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CENTRO UNIVERSITÁRIO MAURÍCIO DE NASSAU - UNINASSAU CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO DISCIPLINA: PRÁTICA TRIBUTÁRIA 1º AVALIAÇÃO ALUNO FRANCIELY RAIANY DA SILXA XAVIER MATRÍCULA 01220244 DISCIPLINA PRÁTICA TRIBUTÁRIA DATA DA PROVA 11/10/2021 PROFESSOR JOÃO PAULO TORRES TIPO DE PROVA 1 TURMA 10º NB CÓDIGO DA TURMA NOTA ATENÇÃO: - A avaliação será no horário das 08:00 até 23:59. O aluno(a) na devolução da avaliação não deve esquecer: Nome completo:FRANCIELY RAIANY DA SILVA XAVIER Período e Turma:10N Matrícula:01220244 E-mail:raixaviier@gmail.com - Será atribuída nota zero a aluno que devolver sua prova em branco, independentemente de ter assinado a Ata de Prova. - Ao aluno flagrado utilizando meios ilícitos ou não autorizados pelo professor para responder a avaliação será atribuída nota zero e, mediante representação do professor, responderá a Procedimento Administrativo Disciplinar, com base no Código de Ética. - E-mail do Professor: 010010028@prof.uninassau.edu.br A Avaliação I pode ser devolvida (escrita ou digitada) entregue em word ou pdf. Caso seja escrita, converter obrigatoriamente a imagem (legível) para pdf . Questão 1 Peça Prática Processual – Direito Tributário A Igreja de Santo Antônio em Salgueiro-PE, recebeu boletos para pagamento dos IPTUs do exercício 2021. O Representante Religioso, compareceu a Prefeitura afirmando que não deveria pagar IPTU sobre imóveis de sua propriedade, a qual está sendo locados (alugados) para terceiros. Para sua surpresa, obteve como resposta a negativa do Secretário de Finanças Municipal, sob o fundamento de que somente estariam beneficiados os imóveis utilizados na consecução dos fins essenciais da mencionada entidade. No entender da municipalidade, a locação do imóvel da igreja para terceiros não constituiria uma atividade essencial da aludida instituição religiosa. O Representante da Igreja de Santo Antônio, procura você como Advogado(a) objetivando que formule a medida judicial cabível, com o objetivo de não se ver constrangido na compulsoriedade ao pagamento do imposto (IPTU), predispondo-se juntar todos os documentos para comprovar seu direito por todos os meios de prova admitidos. (Vale 5,0) OBS: A Resolução da Peça Processual será de até 05 Páginas, obedecendo os requisitos da Petição Inicial do Artigo 319 CPC. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA XXXX VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE SALGUEIRO/PE Igreja Santo Antônio, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ XXXX com sede Domiciliada XXXX, com endereço XXXX, com endereço eletrônico XXXX, por meio de seu advogado abaixo assinado, procuração anexa, com endereço profissional, para receber todas as informações processuais XXXX, integrante do escritório XXXX, inscrito no CNPJ XXXX, na forma dos artigos, 103 3 16, I, do CPC, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro nos artigos, 311 e 319 do código de processo civil, art. 151, inciso V, do código tributário nacional, bem como o art. 38 da Lei n. 6.830/80 (Lei de execução fiscal), propor a presente Ação anulatória de Débito Fiscal com pedido de tutela de Evidência, em face do município de Salgueiro, pessoa jurídica de direito público interno, com endereço XXXX, na pessoa do seu representante legal, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos: 1- Da Impossibilidade de Realização de Audiência de Conciliação O CPC, em seu art. 319, VII, prevê como requisito da inicial a informação acerca do interesse do Autor na realização de audiência de conciliação ou mediação. No caso concreto, não há que se falar na realização de tal audiência, pois se trata de um direito indisponível. 2- Da Inexigibilidade do Depósito do Montante Integral Apesar do dispositivo no art. 38 da Lei. n. 6.830, que determina o deposito do montante integral como requisito da ação anulatória, é pacifico o posicionamento no sentido de que tal exigência é inconstitucional. O vetusto Tribunal Federal de Recursos já entendia dessa forma, quando da edição da Súmula 247, que fora endossada pelo Supremo Tribunal Federal, ao editar a Súmula Vinculante 28. Assim, como garantia á inafastabilidade do Judiciário, é inconstitucional a exigência de deposito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial. 3- Dos Fatos A Igreja de Santo Antônio em Salgueiro-PE, recebeu boletos para pagamento dos IPTUS do exercício 2021. O Representante Religioso, compareceu a Prefeitura afirmando que não deveria pagar IPTU sobre imóveis de sua propriedade, locados para terceiros. Para sua surpresa, obteve como resposta a negativa do Secretário de Finanças Municipal, sob o fundamento de que somente estariam beneficiados os imóveis utilizados na consecução dos fins essenciais da mencionada entidade. 