimbau ©AdrianGarda Bachia scaea ©Renato Gaiga Amphisbaenas n Redução repetida de membros n Pele solta do corpo n Tubo onde o animal desliza n Locomoção subterrâneas n Dentes bem distintos Redução de membros em squamata Iguania 2020 espécies, 8/12/2021 n 87 espécies no Brasil n 45 Tropiduridae n Também muito diversos na Caatinga! n 18 Dactyloidea n 3 Hoplocercidae n 1 Iguanidae n 14 Leiosauridae Tropiduridae Tropidurus semitaeniatus ©FASonntag Tropidurus hispidus ©AdrianGarda Iguanidae, Dactyloa e Hoplocercidae ©JuanSánchez Anguimorphidae 239 espécies, 8/12/2021 n Brasil: n Anguidae, 6 espécies, dois gêneros: n Ophiodes e Diploglossus: ambos no NE Diploglossus lessonae. Rio do Fogo. ©AdrianGarda Ophiodes sp., Chapada Diamantina Varanidae n Grandes, mas não são herbívoros! n Pressão gular positiva n Predadores: esperam ou caçam as presas Helodermatidae n Venenosos n Monstro de gila Comportamento Histórias de vida EcologiaFisiologia Consequências Língua Balística hábitos noturnos Forrageamento ativo Língua bifurcada mesocinese quimiorrecepção aguçada prensão mandibular Estreptostilia Crânio Rígido Caçador visualmente orientado Prensão lingual Forrageador de tocaia Serpentes Lepidosauromorpha altamente especializados Serpentes 3956 espécies, 8/12/2021 n De fossorias, insetívoras e pequenas n Até constritoras de mais de 10 metros n Scolecophidia n Pequenas, olhos reduzidos n Traços da cintura pélvica n Evoluíram de linhagem de lagartos n adaptados à vida subterrânea n Crânio de fóssil com pernas do Crato confirma n Tetrapodophis amplectus Tetrapodophis amplectus. Fossil do Araripe. Patas usadas para segurar presas ou no acasalamento Formas corporais das serpentes n A) Pantherophis, terrestre; corpo 10- 15x circunferencia n B) Bitis aeritans: algumas apenas 5x n C) Imantodes, Arborícolas: 20-25x! Caudas longas, olhos grandes n D) Fossoriais: corpo delgado, escamas lisas, caudas curtas, as mais especializadas tem olhos reduzidos, cabeça e cauda parecidos n E) Cobras marinhas: não tem escamas ventrais, comprimidas lateralmente Semi-aquaticas: Sucuri Arborícola: Imantodes Marinha: Hydrophis platurus da costa Rica Quatro tipos de locomoção n Ondulação lateral n Locomoção concertina n locomoção retilinear n Sidewiding (Alças laterais) Ondulação lateral Concertina Locomoção Retilinear Sidewinding Filogenia das Serpentes no Livro texto Filogenia das Serpentes 2007 Filogenia das Famílias de Serpentes Streichner & Ruane 2018 Photo Laurie J Vitt Photo Laurie J Vitt Photo Laurie J Vitt Photo Laurie J Vitt Tipos de dentição fonte: http://reptileapartment.com/introduction-to-venomous-snakes-physiology/ Serpentes que causam alta incidência de envenenamentos África, Asia, e América Latina Gutiérrez JM, Theakston RDG, Warrell DA (2006) Echis ocellatus, norte da África Naja naja, Ásia Bothrops asper, América Central ©Sebben Solenóglifo ©Sebben Serpentes Solenóglifas Viperidae (Jararacas e Cascavéis) ©Antonio Sebben ©Sebben Solenóglifa ©Antonio Sebben Serpentes Solenóglifas Viperidae (Jararacas e Cascavéis) Lachesis muta, surucucu pico de jaca Elapidae Proteróglifa ©Sebben Boiidae/Colubridae Áglifa ©Sebben Algumas Colubridae/Dipsadidae Opistóglifa ©Sebben Serpentes peçonhentas n Diversas serpentes antes consideradas não venenosas n Produzem saliva com venenos leves! n Assim como muitos lagartos n Daí o nome Toxicofera! n Viperidae n Jararacas ou Surucucus n Bothrops, Bothriopsis e Lachesis n Cascavéis n Crotalus n Elapidae n Corais verdadeiras: Micrurus n Mas tem alguma coisa boa no veneno das cobras? Medicamentos! n Ancrodo: anti-trombótico n Digere fibrogênio n Calloselasma rhodostoma n Viperidae da Malásia, Tailândia, Nepal, Camboja n Captopril: tratamento de hipertensão arterial n E protetor renal em diabetes neuropática n Bothrops jararaca n Feito sem autorização do Brasil e sem repasse n Vane se junta a Sérgio Henrique Ferreira, da USP de Ribeirão. n John Vane ganha o Nobel Serpentes do Rio Grande do Norte n 47 espécies, 33 gêneros n Sete famílias: n Dipsadidae,Colubridae, Elapidae, Boidae, Viperidae, Typhlopidae, and Leptotyphlopidae n Typhlopidae: (B) Amerotyphlops