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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS DISCIPLINA: Geografia Cultural DOCENTE: Patrícia Monteiro DISCENTE: Patrícia Rodrigues de Moura Carvalho CURSO: Licenciatura em Geografia Fichamento do texto: Espaço, cultura, religião e dimensão de análise Zeny Rosendahl · A compreensão entre o sagrado e o profano se dá na leitura e interpretação das representações simbólicas das territorialidades religiosas; · Envolve a identificação e análise das dimensões econômicas, política e lugar. A dimensão econômica do sagrado/profano · Deve ser pensada em termos de especialidade é se refere às relações entre suas apresentações simbólicas; · A existência do sagrado e do profano é envolvida pelos bens simbólicos e pelas relações de mercado e de rede; · Os bens simbólicos por terem valores culturais e significados que precisam ser decifrados; · Os atos culturais apresentam a sua particularidade por sua dim8ensão simbólica; · São públicos e observáveis; · O geógrafo cultural, além de descrever os bens simbólicos de um lugar deve compreendê-los como dato carregado de sentido do sagrado/profano. · A produção de objetos simbólicos se assenta institucionalmente; · Existem corpos de especialistas religiosos que constroem o capital religioso; · Exemplos brasileiros apresentados no PLT: A multiplicidade de filiais da Igreja Universal do Reino de Deus é a seita Sescho No Ie; · Especialização do trabalho religioso estabelecido a partir da divisão do trabalho; · A demanda de objetos simbólicos está sujeita a sazonalidade; · A dinâmica dos lugares sagrados a partir das necessidades infraestruturas; · Relação entre a especialidade e as estratégias de poder presentes na distribuição territorial das práticas e lugares religiosos; · Ex: expansão das dioceses de acordo com a hierarquia de poder da Igreja católica romana com objetivo de controle e vigilância; · A dimensão política na realidade espacial religiosa é baseada na vivência coletiva da fé em um território organizado pela representação física : igrejas, sinagogas, templos e mesquitas; · A territorialidade é construída a partir da identidade do território pela encarnação da relação simbólica em função da vivência coletiva da fé; · A territorialidade está ligada à dinâmica espacial dos grupos na vivência religiosa que engloba os fixos (lugares sagrados) e os fluxos (itinerários); · O elo entre religião e territorialidade; · As estratégias espaciais determinadas pela dimensão política da religião servem para a afirmação de poder de uma dada religião. A dimensão de lugar do Sagrado/Profano · O lugar sagrado é o local em que ocorrem os rituais religiosos, e em sua paisagem é possível identificar traços culturais de uma dada religião; · O lugar sagrado possui valor simbólico e é fruto da apropriação de uma comunidade religiosa; · Cabe à geografia explicar a produção da paisagem dos lugares sagrados; · A compreensão de tal lugar implica em perceber as relações hierárquicas de uma comunidade sobre outra e as relações de inclusões/exclusões e de dominação/subordinação. · É preciso analisar uma série de fatores em cada comunidade religiosa; · A difusão da fé pode provocar aculturação entre as populações de lugares simbólicos em formação; Ex: expansão europeia a partir do século XV, gerando conversão, destruição e novas formulações simbólicas; · A abrangência territorial do lugar: pode ser um rio, uma cidade sagrada do hinduísmo a cidade de Meca para os islâmicos, Aparecida do Norte. · O lugar sagrado pode ter a territorialidade definida pelo alcance da mente imaginativa como a construção de um círculo sagrado que pode ser estabelecido em qualquer lugar e possuir as suas dimensões conforme o número de participantes; · Desta forma, é possível considerar o lugar sagrado real e o lugar sagrado imaginado; · A identidade religiosa é exercida na vivência dos lugares; · Há diferentes formas de se marcar o lugar e manter viva a memória no tempo e no espaço; · O sentido de pertencimento é ligado ao calendário litúrgico e ao tempo sagrado de festas e cerimoniais que ocorrem no lugar sagrado; · A ligação emocional é criada com a identificação do lugar sagrado, gerando familiaridade com ele; · A aprendizagem no espaço também levar à identificação e a ligação com ele; · A construção do lugar sagrado é fundamental para a manutenção da comunidade religiosa, requerendo seu envolvimento e cooperação por longo período. As Hieropólis · Hieropólis ou cidades – santuários são lugares considerados sagrados para algumas comunidades religiosas; · Existem os pequenos núcleos de povoamento que, periodicamente, se transformam em cidades – santuários conforme o calendário. Rosendahl (2002) considera seis características que dão unidade às Hieropólis: · Predominância do sagrado sobre o profano nas funções urbanas; · Ritmo dominante da vida urbana conforme os ritmos próprios do templo sagrado; · O alcance espacial da fé possui natureza específica que não se manifesta pelas leis de mercado. Prosseguindo nas características consideradas por Rosendahl (2002) para a unidade das Hieropólis. · Os roteiros dos devotos não são racionais segundo os padrões da economia; · A organização do espaço interno da cidade se dá pela lógica do sagrado; · As Hieropólis desempenham importante papel político.