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30/11/2021 14:08 CONVENIOS2021B: 1.1 Convênios: origem e conceito
https://moodle.ifrs.edu.br/mod/page/view.php?id=127663 1/4
Convênios - Turma 2021B
1.1 Convênios: origem e conceito
Origem
Na tentativa de interação entre governo e sociedade, surge a cooperação entre entidades públicas e privadas e entre as
próprias entidades públicas. O surgimento se dá em razão das desigualdades, onde a cooperação social vem como forma
de neutralizar conflitos de interesses e amenizar as dificuldades da vida em sociedade.
A solidariedade, a atuação conjunta para alcançar um fim comum em benefício próprio e do grupo é a grande solução
para se chegar à satisfação social. Em outras palavras, o auxílio mútuo é o mecanismo para se alcançar os mesmos fins. Essa
é a primeira razão de existir da cooperação, em que entidades públicas repassam recursos financeiros a outras entidades
públicas e, também, a entidades privadas.
A segunda razão para a existência da figura da cooperação é a descentralização das atividades da Administração Pública
Federal, pois, no intuito de viabilizar o desenvolvimento econômico e social do país, o Estado Federal passou a repensar a sua
forma de atuar, passando a se dedicar às tarefas primordiais e propugnando pela descentralização de outras atividades,
consideradas secundárias.
Deste modo, com vistas a atender as demandas da população, a União, os Estados e os Municípios se unem, por meio de
ajustes financeiros, os quais possuem nomenclatura própria, a saber: transferência constitucional ou legal e transferências
voluntárias.
A primeira forma de repasse de recursos financeiros é a denominada transferência constitucional ou legal, onde a
Constituição Federal, artigos 157, 158 e 159, determina que parte da arrecadação dos tributos federais seja repassada aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. São as chamadas transferências constitucionais, em que há descentralização
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das competências da União para os Estados e Municípios. Exemplo: Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Fundo de
Participação dos Estados (FPE); transferências para os Municípios de 50% (cinquenta por cento) do ITR, entre outras.
A segunda forma de repasse dos recursos financeiros da União para os Estados e Municípios, se dá por meio das
transferências voluntárias, que nada mais é do que a descentralização de recursos financeiros, com vistas à realização de
ações de competências do ente transferidor de recursos, qual seja, a União.
A Lei Complementar 101/2000, denominada Lei de Responsabilidade Fiscal, no artigo 25, define transferência voluntária:
Art. 25. Para efeito desta Lei Complementar, entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou
de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de
determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde. 
De regra, a realização de transferência voluntária dependerá da vontade do Poder concedente e da autorização legislativa
a partir da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).
As transferências voluntárias se materializam por meio de contrato de repasse, termo de parceria e convênios.
Os contratos de repasse são regulados pelo Decreto Federal nº 1.819/1996, mecanismo pelo qual à União repassa recursos,
por intermédio de instituição ou agência financeira oficial federal, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, visando à
execução de programas governamentais. O exemplo claro é o repasse de recursos valendo-se da Caixa Econômica Federal
e do Banco do Brasil.
O Decreto Federal nº 6.170/2007 conceitua contrato de repasse como: 
Art. 1º (...)
II - contrato de repasse - instrumento administrativo por meio do qual a transferência dos recursos financeiros se processa
por intermédio de instituição ou agente financeiro público federal, atuando como mandatário da União;
O termo de parceria foi instituído pela Lei Federal nº 9.790/1999, e é considerado um instrumento de cooperação firmado
entre o Poder Público e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). 
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Já convênio, forma mais usual de transferência voluntária, é acordo, um pacto, formalizado entre União, Estados, Distrito
Federal, suas autarquias, fundações e entidades, ou entre esses e entidades privadas, para a consecução de finalidades de
interesse comum.
Diante dessas considerações, pode-se sintetizar que o instituto da cooperação administrativa se materializa, entre outros, para
o repasse de recursos financeiros, seja por determinação constitucional ou legal, seja por transferências voluntárias. Já as
transferências voluntárias são formalizadas por meio de contrato de repasse, termo de parceira e convênios.
Conceito de convênio
Convênio é o ajuste celebrado entre órgãos da Administração Pública ou entre esses e entidades particulares, visando à
execução de um objeto de interesse comum das partes envolvidas. É uma verdadeira reunião de esforços, em que os
partícipes ou convenentes se unem para a consecução de um fim comum. Sua previsão está no artigo 116 da Lei nº
8.666/1993. 
A doutrina moderna define convênio como: 
Define-se o convênio como forma de ajuste entre o Poder Público e entidades públicas ou privadas para a realização de
objetivos de interesse comum, mediante mútua colaboração. (DI PIETRO, 2006, p.137)
Outros conceitos legais de convênios são encontrados Decreto Federal nº 6.170/2007, artigo 1º, §1º, inciso I, e na Portaria
Interministerial nº 507/2011, artigo 1º, inciso VI.
Em razão da sua natureza administrativa é imprescindível que pelo menos um ente convenente seja pessoa jurídica de direito
público.
Ademais, os partícipes devem possuir capacidade jurídica para assumir o compromisso, sob pena de nulidade do ato
administrativo. Comumente encontramos convênios celebrados entre Ministérios, entre Secretaria de Estados, entre
Ministérios e Secretarias, o que por certo não gozam de qualquer validade. Veja o ensinamento da doutrina sobre essa
questão:
Alerte-se que dele só podem participar pessoas. É nulo o convênio celebrado por órgãos do convenente, como são os
Ministérios, no âmbito federal, e as Secretarias, no estadual, distrital ou municipal. (GASPARINI, 2002, p.379.) 
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O Decreto Federal nº 6.170/2007, artigo 1º, bem como a Portaria 507/2011, artigo 1º, definem a nomenclatura correta a ser
conferida às partes envolvidas: concedente e convenente. A parte concedente corresponde ao órgão ou entidade da
administração pública federal, direta ou indireta, responsável pela transferência dos recursos financeiros, enquanto que a
parte convenente é aquela com a qual a administração pública federal pactua a execução de programas ou projetos,
podendo ser órgão ou entidade pública de qualquer esfera de governo ou entidade privada sem fins lucrativos.
Última atualização: sexta, 14 ago 2020, 18:54
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