4 - Do Direito 4.1- Da inconstitucionalidade da cobrança Tendo em vista que a igreja goza de imunidade tributária, é inconstitucional a cobrança dos impostos territorial feito à mesma. 4.2- Da imunidade Tributária As entidades religiosas têm direito à imunidade tributária sobre qualquer patrimônio, renda ou serviço relacionado, de forma direta, à sua atividade essencial, mesmo que aluguem seus imóveis ou os mantenham desocupados. 4.3- Da imunidade Religiosa É o que ocorre, por exemplo, com organizações religiosas. A imunidade tributária aos templos de qualquer culto, disposta pelo artigo 150, inciso VI da Constituição Federal, garante que qualquer entidade de cunho religioso seja imune a todo tipo de impostos governamentais no Brasil. 4.4- Da tutela de Evidência Com fulcro no art. 311, CPC. Visando a antecipação do mérito total ou parcial do processo, pois nos autos já se encontram provas documentais que dissolvem toda e qualquer dúvida em relação ao direito discutido. A Igreja Santo Antônio goza de imunidade tributária. 4- Dos Pedidos Ante o exposto requer: a) Que seja concedida a Tutela Provisória de Evidência pleiteada para fins de suspender a exigibilidade do crédito tributário em caso de eventual lançamento no curso da ação, nos termos do art. 311 do CPC e art. 151, V, do CTN; b) A citação da ré, Secretária de Finanças do município de Salgueiro, para, querendo, responder aos termos da presente ação; c) Seja julgada procedente a presente ação para fins de se anular o lançamento/ auto de infração efetuado, declarando indevida a tributação; d) A condenação da parte ré nas custas e honorários advocatícios, segundo o art.85, §3°, do CPC; e) A não realização da audiência de conciliação ou mediação conforme opção do art. 319, VII, 6 e do art.334, §4°, II, ambos do CPC. Por fim, pretende o Autor realizar todos os meios de provas em direito admitidas, em especial as provas documentais, nos moldes do art. 319, VI, do CPC. Dá-se à causa o valor de R$ 1000,00 ( Um mil reais) para fins meramente fiscais. Nesses termos, pede deferimento. Recife, 11 de Outubro de 2021 Advogado XXX OAB XXXX /n° XXXX Questão 2 Uma lei municipal 1234/2020 (Lei fictícia) em Recife-PE, foi instituída uma taxa de limpeza cujo fato gerador é, exclusivamente, o serviço público de coleta, remoção e tratamento de lixo domiciliar de imóveis no município. Para se chegar ao valor dessa taxa, a lei determinou como referência a utilização da área do imóvel como base de cálculo da taxa. Diante desse quadro fático, responda aos itens a seguir. A) O fato gerador da taxa determinado pela lei municipal do Recife-PE, chegou a violar a Constituição da República de 1988? (Vale 1,0) Não se tem o que falar em relação a violação da CF visto que: a taxa que é cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo proveniente de imóveis não viola em momento algum o Art. 145, inciso II, da CRFB/88: Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: II - Taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinteou postos a sua disposição; E ainda, esses serviços possuem caráter específico e divisível, como disposto na Súmula Vinculante 19 do STF: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal. B) A base de cálculo adotada pelo Município do Recife-PE chegou a violar a regra constitucional de que taxas não podem ter base de cálculo própria de impostos? (Vale: 1,0) C) Não há violação. Pois é constitucionalmente possível a adoção de um ou mais elementos da base de cálculo própria de impostos desde que não se tenha de forma integral identidade entre uma base e outra, conforme o que dispõe a Súmula Vinculante 29 do STF. Desta forma o entendimento do STF é no sentido que a base de cálculo de taxas não pode ter identidade completa com a base de cálculo de impostos. No entanto, é possível que a base de cálculo das taxas adote um ou mais elementos da base de cálculo dos impostos. É isso o que está determinado na SV 29: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base e outra. Obs: o(a) Aluno(a) deve fundamentar as respostas. A mera citação do dispositivo legal não confere pontuação.