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Transtornos de ansiedade

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Transtornos	de	ansiedade	
	
Introdução	e	conceitos	básicos	
➡Muitos	transtornos	de	ansiedade	se	desenvolvem	na	
infância	e	tendem	a	persistir	se	não	forem	tratados		
➡Os	transtornos	de	ansiedade	compartilham	de	
sintomas	como;	
↦	medo	excessivo	
↦	ansiedade	excessiva		
↦	perturbações	comportamentais		
➡Medo	
é	um	estado	neurofisiológico	automático	primitivo	de	
alarme	envolvendo	a	resposta	para	uma	ameaça	
iminente	real	ou	percebida,	associado	a	períodos	de	
excitabilidade	autonômica	aumentada,	necessária	
para	luta	ou	fuga,	pensamentos	de	perigo	imediato	e	
comportamentos	de	fuga.	Os	ataques	de	pânico	são	
respostas	para	esse	medo	
➡Ansiedade	
↦	um	sistema	de	resposta	cognitiva,	afetiva,	
fisiológica	e	comportamental	complexo.	
↦	presente	no	desenvolvimento	podendo	ser	normal	
ou	patológico	
↦	sentimento	de	defesa,	servindo	de	alerta	e,	sendo	
capaz	de	permitir	que	o	individuo	se	prepare	para	
enfrentar	uma	situação	de	perigo		
↦	a	ansiedade	como	patologia	é	um	sentimento	
desconfortável	de	humor,	sentimento	vago	de	
apreensão	negativa	em	relação	ao	futuro	ou	uma	
inquietação	interna	desagradável		
↦	É	um	estado	desconfortável,	mas	a	ideia	sempre	é	o	
sentimento	vago	de	apreensão.	Paciente	não	sabe	
muito	bem	o	que	é,	mas	é	desconfortável.	Algo	fora	do	
controle	do	paciente.	Alguma	coisa	desagradável	irá	
acontecer	ou	alguma	muito	ruim	irá	acontecer	irá	ser	
muito	ruim		
Ex.:	(“Vou	ir	na	festa	e	todo	mundo	vai	rir	de	mim”).	
↦Um	estímulo	que	é	antecipado	e	surge	uma	sensação	
desagradável.	É	sempre	sobre	algo	que	virá,	mesmo	
sendo	em	expectativa	a	uma	coisa	boa,	que	não	virá	e	
se	tornará	ruim.		
↦	associada	a	tensão	muscular	e	vigilância	em	
preparação	para	perigo	futuro	e	comportamentos	de	
cautela	e	esquiva	em	algumas	situações	não	
patológicas,	pois	se	não	tivéssemos	ansiedade	não	
teríamos	medo	e	nem	anseios.	
Ex.:	Um	bebê	só	caminha	visto	que	ele	tem	ansiedade	
em	conquistar/	conhecer	o	mundo.	Outro	exemplo	é	o	
movimento	de	pinça	que	surgiu	pela	ansiedade	de	se	
alimentar.		
➡Traço	de	ansiedade	
Refere-se	a	um	aspecto	mais	estável	relacionado	à	
propensão	do	individuo	lidar	com	maior	ou	menor	
ansiedade	ao	longo	da	vida,	pode	estar	associada	a	um	
grupo	de	três	transtornos	da	personalidade;	
1)	Esquiva	
2)	Obsessivo-compulsivo		
3)	Dependente	
➡O	medo	como	avaliação	básica	de	perigo	é	o	
processo	central	em	todos	os	transtornos	de	
ansiedade,	enquanto	a	ansiedade	descreve	um	estado	
mais	permanente	de	ameaça	que	inclui	outros	fatores	
cognitivos	além	do	medo		
➡As	vezes,	o	nível	de	medo	ou	ansiedade	é	reduzido	
por	comportamentos	constantes	de	esquiva		
➡Cinco	critérios	podem	ser	usados	para	diferenciar	
os	estados	anormais	de	medo	e	ansiedade	segundo	a	
teoria	cognitiva;	
1)	cognição	disfuncional:	
o	medo	e	a	ansiedade	anormais	resultam	de	uma	falsa	
suposição	envolvendo	uma	interpretação	errônea	de	
perigo	de	uma	situação	que	não	é	comprovada	por	
uma	observação	direta.	A	ativação	das	crenças	
disfuncionais	(esquemas)	sobre	ameaça	e	erros	de	
processamento	cognitivo	associados	levam	ao	medo	
acentuado	e	excessivo	que	é	incongruente	com	a	
realidade	objetiva	da	situação.	
2)	funcionamento	prejudicado:	
a	ansiedade	clínica	interferirá	diretamente	no	
enfrentamento	efetivo	e	adaptativo	em	face	a	uma	
ameaça	percebida	no	funcionamento	social,	
profissional	diário	do	individuo.		
3)	manutenção:	
em	condições	clinicas,	a	ansiedade	persiste	muito	mais	
tempo	do	que	seria	esperado	sob	condições	normais.	
4)	alarmes	falsos:	
nos	transtornos	de	ansiedade	encontra-se	
frequentemente	a	ocorrência	de	alarmes	falsos,	medo	
ou	pânico	acentuado	que	ocorre	na	ausência	de	
qualquer	estimulo	ameaçador	da	vida,	aprendido	ou	
não.		
Ex.:	ataques	de	pânico		
5)	hipersensibilidade	a	estimulo:	
o	medo	é	uma	resposta	de	aversão	induzida	por	
estimulo	a	um	sinal	externo	ou	interno	que	é	
percebido	como	uma	ameaça	em	potencial,	em	um	
individuo	não	temeroso	esse	medo	não	afetaria	tanto	
em	meios	clínicos.	
Os	transtornos	de	ansiedade	
➡Os	transtornos	de	ansiedade	são	uma	forma	de	
resposta	inadequada,	em	intensidade	e	duração	de	
medo	e	ansiedade.	
↦	Respostas	disfuncionais,	inadequadas	a	uma	
situação	ansiogênica,	quer	seja	ela	real	ou	imaginaria		
➡Os	sintomas	de	ansiedade	são	somáticos	e	o	
diagnostico	é	de	exclusão,	porem	outras	enfermidades	
simulam	sintomas	autonômicos		
↦	O	transtorno	em	si,	é	de	respostas	disfuncionais,	
inadequadas		
↦	Sempre	associado	a	um	distúrbio	somático		
↦	Sempre	levar	em	conta	ansiedade	e	frequência		
↦	Normal	ter	ansiedade	em	certos	graus		
➡TOC	foi	retirado	e	reclassificado		
Os	transtornos	conforme	o	DSMV-2014	são;	
➡Transtorno	de	ansiedade	de	separação	309.21	
(F93.0)	
➡Mutismo	seletivo	313.23	(F94.0)	
➡Fobia	específica	300.29	
300.29	(F40.218)	Animal	(aranhas,	insetos,	cães).	
300.29	(F40.228)	Ambiente	natural	(alturas,	
tempestades,	água).	
300.29	(F40.23?)	Sangue,	injeção,	ferimentos	
(agulhas,	procedimentos	médicos	invasivos).		
 
