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APOSTILA DE 
MERENDEIRA 
CONCURSO 
PÚBLICO DE 
MAUÁ 
 
 
FEITA POR EVELYN PAZINI E ROGÉRIO FERREIRA 
 
 
 
Sumário 
LÍNGUA PORTUGUESA ...................................................................................................................................... 3 
Compreensão de Texto ................................................................................................................... 3 
Sinônimo e antônimo ...................................................................................................................... 4 
Pontuação ....................................................................................................................................... 5 
Classes gramaticais ......................................................................................................................... 8 
Uso do substantivo ....................................................................................................................... 11 
Uso do pronome ........................................................................................................................... 17 
Uso do verbo................................................................................................................................. 22 
Frases corretas e incorretas .......................................................................................................... 25 
Ortografia Oficial ........................................................................................................................... 28 
MATEMÁTICA ................................................................................................................................................. 32 
As quatro operações ................................................................................................................................... 32 
Adição ........................................................................................................................................................ 32 
Subtração ................................................................................................................................................... 35 
Divisão........................................................................................................................................................ 39 
Multiplicação .............................................................................................................................................. 45 
 Números Fracionários ................................................................................................................................. 56 
Sistema Métrico Decimal ............................................................................................................................ 64 
Medidas de tempo ...................................................................................................................................... 79 
Medidas de Comprimento .......................................................................................................................... 83 
Conversão de Unidades de Área.................................................................................................................. 90 
Resolução de Situações Problemas.............................................................................................................. 95 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS .................................................................................................................... 105 
 Conhecimento de Equipamentos de Proteção Individual ................................................................... 105 
Conhecimentos técnicos da área .......................................................................................................... 105 
Uso adequado de materiais e equipamentos ...................................................................................... 110 
Conhecimento de culinária em geral.................................................................................................... 112 
Higiene e segurança pessoal. ................................................................................................................ 119 
Higiene na manipulação e armazenamento dos alimentos ................................................................ 121 
Higiene e armazenamento dos utensílios de cozinha. ........................................................................ 122 
Questões situacionais sobre preparo e manipulação de alimentos e utensílios. ............................. 129 
Procedimentos para uso adequado de energia elétrica e água ......................................................... 131 
3 
 
 
PORTUGUÊS 
 
Compreensão de texto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em geral, questões sobre compreensão textual apresentam expressões como: 
• De acordo com o escritor/autor; 
• O texto informa que; 
• O autor expressa que; 
 • O texto diz que; 
• Na concepção do autor; 
• O texto sugere que. 
 É a análise do que está 
escrito no texto, a 
compreensão das 
frases e ideias 
presentes. 
 Análise: trabalha com 
a objetividade, com as 
frases e palavras que 
estão escritas no texto. 
 A informação está 
presente no texto. 
4 
 
Sinonímia 
Sinonímia é a relação que se estabelece entre palavras de sentidos semelhantes. 
Vale destacar que há semelhança de sentido, não igualdade de sentido. As palavras 
que apresentam significados parecidos são chamadas de sinônimas. Confira 
exemplos de sinônimos 
 Rogou ao Divino Pai Eterno com fé! Suplicou ao Divino Pai Eterno com fé! 
 Naquele dia, ele agiu como um louco. Naquele dia, ele agiu como um insano. 
 Eu liguei várias vezes, mas ninguém atendeu. Eu liguei muitas vezes, mas 
ninguém atendeu. 
 Ela leu o livro sobre a Inconfidência Mineira. Ela leu o livro a respeito da 
Inconfidência Mineira. 
 Não chegamos a conversar, pois ele é bem tímido! Não chegamos a 
conversar, pois ele é bem acanhado! 
 Vamos celebrar o seu aniversário no próximo sábado! Vamos comemorar o 
seu aniversário no próximo sábado! 
 Foi feito um levantamento minucioso das espécies em extinção. Foi feito um 
levantamento detalhado das espécies em extinção. 
 Separamos os utensílios necessários e saímos imediatamente. Separamos as 
ferramentas necessárias e saímos imediatamente. 
 O diretor expôs as mudanças a serem realizadas na empresa. O diretor 
apresentou as mudanças a serem realizadas na empresa. 
 Aquele é o setor da sociedade que mais carece de investimentos! Aquele é o 
segmento da sociedade que mais carece de investimentos! 
 
Para concluir: A sinonímia é a relação que se estabelece entre palavras de sentido 
semelhantes. Semelhantes, não iguais! A essas palavras, damos o nome de 
“sinônimas. 
 
Antonímia 
A antonímia é a relação que se estabelece entre palavras de sentidos opostos. 
Essas palavras, que exprimem ideias contrárias, são chamadas de “antônimas”. 
Exemplos de antônimos cujos prefixos indicam a noção de negação ou oposição de 
ideias: 
 A temperatura está anormal para aquela estação do ano. (normal – anormal) 
 A turma aprendeu hoje que o vírus é um organismo acelular. (celular – 
acelular) 
5 
 
 Preparou a omelete em uma frigideira antiaderente. (aderente – antiaderente) 
 Não se incomodou com o fato de ser chamado de antissocial. (social – 
antissocial) 
 O comércio desse tipo de madeira é ilegal. Quanta ganância! (legal – ilegal) 
 Como são irresponsáveis os que jogam lixo nas ruas! (responsável – 
irresponsável) 
 Desde que o conheci, notei que ele era bastante impaciente. (paciente – 
impaciente) 
 Os alimentos foram identificados como impróprios para o consumo. (próprios 
– impróprios) 
 A atitude dele para com os colegas foi inaceitável. (aceitável – inaceitável) 
 O professor apontoualgumas incoerências no artigo do aluno. (coerências – 
incoerências) 
 O posfácio deste romance foi escrito por um renomado crítico literário. 
(prefácio – posfácio) 
 O médico alertou quanto aos cuidados no pós-operatório. (pré-operatório – 
pós-operatório) 
 
Para concluir: A antonímia é a relação entre palavras que apresentam sentidos 
opostos. Desse modo, ela insere-se no campo da Semântica, que lida com os 
significados das palavras. 
 
Pontuação 
Os sinais de pontuação são utilizados para facilitar a comunicação e a compreensão 
entre as pessoas. Isso pode ser identificado através das vírgulas e dos pontos, que 
são usados como referências para sinalizar os locais que precisam de uma pausa na 
fala ou na escrita. Outras pontuações, como o ponto de interrogação e a 
exclamação, são utilizadas para dar entonação na fala. 
 Afinal, a primeira é utilizada quando se é feita uma pergunta e a segunda para 
destacar algum tipo de emoção. Além dessas, outros sinais de pontuação são 
utilizados para complementar o texto, como os parênteses, aspas, travessão, 
reticências, entre outros que serão destacados durante a explicação abaixo. 
 Tipos de Sinais de Pontuação 
 
 Ponto Final ( . ) 
6 
 
O ponto pode ser utilizado em diversos momentos da escrita, como na conclusão de 
uma frase ou raciocínio, ou também para abreviação de palavras. Confira alguns 
exemplos: 
  Finalização de frase: 
A semana começou complicada. A aula começará no mesmo horário. 
 Separação de períodos: 
Ontem você estava chateada. Hoje te conto o que aconteceu. 
 Abreviação de palavras: 
Sr.; adj.; obs. 
 
Ponto de Interrogação ( ? ) 
 O ponto de interrogação é utilizado na finalização de algum questionamento ou 
ainda para dar entonação de surpresa. 
  Pergunta: 
 Você pretende sair no próximo sábado? 
 Indicação de surpresa: 
 Como é? Você disse que não vai comigo? 
 Ponto de exclamação ( ! ) 
O sinal de exclamação é bastante utilizado na finalização de frases que expressem 
algum tipo de emoção, como: surpresa, irritação, alegria, tristeza, medo, etc. 
 Exemplos: 
Que susto! Nossa, adorei isso! Acredite! 
Vírgula ( , ) 
A vírgula é utilizada como indicativo de que é necessária uma pausa na fala ou na 
leitura. 
 Separar o vocativo: 
Victor, favor lembrar de comprar a comida do cachorro. 
 Separar apostos: 
Júnior, meu filho mais novo, faz aniversário no mês de Abril. 
 Separar o adjunto adverbial antecipado ou intercalado: 
Você, quase sempre, deixa resto de comida no prato. 
Ponto e vírgula ( ; ) 
7 
 
O sinal de ponto de vírgula é utilizado para sinalizar que na oração há uma 
separação de elementos que complementam a mesma frase. Exemplo: 
 Para preparar um pudim é preciso os seguintes ingredientes: 
3 ovos; 1 lata de leite condensado; 1 lata de leite; 1/2 colher de farinha de trigo; 
Parênteses ( ) 
Os parênteses são usados para isolar palavras, podendo até mesmo substituir a 
vírgula ou o travessão. 
 Exemplos: 
Duzentos e setenta mil reais (R$ 270.000,00). 
Os profissionais liberais (advogados, médicos, dentistas, engenheiros, jornalistas), 
quando exercem a profissão por conta própria, são considerados autônomos. Belo 
Horizonte (MG) 
Reticências (...) 
 As reticências são utilizadas para representar que o sentido do texto vai além do 
que está expresso na frase. 
  Exemplos: 
Carlos gosta de comer salgadinhos, biscoitos, iogurtes, bolos.... 
Não sei…Preciso pensar no assunto. 
 Aspas (" ") 
As aspas são utilizadas como forma de enfatizar algo, isolando palavras e até 
mesmo servindo como indicativo para citação direta. 
 Exemplos: 
Satisfeito com o resultado do vestibular, se sentia o “bom”. 
Durante a reportagem, o entrevistado afirmou: "Não tenho culpa se já estava 
combinado que eu não participaria do jogo." 
 Dois-pontos ( : ) 
 O sinal dois-pontos é a sinalização que antecede uma citação, enumeração e 
esclarecimento. Também pode ser usado para fazer uma síntese do que já foi dito 
na oração anterior. 
  Exemplo: 
 Ela gritou: – Vá embora! 
Esse é o problema dessa geração: tem liberdade, mas não tem responsabilidade. 
 
 
8 
 
Classes gramaticais 
As classes de palavras ou classes gramaticais organiza os estudos sobre as 
palavras da Língua Portuguesa em grupos. Esses grupos estudam a função de cada 
palavra da gramática no texto. São eles: adjetivo, advérbio, artigo, conjunção, 
interjeição, numeral, preposição, pronome, substantivo e verbo. 
 Uso dos artigos 
O artigo costuma anteceder o substantivo para fazer referência a ele, podendo 
indicar que se trata de um ser já conhecido do interlocutor (no caso dos artigos 
definidos) ou que se trata de um representante não específico da espécie (no caso 
dos artigos indefinidos). Assim, os artigos não funcionam sozinhos no enunciado, 
estando sempre acompanhados de outro substantivo. 
 
 Artigos definidos 
Os artigos definidos indicam que um ser é específico por já ter sido citado ou por ser 
de conhecimento mútuo dos interlocutores. Os artigos definidos são variáveis em 
gênero (masculino ou feminino) e em número (singular ou plural). 
 
Observe os exemplos: 
 A lição que aprendi hoje foi simples. 
 Ele passeava sempre com o cachorro dele. 
 Escolhi as pinturas para você. 
 Os convidados virão à nossa festa. 
Em cada caso, o uso dos artigos serve para especificar um 
substantivo (“a lição que aprendi hoje”, “o cachorro dele”) ou para referir-se a 
substantivos já conhecidos do interlocutor (“os convidados da nossa festa”, 
“as pinturas para você”). Saiba mais como utilizar essa categoria de artigos lendo o 
nosso texto: Emprego do artigo definido. 
 Artigos indefinidos 
Por sua vez, os artigos indefinidos servem para indicar que ocorre 
uma generalização ou que é a primeira ocorrência do representante de 
determinada espécie, ainda não sendo de conhecimento mútuo dos interlocutores, 
visto ser a primeira vez em que aparece no discurso. Os artigos indefinidos também 
são variáveis em gênero e número. 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/emprego-artigo-definido.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/emprego-artigo-definido.htm
9 
 
 
É necessário entender que o artigo indefinido não pode ser confundido com 
um numeral. Ele não está atrelado ao número um, mas à ideia de generalização, 
conforme mencionado. 
Vejamos alguns exemplos: 
 Uma lição que aprendi hoje foi simples. 
 Ele passeava sempre com um cachorro. 
 Escolhi umas pinturas para você. 
 Uns convidados virão à nossa festa. 
Note que, agora, o artigo deu uma conotação de generalização em relação aos 
substantivos ou de desconhecimento por parte de um dos interlocutores. Trata-se de 
“uma das lições aprendidas” e de “um cachorro não conhecido”, além de 
“umas pinturas” e “uns convidados” que ainda serão vistos e conhecidos. Aprenda 
mais sobre de que forma esses artigos podem ser utilizados acessando: Emprego 
do artigo indefinido. 
 Contração de artigos com preposições 
Os artigos podem juntar-se a algumas preposições, formando uma única palavra 
contraída. Vejamos na tabela a seguir como essa contração ocorre: 
 
Aqui estão mais exemplos: 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/diferenca-entre-artigo-indefinido-numeral.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/emprego-artigo-indefinido.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/emprego-artigo-indefinido.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/emprego-artigo-indefinido.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/preposicao.htm
10 
 
 Ela gostava de arroz com feijão. 
 Ela gostava do arroz com feijão da avó dela. 
Veja que, no enunciado sem artigo, sabemos que alguém gosta de arroz com feijão, 
um prato qualquer sem especificidade. No segundo caso, ao usar-se o artigo “o”, 
contraído com a preposição “de”, cria-se um efeito de especificidade: não é de 
qualquer arroz com feijão que ela gosta, mas de um especial(que vem explicado na 
sequência: o da avó dela). 
 Eu adoro estar em eventos culturais. 
 Eu adoro estar nuns eventos culturais. 
 Eu adoro estar nos eventos culturais. 
No enunciado sem artigo, entende-se que a pessoa gosta de estar em qualquer 
evento cultural, sem especificação. Já no segundo caso, é possível entender que a 
pessoa gosta de estar em alguns eventos culturais — não está especificado em 
quais, mas fica subentendido que não é em qualquer evento cultural. Por fim, no 
terceiro caso, o uso de artigo definido antes de “eventos culturais” já é a própria 
especificação: ela gosta de estar especificamente em eventos culturais (e não em 
qualquer evento). 
 Eu vou a cerimônias. 
 Eu vou a umas cerimônias. 
 Eu vou às cerimônias. 
Veja que o verbo “ir” exige a preposição “a”. Assim, no primeiro enunciado, não há 
artigo, apenas preposição, indicando que a pessoa costuma ir a qualquer cerimônia. 
No segundo caso, com o artigo indefinido (que não se contrai com a preposição “a”), 
está dito que a pessoa costuma ir a algumas cerimônias, sem especificar em quais. 
No último caso, com a contração da preposição “a” com o artigo “as”, o substantivo 
“cerimônias” está especificado: trata-se de cerimônias já citadas ou das quais os 
dois interlocutores têm conhecimento. 
Atenção: na linguagem informal e coloquial, ocorre a contração da preposição 
“para” com os artigos, gerando as formas: pro, pra, pros pras, prum, pruma, pruns, 
prumas. Entretanto, lembre-se de que essas formas não são aceitas na linguagem 
formal. Exemplos: 
 Eu contei isso pruns amigos. 
 Eu contei isso pros amigos. 
Enquanto no primeiro enunciado o substantivo “amigos” está generalizado, 
indicando que um dos interlocutores não sabe quem são os amigos, no segundo 
enunciado o artigo especifica o substantivo “amigos”, mostrando que ambos os 
interlocutores sabem quem eles são. 
11 
 
 Uso do substantivo 
O substantivo é a classe gramatical que dá nome a seres, coisas, espaços, 
sentimentos etc. O substantivo é assim chamado por dar significado a substâncias, 
sejam concretas e palpáveis, sejam apenas mentalmente apreendidas como 
substâncias, tais como nomes, qualidades, estados, processos, entre outros. 
Por isso, os substantivos possuem classificações de acordo com o tipo de 
substância que estão nomeando, além de variações de acordo com o gênero, o 
número e o grau deles. Embora existam tais regras e conceitos, é importante 
lembrar que existem, também, muitas exceções para as regras dessa classe 
gramatical tão vasta. 
Os substantivos possuem a seguinte classificação: comum ou próprio, concreto ou 
abstrato, primitivo ou derivado, simples ou composto e, por fim, coletivo. 
Substantivo comum X substantivo próprio 
 Substantivo comum: é o nome genérico que se dá a um mesmo grupo de 
seres ou de objetos. Costuma vir em letra minúscula. 
Exemplos: sofá, café, amor, partida, livro, mar, lua. 
 Substantivo próprio: é o nome que se dá especificamente a um (ou 
alguns) indivíduo(s) ou objeto(s) de um grupo de seres ou de objetos, 
identificando-os em relação ao todo do grupo e tornando-os inconfundíveis. 
Costuma vir em letra maiúscula. 
 
 
 
 
 
Substantivo concreto X substantivo abstrato 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/classes-palavras.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/flexoes-substantivo.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/flexoes-substantivo.htm
12 
 
 Substantivo concreto: é o nome que se dá ao substantivo cuja existência é 
independente de outro ser. Nesse caso, o pensamento apresenta sua 
existência como própria e independente de outra. Por isso, o substantivo 
concreto pode ser real ou imaginário, material ou imaterial. 
Exemplos: professor, caneta, gato, fogo, enchente, dragão, unicórnio, anjo, Deus 
etc. 
 Substantivo abstrato: é o nome que se dá ao substantivo cuja existência 
depende de um ser concreto para existir. Sem o ser concreto, o 
substantivo abstrato não é capaz de ser produzido. 
Exemplos: ensino, sede, calor, ternura, misericórdia, imaginação, chegada etc. 
Substantivo primitivo X substantivo derivado 
 Substantivo primitivo: é aquele cujo nome não se origina de outro nome. 
Esse tipo de substantivo costuma dar origem a outras palavras. 
 Substantivo derivado: é aquele cujo nome origina-se com base em 
outro nome. 
 
Substantivo simples X substantivo composto 
 Substantivo simples: possui apenas um radical, isto é, apenas um 
elemento formador da palavra. 
Exemplos: xícara, vaso, polvo, pessoa, tédio, santa etc. 
 Substantivo composto: possui mais de um radical, comumente formado 
pela junção de duas ou mais palavras para formar-se uma só. 
Exemplos: paraquedas, segunda-feira, girassol, guarda-roupa, antissocial, louva-a-
deus etc. 
Substantivo coletivo 
13 
 
Nome que se dá a uma coleção ou a um conjunto de seres ou de objetos de uma 
mesma classificação ou ideia. O coletivo, por representar a ideia de múltiplos 
indivíduos ou objetos, vem sempre no singular. 
 
 
 
Gênero dos substantivos 
A norma padrão da língua portuguesa reconhece dois 
gêneros: masculino e feminino. Na língua portuguesa, todo substantivo é 
classificado dentro de um desses dois gêneros. 
 São masculinos os substantivos aos quais se pode antepor os 
artigos o/um/os/uns, como nos 
exemplos: o sol, um raio, os professores, uns poetas etc. 
 São femininos os substantivos aos quais se pode antepor os 
artigos a/uma/as/umas, como nos 
exemplos: a dor, uma ponte, as borboletas, umas nuvens etc. 
Na divisão entre masculino e feminino, existem duas classificações possíveis: 
substantivos biformes e substantivos uniformes. Esta última classificação ainda 
pode dividir-se entre comum de dois gêneros, sobrecomum e epiceno. 
Substantivos biformes 
São aqueles que possuem uma forma diferente de acordo com o gênero de 
substantivo, mudando, desse modo, a desinência de gênero, ou seja, a parte da 
palavra responsável por indicar se ela é feminina ou masculina. As desinências de 
gênero mais comuns são -o para o masculino e -a para o feminino. 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/substantivos-coletivos.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/tipos-desinencias.htm
14 
 
 
 
No entanto, há outras formas responsáveis pela marcação da diferença de gêneros. 
Por exemplo: o caso da mudança de timbre, como em “avó” e “avô”, em que o som 
mais aberto indica o gênero feminino, e o mais fechado, o gênero masculino. Além 
disso, existe os casos em que os gêneros são modificados pela presença ou pela 
ausência das desinências. A fim de exemplificar esses casos, observe as palavras 
a seguir: 
 
 
A primeira situação mostra que a ausência da desinência que marca o gênero 
resulta no vocábulo masculino “professor” em oposição ao vocábulo “professora” em 
que há a desinência -a indicando o feminino. Na segunda situação, o fenômeno 
ocorre ao contrário, uma vez que observamos que a ausência da desinência que 
marca o gênero é notada no feminino “irmã”, enquanto o acréscimo da desinência -o 
forma “irmão”, a forma masculina da palavra. 
Observação: Alguns substantivos podem existir tanto no gênero masculino quanto 
no feminino, mudando o final do próprio substantivo para trazer uma especificidade 
em relação a ele, como: 
o o jarro e a jarra (designam o mesmo objeto, sendo o último um tipo 
especial de jarro); 
o o barco e a barca (designam o mesmo objeto, sendo o último um tipo de 
barco muito maior que o comum); 
o o fruto e a fruta (o primeiro é todo órgão que protege a semente dos 
alimentos, enquanto o segundo é o termo popular para um tipo específico, 
adocicado, de fruto). 
Substantivos uniformes 
Por outro lado, os substantivos uniformes possuem apenas uma forma que não 
muda de acordo com o gênero. O gênero desse tipo de substantivo fica evidente 
quando baseado no contexto, ou seja, de acordo com o artigo ou o adjetivo que 
acompanham esse substantivo. Como exemplo, temos a cadeira (sempre no 
15 
 
feminino)ou o poste (sempre no masculino), mas existem classificações mais 
específicas para alguns casos: 
Substantivos sobrecomuns 
Os substantivos têm um só gênero, ou seja, o artigo utilizado permanecerá o 
mesmo. Esses substantivos são utilizados apenas para referir-se a pessoas. 
Acompanhe os exemplos: 
o o cônjuge (sempre no masculino, ainda que se trate de uma mulher); 
o a criança (sempre no feminino, ainda que se trate de um menino); 
o o ídolo (sempre no masculino, ainda que se trate de uma mulher). 
Substantivos comuns de dois gêneros 
Esses substantivos existem tanto no gênero masculino quanto no feminino, mas o 
substantivo é invariável, sendo o artigo responsável por definir o gênero. É o caso 
de: 
o o/a estudante; 
o o/a mártir; 
o o/a atleta. 
Substantivos epicenos 
Os epicenos nomeiam animais que possuem, na forma escrita, apenas um gênero. 
Como exemplo, temos os casos de: 
o a cobra macho e a cobra fêmea; 
o o crocodilo macho e o crocodilo fêmea; 
o a hiena macho e a hiena fêmea. 
 
Número dos substantivos 
A norma padrão da língua portuguesa reconhece a flexão de número dos 
substantivos em singular ou plural. Quando se trata da unidade, o substantivo está 
no singular. Quando se trata do conjunto, o substantivo está no plural. A regra mais 
comum é a de acréscimo da desinência que marca número -s ao final da palavra. 
Assim: 
o menino → meninos 
o ponte → pontes 
16 
 
o mãe → mães 
 Caso a palavra termine com -m, o plural será com -ns: 
o nuvem → nuvens 
o bombom → bombons 
o motim → motins 
 No entanto, há muitas exceções. Alguns substantivos apresentam plural 
terminando em -es, sendo o caso de palavras oxítonas terminadas em -
s, -z e -r: 
o freguês → fregueses 
o luz → luzes 
o cor → cores 
 Outros substantivos apresentam plural terminando em -éis, sendo o 
caso de palavras oxítonas terminadas em -el: 
o pastel → pastéis 
o papel → papéis 
o anel → anéis 
 Substantivos terminados em -ão tônico podem ter plural terminado em -
ãos, -ães ou -ões: 
o irmão → irmãos 
o pão → pães 
o leão → leões 
 Há, ainda, casos de substantivos que não se alteram quando passam do 
singular para o plural. O artigo fica encarregado de dar o contexto 
nesses casos. Substantivos terminados em -x ou paroxítonos e 
proparoxítonos terminados em -s costumam manter-se invariáveis: 
o o ônibus → os ônibus 
o a xérox → as xérox 
o o tênis → os tênis 
Observação: Vale lembrar que óculos é um substantivo plural (o óculo / os óculos). 
17 
 
 
Grau dos substantivos 
O grau dos substantivos refere-se a quando sua significação 
aparece aumentada ou diminuída, comumente auxiliada pelos sufixos -ão ou -
ona (para aumentativo masculino e feminino, respectivamente) e -inho ou -
inha (para diminutivo masculino e feminino, respectivamente). 
Vale ressaltar que o grau pode definir a ideia de tamanho, mas, também, a ideia de 
opinião ou o sentimento em relação ao substantivo: o diminutivo pode representar 
carinho ou desprezo, enquanto o aumentativo pode representar admiração. Veja 
alguns exemplos: 
 
 
 Uso do pronome 
Pronome é uma classe de palavras variável cuja finalidade é substituir ou 
determinar (acompanhar) um substantivo. Eles se classificam em razão dessas 
funções. Aquele que substitui o nome é chamado de pronome substantivo, e o que 
o determina (acompanha) é o pronome adjetivo. Além disso, são subclassificados 
em pessoais do caso reto, pessoais oblíquos tônicos e átonos, de tratamento, 
relativos, possessivos, demonstrativos, indefinidos e interrogativos. 
 
