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Recentemente o debate a respeito da manipulação genética de 
embriões humanos voltou à tona, quando um pesquisador chinês 
alegou ter removido uma proteína do DNA dos embriões de duas 
irmãs gêmeas para que elas se tornassem resistentes à infecção pelo 
HIV, já a mãe delas era soropositivo. As meninas nasceram 
saudáveis. 
Embora o pesquisador não tenha apresentado evidências científicas 
que validassem seus achados, a notícia causou grande polêmica. 
Se os resultados divulgados pelo cientista forem confirmados, o 
experimento pode virar um marco, pois pode fazer progredir o 
conhecimento sobre modificação do DNA de embriões a fim de corrigir 
mutações genéticas e impedir doenças debilitadoras.Por outro lado, 
traz também graves implicações éticas: a técnica poderia ser usada 
para fins eugênicos? É aceitável que os pais “customizem” seus 
filhos? 
Convém lembrar também que a alteração no DNA é transmitida para 
os descendentes. Portanto, não se trata de uma ação com implicações 
apenas para o indivíduo, mas, para toda a humanidade. 
Fonte: O dilema ético envolvendo a criação de bebês geneticamente 
editados. BBC Brasil. 30 nov. 2018. Disponível 
em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-46394589. Acesso em 25 
jun. 2019. 
Nessa atividade você terá oportunidade de discutir os limites éticos da 
ciência. Até onde tais princípios devem ser ampliados para que a 
ciência possa progredir? 
https://anhembi.blackboard.com/bbcswebdav/institution/laureate/conteudos/INS_METOCI_19/unidade_4/pratique_compartilhe/index.html
 
Vamos praticar 
Sabendo disso, realize uma pesquisa a respeito de algum caso em 
que o avanço da ciência sofra obstáculos por conta de dilemas éticos, 
apresentando suas reflexões sobre se seria certo ou não dar 
andamento à pesquisa. 
Não se esqueça de compartilhar sua atividade no fórum da seção 
“compartilhe”. 
 
Cientistas enfrentam dilema ético na busca por 
vacinas contra o ebola 
 
Normalmente são necessários anos para provar que uma nova vacina é segura e eficaz antes que 
ela possa ser usada em pacientes – mas com dezenas de pessoas morrendo diariamente no pior 
surto de ebola da história, não há tempo para esperar. 
No esforço para salvar vidas, as autoridades de saúde estão determinadas a produzir vacinas 
dentro de meses, dispensando parte dos testes corriqueiros e levantando dúvidas éticas e questões 
práticas. 
“Ninguém sabe ainda como vamos fazer isso. Há muitas questões difíceis e pragmáticas sobre a 
distribuição, e ninguém ainda tem respostas definitivas”, disse Adrian Hill, que está realizando 
testes de segurança em voluntários saudáveis de uma vacina experimental para o Ebola 
desenvolvida pela GlaxoSmithKline. 
Hill, professor e diretor do Instituto Jenner na Universidade Oxford, na Grã-Bretanha, disse que, 
se seus resultados não mostrarem efeitos colaterais adversos, a nova droga da GSK pode ser 
usada nas populações afetadas do oeste da África até o final deste ano. 
Mesmo se uma droga se mostrar segura, leva mais tempo para se provar que é eficaz – tempo 
que simplesmente não se tem, já que os casos de infecção do ebola duplicam a cada poucas 
semanas e devem chegar a 20 mil até novembro, segundo uma projeção da Organização Mundial 
da Saúde (OMS). 
Entre os dilemas que os cientistas estão enfrentando estão: deveria se dar uma vacina não 
comprovada a todos ou só a alguns? Ela deveria ser oferecida primeira aos profissionais de 
saúde? Aos mais jovens antes dos mais velhos? Ela deveria ser usada primeira na Libéria, onde o 
Ebola está se disseminando mais rápido, ou na Guiné, onde o vírus está mais perto de ser 
controlado? Deveríamos dizer às pessoas que podem acreditar que a vacina irá protegê-las do 
Ebola? Ou deveriam continuar tomando todas as medidas preventivas, como se não tivessem 
sido vacinadas? E nesse caso, como se saberá se a vacina funciona? 
A GSK é uma de várias indústrias farmacêuticas que iniciaram ou anunciaram planos de testes 
com humanos de possíveis vacinas contra o ebola. Entre elas estão Johnson & Johnson, 
NewLink, Inovio Pharmaceuticals e Profectus Biosciences. 
A OMS declarou esperar que se pudesse usar, em pequena escala, as primeiras vacinas 
experimentais para o ebola no oeste africano até janeiro do ano que vem, e convocaram 
especialistas em vacinas, epidemiologistas, farmacêuticas e especialistas em ética para uma 
reunião nesta segunda e terças-feiras para discutir os ângulos morais e práticos do assunto. 
A maioria dos especialistas entrevistados pela Reuters é a favor da ideia de se oferecer as 
primeiras doses para os assistentes de saúde nos locais atingidos, já sua exposição é alta. Depois, 
os pesquisadores poderiam comparar as taxas de infecção entre estes e aqueles nas regiões que 
ainda aguardam a vacina.

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