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Transtornos de ansiedade Introdução e conceitos básicos ➡Muitos transtornos de ansiedade se desenvolvem na infância e tendem a persistir se não forem tratados ➡Os transtornos de ansiedade compartilham de sintomas como; ↦ medo excessivo ↦ ansiedade excessiva ↦ perturbações comportamentais ➡Medo é um estado neurofisiológico automático primitivo de alarme envolvendo a resposta para uma ameaça iminente real ou percebida, associado a períodos de excitabilidade autonômica aumentada, necessária para luta ou fuga, pensamentos de perigo imediato e comportamentos de fuga. Os ataques de pânico são respostas para esse medo ➡Ansiedade ↦ um sistema de resposta cognitiva, afetiva, fisiológica e comportamental complexo. ↦ presente no desenvolvimento podendo ser normal ou patológico ↦ sentimento de defesa, servindo de alerta e, sendo capaz de permitir que o individuo se prepare para enfrentar uma situação de perigo ↦ a ansiedade como patologia é um sentimento desconfortável de humor, sentimento vago de apreensão negativa em relação ao futuro ou uma inquietação interna desagradável ↦ É um estado desconfortável, mas a ideia sempre é o sentimento vago de apreensão. Paciente não sabe muito bem o que é, mas é desconfortável. Algo fora do controle do paciente. Alguma coisa desagradável irá acontecer ou alguma muito ruim irá acontecer irá ser muito ruim Ex.: (“Vou ir na festa e todo mundo vai rir de mim”). ↦Um estímulo que é antecipado e surge uma sensação desagradável. É sempre sobre algo que virá, mesmo sendo em expectativa a uma coisa boa, que não virá e se tornará ruim. ↦ associada a tensão muscular e vigilância em preparação para perigo futuro e comportamentos de cautela e esquiva em algumas situações não patológicas, pois se não tivéssemos ansiedade não teríamos medo e nem anseios. Ex.: Um bebê só caminha visto que ele tem ansiedade em conquistar/ conhecer o mundo. Outro exemplo é o movimento de pinça que surgiu pela ansiedade de se alimentar. ➡Traço de ansiedade Refere-se a um aspecto mais estável relacionado à propensão do individuo lidar com maior ou menor ansiedade ao longo da vida, pode estar associada a um grupo de três transtornos da personalidade; 1) Esquiva 2) Obsessivo-compulsivo 3) Dependente ➡O medo como avaliação básica de perigo é o processo central em todos os transtornos de ansiedade, enquanto a ansiedade descreve um estado mais permanente de ameaça que inclui outros fatores cognitivos além do medo ➡As vezes, o nível de medo ou ansiedade é reduzido por comportamentos constantes de esquiva ➡Cinco critérios podem ser usados para diferenciar os estados anormais de medo e ansiedade segundo a teoria cognitiva; 1) cognição disfuncional: o medo e a ansiedade anormais resultam de uma falsa suposição envolvendo uma interpretação errônea de perigo de uma situação que não é comprovada por uma observação direta. A ativação das crenças disfuncionais (esquemas) sobre ameaça e erros de processamento cognitivo associados levam ao medo acentuado e excessivo que é incongruente com a realidade objetiva da situação. 2) funcionamento prejudicado: a ansiedade clínica interferirá diretamente no enfrentamento efetivo e adaptativo em face a uma ameaça percebida no funcionamento social, profissional diário do individuo. 3) manutenção: em condições clinicas, a ansiedade persiste muito mais tempo do que seria esperado sob condições normais. 4) alarmes falsos: nos transtornos de ansiedade encontra-se frequentemente a ocorrência de alarmes falsos, medo ou pânico acentuado que ocorre na ausência de qualquer estimulo ameaçador da vida, aprendido ou não. Ex.: ataques de pânico 5) hipersensibilidade a estimulo: o medo é uma resposta de aversão induzida por estimulo a um sinal externo ou interno que é percebido como uma ameaça em potencial, em um individuo não temeroso esse medo não afetaria tanto em meios clínicos. Os transtornos de ansiedade ➡Os transtornos de ansiedade são uma forma de resposta inadequada, em intensidade e duração de medo e ansiedade. ↦ Respostas disfuncionais, inadequadas a uma situação ansiogênica, quer seja ela real ou imaginaria ➡Os sintomas de ansiedade são somáticos e o diagnostico é de exclusão, porem outras enfermidades simulam sintomas autonômicos ↦ O transtorno em si, é de respostas disfuncionais, inadequadas ↦ Sempre associado a um distúrbio somático ↦ Sempre levar em conta ansiedade e frequência ↦ Normal ter ansiedade em certos graus ➡TOC foi retirado e reclassificado Os transtornos conforme o DSMV-2014 são; ➡Transtorno de ansiedade de separação 309.21 (F93.0) ➡Mutismo seletivo 313.23 (F94.0) ➡Fobia específica 300.29 300.29 (F40.218) Animal (aranhas, insetos, cães). 300.29 (F40.228) Ambiente natural (alturas, tempestades, água). 300.29 (F40.23?) Sangue, injeção, ferimentos (agulhas, procedimentos médicos invasivos). F40.230 medo de sangue; F40.231 medo de injeções e transfusões; F40.232 medo de outros cuidados médicos; F40.233 medo de ferimentos. 300.29 (F40.248) Situacional:(aviões, elevadores, locais fechados). 300.29 (F40.298) Outro:(situações que podem levar a asfixia ou vômitos; em crianças, sons altos ou personagens vestidos com trajes de fantasia). ➡Fobia social (Transtorno de ansiedade social) 300.23 (F40.10) ➡Transtorno de pânico 300.01 (F41.0) *Especificador de ataque de pânico ➡Agorafobia 300.22 (F40.00) ➡Transtorno de ansiedade generalizada 300.02 (F41.1) *Transtorno de ansiedade induzido por substancia/medicamento ➡Transtorno de ansiedade devido a outra condição médica 293.84 (F06.4) ➡Outro transtorno de ansiedade especificado 300.09 (F41.8) ➡Transtorno de ansiedade não especificado 300.00 (F41.9) Etiologia dos transtornos de ansiedade ➡Etiologia biológica; ➡Hipóteses etiológicas surgiram a parti da resposta dos indivíduos a determinadas medicações. ↦ Áreas cerebrais mais ativas em um determinado tipo de transtorno, não tem a mesma área de outro tipo de transtorno de ansiedade. ↦ Respostas autonômicas e cardiovasculares são mediadas pelas conexões entre a amigdala e o locus coeruleus, a casa dos corpos celulares noradrenérgicos ➡Alterações nas substancias químicas que interferem na ansiedade ↦ Noradrenalina, gera sudorese, midríase, sintomas somáticos *Betabloqueadores não age no psíquico, mas reduz a resposta somática, mas não melhora a tensão e medo; ↦ serotonina ↦ GABA ↦ Hiper função do eixo simpato-adrenal ↦ Redução do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal ↦ A ansiedade pode ser desencadeada também pelas memorias do paciente. As memorias traumáticas armazenadas no hipocampo podem ativar a amígdala, fazendo com que est, por sua vez, ative outras regiões cerebrais e produza a resposta de medo. (Mais conhecido como revivência no TEPT) Neurobiologia ➡Etiologia dos transtornos ↦Sistema nervoso central ↦Substratos onde ocorrem intervenções psicológicas e farmacológicas ➡Seleção Natural ↦Certas características nos seres vivos são selecionadas e preservadas ao longo de varias gerações. ↦Vantagens adaptativas melhores prevalecem ↦Criar mais descendentes com capacidades de deixar descendentes férteis ➡Expressões comportamentais de varias emoções, inclusive reações de defesa, são comuns em seres humanos e outros animais ➡Reações de defesa ↦Sistemas perceptuais localizam a presença de perigo real ou em potencial no meio externo. ↦Vários estímulos podem ser detectados facilmente graças a características naturalmente aversivas ↦Situações de perigo são ambíguas em grandes partes, podendo ocorrer erros de natureza; 1) falso positivo, ocorrência de uma resposta na ausência de uma situação de perigo 2) falso negativo, não apresentação de uma resposta de defesa quando existe uma situação de perigo ↦Erros de natureza de tipo falso positivo representam gastos desnecessários de recursos uma vez que reações de defesa iramocorrer sem um risco iminente ↦Erros de natureza de tipo falso negativo, são letais, custando a vida do individuo, uma vez que não irá ocorrer respostas de natureza defensiva mediante um perigo iminente. ↦Dessa forma privilegiar falsos positivos sobre falsos negativos é uma vantagem evolutiva. Entretanto, falsos positivos são o que chamamos de ansiedade patológica nos dias de hoje ➡De acordo com a perspectiva evolucionista, transtornos de ansiedade refletem falhas no funcionamento neural responsável por detectar, organizar e expressar um conjunto de reações de defesa ➡Reações fisiológicas; ↦Mediados pelo sistema nervoso autônomo ↦O sistema nervoso autônomo produz; sudorese emocional, palpitações, náuseas, sensação de vazio no estomago ↦Mediadas pelo sistema hormonal ↦O sistema hormonal leva agentes químicos na corrente sanguínea capaz de ativar glândulas no corpo. ↦Reações fisiológicas preparam o individuo para o enfretamento de perigo ➡Circuitaria neural ↦Processos emocionais estão associados a um conjunto de estruturas reciprocamente relacionadas ↦Circuito de Papez; ↦Informações sensoriais chegam até os núcleos anteriores do tálamo. O tálamo se projeta para o giro do cíngulo, que mantem conexões com o hipocampo, o qual, por sua vez, se projeta para o corpo mamilar, via fórnix e o circuito se fecha por meio de projeções para os núcleos anteriores do tálamo através do trato mamilo-talâmico. ↦Circuito sistema límbico; ↦ O complexo amigdaloide e a área septal estão envolvidos com a expressão de diferentes emoções, mas também se inter-relacionavam e mantinham projeções reciprocas com o circuito de papez ↦Área límbica mesencefálica; ↦ No nível do tronco encefálico, um grupo de outras estruturas, como a substancia cinzenta periaquedutal, o locus coeruleus, a área tegmental ventral, o núcleo tegmental dorsal, os núcleos da rafe, a formação reticular e o núcleo dorsal de Gudden, mostram-se relações entre si e matem conexões com o sistema límbico. ↦O córtex pré-frontal também tem sido incluído no sistema límbico ↦O córtex pré-frontal tem capacidade de modular estados emocionais por meio de processos cognitivos ↦O sistema límbico foi ampliado para abranger estruturas mais caudais do sistema nervoso central ➡Circuitos neurais do medo e ansiedade ↦O cérebro tem vários circuitos na detecção de estímulos de perigo ↦Circuitos neurais filogeneticamente mais antigos produzem reações de defesa mais intensas do que circuitos que envolvem estruturas filogeneticamente mais recentes ↦ Locus coeruleus- produtor de noradrenalina ↦ Nucleos da rafe- produtores de serotonina ↦Entre essas estruturas destacam-se; ↦MCDP, estruturas localizadas no tronco encefálico, como coluna dorsolateral da matéria cinzenta periaquedutal ↦Está relacionada com respostas primitivas, contra estímulos de perigos real ↦ Depois de uma resposta de imobilidade de congelamento, projeções que descem da MCPD atingem a medula espinhal e acionam um conjunto de reações comportamentais, como; Ex.: correr, pular, atacar ↦A origem dos ataques de pânico pode estar relacionada a ativação patológica de circuitos neurais envolvendo a MCPD, produzindo assim alarmes falsos através da estimulação elétrica e assim causando um dos sintomas 13 sintomas de pânico. ↦As reações fisiológicas presentes durante o ataque de pânico estão relacionadas com projeção ascendentes que a MCPD envia para regiões do hipotálamo ↦Durante um ataque são acionadas apenas reações autonômicas mediadas pelo sistema nervoso simpático ↦ Da MCPD partem projeções ascendentes que atingem o complexo amigdaloide. ↦Complexo amigdaloide é o epicentro da circuitaria neural responsável pela modulação de reações presentes no medo e na ansiedade. ↦O complexo amigdaloide está localizado no lobo temporal de ambos hemisférios cerebrais e pode ser subdividido em pelo menos doze sub-regiões ou núcleos, cada um deles relacionado com processos de natureza emocional específicos. ↦Dois desses núcleos são importantes; 1) Núcleo lateral: representa a via de entrada, sendo responsável pelo processamento de estímulos do meio externos. ↦Uma maior sensibilidade do núcleo lateral da amígdala pode tornar a pessoa mais reativa a estímulos ambientais, reagindo de forma defensiva a situações de perigo sem ter de fato um perigo ou que outras pessoas sem essa sensibilidade ignoram 2) Núcleo central; representa a via de saída, sendo responsável pela ativação de reações motoras e fisiológicas frente a situações de perigo ↦O núcleo central, sem apresentar qualquer tipo de comprometimento em seu funcionamento é acionado por estímulos sem qualquer propriedade aversiva ↦O núcleo lateral pode estar funcionando normal, mas o núcleo central, na ausência de qualquer perigo, apresenta uma atividade exageradamente alta. ↦Projeções da MCPD para o núcleo lateral da amígdala participam desse mecanismo de ansiedade antecipatória ↦O complexo amigdaloide participa de processos de aprendizagem do tipo associativa com estímulos ambientais presentes antes da ocorrência de um estimulo aversivo. ↦Essa aprendizagem ocorre graças a convergência de estímulos neutros e aversivos que chegam até o núcleo lateral da amigdala ↦O complexo amigdaloide é uma estrutura importante do circuito neural relacionado a ansiedade antecipatória ↦O complexo amigdaloide participa de vários outros transtornos de ansiedade. ↦Projeções neurais do núcleo central da amígdala para a matéria cinzenta periaquedutal ventral dão origem a reações comportamentais relacionadas com a redução da atividade motora ↦Projeções do núcleo central da amigdala para o núcleo motor facial controlam determinadas expressões faciais. ↦O núcleo central da amigdala envia também projeções descendentes para diferentes regiões hipotalâmicas, produzindo uma serie de respostas fisiológicas. ↦Essas reações podem ser divididas em duas grandes vias: 1) Sistema nervoso autônomo (rápida) 2) Sistema hormonal ↦O hipotálamo participa tanto das reações autonômicas quanto das hormonais, mas são operados por regiões distintas dessa estrutura neural. ➡A regulação das respostas fisiológicas pela região hipotalâmica ↦Situações de perigo são capazes de ativar o sistema nervoso simpático, por meio da reação chamada “reação de alarme” ↦O núcleo central da amigdala projeta-se para o hipotálamo lateral que envia projeções até a coluna lateral da medula espinhal produzindo uma intensa ativação fisiológica do sistema respiratório e cardiovascular ↦Fibras nervosas enviam informações para praticamente todos os órgãos e glândulas localizadas em nosso corpo. ↦A ativação do sistema nervoso simpático produz aceleração dos batimentos do coração e aumento da p.a., dilatação da pupila, dilatação dos brônquios e aumento na liberação de glicose ↦A regulação dessa atividade autonômica se