Pronomes substantivos x pronomes adjetivos 
 
Os pronomes substantivos, ao substituir o substantivo, exercem a mesma função 
sintática que este exerceria (núcleo do sujeito, do objeto direto ou indireto, do 
complemento nominal etc.). Veja: 
“João passou no vestibular.” (“João” é núcleo do sujeito) 
“Ele passou no vestibular.” (ao substituir “João” pelo pronome reto “ele”, este passa 
a ser núcleo do sujeito) 
“Gosto de João.” (“João” é núcleo do objeto indireto) 
“Gosto dele.” (ao substituir “João” pelo pronome oblíquo tônico “ele”, este passa a 
ser núcleo do objeto indireto) 
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/o-grau-aumentativo-dos-substantivos.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/o-grau-diminutivo-alguns-substantivos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/classes-palavras.htm
18 
 
 
Os pronomes adjetivos vêm sempre juntos ao substantivo a que se referem, por 
isso sempre exercem função sintática de adjunto adnominal. Veja: 
 
“Meus livros sumiram.” (o pronome possessivo “meus” é um pronome adjetivo e 
exerce função de adjunto adnominal do núcleo do sujeito “livros”) 
“Assisti a este filme.” (o pronome demonstrativo “este” é um pronome adjetivo e 
exerce função de adjunto adnominal do núcleo do objeto indireto “filme”) 
 
Pronomes pessoais 
São os pronomes que determinam a flexão de pessoa da oração. 
1º pessoa: o ser que se manifesta (fala) no processo comunicativo; o enunciador; o 
locutor; o emissor. 
2º pessoa: o ser que recebe a mensagem e decodifica-a; o receptor; o interlocutor. 
3º pessoa: o ser sobre o qual se fala no processo comunicativo. 
Eles se subdividem em pronomes pessoais do caso reto e em pronomes oblíquos 
átonos e tônicos. Veja: 
 Caso reto: são os pronomes pessoais que sempre exercem função de sujeito 
da oração (nunca exercem função de complemento). São eles: 
1º pessoa do singular: EU 
2º pessoa do singular: TU 
3º pessoa do singular: ELE/ELA 
1º pessoa do plural: NÓS 
2º pessoa do plural: VÓS 
3º pessoa do plural: ELES/ELAS 
 
Exemplos: 
Eu corri durante uma hora. 
Tu correste durante uma hora. 
Ele correu durante uma hora. 
 
Nos exemplos acima, os pronomes eu, tu e ele exercem a função sintática de 
sujeito do verbo correr, o qual deve concordar em número e pessoa com seus 
sujeitos. 
Assim sendo, construções como “eu vi ele” são equivocadas, visto que o pronome 
pessoal reto está sendo usado como objeto direto do verbo “ver”. Os pronomes 
retos jamais exercem função de objeto, sempre de sujeito. 
 
 Oblíquos átonos: todos os pronomes oblíquos exercem função de 
complemento, em especial de objeto direto ou indireto. Diferenciam-se dos 
tônicos, pois estes são sempre preposicionados e não se prendem ao verbo 
pela colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise). São eles: 
1º pessoa do singular: ME 
2º pessoa do singular: TE 
3º pessoa do singular: SE/O/A/LHE 
1º pessoa do plural: NOS 
2º pessoa do plural: VOS 
3º pessoa do plural: SE/OS/AS/LHES 
 
 
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/pronomes-pessoais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/colocacao-pronominal.htm
https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-gramatica/exercicios-sobre-uso-pronome-lhe.htm
19 
 
Exemplos: 
“Deram-me o recado.” – O pronome em destaque é objeto indireto do verbo dar. 
“Viram-me no estádio.” – O pronome em destaque é objeto direto do verbo ver. 
 
 
 
 
-O, -A, -OS, -AS X -LHE, -LHES 
 
Os demais pronomes oblíquos átonos podem exercer função de objeto direto ou 
indireto, indiscriminadamente, porém os pronomes -O,-A e suas variantes só 
podem exercer função de objeto direto, enquanto -lhe só pode exercer função 
de objeto indireto. 
 
Exemplos: 
”Eu a amo.” – O verbo amar é transitivo direto e o pronome a exerce função de 
objeto direto. 
“Eu lhe falei a verdade.” – O verbo falar é transitivo direto e indireto. Vale dizer que 
“a verdade” é objeto direto e que lhe é objeto indireto. 
 
Seria um erro gramatical grave inverter o uso desses pronomes em um texto formal. 
 Oblíquos tônicos: assim como os átonos, exercem função de complementos 
(em especial, objeto direto e indireto), mas jamais de sujeito. Possuem 
posição livre na oração, por isso não se prendem ao verbo pela colocação 
pronominal. São eles: 
1º pessoa do singular: MIM 
2º pessoa do singular: TI 
3º pessoa do singular: SI/ELE/ELA 
1º pessoa do plural: NOS 
2º pessoa do plural: VOS 
3º pessoa do plural: SI/ELE/ELAVeja: 
“Gosto dele.” 
“Falaram a verdade a mim.” 
“Entregaram a encomenda a ti.” 
 
Nos exemplos acima, os pronomes oblíquos tônicos em destaque exercem função 
de objeto indireto de seus respectivos verbos e estão todos preposicionados. 
PARA MIM OU PARA EU? 
- Se o pronome exerce a função de sujeito do verbo (no infinitivo), usa-se “para eu”. 
“Trouxe o livro para eu estudar” – O pronome reto eu é sujeito do infinitivo estudar. 
Nesse caso, nada de “Trouxe o livro para mim estudar”, pois mim é pronome 
oblíquo, por isso não exerce função de sujeito. 
- Se o pronome não exerce função de sujeito (é complemento), usa-se “para 
mim”. 
“Trouxeram este presente para mim.” – Nesse caso, mim é preposicionado e exerce 
função de objeto indireto do verbo trouxeram. 
 
20 
 
 
 
Pronomes possessivos 
Estabelecem relação de posse entre um objeto e uma das três pessoas do discurso. 
São eles: 
meu(s), minha(s) 
teu(s), tua(s) 
seu(s), sua(s) 
nosso(s), nossa(s) 
vosso(s), vossa(s) 
seu(s), sua(s) 
 
Pronomes relativos 
Os pronomes relativos, ao mesmo tempo, retomam o nome imediatamente anterior e 
substituem-no dentro de uma oração subordinada adjetiva (uma oração que 
“caracteriza”, “define”, “particulariza” esse nome). 
São exemplos de pronomes relativos: QUE, O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS 
QUAIS; QUEM; ONDE, AONDE, DE ONDE (DONDE); CUJO(S), CUJA(S); COMO; 
QUANTO. 
 
Em primeiro lugar, veja a capacidade de retomada e de substituição desses 
pronomes: 
Pegue os livros que estão sobre a mesa. 
A oração em negrito é adjetiva. Observe que ela caracteriza livros (os livros estão 
sobre a mesa) e quem retoma e substitui livros é o pronome relativo que. 
A cidade aonde Pedro vai fica no interior de Goiás. 
O pronome relativo aonde retoma e substitui cidade (Pedro vai à cidade). 
A garota da qual nós falamos mora nesta rua. 
O pronome relativo a qual retoma e substitui garota (nós falamos da garota). 
 
Pronomes demonstrativos 
São pronomes que eram originalmente usados para posicionar espacialmente um 
objeto em relação às três pessoas do discurso, principalmente em relação a quem 
fala e a quem ouve. Também são usados para a marcação de tempo (passado, 
presente e futuro) e para o estabelecimento de referências anafóricas e catafóricas 
em um texto. 
 Pronomes demonstrativos variáveis: 
1ª pessoa: este, esta, estes, estas – indicam um objeto sob posse da 1º 
pessoa; 
2ª pessoa: esse, essa, esses, essas – indicam um objeto sob posse da 2º 
pessoa; 
3ª pessoa: aquele, aquela, aqueles, aquelas – indicam um objeto sob posse 
de um 3º ou distante da 1º e da 2º pessoa. 
 Pronomes demonstrativos invariáveis: referem-se a coisas ou objetos de 
forma indefinida. Espacialmente, possuem a mesma utilização dos anteriores. 
1ª pessoa: isto 
2ª pessoa: isso 
3ª pessoa: aquilo 
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/pronomes-possessivos.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/pronome-relativo.htm
https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-gramatica/exercicios-sobre-uso-onde-aonde.htm
https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-gramatica/exercicios-sobre-uso-onde-aonde.htm
https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-gramatica/exercicios-sobre-uso-onde-aonde.htm
https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/pronomes-demonstrativos.htm
21 
 
 Pronomes de tratamento :São pronomes empregados no trato com as 
pessoas, familiar ou respeitosamente. Embora o pronome de tratamento 
dirija-se à segunda pessoa, toda a concordância deve ser feita com a terceira 
pessoa. Assim, usa-se VOSSA quando conversamos com a pessoa 
e SUA quando falamos da pessoa. Veja: 
Vossa Senhoria deveria preocupar-se com suas obrigações e não com as de Sua 
Excelência, o Governador, que está em viagem. 
 
Observe na tabela a seguir alguns exemplos de pronomes de tratamento: 
 
Pronomes indefinidos 
Referem-se à terceira pessoa do discurso de forma indefinida, genérica e imprecisa. 
Podem ou não se flexionarem em gênero e 
número. 
Variáveis: 
Qualquer/Quaisquer 
Qual/Quais 
Bastante/Bastantes 
Um(ns)/Uma(s) 
Pouco(s)/Pouca(s) 
Nenhum(ns)/Nenhuma(s) 
Outro(s)/Outra(s) 
Todo(s)/Toda(s) 
Certo(s)/Certa(s) 
Muito(s)/Muita(s) 
Tanto(s)/Tanta(s) 
Algum(ns)/Alguma(s) 
Quanto(s)/Quanta(s) 
 
 
Pronomes interrogativos 
Pronomes interrogativos são aqueles empregados em orações interrogativas diretas 
ou indiretas. São eles: que, quem, qual, quais, quanto, quanta, quantos, quantas. 
Exemplos de orações interrogativas diretas: 
 Invariáveis: 
Alguém 
Ninguém 
Quem 
Algo 
Tudo 
Nada 
Cada 
Mais 
Menos 
Demais 
Outrem 
 
22 
 
“Que horas são?” 
“Quem é você?” 
“Qual seu nome?” 
“Quanto custa o livro?” 
 Exemplos de orações interrogativas indiretas: 
“Eu perguntei que horas são.” 
“Ana quer saber quem é você.” 
“O juiz questionou qual seu nome.” 
“Pedro indagou quanto custava o livro.” 
Que e quem não se flexionam. Já o pronome qual é variável em número, e o 
pronome quanto concorda em gênero com o termo a que se refere. 
 Uso do verbo 
Os verbos são palavras que expressam uma ação, um estado, um fenômeno, 
os quais se encontram situados cronologicamente. Essa classe de palavras é uma 
das que mais flexiona, pois se adapta à pessoa, ao número, ao tempo, ao modo, 
além de conter as formas nominais. 
Formas nominais 
 Infinitivo: expressa o fato verbal em si, portanto não há pistas do início ou 
término da ação, estado ou fenômeno. Assim, adquire valor de substantivo. 
Exemplo: Nadar é um ótimo esporte. 
 Gerúndio: determina o processo, ou seja, algo que está acontecendo no 
momento do discurso. 
Exemplo: Victor está caminhando. 
 Particípio: marca a conclusão de um fato. Muitas vezes adquire valor de 
adjetivo. 
O concurso não aceita os gabaritos preenchidos a lápis. 
caracteriza gabaritos 
Conjugações 
 1ª conjugação: verbos terminados em -ar. Exemplos: cantar, beijar, 
mascarar. 
 2ª conjugação: verbos terminados em -er. Exemplos: beber, comer, fazer. 
 3ª conjugação: verbos terminados em -ir. Exemplos: partir, dividir, rir. 
https://www.portugues.com.br/gramatica/verbos.html
https://www.portugues.com.br/gramatica/formas-nominais-relativas-aos-verbos.html
23 
 
Modos 
 Indicativo: exprime certeza. 
Exemplo: Eu paguei a conta da internet. 
 Subjuntivo: apresenta hipóteses, dúvidas. 
Exemplo: Se eu quisesse, estudaria muito mais. 
 Imperativo: manifesta ordem, pedido, sugestão. 
Exemplo: Faça a sua tarefa, Rodrigo. 
Tempos 
 Presente: o instante no qual ocorre a ação verbal coincide com o do 
discurso. 
Exemplo: Eu amo você. 
 Passado: o momento em que acontece a ação verbal é anterior ao do 
discurso. 
 Pretérito perfeito: o fato exposto tem final bem delimitado e concluído 
antes de ser exteriorizado, por meio do uso da língua. 
Exemplo: Eu corri durante a manhã de hoje. 
 Pretérito imperfeito: o episódio exteriorizado pelo verbo não foi finalizado 
quando um novo aconteceu. 
Exemplo: No momento em que começamos a ler, havia o barulho da reforma. 
Além disso, também apresenta fatos passados que eram habituais. 
Exemplo: Andrea cuidava de seus animais diariamente. 
 Pretérito mais-que-perfeito: a ocorrência contida no verbo é anterior à 
outra que também é situada no passado. 
Degustei a sobremesa feita pela Fernanda, mas, antes disso, eu comera um 
macarrão. 
 Futuro do presente: indica episódios cujas ocorrências serão 
concretizadas depois da fala ou da escrita. 
Exemplo: Amanhã viajarei para a praia. 
 Futuro do pretérito: expressa um fato futuro, mas conectado a um 
segundo que está situado no passado. 
24 
 
Exemplo: A cabeleireira confirmou que viria agora. 
Classificações dos verbos 
 Regulares: independentemente da conjugação, o verbo segue o 
paradigma, ou seja, mantém o seu radical, e as desinências (final da 
palavra) seguem um padrão. 
Exemplos: 
- Eu amo, tu amas, ele ama, nós amamos, vós amais, eles amam. 
- Eu abraço, tu abraças, ele abraça, nós abraçamos, vós abraçais, eles abraçam. 
Perceba que oradical am- e abraç- permanecem os mesmos, e as desinências 
coincidem entre os dois verbos. 
 Irregulares: não estão de acordo com o paradigma, assim podem sofrer 
modificação tanto o radical quanto as desinências. 
Exemplo: 
- Eu faço, tu fazes, ele faz, nós fazemos, vós fazeis, eles fazem. 
Observe que o radical faz foi modificado na conjugação da 1ª pessoa do 
singular: faço. 
 Anômalos: apresentam substanciais irregularidades em seus radicais. 
Exemplo: 
verbo ir – eu vou (presente do indicativo), eu ia (pretérito imperfeito do indicativo), 
eu fui (pretérito perfeito do indicativo), quando eu for (futuro do subjuntivo). 
 Defectivos: são verbos cuja conjugação não existe em determinadas 
pessoas do discurso. 
Exemplo: eu chovo (inexistente). 
 Abundantes: apresentam mais de uma forma para uma flexão específica. 
Exemplo: particípio de matar — matado e morto. 
 Uso da preposição 
Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração numa relação de 
subordinação donde, geralmente, o segundo termo subordina o primeiro. 
Tipos e Exemplos de Preposições 
 Preposição de lugar: O navio veio de São Paulo. 
 Preposição de modo: Os prisioneiros eram colocados em fila. 
 Preposição de tempo: Por dois anos ele viveu aqui. 
 Preposição de distância: A cinco quilômetros daqui passa uma estrada. 
https://www.portugues.com.br/gramatica/verbos-anomalos.html
https://www.portugues.com.br/gramatica/verbos-defectivos-tracos-peculiares.html
https://www.portugues.com.br/gramatica/verbos-abundantes-.html
25 
 
 Preposição de causa: Com a seca, o gado começou a morrer. 
 Preposição de instrumento: Ele cortou a árvore com o machado. 
 Preposição de finalidade: A praça foi enfeitada para a festa. 
 
Classificação das Preposições 
As preposições podem ser divididas em dois grupos: 
 Preposições Essenciais – são as palavras que só funcionam como 
preposição, a saber: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, 
para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás. 
 Preposições Acidentais – são as palavras de outras classes gramaticais 
que, em certas frases funcionam como preposição, a saber: afora, como, 
conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, 
visto etc. 
 
Locuções Prepositivas 
 A locução prepositiva é formada por duas ou mais palavras com o valor de 
preposição, sempre terminando por uma preposição, por exemplo: abaixo de, 
acima de, a fim de, além de, antes de, até a, depois de, ao invés de, ao lado de, 
em que pese a, à custa de, em via de, à volta com, defronte de, a par de, perto 
de, por causa de, através de, etc 
 
Combinação e Contração 
Importante notar que, algumas preposições podem aparecer combinadas com outras 
palavras. Assim, quando na junção dos termos não houver perda de elementos 
fonéticos, teremos uma combinação, por exemplo: 
 ao (a + o) 
 aos (a + os) 
 aonde (a + onde 
Por conseguinte, quando da junção da preposição com outra palavra houver perda 
fonética, teremos a chamada contração, por exemplo: 
 do (de + o) 
 dum (de + um) 
 desta (de + esta) 
 no (em + o) 
 neste (em + este) 
 nisso (em + isso) 
 
 Uso da preposição 
 
Conjunção é um termo que liga duas orações ou duas palavras de mesmo 
valor gramatical, estabelecendo uma relação entre eles. 
Exemplos: 
Ele joga futebol e basquete. (dois termos semelhantes) 
Eu iria ao jogo, mas estou sem companhia. (duas orações) 
Classificação das Conjunções 
As conjunções são classificas em dois grupos: coordenativas e subordinativas. 
 
Conjunções Coordenativas 
As conjunções coordenativas são aquelas que ligam duas orações 
independentes. São divididas em cinco tipos: 
https://www.todamateria.com.br/conjuncoes-coordenativas/
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 Conjunções Aditivas 
Essas conjunções exprimem soma, adição de pensamentos: e, nem, não só...mas 
também, não só...como também. 
Exemplo: Ana não fala nem ouve. 
 
 Conjunções Adversativas 
Exprimem oposição, contraste, compensação de pensamentos: mas, porém, 
contudo, entretanto, no entanto, todavia. 
Exemplo: Não fomos campeões, todavia exibimos o melhor futebol. 
 
 Conjunções Alternativas 
Exprimem escolha de pensamentos: ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, seja...seja. 
Exemplo: Ou você vem conosco ou você não vai. 
 
 Conjunções Conclusivas 
Exprimem conclusão de pensamento: logo, por isso, pois (quando vem depois do 
verbo), portanto, por conseguinte, assim. 
Exemplo: Chove bastante, portanto a colheita está garantida. 
 
 Conjunções Explicativas 
Exprimem razão, motivo: que, porque, assim, pois (quando vem antes do verbo), 
porquanto, por conseguinte. 
Exemplo: Não choveu, porque nada está molhado. 
 
Conjunções Subordinativas 
As conjunções subordinativas servem para ligar orações dependentes uma da 
outra e são divididas em dez tipos: 
 
 Conjunções Integrantes 
Introduzem orações subordinadas com função substantiva: que, se. 
Exemplo: Quero que você volte já. Não sei se devo voltar lá. 
 
 Conjunções Causais 
Introduzem orações subordinadas que dão ideia de causa: que, porque, como, pois, 
visto que, já que, uma vez que. 
Exemplo: Não fui à aula porque choveu. Como fiquei doente não pude ir à aula. 
 
 Conjunções Comparativas 
Introduzem orações subordinadas que dão ideia de comparação: que, do que, como. 
Exemplo: Meu professor é mais inteligente do que o seu. 
https://www.todamateria.com.br/conjuncoes-subordinativas/
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 Conjunções Concessivas 
Iniciam orações subordinadas que exprimem um fato contrário ao da oração 
principal: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de que, 
por mais que, por melhor que. 
Exemplo: Vou à praia, embora esteja chovendo. 
 
 Conjunções Condicionais 
Iniciam orações subordinadas que exprimem hipótese ou condição para que o fato 
da oração principal se realize ou não: caso, contanto que, salvo se, desde que, a 
não ser que. 
Exemplo: Se não chover, irei à praia. 
 
 Conjunções Conformativas 
Iniciam orações subordinadas que exprimem acordo, concordância de um fato com 
outro: segundo, como, conforme. 
Exemplo: Cada um colhe conforme semeia. 
 
 Conjunções Consecutivas 
Iniciam orações subordinadas que exprimem a consequência ou o efeito do que se 
declara na oração principal: que, de forma que, de modo que, de maneira que. 
Exemplo: Foi tamanho o susto que ela desmaiou. 
 
 Conjunções Temporais 
Iniciam orações subordinadas que dão ideia de tempo: logo que, antes que, quando, 
assim que, sempre que. 
Exemplo: Quando as férias chegarem, viajaremos. 
 
 Conjunções Finais 
Iniciam orações subordinadas que exprimem uma finalidade: a fim de que, para que. 
Exemplo: Estamos aqui para que ele fique tranquilo. 
 
 Conjunções Proporcionais 
Iniciam orações subordinadas que exprimem concomitância, simultaneidade: à 
medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais, quanto menos, quanto 
menor, quanto melhor. 
Exemplo: Quanto mais trabalho, menos recebo. 
 
 
 
 
 
 
28 
 
Ortografia 
 
A Língua Portuguesa era composta por 23 letras antes do novo acordo. Após as 
mudanças, o alfabeto passou a ter 26 letras. 
Antes: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z 
Depois: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z 
Isso porque foram incorporadas ao alfabeto três letras que eram consideradas 
estrangeiras: K, W e Y. Assim, essas letras podem ser usadas em nomes próprios 
estrangeiros de pessoas, lugares e seus derivados. 
  Uso do trema 
 No novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, o uso do trema não é mais 
empregado: nem em palavras portuguesas nem em palavras aportuguesadas. 
 • Pinguim 
• Linguiça 
• Consequência 
 •Cinquenta 
Atenção: em palavras como mülleriano (de Müller) e hübneriano (de Hübner) o uso 
do trema ainda deve ser feito, pois se trata de nomes próprios estrangeiros. 
  Acento diferencial 
O acento diferencial em palavras homógrafas não é mais empregado.Exceto das 
palavras pôr e por, pôde e pode. Palavras homógrafas são aquelas que possuem a 
mesma grafia e pronúncia semelhantes, mas com significados diferentes. 
Exemplo: "para: verbo" e "para: preposição". 
O acento diferencial é empregado em situações em que há a distinção de tempo 
verbal e singular e plural de verbos. 
• Ele mantém / eles mantêm 
• Ele convém / eles convêm 
• Ele tem / eles têm 
• Ele contém / eles contêm 
Ele é facultativo entre a 1² pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo e a 1² 
pessoa do plural do presente do indicativo. 
• Estudamos e estudámos 
 • Demos e dêmos 
• Cantamos e cantámos 
29 
 
 Acento circunflexo 
 No novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, o acento circunflexo não é mais 
empregado em palavras paroxítonas que terminam em êem e palavras com o hiato 
oo. 
• Voo 
• Leem 
• Enjoo 
• Abençoo 
 Hífen 
A letra “H” é uma letra sem personalidade, sem som. Em “Helena”, não tem som; 
em "Hollywood”, tem som de “R”. Portanto, não deve aparecer encostado em 
prefixos: 
 pré-história 
 anti-higiênico 
 sub-hepático 
 super-homem 
 Então, letras IGUAIS, SEPARA. Letras DIFERENTES, JUNTA. 
 Anti-inflamatório neoliberalismo 
 Supra-auricular extraoficial 
 Arqui-inimigo semicírculo 
 sub-bibliotecário superintendente 
 
 Quanto ao "R" e o "S", se o prefixo terminar em vogal, a consoante deverá ser 
dobrada: 
 suprarrenal (supra+renal) 
 ultrassonografia (ultra+sonografia) 
 minissaia(mini+saia) 
 antisséptico(anti-séptico) 
 contrarregra(contra-regra) 
 megassaia(mega+saia) 
 Entretanto, se o prefixo terminar em consoante, não se unem de jeito 
nenhum. 
 Sub-reino 
 ab-rogar 
 sob-roda 
ATENÇÃO!Quando dois “R” ou “S” se encontrarem, permanece a regra geral: letras 
iguais, SEPARA. 
 super-requintado 
 super-realista 
30 
 
 inter-resistente 
 
 
 Continua a usar hífen 
Depois dos prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“: 
 Ex-diretor, 
 Ex-hospedeira, 
 Sota-piloto, 
 Soto-mestre, 
 Vice-presidente , 
 Vizo-rei 
 Depois de “pós-, pré- e pró-“, quando TEM SOM FORTE E ACENTO. 
 pós-tônico, 
 pré-escolar, 
 pré-natal, 
 pró-labore, 
 pró-africano, 
 pró-europeu, 
 pós-graduação 
 
 Depois de "pan-", "circum-", quando juntos de vogais. 
 Pan-americano, 
 circum-escola 
OBS. “Circunferência” – é junto, pois está diante da consoante “F”. 
ATENÇÃO! Não se usa o hífen após os 
prefixos “CO-, RE-, PRE” (SEM 
ACENTO) 
 Coordenar 
 reedição 
 Preestabelecer 
 Coordenação 
 refazer 
 preexistir 
 Coordenador 
 
 
O ideal para memorizar essas regras, lembre-se, é conhecer e usar pelo menos uma 
palavra de cada prefixo. Quando bater a dúvida numa palavra, compare-a à palavra 
que você já sabe e escreva-a duas vezes: numa você usa o hífen, na outra não. 
Qual a certa? Confie na sua memória! Uma delas vai te parecer mais familiar. 
 reescrever 
 prever 
 Coobrigar 
 relembrar 
 Cooperação 
 reutilização 
 Cooperativa 
 reelaborar 
 
31 
 
 Consoantes mudas 
 Palavras que possuem os encontros consonantais do tipo cc, cç, pc, pç e pt foram 
abolidas as letras c e p se forem mudas. Atenção: são mantidas na pronúncia.  
Palavras com consoantes pronunciadas 
• Aptidão 
• Compacto 
• Ficção 
• Adepto 
• Pacto 
• Núpcias 
Palavras com consoantes não pronunciadas 
• Afectivo: afetivo 
• Adopção: adoção 
• Actividade: atividade 
• Direcção: direção 
• Exacto: exato 
• Acção: ação 
Palavras com consoantes com dupla grafia 
• Amígdala e amídala 
• Súbdito e súdito 
• Concepção e conceção 
 • Recepção e receção 
• Fato e facto 
 • Subtil e sutil 
• Suntuoso e sumptuoso 
• Amnistia e anistia 
 Letras maiúsculas e minúsculas 
 De acordo com o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, as letras 
maiúsculas são usadas em nomes próprios de pessoas, animais, lugares (cidades, 
países, continentes...), acidentes geográficos, rios, instituições e entidades. Além de 
em nomes de festas e festividades, em nomes astronômicos, em títulos de 
periódicos e em siglas, símbolos ou abreviaturas. Exemplos: 
 • Marta 
32 
 