 
F40.230	medo	de	sangue;		
F40.231	medo	de	injeções	e	transfusões;		
F40.232	medo	de	outros	cuidados	médicos;		
F40.233	medo	de	ferimentos.		
300.29	(F40.248)	Situacional:(aviões,	elevadores,	
locais	fechados).	
300.29	(F40.298)	Outro:(situações	que	podem	levar	a	
asfixia	ou	vômitos;	em	crianças,	sons	altos	ou	
personagens	vestidos	com	trajes	de	fantasia).		
➡Fobia	social	(Transtorno	de	ansiedade	social)	
300.23	(F40.10)	
➡Transtorno	de	pânico	300.01	(F41.0)	
*Especificador	de	ataque	de	pânico		
➡Agorafobia	300.22	(F40.00)	
➡Transtorno	de	ansiedade	generalizada	300.02	
(F41.1)	
*Transtorno	de	ansiedade	induzido	por	
substancia/medicamento		
➡Transtorno	de	ansiedade	devido	a	outra	condição	
médica	293.84	(F06.4)		
➡Outro	transtorno	de	ansiedade	especificado	300.09	
(F41.8)	
➡Transtorno	de	ansiedade	não	especificado	300.00	
(F41.9)	
Etiologia	dos	transtornos	de	ansiedade	
➡Etiologia	biológica;		
➡Hipóteses	etiológicas	surgiram	a	parti	da	resposta	
dos	indivíduos	a	determinadas	medicações.	
↦	Áreas	cerebrais	mais	ativas	em	um	determinado	
tipo	de	transtorno,	não	tem	a	mesma	área	de	outro	
tipo	de	transtorno	de	ansiedade.	
↦	Respostas	autonômicas	e	cardiovasculares	são	
mediadas	pelas	conexões	entre	a	amigdala	e	o	locus	
coeruleus,	a	casa	dos	corpos	celulares	
noradrenérgicos		
	
	
 
 
 
 
 
