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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO 
CAMPUS BACABAL 
 1ª ATIVIDADE AVALIATIVA DA DISCIPLINA DE DIREITOS HUMANOS 
 
Nome do (a) aluno (a): Thaís Lara de Sousa 
O documentário “E-team” (2014), disponível na plataforma Netflix, dirigido por 
Katy Chevigny e Ross Kauffman, retrata uma perspectiva da onda de manifestações 
e protestos que ocorreram no Oriente Médio e no Norte da África, mundialmente 
conhecida como “Primavera Árabe”. Nele, membros de uma ONG, Human Rights 
Watch, se infiltram nesses países e verificam as violações dos Direitos Humanos. 
Através dessa exposição audiovisual é possível analisar muitos aspectos sobre essas 
questões, como também é possível perceber que as informações presentes não 
devem ser tomadas como verdades absolutas. 
A narrativa apresentada nos faz refletir e observar sobre realidades que 
transbordam comportamentos de extrema violência, sem um aparato que preze pelos 
direitos humanos das comunidades desses locais. Desde as cenas iniciais o Estado 
se apresenta atacando deliberadamente civis, nos quais quem é contra o regime, ou 
até mesmo quem não é, tem grandes chances de ser executado. 
Ao decorrer do documentário surgem questionamentos sobre a sua 
tendenciosidade, os motivos daqueles infiltrados de estarem ali e, olhando para 
atualidade, questiona-se também se a intervenção requerida aos Estados Unidos foi 
genuinamente pedida para confrontar os crimes contra a humanidade e em defesa de 
crianças, mulheres e homens que morreram nesses países e foram estampados em 
jornais para o mundo todo ver a pedido de pela liberdade desse povo. Uma vez que, 
a mais de dez anos a situação dessas pessoas permanece, milhões de pessoas 
seguem morrendo, fugindo, os países seguem destruídos, bombardeados, só que 
agora, com dívidas imensas. 
Diante disso, questiona-se a funcionalidade dessas intervenções e se esses 
atos foram em prol das defesas dos direitos humanos, tendo em vista as riquezas de 
petróleo que esses países tem e o não alinhamento político deles aos monopólios 
ocidentais. Não obstante, tem-se uma fala da opinião russa durante uma reunião da 
ONG: 
“O tipo de falsa democracia que a América deu ao Iraque é a mesma que 
quer dar para a Síria. Dois milhões de mortos, sete milhões de refugiados, 
eis uma boa democracia para você. Isso é uma conspiração e eu acho que 
seu trabalho faz parte dessa conspiração” 
 
Neste caso específico, percebe-se que a visão retratada apresentada pelo 
documentário cria uma narrativa crítica aos governos líbio e sírio, corroborando com 
a própria perspectiva norte-americana acerca desses conflitos. A Human Rights 
Watch, com sede norte-americana, infiltra membros nessas regiões para identificar os 
crimes contra a humanidade, a fim de levar essas notícias aos monopólios ocidentais, 
para que pudessem interferir. 
Por essa perspectiva, com a justificativa de ajudar as situações precárias 
dessas populações, países como os Estados Unidos levariam valores civilizatórios 
para esses lugares marcados pelo sofrimento que os governos causavam ao povo 
– essa visão do documentário de certa forma oferece uma versão dos fatos que 
responsabiliza os governos locais e omite a parcela de culpa de outros países 
que subsidiaram muitos ataques, principalmente, dos Estados Unidos, com apoio 
da Arábia Saudita e participação dos Emirados Árabes Unidos, Catar, Israel, Turquia 
e outros, além de milícias terroristas nos conflitos que causaram milhares de mortes 
das populações civis dessas nações em conflito. 
A análise da fotografia desse documentário mostra uma série de elementos 
para construir um apelo emocional, como o foco recorrente nas crianças, capas de 
jornais com a imagens das vítimas desses conflitos civis, a própria narração e 
legendas que aparecem reforçam a análise dos acontecimentos apresentada pelos 
diretores que atribui a responsabilidade pelo desrespeito aos direitos humanos aos 
governantes locais. Não há como se negar a veracidade das imagens capturadas 
pelas câmeras em campo, mas não se pode relevar os elementos fictícios e 
enviesados que são inclusos para o público se envolver na narrativa. 
Mas pode-se concluir que os motivos e as formas de lidar com esse conflito não 
resultaram em uma forma de garantir os direitos humanos a esses povos que se 
encontram até a atualidade em completo caos. E, é nessa perspectiva, que se insere 
uma crítica a negligência da ONU, e outras organizações que deveriam atuar na 
garantia da dignidade e direitos dos povos de todas as nações, mas que na prática, 
não acontece. 
 
REFERÊNCIAS 
E-TEAM. Direção: Katy Chevigny & Ross Kauffman: Netflix, 2014.

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