• FIFA 
• França 
• Marte 
 • Amazonas 
• Cruz Vermelha 
• Copa do Mundo 
• O Estado do São Paulo 
As letras minúsculas podem ser usadas nos dias da semana, meses e estações do 
ano. Exemplo: 
terça-feira, novembro, outono. 
E nos pontos cardeais, caso sejam usados para indicar direção. 
O uso da letra maiúscula ou minúscula é facultativo em títulos de livros (totalmente 
em maiúsculas ou apenas com maiúscula inicial), palavras de categorizações (rio, 
rua, igreja…), nomes de áreas do saber, matérias e disciplinas, versos que não 
iniciam o período e palavras ligadas a uma religião. 
Matemática 
As quatro operações com números inteiros e fracionados 
Adição 
Na adição, a mais básica das operações matemáticas, o conhecimento dos 
valores posicionais dos números inteiros maiores que zero facilita a sua 
realização. 
A adição é a operação matemática mais básica e pode ser feita com qualquer tipo de número. 
Porém, em um primeiro momento, são usados apenas números inteiros e maiores que zero. A 
seguir, discutiremos a técnica usada para calcular adições. 
Técnica para realizar a adição 
 
A soma deve ser feita por meio dos valores posicionais dos algarismos de cada número, a 
começar pelas unidades. Primeiro, somamos as unidades, depois, as dezenas, em seguida, as 
centenas e, assim, prosseguimos até finalizar a adição. Observe a soma de 145 e 223 na tabela 
a seguir: 
 
 
Centena Dezena Unidade 
 1 4 5 
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/operacoes-com-numeros-decimais.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/numeros-naturais.htm
33 
 
 2 2 3 
Resultado 
3 6 8 
 
Assim, as somas dos valores posicionais são: 
 Na coluna das unidades: 3 + 5 = 8; 
 Na coluna das dezenas: 4 + 2 = 6; 
 Na coluna das centenas: 1 + 2 = 3. 
Logo, o resultado dessa soma é 368, pois esse número é formado por três centenas, seis dezenas e 
oito unidades. 
Podemos, portanto, pensar em uma técnica que dispense o uso da tabela. Para isso, escrevemos um 
dos números sobre o outro e somamos os algarismos que estão exatamente um sobre o outro: 
 145 
+ 223 
 368 
Todas as somas, portanto, devem ser realizadas dessa maneira. Observe outro exemplo: 
 456 
+ 543 
 999 
Assim, obtemos as seguintes somas: 
 Nas unidades: 6 + 3 = 9; 
 Nas dezenas: 5 + 4 = 9; 
 Nas centenas: 4 + 5 = 9. 
Caso especial de adição 
 
O único caso especial da adição de números inteiros maiores que zero é aquele em que o 
resultado da soma dos valores posicionais é igual ou maior a dez. Observe um exemplo a 
seguir com essa situação. 
Na adição 456 + 126, a soma dos algarismos das unidades será: 6 + 6 = 12, que é maior que 
dez. Assim, obtemos um número formado por uma dezena e duas unidades. Para resolver esse 
problema, basta deslocar essa dezena para a coluna específica das dezenas. Quando isso é 
feito, ela perde o zero, pois o que vale para essas colunas é o valor posicional. Dessa forma, 
na coluna das dezenas, um equivale a dez, dois, a 20, e assim por diante. 
A adição do exemplo, portanto, será: da soma 6 + 6 = 12, colocamos duas unidades no 
resultado e somamos uma dezena à coluna das dezenas. Isso é sinalizado da seguinte maneira: 
 1 
 456 
+ 126 
 2 
Depois disso, continua-se a adição normalmente. Mas lembre-se: ao somar os algarismos da 
coluna das dezenas, deve-se adicionar adezena do resultado da soma das unidades. 
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/numeros-inteiros.htm
34 
 
 1 
 456 
+ 126 
 582 
O mesmo procedimento deve ser feito quando isso acontecer em qualquer outra coluna, seja 
ela das dezenas, seja das centenas etc. Por exemplo, observe a adição 99999 + 9999: 
1111 
 99999 
+ 9999 
109998 
Na adição acima, a soma das unidades é 18. Colocamos oito no resultado da coluna das 
unidades e a dezena foi somada na casa das dezenas. A soma dos algarismos da casa das 
dezenas é: 1 + 9 + 9, ou seja, os dois noves que já estavam lá mais a dezena vinda da coluna 
das unidades. Repetimos esse processo até a última soma. Na última soma, colocamos o 
resultado independentemente de ser maior, igual ou menor que 10. 
Propriedades da adição 
Existem propriedades da adição que podem facilitar os cálculos e ajudam a compreender 
melhor essa operação. São elas: 
 A adição é comutativa, ou seja: a + b = b + a. Isso quer dizer que, na soma de dois números, 
tanto faz a ordem em que eles são somados. Por exemplo: 10 + 20 = 20 + 10 = 30; 
 A adição é associativa, ou seja, (a + b) + c = a + (b + c). Isso quer dizer que, na soma de três 
números, podemos escolher a ordem de somas, ou seja, podemos escolher quais números 
serão somados primeiro e, depois, somar o outro ao resultado obtido; 
 Existe um número chamado elemento neutro, que é o zero na soma, com a seguinte 
propriedade: a + 0 = a. Em outras palavras, a soma de um número com o elemento neutro é o 
próprio número; 
 Existe um número chamado elemento inverso, que é representado por – a, com a seguinte 
propriedade: a + (– a) = 0. Essa opção é válida apenas para somas envolvendo números 
negativos. 
Exemplo – Joaquim foi ao shopping e comprou uma bermuda de R$ 143,00, um boné de R$ 
32,00 e um tênis de R$ 299,00. Quanto Joaquim gastou no total? 
Solução: Colocamos os números desses valores em uma ordem mais apropriada para a soma. 
Podemos fazer isso graças às duas primeiras propriedades mencionadas acima na explicação. 
11 
 299 
 143 
+ 32 
 474 
Joaquim gastou R$ 474,00 em compras no shopping. 
 
Exercícios de Adição 
1) Qual é o resultado da soma 4197 + 4316? 
2) Faça a Soma do Número 5055 Mais 4666: 
3) Um verdureiro vendeu 380 alfaces em um dia. No dia seguinte ele vendeu 495. Durante 
esses dois dias quantos pés de alface ele vendeu? 
4) Marcela estava lendo um livro e foi conhecer a biografia da autora, e descobriu que a 
autora nasceu em 1918 e morreu com 69 anos de idade. Marcela ficou curiosa, em que ano a 
autora morreu? 
35 
 
 
Respostas 
1) 8513 
2) 5055 + 4666 = 9721 
3) 380 + 495 = 875 
4) 1918 + 69 = 1987 
Subtração 
A subtração é uma das quatro operações matemáticas básicas e é inversa à adição, pois 
diminui os valores dos números que estão sendo subtraídos. 
Subtração é uma das quatro operações matemáticas básicas na qual, para cada dois valores, 
um é subtraído do outro, ou seja, uma quantidade é retirada de outra, e o valor restante é o 
resultado dessa operação. 
Em uma subtração a – b = c, a é chamado minuendo, b é chamado subtraendo e c é 
chamado resto ou diferença. O número c é o resultado da subtração. 
 
Algoritmo da subtração 
Algoritmo da subtração é uma técnica que pode ser usada para diminuir números a fim de 
obter sua diferença. Em outras palavras, é uma técnica para subtrair. 
Esse algoritmo é muito parecido como o da soma. Para usá-lo, devemos colocar os números a 
serem subtraídos um sobre o outro, de modo que seus valores posicionais estejam alinhados, 
isto é, unidade sobre unidade, dezena sobre dezena, e assim por diante. 
Devemos observar, nesse algoritmo, que o menor número sempre será subtraído do maior. 
Isso significa que o maior número deve ser colocado sobre o menor para ser transformado 
automaticamente em minuendo, mesmo que não o seja. O que muda de problema para 
problema é a análise do resultado. 
Dessa forma, 10 – 5 = 5, por exemplo. Entretanto, 5 – 10 = – 5. Em ambas as subtrações, o 
resultado tem o mesmo valor absoluto (módulo), mas, ao analisar qual foi o número subtraído, 
atribuímos o sinal correto ao resultado. 
Para realizar a subtração, primeiramente, subtraia os algarismos que representam as unidades, 
em seguida, os algarismos das dezenas e assim por diante, até que não haja mais subtrações a 
serem feitas. 
 
A subtração 1789 – 346 será montada da seguinte maneira: 
1789 
– 346 
Observe que a diferença entre os algarismos das unidades é 9 – 6 = 3. Portanto, no algoritmo, 
faremos: 
1789 
– 346 
 3 
Em seguida, partiremos para a diferença ente os algarismos das dezenas, que é: 8 – 4 = 4. 
Colocando esse resultado no algoritmo, teremos: 
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/operacoes-entre-numeros-inteiros.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/adicao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-e-modulo-ou-valor-absoluto-um-numero.htm
36 
 
1789 
– 346 
 43 
Depois, partimos para os algarismos das centenas: 7 – 3 = 4. 
1789 
– 346 
 443 
Por fim, chegaremos aos algarismos das unidades de milhar: 1 – 0 = 1: 
1789 
– 346 
1443 
Caso em que algarismos do maior número são menores 
Existe a possibilidade de o minuendo possuir 
alguns algarismos menores do que o subtraendo, como 
na subtração 1823 – 478. Nesse caso, os algarismos das unidades e 
das dezenas são menores no minuendo. 
Para resolver esse problema, observe o seguinte: 
1 dezena = 10 unidades 
1 centena = 10 dezenas 
1 unidade de milhar = 10 centenas 
… 
Assim, no caso desse exemplo, para fazer 
a subtração dos algarismos da casa das unidades, tomaremos uma 
dezena, transformando-a em 10 unidades e somaremos esse valor 
ao algarismo da casa das unidades do minuendo. Assim, teremos: 
1 13 
1823 
– 487 
A subtração prosseguirá começando pela casa das unidades: 13 – 7 
= 6. 
1 13 
1823 
– 487 
 6 
Observe que, agora, o algarismo da casa das dezenas é 1, que é 
menor que 8 do subtraendo. Em razão disso, tomaremos uma das 
centenas do minuendo, transformando-a em 10 dezenas e 
somaremos à única dezena que o minuendo possui: 
7 11 13 
37 
 
1823 
– 487 
 6 
Note que, na casa das dezenas, teremos agora: 11 – 8 = 3. Assim: 
7 11 13 
1823 
– 487 
 36 
Ao partir para a casa das centenas e unidades de milhar, não 
existem problemas, assim, devemos realizar as subtrações 
normalmente. 
7 11 13 
1823 
– 487 
 1336 
 
Exercícios 
 
1- Uma fábrica de sapatos possui 5235 pares de calçados em estoque e recebe um pedido, de 
um único cliente, de 4989 pares de calçados. Quantas unidades de calçados sobraram em 
estoque após a entrega desse pedido? 
a) 246 calçados 
b) 492 calçados 
c) 500 calçados 
d) 546 calçados 
e) 692 calçados 
2- A um número foi somado 7854 e o resultado obtido foi 20000. Que número é 
esse? 
a) 1006 
b) 10056 
c) 12454 
d) 12146 
e) 15004 
38 
 
3- Um torneio agrupou 2450 pessoas na praça principal de uma cidade do interior 
de Goiás. Dessas, 1289 eram do sexo masculino. Quantas pessoas estavam na praça 
principal dessa cidade, para esse torneio, do sexo feminino? 
a) 1000 
b) 1051 
c) 1059 
d) 1149 
e) 1161 
4- João possui R$ 5000,00 em sua poupança. Foi necessário fazer um reparo em seu 
carro, pago com dinheiro da poupança, no valor de R$ 485,00. Depois, foram feitos 
outros reparos em sua casa, também pagos com dinheiro da poupança, no valor de 
R$ 1800,00. Ao final de todos esses reparos, quanto sobrou na poupança de João? 
a) R$ 2715,00 
b) R$ 1725,00 
c) R$ 1615,00 
d) R$ 715,00 
e) R$ 1700,00 
 
Questão 1 
Subtraindo do número de pares em estoque o número de pares que foi pedido, temos: 
4 11 12 15 
 5235 
– 4989 
 246 
Repare que o exercício pergunta quantas unidades de calçados sobraram em estoque. O número 246 
é relativo ao número de pares de calçados, logo: 
246·2 = 492 
São 492 unidades de calçados em estoque. 
Alternativa B 
Questão 2 
39 
 
Sesomando x + y = 20000, então 20000 – y = x, ou seja, para encontrar o número que foi somado a 
7854 para obter como resultado 20000, devemos subtrair 7854 de 20000. 
1 9 9 9 10 
 20000 
– 7854 
12146 
O número que foi somado a 7854 para obter 20000 como resultado é 12146. 
Alternativa D 
Questão 3 
Para descobrir quantas são as pessoas do sexo feminino, basta realizar a subtração do número total 
de pessoas pela quantidade de pessoas do sexo masculino: 
3 4 10 
2450 
– 1289 
 1161 
Serão 1141 pessoas do sexo feminino. 
Alternativa E 
Questão 4 
Para resolver esse problema, podemos somar os valores gastos com reparos e depois subtraí-los do 
valor total na poupança: 
485,00 + 1800,00 = 2285,00 
Subtraindo esse valor da poupança, temos: 
4 9 9 10 
5000,00 
– 2285,00 
 2715,00 
Sobraram R$ 2715,00 na poupança de João. 
Alternativa A 
Divisão 
A divisão é uma das quatro operações básicas da matemática e é inversa à multiplicação. A 
divisão de um número consiste em seu fracionamento, na sua fragmentação, que pode ter 
como resultado um número inteiro ou um número decimal. 
 
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/multiplicacao-numeros-inteiros.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/numeros-inteiros.htm
40 
 
Assim como as outras operações fundamentais da matemática, a divisão também está muito 
presente em nosso cotidiano, por isso, é essencial conhecer bem esse processo, a fim de 
adquirir prática e tornar esse cálculo mais ágil. 
 
Elementos da divisão 
Quando vamos dividir um número P por um número d, devemos buscar um número q que 
multiplicado por d seja igual a P. Cada um desses elementos recebem um nome: P é chamado 
de dividendo, d é o divisor e q o quociente. 
Nem sempre é possível encontrar esse número q, em alguns casos, a multiplicação 
de d por q apenas fica muito próxima de P. Nessas situações, a diferença de P pelo resultado 
da multiplicação de d por q é chamado de resto e será denotado por r. 
→ Exemplos 
a) 28: 2 = 14, pois 2 ·14 = 28 → Divisão exata 
b) 29: 2 ≠ 14, pois 2 ·14 = 28 → Divisão não exata, apresenta resto = 1 
Quando o resto não aparece, ou seja, quando r = 0, dizemos que o número P é divisível por d. 
Caso contrário, P não é divisível por d. 
Podemos afirmar que: 
P = d ·q + r 
Vejamos agora um método que facilita encontrar todos esses elementos: método da 
chave. Veja a figura abaixo: 
 
→ Exemplo 
Na divisão do número 25 por 5 temos: 
 
O número 25 é o dividendo, o número 5 é o divisor, 5 é o quociente, e zero é o resto da 
divisão. Note que para realizar a divisão é necessário encontrar um número que multiplicado 
por 5 seja igual a 25, nesse caso, o número é o próprio 5. 
Veja também que podemos escrever o número 25 da seguinte maneira: 
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/o-resto-divisao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/o-resto-divisao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/o-resto-divisao.htm
41 
 
25 = 5 · 5 + 0 
Passo a passo da divisão 
Para facilitar o processo de divisão, temos um algoritmo, isto é, temos um passo a passo que 
pode facilitar. Para verificarmos esse processo, vamos tomar a seguinte divisão 64: 4. 
Primeiro passo: montar a operação utilizando o método da chave. 
 
Segundo passo: tentar encontrar um número que multiplicado por 4 seja igual a 64. Como 
essa não é uma tarefa fácil, vamos tomar somente o número 6 para dividir com o número 4, 
ou seja, o algarismo da dezena. Assim, devemos determinar um número inteiro que 
multiplicado por 4 seja igual a 6 ou que chegue o mais próximo possível. Veja: 
 
Terceiro passo: prosseguir a divisão descendo o algarismo da unidade, que não foi dividido, 
nesse caso, o 4. Veja: 
 
O processo chega ao fim, quando obtemos que o resto é igual a 0. Caso contrário, devemos 
continuar a divisão seguindo os mesmos procedimentos. 
Leia também: Dicas e macetes para cálculos de divisão 
Jogo de sinais na divisão 
Na divisão de números inteiros, devemos ficar atentos quanto aos sinais. Devemos lembrar-
nos das propriedades dos números inteiros: 
Sinal do primeiro número Sinal do segundo número Sinal do resultado 
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/dicas-macetes-para-calculos-divisao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/operacoes-entre-numeros-inteiros.htm
42 
 
+ + + 
+ - - 
- + - 
- - + 
→ Exemplos 
a) (+ 55) : (+11) = +5 
b) (+243) : (– 3) = – 81 
c) (– 1050) : (+5) = – 210 
d) (– 12) : (– 6) = +2 
Divisão com vírgula 
Na divisão, há duas situações em que a vírgula pode aparecer: a primeira é quando o 
quociente não é um número inteiro, e a segunda é quando o dividendo e o divisor não são 
inteiros. Vejamos como resolver cada um desses casos por meio de exemplos. 
Divisão em que o quociente não é inteiro 
Esse caso ocorre quando os números não são divisíveis, ou seja, o resto da divisão é um 
número diferente de zero. Para realizar a divisão, devemos seguir o mesmo passo a passo 
citado anteriormente. 
Entretanto, quando o resto for um número que não pode mais ser dividido, devemos 
acrescentar uma vírgula no quociente e um zero na casa das unidades do resto. 
Veja: 
A divisão entre o número 55 e 2 não é exata, pois 55 não é par, então, vamos realizar a 
divisão e encontrar o resultado seguindo o passo a passo. 
 
43 
 
Observe que o resto da divisão é diferente de zero e não é possível dividi-lo pelo quociente. O 
segundo passo consiste em acrescentar uma vírgula no quociente e um zero no resto na casa 
da unidade. 
Então: 
 
Veja que após acrescentar a vírgula e o número zero a operação de divisão seguiu novamente 
o passo a passo. 
Divisão em que o dividendo e o divisor não são inteiros 
Primeiro passo: eliminar a vírgula do dividendo e do divisor. 
Para que isso possa ocorrer, deve-se andar a mesma quantidade de casas decimais tanto no 
divisor quanto no dividendo. Isso é permitido, pois a divisão nada mais é que uma fração em 
que o dividendo é o numerador e o divisor é o denominador. Dessa forma, 
podemos multiplicar o dividendo e o divisor por potências de 10, que é o equivalente a andar 
casas decimais. 
Segundo passo: seguir o passo a passo apresentado anteriormente. 
→ Exemplo 
Vamos dividir o número 0,05 por 0,2 seguindo o passo a passo. 
 
Devemos andar 2 casas decimais para que a vírgula desapareça do dividendo, logo devemos 
andar 2 casas decimais também no divisor, ou seja, vamos multiplicar o divisor e o dividendo 
por 100. 
0,05 ·100 = 5 
0,2 ·100 = 20 
Agora a divisão fica: 
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/fracao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/potencias-base-10.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/potencias-base-10.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/potencias-base-10.htm
44 
 
 
Para começar a fazer a divisão, devemos encontrar um número que multiplicado por 20 seja 
igual a 5, porém esse número inteiro não existe! Então, acrescentamos 0 e uma vírgula no 
quociente, 0 no dividendo e prosseguimos a divisão normalmente. 
Lembrete: após o processo de colocar a vírgula no quociente, podemos colocar o número 0 na 
casa da unidade sempre que for necessário. 
 
Exercício resolvido 
Questão 1 – João vai fazer uma viagem de 521 quilômetros. Para fazer a viagem com mais 
segurança, ele decidiu realizá-la em duas etapas. Quantos quilômetros João viajará por dia? 
 
Solução 
O total da viagem é de 521 quilômetros e vai ser realizado em 2 dias, para determinar a 
quantidade de quilômetros que será rodado por dia devemos dividir esses números. 
 
 
1.Cristian quer repartir 69 figurinhas entre 8 amigos. Cada amigo receberá o mesmo número 
de figurinhas. Quantas figurinhas ele dará a cada amigo? Quantas figurinhas sobrarão? 
45 
 
2.Na sala de aula há 24 estudantes. Se forem feitas equipes de 6 , quantas equipes serão 
formadas? Quantos alunos ficarão sem equipe? 
3.Carla repartiu R$ 96,00 reais entre seusnetos, em partes iguais, e deu R$ 8,00 reais para 
cada um. Quantos netos Carla tem? 
Respostas 
1 - R:Cada um receberá 8 figurinhas e sobrará 5 figurinhas. 
2 - R: Serão formados 4 equipes e nenhum estudante ficará sem equipe. 
3 - R: Carla tem 12 netos. 
Multiplicação 
 multiplicação é uma dentre as quatro operações básicas da Matemática. Conhecemos como 
multiplicação a soma sucessiva de um número por ele mesmo. Para fazer a representação da 
multiplicação entre dois números, utilizamos o símbolo “×” ou o símbolo “·”. O resultado da 
multiplicação é conhecido como produto, e os números que serão multiplicados são chamados 
de fatores. 
Para encontrar o resultado da multiplicação, é necessário conhecer a tabuada e aprender a 
aplicar o algoritmo dessa operação quando necessário. Existem propriedades importantes na 
multiplicação, a saber: 
 propriedade comutativa; 
 propriedade distributiva; 
 propriedade associativa; 
 existência de um elemento neutro; e 
 existência do inverso de um número. 
Leia também: O que são múltiplos e divisores? 
Representação da multiplicação 
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/multiplos-divisores.htm
46 
 
 
A multiplicação é uma operação que utilizamos para facilitar o calculo da adição sucessiva de 
um número por ele mesmo. Por exemplo: 
5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 = 35 
A adição sucessiva de 5 por ele mesmo 7 vezes pode ser representada de forma mais simples, 
a saber: 
5 × 7 = 35 
Chamamos o símbolo × de vezes, ou seja, estamos calculando 5 vezes 7. A multiplicação 
serve para facilitar a notação de adições sucessivas de um número por ele mesmo. 
A multiplicação é uma operação que utilizamos para facilitar o calculo da adição sucessiva de 
um número por ele mesmo. Por exemplo: 
5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 = 35 
A adição sucessiva de 5 por ele mesmo 7 vezes pode ser representada de forma mais simples, 
a saber: 
5 × 7 = 35 
Chamamos o símbolo × de vezes, ou seja, estamos calculando 5 vezes 7. A multiplicação 
serve para facilitar a notação de adições sucessivas de um número por ele mesmo. 
 
Termos da multiplicação 
Em uma multiplicação, cada termo recebe um nome. 
 Fatores: os números que estamos multiplicando. 
 Produto: o resultado da multiplicação. 
Exemplo: 
3 × 7 = 21 
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/adicao.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/adicao.htm
47 
 
3 e 7 → fatores 
21 → produto 
Para encontrar o produto entre dois números menores ou iguais a 10, utilizamos a tabuada: 
Tabuada da multiplicação 
Quando queremos calcular a multiplicação entre dois números e pelo menos um deles não 
está na tabuada, ou seja, é maior do que 10, utilizamos o algoritmo da multiplicação, que será 
apresentado a seguir. 
Veja também: Como calcular a multiplicação de números decimais? 
Como fazer a multiplicação? 
Quando o produto da multiplicação não está na tabuada, é necessário utilizar o algoritmo da 
multiplicação. Vamos compreender seu funcionamento por meio dos exemplos a seguir. 
Exemplo 1: 
Começando com um exemplo mais simples, vamos calcular 21 × 3. 
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/numeros-decimais-multiplicacao.htm
48 
 
Primeiramente montamos o algoritmo, colocando o número com maior quantidade de dígitos 
primeiro, conforme a demonstração a seguir: 
 
Agora realizamos a multiplicação entre as unidades, ou seja, 3 x 1 = 3. O resultado será 
colocado abaixo do 3. 
 
Agora vamos multiplicar a dezena do primeiro fator com a unidade do segundo fator, ou seja, 
2 × 3 = 6, e o resultado será colocado na frente do primeiro resultado. 
 
Então, o produto de 21 × 3 = 63. 
Exemplo 2: 
Agora faremos um caso um pouco mais complexo, quando a multiplicação entre as unidades 
resulta em um número maior que 9. Vamos calcular 43 × 6. 
Montando o algoritmo: 
49 
 
 
Realizando a multiplicação entre as unidades, sabemos que 6 × 3 = 18. Nesse caso, vamos 
colocar o 8 no produto e o 1 acima da casa das dezenas para somar com o próximo resultado. 
 
Agora realizaremos a segunda multiplicação, somando 1 ao seu resultado, ou seja, 6 × 4 + 1 = 
24 + 1 = 25. Como não há mais nem um número no primeiro fator, vamos escrever 25 no 
produto. 
 
Então, 43 × 6 = 258. 
Exemplo 3: 
Agora faremos um exemplo em que os dois fatores são maiores que 9: 
50 
 
35 × 24 
Para realizar essa multiplicação, vamos montar o algoritmo: 
 
Agora multiplicaremos as unidades 4 x 5. 
 
Faremos também a multiplicação de 4 x 3 e somaremos 2: 
 
Agora vamos multiplicar a dezena do fator que está embaixo com a unidade do fator que está 
em cima. Como ele é uma dezena, 2 x 5 = 10. 
51 
 
 
Como 2 é uma dezena, pulamos a casa das unidades ao escrever o 0. Agora multiplicaremos 
as dezenas dos dois fatores e somaremos 1, ou seja, 2 x 3 + 1 = 7. 
 