da por meio de um sistema de retroalimentação negativa ↦O núcleo do trato solitário é a primeira estação, no snc, a receber informações relacionadas a atividade fisiológica do meio interno, depois o núcleo do trato solitário projeta-se para o hipotálamo dorso-medial e esse envia projeções intra-hipotalamicas inibitórias para o hipotálamo lateral, produzindo assim uma redução dessa atividade ↦O sistema hormonal também participa da regulação da atividade fisiológica em resposta a situações de perigo ↦O hipotálamo exerce controle sobre essas reações hormonais ↦O núcleo central da amigdala envia projeções para o hipotálamo paraventricular que envia outras para hipófise, a hipófise reage liberando na corrente sanguínea o hormônio adrenocorticotrófico (acth) que chega até a porção cortical da glândula suprarrenal. ↦O ACTH promove a liberação no sangue de cortisol ↦Esse sistema se chama eixo hipotalâmico- hipofisiario-adrenal ↦Com o fim da situação de perigo os níveis de hormônio voltam ao normal nos parâmetros preestabelecidos ↦Essaregulação ocorre por retroalimentação negativa ↦O hipocampo detecta altos níveis de glicocorticoides e envia sinais inibitórios para o hipotálamo paraventricular, com isso a hipófise restringe a liberação de ACTH e reduz a atividade ↦O contato continuo de estímulos de perigo gera um desequilíbrio no funcionamento do hipocampo levando a falha no sistema de retroalimentação ↦Mesmo não tendo situações de perigo as cascatas hormonais não cessam ↦Gerando aspectos crônicos de ansiedade e agravando doenças psicossomáticas ➡Aspectos subjetivo do medo e ansiedade ↦O hipocampo está envolvido na formação de memorias que chegam até a consciência ↦Memorias explicitas ↦O hipocampo ao processar respostas hormonais pode ativar sistemas de memorias explicitas com situações de perigo por meio das projeções ate as áreas corticais superiores como o córtex pré-frontal ↦Esses processos mnemônicos podem produzir preocupações crônicas, persistentes e excessivas ↦reações fisiológicas agudas, mediadas pelo sistema nervoso simpático obedecem a mesma sequencia de eventos neurais ↦O núcleo hipotalâmico lateral dispara reações, o núcleo do trato solitário processa ↦O núcleo do trato solitário projeta-se para o córtex insular que envia projeções para o giro cingulado anterior, onde dão a consciência dessas reações e a experiência subjetiva de perigo ↦O transtorno de pânico é devido a o processamento consciente dessas respostas fisiológicas de grande intensidade não relacionadas a um estimulo externo de perigo ↦De acordo com a circuitaria neural apresentada, o aspecto subjetivo associado à consciência do medo e da ansiedade é consequência de alterações fisiológicas do corpo ↦Teoria do marcador somático ↦A consciência de uma emoção (sentimento) seria função do processamento dessas reações corporais associadas a processos de memoria explicita que são mediados pelo hipocampo e suas projeções corticais ↦A participação do hipocampo na evocação explicita de um evento aversivo diferencia-se da função do complexo amigdaloide, que leva a uma evocação desses eventos de forma independente de qualquer processo consciente ↦ Informações sensoriais do mundo externo chegam até o tálamo que envia projeções para o núcleo lateral da amigdala ↦ É uma via rápida e tosca, mas conservadora, nela a relação a possível presença de perigo desencadeando assim um conjunto de reações comportamentais e fisiológicas ↦ Do tálamo partem projeções para os córtices sensoriais primários ↦ Uma via mais lenta que permite uma analise consciente e mais refinada dos estímulos do meio externo ↦ Essas regiões corticais repassam essas informações para o complexo amigdaloide e se a analise mais detalhada indicar que não existe perigo, as reações comportamentais e fisiológicas orquestradas pelo complexo amigdaloide são interrompidos. ➡Relações entre circuitos corticais e subcorticais ↦Os circuitos são; 1) Um capaz de acionar respostas de defesa de forma rápida na ausência de uma clara representação do mundo externo 2) Circuito lento de avaliação consciente e mais refinado desses estímulos ↦O equilíbrio entre esses dois circuitos representa o aspecto funcional ou adaptativo desses sistemas, adquiridos ao longo de um processo de seleção natural ↦Falhas nesses sistemas gera a patologia ↦Transtornos de ansiedade podem estar relacionados a um prejuízo no funcionamento de estruturas corticais que compõem a circuitaria neural responsável pelo processamento consciente de uma possível situação de perigo, bem como a forma que essas estruturas corticais se relacionam com áreas subcorticais que processam estímulos de perigo e respondem de forma mais rápida a estes. ↦O córtex pré-frontal também exerce ativação excessiva em certos transtornos de ansiedade ↦Essa hiperatividade do córtex pré-frontal pode está relacionado com comprometimento de regiões do hipocampo envolvidos no sistema de retroalimentação negativa de reações hormonais a estímulos de perigo, assim como evocação de memorias explicitas de natureza aversiva ↦O córtex pré-frontal, está associado a uma fantástica capacidade reflexiva e de antecipar eventos futuros ↦Uma ativação excessiva pode produzir ansiedade patológica associada a preocupações excessivas ↦Pacientes que apresentam intensos sentimentos de medo e pânico apresentam também baixa atividade no córtex pré-frontal, causando assim uma falta de inibição do complexo amigdaloide ↦Projeções que descem das áreas corticais para estruturas subcorticais certamente possibilitam que reações emocionais disfuncionais sejam inibidas por processos cognitivos. ↦Reações fisiológicas podem ser moduladas por processos cognitivos por meio de conexões diretas entre a porção ventro-medial do córtex pré-frontal com o hipotálamo, tanto lateral quanto paraventricular ↦projeções entre a região medial do córtex pré- frontal e a MCPD indicam também que sistemas cognitivos podem exercer controle inibitório sobre reações intensas de defesa não adequadas, como aquelas observadas durante um ataque de pânico. ➡Terapia cognitiva comportamental ↦A psicoterapia da tcc, atua diretamente em estruturas subcorticais associadas a circuitaria do medo e da ansiedade ↦Reduz a ativação da atividade do complexo amigdaloide ↦É possível que as alterações cerebrais produzidas pela psicoterapia estejam distribuídas em diversas estruturas integrantes desses circuitos neurais. ↦Tcc gera aumento bilateral da atividade do córtex pré-frontal medial ↦A psicoterapia pode produzir alterações no funcionamento cerebral, da mesma forma que os tratamentos farmacológicos ➡Sistemas de neurotransmissão e intervenções psicofarmacológicas ↦Neurotransmissores são agentes químicos presentes no processo de comunicação sináptica ↦Permite conexão entre estruturas cerebrais entre si formando circuitos neurais ↦Sinapses=plasticidade ➡Sistemas gabaérgicos ↦O GABA (ácido gama-aminobutírico) é o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central. ↦A liberação do GABA ativa vários receptores, sendo mais conhecidos como GABAa, GABAb e GABAc ↦O GABAa é o mais importante no controle da ansiedade ↦Quando ativado pelo GABA, induz aberturas dos canais de cloro, levando a uma hiperpolarização da membrana pós-sináptica. ↦Os ansiolíticos empregados no tratamento da ansiedade pela indução do GABA são os barbitúricos no inicio do sec.XX e eles são; -Gardenal -Amobarbital (Amytal) -Pentobarbital (Nembutal) -Secobarbital (Seconal/ Tuinal) ↦Efeitos colaterais como sonolência e alta sedação ↦Intoxicações ↦Leva a morte em altas dosagens ↦Barbitúricos=hipnóticos ↦Em 1960 devido aos efeitos maléficos dos barbitúricos foram induzidos no mercado os benzodiazepínicos; -Clordizepóxido -Diazepam -Bromazepam -Clobazam -Estazolam -Flunitrazepam -Flurazepam -Lorazepam -Nitrazepam ↦Baixa toxicidade e menor dependências ↦Benzodiazepínicos com alta potência, como, por exemplo, alprazolam (Xanax) e clonazepam (Rivotril), quando utilizados em altas doses, podem ser extremamente úteis para lidar com reações intensas de ansiedade presentes durante o ataque de pânico. ↦Altas doses desses agentes podem produzir efeitos indesejáveis, como sonolência, ataxia e prejuízo da memória. ↦Os receptores GABAa têm sítios ligantes para outras substâncias, como barbitúricos, benzodiazepínicos e álcool, potencializando assim a resposta do GABA. ↦Receptores estão distribuídos de forma extensa por todo o snc exercendo influência em vários circuitos neurais. ↦Estudos utilizando diversas técnicas de neuroimagem indicaram que receptores GABAérgicos em algumas regiões do encéfalo, incluindo o córtex pré-frontal, o complexo amigdaloide e o hipocampo, estão intimamente relacionados com os transtornos de ansiedade ↦A ação ansiolítica dos benzodiazepínicos nessas regiões ocorre quando, ao se acoplarem a seu sítio ligante, permitem que o GABAtenha sua ação amplificada. O aumento da atividade GABAérgica produz uma hiperpolarização na membrana neural, dificultando assim a ativação desses neurônios. ➡Sistemas serotonérgicos ↦Drogas relacionadas a neurotransmissão da serotonina tem sido utilizada no tratamento dos transtornos de ansiedade ↦5-hidroxitriptamina (5-HT) ↦A intricada forma com que a 5-HT participa de sistemas responsáveis por aspectos saudáveis e patológicos relacionados com reações de defesa deve- se à complexidade de seus receptores. ↦Já foram descritos sete tipos de receptores para a 5- HT, incluindo os receptores 5-HT1, 5-HT2, 5-HT3, 5- HT4, 5-HT5, 5-HT6 e 5-HT7. ↦O receptor 5-HT1, por sua vez, apresenta cinco subtipos: 5-HT1a, 5-HT1b, 5-HT1d, 5-HT1e e 5-HT1f. ↦O subtipo originalmente apontado como 5-HT1c passou a fazer parte da família 5-HT2 de receptores, que inclui 5-HT2a, 5-HT2b e 5-HT2c. ↦O receptor 5-HT5 também apresenta dois subtipos, 5-HT5a e 5-HT5b ↦Entre esses receptores, o 5-HT1, o 5-HT2 e o 5-HT3 são os que estão mais diretamente envolvidos com processos de ansiedade. ↦Os receptores 5-HT1a são aqueles que apresentam uma maior distribuição pelo sistema nervoso central e podem apresentar uma atuação pré ou pós-sináptica. ↦Os receptores que atuam a nível pré-sinápticos situam-se nos núcleos da rafe, enquanto os pós- sinápticos estão principalmente no hipocampo e no complexo amigdaloide. ↦A ativação dos autorreceptores 5HT1a nos núcleos da rafe alivia a ansiedade, enquanto sua ativação nos receptores pós-sinápticos localizados no hipocampo e no complexo amigdaloide aumenta o estado de ansiedade. ↦Buspirona primeiro ansiolítico de ação serotonérgica ↦Atua como antagonista para receptores 5-HT1a em nível pré-sináptico nos núcleos da rafe ↦A ativação desses autorreceptores pré-sinápticos diminui a quantidade de 5-HT em nível pós-sináptico. ↦Reduz a atividade serotonérgica no hipocampo e complexo amigdaloide ↦Drogas depressivas com a inibição seletiva da recaptação da serotonina (ISRS) como; -Fluoxetina -Citalopram -Paroxetina ↦Essas drogas são usadas no tratamento de transtorno de pânico ↦O ISRSs inibe a proteína responsável pelo transporte da serotonina de volta ao neurônio pré-sináptico, aumentando assim a atividade desse neurotransmissor na fenda sináptica. ↦Paradoxalmente o uso dos ISRSs no tratamento de tp aumenta os sintomas de ansiedade ↦O transtorno de ansiedade generalizada está associado à grande ativação de 5-HT no complexo amigdaloide, enquanto a ocorrência de ataques de pânico é relacionada à redução desse neurotransmissor na MCPD. ↦Agonistas serotonérgicos, os ISRS’s, têm a capacidade de reduzir a ocorrência de pânico à ação que exercem na MCPD. ↦Esses mesmos agentes químicos podem induzir sintomas de ansiedade, graças ao aumento da atividade serotonérgica no complexo amigdaloide. ↦A solução desse paradoxo serotonérgico pressupõe que ansiedade e ataques de pânico são sintomas qualitativamente distintos ↦A ansiedade, presente no transtorno de ansiedade, reflete uma disfunção que se manifesta de forma moderada e persistente ↦O ataque de pânico se expressa de forma intensa e aguda e surge de modo completamente inesperado. ↦A dissociação entre ansiedade e pânico pode também ser constatada farmacologicamente, uma vez que os ataques de pânico, são resistentes ao tratamento com benzodiazepínicos. ↦Outra diferença importante entre pânico e ansiedade é o modo como o eixo hipotalâmico- hipofisário-adrenal se comporta nessas duas condições. ↦Situações capazes de produzir uma experiência subjetiva de ansiedade antecipatória, como aquelas presentes no transtorno de ansiedade generalizada, ativam o eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal. ↦Ataques de pânico induzidos por agentes panicogênicos, como, por exemplo, a injeção de lactato de sódio e a inalação de CO2, ou mesmo ataques de pânico naturais, são incapazes de acionar esse eixo ↦Diferentes transtornos de ansiedade, definidos exclusivamente através de critérios clínicos, de fato refletem alterações em diferentes mecanismos neurobiológicos, não só em relação à circuitaria neural como também em relação a sistemas de neurotransmissão. Sinais e sintomas psíquicos da ansiedade em geral ↦ Tensão ↦ Nervosismo ↦ Apreensão ↦ Insegurança- estou certo ou errado? Será? ↦ Dificuldade de concentração ↦ Despersonalização- de estranhamento de si mesmo ↦ Desrealização- estranheza de locais que eram comuns Fatores de risco comuns a transtornos de ansiedade ↦ Sexo F ↦ Baixa escolaridade ↦ Histórico familiar de depressão ↦ Raça branca ↦ Abuso sexual na infância efetivado ou imaginário ↦ Numero elevado de experiências traumáticas até os 21 anos ↦ Ambiente familiar conturbado ↦ Baixa autoestima Condições clinicas a observar ➡Confundem os sintomas somáticos da ansiedade; Sinais e sintomas somáticos da ansiedade em geral TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO ➡309.21 ➡F93.0 (cid-10) ➡Especificador ↦Inicio precoce ↦Antes dos 6 anos de idade ➡Introdução ↦Medo ↦Medo intenso, persistente, inapropriado de separação da figura materna ou paterna ou a figura que está mais ligada ↦Ansiedade excedo o esperado em relação ao desenvolvimento da criança nos níveis de ansiedade normal ↦Crianças ↦A ansiedade de separação é uma emoção normal em crianças de 8 a 24 meses ↦Costuma desaparecer quando a criança entende o conceito da permanência do objeto e que seus pais irão retornar ↦Em algumas crianças esta ansiedade persiste além do normal de tempo, ou retorna anos depois podendo ser avaliada como transtorno ↦É raro pós puberdade ↦Tendem a evitar essas separações ↦Quando há separação (forçada)= preocupações angustiantes e anseios e ansiedades com a reunificação ↦Diagnostico DSMV e pela história e deve avaliar; -Sintomas -Comportamentos -Funções psíquicas -Traços de personalidade -Sinais físicos -Intensidade, duração e frequência ↦Tratamento tcc com a criança e familiares e em casos crônicos graves uso de ISRSs ➡Etiologia ambiental ↦Estresses da vida; -Morte de um parente -Morte de um amigo -Morte de um animal de estimação -Mudança geográfica -Mudança para uma nova escola ↦O comportamento de pais e familiares afetam as crianças: se eles demonstram preocupação excessiva com doenças, assaltos, desastres ou mesmo acontecimentos do cotidiano na presença da criança. ↦Superproteção dos pais ↦Esta característica não só sinaliza para a predisposição genética, como também cria a predisposição psicológica, já que a criança estrutura sua personalidade principalmente com as pessoas e ambientes em que passa mais tempo. ↦O costume de controlar o comportamento da criança com base em ameaças sobrenaturais e imaginárias (“bicho-papão”, “homem do bueiro”, “cuca”, “papai do céu vai te castigar”) predispõe a criança a ter reações de ansiedade frente a perigos inexistentes, demandando assim a presença integral da figura de vinculação importante para se sentir segura. ➡Etiologia genética e fisiológica ↦Predisposição genética para ansiedade ↦Pode ser herdado ↦Herdabilidade de 73% ↦Genes fatores de risco ↦Relacionado a pelo menos seis variantes genéticas do DNA ↦Gene MAD1L1, relacionado a transtornos mentais ↦Variantes genéticas estão relacionadas ao funcionamento de receptores do hormônio sexual feminino estrogênio ↦Mulheres tem o dobro de mais chances de desenvolver ansiedade do que homens. ↦Sensibilidade aumentada à estimulação respiratória usando ar enriquecido com CO2 ➡Sinais e sintomas que apoiam o diagnóstico ↦Quando ocorre a separação ocorre; ↦Retraimento social ↦Apatia ↦Tristeza ↦Dificuldade de concentração ↦Rejeição escolar (pré-escolar) ↦Recusa sair sem a figura que se sente mais ligada ↦Cenas dramáticas que ocorrem no momento da separação ↦Raiva e agressão nas figuras de apego (depende da gravidade) ↦São crianças exigentes e intrusivas com altasnecessidades de atenção constante e quando adultas podem ser dependentes e superprotetoras ↦Cenas de separação são emocionalmente dolorosas e celebradas por ambos lados ↦Imploro de não sair de casa, promessas, birras, ameaças ↦Muita preocupação após separação ↦Preocupação e medo de acontecer algo ↦Recusa dormir só e insiste ficar no mesmo quarto que a figura que se sente mais ligada ↦Pesadelos envolvendo separação ↦Medo de animais ↦Medo de escuro, monstros, assaltantes, acidentes ↦Relatos perceptuais incomuns a noite, como aparições, monstros, sombras ↦Saudades de casa quando estão fora dela ↦Queixas de sintomas somáticos como; -Cefaleias -Cólicas -Náuseas -Vômitos ↦Tais sintomas são frequentes quando a criança sabe que irá ocorrer a separação ↦Comportamento normal quando está presente a figura de apego ↦Sintomas cardiovasculares como palpitações, tontura e sensação de desmaios são raros em crianças menores, mas comuns em casos em adolescentes e adultos ↦Preocupações excessivas de perder a figura de apego ↦Vinculo vicioso de ansiedade dos pais que exacerba a ansiedade da criança ➡Diagnóstico ↦Avaliação clínica ↦Manifestações presentes maior que 4 semanas e causar sofrimento significativo ou prejudicar o funcionamento social, mental ➡Diagnóstico DSM-V ↦A) ↦Medo e ansiedade excessivos e impróprios em relação ao estagio de desenvolvimento atual envolvendo a separação das figuras de apego da criança. Deve-se possuir três ou mais dos seguintes aspectos; 1-Sofrimento excessivo e recorrente antes da separação 2-Preocupação persistente e excessiva acerca da possível perda ou de perigos envolvendo a figura de apego 3-Preocupação persistente e excessiva acerca de possível evento indesejável levar a separação da criança da figura de apego 4-Relutância persistente ou recusa a sair, afastar-se de casa, ir pra escola, ou qualquer outro lugar em virtude do ato de se separa-se 5-Temor persistente, excessivo ou relutância em ficar sozinho ou sem as figuras de apego em casa ou outro lugar 6-Relutancia ou recusa persistente em dormir longe de casa ou dormir sem a figura de apego, mesmo tendo outras figuras tutoras 7-Pesadelos envolvendo o tema de separação 8-Queixas de sintomas somáticos ↦B) ↦Medo, ansiedade e esquiva é persistente, durando pelo menos quatro semanas em crianças e adolescentes (menores de 18 anos) e geralmente nos casos de adultos seis meses ou mais ↦C) ↦A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, acadêmico e em outras áreas do individuo ↦D) ↦A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental, medo, ansiedade de separação ➡Epidemiologia ↦4% da população infanto-juvenil sofrem desse transtorno em graus diferentes ↦27% a 38% de crianças e adolescentes atendidas em ambulatórios receberam o diagnostico ↦Níveis graves ↦Prevalência em torno de 12 meses para adultos e 6 a 12 meses para crianças e adolescentes ↦Prevale em crianças menores de 12 anos ↦Maior no sexo feminino, mas não muito ↦Problema pode ser mais comuns em crianças cujas mães possuem transtorno do pânico ↦Em certas culturas é normal o super apego e a uma certa idade estimada para se separar dos filhos ↦Meninas possuem maior relutância e comportamentos de esquiva com relação a escola do que os meninos ↦Expressão indireta do medo de separação é comum no sexo masculino ↦Possui risco aumentado de suicídio nos transtornos de ansiedade em geral, não especificamente o de separação ↦Ideações e tentativas ➡Desenvolvimento e curso ↦Períodos de exacerbação na ansiedade de separação das figuras de apego mostram a fase inicial do curso ↦O inicio tende a ser em idade pré-escolar e durante a infância ↦Raramente na adolescência ↦Há períodos de remissão e exacerbação durante o curso da patologia ↦Tanto a ansiedade quanto a esquiva podem perdurar ate a idade adulta ↦Algumas crianças com a patologia não sofrem mais na idade adulta em alguns casos ↦Adultos que sofreram com a patologia não lembra do inicio, mas lembra dos sintomas ↦As manifestações variam com a idade ↦À medida que as crianças crescem com esse transtorno conseguem nomear os medos e sintomas somáticos ↦Adultos com a patologia são excessivamente preocupados em relação aos seus filhos e cônjuges e vivenciam desconfortos em relação a separação deles ↦Perturbações devido a separação afeta o diário do enfermo causando angustias ➡Diagnostico Diferencial ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno de ansiedade generalizada A ansiedade envolve predominantemente a separação das figuras de apego, e se ocorrem outras preocupações o diagnostico não é dado ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno do pânico A ansiedade envolve a possibilidade de se afastar das figuras de apego e a preocupação com eventos indesejados ocorrendo com elas, ao em vez de ficar incapacitado por um ataque de pânico, não ficam ↦Transtorno de ansiedade de separação vs agorafobia Não são ansiosos quanto a ficarem presos ou incapacitados em uma situação de fuga ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno de conduta A esquiva da escola é comum no transtorno da conduta, mas a ansiedade pela separação não é responsável pelas ausências, a criança no transtorno de conduta mata aula e não volta pra casa ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno de ansiedade social A esquiva da escola se deve ao medo de ser julgado negativamente pelos outros, e não a preocupação relativa a ser separado das figuras de apego ↦Transtorno de ansiedade de separação vs Transtorno de estresse pós traumático O medo de separação das pessoas amadas é comum após eventos traumáticos de desastres naturais por exemplo, logo, no TEPT os sintomas centrais são relativos a intrusões e esquiva de lembranças associadas ao evento traumático, enquanto no transtorno de ansiedade de separação as preocupações e a esquiva estão relacionadas ao bem- estar das figuras de apego e a separação delas ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno de ansiedade de doença Os indivíduos com ansiedade de doença se preocupam com doenças especificas e ao diagnostico medico ↦Transtorno de ansiedade de separação vs luto O luto é relutância da morte e evocação de saudades de pessoas já falecidas ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno depressivo e bipolar Relutância em sair de casa é devido a baixa motivação para se envolver com o mundo externo. Entretanto, indivíduos com ansiedade de separação podem ficar deprimidos quando ocorre a indesejada separação ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno de oposição desafiante O transtorno de oposição desafiante deve ser considerado apenas quando existe comportamento de oposição persistente não relacionado a previsão ou ocorrência de separação de figuras de apego ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtornos psicóticos As experiências perceptuais incomuns que podem ocorrer no transtorno de ansiedade de separação estão em geral baseadas em uma percepção equivocada de um estimulo real, ocorrendo apenas a noite e é revertida pela figura de apego diferente das alucinações psicóticas ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno de personalidade dependente Preocupação persistente a proximidade e segurança das pessoas de apego, não são dependentes dela para outras tarefas ↦Transtorno de ansiedade de separação vs transtorno de personalidade bordeline O bordeline é caracterizado pelo medo do abandono das pessoas amadas, mas também há problemas na identidade, autodirecionamento, no funcionamento interpessoal e na impulsividade, enquanto não são centrais no transtorno de separação ➡Comorbidades ↦Em crianças é altamente comorbido ↦Comorbido a transtorno de ansiedade generalizada ↦Comorbido a fobia específica ↦Em adultos as comorbidades incluem; -Fobia especifica -Toc -Transtornosde personalidade -Depressão -Bipolar ➡Tratamento ↦Terapia comportamental ↦Raramente ansiolíticos como; -Fluoxetina ↦Crianças maiores que 8 anos/ 10mg/ 10-60mg/dia meia vida longa -Fluvoxamina ↦Crianças maiores de 8 anos/25mg/50-200mg/dia/ Para doses maiores que 50mg/dia, dividida em 2 doses/dia com a dose mais alta antes de dormir -Sertralina ↦Crianças maiores de 6 anos/ 25mg/ 25-200mg/dia ↦O tratamento do transtorno de ansiedade de separação é com terapia comportamental em que separações regulares são sistematicamente reforçadas. ↦Cenas de despedida devem ser breves, e a mãe deve ser treinada para reagir aos protestos habituais. ↦Auxiliar a criança a ligar-se a um adulto no ambiente escolar pode ajudar. ↦Em casos extremos, as crianças podem se beneficiar de um ansiolítico como um inibidor seletivo da recaptação de serotonina ↦Porem, o distúrbio da ansiedade de separação frequentemente afeta crianças pequenas com menos de 3 anos, e nesta faixa de idade a experiência com o uso destes fármacos é muito limitada. ↦Crianças tratadas com sucesso estão sujeitas a recaídas após feriados e intervalos escolares. Por este motivo, é prudente planejar separações regulares durante este período, o que ajudaria a criança a acostumar-se a ficar longe dos pais. ↦Os benzodiazepínicos são melhores para ansiedade aguda (p. ex., devido a um procedimento médico), mas não são preferidos para o tratamento a longo prazo. ↦Os benzodiazepínicos com meia-vida curta (p. ex., lorazepam, 0,05 mg/kg até o máximo de 2 mg em dose única) são a melhor escolha. ↦Descobriu-se que a buspirona é tolerada por pacientes pediátricos (6 a 17 anos) com transtorno de ansiedade generalizada, mas dois ensaios clínicos randomizados e controlados não demonstraram maior eficácia do que o placebo; esses estudos não conseguiram detectar efeitos pequenos. ↦A maioria das crianças tolera bem os ISRSs. ↦Ocasionalmente podem ocorrer mal-estar gástrico, diarreia, insônia ou perda ponderal. ↦Algumas crianças têm efeitos comportamentais adversos (p. ex., desinibição ou agitação); esses efeitos costumam ser leves a moderados. ↦Os pacientes geralmente respondem a um ajuste menor de doses ou a uma troca do fármaco. ↦Raramente, os efeitos comportamentais adversos (p. ex., agressividade, maior tendência a suicídio) são graves. ↦Os efeitos comportamentais adversos são idiossincráticos e podem surgir com qualquer antidepressivo e em qualquer momento do tratamento. ↦Como resultado, crianças e adolescentes que toma esses fármacos devem ser monitorados atentamente. MUTISMO SELETIVO ➡Anteriormente mutismo eletivo ➡313.23 ➡F94.0 (cid-10) ➡Especificador ↦Inicio precoce ↦Depois dos 3 anos de idade ➡Introdução ↦Desfuncionalidade ↦Falta de comunicação pela criança ↦Intencionalidade ↦Quadro de fobia social ou ansiedade ↦Não é mudo, fala ↦Frequenta escola na maioria dos casos ↦Estabelece contato falado somente com a professora na maioria dos casos ↦Rejeição por parte das outras crianças ↦Diferente de timidez ↦Pessoas com mutismo seletivo só conversam com pessoas do seu habito diário ↦Diagnostico DSMV e pela história e deve avaliar; -Sintomas -Comportamentos -Funções psíquicas -Traços de personalidade -Sinais físicos -Intensidade, duração e frequência ↦Tratamento tcc com a criança e familiares e em casos crônicos graves uso de ISRSs ➡Etiologia ambiental ↦Pais de crianças com mutismo seletivo são mais protetores e controladores que pais de crianças com tag ou outro transtorno ↦Situações traumáticas ↦Violências psicológicas e físicas ↦Afetividade negativa ↦Inibição comportamental ↦História parental de timidez ↦Isolamento ↦Ansiedade social ➡Etiologia genética/ fisiológica e temperamental ↦Devido a sobreposição entre mutismo seletivo e transtorno de ansiedade social, ambos têm fatores genéticos compartilhados ➡Sinais e sintomas que apoiam o diagnóstico ↦Timidez excessiva ↦Medo de constrangimento ↦Isolamento social ↦Retraimento social ↦Fracasso escolar, devido a critérios de habilidades sociais baixo ↦Não iniciam conversas ou respondem reciprocamente ↦Apego ↦Traços compulsivos ↦Negativismo ↦Ataques de birra ↦Comportamento opositor leve ↦Falam em casa, mas não falam em outros ambientes ou com parentes de segundo ↦Transtorno de comunicação associado ↦Presença de ansiedade ↦Sempre recebem outro diagnostico de transtorno de ansiedade acompanhado do mutismo ↦Intensa ansiedade social ↦Usam outros meios para se comunicar Ex.: grunhindo, apontando, escrevendo ↦Anseios em participar de atividades que não envolvem o ato de falar ➡Diagnóstico ↦Avaliação clínica ↦Características do DSMV ➡Diagnóstico DSM-V ↦A) ↦Fracasso persistente para falar em situações sociais especificas nas quais existe a expectativa para tal Ex.: na escola, mesmo falando em casa ↦B) ↦A perturbação interfere na realização