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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ – UFPI CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CCS DEPARTAMENTO DE BIOQUÍMICA E FARMACOLOGIA ANTIPLAQUETÁRIOS Regiane Costa PARA QUÊ? Tampão hemostático no local de lesão vascular. Tromboses patológicas: infarto do miocárdio, AVC e TVP. Geralmente possuem um papel mais preventivo. COMO? Os antiplaquetários podem atuam por diferentes mecanismos. Inibidores da COX, da fosfodiesterase, inibidores da Via do receptor de ADP e antagonistas da GPIIb-IIIa Seus efeitos podem ser aditivos ou sinérgicos. Inibidores da Cicloxigenase Age inibindo a síntese de Tromboxano A2 por acetilação no local ativo da COX-1 plaquetária. Possui um efeito irreversível sobre a COX-1, que dura todo o período de vida da plaqueta (7 a 10 dias). Apresenta efeito cumulativo. Apresenta papel fundamental na redução de mortalidade e de eventos cardiovasculares, tanto no uso precoce quanto a longo prazo. Ácido acetilsalicílico O AAS precisa de cerca de 8 dias para começar a fazer efeito Geralmente é feita uma dose inicial de ataque de 500mg e depois ocorre redução pra 100mg Atenção para o risco estomacal Inibidores da Fosfodiesterase Atua inibindo a Fosfodiesterase, principalmente do tipo 3, o que leva ao aumento do cAMP, inibidor plaquetário. Atua prevenindo trombose por meio de vasodilatação Dipiridamol Pacientes com insuficiência cardíaca não devem usar dipiridamol por conta da vasodilatação. A vasodilatação diminui a dor da angina. Inibidores da via do receptor de ADP Seus mecanismos de ação se baseiam na existência de dois receptores GPCR presentes nas plaquetas para o ADP: P2Y1 e P2Y12. A ticlopidina age sobre o receptor P2Y12, inibindo-0 irreversivelmente e tendo pico de ação em 8-10 dias. É menos utilizado por conta dos efeitos adversos mais graves (neutropenia grave e trombocitopenia). O clopidogrel também inibe o receptor P2Y12, de modo irreversível, de modo mais potente que a ticlopidina e com um tempo de meia-vida maior que o ticagrelor. O ticagrelor é inibidor reversível e com menor tempo de meia-vida. Obs.: clopidogrel é um pró-fármaco, logo, precisa ser metabolizado* Clopidogrel, ticlopidina e ticagrelor O receptor P2Y1 está associado a proteína Gq e promove alteração da morfologia das plaquetas e agregação plaquetária. O receptor P2Y12 está associado a proteína Gi e promove redução de cAMP e menor inibição da ativação plaquetária. Carbamazepina é indutora da cyp3a4 e fluoxetina é inibidor da cyp3a4 e clopidogrel é metabolizado por cyp2c19 e cyp3a4. Atenção para o tempo de meia-vida por conta dda necessidade de reversão Antagonistas GPIIb-IIIa Atuam inibindo a ligação cruzada entre as plaquetas pelo complexo GPIIb-IIIa, por se ligarem a esse receptor plaquetário. O Abciximabe é um anticorpo monoclonal e consegue se ligar por mais tempo a esses receptores. O Epitifibatide é o que apresenta menor resposta da classe, por se ligar muito rapidamente. A Tirofibana é utilizada com sucesso em associação com a heparina no tratamento dos estágios iniciais do infarto do miocárdio ou em pacientes com angina instável. Abciximabe, Epitifibatide e Tirofibana O Epitifibatide necessitaria de mais doses e de doses maiores para inibir a formação de fibras plaquetárias. O mais eficaz é o anticorpo, porém ele é muito caro, usado apenas como adjuvante. EFEITOS ADVERSOS O sangramento está presente em quase todos os medicamentos, exceto nos antagonistas GPIIb-IIIa SANGRAMENTO Outros efeitos comuns são edema, cefaleia e tontura. Síndrome de Stevens Johnson. OUTROS Ginkgo Biloba, Chá de Boldo, Chá de Alho, Chá de Maracujá. FITOTERÁPICOS Indutora de CYP3A4 e CYP2C19 RIFAMPICINA INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Clopidogrel CYP3A4 R-VARFARINA CYP2C19 e CYP3A4 INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS REFERÊNCIAS GOODMAN, A. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 11. ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill, 2006 NICOLETTI, Maria Aparecida; OLIVEIRA-JÚNIOR, Marcos Antônio; BERTASSO, Carla Cristina; CAPOROSS, Patrícia Yunes; TAVARES, Ana Paula Libois. PRINCIPAIS INTERAÇÕES NO USO DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS. Infarma, São Paulo, v. 19, n. 1/2, p. 32-40, jun. 2007. Anual. Disponível em: https://abfit.org.br/images/artigos/12%20-%20PRINCIPAIS%20INTERACOES%20NO%20USO%20DE.pdf. Acesso em: 06 nov. 2021. OLIVEIRA, Gláucia Maria Moraes. Antiagregantes plaquetários. Socerj, Rio de Janeiro, v. , n. 1, p. 21-27, 2001. Quadrimestral. Disponível em: http://sociedades.cardiol.br/socerj/revista/2001_01/a2001_v14_n01_art02.pdf. Acesso em: 07 nov. 2021. PINTO, Marta Cruz Batista. Interações medicamentosas relevantes no tratamento de doenças cardiovasculares. 2014. 78 f. Tese (Doutorado) - Curso de Ciências Farmacêuticas, Faculdade Ciências da Saúde, Universidade Fernando Pessoa, Porto, 2014. Disponível em: https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/4519/1/PPG_23855.pdf. Acesso em: 05 nov. 2021. TELESSAÚDERS-UFRGS. Quais as indicações de uso combinado de antiplaquetário e anticoagulante? 2021. Disponível em: https://www.ufrgs.br/telessauders/perguntas/quais-as-indicacoes-de-uso-combinado-de-antiplaquetario-e-anticoagulante/. Acesso em: 05 nov. 2021.