Agora vamos somar os resultados encontrados: 
52 
 
 
Leia também: 3 erros comuns ao resolver expressões numéricas 
Propriedades da multiplicação 
A multiplicação possui propriedades importantes, a saber: propriedade comutativa, 
distributiva, associativa, existência de um elemento neutro e existência do inverso de um 
número. 
 Propriedade comutativa 
Em uma multiplicação, a ordem dos fatores não altera o produto. 
a × b = b × a 
Exemplo: 
5 × 3 = 3 × 5 = 15 
 Propriedade distributiva 
Conhecida informalmente como chuveirinho, essa propriedade envolve a adição e a 
multiplicação: 
a ( b + c ) = ab + ac 
Exemplo: 
Vamos resolver a expressão: 
4 ( 5 + 6) 
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/3-erros-comuns-ao-resolver-expressoes-numericas.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/propriedades-multiplicacao-dos-numeros-inteiros.htm
53 
 
Pela propriedade distributiva, existem dois caminhos possíveis para resolver essa expressão 
numérica. Por um caminho, podemos somar e depois realizar a multiplicação. 
4 (5 + 6) 
4 (11) 
44 
Pelo outro, podemos realizar a multiplicação de 4 por cada um dos termos, ou seja: 
4 (5 + 6) 
4 × 5 + 4 × 6 
20 + 24 
44 
 Propriedade associativa 
A associação entre os termos vai gerar o mesmo produto: 
(a × b) × c = a × (b × c) 
Exemplo: 
(2 × 3) × 4 = 2 × (3 × 4) 
6 × 4 = 2 × 12 
24 = 24 
Note que a ordem em que multiplicamos não altera o resultado. 
 Existência de elemento neutro 
Na multiplicação, o 1 é o elemento neutro. Isso significa que, ao realizar a multiplicação de 
um número por 1, o resultado será o próprio número: 
a×1 = a 
Exemplo: 
5 × 1 = 5 
 Existência de um inverso 
Dado um número a, diferente de zero, existe um número em que, ao multiplicá-lo por a, o 
produto será o elemento neutro. 
 
Jogo de sinal 
54 
 
Quando realizamos a multiplicação entre números inteiros, é interessante conhecer o jogo de 
sinal, para saber qual será o sinal do produto. Quando multiplicamos dois números com sinais 
iguais, a resposta é sempre positiva; quando os números possuem sinais opostos, o produto é 
sempre negativo. Para facilitar, veja a tabela com o jogo de sinal: 
Sinal do primeiro fator Sinal do segundo fator Sinal do produto 
+ × + = + 
– × – = + 
+ × – = – 
– × + = – 
Exemplo: 
a) – 4 × 5 = – 20 
b) 4 × (– 5) = – 20 
c) 4 × 5 = 20 
d) – 4 × (– 5) = 20 
Exercícios resolvidos 
Questão 1 – Em uma sala de espera, há 4 fileiras com 5 cadeiras cada e 6 fileiras com 4 
cadeiras cada. Sendo assim, o número total de cadeiras que há nessa sala de espera é: 
A)20. 
B)24. 
C)30. 
D)34. 
E) 44. 
Resolução 
Alternativa E. 
Para encontrar o número de cadeiras, vamos multiplicar a quantidade de cadeiras e a 
quantidade de fileiras, então: 
4 × 5 + 6 × 4 
20 + 24 
44 
Questão 2 — A imprudência no trânsito acontece devido a vários fatores, e um deles é o uso 
excessivo de celular. Pesquisas recentes apontam que os fatores humanos que causam 
acidentes são o excesso de velocidade, a embriaguez ao volante e o uso do celular ao volante. 
Na região metropolitana de Goiânia, capital de Goiás, o governoregistrou que aconteciam, 
em média, 43 acidentes de trânsito por dia. Supondo que essa estatística se mantenha durante 
o ano posterior à pesquisa, então o número de acidentes registrado no mês de fevereiro, 
sabendo que esse ano não é bissexto, é igual a: 
A)1118. 
B)1204. 
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/conjunto-dos-numeros-inteiros.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/jogo-sinais.htm
55 
 
C)1247. 
D)1290. 
E) 1333. 
Resolução 
Alternativa B. 
Sabemos que o mês de fevereiro, em um ano não bissexto, possui 28 dias. Se, para cada dia, 
são 43 acidentes de trânsito, então vamos calcular o produto da multiplicação 28 × 43: 
 
 
56 
 
NÚMEROS FRACIONÁRIOS 
Os números fracionários 
representam uma ou mais partes do todo 
Os números fracionários são definidos como aqueles que representam uma ou mais partes do todo, 
isto é, ao dividir um objeto em um determinado número de partes, cada conjunto dessas partes é 
um número fracionário. 
As pizzas grandes, por exemplo, geralmente estão divididas em 8 ou 10 partes. Cada pedaço 
representa uma de dez partes da pizza. Portanto, “1 de 10” é um número fracionário. Se for 
necessário considerar metade de uma pizza, o número fracionário que a representa é “5 de 10”. 
 Representação de números fracionários 
A representação de um número fracionário é feita por meio de frações. Em uma fração, a parte do 
objeto dividido é colocada sobre o número total de partes em que ele foi dividido com um traço no 
meio. Observe os exemplos: 
Uma parte de dez de uma pizza é representada por frações da seguinte maneira: 
1 
10 
Já a metade da pizza que foi dividida em 10 partes é representada por frações da seguinte maneira: 
5 
10 
 Denominação dos elementos de uma fração 
O número que fica na parte de cima da fração é chamado numerador, e o número que fica na parte 
de baixo é chamado denominador. 
Por exemplo, na fração: 
5 
10 
O numerador é 5 e o denominador é 10. As frações também representam divisões. Nesse caso, o 
numerador é equivalente ao dividendo e o denominador é equivalente ao divisor. 
 Tipos de fração 
57 
 
Existem quatro tipos de frações: 
→ Frações próprias: São aquelas em que o numerador é diferente de zero e é menor que o 
denominador. 
→ Frações impróprias: São aquelas em que o numerador é maior que o denominador, exceto os 
casos em que são múltiplos. 
→ Frações aparentes: São aquelas em que o numerador é múltiplo do denominador. Como as 
frações representam divisões, dividindo o numerador de uma fração aparente pelo seu 
denominador, o resultado é um número inteiro. Desse modo, elas apenas têm aparência de fração, 
por isso, o nome Fração Aparente. 
→ Frações decimais: São frações que possuem no denominador um múltiplo de 10. 
 Operações matemáticas envolvendo frações 
Para quaisquer frações, valem as operações matemáticas, com algumas ressalvas: 
→ Adição e subtração de frações: Se os denominadores das frações a serem somadas ou subtraídas 
forem iguais, basta realizar a operação indicada para os numeradores e preservar os denominadores. 
Por exemplo: 
17 – 4 + 2 = 17 – 4 + 2 = 15 
20 20 20 20 20 
Se os denominadores forem diferentes, é preciso torná-los iguais antes de repetir o processo acima. 
Para isso, é necessário encontrar alguma fração equivalente às frações do cálculo que possua o 
mesmo denominador. O procedimento mais indicado para encontrá-las é o seguinte: 
1) Calcula-se o MMC entre os denominadores das frações. O MMC será o denominador comum entre 
todas as frações presentes no cálculo. 
2) Divida o MMC pelo denominador da primeira fração. Multiplique o resultado encontrado pelo 
numerador da primeira fração. O resultado será o numerador da primeira fração com o denominador 
comum às outras. 
3) Repita o processo para cada fração presente no cálculo até substituir todas as frações por frações 
equivalentes. 
Exemplo: 
 5 + 5 = + = 25 + 5 = 30 
 2 10 10 10 10 10 10 
→ Multiplicação de frações: Multiplique numerador por numerador e denominador por 
denominador. Por exemplo: 
5 · 5 = 25 
2 10 100 
https://escolakids.uol.com.br/fracoes-equivalentes.htm
https://escolakids.uol.com.br/minimo-multiplo-comum.htm
58 
 
Divisão de frações: Reescreva as frações da seguinte maneira: repita a primeira e multiplique-a pelo 
inverso da segunda. Após isso, basta fazer o processo de multiplicação acima. Por exemplo: 
5 : 5 = 5 · 10 = 50 
2 10 2 5 10 
 Números racionais 
As frações pertencem ao conjunto dos números racionais. Esse conjunto contém todos os números 
que podem ser escritos na forma de fração, isto é, “x” é um número racional se: 
x = a 
 b 
→ a e b são números inteiros e b é sempre diferente de zero. 
 
A área possui 12.500 m². Com base nesse valor vamos calcular seus 7/8: 
De acordo com a área medindo 12.500 m² temos que 7/8 equivale a 10.937,5 m². 
EXERCÍCIOS SOBRE OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS 
Qual é o resultado da expressão numérica abaixo? 
41,32 + 56,4 – 81,932 + 5 
a) 102,72 
b) 20,8 
c) 20,7 
d) 20 
e) 20,788 
Começaremos pelas somas. Colocando vírgula debaixo de vírgula e 
completando os espaços vazios possíveis com zero, teremos: 
59 
 
41,320 
56,400 
+ 5,000 
102,720 
Agora basta subtrair 81,932 desse resultado, seguindo o mesmo princípio de 
vírgula debaixo de vírgula: 
102,720 
– 81,932 
20,788 
Gabarito: Letra E. 
Qual é a área de um retângulo cuja largura mede 23,32 m e o comprimento mede 
52,25 m? 
a) 1217,99 m2 
b) 1218,47 m2 
c) 1219,01 m2 
d) 1567,5 m2 
e) 1045,0 m2 
Questão 2 
A área do retângulo é o produto de sua base pela sua altura, o que também pode 
ser interpretado como produto da largura pelo comprimento. Observe: 
52,25 
x 23,32 
 10450 
15675 
15675 
+ 10450 
1218,4700 
Gabarito: Letra B. 
 
 
60 
 
Divisão com vírgula 
A divisão é uma operação matemática que consiste em "fracionar" um número em partes 
iguais. Muitas vezes a divisão não é exata e para continuá-la é necessário adicionar uma 
vírgula ao quociente. 
A vírgula também pode estar presente nos outros termos da divisão (dividendo e divisor), ou 
seja, uma divisão de números decimais. 
Regras para divisão de números decimais 
Antes de vermos os exemplos, relembre os termos da divisão com a imagem a seguir. 
 
Divisão com vírgula no divisor e no dividendo 
Nesse tipo de divisão os dois termos devem ter o mesmo número de algarismos depois da 
vírgula para que ela seja eliminada. 
Por exemplo, quando o dividendo e o divisor são números decimais com um algarismo após a 
vírgula podemos multiplicar ambos por 10 para que a vírgula seja eliminada e os números se 
transformem em números inteiros. 
Exemplo 1: 2,50,5 
 
Portanto, 2,50,5 = 5 
Exemplo 2: 2,420,22 
Neste caso temos dois algarismos após a vírgula. Portanto, podemos multiplicar os dois 
termos por 10 duas vezes, que é o mesmo que multiplicar 100, para eliminar a vírgula. 
Note que cada vez que multiplicamos por 100 “andamos” com a vírgula duas vezes. Após 
isso, podemos efetuar a divisão. 
 
Portanto, 2,420,22 = 11. 
Divisão com vírgula no dividendo 
Para a divisão de um número decimal ser efetuada é necessário reescrever o divisor para que 
ele também apresente o mesmo número de casas decimais do dividendo e, assim, a vírgula 
possa ser eliminada. 
Exemplo: 12,55 
Primeiramente, devemos reescrever o divisor de forma que ele também apresente o mesmo 
número de casas decimais que o dividendo. 
12,55 → 12,55,0 
61 
 
Agora, eliminamos a vírgula multiplicando os dois termos por 10, já que ambos apresentam 
uma casa decimal. 
 
Observe que na divisão chegamos ao resto 25. Para continuá-la devemos adicionar uma 
vírgula ao quociente e um zero ao resto. 
 
Sendo assim, 12,55 = 2,5. 
Divisão com vírgula no divisor 
A divisão por um número decimal ocorre quando o divisor apresenta uma vírgula e para 
resolvê-la devemos adicionar uma vírgula ao dividendoe, em seguida, o número de zeros que 
corresponde ao número de casas decimais depois da vírgula no divisor. 
Exemplo: 120,6 
Note que o divisor tem uma casa decimal após a vírgula. Reescrevendo o dividendo, temos: 
120,6 → 12,00,6 
Para eliminar a vírgula, multiplicamos os dois termos por 10 e depois efetuamos a divisão. 
 
Portanto, 120,6 = 20. 
Divisão com vírgula no quociente (divisão não exata) 
Uma divisão não exata ocorre quando um número inteiro é dividido por outro número inteiro 
e há resto na divisão. Temos então uma divisão com quociente decimal. 
Para continuar a divisão: 
 Adiciona-se uma vírgula no quociente; 
 Adiciona-se um zero ao resto; 
 Continua-se a divisão, encontrando um número que multiplicado pelo quociente resulte em um 
número igual ou próximo ao que está no resto da divisão. 
Exemplo: 1965 
 
Observe que a divisão de 196 por 5 é uma divisão não exata com resto 1. Para continuar a 
divisão adicionamos um 0 ao resto e a vírgula no quociente, ou seja, o algarismo 2 deve estar 
na casa dos décimos. 
Podemos interpretar essa divisão da seguinte forma: se um valor de R$ 196 fosse dividido 
para 5 pessoas, cada uma receberia trinta e nove reais e vinte centavos. 
Divisão com dividendo menor que o divisor 
62 
 
Quando o dividendo é menor que o divisor devemos adicionar um zero e uma vírgula ao 
quociente e também um 0 ao dividendo antes de iniciar a divisão. Neste caso teremos um 
quociente decimal menor que 1. 
Exemplo 1: 510 
 
 
Exemplo 2: 515 
 
Observe que no exemplo 2 mesmo continuando a divisão nunca chegaríamos ao resto zero. 
Portanto, temos uma dízima periódica. 
Podemos então dizer que: 515 = 0,333… 
As reticências indicam que o número 3 se repete infinitas vezes. 
Questão 1 
Carla e Ana foram tomar sorvete e gastaram R$ 23,00. Dividindo a conta em partes iguais, 
quanto cada uma pagou? 
a) R$ 15,25 
b) R$ 12,75 
c) R$ 11,50 
 
Questão 2 
João deseja distribuir igualmente 22,5 litros de suco em 15 garrafas. Quantos litros de suco 
ele deve colocar em cada recipiente? 
a) 2,5 L 
b) 1,5 L 
c) 1,75 L 
 
Respostas 
 
Questão 1- 
 
Resposta correta: c) R$ 11,50 
Neste caso temos a divisão de dois números naturais. 
 
63 
 
Podemos observar que se trata de uma divisão não exata e para continuar devemos colocar 
uma vírgula no quociente e um zero no resto. 
 
 
Portanto, cada uma das meninas pagou R$ 11,50 pelo sorvete. 
 
Questão 2- 
 
Resposta correta: b) 1,5 L. 
Nessa divisão temos um número decimal dividido por um número inteiro. Para eliminar a 
vírgula os dois termos devem ter o mesmo número de casas decimais e, por isso, precisamos 
reescrever o divisor. 
 
Agora, eliminamos a vírgula multiplicando os dois termos por 10, pois temos apenas uma 
casa decimal após a vírgula. 
 
Note que como não conseguíamos dividir o resto 75 por 150, acrescentamos uma vírgula no 
quociente e um zero no resto para continuar a divisão. 
Portanto, os 22,5 L de suco será dividido para 15 garrafas e cada uma terá 1,5 L de suco. 
 
 
 
 
 
 
64 
 
SISTEMA MÉTRICO DECIMAL 
 
O sistema métrico decimal é um conjunto de códigos que denominam medidas de forma fácil 
e identificáveis em qualquer parte do mundo. Parte integrante do sistema de medidas, 
embora seja capaz de mensurar comprimento, volume e superfície, seu uso principal é com o 
metro. 
Com a evolução do mundo e a necessidade de se criar medidas, cada povo e civilização tinha 
sua forma de mensurar tamanhos, altura, quantidade e peso. E com a expansão e o progresso, 
sobretudo comercial, houve a necessidade de criar formas universais de informação, para 
evitar confusões e erros. 
Como surgiu o Sistema Métrico Decimal 
A necessidade do homem de medir é tão antiga quanto a de contar. Ela começou junto às 
primeiras habitações construídas e também no início da agricultura, quando era preciso medir 
espaços. A primeira forma encontrada era a partir do próprio corpo, de onde originaram 
medidas ainda hoje mencionadas, como polegadas, palmo e braça. Os egípcios usavam como 
padrão de comprimento o cúbito, que era definido entre o cotovelo e a ponta do dedo médio. 
Naturalmente que a contagem a partir do corpo humano não dava certo, já que cada pessoa 
tem um tamanho diferente, o que comprometia todas as medidas feitas. E foram também os 
egípcios quem deixaram de utilizar o corpo para usar pedras, depois cordas com nós feitos em 
partes iguais para medir grandes espaços, que originou a atual trena. 
Sem adotar uma escala decimal e estrutura consistente, todos os sistemas de medidas 
existentes no passado eram deficitários, e só conseguiam auxiliar a comunidade que o definia. 
Com tanta diversidade de pesos e medidas, o comércio era prejudicado, assim como o 
cidadão. 
A primeira ação para que essa padronização acontecesse foi em 1791, na França, onde um 
grupo de cientistas de vários países começou a desenvolver e definir o sistema métrico 
decimal. Era antes da Revolução Francesa, quando as formas de medida eram criadas de 
forma arbitrária, como a que se baseava em partes do corpo do rei. 
Partiu do próprio governo francês, já no fim da revolução, a orientação de que a Academia 
Francesa de Ciências fizesse um novo sistema de medidas, capaz de suprir todos os outros 
existentes. Os cientistas reunidos chegaram a um denominador comum quando definiram a 
unidade de comprimento como metro, registrada em 1799. 
65 
 
Mas só em 1875 essa unidade começou a fazer parte de outros países, através do Tratado de 
Internacional da Convenção do Metro. Nesse primeiro momento, 17 países fizeram parte do 
tratado, e a partir de 1889, todos os outros também o adotaram. 
Embora seja universal, países como os Estados Unidos, a Libéria e Mianmar tem seus 
próprios sistemas de medidas. Outras jurisdições também possuem leis em que permitem ou 
mesmo exigem o uso de suas medidas, como o Reino Unido e Hong Kong. 
O sistema métrico decimal tem como objetivo ter uma única unidade para quantidade física e 
evitar os fatores de conversão para calcular grandezas. Dessa forma, em qualquer lugar do 
mundo, os comprimentos e distâncias são medidos por metros e suas variações. As outras 
formas de medida, como polegadas, jardas, braças, pés, rods, correntes, furiongs, milhas, 
milhas náuticas e léguas precisam ser convertidas para se adequarem ao padrão métrico 
quando se comunicam internacionalmente. 
Os nomes e funções de medidas mais comuns 
– Metro – unidade de comprimento – M 
– Metro Quadrado – unidade de superfície – M² 
– Metro Cúbico – unidade de volume – M³ 
– Litro – unidade de capacidade – L 
– Grama – unidade de peso – G 
– Tempo – medir tempo – S 
– Quilograma – medir massa- Kg 
– Quilograma por metro cúbico – medir massa específica – Kg/m³ 
– Watt – potência e fluxo de energia – W 
– Hertz – frequência – Hz 
Definição do Metro 
O Metro foi definido por um grupo de cientistas do século XVI como a décima milionésima 
parte da distância do equador ao Polo Norte. Também definido como o comprimento do 
trajeto percorrido pela luz do vácuo no intervalo de tempo de 1/299 792 458 segundo. Seu 
nome metro vem do grego metron, que significa medida. 
O metro é a unidade central que possui variações para definir com mais precisão uma medida, 
seja de menor ou maior extensão. Elas são chamadas de unidades secundárias de 
comprimento, usadas como múltiplos e submúltiplos do metro. Os múltiplos definem grandes 
distâncias e áreas, e os submúltiplos são usados para pequenas distâncias, como a seguir: 
66 
 
– Metro – símbolo m – submúltiplo 10º – metro m 
– Decâmetro 10¹ – símbolo dam – submúltiplo 10-¹ – decímetro DM 
– Hectômetro 10²- símbolo hm – submúltiplo 10-² – centímetro cm 
– Quilômetro 10³– símbolo km – submúltiplo 10-³ – milímetro mm 
– Megametro 106 – símbolo Mm- submúltiplo 10-6 – micrometro um 
– Gigametro 109 – símbolo Gm – submúltiplo 10-9 – nanômetro – nm 
– Terametro 10¹² – símbolo Tm– submúltiplo 10-¹² – picometro – PM 
– Petametro 1015 – símbolo Pm – submúltiplo 10-15 – femtômetro – FM 
– Exametro 1018 – símbolo Em – submúltiplo 10-18 – attometro 
– Zettametro 1021 – símbolo Zm – submúltiplo 10-21 – zeptômetro 
– Iotametro 1024 – símbolo Ym – submúltiplo 10-24 – yoctômetro 
 
1. UNIDADE FUNDAMENTAL 
 
O sistema métrico decimal é totalmente embasado em uma unidade fundamental. 
No Brasil essa unidade fundamental é o metro, que é representado pela 
letra m minúscula. A partir do metro, existem outras unidades a sua direita, como 
também outras unidades a sua esquerda. As unidades a esquerda são classificadas 
como múltiplos do metro. Já as unidades que se encontram a direita são 
classificadas como submúltiplos do metro. Nós vamos ver quais são os múltiplos e 
os submúltiplos em relação ao metro na sequência. 
 
67 
 
1.1 Múltiplos e submúltiplos do metro 
 
Observem na imagem acima que no lado esquerdo da unidade fundamental estão 
os múltiplos do metro. Estes múltiplos são divididos em três unidades, são elas: 
o decâmetro, representado pelo dam, o hectômetro, que é representado pelo hm, e 
por último, a mais utilizada em relação aos múltiplos, que é o quilômetro, 
representado por km. 
Se vocês olharem novamente a imagem, a direita do metro, encontrarão também 
três submúltiplos. O primeiro submúltiplo é o decímetro, representado pelo dm, o 
próximo submúltiplo é o centímetro, representado pelo cm, e a última unidade de 
submúltiplos em relação ao metro é o milímetro, representado por mm. 
Agora, vamos ver quanto vale cada múltiplo e submúltiplo em relação ao metro. Se 
definirmos 1 metro, por exemplo, em relação a esse metro o decâmetro vale 10 
vezes mais, ou seja, o decâmetro equivale a 10 m. O hectômetro vale 100 vezes 
mais ou seja, equivale a 100 m, da mesma forma que o quilômetro vale 1000 vezes 
mais, sendo igual a 1000m. Perceberam o que vai acontecendo? Para os 
submúltiplos ocorre a mesma coisa, só que ao contrário, olhem só: o decímetro em 
relação ao metro vale 10 vezes menos e equivale a 0,1m; já o centímetro vale 100 
vezes menos e equivale a 0,01 m da mesma forma que o milímetro equivale a 
0,001m, ou seja vale 1000 vezes menos. Vejam o esqueminha abaixo para entender 
tudo isso melhor: 
 
68 
 
É muito importante que vocês memorizem esse quadro métrico expresso acima. 
Tentem criar uma frase que lembre cada um dos termos da tabela! Enquanto isso, 
vamos falar um pouco sobre a leitura de uma distância no sistema métrico decimal. 
 
1.2 Leitura 
 
Para entendermos como deve ser feita a leitura de um número, vamos usar alguns 
exemplos, que são a melhor maneira de explicar esse item. 
Vamos começar com o exemplo de 13,024 m. Ao nos depararmos com números 
assim, normalmente lemos 13,024 metros, o que não está errado. Mas existe uma 
maneira mais específica de realizar a leitura de termos como esse em relação ao 
sistema métrico decimal. É isso que iremos aprender agora! 
Para isso, vamos montar o quadro de unidades e analisar o número 13,024. 
Observem que esse número é formado por duas partes, uma parte inteira composta 
por 2 algarismos (13) e outra parte decimal composta por 3 algarismos (024). 
Primeiramente, vamos pegar o último algarismo da parte inteira e colocar ele 
exatamente na coluna em que se encontra o metro, e junto dele colocamos a 
vírgula. Agora, vamos completar com os outros números. Temos o 1 a esquerda do 
3, então, ele irá na coluna do decâmetro e a parte decimal, composta de 3 
algarismos, ocupará as 3 colunas a direita do metro no quadro de unidades. 
69 
 
 
Feito isso, vamos ver como é a leitura desse número. Nós vamos ler a parte inteira e 
a parte decimal separadamente, sempre colocando a unidade relativa ao último 
algarismo de cada parte. Querem ver como fica? Olhem só, em relação a parte 
inteira composta pelos dois algarismos, nós lemos o 13 e a unidade será o metro, 
pois o último algarismo, o 3, está na coluna do metro. 
Já em relação a parte decimal, composta de 3 algarismos, nós não iremos ler 024, 
vamos ler 24. O último algarismo, o 4, está na coluna dos milímetros, logo: 
Treze metros e vinte e quatro milímetros. 
Vamos fazer mais um exemplo, agora 8,03 km. Vamos ver como seria a leitura 
desse número em relação ao quadro de unidades. Colocamos a parte inteira, que é 
o 8, na coluna dos quilômetros, e a vírgula junto ao 8. Já os dois algarismos da parte 
decimal, o 0 e 3, nós colocamos um em cada coluna a direita do 8. 
 
Agora, nós lemos a parte inteira junto da unidade de quilômetro e a parte decimal, 
junto a unidade do último algarismo, ou seja, do decâmetro. Então ficamos com: 
Oito quilômetros e três decâmetros. 
Entenderam a ideia? Agora, vamos ver a principal parte deste conteúdo, que é a 
transformação de unidades de números que se encontram no sistema métrico 
decimal. 
 
