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AJOIÉ E EKEDI A palavra "ajoié" é correspondente feminino de ogan pois, a palavra ekedi, ou ekejí, vem do dialeto ewe, falado pelos negros fons ou Jeje. Portanto, o correspondente yorubá de ekedi é ajoié, onde a palavra ajoié significa "mãe que o orixá escolheu e confirmou". Assim como os demais oloyés, uma ajoié tem o direito a uma cadeira no barracão. Deve ser sempre chamada de "mãe", por todos os componentes da casa de orixá, devendo-se trocar com ela pedidos de bençãos. Os comportamentos determinados para os ogans devem ser seguidos pelas ajoiés. Em dias de festa, uma ajoié deverá vestir-se com seus trajes rituais, seus fios de contas, um ojá na cabeça e trazendo no ombro sua inseparável toalha, sua principal ferramenta de trabalho no barracão e também símbolo do óyé, ou cargo que ocupa. A toalha de uma ajoié destina-se, entre outras coisas, a enxugar o rosto dos omo-orixás manifestados. Uma ajoié ainda é responsável pela arrumação e organização das roupas que vestirão os omo-orixás nos dias de festas, como também, pelos ojás que enfeitarão várias partes do barracão nestes dias. Mas, a tarefa de uma ajoié não se restringe apenas a cuidar dos orixás, roupas e outras coisas. Uma ajoié também é porta-voz do orixá em terra. É ela que em muitas das vezes transmite ao Babalorixá ou Yalorixá o recado deixado pelo próprio orixá da casa. existem na casa o cargo de YATENIN:é a primeira ekedi ;os olhos do sacerdote SIDAGÃ:é a segunda ekedi ;é responsavel por vestir os voduns e cuidar de eleguá DARAZAN SURGE A PRIMEIRA EKEDJI Olissá criou a d’angola , quando habitantes de uma aldeia estavam sendo assombrados por Ikú , que por ordem do grande rei pegaram uma galinha preta e pintaram com efun , e quando Ikú viu aquele animal estranho fugiu assustado e nunca mais voltou. Aziri pegou então a d’angola que passou a ser um animal sagrado e fez dela seu primeiro Yao. Até que um dia Aziri resolveu fazer em sua mucama e assim foi criado o primeiro vodunci que mais tarde se tornaria uma sacerdotiza. Vendo que a noticia se espalhara depressa e que os outros voduns fariam o mesmo Aziri resolveu fazer uma reunião e consultou Orunmilá que convidou todos os voduns . Chegando a reunião Orunmilá ordenou que cada vodun escolhesse ainda no ventre da mãe uma criança para que ela fosse o sacerdote do vodun e que não virasse com nada . Já que se na terra fariam vduncis e mais tarde seriam sacerdotes quem zelaria por eles , se todos virassem com vodun quem olharia pela casa de santo por tudo , quem zelaria por eles voduns quando viessem no ori dos vodunces. Assim surgiu a primeira ekedji do ventre de uma mucama de Aziri. O QUE MAIS TEMOS A DIZER ? Ser Ekedji é ser amor... É ser os olho do(a) Zelador(a), A cantiga, a palavra e a Compreensão Ser Ekédji é ter o coração Preenchido de, Infinito amor, respeito E zelo.. É ver a criança nascer... Fecundar, cuidar... Sob os seus abraços... Um laço de vida e Esperança.. A força, a fé e a magia De cada vodun É ser abençoada por Deus e escolhida para Dar continuidade... É ser o doce gesto, o Eterno acalanto, a mão Que orienta, e conduz... Luz infinita no exercício Impecável de ser.. Mãe... Que o plano que reside Acima de nós Para sempre nos orientar, Guiar e proteger, Para que nossas atitudes Dignifiquem cada Gota de energia de Cada filho que nos é Entregue nos braços, e Que seus abraços Representem à mágica Troca na expressão Infinita Do verbo “Amar” !!