educacional ou profissional ou na comunidade social ↦C) ↦A duração mínima da perturbação é um mês (não limitado ao primeiro mês de escola) ↦D) ↦O fracasso para falar não se deve a um desconhecimento ou desconforto com o idioma exigido pela situação social ↦E) ↦A perturbação não é mais bem explicada por um transtorno da comunicação, não ocorre mutismo seletivo durante o curso de transtorno do espectro autista, esquizofrenia ou outro transtorno psicótico ➡Epidemiologia ↦Transtorno relativamente raro ↦0,03% e 1% ↦Mais frequência em crianças menores ↦Não varia muito em gênero/raça ↦Crianças imigrantes podem ter recusa a falar por não saber bem o idioma, se encaixando no mutismo seletivo ➡Desenvolvimento e curso ↦Antes dos 5 anos de idade ↦A perturbação é notada após entrar no contexto escolar ↦A persistência do transtorno é variada ↦Quando pessoas recebem o diagnostico de mutismo seletivo e fobia social, as vezes o mutismo seletivo desaparece ficando apenas fobia social ➡Diagnóstico diferencial ↦Mutismo seletivo vs transtorno da comunicação A perturbações na fala nessas condições não está restrita a uma situação social especifica Ex.: gagueiras ↦Mutismo seletivo vs transtorno do neurodesenvolvimento/ esquizofrenia e outros transtornos psicóticos O mutismo seletivo deve ser diagnosticado apenas quando uma criança tem capacidade de falar bem estabelecida em algumas situações sociais Ex.: em casa ↦Mutismo seletivo vs transtorno de ansiedade social (fobia social) Muitas vezes tanto o mutismo quanto a ansiedade social estão ligadas logo o diagnostico de ambos deve ser dado ➡Comorbidades ↦Transtorno de ansiedade social ↦Transtorno de ansiedade de separação ↦Fobia especifica ↦Comportamentos de oposição (situações que requerem fala) ↦Retardos mentais ↦Transtornos de comunicação ➡Tratamento ↦Terapia comportamental ↦O mutismo seletivo deve ser tratado com enfoque na vida da criança. ↦É preciso conhecer o cotidiano para que as intervenções sejam eficazes. ↦Os especialistas procuram trabalhar com estratégias comportamentais. ↦Além disso, terapias individuais ou que abarquem toda a família. ↦Os terapeutas também utilizam meios que estimulem a comunicação. ↦Portanto, o profissional pode contar com outros especialistas para auxiliá-los na busca por um resultado eficaz para o desenvolvimento da criança. FOBIA ESPECÍFICA ➡300.29 ➡F40.218 (ANIMAL) ➡F40.228 (AMBIENTE NATURAL) ➡F40.230 (SANGUE) ➡F40.231 (INJEÇÕES E TRANSFUSÕES) ➡F40.232 (OUTROS CUIDADOS MÉDICOS) ➡F40.233 (FERIMENTOS) ➡F40.248 (*SITUACIONAIS*) ↦Situações, locais ➡F40.298 (OUTROS) ↦Fantasias, medo de ter alguma reação ↦Quando está presente mais de um estímulo fóbico, codificar todos os códigos da CID-10-MC que se aplicam (p. ex., para medo de cobras e de voar, F40.218 fobia específica, animal e F40.248 fobia específica, situacional). ➡Especificador ↦Inicio precoce ↦7 entre 11 anos ➡Introdução ↦Estímulo fóbico ↦Medos persistentes, irracionaise intensos de situações, circunstancias e objetos específicos como; -Agorafobia (locais) -Acrofobia (altura) -Amatofobia (poeira) -Astrofobia (trovoes e relâmpagos) -Aerofobia (voar) -Belonofobia (agulha, alfinetes) -Brontofobia (trovoes) -Claustrofobia -Eurofobia (genitais femininos) -Gefirofobia (atravessar pontes) -Hidrofobia (água) -Odontofobia (dentistas) -Flatusfobia (soltar flatos) -Fasmofobia (fantasmas) -Fobofobia (ter uma fobia) -Triscadeicafobia (associação ao numero 13) -Tripanofobia (injeções) -Zoofobia (animais) ↦Existem mais de 500 fobias existentes ↦Medo ↦Ansiedade ↦Esquiva ↦Desproporcional ao medo real ou risco real ↦Caso se exponha frente a tais medos específicos, forte ansiedade ↦Ansiedade pode gerar ataques de pânico ↦As pessoas reconhecem o medo irracional ↦As fobias são os transtornos de ansiedade mais comuns ↦Algumas fobias causam menos inconveniente que outras devido a falta de exposição ↦Outras fobias causam mais inconveniente que outras devido ao grau de exposição diário ↦Algumas fobias podem causar desmaios devido a reflexo vasovagal excessivo que produz bradicardia e hipotensão ortostática ➡Etiologia ambiental ↦Eventos traumáticos envolvendo estimulo fóbico ↦Relatos de outras pessoas ↦Após um ataque de pânico em um determinado local ou com o determinado objeto ↦Transmissão em demasia de tragédias envolvendo coisas ↦Superproteção dos pais ↦Separamentos parentais ↦Abuso físico e sexual ↦Encontros traumáticos com o estimulo fóbico ➡Etiologia genética e fisiológica ↦Neuroticismo ↦Inibição comportamental ↦De pai pra filho (tendência) mesma fobia ↦Situação que cause algum tipo de trauma não só provoca alterações estruturais no cérebro, como também promove mudanças genéticas no DNA ↦Amígdala ➡Sinais e sintomas que apoiam o diagnostico ↦Dependem do tipo de transtorno fóbico ↦Excitabilidade autonômica pela antecipação ou durante a exposição a um objeto ou situação fóbica ↦Resposta fisiológica a situação ou objeto temido varia ↦Excitabilidade aumentada do sistema nervoso simpático ↦Desmaios vasovagais ↦Aceleração do ritmo cardíaco ↦Queda na pressão arterial ↦Ansiedade na antecipação de exposição ao elemento fóbico ↦Ataques de choros, raiva, imobilidade, comportamento de agarrar (crianças) ↦Evitação ativa ↦Relutância ↦Consequências na qualidade de vida ➡Diagnostico ↦DSMV ↦Medo acentuado persistente >6 meses ou ansiedade do elemento fóbico ➡Diagnóstico DSMV ↦A) ↦Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou situação (em crianças o medo e ansiedade é expresso por choro, ataques de raiva e imobilidade) ↦B) ↦O objeto ou situação fóbica quase invariavelmente provoca uma resposta imediata de medo ou ansiedade ↦C) ↦O objeto ou situação fóbica é ativamente evitado ou suportado com intensa ansiedade ou sofrimento ↦D) ↦O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao perigo real imposto pelo objeto ou situação especifica e ao contexto sociocultural ↦E) ↦O medo, ansiedade ou esquiva é persistente, geralmente com duração mínima de seis meses ↦F) ↦O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas da vida do individuo ↦G) ↦A perturbação não é mais bem explicada pelos sintomas de outro transtorno mental, incluindo medo, ansiedade ou esquiva de situações associadas a sintomas do tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes. ↦Comum que tenham mais de uma fobia ↦Teme três ou mais objetos ou situações ↦Diagnostico de fobia especifica múltipla ➡Epidemiologia ↦75% temem mais de uma situação ou objeto ↦13% das mulheres ↦4% dos homens ↦Afetam 12,5% de americanos ↦5% em crianças ↦16% em jovens 13 a 17 anos ↦3 a 5% em idosos ↦Período de 12 meses ↦Medo de sangue, injeções e agulhas afetam 5% da população ↦Varia com as regiões que o individuo se apresenta ↦Probabilidade de 60% de risco de suicídio ↦Aumentam quando associado a transtornos de personalidade ➡Desenvolvimento e curso ↦Inicio na infância ↦Antes dos 10 anos fobias especificas ↦Fobia especifica situacional depois dos 10 anos ↦Fobias especificas na idade infantil tende a ter remissões e recidivas durante o mesmo período ↦Fobias que persistem até a idade adulta não tem remissões ↦Deve-se avaliar a questão do medo em crianças, e se a ansiedade, esquiva e medo não faz parte apenas do estagio do desenvolvimento, pois assim o diagnostico não é aplicado ↦É evidente em pessoas idosas ↦A fobia especifica tende vir acompanhada como comorbidade de alguma doença já existente ➡Diagnostico diferencial ↦Fobia específica vs agorafobia Se um individuo teme apenas uma das situações agorafobicas o diagnostico é fobia especifica situacional Apenas medo de avião, elevadores, quartos= fobia especifica situacional Medo de avião, elevadores e está em multidões= agorafobia Se a situações são temidas por outras razoes como ser morto em uma multidão ou se cortar dentro de um avião= fobia especifica ↦Fobia específica vs fobia social Medo de ser avaliado negativamente apenas= fobia social ↦Fobia específica vs transtorno de ansiedade de separação Situação temida for a separação dos pais é ansiedade de separação ↦Fobia específica vs transtorno do pânico Se os ataques de pânico forem presentes apenas diante as situações de medo do estimulo fóbico será= fobia especifica ou situacional de determinado estimulo fóbico, se já experimentou ataques de pânico inesperado ou recorrentes não deve ser fobia especifica ↦Fobia específica vs toc Se o medo ou ansiedade primaria de um individuo é de um objeto ou situação como resultado de obsessões e se outros critérios diagnósticos para o toc são satisfeitos, então não deve receber diagnostico de fobia especifica ↦Fobia específica vs trauma e estresse Se a fobia só se desenvolve após um evento traumático o diagnostico será TEPT Os eventos traumáticos podem preceder o inicio de TEPT e a fobia especifica Se os critérios de TEPT não forem satisfeitos se encaixa fobia especifica ↦Fobia específica vs transtornos alimentares O diagnóstico de fobia específica não é dado se o comportamento de esquiva está limitado exclusivamente à esquiva de alimentos e estímulos relacionados a alimentos, em cujo caso um diagnóstico de anorexia nervosa ou bulimia deveria ser considerado. ↦Fobia específica vs transtorno do espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos Quando o medo e a esquiva são devido a pensamentos delirante um diagnostico de fobia especifica não é justificado ➡Comorbidades ↦Raramente vista em contextos clínicos na ausência de outra patologia ↦Associado a uma variedade de outros transtornos, especialmente depressão em adultos mais velho ↦A fobia especifica costuma ser o primeiro transtorno a se desenvolver ↦Risco aumentado de desenvolvimento de outros transtornos, incluindo os demais transtornos de ansiedade, depressivo e bipolar, os transtornos relacionados a substancias, sintomas somáticos e relacionados e transtorno de personalidade ➡Tratamento ↦Terapia de exposição ↦Benzodiazepínicos ou betabloqueadores ↦O prognóstico das fobias específicas não tratadas varia porque certas situações ou objetos incomuns (p. ex., cobras ou cavernas) são fáceis de evitar, ao passo que outras situações ou objetos (p. ex., pontes ou temporais) são comuns e difíceis de evitar. ↦Terapia de exposição (dessensibilização sistemática) Prescreve tarefas de exposição, os pacientes procuram, confrontam e mantêm-se em contato com o que temem e evitam até que a ansiedade gradualmente diminua por processo chamado habituação. Como a maioria dos pacientes sabe que seus medos são excessivos, embaraçosos e incapacitantes, geralmente estão dispostos a participar dessa terapia, isto é, evitar a esquiva. Iniciam por uma exposição moderada (p. ex., os pacientes são convidados a seaproximarem do objeto temido, mas a uma distância segura). Se os pacientes descreverem aceleração da frequência cardíaca ou falta de ar em certas situações quando encontram o objeto ou a situação temida, é possível ensiná-los a responder com respiração lenta e controlada ou outros métodos que promovam o relaxamento eles podem ser solicitados a observar quando a frequência cardíaca acelerou e a falta de ar começou e quando essas respostas voltaram ao nível normal. Quando os pacientes se sentem confortáveis em um nível de exposição, o nível de exposição é aumentado (p. ex., tocar o objeto temido). Os terapeutas continuam a aumentar o nível de exposição até que os pacientes consigam tolerar a interação normal com a situação ou o objeto A exposição pode aumentar tão rapidamente quanto os pacientes a toleram; às vezes são necessárias apenas algumas sessões. A terapia de exposição ajuda > 90% dos pacientes que a realizam com afinco, sendo quase sempre o único tratamento necessário para fobias específicas. ↦Fármacos O tratamento de curto prazo com benzodiazepínicos (p. ex., lorazepam 0,5 a 1,0 mg por via oral) ou betabloqueadores (o propranolol costuma ser preferido — 10 a 40 mg por via oral), idealmente cerca de 1 a 2 h antes da exposição, é ocasionalmente útil quando a exposição a um objeto ou a uma situação não pode ser evitada (p. ex., quando uma pessoa com fobia de voar tem que voar sem aviso prévio) ou quando a terapia de exposição não é aceita ou não teve sucesso. FOBIA SOCIAL ➡300.23 ➡F40.10 (CID-10) ➡Especificador ↦13 anos (média) ↦8 a 15 anos (relatos e amostras) ➡Introdução ↦Ansiedade social ↦Medo ↦Ansiedade ↦Nervosismo ↦Combo de medo e ansiedade de se expor a certas situações sociais ou de desempenho ↦Tais situações são evitadas ou enfrentadas com ansiedade substancial ↦Esquiva fóbica ↦Medo e ansiedade desproporcional a ameaça real ↦Sentimentos de vergonha e humilhação são comuns ↦Receio de ser julgado negativamente em publico pelas suas palavras e atitudes ↦Preocupação acerca que a ansiedade se torne aparente por meio de sudorese, rubores, vômitos e tremores ↦A mesma atividade realizada sozinha não causa ansiedade ↦Varias situações são gatilhos ↦Falar em publico ↦Atuar em uma performance teatral ou tocar instrumento musical ↦Conhecer novas pessoas ↦Comer na frente de outras pessoas ↦Usar banheiros públicos ↦A maioria das pessoas reconhecem seus medos e que eles são irracionais e excessivos ↦Casos leves, graves e moderados ↦Ansiedade em certos momentos específicos (ansiedade social circunscrita) ↦A evolução de casos leves para grave se dá gradualmente (ansiedade social generalizada) e a pessoa passa a evitar também situações que favorecem o contato interpessoal ↦Fobia Vs Timidez ↦Todos seres humanos são poucos tímidos, ansiosos e inseguros em certos ambientes desconhecidos e na frente de estranhos ↦Grau de timidez varia de pessoa para pessoa e de situação para situação ↦Quando não causa problemas funcionais ↦A linha tênue entre fobia e timidez pode dificultar o diagnostico ↦A timidez não trará tantos prejuízos funcionais, sociais e profissionais ↦O paciente com fobia social não se comunica muito, nem mesmo com as pessoas próximas, se isola de qualquer contato intimo humano, se mostra tímido com relação a atitudes simples realizadas em publico. ↦Pessoas com personalidade com traços de timidez tem mais probabilidade em desenvolver fobia social ➡Etiologia ambiental ↦Espelho dos pais, basicamente aprendem vendo comportamentos dos pais ↦Maus-tratos na infância ↦Meio repressivo ou sem afeto ↦Crianças que sofrem bullying ↦Assédios morais e sexuais ↦Adversidade psicossocial na infância ↦Influencia do meio onde vivem ↦Traumas e experiências negativas ↦Imigrações ➡Etiologia genética e fisiológica ↦30% das causas derivam de genes ↦gene-ambiente ↦Parentes de primeiro grau tem 2 a 3 vezes maior de ter o transtorno ↦Hiperfuncionamento da amigdala no condicionamento do medo ↦Inibição comportamental ↦Neuroticismo ➡Sinais