 
➡Alterações	nas	substancias	químicas	que	interferem	
na	ansiedade	
↦	Noradrenalina,	gera	sudorese,	midríase,	sintomas	
somáticos		
*Betabloqueadores	não	age	no	psíquico,	mas	reduz	a	
resposta	somática,	mas	não	melhora	a	tensão	e	medo;	
↦	serotonina		
↦	GABA	
↦	Hiper	função	do	eixo	simpato-adrenal		
↦	Redução	do	eixo	hipotálamo-hipófise-adrenal	
↦	A	ansiedade	pode	ser	desencadeada	também	pelas	
memorias	do	paciente.	As	memorias	traumáticas	
armazenadas	no	hipocampo	podem	ativar	a	amígdala,	
fazendo	com	que	est,	por	sua	vez,	ative	outras	regiões	
cerebrais	e	produza	a	resposta	de	medo.	(Mais	
conhecido	como	revivência	no	TEPT)		
Neurobiologia	
➡Etiologia	dos	transtornos		
↦Sistema	nervoso	central		
↦Substratos	onde	ocorrem	intervenções	psicológicas	
e	farmacológicas		
➡Seleção	Natural	
↦Certas	características	nos	seres	vivos	são	
selecionadas	e	preservadas	ao	longo	de	varias	
gerações.	
↦Vantagens	adaptativas	melhores	prevalecem		
↦Criar	mais	descendentes	com	capacidades	de	deixar	
descendentes	férteis		
 
