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8 Lúdico na educação inclusiva Axxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Exxxxxxxxxxxxxxxxxx Fxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Mxxxxxxxxxxxxxxxxx Tutor Externoxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx RESUMO O artigo apresenta uma breve reflexão sobre a prática pedagógica desenvolvida nas oficinas pedagógicas, considerando o pressuposto lúdico que a subsidiam e a possibilidade de articulá-las também à prática de uma educação inclusiva. Inicialmente, buscou-se e explicar o significado do termo Oficina Pedagógica com base nas ações que desenvolvem no âmbito da Secretaria do Estado de Educação do Distrito Federal. Além disso, são tratadas especificidades sobre as contribuições advindo, de uma forma geral, dos cursos de formação continuada que são ofertados nos Espaços das oficinas. Espera-se que o artigo contribua para o fortalecimento do trabalho pedagógico na oficina pedagógica e ao mesmo tempo desencadeia um movimento crescente na elaboração de cursos voltados para a dimensão da educação inclusiva. Palavras-chave: Lúdico. Aprendizagem. Educação Inclusiva. 1. INTRODUÇÃO Sabe-se que a educação inclusiva é uma ferramenta inovada que abrange os horizontes e amplia a participação ativa de todos os alunos no processo de ensino e aprendizagem nas instituições escolares. Segundo Freire (2008) afirma que a inclusão, enquanto forma de flexibilizar a resposta educativa de modo a fornecer uma educação básica de qualidade a todos os alunos, tem sido apontada como uma solução para o problema da exclusão educacional. Mas não o bastante, entende-se que ainda a barreiras que persistem e dificultam o desenvolvimento da educação inclusiva no ensino regular, tais como falta de estruturas adequada das escolas, a falta de recursos para os professores, dentre outras. A inclusão é para SASSAKI (1997,41): (...) um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade. A inclusão social constitui, então, um processo bilateral no qual as pessoas ainda excluídas e a sociedade buscam, em parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos. Segundo Sá (2009, p.26) “A denominada Educação Inclusiva nasceu nos Estados Unidos, pelas mãos da Lei Pública 94.142, de 1975”. Estabelecendo assim programas e projetos voltados para efetivar a Educação Inclusiva. Entende-se que a inclusão escolar está ligada diretamente a ações políticas, pedagógicas, cultural e social, esse conjunto faz com que crianças com necessidades especiais convivam e interajam com crianças sem necessidades especiais, fazendo com que todos convivam no mesmo ambiente escolar aprendendo e respeitando uns aos outros e suas diferenças. "Segundo Moreno (2009), os sistemas educacionais concentram a educação no aprendiz, na qual favorece parte desses alunos levando em consideração seu potencial." Portanto entende-se que a metodologia da ludicidade para a interação e desenvolvimento dos alunos com e sem deficiências é um método bastante eficas, logo a ludicidade pode ser uma atividade facilitadora durante o processo de interação, 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O ato de aprender vem enraizado no ser humano desde o ventre de sua mãe, quando ele deve ter sensibilidade de ouvir os sons externos, no ato exercitar os seus pulmões em meio a líquido para aprender a respirar logo que nasce, reagir a toques e estímulos na barriga da sua mãe até o seu nascimento quando ele precisa se alimentar para sobreviver. E assim segue de acordo com o seu crescimento e amadurecimento. O aprendizado acontece de acordo com o interesse do indivíduo e com o meio no qual está inserido, e ainda, por fatores biológicos, valores e crenças adquiridas em sua cultura. Este aprendizado ocorre em três conjunturas da sua vivência: o social, quando o indivíduo interage e observa o próximo; no cognitivo, quando o cérebro faz conexão com o que se precisa ser apreendido e no emocional quando o aprendizado é algo que atrai o aprendiz e no qual ele se identifica coma experiência vivida. Partindo deste pressuposto deve-se despertar para o ponto em como o professor vai mediar e planejar as atividades pedagógicas para que seja despertado o interesse e o aprendizado eficiente dos alunos em especial ao aluno com necessidades especiais. A educação dos tempos atuais vem passando por dois grandes desafios para se superar e avançar no que lhe compete: a primeira é a conscientização da importância da inclusão dos alunos dentro das suas diferenças ou limitações no ensino regular, tanto para o despertar da consciência e respeito dos alunos tidos como “normais”, como também para a emancipação do aluno especial no seu futuro; a segunda é a necessidade da escola se adaptar ao novo contexto das novas tecnologias, cada vez mais real e presente no nosso cotidiano, sendo assim, presente na rotina das crianças. Porém ainda, existe uma forma bem eficiente e que carrega resultados bem consistentes no aprendizado da criança, que é a brincadeira. A criança é movida por curiosidade, fantasia, pelo faz de conta, pela experiência palpável, o descobrir. Toda criança se utiliza de brincadeiras para se conhecer e reconhecer, utilizando-as para se construir dentro do meio em que vive. “E esse processo não é diferenciado à criança com necessidades especiais e