70 
 
2. TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES 
2.1 Unidade de comprimento 
 
Na transformação de unidades, quando queremos transformar um número, por 
exemplo, que está na unidade de quilômetros e reescrevê-lo na de unidade 
hectômetro, o que precisamos fazer é uma multiplicação por 10. Mas, se quisermos 
transformar de quilômetro para decâmetro, são dois saltos para a direita, logo, 
teremos uma nova multiplicação por 10, bem como mostra a figura acima, viram lá? 
Assim, vocês fazem uma multiplicação por 10 e depois outra multiplicação por 10, ou 
seja, uma multiplicação por 100. 
É sempre a mesma ideia, passando de uma unidade que se encontra mais a 
esquerda para uma que se encontra mais a direita, a cada salto haverá 
uma multiplicação por 10. 
Agora, para fazermos o processo contrário, ou seja, passarmos um número que 
esteja na unidade milímetro para centímetro, de centímetro para decímetro e assim 
por diante, a gente faz a divisão e não a multiplicação. Antes a gente multiplicava 
por 10, agora vamos dividir por 10 a cada salto. 
Ok? Vamos fazer um exemplo para ficar mais fácil o entendimento. Se tivermos um 
número na unidade de hectômetro e desejamos transformá-lo para metros. 
 
Para fazermos essa transformação, vamos lembrar do quadro lá em cima: do 
hectômetro para o metro, são dois saltos para a direita, e a cada salto há uma 
multiplicação por 10. Então, do hectômetro para metro temos uma multiplicação de 
10 vezes 10, ou seja, vezes 100. 
 
Tranquilo né, pessoal!? Fizemos apenas transformações usando unidades de 
comprimento, mas também podemos utilizar transformações em áreas e volumes, 
utilizando quase o mesmo quadro. Vamos ver cada uma delas a seguir. 
 
71 
 
2.2 Unidades de área 
 
Vocês deram uma olhada na figura acima? Qual é a diferença do quadro 
apresentado acima em relação ao anterior? Lembrem que no cálculo de áreas, as 
unidades estão sempre ao quadrado, pois tratam-se de duas dimensões, 
comprimento e largura. 
Então, para transformar uma unidade que está em quilômetro quadrado, para uma 
que está em hectômetro quadrado, haverá um salto para a direita, mas precisamos 
considerar o expoente na multiplicação. Deixa eu explicar melhor: quando era 
comprimento a gente multiplicava por 10, mas agora que as unidades estão 
elevadas ao quadrado, será 10², ou seja, a multiplicação será por 100. 
Se a gente quiser transformar de quilômetro quadrado para decâmetro quadrado, 
haverá dois saltos para a direita, ou seja, haverá duas vezes a multiplicação por 100. 
Dessa forma faremos a multiplicação por 100², que será de 10 000. E assim 
funciona para todos os saltos de unidades que estão mais à esquerda, para as que 
estão mais a direita. 
Quando queremos fazer o contrário, ou seja, transformar de milímetro quadrado 
para centímetro quadrado, há uma divisão por 100. A cada salto dividimos por 10² 
para transformar para a unidade que queremos. 
Vamos fazer um exemplo, para vocês aprenderem direitinho: 
 
Se olharmos para o quadro de unidades, de km² para m² são 3 saltos, ou seja, será 
100 vezes 100 vezes 100. 
 
 
2.3 Unidades de volume 
72 
 
 
Asunidades de volume seguem a mesma regra em relação a área. Na área, as 
unidades estão ao quadrado, enquanto no volume as unidades estão colocadas ao 
cubo, pois temos três dimensões, comprimento, largura e altura. Imagino que vocês 
repararam nisso no quadro acima. 
Vamos transformar então, por exemplo, um número que esteja em quilômetros 
cúbicos para hectômetros cúbicos. Novamente o expoente deve ser considerado. No 
comprimento, nós multiplicávamos por 10, na área por 100, e agora faremos a 
multiplicação por 1000, ou seja, 10³. Assim vale para os demais números, ou seja, a 
cada salto para a direita temos uma multiplicação por 1000. 
E quando queremos fazer o processo inverso, ou seja, de unidades mais a direita 
para unidades mais a esquerda, devemos fazer, como vocês já imaginam, a divisão 
por 1000. 
Vamos fazer um exemplo para que fique mais claro para vocês. Vamos transformar: 
 
Vamos localizar no esquema, de m³ para cm³ temos que dar dois saltos para a 
direita, ou seja, multiplicamos por 1000 e depois por 1000 novamente. 
 
Tudo certo até aqui? Agora vamos ver algumas relações importantes em relação ao 
litro, a unidade fundamental do volume. 
 
3. RELAÇÕES IMPORTANTES 
73 
 
 
Acabamos de ver, no sistema métrico decimal, as unidades de volume. Mas, é 
comum aparecer volume expresso pela sua unidade fundamental, o litro. Vamos 
falar a respeito de algumas relações importantes em relação ao litro, são essas 
especificadas abaixo: 
1. 1 centímetro cúbico é igual a 1 mililitro; 
2. 1 decímetro cúbico equivale a 1 litro e; 
3. 1 metro cúbico equivale a 1000 litros. 
Vejam só o esqueminha abaixo para ficar mais fácil: 
 
EXERCÍCIOS 
 
74 
 
 
Em um teste de aptidão em um concurso da Polícia Militar de um determinado 
estado, o candidato deve percorrer uma distância de 2400 metros em um tempo de 
12 minutos. Qual alternativa indica os valores de distância e tempo em km e hora, 
respectivamente? 
a) 2,4 km e 2 h 
b) 4,2 km e 0,2 h 
c) 0,24 km e 0,2 h 
d) 4,2 km e 2 h 
e) 2,4 km e 0,2 h 
Reposta: 
75 
 
 
Digamos que você possui uma lote de 30 quilômetros quadrados e deseja 
saber qual é a área do seu lote em metros quadrados. Se o metro quadrado 
está três casas à direita do quilômetro quadrado, devemos multiplicar por 
102 três vezes. Dessa forma, obtemos que: 
30*106=30.000.000m2 
Imagine que você possui um objeto de 20 centímetros cúbicos e deseja 
encontrar o volume desse mesmo objeto em metros cúbicos. Para isso, anda-
se duas casas para a esquerda e, sendo assim, precisamos dividir o valor 
duas vezes por 103. 
20:106=0,00002m3 
O comprimento de 100 dam pode ser escrito em centímetros como: 
 
76 
 
 
Resposta 
Letra A 
Para transformarmos decâmetros (dam) em centímetros (cm), multiplicamos 
o valor desejado por 10 três vezes. Portanto, 100 dam equivalem a 
100.10.10.10 cm ou a 105 cm. 
 
Conversão de Unidades 
Em muitas situações, nos deparamos com a necessidade de converter unidades, que são 
modelos estabelecidos para medir diferentes grandezas. 
O Sistema Internacional de Unidades (SI) determinou as unidades para medida de 7 grandezas 
fundamentais e partir delas as demais grandezas podem ser representadas. 
A seguir, você vai aprender a converter as unidades das medidas de comprimento, massa, 
tempo, área, volume, temperatura e velocidade. 
Conversão de unidades de comprimento 
A unidade fundamental do SI para a grandeza comprimento é o metro, que corresponde à 
distância percorrida pela luz no vácuo em 1/299 792 458 de segundo. 
Para representar grandes distâncias utilizamos os múltiplos do metro e para pequenos 
comprimentos têm-se os submúltiplos, conforme a tabela a seguir. 
 
Vale lembrar que essas não são as únicas unidades, mas sim as mais utilizadas. 
77 
 
Por exemplo, se eu quero saber quanto 19 cm representa em metros, faço a conversão a 
seguir. 
19 cm = 19 x 0,01 m = 0,19 m 
Você também pode escrever em notação científica, pois 0,01 m é a mesma coisa que 10-2 m. 
O expoente (-2) significa que devemos “andar” com a vírgula 2 casas para esquerda. 
19 cm = 19 x 10-2 m = 0,19 m 
Outra forma de converter as unidades de comprimento é utilizando o quadro a seguir. 
 
Note que se você quiser converter metro (m) para milímetro (mm) é necessário multiplicar 
por 10 três vezes. 
Exemplo: 
4 m → mm 
4 x 10 x 10 x 10 = 4 x 1000 = 4000 mm 
Já para converter metro (m) em quilômetro (km) é necessário dividir a medida por 10 três 
vezes. 
Exemplo: 
6000 m → km 
6000 : 10 : 10 : 10 = 6000 : 1000 = 6 km 
Saiba mais sobre medidas de comprimento. 
Pratique com exercícios sobre medidas de comprimento. 
Conversão de unidades de massa 
A unidade fundamental do SI para a grandeza massa é o quilograma, estabelecido em termos 
da constante de Planck, cujo valor é 6,62607015 x 10-34 J.s. 
As unidades utilizadas são descrever as quantidades de massa são: quilograma (kg), 
hectograma (hg), decagrama (dag), grama (g), decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama 
(mg). 
Os múltiplos e submúltiplos do sistema padrão de medida de massa são decimais, ou seja, as 
conversões são feitas multiplicando-se ou dividindo-se por 10, conforme o quadro a seguir. 
 
Exemplos: 
https://www.todamateria.com.br/medidas-de-comprimento/
https://www.todamateria.com.br/exercicios-sobre-medidas-de-comprimento/
78 
 
450 mg → g 
450 : 10 : 10 : 10 = 450 : 1000 = 0,450 g 
20 kg → dag 
20 x 10 x 10 = 20 x 100 = 2000 dag 
Além das unidades vistas, existem também as que são utilizadas para indicar grandes 
quantidades, como a tonelada (1 ton = 1 000 kg) e a arroba (1 arroba = 15 kg). 
Saiba mais sobre medidas de massa. 
Conversão de unidades de tempo 
A unidade fundamental do SI para a grandeza tempo é o segundo, que corresponde à duração 
de 9 192 631 770 períodos da radiação na transição entre dois níveis hiperfinos do átomo de 
césio-133 no estado fundamental. 
Como sabemos, 1 hora equivale a 60 minutos e cada minuto contém 60 segundos. Sendo 
assim, 1 hora contém 3600 segundos. 
Observe no quadro abaixo como fazer as conversões. 
 
Portanto, se temos o tempo expresso em horas e queremos mudar para minutos devemos 
multiplicar por 60. Se quisermos transformar o tempo expresso em segundos para minutos, 
nós dividimos por 60. 
Exemplos: 
2 h → min 
2 x 60 = 120 min 
180 s → min 
180 : 60 = 3 min 
Confira na tabela abaixo outras formas de expressar o tempo. 
 
 
 
 
https://www.todamateria.com.br/medidas-de-massa/
79 
 
 
MEDIDAS DE TEMPO 
 
As medidas de tempo foram inventadas, ao longo da história, devido às necessidades das civilizações 
de controlar os dias e as horas, o que auxiliava as tomadas de decisões na época, como o mês melhor 
para cultivo, a medição das cheias do rio, entre outras coisas. Hoje elas ainda são essenciais, pois se 
tornou inimaginável uma sociedade que não meça o tempo. 
 
Existem vários instrumentos que utilizamos para medir essa grandeza: controlamos os dias em 
relação ao ano com base no calendário, controlamos as horas, os minutos e os segundos com base 
no relógio, e, para medir a variação de tempos mais curtos, utilizamos cronômetros. 
 
Unidades de medidas de tempo 
 
As medidas de tempo surgiram para atender às necessidades do ser humano. 
Existem várias unidades de medidas de tempo (que serão mostradas ao longo do texto), como 
os dias, os anos e os meses, mas utilizamos de forma recorrente as horas. Com base nas horas, 
temos os seus submúltiplos, que são os minutos e segundos. 
É importante compreender que uma hora é formada por 60 minutos e que cada minuto é 
formado por 60 segundos. Por outro lado, trabalhando com intervalos de tempos maiores, 
temos que um dia possui 24 horas, e, com base no dia, surgem várias unidades de medidas de 
tempo, como as semanas, os meses, os anos, e assim sucessivamente. 
Conversão da unidade de medida de tempo 
Para realizar a conversão da unidade de medida de tempo, de horas para minutos ou de 
minutos para segundos,realizamos a multiplicação por 60, pois sabemos que uma hora possui 
60 minutos e que um minuto possui 60 segundos. Como consequência, quando a conversão é 
no sentido contrário, ou seja, de segundos para minutos e de minutos para horas, realizamos 
a divisão por 60. Veja o esquema seguinte que pode te ajudar a visualizar essas conversões: 
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/fisica/o-que-e-grandeza.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/divisao.htm
80 
 
 
Note que, para transformar de horas para segundos, primeiro transformamos em minutos para 
depois transformarmos em segundos, ou seja, multiplicamos por 60 e depois por 60 
novamente, que é o mesmo que multiplicar por 3600. A operação contrária, ou seja, de 
segundo para hora, torna-se uma divisão por 3600. 
Exemplo: 
Quantos segundos têm em duas horas e 15 minutos? 
Para isso realizaremos, primeiro, a conversão de duas horas em minutos: 
2 · 60 = 120 minutos 
Sendo assim, com os 15 minutos, teremos 120 + 15 = 135 minutos. Agora vamos converter 
135 minutos em segundos: 
135 · 60 = 8100 segundos 
Veja também: Quais são as medidas de massa? 
Instrumentos de medida de tempo 
A primeira forma de medir-se o tempo era analisando-se a posição do Sol em relação à Terra, 
por isso, foram criados os conhecidos hoje como relógios de sol, utilizados para medir-se as 
horas ao decorrer do dia. Hoje utilizamos o relógio movido à bateria para essa função. Foram 
surgindo outros instrumentos, como as ampulhetas e o cronometro, que servem para medir 
espaços de tempo menores. 
Ao longo da história, também foram conhecidos vários calendários, que servem para medir os 
dias e meses em relação ao ano. Povos antigos fizeram calendários diferentes e dividiram os 
anos de forma diferente. Hoje o mais comum é o calendário gregoriano, utilizado na maioria 
dos países. Vale ressaltar que tanto os dias quanto os anos levam em consideração a posição 
dos astros em relação à Terra, e, por isso, houve grande interesse na astrologia desde os povos 
mais antigos. 
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-e-multiplicacao.htm
https://brasilescola.uol.com.br/matematica/medidas-de-massa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/sol.htm
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/sol.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/o-planeta-terra.htm
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/o-planeta-terra.htm
81 
 
O 
relógio de sol, a ampulheta e o relógio são alguns instrumentos utilizados para medir-se o tempo. 
Outras unidades de tempo 
Conhecemos outras unidades de medidas de tempo que surgem por meio das unidades citadas, 
como bimestre, semestre, século, década, quinzena. A tabela a seguir contém as unidades de 
tempo presentes no dia a dia. 
Unidade Equivale a 
1 segundo 1000 milésimos de segundos 
1 minuto 60 segundos 
1 hora 60 minutos 
1 dia 24 horas 
1 semana 7 dias 
1 quinzena 15 dias 
1 mês 
28 ou 29 dias (fevereiro) 
30 ou 31 dias (demais meses) 
1 bimestre 2 meses 
1 trimestre 3 meses 
1 quadrimestre 4 meses 
82 
 
1 semestre 6 meses 
1 ano 12 meses ou 365 dias 
1 biênio 2 anos 
1 triênio 3 anos 
1 quadriênio 4 anos 
1 quinquênio 5 anos 
1 década 10 anos 
1 século 100 anos 
1 milênio 1000 anos 
 
Exercícios resolvidos 
 
Questão 1 – Sabemos que, atualmente, um dos vilões para altos gastos de energia elétrica e 
desperdício de água são os chuveiros elétricos, caso não sejam usados de forma consciente. 
Suponha que, na casa de Isadora, o chuveiro tenha uma vazão 18 litros por minuto, se, ao 
final de uma semana, ela gastou cerca de 4860 litros, quanto tempo ela ficou no banho durante 
essa semana? 
 
A) quatro horas e meia 
B) quatro horas 
C) três hora e meia 
D) três hora 
E) cinco horas 
Resolução 
Alternativa A 
Primeiro realizaremos a divisão da quantidade de água gasta na semana pela vazão do 
chuveiro, para descobrir o tempo em minutos gasto por Isadora: 
4860 : 18 = 270 
83 
 
No entanto, as alternativas estão em horas, e sabemos que 270 : 60 = 4,5, o que equivale a 
quatro horas e meia. 
Questão 2 - Quantos segundos têm duas horas e 30 minutos? 
A) 8000 
B) 150 
C) 15.000 
D) 900 
E) 9000 
Resolução 
Alternativa E 
Sabemos que uma hora corresponde a 60 minutos, sendo assim, duas horas possuem 2 · 60 = 
120 minutos. 
Como são duas horas e 30 minutos, temos o total de 150 minutos. Cada minuto possui 60 
segundos, sendo assim, faremos 150 · 60 = 9000 segundos. 
Medidas de Comprimento 
Esquema métrico decimal 
 
As medidas de comprimento participam de um sistema de siglas que caracterizam grandezas físicas. 
Além do comprimento, as unidades de medida podem representar velocidade, tempo, massa, 
aceleração, entre outros. 
Conforme o Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade padrão do comprimento é o metro. 
Inicialmente, determinou-se que a sua medida seria a décima milionésima parte em relação a 
distância da Linha do Equador até o Polo Norte. 
 
Metro: múltiplos e submúltiplos 
 
Assim como outras medidas, o metro possui múltiplos e submúltiplos. Eles são identificados pelos 
prefixos quilo, hecto, deca, deci, centi e mili, e variam de acordo com a multiplicação ou divisão 
decimal perante a unidade de referência. Confira na tabela abaixo: 
 
 
Metro (m) 
Múltiplos Submúltiplos 
Decâmetro (dam) m x 10 Decímetro (dm) m:10 
84 
 
Hectômetro (hm) m x 100 Centímetro (cm) m:100 
Quilômetro (km) m x 1000 Milímetro (mm) m:1000 
 
 
Os múltiplos servem para as medidas que definem grandes distâncias, e os submúltiplos as 
pequenas. Em tamanhos milimétricos aplica-se o mícron (µ) = 10-6 m e o angströn (Å) = 10-
10 m. 
 
Transformação das medidas de comprimento 
 
Os cálculos que apresentam unidades de medida exigem que elas estejam na mesma categoria de 
múltiplos ou submúltiplos. Para tal, foi criado um esquema de conversão que baseia-se em duas 
regras. 
Para transformar uma medida maior em outra menor, multiplica-se o valor por 10 (na direção da 
esquerda para a direita). Já a conversão de uma medida menor para maior, divide-se o valor por 10 
(na direção da direita para a esquerda). Vejamos na representação a seguir: 
 
 
 
 
Sistema de conversão. (Foto: Educa Mais Brasil) 
 
Exemplos 
 
Agora que sabemos quais são os múltiplos e submúltiplos do metro, vamos efetuar algumas 
conversões. O primeiro passo é observar a posição da medida em conversão diante da unidade de 
referência. Entenda: 
1 – Quantos metros têm em 5,6 quilômetros (km)? 
 
Identifica-se, inicialmente, o número de casas decimais (distância) de quilômetros até metros: 
https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/matematica/unidades-de-medida
85 
 
km - hm - dam - m 
Em seguida, multiplica-se o 5,6 por 1000, uma vez que a distância entre uma unidade e outra são de 
3 casas (10.10.10) para a direita. 
Por fim, a vírgula deve ser deslocada em relação à distância entre as medidas de comprimento. Como 
de km para m foi preciso atravessar 3 casas à direita, a vírgula segue o mesmo sentido: 
56/ 0 / 0, 0 = 5600,0 m, isto é, 5,6 km = 5600 m 
2 – Quantos decâmetros existe em 1700 milímetros? 
Observa-se o número de casas decimais de milímetros até decâmetros: 
mm - cm - dm - m - dam 
Depois, deve-se dividir 1700 por 10000, pois a distância entre as medidas de comprimento são de 4 
casas (10.10.10.10) para a esquerda. 
 
Por último, movimenta-se a vírgula de acordo com a distância encontrada. Como 
de mm para dam foi necessário ultrapassar 4 casas à esquerda, a vírgula segue a mesma direção: 
0 ,1 /7/0/0 = 0,1700 dam, ou seja, 1700mm = 0,1700 dam 
3 – Quanto vale em metros 18 hm + 62,4 cm + 300mm? 
Primeiro vamos fazer a conversão separadamente: 
18 hm - m = 18 x 100 = 18/0, /0 = 180 m 
62, 4 cm - m = 62,4: 100 = 0, /6 /2/4 = 0,624 m 
300mm - m = 300: 1000 = 0,/3/0/0 = 0,3 m 
 
Com todos os valores convertidos para a mesma unidade, basta somá-los: 
 
180 + 0,624 + 0,3 = 180, 924 m 
 
4 - Quanto vale emcentímetros 9,7 hm - 0,55 dam + 160 m? 
A transformação das medidas de comprimento é definida por: 
9,7 hm - cm = 9,7 .10000 = 9/7/0/0/0, 0 = 97000 cm 
0,55 dam - cm = 0,55 .1000 = 0/5/5/0,0 = 0,550 cm 
160 m - cm = 160. 100 = 1/6/0/0/0,0 = 16000 cm 
Com as medidas na mesma unidade, basta realizar as operações: 
97000 - 0,550 + 16000 = 112999,45 cm = 1129,99945 m 
Sistema Internacional 
86 
 
 
A existência das unidades que servem de padrão para as grandezas foram organizadas pelo Sistema 
Internacional, a partir de 1960. Essa convenção não é fixa, pois os estudos sobre medição sempre são 
aperfeiçoados. 
Além do metro, as outras unidades fundamentais para a criação de derivadas são: 
• Massa: unidade é o quilograma (Kg); 
• Tempo: unidade é o segundo (s); 
• Corrente elétrica: unidade é o ampere (A); 
• Temperatura termodinâmica: unidade é o Kelvin (K); 
• Quantidade de substâncias: unidade é o mol; 
• Intensidade da luz: unidade é a candela (cd). 
 
Medidas de Massa 
As medidas de massa surgem para auxiliar a pesagem de objetos no dia a dia. Atualmente é 
bastante comum fazer-se compra de objetos que são vendidos de acordo com o seu peso, 
como verduras, carnes, ouro, entre outros. 
Pelo sistema internacional, utilizamos como principal unidade de medida o grama (g), seus 
múltiplos quilograma (kg), hectograma (hg) e decagrama (dag), e seus submúltiplos, 
decigrama (dg), centigrama (cg) e miligrama (mg). Entre os múltiplos e submúltiplos da 
grama, existem alguns que são mais raros no dia a dia, e os mais comuns de fato são: kg, g e 
mg. 
Existem outras unidades de medidas utilizadas para transações específicas, como 
a arroba (@), o quilate e a tonelada (t). 
 
https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/unidades-medidas.htm
87 
 
Instrumentos utilizados para medir-se massa. 
Unidade de medida de massa 
No sistema internacional de unidades, utilizamos como unidade de medida de massa o grama. 
Essa unidade de medida é sem dúvida a mais presente em nossas vidas, o que não quer dizer 
que não existam outras, apenas medimos a massa em grama na maioria das vezes. Essa 
medida tem várias razões, como relações comerciais, realização de experimentos na química, 
física e biologia, entre outras. 
O grama (g) possui o que conhecemos como múltiplos — unidades de medida utilizadas para 
representar a massa de objetos com massa maior que o grama, são eles: 
 o decagrama (dag) 
 o hectograma (hg) 
 o quilograma (kg) 
Além dos múltiplos, quando a massa é muito pequena, utilizamos os submúltiplos do grama 
para a representação da medida, são eles: 
 o decigrama (dg) 
 o centigrama (cg) 
 o miligrama (mg) 
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Conversão de unidades de medida 
Para realizar a conversão do grama em seus múltiplos ou submúltiplos, é necessário lembrar 
que estamos trabalhando com base decimal, logo, vamos multiplicar ou dividir por 10 para 
efetuar essas transformações. Para sabermos exatamente como deve ser feito, o primeiro 
passo é construirmos uma tabela respeitando a ordem das unidades conforme a tabela 
seguinte: 
https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/sistema-internacional-unidades.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/fisica/sistema-internacional-unidades.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/multiplicacao.htm
88 
 
 
A ordem das unidades deve ser sempre respeitada para realizar-se a conversão de uma 
unidade de medida em outra. Para efetuarmos as conversões, por exemplo, de grama em 
miligrama ou de hectograma em quilograma, precisamos analisar se se trata da transformação 
de uma unidade maior em uma unidade menor ou o contrário disso. 
Para sabermos bem como fazer isso, vamos colocar setas na tabela: 
 
Quando a transformação de unidade de medida é da esquerda para a direita, multiplicamos por 
10 cada unidade da tabela. Por exemplo, para transformar 1,7 kg em grama, realizaremos esta 
multiplicação: 
1,7 x 10 x 10 x 10 = 1,7 x 1000 = 1700 g 
Quando a transformação de unidade de medida é da direita para a esquerda, dividimos por 
10 cada unidade da tabela. Por exemplo, para converter 192 dg em decagrama, realizaremos 
estas divisões: 
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/divisao.htm
89 
 
192 : 10 : 10 = 192 : 100 = 1,92 dg 
Outras unidades de massa 
Existem outras unidades de medida presentes no dia a dia, são elas: 
 a tonelada (t) 
 o quilate 
 a arroba (@) 
As medidas são utilizadas por culturas diferentes, a depender do que está sendo trabalhado, 
por exemplo, a arroba é utilizada para medir-se peso de gado, já os quilates são utilizados para 
medir-se metais preciosos. 
 Tonelada (t): é utilizada para medir objetos que possuem massa muito grande, sendo que 1 
t equivale a 1000 kg. Por exemplo, em vez de dizer que um elefante asiático pesa, em média, 
4000 kg, dizemos que ele pesa 4 t. Animais de grande porte são normalmente pesados por 
toneladas, mas há outras aplicações também, como no peso de navios. 
 Quilate: bastante comum para negociações de metais preciosos, o quilate remete à quantidade 
de ouro que uma aliança possui, por exemplo. Um quilate corresponde a, aproximadamente, 200 
mg, ou seja, 0,2 g. 
 Arroba (@): utilizada em negociações da agropecuária. Os gados são geralmente cotados por 
preços em arroba, sendo que 1 @ corresponde a 15 kg. 
Veja também: Quais são as unidades de medida de volume? 
Exercícios resolvidos 
Questão 1 - O dono de um hortifruti fez um pedido com um total de 30 kg de tomate. Por 
curiosidade ele descobriu que a unidade de tomate pesa, em média, 80 g. Sabendo-se disso e 
supondo-se que cada tomate tenha 80 g, a quantidade de tomates que tem no pedido é de: 
A) 3750 
B) 2525 
C) 3000 
D) 3520 
E) 375 
Resolução 
Alternativa A 
1º passo: converter 30 kg → g 
https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/unidades-medida-volume.htm
90 
 
30 · 1000 = 30 000 gramas. 
2º passo: dividir o peso de todo o pedido pelo peso de cada unidade: 
30 000 : 80 = 3750 tomates. 
Questão 2 - A moeda brasileira de R$ 0,50 é fabricada utilizando-se aço inox desde 2002. 
Cada moeda possui um peso de 7,81 gramas e tem cunhada o rosto do advogado José Maria 
da Silva Paranhos Júnior, uma homenagem ao barão de Rio Branco. No ano de 2021, devido à 
luta das mulheres pela igualdade, será lançada uma moeda de R$ 0,50, usando-se o mesmo 
material e com o mesmo peso, em homenagem a Maria Quitéria, combatente baiana das 
Guerras de Independência do Brasil. 
Sabendo-se que serão feitas 52 milhões de moedas, a quantidade de aço inox necessária para 
essa produção será de: 
A) 46 toneladas 
B) 406,12 toneladas 
C) 40612 toneladas 
D) 4,0612 toneladas 
E) 120 toneladas 
Resolução 
Alternativa B 
Sabemos que o total de gramas será de 52 000 000 · 7,81 = 406 120 000 gramas. 
Sabemos que para converter g em kg basta dividir por 1000, e que para converter quilograma 
em tonelada basta dividir por 1000 novamente, logo, faremos a divisão por 1 000 000. 
406 120 000 : 1 000 000 = 406,12 toneladas. 
 