e sintomas que apoiam o diagnostico ↦Sensibilidade aguçada para se sentirem humilhados ou rejeitados em contextos interpessoais ↦Recusa de interações com outras crianças da mesma idade ↦Queixas de problemas somáticos antes de frequentar devidos locais ↦Crises de pânico antecedendo eventos ↦Manifestações corporais (hiperatividade autonômica) (hiperatividade do sistema nervoso), ansiedade, taquicardia, sudorese, falta de ar, mãos geladas e tremulas, ondas de calor ↦Pensamentos e avaliações negativas ↦Desvio de atenção e memoria para momentos ruins de uma determinada ocasião ↦Inadequadamente assertivos ↦Submissos ↦Postura corporal muito rígida ↦Contato visual inadequado ↦Voz suave ↦Tímidos e retraídos ↦Em crianças quadros de birra ↦Medos em geral de interação como ser envergonhado, demonstrar estar nervoso e ansioso ↦Receios em passar por constrangimentos e ser colocado em pauta de conversa ↦Saem da casa dos pais mais tarde ↦Retardam compromissos como casamentos, paternidades ↦Automedicações ↦Uso de álcool antes de ir para eventos ↦Parurese (homens) ↦Evasão escolar ↦Singularidade na vida sem filhos e solteiros ↦Pouco lazer em ar livre ↦Desemprego ➡Diagnóstico ↦Para atender os critérios do DSM-5 para o diagnóstico, os pacientes devem ter; ↦Medo acentuado e persistente (≥ 6 meses) ou ansiedade em uma ou mais situações sociais em que podem ser julgadas por outras pessoas. ↦O medo deve envolver uma avaliação negativa por outras pessoas (p. ex., de que os pacientes serão humilhados, envergonhados ou rejeitados ou ofenderão outros). ↦Além disso, todos os seguintes devem estar presentes: ↦As mesmas situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade. ↦Pacientes evitam ativamente a situação. ↦O medo ou a ansiedade é desproporcional à ameaça real (levando em conta as normas socioculturais). ↦O medo, a ansiedade e/ou esquiva causam sofrimento significativo ou prejudicam muito o funcionamento social ou ocupacional. ➡Diagnóstico DSMV ↦A) ↦Medo ou ansiedade acentuados acerca de uma ou mais situações sociais em que o individuo é exposto a possível avaliação por outras pessoas, interações sociais, ser observado e situações que desempenha diante de terceiros ↦Em crianças a ansiedade deve ocorrer com seus semelhantes além dos adultos ↦B) ↦O individuo teme agir de forma a demonstrar sintomas de ansiedade que serão avaliados negativamente ↦C) ↦As situações sociais quase sempre provocam medo ou ansiedade ↦Em crianças essa ansiedade ou medo pode ser demonstrada através das birras e ataques, imobilidades e encolhendo-se também são comuns ↦D) ↦As situações sociais são evitadas ou suportadas com intenso medo ou ansiedade ↦E) ↦O medo ou ansiedade é desproporcional a ameaça real, apresentada pela situação social e o contexto sociocultural ↦F) ↦o medo, ansiedade ou esquiva é persistente durando mais de seis meses ↦G) ↦O medo, ansiedade ou esquiva causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em áreas importantes ↦H) ↦O medo, ansiedade ou esquiva não é consequência dos efeitos fisiológicos de uma substância ↦I) ↦O medo, ansiedade ou esquiva não é mais bem explicado pelos sintomas de outro transtorno men- tal, como transtorno de pânico, transtorno dismórfico corporal ou transtorno do espectro autista. ↦J) ↦Se outra condição médica está presente, o medo, ansiedade ou esquiva é claramente não relacionado ou é excessivo. NOTA: ↦Os indivíduos com transtorno de ansiedade social do tipo somente desempenho (se o medo está restrito à fala ou ao desempenhar em público) têm preocupações com desempenho que são geralmente mais prejudiciais em sua vida profissional. Os indivíduos com transtorno de ansiedade social somente desempenho não temem ou evitam situações sociais que não envolvam o desempenho.➡Epidemiologia ↦Afeta 9% das mulheres e 7% dos homens durante 12 meses ↦13% ao longo da vida ↦Sexo feminino do que masculino ↦Discrepância maior de gênero em adolescentes e jovens adultos ↦Síndrome de taijin kyofusho na Coreia e no Japão é parecida com a fobia social e satisfaz os critérios diagnósticos para o transtorno ↦A síndrome oriental também pode satisfazer diagnósticos como dismórfico corporal ou transtorno delirante ↦Varia de cultura as representações (outros países) ↦No sexo feminino as comorbidades são mais medos, transtornos depressivos, bipolar ↦No sexo masculino as comorbidades são em relação a encontros, transtorno opositor desafiante e parurese ↦30% remissão completa dos sintomas em 1 ano ↦50% remissão em poucos anos ↦60% (sem tratamento) é crônico ➡Curso e desenvolvimento ↦Inibição social ↦Timidez ↦Princípio da infância ↦Insidioso ↦Inicio na idade adulta é raro, porem provável ↦O curso pode se manter crônico/leve ou moderado até a idade adulta ↦Pode haver remissão quando o individuo com o transtorno se casa e pode haver recaídas quando ocorra o divorcio ↦Adolescentes possui mais padrão de esquivas e medos ↦Idosos apresentam ansiedade social em níveis relativamente baixos ↦Devido ao declínio no sistema sensorial dos idosos e no sistema fisiológico a ansiedade social atuara sobre esses medos de incontinências e gafes ↦O diagnóstico em idosos é mais complexo e desafiador ↦Insight limitado ➡Diagnóstico diferencial ↦Fobia social vs timidez normal Se a timidez causa impacto na vida do individuo em várias áreas o diagnostico de ansiedade social será dado ↦Fobia social vs agorafobia Indivíduos com fobia social deixados em ambientes ditos agorafóbicos não apresentam sintomas da agorafobia, logo o diagnostico de agorafobia não é dado ↦Fobia social vs transtorno de pânico Individuos com fobia social podem ter ataques de pânico, entretanto não significam que tenham o transtorno, pois o medo do transtorno está relacionado com o julgamento alheio ↦Fobia social vs TAG Preocupações excessivas acerca da qualidade do desempenho social e não social são características sintomáticas da TAG, na fobia social as preocupações focam no desempenho social e na avaliação dos demais ↦Fobia social vs transtorno de ansiedade de separação Crianças com fobia social geralmente ficam desconfortáveis ate na presença das figuras de apego, logo o diagnostico quando isso ocorre o diagnostico de ansiedade de separação não pode ser dado ↦Fobia social vs fobias especificas Indivíduos com fobia especifica podem ter medo de constrangimentos ou humilhações, mas geralmente não tem medo de avaliações negativas em outras situações ↦Fobia social vs mutismo seletivo Os indivíduos com mutismo seletivo podem fracassar em falar devido ao medo de avaliação negativa, mas não têm medo de avaliação negativa em outras situações sociais em que não seja exigido falar ↦Fobia social vs transtorno depressivo maior Os indivíduos com transtorno depressivo maior podem se preocupar em serem avaliados negativamente pelos outros porque acham que são maus ou não merecedores de que gostem deles. Em contraste, aqueles com transtorno de ansiedade social preocupam-se em serem avaliados negativamente devido a certos comportamentos sociais ou sintomas físicos. ↦Fobia social vs transtorno dismórfico corporal Os indivíduos com transtorno dismórfico corporal preocupam-se com a percepção de um ou mais defeitos ou falhas em sua aparência física, essa preocupação frequentemente causa ansiedade social e esquiva. Se seus medos e a esquiva social são causados apenas por suas crenças sobre sua aparência, um diagnóstico separado de transtorno de ansiedade social não se justifica. ↦Fobia social vs transtorno delirante Os indivíduos com transtorno delirante podem ter delírios e alucinações não bizarros relacionados ao tema delirante que foca em ser rejeitado por ou em ofender os outros. Embora a extensão do insight das crenças acerca das situações sociais possa variar, muitos indivíduos com transtorno de ansiedade social têm bom insight de que suas crenças são desproporcionais à ameaça real apresentada pela situação social. ↦Fobia social vs autismo Os indivíduos com transtorno de ansiedade social geralmente têm relações sociais adequadas à idade e capacidade de comunicação, há prejuízo nessas áreas quando inicialmente interagem com pessoas ou adultos estranhos. ↦Fobia social vs transtorno de personalidade evitativa Os indivíduos com esse transtorno têm um padrão mais amplo de esquiva do que aqueles com transtorno de ansiedade social. No entanto, o transtorno de ansiedade social é geralmente mais comórbido com o transtorno da personalidade evitativa do que com outros transtornos da personalidade, e o transtorno da personalidade evitativa é mais comórbido com o transtorno de ansiedade social do que com outros transtornos de ansiedade. ↦Fobia social vs transtornos alimentares É importante determinar se o medo de avaliação negativa acerca dos sintomas ou comportamentos do transtorno alimentar não é a única fonte de ansiedade social antes de estabelecer um diagnostico de transtorno de ansiedade social ↦Fobia social vs TOC O transtorno obsessivo-compulsivo pode estar associado a ansiedade social, mas o diagnóstico adicional de transtorno de ansiedade social é usado apenas quando os medos sociais e a esquiva são independentes dos focos das obsessões e compulsões. ↦Fobia social vs outras condições medicas Outras condições podem produzir sintomas constrangedores. Quando o medo de avaliação negativa devido a outra condição medica é excessivo, um diagnostico de transtorno de ansiedade social deve ser considerado ↦Fobia social vs transtorno de oposição desafiante A recusa em falar devido à oposição a figuras de autoridade deve ser diferenciada do fracasso em falar devido ao medo de avaliação negativa. ➡Comorbidades ↦Frequentemente comorbido ↦Associado a transtornos de ansiedade ↦Transtorno depressivo maior devido ao isolamento social ↦Transtorno por uso de substancias devido a automedicação ↦Precede algumas comorbidades associadas em exceção a fobias especificas e separação ↦Transtorno bipolar ↦Transtorno dismórfico corporal ↦Comorbido com transtorno de personalidade exceto em desempenho ↦Autismo e mutismo (crianças) ➡Tratamento ↦Terapia cognitivo-comportamental ↦Às vezes, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS) ↦A fobia social é quase sempre crônica e o tratamento é necessário. ↦A terapia cognitivo-comportamental é eficaz para tratar a fobia social. ↦A TCC ensina os pacientes a reconhecer e controlar seus pensamentos distorcidos e suas convicções falsas, assim como os instrui sobre a terapia de exposição (exposição controlada à situação que provoca ansiedade). ↦ISRSs e benzodiazepínicos são eficazes para fobia social, embora os benzodiazepínicos possam causar dependência física e também possam prejudicar o pensamento e a memória, faculdades necessárias para o sucesso da terapia cognitivo-comportamental. ↦Betabloqueadores podem ser usados para reduzir a frequência cardíaca, os tremores e a sudorese experimentados pelos pacientes que estão angustiados ao se apresentarem em público, mas esses fármacos não diminuem a ansiedade. ↦Os medicamentos mais utilizados para o tratamento são: -Alenthus XR -Assert -Clopam -Cloxazolam -Cinarizina -Efexor XR -Exodus -Clonazepam -Escitalopram -Lexapro -Paroxetina -Rivotril -Sertralina TRANSTORNO DE PÂNICO ➡300.01 ➡F41.0 (CID-10) ➡Especificador ↦Primeira crise costuma acontecer na adolescência ou no começo da idade adulta ↦20 a 24 anos ↦Sem motivo ➡Introdução ↦Ansiedade paroxística episódica ↦Síndrome do pânico refere-se ao conjunto de sintomas que formam o quadro que varia de apresentar pelo menos cinco sintomas do total ↦Síndrome poucos sintomas, mas apresenta ↦Transtornotodos os apontados ↦É a ocorrência de ataques de pânico repetidos ↦Crises repentinas de ansiedade aguda ↦Medos sobre futuros ataques após um inesperado completo ↦Mudanças comportamentais para evitar futuros ataques ↦Esquiva ativa ↦Ataques de pânico são abruptos ↦Os ataques de pânico podem ocorrer em qualquer transtorno ↦Possuem ataques esperados e inesperados (os esperados configuram de outros transtornos) ↦Existem também ataques de pânico noturno ↦Os ataques são acompanhados de sintomas somáticos e cognitivos ↦Curta duração ↦Sensações físicas e mentais desesperadoras ↦Frequências variam ↦Associada muito a agorafobia ↦A ansiedade de separação na infância, especialmente quando grave, pode preceder o desenvolvimento posterior de transtorno de pânico ↦Podem confundir o transtorno e os ataques com outras condições medicas ↦A gravidade varia com o numero de sintomas apresentados ➡Etiologia ambiental ↦Abuso sexual ↦Abuso físico ↦Gatilhos estressores ↦Experiências negativas ↦Crises financeiras ↦Assaltos, sequestros ➡Etiologia genética e fisiológica ↦Uso de medicamentos (anfetaminas) ↦Fumar ↦Neuroticismo ↦Sensibilidade a ansiedade ↦Sensibilidade ao medo ↦Períodos de medo ↦Genética envolvida ↦Múltiplos genes ↦Gene catecol-O-metiltransferase (COMT) (F) ↦Alteração no cromossomo 15 região DUP25 ↦Amígdala ↦Parentes de 1 grau, de pai para filho ↦Asma e outros distúrbios respiratórios ↦Flutuações hormonais ↦Período fértil ↦Lactato de sódio ↦Cafeína ↦Isoproterenol ↦Ioimbina ↦Dióxido de carbono ↦Colecistoquinina ➡Sinais e sintomas que apoiam o diagnóstico ↦Inicio súbito de medo ou desconforto forte e intenso ↦Acompanha 4 dos 13 sintomas que são; 1-Palpitações, coração acelerado, taquicardia. 2-Sudorese. 3-Tremores ou abalos. 4-Sensações de falta de ar ou sufocamento. 5-Sensações de asfixia. 6-Dor ou desconforto torácico. 7-Náusea ou desconforto abdominal. 8-Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio. 9-Calafrios ou ondas de calor. 10-Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento). 11-Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo). 12-Medo de perder o controle ou “enlouquecer”. 13-Medo de morrer. ↦Os sintomas atingem o pico em 10 minutos e se dissipam rapidamente ↦Ansiedade antecipatória ↦Evitação ativa ↦Esquiva ↦Cansaço pós crise ↦Catastrofização ↦Intolerantes a efeitos colaterais ↦Evasão escolar ↦Desemprego ↦Visitas cotidianas ao médico ➡Diagnóstico ↦O transtorno de pânico é diagnosticado depois que distúrbios físicos que podem mimetizar ansiedade são descartados e quando os sintomas preenchem os critérios estipulados no DSM-5. ↦Os pacientes devem ter ataques de pânico recorrentes (moderadamente frequente por semanas, durante meses pequenos surtos, separados por semanas, meses sem ataques, ou dois ataques por mês, ou até mesmo anos sem ataques de um para outro) em que ≥ 1 ataque foi seguido de um ou ambos dos seguintes por ≥ 1 mês: -Preocupação persistente sobre ter ataques de pânico adicionais ou preocupações com suas consequências (p. ex., perda de controle, enlouquecer) -Resposta comportamental desadaptativa aos ataques de pânico (p. ex., evitar atividades comuns como exercício físico ou situações sociais para tentar prevenir novos ataques) ↦A presença de ataques de pânico esperado não exclui o diagnostico ↦É necessário a presença de mais de um ataque de pânico completo, inesperado para o diagnostico ➡Diagnóstico DSMV ↦A) ↦Ataques de pânico recorrentes e inesperados, abruptos de medo intenso e desconforto que deve apresentar quatro ou mais sintomas, que são; 1-Palpitações, coração acelerado, taquicardia. 