 
➡Expressões	comportamentais	de	varias	emoções,	
inclusive	reações	de	defesa,	são	comuns	em	seres	
humanos	e	outros	animais		
➡Reações	de	defesa		
↦Sistemas	perceptuais	localizam	a	presença	de	perigo	
real	ou	em	potencial	no	meio	externo.	
↦Vários	estímulos	podem	ser	detectados	facilmente	
graças	a	características	naturalmente	aversivas		
↦Situações	de	perigo	são	ambíguas	em	grandes	
partes,	podendo	ocorrer	erros	de	natureza;	
1)	falso	positivo,	ocorrência	de	uma	resposta	na	
ausência	de	uma	situação	de	perigo		
2)	falso	negativo,	não	apresentação	de	uma	resposta	
de	defesa	quando	existe	uma	situação	de	perigo	
↦Erros	de	natureza	de	tipo	falso	positivo	
representam	gastos	desnecessários	de	recursos	uma	
vez	que	reações	de	defesa	iramocorrer	sem	um	risco	
iminente		
↦Erros	de	natureza	de	tipo	falso	negativo,	são	letais,	
custando	a	vida	do	individuo,	uma	vez	que	não	irá	
ocorrer	respostas	de	natureza	defensiva	mediante	um	
perigo	iminente.	
↦Dessa	forma	privilegiar	falsos	positivos	sobre	falsos	
negativos	é	uma	vantagem	evolutiva.	Entretanto,	
falsos	positivos	são	o	que	chamamos	de	ansiedade	
patológica	nos	dias	de	hoje		
➡De	acordo	com	a	perspectiva	evolucionista,	
transtornos	de	ansiedade	refletem	falhas	no	
funcionamento	neural	responsável	por	detectar,	
organizar	e	expressar	um	conjunto	de	reações	de	
defesa	
	➡Reações	fisiológicas;	
↦Mediados	pelo	sistema	nervoso	autônomo	
↦O	sistema	nervoso	autônomo	produz;	sudorese	
emocional,	palpitações,	náuseas,	sensação	de	vazio	no	
estomago			
↦Mediadas	pelo	sistema	hormonal		
↦O	sistema	hormonal	leva	agentes	químicos	na	
corrente	sanguínea	capaz	de	ativar	glândulas	no	
corpo.	
↦Reações	fisiológicas	preparam	o	individuo	para	o	
enfretamento	de	perigo	
➡Circuitaria	neural	
↦Processos	emocionais	estão	associados	a	um	
conjunto	de	estruturas	reciprocamente	relacionadas	
↦Circuito	de	Papez;	
↦Informações	sensoriais	chegam	até	os	núcleos	
anteriores	do	tálamo.	O	tálamo	se	projeta	para	o	giro	
do	cíngulo,	que	mantem	conexões	com	o	hipocampo,	o	
qual,	por	sua	vez,	se	projeta	para	o	corpo	mamilar,	via	
fórnix	e	o	circuito	se	fecha	por	meio	de	projeções	para	
os	núcleos	anteriores	do	tálamo	através	do	trato	
mamilo-talâmico.	
↦Circuito	sistema	límbico;	
↦	O	complexo	amigdaloide	e	a	área	septal	estão	
envolvidos	com	a	expressão	de	diferentes	emoções,	
mas	também	se	inter-relacionavam	e	mantinham	
projeções	reciprocas	com	o	circuito	de	papez	
↦Área	límbica	mesencefálica;		
↦	No	nível	do	tronco	encefálico,	um	grupo	de	outras	
estruturas,	como	a	substancia	cinzenta	periaquedutal,	
o	locus	coeruleus,	a	área	tegmental	ventral,	o	núcleo	
tegmental	dorsal,	os	núcleos	da	rafe,	a	formação	
reticular	e	o	núcleo	dorsal	de	Gudden,	mostram-se	
relações	entre	si	e	matem	conexões	com	o	sistema	
límbico.	
↦O	córtex	pré-frontal	também	tem	sido	incluído	no	
sistema	límbico	
↦O	córtex	pré-frontal	tem	capacidade	de	modular	
estados	emocionais	por	meio	de	processos	cognitivos		
↦O	sistema	límbico	foi	ampliado	para	abranger	
estruturas	mais	caudais	do	sistema	nervoso	central	
➡Circuitos	neurais	do	medo	e	ansiedade	
↦O	cérebro	tem	vários	circuitos	na	detecção	de	
estímulos	de	perigo		
↦Circuitos	neurais	filogeneticamente	mais	antigos	
produzem	reações	de	defesa	mais	intensas	do	que	
circuitos	que	envolvem	estruturas	filogeneticamente	
mais	recentes	
↦	Locus	coeruleus-	produtor	de	noradrenalina	
↦	Nucleos	da	rafe-	produtores	de	serotonina	
↦Entre	essas	estruturas	destacam-se;	
↦MCDP,	estruturas	localizadas	no	tronco	encefálico,	
como	coluna	dorsolateral	da	matéria	cinzenta	
periaquedutal	
↦Está	relacionada	com	respostas	primitivas,	contra	
estímulos	de	perigos	real	
↦	Depois	de	uma	resposta	de	imobilidade	de	
congelamento,	projeções	que	descem	da	MCPD	
atingem	a	medula	espinhal	e	acionam	um	conjunto	de	
reações	comportamentais,	como;	
Ex.:	correr,	pular,	atacar	
↦A	origem	dos	ataques	de	pânico	pode	estar	
relacionada	a	ativação	patológica	de	circuitos	neurais	
envolvendo	a	MCPD,	produzindo	assim	alarmes	falsos	
através	da	estimulação	elétrica	e	assim	causando	um	
dos	sintomas	13	sintomas	de	pânico.	
↦As	reações	fisiológicas	presentes	durante	o	ataque	
de	pânico	estão	relacionadas	com	projeção	
ascendentes	que	a	MCPD	envia	para	regiões	do	
hipotálamo		
↦Durante	um	ataque	são	acionadas	apenas	reações	
autonômicas	mediadas	pelo	sistema	nervoso	
simpático		
↦	Da	MCPD	partem	projeções	ascendentes	que	
atingem	o	complexo	amigdaloide.	
↦Complexo	amigdaloide	é	o	epicentro	da	circuitaria	
neural	responsável	pela	modulação	de	reações	
presentes	no	medo	e	na	ansiedade.	
↦O	complexo	amigdaloide	está	localizado	no	lobo	
temporal	de	ambos	hemisférios	cerebrais	e	pode	ser	
subdividido	em	pelo	menos	doze	sub-regiões	ou	
núcleos,	cada	um	deles	relacionado	com	processos	de	
natureza	emocional	específicos.	
↦Dois	desses	núcleos	são	importantes;	
 