 
Conversão de unidades de área 
A unidade do SI para a grandeza área é o metro quadrado (m2). Essa unidade apresenta como 
múltiplos quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2) e decâmetro quadrado 
(dam2). Já os submúltiplos são decímetro quadrado (dm2), centímetro quadrado (cm2), 
milímetro quadrado (mm2). 
Observe no quadro a seguir como fazer a conversão entre as unidades. 
91 
 
 
Exemplos: 
5 m2 → cm2 
5 x 100 x 100 = 5 x 10000 = 50 000 cm2 
10000 dam2 → km2 
10000 : 100 : 100 = 10000 : 10000 = 1 km2 
Leia também sobre área e perímetro. 
Conversão de unidades de volume 
A unidade do SI para a grandeza volume é o metro cúbico (m3). Essa unidade apresenta como 
múltiplos quilômetro cúbico (km3), hectômetro cúbico (hm3), decâmetro cúbico (dam3). Já 
os submúltiplos são decímetro cúbico (dm3), centímetro cúbico (cm3) e milímetro cúbico 
(mm3). 
As unidades de volume são convertidas atravésda multiplicação e divisão por 1000, conforme 
o quadro a seguir. 
 
Exemplos: 
4 dm3 → mm3 
4 x 1000 x 1000 = 4 x 1 000 000 = 4 000 000 mm3 
10 000 000 m3 → km3 
10 000 000 : 1000 : 1000 : 1000 = 10 000 000 : 1 000 000 000 = 0,01 km3 
Outra unidade bastante utilizada para medidas de volume é o litro, que equivale a um 
decímetro cúbico. 
1 L = 1 dm3 
Para realizar conversões utilizando o litro como unidade base, consulte o quadro a seguir. 
 
Saiba mais sobre medidas de volume. 
https://www.todamateria.com.br/area-e-perimetro/
https://www.todamateria.com.br/medidas-de-volume/
92 
 
Conversão de unidades de temperatura 
No SI, a unidade para a medida da grandeza temperatura é o Kelvin. O termômetro é o 
instrumento utilizado para mensurar a temperatura e as escalas termométricas utilizadas são: 
graus Celsius (º C), graus Fahrenheit (º F) e Kelvin. As três escalas são relacionadas da 
seguinte forma: 
 
Exemplo: conversão de 20 ºC para escala Fahrenheit 
 
Para facilitar os cálculos, ao invés de utilizar as relações em forma de fração, você pode 
utilizar as fórmulas a seguir. 
 
Saiba mais sobre escalas termométricas. 
Conversão de unidades de velocidade 
A grandeza velocidade apresenta como unidade no SI metros por segundo (m/s). Entretanto, 
também é comum utilizar quilômetros por hora (km/h). 
Como 1 km corresponde à 1000 m e 1 h equivale a 3600 s, para a converter m/s em km/h 
multiplica-se por 3,6 e para transformar km/h em m/s divide-se o valor por 3,6. 
 
Exemplos: 
10 m/s → km/h 
10 x 3,6 = 36 km/h 
36 km/h → m/s 
36 : 3,6 = 10 m/s 
Leia também sobre velocidade média. 
Sistema Internacional de Unidades 
O Sistema Internacional de Unidades apresenta uma base de 7 grandezas com suas respectivas 
unidades fundamentais para que a partir delas as demais grandezas sejam definidas. 
As unidades fundamentais do SI são: 
https://www.todamateria.com.br/escalas-termometricas/
https://www.todamateria.com.br/velocidade-media/
https://www.todamateria.com.br/sistema-internacional-de-unidades/
93 
 
Grandeza fundamental Unidade base Símbolo da unidade 
Massa quilograma kg 
Tempo segundo s 
Comprimento metro m 
Corrente elétrica ampere A 
Intensidade luminosa candela cd 
Quantidade de substância mol mol 
Temperatura termodinâmica kelvin K 
Tabela de prefixos 
Para representar quantidades muito grandes ou muito pequenas utiliza-se os prefixos antes das 
unidades. Os prefixos correspondem a potências de 10 que multiplicam as medidas. 
Exemplos: 
2 nanômetros = 2 nm = 2 x 10-9 m = 0,000000002 m 
2 quilômetros = 2 km = 2 x 103 m = 2000 m 
Múltiplos Submúltiplos 
Prefixo Símbolo Fator Prefixo Símbolo Fator 
deca da 101 deci d 10-1 
hecto h 102 centi c 10-2 
quilo k 103 mili m 10-3 
mega M 106 micro 
 
10-6 
giga G 109 nano n 10-9 
tera T 1012 pico p 10-12 
peta P 1015 femto f 10-15 
94 
 
Múltiplos Submúltiplos 
exa E 1018 atto a 10-18 
zetta Z 1021 zepto z 10-21 
yotta Y 1024 yocto y 10-24 
 
Exercícios sobre conversão de unidades 
Questão 1 
Uma escala cartográfica representa uma paisagem em um mapa. Para isso, é realizada a 
redução de medidas proporcionalmente. Por exemplo, em uma escala 1:100.000 significa que 
1 cm no mapa corresponde à 100 000 cm na paisagem real, que em km é igual a 
a) 1 km 
b) 0,1 km 
c) 10 km 
d) 0,01 km 
 
Questão 2 
Os refrigerantes são bebidas a base de água e açúcar. Um refrigerante de 350 ml possui cerca 
de 37000 mg de açúcar. Essa quantidade, em gramas, corresponde a: 
a) 370 g 
b) 0,37 g 
c) 37 g 
d) 3,7 g 
 
Questão 3 
Usain Bolt é um atleta jamaicano famoso por ganhar provas de velocidade e considerado o 
homem mais rápido do mundo. Em 2009, o velocista bateu o recorde ao realizar a prova de 
100 metros em 9,58 segundos, que seria, em minutos, cerca de 
a) 0,14 min 
b) 0,12 min 
c) 0,16 min 
d) 0,17 min 
 
Questão 4 
95 
 
O Vaticano é o menor país do mundo. Embora esteja localizado dentro da cidade de Roma, na 
Itália, o território conhecido como a sede da Igreja Católica é independente e apresenta uma 
área de 0,44 km2, que em m2 corresponde a 
a) 4 400 m² 
b) 44 000 m² 
c) 440 m² 
d) 440 000 m² 
 
Questão 5 
Embora o volume de sangue no corpo humano varie de uma pessoa para outra por diversos 
fatores, estima-se que em média um adulto tenha 5 litros de sangue. Se quiséssemos expressar 
essa quantidade em m3, teríamos o volume 
a) 0,5 m³ 
b) 0,005 m³ 
c) 0,05 m³ 
d) 5 m³ 
 
Respostas: 
 
1 - Alternativa correta: a) 1 km. 
2- Alternativa correta: c) 37 g. 
3- Alternativa correta: c) 0,16 min 
4- Alternativa correta: d) 440 000 m2. 
5- Alternativa correta: b) 0,005 m3. 
 
Resolução de situações problemas. 
 
1) Um trem transporta 150 passageiros em cada vagão. Sabendo-se que esse trem tem 6 
vagões ,quantos passageiros são transportados em 1 viagem? E em 3 viagens? 
1 viagem= 
3 viagens = 
R: Primeiramente identificar quantos passageiros cabe em cada vagão, sabemos que é 150. 
O trem tem 6 vagões, para saber a quantidade de pessoas que ele transporta por viagem, 
multiplica por 150 
150 x 6 = 900 
900 por viagem 
Em 3 viagens, só multiplicar 900 por 3 
900 x 3 = 2700 
2) Fabiana tem R$ 525,00 na poupança, Pedro tem o dobro que Fabiana e Patrícia tem o triplo 
do que há na poupança de Fabiana. Que quantia tem Pedro? E Patrícia? 
Pedro= 
Patrícia= 
96 
 
R: 
Fabiana tem 525, Pedro tem o dobro, o dobro significa duas vezes a mais, vamos pegar 525 e 
multiplicar por 2 
525x2 = 1.050 
Pedro tem 1.050 
Patrícia tem o triplo de Fabiana, então são 3 vezes mais, vamos pegar 525 e multiplicar por 3 
525x3 = 1.575 
Patrícia tem 1,575 
 
Júlia decidiu vender caixas com doces para arrecadar dinheiro e poder viajar nas férias. Ela comprou 
12 caixas e com os ingredientes produziu: 50 brigadeiros, 30 beijinhos, 30 cajuzinhos e 40 bem 
casados. De acordo com a produção de Júlia, quantos doces ela deve colocar em cada caixa para 
serem vendidos? 
 
Para realizar um campeonato de vôlei em uma escola o professor de educação física decidiu dividir 
os 96 alunos em grupos. Sabendo que cada equipe para esse esporte deve ser composta por 6 
pessoas, quantas equipes o professor conseguiu formar? 
97 
 
 
 
 
98 
 
Para um aniversário, as 30 mesas disponíveis em um salão de festa foram distribuídas de 
modo que cada mesa seria para 6 convidados e, mesmo assim, ainda restariam 2 convidados 
para acomodar. Sabendo disso, calcule quantas pessoas foram convidadas para festa. 
 
 
 
Em um cinema as fileiras foram distribuídas conforme as letras do alfabeto, da letra A até a 
letra I. Sabendo que a sala do cinema possui 126 poltronas, quantas poltronas foram colocadas 
em cada fileira? 
99 
 
 
Uma empreiteira começou um novo empreendimento imobiliário e irá construir um grande 
conjunto habitacional. O projeto foi divulgado aos possíveis compradores e investidores. A 
empresa divulgou o número de 1 200 apartamentos. Sendo 10 edifícios de 15 andares cada. 
Como os edifícios seguem o mesmo padrão, quantos apartamentos haverá por andar em cada 
edifício? 
 
100 
 
 
Observe a barra de chocolate a seguir e responda: quantos quadradinhos deve-se comer para 
consumir 5/6 da barra? 
 
a) 15 
b) 12 
c) 14 
d) 16 
 
101 
 
 
102 
 
 
Mário preencheu 3/4 de uma jarra de 500 mL com refresco. Na hora de servir a bebida, ele distribuiu 
o líquido igualmente em 5 copos de 50 mL, ocupando 2/4 da capacidade de cada um. Com base 
nestes dados responda: que fração de líquido restou na jarra? 
 
a) 1/4 
b) 1/3 
c) 1/5 
d) 1/2 
 
103 
 
 
 
20 colegas de trabalho resolveram fazer uma aposta e premiar aqueles que mais 
acertassem os resultados dos jogos de um campeonato de futebol. 
Sabendo que cada pessoa contribuiu com 30 reais e que os prêmios seriam 
distribuídos da seguinte forma: 
 1º primeiro colocado: 1/2 do valor arrecadado; 
 2º primeiro colocado: 1/3 do valor arrecadado; 
 3º primeiro colocado: recebe aquantia restante. 
Quanto, respectivamente, cada participante premiado recebeu? 
a) R$ 350; R$ 150; R$ 100 
b) R$ 300; R$ 200; R$ 100 
c) R$ 400; R$ 150; R$ 50 
d) R$ 250; R$ 200; R$ 150 
 
104 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
105 
 
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
Conhecimento de Equipamentos de Proteção Individual 
 
 O que é um Equipamento de Proteção Individual? 
Conforme previsto na Norma Regulamentadora 6 (NR6), do Ministério do Trabalho, 
o EPI é “todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, 
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no 
trabalho”. Esse equipamento é de uso de obrigatório pelo empregado, sempre que a 
função por ele desempenhada oferecer risco à sua integridade física, quando não for 
possível, por outra forma, adotar medida que elimine o risco intrínseco à atividade. 
Assim, os profissionais que realizam trabalhos nas alturas, manuseiam produtos 
químicos que contenham substâncias tóxicas ou inflamáveis ou são submetidos a 
quaisquer outras situações insalubres ou perigosas, devem fazer uso do 
equipamento. Vale lembrar que a instituição deve fornecer e capacitar o 
funcionário, bem como supervisionar o uso do EPI, sob pena de ser 
responsabilizado pelo descumprimento da legislação vigente ou negligência na 
observância dos procedimentos legais. 
 O que diz a lei sobre os Equipamentos de Proteção Individual? 
Para evitar acidentes e garantir a segurança do trabalhador, é fundamental que a 
empresa tenha conhecimento da legislação e das exigências legais. No caso dos 
equipamentos de proteção individual, a regulamentação está prevista na Norma 
Regulamentadora 6 (NR-6), do Ministério do Trabalho. Ela dispõe sobre a fabricação 
e o uso dos EPIs. Além disso, traz quais são as obrigações das empresas e dos 
colaboradores. Confira a seguir! 
 Obrigações do empregador 
Segundo as normas vigentes, o empregador tem a obrigação de fornecer aos seus 
colaboradores, de forma gratuita, os equipamentos de segurança adequados a 
conferir proteção ao risco oferecido pelo ambiente de trabalho.Vale lembrar que o 
uso do EPI não é a primeira opção, uma vez que a lei estabelece que a empresa 
deve eliminar, prevenir ou reduzir os riscos do local de trabalho, salvo quando 
impossível fazê-lo. 
Assim, conforme previsto na NR-6, os EPIs devem ser fornecidos ao trabalhador 
sempre que as medidas coletivas não oferecem a devida proteção contra acidentes 
de trabalho, doenças ocupacionais, quando elas estiverem sendo implementadas ou 
para atender a situações de emergência. 
Além do fornecimento adequado dos dispositivos de segurança, a empresa tem o 
dever de oferecer treinamentos e cursos de capacitação para os colaboradores, bem 
como supervisionar se tais equipamentos estão sendo usufruídos da maneira 
correta. 
http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr6.htm
https://blog.previnsa.com.br/como-a-reforma-trabalhista-afeta-a-seguranca-do-trabalho-descubra/
106 
 
A NR-6 estabelece também que, quanto ao EPI, o empregador tem as 
obrigações de: 
 adquirir o equipamento adequado ao risco de cada atividade; 
 exigir o uso correto do equipamento; 
 fornecer ao trabalhador somente o que for aprovado pelo órgão competente 
nessa área; 
 deixar o trabalhador ciente e treinado a respeito do uso adequado, de sua 
guarda e conservação; 
 fazer imediatamente a substituição, quando danificado ou extraviado; 
 realizar periodicamente a higienização e manutenção; 
 comunicar ao órgão competente qualquer irregularidade que for observada; e 
 deixar registrado o fornecimento do EPI ao colaborador, podendo ser isso 
feito em livros, fichas ou sistema eletrônico. 
É extremamente importante ficar atento ao que diz as normas e dar fiel cumprimento 
às exigências legais. Além disso, todas as medidas de segurança adotadas pela 
empresa devem ser devidamente documentadas. 
Tais registros são essenciais à comprovação do cumprimento das disposições 
normativas pelo empregador em eventuais fiscalizações promovidas pelo Ministério 
do Trabalho, bem como em casos de acidentes de trabalho. 
 Obrigações do empregado 
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é só o empregador que tem 
obrigações. Cabe ao colaborador reconhecer a importância do uso dos 
equipamentos de proteção individual e zelar pela sua própria segurança. 
Conforme previsto na NR-6, quanto ao EPI, os funcionários têm o dever de: 
 utilizá-lo apenas para a finalidade a que se destina; 
 responsabilizar-se pela guarda e conservação; 
 comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; 
 cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. 
 
Quais são os principais EPIs que as empresas devem adotar? 
 
Existem inúmeros tipos de equipamento de proteção individual. Cada um deles é 
destinado a conferir proteção a determinada parte do corpo, de acordo com os riscos 
oferecidos pela atividade. Confira a seguir alguns EPIs que devem ser adotados pelo 
empregador! 
 
 Proteção respiratória 
O ar que respiramos é composto por diversos gases, principalmente oxigênio e 
nitrogênio. Para uma vida saudável, é essencial que ele não contenha impurezas. 
107 
 
No entanto, em determinados ambientes de trabalho, não é incomum encontramos 
agentes químicos e biológicos prejudiciais à saúde humana, tais como poeira, 
vapores, gases, bactérias, fungos etc. 
Quando não for possível a eliminação dessas partículas, assim como a adoção de 
medidas de proteção coletiva, o uso de equipamentos de proteção respiratória 
(EPR) é indispensável. A função desses equipamentos é fornecer oxigênio ou filtrar 
o ar, evitando que o trabalhador inale agentes que possam causar danos ao seu 
organismo. 
No mercado, existem vários tipos de EPR — por exemplo, autônomos, por linha de 
ar, por circuito aberto (o ar circula na máscara e escapa para o exterior) e por 
circuito fechado (o ar é filtrado na máscara, sem escapar para o meio externo) 
A escolha dependerá da atividade desenvolvida. No entanto, em qualquer caso, é 
necessário certificar a vedação do equipamento, ou seja, se ela está sendo efetivo 
na proteção do trabalhador. 
 Proteção da cabeça 
O desempenho de algumas atividades expõe o trabalho ao risco de danos na 
cabeça, principalmente em decorrência da possibilidade de impactos, queimaduras, 
choques etc. Por isso, há equipamentos específicos — capacete e capuz — para 
proteção dessa parte do corpo. 
Conforme previsto no anexo I, da NR6, existem capacetes para proteger o usuário 
de impactos contra o crânio, de choques elétricos e da ação de agentes térmicos. 
Por sua vez, o capuz, também denominado de balaclava, se destina a proteção do 
pescoço e do crânio contra os riscos de origem térmica, respingos de produtos 
químicos e agentes escoriantes e abrasivos. 
O uso desses equipamentos é obrigatório no trabalho desempenhado por alguns 
profissionais, por exemplo, aqueles que trabalham em obras. Por isso, é necessário 
ficar atento se a função do colaborador oferece algum risco à sua cabeça. Em caso 
afirmativo, o EPI deve ser escolhido de acordo com o perigo oferecido pela 
atividade. 
 Proteção auditiva 
Alguns ambientes de trabalho — por exemplo, os de produção industrial, 
mineradoras etc. — têm ruídos intensos. Em algumas situações, o nível desses 
barulhos é tão elevado que pode causar danos à audição do trabalhador. 
Diante disso, nos locais em que o isolamento acústico não é possível ou não é 
funcional, os colaboradores devem fazer uso de aparelhos de segurança específicos 
que propiciem proteção a sua audição, tais como tampões (protetor auditivo) e 
abafadores de ruídos. 
108 
 
Na hora de escolher o equipamento a ser utilizado, é importante estar atento aos 
níveis de ruído do ambiente onde o colaborador desempenha suas funções e a 
atenuação de ruído oferecida pelo aparelho. 
 Proteção dos olhos 
Algumas atividades laborais — por exemplo, as realizadas em indústrias químicas, 
mineração,aviação, construção civil etc — oferecem riscos à área do rosto. Nesses 
casos, deve-se dar especial atenção aos olhos, uma vez que eles são extremamente 
sensíveis. 
Por isso, o trabalhador que desempenha tarefa que pode projetar partículas físicas 
para os olhos, contaminá-los com produtos químicos ou expor a radiação 
infravermelha ou ultravioleta, deve fazer uso de equipamentos de proteção ocular, 
tais como óculos de segurança ou máscara de proteção facial. 
 Proteção de mãos e braços 
Alguns equipamentos de proteção individual são projetados especialmente para os 
membros superiores (braços, punhos e mãos) para evitar o contato com produtos 
químicos abrasivos, peças cortantes, queimaduras, riscos mecânicos e elétricos. 
Para proteger as mãos, o trabalhador deve fazer uso de luvas. Elas têm tamanhos e 
características diversas. Além disso, existem muitos tipos no mercado, cada um é 
confeccionado com um tipo de material. 
A escolha deve ser feita de acordo com o risco a que o trabalhador é submetido e 
com a proteção oferecida pela luva. Veja algumas opções: 
 luva de PVC: evita que o trabalhador tenha contato com graxas, óleos e 
solventes; 
 luva de borracha nitrílica: protege do contato com produtos químicos e 
agentes biológicos; 
 luva de vaqueta ou raspa: oferece proteção contra materiais cortantes e 
abrasivos; 
 luva de borracha isolante: confere ao colaborador proteção contra choques 
elétricos; 
 luva de cobertura: é utilizada para proteger as luvas isolantes da ação de 
materiais cortantes ou agressivos que possam danificá-las e comprometer o 
isolamento. 
Além das luvas, em algumas situações, o profissional deve utilizar equipamento de 
segurança no braço, por exemplo, mangas isolantes, para os trabalhadores que 
realizam tarefas que têm circuitos elétricos, ou seja, que os submetem ao risco de 
choques. 
 Proteção contra quedas 
Os colaboradores que exercem suas funções nas alturas precisam utilizar alguns 
equipamentos de segurança para se resguardarem dos riscos de quedas. Em razão 
das particularidades desses trabalhos, é indispensável que o empregado faça uso 
109 
 
de dispositivos que o conectem a determinado ponto de ancoragem, por exemplo, 
cintos de segurança e talabartes. 
Confira alguns equipamentos que são essenciais para proteção do trabalhador nas 
alturas: 
 cinturões de segurança; 
 talabartes (existem vários modelos: simples, duplo, Y, com fita tubular etc); 
 dispositivos trava-quedas; 
 capacetes. 
 
 Proteção dos membros inferiores 
 
Assim como os membros superiores, os inferiores (pés e pernas) também precisam 
de proteção. Para os pés, o trabalhador deve fazer uso de calçados de segurança, 
tais como: 
 botas isolantes para trabalho com circuitos elétricos; 
 botas térmicas para trabalhos em ambientes muito frios; 
 botas de fundição para proteger do calor extremo, normalmente, decorrente 
do trabalho com materiais fundidos; 
 botas impermeáveis ou à prova de água para trabalhos em locais muito 
úmidos; 
 botas ou sapatos com solado antiderrapante para trabalhos em ambientes 
escorregadios; 
 calçados contra risco de esmagamento, queda ou rolamento; 
Por sua vez, para a proteção das pernas, o colaborador pode vestir calças ou 
perneiras de segurança. Normalmente, elas são utilizadas em associação por 
profissionais que trabalham com equipamentos cortantes ou agentes abrasivos. 
 Proteção para o corpo inteiro 
Em determinadas situações, há risco extremo ao corpo do trabalhador, por exemplo, 
quando ele realiza atividades no interior de câmaras frias ou em ambientes com 
elevados níveis de radioatividade. 
Nesses casos, ele deverá fazer uso de equipamentos de segurança que confiram 
proteção ao corpo todo. 
Contudo, você sabe quais são os principais EPIs que devem ser oferecidos aos 
colaboradores que atuam na cozinha? 
 Luvas de segurança 
As luvas são imprescindíveis na cozinha de um restaurante, considerando que elas 
servem para proteger as mãos dos trabalhadores, além de impedir a contaminação 
dos alimentos. Vários tipos de luvas podem ser encontrados no mercado, sendo que 
cada uma delas deve ser usada para uma tarefa específica. 
a. Luva de malha de aço 
São usadas com o intuito de proteger o funcionário no momento de manusear facas, 
lâminas lisas e demais utensílios que possam provocar cortes e ferimentos. 
https://blog.previnsa.com.br/post-estendido-seguranca-do-trabalho-em-altura-riscos-prevencao-epis-e-mais/
https://blog.previnsa.com.br/post-estendido-seguranca-do-trabalho-em-altura-riscos-prevencao-epis-e-mais/
https://blog.volkdobrasil.com.br/luva-de-protecao-para-manipulacao-de-alimentos/
110 
 
Importante informar aqui que, esse modelo de luva não é indicado para atividades 
com máquina serra fita, para cortes de carne. 
b. Luva térmica 
É indicada para proteger as mãos contra temperaturas muito altas, decorrente do 
uso de panelas, forno e assadeiras quentes. Também, existem modelos de luvas 
que podem ser usadas ao manusear produtos congelados. 
c. Luva de látex 
São usadas para proteger as mãos e parte do antebraço. Além disso, são 
recomendadas para auxiliar na limpeza da cozinha, considerando que assegura a 
pele contra produtos de limpeza corrosivos, dependendo do modelo. 
d. Luvas de vinil 
É importante usá-las no contato direto com os alimentos, tanto na sua seleção 
quanto no seu preparo. Elas devem ser descartadas para evitar qualquer tipo de 
contaminação. 
 Toucas higiênicas 
Uma situação que pode ocasionar uma série de desconfortos com os clientes do 
restaurante é encontrar cabelo na refeição. Sendo assim, o uso das toucas é 
essencial para manter a higiene dos alimentos. O ideal é que o material escolhido 
cubra a cabeça por completo e, também, colocar o cabelo dentro da touca. O 
modelo mais usado é o de TNT sanfonada. 
 Máscaras respiratórias 
Também fazem parte dos EPIs para cozinha de restaurante, já que devem ser 
usadas para a proteção da aspiração de gotículas respiratórias. Além disso, 
impedem que o funcionário contamine os produtos ao desenvolver suas atividades. 
Os modelos mais usados são os descartáveis. 
 Mangas ou mangotes 
São equipamentos usados para proteger os antebraços dos integrantes da equipe. É 
importante a conscientização desse tipo de dispositivo, considerando que, por meio 
dele, é possível evitar a ocorrência de queimaduras ao cumprir com as tarefas na 
cozinha do restaurante. 
 Aventais 
O tronco se trata de uma região do corpo que fica bastante exposta aos riscos 
presentes na cozinha, principalmente ao longo do cozimento dos alimentos. Entre os 
tipos mais usados está o avental térmico. 
 Calçados de segurança 
https://blog.volkdobrasil.com.br/luva-para-alta-temperatura/
https://blog.volkdobrasil.com.br/respiradores-descartaveis-e-mascaras-de-tnt/
111 
 
Além das mãos, também é preciso cuidar dos pés. Os calçados de segurança são 
usados para exercer essa função, evitando o acometimento de escorregões e 
quedas. Outra vantagem desse tipo de equipamento é a melhora da postura dos 
colaboradores, que atuam em pé por várias horas seguidas. 
 