2-Sudorese. 3-Tremores ou abalos. 4-Sensações de falta de ar ou sufocamento. 5-Sensações de asfixia. 6-Dor ou desconforto torácico. 7-Náusea ou desconforto abdominal. 8-Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio. 9-Calafrios ou ondas de calor. 10-Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento). 11-Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo). 12-Medo de perder o controle ou “enlouquecer”. 13-Medo de morrer. Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura ex.: -Tinido -Dor na nuca -Cefaleia -Gritos -Choro incontrolável Esses sintomas não devem contar como um dos quatro sintomas exigidos ↦B) ↦Pelo menos um dos ataques foi seguido de um mês ou mais de uma ou de ambas as seguintes características: 1-Apreensão ou preocupação persistente acerca de ataques de pânico adicionais ou sobre suas consequências (p. ex., perder o controle, ter um ataque cardíaco, “enlouquecer”). 2-Uma mudança desadaptativa significativa no comportamento relacionada aos ataques (p. ex., comportamentos que têm por finalidade evitar ter ataques de pânico, como a esquiva de exercícios ou situações desconhecidas). ↦C) ↦A perturbação não é consequência dos efeitos psicológicos de uma substancia ou de outra condição médica ↦D) ↦A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental. ➡Epidemiologia ↦Muito comum ↦11% da população em 1 ano (ataques) ↦2 a 3% durante um período de 12 meses (transtorno) ↦2x mais mulheres ↦71% mulheres ↦29% homens ↦37% buscam ajuda ↦3% de brasileiros em 12 meses ↦Cada ataque 5 a 10 minutos ↦0,4% em crianças ↦0,7% em idosos ↦Representações e como o transtorno vai se apresentar varia de cultura para cultura ↦Os ataques podem ser esperados em determinadas regiões como os vietnamitas em ambientes ventosos ↦O transtorno de pânico se parece com outros transtornos populares em outras regiões como ataques de nervos, perda da alma entre outros. ↦O ataque de nervos satisfaz o diagnostico de transtorno do pânico ↦Tentativas de suicídio e idealizações ➡Desenvolvimento e curso ↦Raro na infância, mas não incomum ↦Raro após 45 anos de idade e incomum ↦Pode ser crônico com oscilações ↦Apenas uma minoria tem remissão completa sem recaídas ↦Na infância pode haver períodos de medo ↦É bastante comorbido ↦Adolescentes podem ser menos preocupados com os possíveis prejuízos dos ataques ↦Os idosos possuem baixa resposta do sistema nervoso autônomo ↦Idosos possuem sensações de pânico, hibrido de sintomas do pânico com tag ↦Idosos possuem certa resistência em passar insights corretos ➡Diagnóstico diferencial ↦Transtorno de pânico vs transtorno de ansiedade especificado e não especificado Caso tiver sintomas de pânico inesperados e incompletos, um diagnóstico de outro transtorno de ansiedade especificado ou transtorno de ansiedade não especificado deve ser considerado. ↦Transtorno de pânico vs transtorno de ansiedade devido a outra condição médica O transtorno de pânico não é diagnosticado se os ataques de pânico são considerados consequência fisiológica direta de outra condição médica Condições médicas que podem causar ataques de pânico incluem; hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, feocromocitoma, disfunções vestibulares, transtornos convulsivos e condições cardiopulmonares ↦Transtorno de pânico vs transtorno de ansiedade induzido por substancia/medicamentos O transtorno de pânico não é diagnosticado se os ataques forem considerados consequência fisiológica direta de uma substância. Intoxicação por estimulantes do sistema nervoso central ou Cannabis e abstinência de depressores do sistema nervoso central podem precipitar um ataque de pânico. Entretanto, se os ataques continuam a ocorrer fora do contexto do uso da substância um diagnóstico de transtorno de pânico deve ser considerado ↦Transtorno de pânico vs outros transtornos de ansiedade e transtornos psicóticos Os ataques de pânico que ocorrem como sintoma de outros transtornos de ansiedade são esperados e, assim, não satisfariam os critérios para transtorno de pânico Se os ataques depânico ocorrem apenas em resposta a desencadeantes específicos, então somente o transtorno de ansiedade relevante é diagnosticado. No entanto, se o indivíduo também experimenta ataques de pânico inesperados e apresenta apreensão e preocupação persistentes ou mudança comportamental devido aos ataques, então um diagnóstico adicional de transtorno de pânico deve ser considerado. ↦Transtorno de pânico vs ataque cardíaco No ataque cardíaco, a pessoa geralmente sente uma dor opressiva na região do tórax que pode irradiar para mandíbula, ombros ou braços (mais frequentemente, do lado esquerdo), além de ardor no peito que pode ser confundido com azia. Já no ataque de pânico, as dores podem se espalhar pelo tórax e pescoço, mas não provocam a sensação de pressão. Além disso, o paciente sente um desespero muito grande, tem medo de morrer e a visão da realidade distorcida, não conseguindo diferenciar o que é ou não real. Também pode haver sinais como sensação se sufocamento, tontura ou vertigem e ondas de calor e calafrios, menos frequentes em caso de infarto. ➡Comorbidades ↦Raramente ocorre sem comorbidades ↦Agorafobia ↦Depressao maior ↦Transtorno bipolar ↦Transtorno por uso de álcool ↦O transtorno pode percedir ou vir depois associado ↦Associado também há inúmeras condições medicas sintomatológicas ➡Tratamento ↦Frequentemente, antidepressivos, benzodiazepínicos ou ambos ↦Quase sempre, medidas psicoterapêuticas (p. ex., terapia de exposição e/ou terapia cognitivo- comportamental) ↦Algumas pessoas se recuperam sem tratamento, particularmente, quando continuam a confrontar as situações nas quais os ataques de pânico ocorreram. ↦Para outras, sobretudo sem tratamento, o transtorno de pânico segue um curso crônico e flutuante. ↦Os pacientes devem ser avisados de que o tratamento geralmente ajuda a controlar os sintomas. Se comportamentos de esquiva não se desenvolveram, tranquilização, educação sobre ansiedade e encorajamento para continuar a retornar e a permanecer em lugares em que os ataques de pânico ocorreram podem ser tudo o que é necessário. ↦Em transtorno de longa duração que envolva ataques frequentes e comportamentos de esquiva, o tratamento provavelmente exigirá tratamento medicamentoso combinado com psicoterapia mais intensiva. ↦Terapia medicamentosa Muitos fármacos podem evitar ou reduzir bastante a ansiedade antecipatória, a esquiva fóbica e o número e a intensidade dos ataques de pânico: ↦Antidepressivos As diferentes classes, inibidores seletivos da recaptação da serotonina, inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSs), moduladores da serotonina, tricíclicos (TCAs) e inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), têm eficácia semelhante, Entretanto, ISRSs e IRSNs têm a vantagem potencial de provocar menos efeitos colaterais em comparação com outros antidepressivos. ↦Benzodiazepínicos Esses ansiolíticos agem mais rapidamente do que os antidepressivos, mas têm maior probabilidade de causar dependência física e alguns efeitos adversos como sonolência, ataxia e problemas de memória. Para alguns pacientes, o uso a longo prazo de benzodiazepínicos é o único tratamento eficaz. ↦Antidepressivos com benzodiazepínicos Esses fármacos são, às vezes, utilizados inicialmente em combinação; o benzodiazepínico é retirado lentamente após o antidepressivo tornar-se eficaz (embora alguns pacientes só respondam ao tratamento de combinação). Os ataques de pânico costumam recorrer quando os fármacos são suspensos. ↦Psicoterapia Diferentes formas de psicoterapia são eficazes; 1-Terapia de exposição Na qual o paciente confronta o que teme, ajuda a diminuir o medo e as complicações ocasionadas pela esquiva apreensiva. Por exemplo, pacientes que temem desmaiar são solicitados a rodar em uma cadeira ou a hiperventilar até que se sintam tontos ou como se fossem desmaiar, aprendendo assim que não desmaiarão durante uma crise. 2-terapia cognitivo-comportamental Inclui ensinar os pacientes a reconhecerem e controlarem seus pensamentos distorcidos, crenças falsas e a modificar seu comportamento de modo que seja mais adaptativo. Por exemplo, se pacientes descrevem aceleração da frequência cardíaca ou falta de ar em certas situações ou lugares e temem ter ataque cardíaco, são ensinados o seguinte: -Não evitar essas situações Entender que suas preocupações são infundadas -Responder, ao contrário, com respiração lenta e controlada ou outros métodos que promovam relaxamento ↦Tratamento dura de 6 meses a 1 ano ATAQUE DE PÂNICO ➡Não é um transtorno ➡É um especificador ➡Acontece em qualquer outro transtorno e situação ➡Sempre que ocorrer um ataque especificar junto com o transtorno ➡É um surto abrupto que dura alguns minutos ➡De um estado calmo para um ansioso ➡Recorrentes e inesperados, abruptos de medo intenso e desconforto que deve apresentar quatro ou mais sintomas, que são; 1-Palpitações, coração acelerado, taquicardia. 2-Sudorese. 3-Tremores ou abalos. 4-Sensações de falta de ar ou sufocamento. 5-Sensações de asfixia. 6-Dor ou desconforto torácico. 7-Náusea ou desconforto abdominal. 8-Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio. 9-Calafrios ou ondas de calor. 10-Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento). 11-Desrealização (sensações de irrealidade) ou despersonalização (sensação de estar distanciado de si mesmo). 12-Medo de perder o controle ou “enlouquecer”. 13-Medo de morrer. Nota: Podem ser vistos sintomas específicos da cultura ex.: -Tinido -Dor na nuca -Cefaleia -Gritos -Choro incontrolável Esses sintomas não devem contar como um dos quatro sintomas exigidos ➡Um ataque de pânico é diferenciado de ansiedade persistente por seu tempo até o pico de intensidade, que ocorre em minutos; sua natureza distinta; e sua gravidade geralmente maior. ➡Os ataques que satisfazem todos os outros critérios, mas têm menos de quatro sintomas físicos e cognitivos, são denominados ataques com sintomas limitados. ➡Existem dois tipos característicos de ataques de pânico: esperado e inesperado. ➡Os ataques de pânico esperados são ataques para os quais existe um sinal ou desencadeante óbvio, como as situações em que eles geralmente ocorreram. ➡Os ataques de pânico inesperados são aqueles para os quais não há gatilho ou desencadeante óbvio no momento da ocorrência ➡Um tipo de ataque de pânico inesperado é o ataque de pânico noturno o qual difere de entrar em pânico depois de estar completamente acordado. ➡As interpretações culturais podem influenciar a determinação como esperado ou inesperado ➡Os ataques de pânico podem ocorrer no contexto de um transtorno mental e de algumas condições médicas com a maioria nunca satisfazendo os critérios para transtorno de pânico. São necessários ataques de pânico inesperados recorrentes para um diagnóstico de transtorno de pânico. ➡Os ataques de pânico estão relacionados a uma taxa mais alta de tentativas de suicídio e ideação suicida, mesmo quando as comorbidades e outros fatores de risco de suicídio são levados em conta. ➡É provável que o curso dos ataques seja influenciado pelo curso de transtornos mentais e eventos estressantes na vida que ocorrem concomitantemente ➡Os ataques de pânico são incomuns, e os ataques de pânico inesperados são raros em pré-adolescentes ➡Registros fisiológicos de ataques de pânico de ocorrência natural em indivíduos com transtorno de pânico indicam surtos abruptos de excitação, habitualmente se manifestando como aumento na frequência cardíaca, que atingem um pico em minutos e cedem também em minutos, e, para uma proporção desses indivíduos, o ataque de pânico pode ser precedido por instabilidades cardiorrespiratórias. ➡Os ataques de pânico não devem ser diagnosticados se os episódios não envolvem a característica essencial de um surto abrupto de intenso medo ou desconforto, e sim outros estados emocionais(p. ex., raiva, tristeza). ➡Ataques de pânico inesperados repetidos são necessários, mas não suficientes, para o diagnóstico de transtorno de pânico ➡Os ataques de pânico estão associados à probabilidade aumentada de vários transtornos mentais comórbidos, incluindo transtornos de ansiedade, transtornos depressivos, transtornos bipolares, transtornos do controle dos impulsos e transtornos por uso de substâncias AGORAFOBIA ➡300.22 ➡F40.00 (CID-10) ➡Especificador ↦Antes dos 35 anos ↦25 anos a 29 anos sem ataques ➡Introdução ↦Popularmente conhecido como “medo de sair de casa” ↦Medo e a ansiedade de ficar em locais que possam ocorrer coisas constrangedoras ou mortais incoerentes com tal situação atual ↦Não é o medo de lugares e sim do que viera acontecer nesses locais ↦Medo de não escapar e a ajuda não estiver disponível ↦As situações podem ser evitadas ou enfrentadas com ansiedade substancial ↦Desconforto intenso ↦É crônico ↦Mais comum entre os transtornos existentes de ansiedade ↦Se desenvolve após a ocorrência de alguns episódicos esporádicos de ataques de pânico ↦Evitação fóbica ↦Algo de muito ruim pode acontecer ↦Teme situações reais e antecipatórias ↦A mulher na janela- agorafóbica (netflix) ➡Etiologia ambiental ↦Eventos negativos na infância ↦Eventos estressores ↦Assaltos, crises, perdas ↦Superproteção dos pais ↦Afeto reduzido ➡Etiologia genética e fisiológica ↦Inibição comportamental ↦Disposição neurótica ↦Sensibilidade a ansiedade ↦Herdabilidade confirmada ↦61% de herdabilidade ↦A fobia que mais tem predisposição genética ↦Altas crises de ansiedade ↦Altas crises de pânico ↦Introversão ➡Sinais e sintomas que apoiam o diagnóstico ↦Ficar em filas de banco ↦Sentar em um teatro fechado e lotado ↦Usar transporte público ↦Desconforto em tais locais ↦Ansiedade substancial ↦Preocupação ↦Esquiva fóbica ativa ↦Isolamento ↦Ataques de pânico ↦Medo e Reclusa ↦Sensação interna de aprisionamento ↦Aumento da frequência cardíaca ↦Hiperventilação ↦Falta de ar ↦Pressão no peito ↦Tonturas ↦Suor excessivo ↦Desmaios ↦Diarreia ↦Medo de ficar sozinho ↦Baixa autoestima ↦Baixa autoconfiança ↦Sintomas depressivos ↦Automedicação ↦Uso de álcool e drogas ↦Desmoralização ➡Diagnóstico ↦Critérios clínicos ↦O diagnóstico