educacionais específicas. Para ela também a brincadeira é importante na formação do seu autoconhecimento.” (MAFRA, 2008). A figura abaixo ilustra alguns benefícios que a ludicidade traz à criança: IMAGEM 1 – Benefícios da Ludicidade na educação Para PIAGET(1971), o lúdico é natural à vida da criança: “o desenvolvimento da criança ocorre a partir do lúdico; ela precisa brincar para crescer e precisa do jogo como forma de se equilibrar com o mundo”. Com isso nota-se que o lúdico deve estar presente em sala de aula, como uma importante metodologia na prática docente, contribuindo no processo de ensino e aprendizagem. Por meio da brincadeira, a criança demonstra interesse em se relacionar com o ambiente físico e social onde vive. Nessa condição, ainda, as brincadeiras farão a criança se expressar naturalmente, demonstrando seus sentimentos e manifestando impressões que tem de si e dos que convivem com ela. Conforme Marques, 2012: A criança precisa vivenciar ideias em nível simbólico para compreender o significado na vida real. Desse modo, o pensamento da criança evolui a partir de suas ações, razão pela qual as atividades são tão importantes para o desenvolvimento do pensamento infantil. Mesmo que conheça determinados objetos ou que já tenha vivido determinada situação, a compreensão das experiências fica mais clara quando as representam em seu faz de conta. Nesse tipo de brincadeira, tem também oportunidade de expressar e elaborar, de forma simbólica, desejos, conflitos e frustrações. Neste sentido levando em consideração a criança com deficiência intelectual que apresenta dificuldades em compreender e absorver conteúdos abstratos, faz-se ainda mais necessário a utilização de material pedagógico concreto, e de estratégias metodológicas práticas para que esse aluno desenvolva suas habilidades cognitivas e para facilitar a construção do conhecimento. Os jogos e brincadeiras são estratégias metodológicas que apresentam as duas características acima citadas. Proporcionam a aprendizagem através de materiais concretos e de atividades práticas, onde a criança cria, reflete, analisa e interage com seus colegas e com o professor. Ela manifesta suas particularidades, sua criatividade e expande, ao mesmo tempo, seus conhecimentos e habilidades motoras, cognitivas ou linguísticas. O lúdico possibilita que a criança com deficiência intelectual se torne cada vez mais autônoma, melhorando a sua autoestima e a consciência corporal. “E ainda através dessa expressão da realidade, o professor consegue identificar as dificuldades de seus alunos e suas reais necessidades.” (FERREIRA, 2002). IMAGEM 2 – Exemplos da brincadeira comométodo de aprendizagem A prática pedagógica orientada pelos métodos lúdicos traz enorme prazer e alegria às crianças, favorecendo o desenvolvimento afetivo, cognitivo, social, psicomotor e linguístico do educando, a criança demonstra o nível de seus estágios cognitivos e constrói conhecimentos. Para VYGOTSKY (1998), É enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. No brinquedo, o pensamento está separado dos objetos e a ação surge das ideias e não das coisas: um pedaço de madeira torna-se um boneco e um cabo de vassoura torna-se um cavalo. O brinquedo é um fator muito importante nas transformações internas. No entanto, o professor deve estabelecer antecipadamente seus objetivos e o espaço de tempo que o momento lúdico ocupará em suas atividades. Os objetos, brinquedos, jogos ou outros materiais a serem utilizados devem também ser escolhidos previamente. Conforme Marques, 2012: O papel do professor é fundamental para a difusão e aplicação da metodologia do lúdico. O professor, ao se conscientizar das vantagens dessa nova prática, adequará a metodologia a determinadas situações de ensino, utilizando-as de acordo com suas necessidades e seus objetivos. E assim, o professor, atuando como pesquisador e mediador, buscará ações inclusivas eficazes e auxiliará no planejamento de atividades que tenham como fundamento o jogo e a brincadeira. Essas são exigências básicas e obrigatória fundamentais para começar o trabalho lúdico. Ao utilizar a atividade lúdica no processo ensino-aprendizagem, o educador tem o objetivo de desenvolver no educando: o raciocínio, a formação de conceitos sobre os conteúdos, o desenvolvimento da linguagem, neste sentido ele deve ter o cuidado de utilizar jogos adequados e que consigam atingir os objetivos sugeridos. Esse momento deve ser praticado de uma forma construtiva e não como uma sequência de atividades sem sentido, tendo como meta o desenvolvimento de capacidades físicas e intelectuais; sem ignorar a importância da socialização através da sensibilização para o espírito de grupo, a cooperação, a confiança e a interdependência. Na educação inclusiva, é de habitual estabelecer a intervenção pedagógica em função das necessidades dos alunos. Neste sentido, os brinquedos, jogos e materiais pedagógicos, enfim, o lúdico influencia, uma vez que oferecem possibilidades alternativas de se diagnosticarem os problemas e resolvê-los. Com as atividades lúdicas, espera-se que a criança com necessidades especiais e educacionais específicas desenvolva a coordenação motora, a atenção, o movimento ritmado, autonomia do seu próprio corpo, etc. participando assim do desenvolvimento em seus aspectos físicos, psicológicos, afetivos