A alimentação saudável no contexto escolar 
 
Ter uma alimentação saudável é muito importante para manter o corpo em boas 
condições que permitam a realização de todas as atividades do dia-a-dia. Além 
disso, ela fornece os nutrientes de que precisamos nas quantidades adequadas, 
diminuindo assim as chances de desenvolvimento de doenças como hiper - tensão 
arterial (pressão alta), diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares (do coração e 
dos vasos sanguíneos) e câncer. Os alimentos são substâncias sólidas e líquidas 
que após serem ingeridas são quebradas pelo organismo em partes menores para 
serem usadas na formação e na manutenção do corpo, na regulação dos processos 
orgânicos e no forneci - mento de energia. 
 
Os nutrientes, por sua vez, são substâncias que estão presentes nos alimentos e 
são absorvidas pelo corpo humano para nutri-lo. Eles são divididos em doisgrupos. 
Um deles é composto pelos carboidratos, pelas proteínas e pelas gorduras. Esse 
grupo é responsável pela maior parte da nossa alimentação e tem como papel o 
fornecimento de energia, de substâncias essenciais para o crescimento e a 
manutenção do corpo humano e de suas funções. Por exemplo, as proteínas são as 
principais substâncias responsáveis pela formação dos músculos do nosso corpo e 
também são essenciais porque fazem parte da formação do nosso sangue. O outro 
grupo é composto pelas vitaminas e pelos minerais, nutrientes que são necessários 
em menor quantidade, mas que também possuem funções indispensáveis para a 
saúde do corpo. O cálcio, por exemplo, é um mineral que tem uma função muito 
valiosa, pois é responsável pela composição de nossos ossos e dentes. 
 
Então, se não comemos alimentos que tenham cálcio, podemos ter doenças nos 
ossos e dentes. Além do cálcio, outros minerais são importantes como o ferro, o 
iodo, entre outros. E as vitaminas? Também existem várias: vitamina A, E, B1, B2, 
dentre outras. A vitamina A, por exemplo, é necessária para que a nossa visão 
funcione normalmente e também protege a pele. Cada uma tem sua função no 
nosso corpo. Qual desses dois grupos de nutrientes é mais importante? Um é tão 
indispensável quanto o outro! Para termos um corpo saudável precisamos dos dois. 
A diferença é que necessitamos de uma quantidade maior do grupo dos 
carboidratos, das proteínas e das gorduras e uma quantidade menor do grupo das 
vitaminas e minerais. 
 
Mas o que acontece se não nos alimentarmos de maneira adequada? Isso vai 
depender se algum dos nutrientes de que precisamos não está sendo consumido ou 
se está sendo consumido em excesso. Além disso, as pessoas podem apresentar 
sintomas diferentes para o mesmo problema nutricional. Atualmente, algumas 
doenças, como o diabetes e as doenças cardiovasculares destacam-se por causa do 
grande número de pessoas que têm atingido. Esse aumento do número de casos 
ocorre em razão das mudanças que a sociedade está passando nos últimos tempos. 
Como exemplo, podemos citar o aumento do consumo de alimentos que são ricos 
112 
 
em gorduras e açúcares, a diminuição do consumo de alimentos regionais e 
aumento daqueles conhecidos como fast-food (alimentos rápidos), além de outros 
fatores, como a falta de atividade física. 
 
ATENÇÃO! A quilocaloria (kcal) é uma unidade de calor, é a medida de energia 
liberada a partir da “queima” (digestão) do alimento que é então utilizada pelo corpo. 
Ou seja, é a energia liberada quando o nosso corpo digere o alimento que 
consumimos. Essa energia é o que faz nosso corpo ter força para realizar as 
atividades necessárias para nossa sobrevivência. 
 
 
Necessidade de nutrientes 
Nós, seres humanos, nos alimentamos por diversos motivos: para saciar a fome, 
fornecer nutrientes essenciais para que o nosso corpo seja capaz de se defender de 
doenças, fornecer vitaminas e minerais como a vitamina A, o cálcio, o iodo e muitos 
outros. Além disso, nos alimentamos para conseguir energia suficiente para realizar 
as atividades vitais (como o funcionamento do coração) e as atividades do dia-a-dia 
(como arrumar a casa, cozinhar, caminhar e muitas outras). 
Os alimentos são substâncias que ingerimos e nos oferecem aquilo que precisamos 
para sobreviver – os nutrientes. Estes (carboidratos, proteínas, gorduras) fornecem a 
energia necessária para o funcionamento normal do nosso corpo, ou seja, para que 
o coração bombeie o sangue e os rins o filtrem, para que o pulmão forneça o 
oxigênio do qual precisamos e muito mais. 
Por isso, consideramos o alimento como o combustível do corpo humano, afinal é 
dele que retiramos a energia da qual precisamos que, por sua vez, aparece na forma 
de caloria. A necessidade energética (quantidade de energia de que uma pessoa 
precisa) varia de acordo com vários fatores como, por exemplo, a idade, o sexo, o 
tipo de trabalho que a pessoa exerce, o nível de atividade física, o peso e outros. 
Então, é possível entendermos que cada um precisa de uma quantidade específica 
de energia (quilocalorias). 
 
ATENÇÃO! O estado emocional pode ocasionar doenças relacionadas à 
alimentação. São os chamados transtornos alimentares, como a anorexia e a 
bulimia. Ambas são doenças decorrentes da preocupação exagerada com o peso, 
contudo, diferenciam-se em alguns aspectos. A pessoa com anorexia se vê obesa 
mesmo estando muito magra e exagera nas dietas (ela quase não come) e 
113 
 
exercícios. Já a pessoa com bulimia costuma ingerir uma grande quantidade de 
alimentos e logo depois vomita para evitar o aumento no peso. 
 
 
Contaminantes de alimentos 
O preparo dos alimentos deve garantir que eles não ofereçam riscos à saúde. O 
perigo alimentar é tudo aquilo que possa causar algum mal à saúde. No caso dos 
alimentos, os perigos podem ser: 
 Contaminação por organismos vivos (perigos biológicos) 
Os alimentos podem ser contaminados por dois tipos de organismos vivos: os micro-
organismos e os parasitas. Os micro-organismos ou micróbios são seres vivos, 
assim como os homens, os animais e os vegetais. São formados por apenas uma 
célula (com exceção dos vírus) e por isso são tão pequenos que não podem ser 
vistos a olho nu. Para enxerga-los é necessária a ajuda de um aparelho especial, o 
microscópio, que é capaz de aumentar sua imagem pelo menos mil vezes por meio 
de um sistema de lentes. São considerados micro-organismos as bactérias, os 
fungos (bolores e leveduras), as algas microscópicas e os vírus. 
Como qualquer outro ser vivo, eles se reproduzem, crescem, se multiplicam e 
morrem. Porém, diferentemente do homem, os micróbios se multiplicam muito 
rapidamente. Em questão de minutos, podem dobrar sua quantidade. Grande parte 
deles (bactérias e fungos) tem vida própria no ambiente em que vive (que pode ser o 
alimento, por exemplo) e pode até produzir e liberar substâncias tóxicas ao 
organismo humano, as toxinas. Também podem se apresentar na forma de esporos, 
uma maneira de adquirirem resistência a situações adversas como níveis de 
temperatura e umidade muito elevados ou muito baixos. 
Algumas bactérias e fungos fazem bem à saúde e são utilizados até mesmo na 
indústria para a produção de alimentos como iogurtes, queijos, vinagre e fermento 
de pão. Alguns são essenciais à vida, como as bactérias responsáveis pela digestão 
dos alimentos no nosso intestino. No entanto, outros tipos de micro-organismos 
podem ser perigosos, capazes de fazer mal à saúde. Algumas vezes, o cheiro ruim 
da carne estragada, do ovo podre e do feijão azedo são sinais da contaminação dos 
alimentos por bactérias. Aquele bolor com aparência esbranquiçada ou esverdeada 
que se forma sobre o pão, geleias e nas cascas de frutas, quando ficam guardados 
de maneira inadequada por muito tempo, indica que esses alimentos estão 
contaminados por fungos. 
 Nesses casos, como o alimento fica com cheiro ou aparência ruim, de estragado, as 
pessoas geralmente não o consomem. Entretanto, muitas vezes o alimento pode 
estar contaminado por algum micro-organismo, mas não apresentar nenhuma 
aparência de estragado. Então, o que acontece? A pessoa não percebe, come, e lá 
está o micro-organismo pronto para “atacar”, causando sérias complicações como: 
diarreia, vômito, febre, mal-estar, calafrios, cólicas, dores na barriga, etc. Muitas 
pessoas chegam a ir para o hospital e, dependendo do caso, podem até morrer. Os 
114 
 
micro-organismos responsáveis por isso, que não estragam o alimento, mas 
contaminam, são conhecidos como patogênicos (causadores de doenças). 
 
Noções sobre contaminação alimentar 
 
Para viverem e se multiplicarem, os micro-organismos precisam de água e de 
alimentos (restos de comida em temperatura ambiente, por exemplo), além de 
tempo e temperatura ideal (nem muito quente como a de fervura, nem muito fria 
como a de congelamento) para se multiplicarem. A maioria das bactérias 
patogênicas,contaminantes dos alimentos, multiplicam-se com maior facilidade em 
temperaturas entre 5°C e 60°C. 
Isso quer dizer que a temperatura ambiente e as temperaturas dos alimentos frios e 
mornos são ideais para que elas se reproduzam. Por exemplo, a geladeira tem uma 
temperatura média de 7°C; um for - no desligado e uma mesa ficam em temperatura 
ambiente (de 30°C); o corpo humano tem uma temperatura média de 37°C, e a água 
fervendo tem uma temperatura média de 100°C, e o congelador 0°C. 
Os micro-organismos não possuem pernas. Eles precisam de um trans - porte para 
ir de um lugar para outro. Podem ser transportados pelas embalagens de alimentos, 
matérias-primas, utensílios e equipa - mentos sujos, mas o homem é o principal 
“meio de transporte” dos micro-organismos até o alimento. Isso acontece quando 
não se tem bons hábitos de higiene, seja com cuidados pessoais, do ambiente ou do 
próprio alimento. Outros transmissores de contaminação são animais e insetos, 
chamados de pragas, por causa dos malefícios que causam ao homem. São os 
ratos, moscas, baratas, formigas, cachorros, gatos, coelhos, morcegos, pombos, 
entre outros. 
115 
 
 
 Contaminação por substâncias químicas (perigos químicos) 
A contaminação química de alimentos ocorre desde a produção da matéria-prima 
(plantação) até a mesa de quem está consumindo o produto. O efeito da 
contaminação química pode ocorrer a longo prazo, como é o caso das substâncias 
carcinogênicas (capazes de provocar câncer) e dos metais pesados, que têm efeito 
cumulativo no organismo das pessoas. Ou seja, a carga de contaminação vai 
aumentando à medida que o indivíduo ingere alimentos contaminados com essas 
substâncias. Os efeitos a curto prazo que esses contaminantes podem provocar são 
as alergias. São inúmeros os tipos de contaminantes químicos de alimentos, no 
entanto, falaremos aqui dos resíduos de material de limpeza e dos resíduos de 
agrotóxicos (ou pesticidas). 
Os resíduos de materiais de limpeza (sobras de desinfetantes, por exemplo) podem 
permanecer nos equipamentos e nos utensílios quando não são limpos 
adequadamente (enxágue malfeito) e, consequentemente, podem ser transferidos 
para os alimentos. Esses resíduos são tóxicos, portanto, o melhor a fazer para 
prevenir que alguma intoxicação desse tipo ocorra é estar bem atento à utilização 
dos produtos de limpeza, seguindo sempre as recomendações sugeridas em suas 
embalagens. Os agrotóxicos, também chamados de pesticidas, são usados na 
agricultura para proteger as plantações da ação das pragas e aumentar os 
rendimentos da colheita, além de deixar as frutas, verduras e legumes com 
aparência mais bonita. 
Após a colheita, são também utilizados na proteção das matérias-primas contra 
insetos e outras pragas. Nem todos os pesticidas são seguros para uso em 
alimentos e mesmo aqueles que o são, podem deixar resíduos que são perigosos 
em altas concentrações. Há leis específicas para o controle de uso desses 
116 
 
pesticidas em alimentos e estabelecimento de limites para seus resíduos, porém 
muitas vezes os produtores utilizam dosagens exageradas e acabam por 
comprometer a nossa saúde. 
A maioria dos agrotóxicos é composta de metais pesados como mercúrio, chumbo, 
alumínio e arsênio, ou outras substâncias tóxicas. Os metais pesados são elementos 
que não devemos ter no organismo, nem em quantidades mínimas, pois levam, em 
pouco tempo, a sintomas de difícil diagnóstico, ou seja, que dificilmente revelam a 
causa do problema. Além disso, a longo prazo podem levar a doenças graves, que 
variam de acordo com o metal. 
Esses metais levam de vinte a trinta anos para serem eliminados do nosso 
organismo. Entretanto, conseguimos eliminá-los ingerindo alimentos ricos em 
substâncias chamadas quelantes ou neutralizadoras. Essas substâncias são 
capazes de inativar a ação daquela que está prejudicando o organismo. O quadro 
abaixo apresenta algumas dessas substâncias (quelantes) que só possuem 
atividade neutralizadora eficaz se consumidas com o alimento contaminado 
quimicamente. 
 
 
Os quelantes podem ser encontrados principalmente em alimentos orgânicos, 
cereais integrais, frutas, legumes, verduras e farelos. Daí a importância de incluir 
esses alimentos no hábito alimentar, pois assim como repõem as vitaminas e os 
minerais que estão faltando, eles eliminam os metais pesados. Observe o quadro 
com as doenças decorrentes da intoxicação química por metais pesados. 
117 
 
 
 
 Contaminação física 
São considerados perigos físicos os materiais estranhos encontrados em alimentos. 
Os mais frequentes têm sido: fragmentos de vidro, metais, pedras, madeira, joias, 
insetos, ossos, espinhas de pescados, materiais plásticos, agulhas, areia, restos ou 
resíduos de materiais de isolamentos de câmaras frias (fibras), cabelos, objetos de 
uso pessoal, entre outros. Todos esses materiais estranhos são indesejáveis em 
alimentos e bebidas e por isso deve haver a conscientização de todos os envolvidos 
na preparação dos alimentos na escola para prevenir o contato desses resíduos com 
a comida. Assim como as duas formas de contaminação anteriores, os perigos 
físicos podem chegar aos alimentos em qualquer etapa de sua produção. 
Comparando-se aos demais contaminantes (biológicos e químicos), talvez sejam os 
que causem menores riscos à saúde, no entanto, para crianças, fragmentos 
quaisquer encontrados nos alimentos configuram um sério perigo. Para evitar a 
contaminação física dos alimentos, os manipuladores e os visitantes não devem 
utilizar joias nem outros objetos pessoais na cozinha. É proibida a colocação destes 
objetos nos gorros ou mesmo atrás das orelhas, pois com frequência caem nos 
alimentos. 
118 
 
 
 
 Doenças transmitidas por alimentos (DTA) 
Como já dissemos anteriormente, apesar de os alimentos serem importantes para a 
saúde, quando estão estragados ou contaminados por micro-organismos, podem 
transmitir doenças como intoxicações, infecções e toxinfecções alimentares, que 
podem provocar diarreia, vômito, febre, mal-estar e ainda, em alguns casos, morte. 
Você sabe a diferença entre esses tipos de doenças? 
Quem cozinha, normalmente trabalha na presença dos micróbios, já que eles estão 
em todos os lugares. E como você já deve ter percebido, a cozinha é um lugar onde 
eles adoram estar, já que ali há alimento, calor e umidade suficiente para que eles 
se reproduzam rapidamente. Sendo assim, os cuidados que se devem tomar com os 
alimentos são indispensáveis para a prevenção das doenças que podem ser 
transmitidas por eles. Essas doenças, geralmente, acontecem por causa de: 
 falta de higiene de utensílios, mãos e equipamentos; 
 cruzamento entre alimentos crus e cozidos (principalmente na arrumação da 
geladeira); 
 uso de alimentos contaminados; 
 exposição prolongada dos alimentos a temperatura inadequada ou cozimento 
insuficiente (tempo e temperatura). 
ATENÇÃO! O órgão responsável pelo controle da produção e comercialização de 
alimentos e outros insumos é a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 
criada em 26 de janeiro de 1999. 
119 
 
As doenças transmitidas por alimentos acometem principalmente pessoas 
debilitadas, em recuperação ou sob medicação; idosos, crianças e gestantes. Os 
alimentos mais envolvidos em casos de doenças transmitidas por alimentos são: 
 preparações muito manipuladas (empadão, salpicão, etc.); 
 preparações à base de maionese; 
 pratos preparados de véspera quando mal conservados (feijoada, carne 
assada, cozido, etc.); 
 doces e salgados recheados. 
 
 Como você dever ter percebido no quadro anterior, os principais sintomas de DTA 
são: 
 diarreia; 
 náusea; 
 vômito; 
 dor de cabeça; 
 dor abdominal; 
 febre; 
 formação de gases; 
 fadiga (sensação de cansaço); 
 perda de apetite. 
Quando temos bons hábitos de higiene, a quantidade de bactérias presentes em 
nosso meio ébem menor e o risco de acontecer algum problema também. Por isso é 
tão importante manter-se limpo e cuidar da limpeza do ambiente e dos alimentos 
corretamente. 
 Cuidados com o lixo 
O lixo acumulado em qualquer ambiente, principalmente na cozinha, é uma fonte 
perigosa de micro-organismos. Por isso: – Deve-se removê-lo diariamente, ou tantas 
vezes quantas forem necessárias durante o dia. – Ele deve estar sempre ensacado 
e em recipientes apropriados, com tampa. – Quando removido dos ambientes, o lixo 
deve ser armazenado em local fechado e frequentemente limpo até a coleta pública 
ou outro fim a que se destine. O lixo, quando exposto, atrai insetos, roedores e 
outros animais considerados veículos de contaminação de alimentos. Portanto, 
mantenha-o sempre tampado! 
 
 
Aspectos higiênico–sanitários 
 Higiene pessoal 
 O ser humano é uma das principais fontes de contaminação para o alimento. Isso 
mesmo! Existem bactérias na pele, no nariz, embaixo da unha, nos ouvidos, na 
língua, nos cabelos, na barba. Milhões de bactérias são transmitidas em um espirro, 
120 
 
tosse ou beijo. Por isso, é muito importante que a pessoa que prepara o alimento 
mantenha sempre uma boa higiene pessoal, ou seja, a higiene do corpo. Vários dos 
hábitos de higiene pessoal já são feitos pela maioria das pessoas todos os dias, 
como, por exemplo, escovar os dentes e tomar banho. Porém apenas isso não é o 
suficiente para quem prepara alimentos. 
Alguns outros cuidados devem ser tomados, como, por exemplo: − manter as unhas 
sempre cortadas e limpas; − mãos sempre lavadas; − manter os cabelos sempre 
limpos e presos (por meio de toucas) durante o preparo dos alimentos; 63 − escovar 
os dentes após as refeições; − para os homens: fazer a barba e o bigode todos os 
dias; − não experimentar alimentos com as mãos. Utilizar uma colher e lavá-la com 
água e sabão, antes de usá-la novamente; − usar roupas exclusivas para o trabalho. 
Caso sua escola não tenha condições de lhe fornecer um uniforme, escolha algumas 
peças de roupa para que sejam usadas apenas no ambiente de trabalho, servindo, 
assim, como seu uniforme. 
Não é adequado que a mesma roupa utilizada no dia-a-dia seja utilizada durante o 
preparo dos alimentos. Em vários lugares, é possível observar que a pessoa 
responsável por cuidar dos alimentos não troca de roupa ao chegar ao trabalho. 
Perceba como essa é uma atitude que pode colocar em risco o alimento. 
Além desses cuidados com a roupa, existem outros que devem ser tomados 
especialmente na hora do preparo dos alimentos. Vamos conhecer os principais: 
 Quando a pessoa responsável pelo preparo dos alimentos estiver doente, ela 
deverá ser substituída por outra que esteja em boas condições de saúde. 
Isso porque algumas doenças como a gripe, por exemplo, são transmitidas 
pelo ar ou por pequenas gotas de saliva e, quando estamos doentes, o 
número de bactérias presentes na saliva e no muco nasal é ainda maior, o 
que aumenta as chances de chegarem até o alimento. 
 O(a) educador alimentar(a) também não pode ter cortes ou ferimentos nas 
mãos, pois eles podem ter um número grande de micróbios, além de outras 
substâncias contaminadas, como o pus. Imagine se o curativo vai parar na 
comida? Além de ser um contaminante físico, ele ainda pode transferir 
inúmeras bactérias que estavam no ferimento. Caso o(a) responsável pelos 
alimentos tenha um ferimento, a direção da escola deverá indicar uma 
pessoa que trabalha em outra função para cuidar das tarefas do(a) 
educador(a) machucado(a). 
 Durante o preparo dos alimentos, não se deve manusear outros objetos que 
possam ser fontes de contaminação. O dinheiro, por exemplo, possui um alto 
nível de micro-organismos, pelo fato de ser tocado por muitas pessoas antes 
de chegar até você. Esses micro-organismos podem passar para a comida, 
se o (a) responsável pelo ali - mento tiver contato com as notas. 
 Não se deve fumar e deve-se evitar conversar ou cantar perto do alimento 
para que ele não seja contaminado pelas substâncias do cigarro e pela 
saliva. Além disso, o silêncio aumenta a concentração na tarefa que está 
sendo desenvolvida. 
 Caso os utensílios (garfos, colheres e outros) sejam utilizados para 
experimentar o alimento, eles devem ser lavados por completo (esfregar com 
121 
 
sabão ou detergente e enxaguar). “Passar uma água” não adianta para retirar 
os micro-organismos e outras substâncias presentes na saliva. 
 Não usar pulseiras, brincos, colares, piercing, anéis e relógios. Eles 
acumulam bactérias que podem passar para a comida, além de 
representarem perigos físicos. Manter as unhas sempre cortadas, limpas e 
sem esmaltes. Isso mesmo: sem esmalte, porque ele pode descascar e 
contaminar o alimento (contaminante físico), já que possui substâncias que 
não são próprias para o consumo alimentar. Ora, imagine o quanto seria 
indesejável encontrar um pedaço de esmalte na sua comida. 
 
 Lavagem das mãos 
As unhas, mãos e antebraço estão em contato direto com alimento e por isso 
merecem uma atenção especial. Vamos ver logo abaixo alguns momentos em que 
eles devem ser lavados para evitar a contaminação: 
 sempre que entrar na cozinha; 
 quando mudar de atividade durante o trabalho. Exemplo: parou de refogar um 
alimento e agora vai cortar os alimentos da salada; 
 principalmente depois de mexer com alimentos crus, pois eles possuem uma 
quantidade muito maior de micróbios do que os cozidos; 
 sempre depois de tocar em embalagens, garrafas e caixas; 
 sempre depois de usar o banheiro ou mexer com materiais de limpeza, lixo e 
alimentos estragados; 
 caso toque em qualquer parte do corpo (cabelos também). 
 Lembre-se que no nosso corpo existem muitos micróbios! 
 
 Higiene do ambiente 
A higiene do local de trabalho também é essencial, afinal, de que iria adiantar termos 
todo o cuidado com a higiene pessoal se o ambiente onde as atividades são 
realizadas está sujo e contaminado? O alimento ainda estaria correndo um grande 
risco de contaminação. Para cuidar da higiene da cozinha da escola e também da 
cozinha de nossa casa, é preciso saber o que deve ser feito e em qual momento. 
Mesmo que outra pessoa seja responsável pela limpeza (higienização), você, como 
educador(a) alimentar, deve saber quais os cuidados necessários com relação à 
higiene para poder orientar essa pessoa e garantir que o alimento que está sendo 
produzido nesse local esteja bom para o consumo. 
Vamos conhecer alguns procedimentos para manter o ambiente limpo e evitar a 
contaminação do alimento. Talvez alguns deles já sejam feitos na cozinha onde você 
trabalha, mas vamos relembrar a necessidade de fazer tudo da maneira correta. A 
limpeza do ambiente inclui os cuidados com o piso, paredes, portas, ralos, janelas, 
banheiros e tudo que estiver próximo ao local de preparo dos alimentos. A higiene 
desses locais deve ser feita da seguinte forma: 
1) retirar as sujeiras que conseguimos ver a olho nu; 
2) lavar todos esses locais com água e sabão; 
3) enxaguar, ou seja, retirar todo o sabão; 
4) retirar a água com ajuda de um rodo (caso esteja limpando o chão); 
122 
 
5) limpar com uma solução de água clorada usada para limpar ambientes (deixar a 
solução em contato com os locais que estão sendo limpos por pelo menos 15 
minutos, de molho); 
6) enxaguar de novo para retirar todas as substâncias químicas que estão presentes 
nos produtos de limpeza. 
 