é clínico e baseia-se DSM-5 ↦Para atender os critérios do DSM-5 para o diagnóstico, os pacientes devem ter medo acentuado persistente (≥ 6 meses) ou ansiedade sobre ≥ 2 das seguintes situações: -Uso de transporte público -Estar em espaços abertos (p. ex., estacionamento, mercado) -Estar em um local fechado (p. ex., lojas, teatros) -Ficar na fila ou no meio de multidão -Estar sozinho fora de casa ↦O medo deve envolver pensamentos em que o escape da situação pode ser difícil ou em que os pacientes não receberiam ajuda caso fiquem incapacitados pelo medo ou ataque de pânico. ↦Todos os seguintes devem estar presentes: -As mesmas situações quase sempre provocam medo ou ansiedade. -Pacientes evitam ativamente a situação e/ou exigem a presença de um acompanhante. -O medo ou a ansiedade é desproporcional à ameaça real (levando em conta as normas socioculturais). -O medo, a ansiedade e/ou esquiva causam sofrimento significativo ou prejudicam muito o funcionamento social ou ocupacional. ↦O medo e a ansiedade não podem ser caracterizados mais corretamente como um transtorno mental diferente ↦Uma pessoa que sente ansiedade em uma situação agorafóbica em uma a cada cinco ocasiões não é diagnosticada ➡Diagnóstico DSMV ↦A) ↦Medo ou ansiedade marcante de duas ou mais situações abaixo; 1-Uso de transporte publico 2-Permanecer em espaços abertos 3-Permanecer em locais fechados 4-Permanecer numa fila ou multidão 5-Sair de casa sozinho ↦B) ↦Medo e evita situações devido a pensamentos de que pode ser difícil enfrentar e escapar e de que o recurso pode não estar disponível, no caso pode haver sintomas do tipo pânico, como desmaios, tonturas, medo de morrer e outros sintomas incapacitantes e constrangedores, como vomitar, urinar, cair (idosos) ↦C) ↦Situações agorafobicas sempre geram medo e ansiedade ↦D) ↦As situações agorafobicas são ativamente evitadas ou suportadas com medo e ansiedade ou com alguém de confiança ↦E) ↦Medo e ansiedade são desproporcionais ao perigo real apresentado pelas situações agorafobicas ↦F) ↦O medo/ ansiedade ou esquiva geralmente dura mais de 6 meses ↦G) ↦O medo/ ansiedade e esquiva causam sofrimento em todas áreas da vida ↦H) ↦Se outra condição medica estiver presente o medo/ ansiedade e esquiva será maior ↦I) ↦O medo/ ansiedade ou esquiva não é mais bem explicada pelos sintomas de outros transtores Nota: A agorafobia é diagnosticada independentemente da presença de transtorno de pânico. Se a apresentação de um indivíduo satisfaz os critérios para transtorno de pânico e agorafobia, ambos os diagnósticos devem ser dados. ➡Epidemiologia ↦30% a 50% das pessoas com agorafobia também tem transtorno de pânico ↦Afeta cerca de 2% das mulheres e 1% dos homens durante 12 meses ↦Raro após 40 anos ↦Atinge cerca de 150 mil brasileiros ↦Muito comum ↦1,1% de agorafobia com desordem de pânico ↦Adultos acima de 55 anos é 0,61% ↦Pode ocorrer na infância ↦Atinge o pico no final da adolescência ↦30% e 50% dos indivíduos com agorafobia relatam ataques de pânico e o diagnostico de transtorno de pânico antes do diagnostico de agorafobia ↦66% dos casos ocorrem antes dos 35 anos ↦Segundo pico depois dos 40 ➡Desenvolvimento e curso ↦Persistente ↦Crônico ↦Remissão completa é rara ↦Em casos graves as taxas de remissão decrescem e de recaída aumenta ↦Outros transtornos associados podem prejudicar e complicar o curso da agorafobia ↦Em idosos pode apresentar padrões de esquiva ativa e medo devido ao estado avançado de idade, logo o medo não é tão desproporcional ➡Diagnostico diferencial ↦Agorafobia vs fobia específica tipo situacional Se o medo/ansiedade ou esquiva estiver limitado a uma das situações agorafobicas não será agorafobia, e se também tiver situações onde é temida por outras razoes além dos sintomas do tipo pânico ou outros sintomas incapacitantes, então o diagnostico será fobia especifica situacional ↦Agorafobia vs transtorno de ansiedade de separação Pode ser diferenciado da agorafobia pelo exame de cognição, na agorafobia não se teme separar dos pais ou figuras de apego ↦Agorafobia vs fobia social Na fobia social está redirecionada ao pensamento negativo de outras pessoas em cima do individuo gerando, ansiedade, esquiva e medo ↦Agorafobia vs transtorno de panico Se os comportamentos de esquiva associados a ataques de pânico não se estendem para o comportamento de esquiva de duas ou mais situações agorafobicas não recebe o diagnostico ↦Agorafobia vs transtorno de estresse agudo e pós traumático Se o medo ansiedade e esquiva estiver redirecionada somente a situações que lembram o individuo a traumas vivenciados então não recebe diagnostico ↦Agorafobia vs transtorno depressivo maior Deve-se ter medo e esquiva relacionadas a pânico e outros sintomas incapacitantes ↦Agorafobia vs outras condições médicas Outras condições médicas podem gerar esquivas devido a situações fisiológicas desreguladas dada a essas condições, o diagnostico só é dado caso tiver esquiva excessiva ➡Comorbidades ↦Fobias especificas ↦Transtorno de pânico ↦Ansiedade social ↦Transtorno depressivo maior ↦TEPT ↦Transtorno por uso de substancia ↦Transtorno de pânico e separação precede a agorafobia ↦Transtorno depressivo maior e por uso de substancia vem depois do diagnostico de agorafobia ➡Tratamento ↦Terapia cognitivo-comportamental ↦Às vezes, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS) ↦Se não for tratada, a agorafobia geralmente flutua em gravidade. ↦Pode desaparecer sem tratamento formal, possivelmente porquealgumas pessoas afetadas conduzem sua própria forma de terapia de exposição. ↦Se a agorafobia interfere no funcionamento, o tratamento é necessário. ↦A terapia comportamental cognitiva é eficaz para agorafobia. ↦A terapia cognitivo-comportamental ensina os pacientes a reconhecer e controlar seus pensamentos distorcidos e suas crenças falsas, bem como os instrui a fazer terapia de exposição. ↦Muitos pacientes com agorafobia também se beneficiam do tratamento medicamentoso com ISRS por uso de substâncias TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA ➡300.02 ➡F41.1 (CID-10) ➡Especificador ↦30 anos (média) ➡Introdução ↦Preocupação excessiva em relação a diversas atividades ou eventos ↦Preocupação excessiva ↦Expectativa apreensiva ↦Presente no dia a dia ↦Estado de alerta ↦Nível de ansiedade e preocupação super exagerado ↦Manifestado de diversas formas e intensidades ↦Provoca sintomas físicos e psicológicos ➡Etiologia Ambiental ↦Adversidades na infância ↦Superproteção parental ↦Vida agitada ↦Estresse continuo ↦Hipervingilancia nos detalhes da vida ➡Etiologia genética e fisiológica ↦Inibição comportamental ↦Afetividade negativa ↦1/3 é genético ↦Áreas do cérebro ↦Hiperatividade cerebral ➡Sinais e sintomas que apoiam o diagnóstico ↦Múltiplas preocupações ↦Preocupações acerca de hábitos diários ↦Catastrofização ↦Sintomas físicos e neurológicos como; -Fadiga -Tensão muscular -Palpitações -Suor excessivo -Dor de cabeça -Disfunção sexual -Disfunção gastrointestinal -Perda de memória -Insônia -Dificuldade de concentração -Irritabilidade -Inquietação ↦Sentimentos de tragédia ↦Reações exageradas ↦Problemas no sono ➡Diagnóstico ↦Critérios clínicos ↦O diagnóstico é clínico e baseia-se nos critérios do DSM-5. ↦Os pacientes apresentam; -Ansiedade e preocupações excessivas sobre algumas atividades ou alguns eventos -Pacientes têm dificuldade em controlar as preocupações, que ocorrem por mais dias do que não por ≥ 6 meses. -As preocupações também devem ser associadas a ≥ 3 dos seguintes: 1-Agitação ou sensação de nervosismo ou tensão 2-Cansaço fácil 3-Dificuldade de concentração 4-Irritabilidade 5-Tensão muscular 6-Alterações do sono ↦Além disso, a ansiedade e preocupação não podem ser explicadas pelo uso de substâncias ou outra doença clínica ➡Diagnóstico DSMV ↦A) ↦Ansiedade e preocupação excessiva, ocorrendo quase todos os dias por 6 meses com diversos eventos e situações ↦B) ↦O individuo considera difícil controlar a preocupação ↦C) ↦A ansiedade e a preocupação estão associadas com três ou mais dos seguintes seis sintomas (em crianças apenas 1); 1-Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele. 2-Fatigabilidade. 3-Dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente. 4-Irritabilidade. 5-Tensão muscular. 6-Perturbação do sono (dificuldade em conciliar ou manter o sono, ou sono insatisfatório e inquieto). ↦D) ↦A ansiedade/ preocupação e os sintomas físicos causam prejuízos em todos os âmbitos da vida do individuo ↦E) ↦A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substancia ou outra condição médica ↦F) ↦A perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental ➡Epidemiologia ↦3% da população em 1 ano ↦Mulheres 2x mais ↦Atinge 264 milhões de pessoas no mundo todo ↦25% dos casos estão associados a outras comorbidades ↦Indivíduos em países desenvolvidos ↦No sexo feminino, a comorbidade está em grande parte confinada a transtornos de ansiedade e depressão unipolar, enquanto, no masculino, a comorbidade tem mais probabilidade de também se estender aos transtornos por uso de substâncias. ➡Desenvolvimento e curso ↦Nervosismo e ansiedade por toda vida ↦Idade inicial tardia ↦Raramente acontece na adolescência ou antes ↦Cronicidade ↦Taxas de remissão são baixas ↦Flutua entre recaídas e remissões imparciais ↦Caso viera ter quadros infantis e juvenis da doença, as preocupações são recorrentes ao âmbito onde eles estão inseridos no caso escola ↦Adultos se preocupam em relação ao seu lifestyle e própria saúde física ↦Adultos mais jovens sofrem mais com sintomas intensificados ↦O advento de uma doença física crônica pode ser uma questão importante em idosos ↦Prejuízo cognitivo precoce ↦Tag pode se parecer muito com outros transtornos que acometem crianças ↦O transtorno de ansiedade de separação, o transtorno de ansiedade social (fobia social) e o transtorno obsessivo-compulsivo são com frequência acompanhados de preocupações que podem mimetizar aquelas descritas no transtorno de ansiedade generalizada. ➡Diagnostico diferencial ↦TAG vs transtorno de ansiedade devido a outra condição médica Se a ansiedade e a preocupação são consideradas, com base na história, em achados laboratoriais ou em exame físico, efeito fisiológico de outra condição médica específica (p. ex., feocromocitoma, hipertireoidismo) o diagnóstico de ansiedade é dado ↦TAG vs transtorno de ansiedade induzido por substancia/ medicamento Um transtorno de ansiedade induzido por substância/medicamento se diferencia do transtorno de ansiedade generalizada pelo fato de que uma substância ou medicamento está relacionada com os quadros de ansiedade ↦TAG vs transtorno de ansiedade social Aqueles com transtorno de ansiedade generalizada se preocupam independentemente de estarem ou não sendo avaliados. ↦TAG vs TOC No transtorno de ansiedade generalizada, o foco da preocupação são os problemas que estão por vir, e a anormalidade é o excesso de preocupação acerca dos eventos futuros. No transtorno obsessivo-compulsivo, as obsessões são ideias inadequadas que assumem a forma de pensamentos, impulsos ou imagens intrusivos e indesejados. ↦TAG vs TEPT e transtornos de adaptação O transtorno de ansiedade generalizada não é diagnosticado se a ansiedade e a preocupação são mais bem explicadas por sintomas de TEPT. Além disso, nos transtornos de adaptação, a ansiedade ocorre em resposta a um estressor identificável dentro de três meses do início do estressor e não persiste por mais de seis meses após o término do estressor e das suas consequências. ↦TAG vs transtornos depressivo, bipolar e psicótico A ansiedade generalizada/medo é uma característica em geral associada dos transtornos depressivo, bipolar e psicótico e não deve ser diagnosticada separadamente se a preocupação excessiva ocorreu exclusivamente durante o curso dessas condições ➡Comorbidades ↦Outros transtornos ansiosos ↦Transtorno depressivo unipolar ↦A comorbidade com transtornos por uso de substâncias, da conduta, psicóticos, do neurodesenvolvimento e neurocognitivos é menos comum. ➡Tratamento ↦Antidepressivos e, muitas vezes, benzodiazepínicos ↦Certos antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS, p. ex., escitalopram, dose inicial de 10 mg por via oral uma vez ao dia) e os inibidores da recaptação de serotonina-noradrenalina (ISRNs, p. ex., venlafaxina de liberação prolongada, dose inicial de 37,5 mg por via oral uma vez ao dia) são eficazes; porém, normalmente, apenas após serem tomados durante pelo menos algumas semanas. ↦Benzodiazepínicos (ansiolíticos) em doses pequenas a moderadas também podem ser eficazes, embora o uso contínuo possa levar à dependência física. ↦Uma estratégia consiste em iniciar com o uso concomitante de benzodiazepínico e antidepressivo. ↦Uma vez que o antidepressivo se torne eficaz, o benzodiazepínico é interrompido gradualmente. ↦A buspirona também é eficaz; a dose inicial é de 5 mg, via oral 2 ou 3 vezes/dia. ↦A buspirona pode exigir doses moderadamente altas (> 30 mg/dia) e pelo menos 2 semanas antes de começar a fazer efeito. ↦A psicoterapia, geralmente terapia cognitivo- comportamental, pode ser tanto de suporte como focada em problemas. ↦Relaxamento e biofeedback podem ser de algum auxílio, embora poucos estudos tenham documentado suaeficácia. ↦O modelo comportamental baseado na aceitação é uma ótima forma de tratamento que pode ser implementado pelo psicólogo e caso os sintomas demonstrados pelo paciente sejam pontuais, podem ser recomendadas sessões de terapia e atividades que promovam o relaxamento, como meditação, yôga, mindfulness e a prática de atividades físicas. TRANSTORNO DE ANSIEDADE INDUZIDO POR SUBSTÂNCIA/ MEDICAMENTO ➡DSM NÃO CODIFICADO ➡(CID-10) ➡Introdução ↦Ansiedade e ataques devido a; -Intoxicação; Intoxicação refere-se ao desenvolvimento de uma síndrome reversível, específica da substância, de alterações mentais e comportamentais que pode envolver alteração de percepção, euforia, comprometimento cognitivo, comprometimento do funcionamento físico e social, labilidade de humor, beligerância ou uma combinação. Levada ao extremo, a intoxicação pode causar overdose, morbidade significativa e risco de morte. -Abstinência; Abstinência refere-se aos efeitos fisiológicos, sintomas e alterações comportamentais específicos da substância que são causados pela interrupção ou redução da ingestão de uma substância. Para ser classificada como transtorno por abstinência de substância, a síndrome deve causar ao paciente sofrimento significativo e/ou prejudicar o funcionamento (p. ex., social, ocupacional). A maioria dos pacientes com abstinência reconhece que readministrar a substância reduzirá os sintomas. Embora alguns pacientes com síndrome de abstinência tenham um transtorno por uso de substâncias, alguns fármacos, especialmente opioides, sedativos/hipnóticos e estim ulantes, podem resultar em sintomas de abstinência mesmo quando tomadas como prescrito por razões médicas legítimas e por períodos de tempo relativamente breves (< 1 semana para opioides). Os sintomas de abstinência que se desenvolvem após o uso médico adequado não são considerados critérios para o diagnóstico de um transtorno por uso de substâncias. -Induzido por substâncias; Transtornos mentais induzidos por substâncias são alterações mentais produzidas pelo uso ou abstinência de substâncias que lembram transtornos mentais independentes (p. ex., depressão, psicose, ansiedade ou transtornos neurocognitivos). ➡Especificador ↦Com início durante a intoxicação: Este especificador se aplica se são satisfeitos os critérios para intoxicação com a substância e se os sintomas se desenvolvem durante a intoxicação. ↦Com início durante a abstinência: Este especificador se aplica se são satisfeitos os critérios para abstinência da substância e se os sintomas se desenvolvem durante ou logo após uma síndrome de abstinência. ↦Com início após o uso de medicamento: Os sintomas podem aparecer no início do uso de medicamento ou após uma modificação ou mudança no uso. ➡Procedimento para registro ↦CID-9-MC 1-O nome do transtorno de ansiedade induzido por substância/medicamento começa com a substância específica presumivelmente causadora dos sintomas de ansiedade. 