e sociais; desenvolva livremente a expressão corporal que favorece a criatividade; adquira hábitos de práticas recreativas. O lúdico possibilita que a criança com deficiência intelectual aprenda, verbalize, comunica-se com as pessoas, internaliza novos comportamentos e, consequentemente, se desenvolve. Brincando, a criança desenvolve seu senso de companheirismo. Jogando com os amigos, aprende a conviver, a criar e a respeitar as regras. Sob o ponto de vista do desenvolvimento da criança com deficiência intelectual, a brincadeira traz vantagens sociais, cognitivas e afetivas. Segundo IDE, A possibilidade de exploração e de manipulação que o jogo oferece, colocando a criança deficiente mental em contato com as normais, com adultos, com objetos e com o meio ambiente, propiciando o estabelecimento de relações e contribuindo para a construção da personalidade e do desenvolvimento cognitivo, torna a atividade lúdica imprescindível na sua educação. A educação lúdica, além de contribuir e influenciar na formação da criança e do adolescente, possibilitando um crescimento sadio, uma melhoria permanente; integra-se ao mais alto espírito de uma prática democrática, enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. 3. METODOLOGIA Assim, devido o contexto da pesquisa os instrumentos e os procedimentos para a construção dos dados e a metodologia utilizada foi pesquisas através do google acadêmico e publicações periódicas, bibliográfica, além da inserção de duas imagens como forma de exemplificar o tema abordado, no qual se buscou investigar a importância das oficinas pedagógicas para o processo de inclusão de alunos com diferença intelectual. Dessa forma foi possível verificar que a pesquisa possibilita com nitidez que é visível trabalhar com os alunos a de maneira prática e criativa em busca do resgate da autoestima e o sucesso na sala de aula. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES Este trabalho foi elaborado através de pesquisa básica, a abordagem do problema foi qualitativa, a realização dos objetivos descritiva e os procedimentos técnicos bibliográficos. Ao relacionarmos a teoria com a prática, foi possível analisar que para se obter bons resultados na aplicação da importância do lúdico na educação Inclusiva, é preciso organização, paciência, e interesse do educador, pois para realizar uma aula com métodos lúdicos o educador precisa estar atualizado com as mudanças tecnológicas, possuir ou desenvolver criatividade para realizar uma aula dinâmica e convidativa, elaborar atividades voltadas a necessidade de cada faixa etária, conciliando o tema da aula com o objetivo do aprendizado. 5. CONCLUSÃO Tendo em vista os aspectos apresentados, conclui-se que a importância do lúdico na educação inclusiva, foi se transformando com passar dos anos de acordo com a época e cultura da sociedade. Com o surgimento da sociedade industrial, a atividade lúdica torna-se “pedagógica” fazendo parte da escola com objetivos educacionais, tornando assim o papel do educador essencial na formação da criança, com um método de ensino inovador voltado ao desenvolvimento da criatividade e imaginação, a introdução do lúdico na educação inclusiva, faz com que a criança aprenda brincando, que seu jeito de aprender se torne prazeroso, lúdico, tornando a brincadeira seu aliado ao aprendizado. Cabe ao educador fazer com que a importância do lúdico faça a diferença, estimulando o interesse do aluno, organizando aulas e atividades criativas, usando as tecnologias e a cultura ao seu favor, com aulas criativas e dinâmicas, buscando sempre se modernizar e se atualizar em benefício de uma educação melhor, a qual a criança aprenda brincando. A automotivação do professor e coordenadores da escola, é essencial para um bom rendimento de alunos com alguma necessidade especial em sala de aula, pois se esses profissionais buscarem cada vez mais conhecimento e atualização com as possibilidades lúdicas atuais, muito vai acelerar o processo intelectual dessas crianças. – REFERÊNCIAS FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2008. _________. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 2005. MORENO, Patrícia Cândido. As Dificuldades da Escola Perante a Inclusão Escolar. Vitória: UFES. 2009. SÁ, Márcia Souto Maior Mourão. Legislações e políticas públicas em Educação Inclusiva. 2ª. Ed. – Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2009 SARAIVA, Deise Avelina Felipe. Oficina pedagógica: por uma educação lúdica e inclusiva. SASSAKI, R. K. 1997. Inclusão: Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997. FERREIRA, Lívia. A importância do lúdico na Educação Infantil. 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O lúdico e o desenvolvimento da criança deficiente intelectual.[Paraná]: Secretária de Estado da Educação, 2008. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/2444-6.pdf>. Acesso em: 16 jun. 2012. TEIXEIRA, Carlos E. J. A ludicidade na escola. São Paulo: Loyola, 1995. VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998. SARAIVA, Deise Avelina Felipe. Oficina Pedagógica: Por uma educação lúdica e inclusiva. Revista com censo: Estudos Educacionais no Distrito Federal,[s.I],v.4,n.3,p.118-123,jun. 2017.ISSn2359-2494. Disponível em:http://periódicos.se.df.gov.br/index.php/comcenso/arte icle/view/236.Acesso em: 08 outubro.2021.