Além dos cuidados descritos anteriormente, é essencial impedir a entrada de objetos 
e insetos indesejáveis na cozinha da escola. Para isso, é necessário que existam 
telas de proteção nas janelas. A tela deve ter uma malha de 2mm, deve estar 
sempre limpa e não deve ter furos. As pias e bancadas utilizadas no preparo dos 
alimentos devem receber um cuidado especial, já que entram em contato direto com 
o alimento. Vamos conhecer a maneira correta de higienizar esses locais?Elas 
devem ser lavadas após sua utilização: 
 o primeiro passo é lavar com água e sabão ou detergente; 
 logo depois elas deverão ser enxaguadas; 
 próximo passo é deixar a pia e a bancada de molho na solução de água 
clorada por 15 minutos; 
 ambas devem ser enxaguadas mais uma vez; 
 para acabar a limpeza, a pia e a bancada devem secar naturalmente, ou seja, 
sem panos. 
 
 Higiene de utensílios e equipamentos 
 Os utensílios (talheres, copos, vasilhas, panelas e outros) entram em contato direto 
com o alimento (tanto o alimento que ainda está sendo preparado quanto os 
alimentos que já estão prontos para serem servidos). Por isso vamos conhecer 
agora as etapas de limpeza desses objetos: 
1) retirar o excesso de sujeiras; 
2) lavar os objetos com água e sabão (utilizando uma esponja limpa) e se possível 
com água aquecida; 
3) enxaguar os utensílios em água corrente; 
4) deixar os utensílios de molho em solução clorada (a mesma que aprendemos a 
fazer para higiene de ambientes) por 15 minutos; 
5) enxaguar; 
6) deixar secar naturalmente; 
7) guardar os talheres em local limpo e seco, de preferência emborcados. 
 
 Os equipamentos (liquidificador, batedeira, geladeira, fogão e outros) possuem 
várias peças que dificultam sua limpeza, por isso devem ser tomados alguns 
cuidados especiais para que eles não sejam fontes de contaminação para os 
alimentos. Vamos descobrir quais são esses cuidados: 
1) o primeiro passo para a limpeza dos equipamentos é desligar da tomada (quando 
for o caso) para evitar choques elétricos que podem até causar a morte; 
 2) desmontar as partes removíveis para que as sujeiras e os micróbios que ficam 
nas partes mais escondidas possam ser retirados com a limpeza; 
3) lavar com água e sabão (ou detergente); 
123 
 
 4) enxaguar; 
5) deixar de molho em solução clorada por 15 minutos (no caso das peças como o 
copo do liquidificador, as grades do fogão, etc); 
6) secar naturalmente (sem panos e papéis); 
7) montar novamente o equipamento; 
8) guardar em local limpo e seco. 
 
 É recomendado que panos de prato não sejam utilizados na cozinha, pois, mesmo 
parecendo limpos, acumulam poeira, restos de alimentos e micro-organismos. São 
uma grande fonte de contaminação, já que estão sempre úmidos. Se o uso desse 
pano for indispensável na sua cozinha, você deverá tomar alguns cuidados 
importantes: 
1) cada área da cozinha deve ter seu pano específico; 
2) ao final de todos os dias, eles devem ser lavados com água, sabão, água 
sanitária e escova; 
3) deve-se esfregar bem para retirar toda a sujeira; 
4) enxaguar com água corrente; 
5) torcer bem; 
6) secar em local limpo e bem ventilado. 
Na hora de escolher um alimento, não é só o valor nutritivo que conta. É muito 
importante observar as condições de higiene em que ele se encontra. Caso 
contrário, o alimento pode contribuir para o aparecimento de doenças ou até mesmo 
causar a morte. Relembrando parte do que já estudamos, a contaminação é a 
presença de corpos estranhos nos alimentos. Pode ser visível (cabelo, perna de 
barata, lascas de madeira, etc.) ou invisível (micróbios, parasitas ou substâncias 
químicas como desinfetantes e agrotóxicos). 
Para garantir que o alimento a ser consumido não esteja contaminado com esses e 
outros corpos estranhos, são necessários cuidados especiais que começam desde a 
hora da chegada dos gêneros alimentícios na cantina até a hora em que eles são 
servidos para as crianças e adolescentes como refeição. Vamos conhecer esse 
caminho e descobrir as melhores maneiras de se ter um alimento sem 
contaminação. 
 Recebimento dos alimentos 
O primeiro ponto importante a ser tratado é o recebimento dos alimentos. Ou seja, o 
momento em que o fornecedor leva para sua escola os alimentos que serão usados 
para a produção da merenda das crianças. Como fazer: 
 retirar as mercadorias das caixas de papelão e de madeira; 
 lavar os alimentos (como frutas e hortaliças) em água corrente para retirar a 
sujeira principal; 
 fazer uma seleção separando os alimentos que não estão em condições 
adequadas de uso (estragados); 
124 
 
 passar os alimentos para recipientes da própria cantina (higienizados) ou para 
sacos plásticos específicos para alimentos 
 
 Cuidados especiais: 
 observar o estado de conservação das embalagens dos alimentos; 
 observar se as carnes são entregues embaladas em sacos plásticos, se têm 
identificação e estão congeladas; 
 observar o prazo de validade, principalmente do leite e seus derivados 
(queijo, requeijão e iogurte). 
 
Caso observe problemas, informe a seu(sua) diretor(a), caso não resolva, a escola 
juntamente com você deverá contactar com a Secretaria de Educação, 
preferencialmente com uma nutricionista para as providências cabíveis. Caso 
permaneça sem solução, o conselho de alimentação escolar deverá ser acionado. 
 Armazenamento dos alimentos 
Os alimentos devem ser armazenados corretamente para que sejam conservados 
por mais tempo e para evitar que estraguem. Como fazer com os alimentos que são 
armazenados no es - toque: 
 organizar os recipientes com alimentos em prateleiras (evitando o contato 
com o piso); 
 manter os alimentos afastados entre si e da parede para que o ar circule; 
 organizar os produtos de acordo com suas características: enlatados, 
farináceos, grãos, garrafas, etc.; 
 colocar os alimentos que estão mais próximos da data de vencimento mais à 
frente (para que sejam utilizados antes dos que possuem data de vencimento 
posterior); 
 manter as prateleiras, as embalagens, as paredes e os pisos sempre limpos. 
Como fazer com os alimentos que são armazenados em equipamento 
refrigerador: 
 armazenar os alimentos prontos para consumo nas prateleiras de cima; 
 armazenar os alimentos que já foram manipulados e que ainda vão ser 
preparados nas prateleiras do meio; 
 armazenar os outros produtos nas prateleiras de baixo; 
 os alimentos devem estar embalados e separados (evitando o contato uns 
com os outros); 
 refrigerar ou congelar alimentos em quantidades pequenas; 
 conservar fechadas as portas de refrigeradores, câmaras e congeladores, 
abrindo-as o mínimo de vezes possível. 
 
Alguns alimentos, após terem sido manipulados, podem ser novamente 
armazenados. Para saber se isso é possível, leia o rótulo do alimento, pois lá deverá 
haver informações sobre a melhor forma de armazenamento. Porém, algumas 
recomendações são gerais. Vamos conhecê-las: 
125 
 
 após a abertura da embalagem, perde-se o prazo de validade do fabricante, 
ou seja, o produto deve ser armazenado de forma adequada e ser usado 
assim que possível; 
 não se deve congelar novamente alimentos que foram descongelados, pois 
há prejuízos nos nutrientes, sabor, textura, cor, entre outros; 
 após descongeladas, as carnes devem ser armazenadas sob refrigeração até 
4ºC, por até 72 horas para carne de boi e ave. Para os pescados, o tempo de 
armazenamento deve ser até 24 horas. 
 
 Pré-preparo e preparo de alimentos 
A seguir, vamos compreender que os alimentos seguem diferentes etapas de pré-
preparo e preparo, fique atento(a), porque esses procedimentos variam de alimento 
para alimento e das necessidades dos serviços de alimentação. 
 Pré-preparo 
É a etapa em que os alimentos são submetidos a procedimentos como: catação, 
cortes, higienização, descascamento, descongelamento, entre outros. É 
imprescindível para que o produto final esteja adequado para o consumo. Vamos 
conhecer melhor duas dessas etapas e como realizá-las da melhor forma. 
Descongelamento Essa etapa garante a qualidade do alimento. Existem formas 
adequadas de realizá-la. Quando são descumpridas, aumentam as chances de 
contaminação. Caso na sua escola, os seguintes procedimentos não sejam feitos 
corretamente, você deverá reorganizá-los. 
 Assim, você estará colaborando para a saúde de todos queconsomem as refeições 
servidas na escola. Para que o descongelamento seja realizado de forma segura, 
deve ser feito por meio de uma das seguintes opções: 
1) em equipamentos como câmaras frigoríficas e refrigeradores (temperatura até 
4ºC); 
2) em forno de microondas; 
3) em água parada. 
 Nesse processo, são necessários alguns cuidados para que o descongelamento 
seja seguro. A água deve ter uma temperatura menor que 21ºC, o alimento deve 
estar protegido por uma embalagem (evitando o contato direto com a água) e o 
tempo máximo que pode permanecer na água é de 4 horas. Após o 
descongelamento, a maioria dos produtos deve ser armazenado sob refrigeração de 
até 4ºC e deve ser consumido em até 72 horas. 
 Higienização 
Para a higienização das frutas, verduras e legumes, devem ser realizadas as 
seguintes etapas: 
1) higienizar a bancada ou pia onde será realizada a higienização dos alimentos; 
2) retirar as partes estragadas que não estão próprias para o consumo; 
3) desfolhar as verduras; 
4) lavar todas as partes do alimento uma a uma em água potável (retirar todas as 
sujeiras); 
126 
 
5) mergulhar os alimentos durante 15 minutos em solução clorada para a sanitização 
de alimentos; 
6) enxaguar em água potável; 
7) colocar em um recipiente higienizado. 
 
 Preparo 
O cozimento é essencial para a segurança do alimento. Essa etapa quando 
realizada adequadamente ajuda a diminuir a possibilidade de contaminação. Por 
isso, os alimentos devem sempre ser bem cozidos. Em uma cozinha segura não 
existem alimentos mal-passados! Alguns alimentos são consumidos após esfriarem. 
Eles merecem uma atenção especial, pois se o resfriamento não for feito de maneira 
correta, pode haver a multiplicação de micróbios no alimento. Vamos ver como fazer 
para evitar que isso aconteça: 
 coloque o alimento cozido ainda quente em recipientes rasos; 
 deixe em temperatura ambiente por cerca de 30 minutos para sair o vapor; 
 coloque o alimento para resfriar em geladeira ou freezer ; 
 lembre-se de cobrir os alimentos! 
 
 Distribuição e porcionamento 
Porcionamento é uma palavra comumente utilizada na nutrição. É o mesmo que 
dividir em porções. Quando a distribuição das refeições não é feita logo assim que 
os alimentos ficam prontos, alguns cuidados devem ser toma - dos. As saladas e 
sobremesas devem ser cobertas e permanecerem refrigeradas. Os pratos servidos 
quentes devem ser mantidos em banho-maria. Esses cuidados são necessários para 
garantir a segurança do alimento. 
Ou seja, para que não haja contaminação, o que pode causar danos à saúde das 
pessoas. Na hora de distribuir as refeições, os cuidados devem envolver: 
 a pessoa que está em contato com alimento (higiene pessoal); 
 o local onde está sendo feita a distribuição (higiene ambiental); 
 o próprio alimento (higiene dos utensílios e do alimento). 
 
 Utilização de sobras 
A utilização das sobras deve ser feita de forma muito cuida - dosa, pois as sobras 
são uma grande fonte de contaminação. Essa utilização só deve ser feita quando 
todos os cuidados desde o armazenamento até a distribuição dos alimentos forem 
tomados. Os alimentos preparados que sobraram podem ser reaqueci - dos e 
distribuídos novamente ou podem ser resfriados para mais tarde serem novamente 
aquecidos e distribuídos. Já as sobras frias devem ser refrigeradas para nova 
distribuição, ou devem ser cozidas e distribuídas 
. 
Os preparos culinários. 
 Pesos e medidas 
127 
 
Os ingredientes secos, como farinhas, açúcar, fermento, podem ser medidos ou 
pesados em balanças apropriadas. Pesar é um método mais seguro que medir, pois 
a possibilidade de erro é menor, porém, se na cozinha da escola em que você 
trabalha não houver uma balança, você pode simplesmente medir. Os ingredientes 
líquidos, como água, leite, bebidas, etc., devem ser medidos. 
As gorduras, como manteiga, margarina, banha, óleo, entre outras, podem ser 
medidas ou pesadas. Se a cozinha não possuir medidas padronizadas, escolha um 
mesmo utensílio (um copo, uma xícara) para medir todos os ingredientes de uma 
receita. 
 Como medir ingredientes secos 
Os ingredientes secos devem ser “afofados” antes de serem medidos, ou seja, se 
houver caroços ou pelotas, devem ser desmanchados com uma colher antes do 
processo de medição. Veja os passos: 
1) peneirar; 
2) colocar o ingrediente dentro do utensílio com uma colher até transbordar, sem 
sacudir, calcar ou apertar; 
3) nivelar retirando o excesso. 
 
 Como medir ingredientes líquidos 
Para ingredientes líquidos, utilizamos medidores graduados, seguindo os passos 
abaixo: 
1) colocar o medidor transparente numa superfície plana ao nível dos olhos; 
 2) encher o medidor até chegar à quantidade desejada. 
 
 Como medir gorduras 
Algumas preparações pedem gordura derretida. Nesse caso, é preciso derreter 
primeiro a gordura para depois medi-la, como um ingrediente líquido. Para gorduras 
sólidas, usa-se uma colher ou espátula para pressionar a gordura no utensílio de 
medição, calcando bem para evitar bolhas de ar. O excesso pode ser retirado com 
uma espátula ou com o lado reto de uma faca. 
 Como pesar ingredientes 
As balanças podem ser de maior ou de menor sensibilidade, de acordo com a 
quantidade de alimento a ser pesada. Caso haja balança na cozinha da escola em 
que você trabalha, verifique para que tipo de pesagem essa balança é mais 
adequada. Antes de iniciar a pesagem, é preciso verificar a graduação da escala da 
balança e calibrá-la. Para a calibragem, existe um botão na balança, que deve ser 
pressionado até que o ponteiro chegue a zero. A seguir, você verá o procedimento 
adequado para a pesagem: 
1) colocar papel impermeável ou um recipiente no prato da balança; 
2) calibrar a balança, descontando o peso do papel ou do recipiente; 
3) pesar o ingrediente. Se for um ingrediente seco, peneira-lo antes. 
 
128 
 
 Medidas caseiras 
 Medidas caseiras são instrumentos que facilitam a preparação de alimentos, 
garantindo a padronização das receitas, sem que seus ingredientes precisem ser 
pesados, por exemplo. Essa foi uma forma encontrada para que uma mesma receita 
possa ser feita em locais diferentes, por pessoas diferentes, mas que conseguem 
manter as mesmas características, sem que haja a necessidade de se utilizar 
equipamentos de medida sofisticados. As medidas caseiras mais comuns estão 
descritas abaixo: 
 
 
129 
 
 Condimentos 
Condimentos são substâncias aromatizantes que dão sabor especial aos alimentos. 
Devem ser usados em pequenas quantidades, pois o excesso pode alterar o sabor. 
 
 
Se você não tiver um termômetro para conferir a temperatura do forno, a dica para 
constatar a faixa de temperatura é colocar dentro do forno aceso um pequeno 
pedaço de papel branco, por 3 a 4 minutos, e verificar a cor: 
 forno baixo: cor amarelada (para suspiros, pastéis, pão-de-ló); 
 forno moderado: marrom-claro (para empadas, bolo pequeno, carne assada 
e aves); 
 forno muito quente: marrom-escuro (para massa folhada e pão). 
 assar na panela : passar o alimento em gordura quente, abafar a panela com 
a tampa e acrescentar água, aos poucos, para obter cocção por calor seco e 
úmido; 
 atar: amarrar com um fio uma ave ou outra carne qual quer para conservar 
sua forma durante o cozimento; 
 banhar: colocar gordura ou molho sobre a carne que está assando; 
 banho-maria: cozinhar ou aquecer o alimento num recipiente dentro de outro 
onde há água fervendo. Pode ser colocado no forno ou no fogão; 
 bater: movimento feito com a pá de bolo ou batedeira, para obter a união de 
substâncias difíceis de se misturar ou para incorporar uma substância na 
outra (azeite na gema para maionese e ar na clara, por exemplo); 
 caldo: de carne e temperos, preparação básica para sopas; 
130 
 
 cocção: é um meio de eliminar micro-organismos vivos por meiode calor 
seco ou úmido (forno ou fogão), para facilitar a digestão e melhorar o sabor; 
 consommé: caldo concentrado de carne; 
 corar: levar qualquer alimento já pronto ao forno para adquirir uma cor 
dourada; 
 curtir: deixar que o alimento fique bem entranhado de algum molho; 
 dourar: pincelar o alimento com gema. O termo é também usado para dourar 
a carne ou cebola na gordura; 
 embeber: mergulhar o alimento em um líquido para que se encharque; 
 empanar: passar no ovo batido e na farinha de trigo (empanado simples ou à 
romana) ou na farinha de rosca, no ovo batido e novamente na farinha de 
rosca (empanado à milanesa); 
 ensopar ou guisar: cozinhar os alimentos juntando-lhes água aos poucos, até 
ficarem cozidos; 
 fritar: mergulhar o alimento em gordura quente e deixa-lo cozinhar; 
 gratinar: cobrir o prato com queijo ralado e levar ao forno; 
 grelhar: colocar o alimento em cima de uma chapa apenas untada, como 
grelha, churrasqueira ou brasas, até assar; 
 lardear: furar a carne com faca ou furador para introduzir algum ingrediente, 
como bacon, cenoura, presunto ou outros; 
 pincelar: adicionar, com pincel, manteiga ou gema de ovo à superfície de 
pastelões ou pastéis; 
 polvilhar: espalhar uma leve camada de ingrediente seco (farinha ou açúcar, 
por exemplo) sobre um tabuleiro (ou forma) ou sobre preparações prontas, 
como tortas; 
 refogar: passar o alimento na panela quente (com ou sem gordura, com ou 
sem tempero) para dourar a superfície; 
 regar: despejar na superfície gordura, caldo ou tempero; 
 revolver: misturar ingredientes, com movimentos vagarosos; 
 sauté: o mesmo que dourar, em pouca gordura; 
 sovar: trabalhar massas até formar bolhas; 
 untar: passar alguma gordura (manteiga ou óleo, por exemplo) numa vasilha; 
 vinha d’alho: mistura feita com vinagre ou limão, óleo, sal, alho e pimenta 
para tempero de carnes. 
 
131 
 
A temperatura de armazenagem dos alimentos deve estar de acordo com a 
necessidade do produto (congelado, resfriado ou temperatura ambiente), conforme 
quadro abaixo: 
 
 
PROCEDIMENTOS PARA USO ADEQUADO DE ENERGIA ELÉTRICA E ÁGUA. 
 Equipada com refrigeradores, fornos micro-ondas e muitos outros eletrodomésticos, 
a cozinha é um dos lugares onde mais se consome energia. Utilizando os 
procedimentos abaixo relacionados, será possível reduzir o consumo: 
 Manter as grelhas metálicas e bocas do fogão limpas: sem resíduos elas 
refletem melhor o calor. 
 Conservar a geladeira em um bom estado: certifique- -se que suas portas 
estão fechando corretamente, caso o contrário, ela estará consumindo mais 
energia para manter a temperatura. Uma geladeira de dez anos pode gastar 
até o dobro de energia em comparação a uma nova. 
 Ficar atento com a manutenção dos eletrodomésticos. 
 Evitar ultrapassar a capacidade máxima de carga da sua geladeira ou 
refrigerador: quando você sobrecarrega estes eletrodomésticos, o processo 
de climatização será inadequado para a conservação dos alimentos e vai 
gastar muito mais energia. 
 Descongelar os alimentos antes de cozinha-los: os alimentos congelados 
demoram mais para cozinhar e por isso consomem mais energia. Programe-
se e retire previamente do refrigerador os alimentos que for utilizar, deixando-
os descongelar em temperatura ambiente 
 Manter a porta do forno fechada: cada vez que você abre a porta do forno 
para verificar o cozimento dos alimentos, perde-se cerca de 20% do calor 
132 
 
acumulado até então. Assim o cozimento demora ainda mais e se consome 
mais energia. 
 
 Para economizar energia com a geladeira: 
 
 Certifique-se de que a borracha de vedação está em bom estado e regule a 
temperatura de acordo com a estação, aumentando o resfriamento no verão e 
diminuindo no inverno. Evitar o abrir e fechar além do necessário também ajuda 
a economizar os gastos com geladeiras, que chegam a consumir até 30% da 
energia de uma residência. 
 Quando em local ventilado, desencostado de paredes (mínimo 15 cm), longe do 
fogão, aquecedores ou áreas expostas ao sol, as paredes da geladeira aquecem 
menos, gastando menos energia. 
 Guarde ou retire alimentos e bebidas de uma só vez. Evite abrir a porta por 
tempo prolongado. A entrada de ar quente faz o motor trabalhar mais. 
 Arrume os alimentos de forma que você possa encontrá-los rapidamente. 
 Não forre as prateleiras da geladeira com vidros ou plásticos. Isto dificulta a 
circulação interna de ar. 
 Não guarde alimentos ou líquidos quentes. 
 Descongele o freezer periodicamente para evitar que se forme camada de gelo 
com mais de meio centímetro. 
 Conserve limpas as serpentinas (grades) de trás do aparelho e não as use para 
secar panos ou roupas. 
 Quando se ausentar de casa por tempo prolongado, o ideal é esvaziar a 
geladeira e o freezer e desligar da tomada. 
 Mantenha as borrachas de vedação da porta em perfeito estado, evitando fuga 
de ar frio. 
 Durante o inverno, regule o termostato para uma posição mínima. 
 Deixe os alimentos esfriarem antes de colocar no refrigerador. As geladeiras 
possuem termostatos que indicam se a temperatura interna sobe muito. Quando 
ela sobe, o motor começa a funcionar para compensar e manter a temperatura 
mais baixa. Se você coloca a comida quente, o motor liga mais vezes. 
O abre-e-fecha tem o mesmo efeito, portanto tente abrir a geladeira o mínimo 
possível e nunca deixar a porta aberta. Uma solução simples para esse abre-e-fecha 
é anotar numa lousa ou papel na porta da geladeira o que tem lá dentro. Assim você 
não precisa abrir para verificar. Sem falar que esse processo acaba fazendo com 
que a comida dure menos lá dentro. 
 ÁGUA EVITAR TORNEIRAS A CORRER 
Ao lavar legumes e frutas, pensar sempre na quantidade de tempo que se vai 
demorar a lava-los. Se for só apenas uma peça de fruta, é rápido com a torneira a 
correr, mas se forem muitas frutas, é preferencial encher uma pequena bacia de 
água e de seguida lavar aí a fruta. 
 
 NÃO UTILIZAR A MÁQUINA DE LAVAR LOUÇA ATÉ QUE ESTEJA 
COMPLETA 
133 
 
A máquina de lavar é o maior consumidor de água na cozinha. A instalação de um 
modelo eficiente da água vai ajudar a economizar não só água, mas também 
dinheiro. Antes de comprar uma máquina de lavar louça nova, é preciso verificar o 
aparelho - quanto mais estrelas, mais eficiente ele é. Uma máquina de lavar louça 
com a função de economia de água utiliza 8,5 litros / carga, que é cerca de 5,5 litros 
a menos por carga de uma máquina de lavar louça padrão. Para a lavagem, a 
máquina meio vazia é um desperdício de água, afinal são gastos cerca de 14 litros 
de água por carga. 
 LAVAR A LOUÇA NA PIA COM ÁGUA PELA METADE, EM VEZ DE COM A 
TORNEIRA A CORRER 
Deixar a água a correr enquanto se lava a louça é uma perda de água. O melhor é 
encher a pia e mergulhar aí a loiça. De seguida, esfregar peça a peça, voltar a 
encher nova pia e passar a louça por água limpa. 
 USAR UM FILTRO NA PIA 
Tirar todos os detritos para fora da pia e colocar no lixo. Todos os resíduos que 
descerem os esgotos não são apenas maus para o abastecimento de água, mas 
acabarão por entupir os esgotos e custa dinheiro corrigido a avaria. 
 NÃO DESCONGELAR OU DERRETER GELO EM ÁGUA CORRENTE 
Ao descongelar o frigorífico ou uma geleira portátil, por exemplo, é prático encher a 
pia e colocar o gelo lá dentro. Ou seja, é preciso paciente e deixe descongelar à 
temperatura ambiente. O mesmo se aplica para descongelar alimentos. O ideal é 
colocar comida no frigorífico para esta ir descongelando durante a noite. 
 MUDAR OS HÁBITOS DE COZINHAR 
Usar menos água na confecção dos alimentos, vais fazer não só com que o paladar 
seja melhor, como a quantidade de nutrientes retida seja mais elevada. 
 FECHAR AS TORNEIRAS FIRMEMENTE 
Não deixar as torneiras escorrer. Torneiras a pingar podem desperdiçar entre 30 a 
200 litros de águapor dia. 
 VARRER E LIMPAR O CHÃO 
 Varrer o chão regularmente em vez de lavar frequentemente. Esfrega-lo apenas 
uma vez por semana. 
 NÃO DESPERDIÇAR ÁGUA ENQUANTO SE ESPERA QUE ELA AQUEÇA 
Usar a água corrente enquanto se espera que ela aqueça para regar plantas, lavar 
pratos ou frutas e legumes. Isolar os tubos de água quente. Isso evita o desperdício 
de água enquanto se espera que a água aqueça. Verifique se o termostato do 
sistema de água quente não está muito alto. A adição de água fria para esfriar a 
água muito quente é um desperdício. Novos sistemas de água quente permitem 
especificar a temperatura sem adição de água fria. 
 
134 
 
 
BOA 
PROVA

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