2-O código diagnóstico é escolhido na tabela inclusa no conjunto de critérios, o qual é baseado na classe da substância 3-Para as substâncias que não se enquadram em nenhuma das classes o código para “outra substância” deve ser usado; e nos casos em que uma substância é considerada um fator etiológico, mas sua classe específica é desconhecida, a categoria “substância desconhecida” deve ser usada. 3-O nome do transtorno é seguido pela especificação de início 4-Quando mais de uma substância é considerada como desempenhando um papel significativo no desenvolvimento dos sintomas de ansiedade, cada uma deve ser listada separadamente ↦CID-10-MC 1-O nome do transtorno de ansiedade induzido por substância/medicamento começa com a substância específica presumivelmente causadora dos sintomas de ansiedade 2-O código diagnóstico é escolhido na tabela inclusa no conjunto de critérios, o qual está baseado na classe da substância e na presença ou ausência de um transtorno por uso de substância comórbido 3-Para as substâncias que não se enquadram em nenhuma das classes o código para “outra substância” deve ser usado; e, nos casos em que uma substância é considerada um fator etiológico, mas sua classe específica é desconhecida, a categoria “substância desconhecida” deve ser usada. 4-Ao registrar o nome do transtorno, o transtorno por uso de substância comórbido (se houver) é listado primeiro, seguido pela palavra “com”, seguida pelo nome do transtorno de ansiedade induzido por substância, seguido pela especificação do início 5-Se o transtorno de ansiedade induzido por substância ocorre sem um transtorno por uso de substância comórbido não é anotado nenhum transtorno por uso de substância 6-Quando mais de uma substância é considerada como desempenhando um papel significativo no desenvolvimento de sintomas de ansiedade, cada uma deve ser listada separadamente ➡Diagnóstico ↦Avaliações laboratoriais ↦Critérios diagnósticos ➡Diagnóstico DSMV ↦A) ↦Ansiedade proeminente e ataques de pânico ↦B) ↦A parti de achados e exames de 1 ou 2; 1-Os sintomas no critério A desenvolveram-se durante ou logo após a intoxicação ou abstinência de substancia ou exposição a algum medicamento 2-A substância/medicamento envolvida é capaz de produzir os sintomas no critério A ↦C) ↦A perturbação não é mais bem explicada por um transtorno de ansiedade não induzido por substância/medicamento. As evidências de um transtorno de ansiedade independente podem incluir: -Os sintomas precedem o início do uso da substância/medicamento; os sintomas persistem por um período substancial de tempo (p. ex., cerca de um mês) após a cessação da abstinência aguda ou intoxicação grave; ou existem evidências sugerindo a existência de um transtorno de ansiedade independente, não induzido por substância/medicamento (p. ex., história de episódios recorrentes não relacionados a substância/medicamento). ↦D) ↦A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de delirium ↦E) ↦A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo em todas as áreas da vida do individuo Nota: Este diagnóstico deve ser feito em vez de um diagnóstico de intoxicação por substância ou abstinência de substância apenas quando os sintomas no Critério A predominam no quadro clínico e são suficientemente graves a ponto de indicar atenção clínica ➡Diagnóstico diferencial ↦Ansiedade induzido por substancia/medicamento vs intoxicação e abstinência Um diagnóstico de transtorno de ansiedade induzido por substância deve ser feito além de um diagnóstico de intoxicação por substância ou abstinência de substância quando os sintomas de pânico ou ansiedade são predominantes no quadro clínico e são suficientemente graves a ponto de indicar atenção clínica independente. ↦Ansiedade induzido por substancia/medicamento vs transtorno de ansiedade não induzido por uma substancia/ medicamento Os transtornos de ansiedade induzidos por substância/medicamento surgem somente em associação com estados de intoxicação ou abstinência, enquanto os transtornos de ansiedade primários podem preceder o início do uso de substância/medicamento. ↦Ansiedade induzido por substancia/medicamento vs delirium Se os sintomas de pânico ou ansiedade ocorrem exclusivamente durante o curso de um episódio de delirium, são considerados uma característica associada ao delirium e não são diagnosticados separadamente. ↦Ansiedade induzido por substancia/medicamento vs transtorno de ansiedade devido a outra condição médica Se os sintomas de pânico ou ansiedade são atribuídos às consequências fisiológicas de outra condição médica um transtorno de ansiedade devido a outra condição médica deve ser diagnosticado. Quando existem evidências insuficientes para determinar se os sintomas de pânico ou ansiedade são devidos a uma substância/medicamento ou a outra condição médica ou se são primários um diagnóstico de outro transtorno de ansiedade especificadoou não especificado seria indicado. ➡Tratamento ↦Varia de acordo com as substâncias e circunstâncias ↦O tratamento do transtorno por dependência química é um desafio com um ou mais dos seguintes: - desintoxicação aguda, prevenção e tratamento da abstinência, cessação (ou raramente, redução) do uso, manutenção da abstinência. ↦Diferentes fases de tratamento podem ser tratadas com fármacos e/ou aconselhamento e suporte. ↦Com um número cada vez maior de evidências e maior compreensão dos processos biológicos subjacentes ao consumo compulsivo de drogas, transtornos por uso de substâncias tornaram-se muito mais firmemente estabelecidos como doenças médicas. ↦Essas doenças são passíveis a várias formas de tratamento, incluindo grupos de apoio (Alcoólicos Anônimos e outros programas de Doze Passos); psicoterapia (p. ex., terapia de reforço motivacional, terapia cognitivo-comportamental, prevenção de recaídas); e fármacos, que variam de terapia agonista (p. ex., terapia de reposição de nicotina para o transtorno por uso de tabaco, metadona e buprenorfina para transtorno por uso de opioides) a novas abordagens atualmente sob investigação. ↦Focar na identificação precisa dos pacientes com transtornos por uso de substâncias e encaminhá-los para tratamento especializado ajudará muito a reduzir as conseqüências individuais, bem como o impacto social. TRANSTORNO DE ANSIEDADE DEVIDO A OUTRA CONDIÇÃO MÉDICA ➡293.84 ➡F06.4 (CID-10) ➡Especificador ↦Varia muito ↦De criança a idoso ➡Introdução ↦Várias outras doenças incluem a ansiedade como uma manifestação sintomática ↦A ansiedade devido a outra condição médica é diagnosticada quando a condição médica induz ansiedade e precedeu desta ↦Algumas doenças; 1-Hipertireoidismo 2-Feocromocitoma 3-Hipoglicemia 4-Hipercortisolismo 5-Insuficiencia cardíaca congestiva 6-Embolia pulmonar 7-Arritmias como a fibrilação atrial 8-Doença pulmonar obstrutiva crônica 9-Asma 10-Pneumonia 11-Deficiencia de vitamina B12 12-Porfiria 13-Neoplasias 14-Disfunção vestibular 15-Encefalite 16-Transtornos convulsivos Nota para codificação: Incluir o nome da outra condição médica no nome do transtorno mental Ex.: 293.84 (F06.4) ////// 227.0 (D35.00) transtorno de ansiedade devido a feocrocitoma ➡Diagnóstico ↦Exames laboratoriais ↦Exames e consultas nos médicos ➡Diagnóstico DSMV ↦A) ↦Ataques de pânico ou ansiedade predominam no quadro clínico ↦B) ↦A perturbação é consequência fisiopatológica direta de outra condição médica ↦C) ↦A Perturbação não é mais bem explicada por outro transtorno mental ↦D) ↦A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de delirium ↦E) ↦A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas da vida do indivíduo ➡Sinais e sintomas que apoiam o diagnóstico ↦Ao determinar se os sintomas de ansiedade se devem a uma condição médica geral, o clínico deve, em primeiro lugar, estabelecer a presença da condição médica. ↦Além disso, deve ser estabelecido se os sintomas de ansiedade podem ser etiologicamente relacionados à condição médica geral por meio de um mecanismo fisiológico antes de fazer um julgamento de que essa é a melhor explicação para os sintomas em um indivíduo específico ↦Uma avaliação criteriosa e abrangente de múltiplos fatores é necessária para esse julgamento. Vários aspectos da apresentação clínica devem ser considerados: 1) A presença de associação temporal entre início, exacerbação ou remissão da condição médica e os sintomas de ansiedade; 2) A presença de aspectos atípicos de um transtorno de ansiedade primário 3) Evidências na literatura de que um mecanismo fisiológico conhecido (p. ex., hipertireoidismo) causa a ansiedade. ➡Epidemiologia ↦É incerto ↦Prevalência elevada dos transtornos de ansiedade entre indivíduos com uma variedade de condições médicas, incluindo asma, hipertensão, úlcera e artrite ➡Desenvolvimento e curso ↦Seguem o curso da doença ➡Diagnóstico diferencial ↦Ansiedade devido a outra condição médica vs delirium Um diagnóstico separado de transtorno de ansiedade devido a outra condição médica não é dado se o transtorno de ansiedade ocorre exclusivamente durante o curso de um episódio de delirium ↦Ansiedade devido a outra condição médica vs humor e ansiedade Se a apresentação inclui um misto de diferentes tipos de sintomas, o transtorno mental específico devido a outra condição médica depende dos sintomas predominantes no quadro clínico. ↦Ansiedade devido a outra condição médica vs transtorno induzido por substancia/medicamentos Se existem evidências de uso recente ou prolongado de substância abstinência de uma substância ou exposição a uma toxina, um transtorno de ansiedade induzido por substância/medicamento deve ser considerado. Certos medicamentos são conhecidos por aumentar a ansiedade e, quando este é o caso, o medicamento pode ser a etiologia mais provável, embora possa ser difícil diferenciar se a ansiedade se deve aos medicamentos ou à própria doença médica Se a perturbação está associada a outra condição médica e ao uso de substância, ambos os diagnósticos ↦Ansiedade devido a outra condição médica vs transtornos de ansiedade em geral Em outros transtornos de ansiedade, não podem ser demonstrados mecanismos fisiológicos causadores específicos e diretos associados a outra condição médica Os transtornos de ansiedade podem exacerbar ou acarretar risco aumentado para condições médicas como eventos cardiovasculares e infarto do miocárdio e não devem ser diagnosticados como transtorno de ansiedade devido a outra condição médica nesses casos. ↦Ansiedade devido a outra condição médica vs transtorno de ansiedade doença O transtorno de ansiedade de doença é caracterizado pela preocupação com doença, preocupação com dor e preocupações corporais. ↦Ansiedade devido a outra condição médica vs transtorno de adaptação O transtorno de adaptação é justificado quando os indivíduos experimentam uma resposta desadaptativa ao estresse de ter outra condição médica. A reação ao estresse em geral se refere ao significado ou às consequências do estresse, quando comparada com a experiência de ansiedade ou sintomas de humor que ocorrem como consequência fisiológica da outra condição médica. ↦Ansiedade devido a outra condição médica vs transtornos mentais Os sintomas de ansiedade podem ser uma característica associada de outro transtorno mental (p. ex., esquizofrenia, anorexia nervosa). ↦Ansiedade devido a outra condição médica vs transtorno de ansiedade especificado ou transtorno de ansiedade não especificado Este diagnóstico é dado caso não possa ser determinado se os sintomas de ansiedade são primários, induzidos por substância ou se estão associados a outra condição médica. OUTRO TRANSTORNO DE ANSIEDADE ESPECIFICADO ➡300.09 ➡F41.8 (CID-10) ➡Introdução ↦Esta categoria aplica-se a apresentações em que sintomas característicos de um transtorno de ansiedade que causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo predominam, mas não satisfazem todos os critérios para qualquer transtorno na classe diagnóstica dos transtornos de ansiedade. ↦A categoria outro transtorno de ansiedade especificado é usada nas situações em que o clínico opta por comunicar a razão específica pela qual a apresentação não satisfaz os critérios para qualquer transtorno de ansiedade específico. Isso é feito por meio do registro de “outro transtorno de ansiedade especificado”, seguido pela razão específica (p. ex., “ansiedade generalizada não ocorrendo na maioria dos dias”). TRANSTORNO DE ANSIEDADE NÃO ESPECIFICADO ➡300.00 ➡F41.9 (CID-10) ➡Introdução Esta categoria aplica-se a apresentações em que sintomas característicos de um transtorno de ansiedade que causamsofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo predominam, mas não satisfazem os critérios para qualquer transtorno na classe diagnóstica dos transtornos de ansiedade. A categoria transtorno de ansiedade não especificado é usada nas situações em que o clínico opta por não espe- cificar a razão pela qual os critérios para um transtorno de ansiedade específico não são satisfeitos e inclui apresentações para as quais não há informações suficientes para que seja feito um diagnóstico mais específico (p. ex., em salas de emergência).