amoipira, (C) A. paucisquamus. Boidae: (D) Boa constrictor, (E) Corallus hortulana, (F) Epicrates assisi. Viperidae: (G) Bothrops erythromelas, (H) Bothrops leucurus, (I) Crotalus durissus. Elapidae: (J) Micrurus cf. corallinus, (K) M. aff. ibiboboca, and (L) M. potyguara. n Colubridae: (A) Chironius flavolineatus, (B) Drymarchon corais, (C) Leptophis ahaetulla, (D) Oxybelis aeneus, (E) Palusophis bifossatus, (F) Spilotes pullatus, (G) Tantilla melanocephala. Dipsadidae: (H) Apostolepis cearensis, (I) A. longicaudata, (J) Boiruna sertaneja, (K) Dipsas mikanii, and (L) Erythrolamprus almadensis. n Dipsadidae: (A) Erythrolamprus miliaris, (B) E. mossoroensis, (C) E. poecilogyrus, (D) E. viridis, (E) Helicops angulatus, (F) H. leopardinus, (G) Hydrodynastes gigas, (H) Imantodes cenchoa, (I) Leptodeira annulata, (J) Lygophis dilepis, (K) Oxyrhopus trigeminus, (L) Philodryas nattereri. n Dipsadidae: (A) Philodryas olfersii, (B) P. patagoniensis, (C) Phimophis guerini, (D) Pseudoboa nigra, (E) Psomophis joberti, (F) Sibon nebulatus, (G) Taeniophallus occipitalis, (H) Thamnodynastes almae, (I) T. phoenix, (J) T. sertanejo, and (K) Xenodon merremii. Principais serpentes peçonhentas do RN Bothrops erythromelas jararaca da Caatinga Crotalus durissus Cascavel Micrurus ibiboboca, coral verdadeira Corais verdadeiras e falsas no RN* Gênero Oxyrhopus. Vejam o olho grande e vermelho e a barriga branca Coral verdadeira. Gênero Micrurus Vejam os olhos pequenos e pretos. Os anéis dão a volta no corpo todo, ou seja, a barriga é colorida. Acidentes ofídicos no RN Brito e Barbosa, 2013 Acidentes ofídicos no RN Brito e Barbosa, 2013 Aspectos epidemiológicos dos acidentes ofídicos no município de Mossoró. 2004–2010 Souza et al. 2013 Bothrops (64; 44,8%), Crotalus (14; 9,8%) Micrurus (4; 2,8%). Safra do caju, manejo e plantio Setembro–Novembro Forrageamento em Lagartos Comportamento e Energética Dois Extremos Leiocephalus schreibersi Ameiva chrysolaema Tropidurídeo - Iguania Teiideo - Autharchoglossa n Ativo do nascer ao poente n 99% do tempo parado n Movimentos curtos: 2 s! n 9,6 mov/hora n Ativo por 4 a 5 horas n Meio do dia n +70% do tempo movendo n V = 1 corpo a cada 2 a 5 segundos Senta espera Vs forrageador ativo n Teiideos são tão ativos quanto mamíferos! n Outros grupos são intermediários n Senta espera e forregeador ativo n Diferenças na dieta e predadores n Modos de forrageamento n Senta espera: n corpo atarracado, cauda curta, críptico n Forrageador ativo n Finos e compridos, cauda longa e linhas longitudinais Comportamento Social n Visual, auditivo, químico e táctil n Iguania: visual n Scleoglossa: feromônios n Iguania: Visual n Anolis: bandeiras gulares espécie-específicas Sinais visuais em Anolis n Combinação de flexão, bater cabeça e mostrar a bandeira Reprodução n De oviparidade a viviparidade n Alguns intermediários n Viviparidade n Muita energia, poucos filhotes grandes n Maioria em Scincidae n Diminui produção n Fêmea com ovos não pode gerar outra ninhada n Provavelmente surgiu em ambientes frios n Maior risco de predação Reprodução - Partenogênese n Espécies constituídas de fêmeas n Descrito para alguns grupos de lagartos n Comum, provavelmente, mas pouco detectado n Híbridos! Evolução da partenogênese n Crescimento rápido n Mas capacidade adaptativa limitada n Cromossomos duplicam (4N) antes da meiose Cuidado parental n Permanência no ninho; n Pythons n Contrações musculares n Iguanas: n próximas aos pais nas primeiras semanas de vida n Bactérias simbiontes Termorregulação – Controle comportamental n Sol e proteção contra vento – manhã n Mudança de orientação, contorno do corpo e cor n Phrynosoma: muda área do corpo de 173% para 28% n Melanóforos n Consequências n Independência da temperatura do ar n Até em regiões frias das montanhas Termorregulação n Temperaturas ótimas n 33 a 38C em lagartos n 28 a 34 em serpentes n Boa parte do tempo dedicada à termorregulação n Especialmente em regiões temperadas n Limita área e comportamento das espécies n Papel da circulação periférica n Esfria devagar, esquenta rápido! Nadar Rastejar Digerir Freq. dardejar da língua Tem. do Corpo