 
1)	Núcleo	lateral:	representa	a	via	de	entrada,	sendo	
responsável	pelo	processamento	de	estímulos	do	meio	
externos.	
↦Uma	maior	sensibilidade	do	núcleo	lateral	da	
amígdala	pode	tornar	a	pessoa	mais	reativa	a	
estímulos	ambientais,	reagindo	de	forma	defensiva	a	
situações	de	perigo	sem	ter	de	fato	um	perigo	ou	que	
outras	pessoas	sem	essa	sensibilidade	ignoram		
2)	Núcleo	central;	representa	a	via	de	saída,	sendo	
responsável	pela	ativação	de	reações	motoras	e	
fisiológicas	frente	a	situações	de	perigo		
↦O	núcleo	central,	sem	apresentar	qualquer	tipo	de	
comprometimento	em	seu	funcionamento	é	acionado	
por	estímulos	sem	qualquer	propriedade	aversiva		
↦O	núcleo	lateral	pode	estar	funcionando	normal,	
mas	o	núcleo	central,	na	ausência	de	qualquer	perigo,	
apresenta	uma	atividade	exageradamente	alta.	
↦Projeções	da	MCPD	para	o	núcleo	lateral	da	
amígdala	participam	desse	mecanismo	de	ansiedade	
antecipatória		
↦O	complexo	amigdaloide	participa	de	processos	de	
aprendizagem	do	tipo	associativa	com	estímulos	
ambientais	presentes	antes	da	ocorrência	de	um	
estimulo	aversivo.	
↦Essa	aprendizagem	ocorre	graças	a	convergência	de	
estímulos	neutros	e	aversivos	que	chegam	até	o	
núcleo	lateral	da	amigdala		
↦O	complexo	amigdaloide	é	uma	estrutura	
importante	do	circuito	neural	relacionado	a	ansiedade	
antecipatória		
↦O	complexo	amigdaloide	participa	de	vários	outros	
transtornos	de	ansiedade.	
↦Projeções	neurais	do	núcleo	central	da	amígdala	
para	a	matéria	cinzenta	periaquedutal	ventral	dão	
origem	a	reações	comportamentais	relacionadas	com	
a	redução	da	atividade	motora	
↦Projeções	do	núcleo	central	da	amigdala	para	o	
núcleo	motor	facial	controlam	determinadas	
expressões	faciais.	
↦O	núcleo	central	da	amigdala	envia	também	
projeções	descendentes	para	diferentes	regiões	
hipotalâmicas,	produzindo	uma	serie	de	respostas	
fisiológicas.	
↦Essas	reações	podem	ser	divididas	em	duas	grandes	
vias:		
1)	Sistema	nervoso	autônomo	(rápida)	
2)	Sistema	hormonal		
↦O	hipotálamo	participa	tanto	das	reações	
autonômicas	quanto	das	hormonais,	mas	são	operados	
por	regiões	distintas	dessa	estrutura	neural.	
➡A	regulação	das	respostas	fisiológicas	pela	região	
hipotalâmica		
↦Situações	de	perigo	são	capazes	de	ativar	o	sistema	
nervoso	simpático,	por	meio	da	reação	chamada	
“reação	de	alarme”	
↦O	núcleo	central	da	amigdala	projeta-se	para	o	
hipotálamo	lateral	que	envia	projeções	até	a	coluna	
lateral	da	medula	espinhal	produzindo	uma	intensa	
ativação	fisiológica	do	sistema	respiratório	e	
cardiovascular		
↦Fibras	nervosas	enviam	informações	para	
praticamente	todos	os	órgãos	e	glândulas	localizadas	
em	nosso	corpo.	
↦A	ativação	do	sistema	nervoso	simpático	produz	
aceleração	dos	batimentos	do	coração	e	aumento	da	
p.a.,	dilatação	da	pupila,	dilatação	dos	brônquios	e	
aumento	na	liberação	de	glicose		
↦A	regulação	dessa	atividade	autonômica	se	da	por	
meio	de	um	sistema	de	retroalimentação	negativa		
↦O	núcleo	do	trato	solitário	é	a	primeira	estação,	no	
snc,	a	receber	informações	relacionadas	a	atividade	
fisiológica	do	meio	interno,	depois	o	núcleo	do	trato	
solitário	projeta-se	para	o	hipotálamo	dorso-medial	e	
esse	envia	projeções	intra-hipotalamicas	inibitórias	
para	o	hipotálamo	lateral,	produzindo	assim	uma	
redução	dessa	atividade		
↦O	sistema	hormonal	também	participa	da	regulação	
da	atividade	fisiológica	em	resposta	a	situações	de	
perigo		
↦O	hipotálamo	exerce	controle	sobre	essas	reações	
hormonais	
↦O	núcleo	central	da	amigdala	envia	projeções	para	o	
hipotálamo	paraventricular	que	envia	outras	para	
hipófise,	a	hipófise	reage	liberando	na	corrente	
sanguínea	o	hormônio	adrenocorticotrófico	(acth)	que	
chega	até	a	porção	cortical	da	glândula	suprarrenal.		
↦O	ACTH	promove	a	liberação	no	sangue	de	cortisol		
↦Esse	sistema	se	chama	eixo	hipotalâmico-
hipofisiario-adrenal		
↦Com	o	fim	da	situação	de	perigo	os	níveis	de	
hormônio	voltam	ao	normal	nos	parâmetros	
preestabelecidos		
↦Essaregulação	ocorre	por	retroalimentação	
negativa		
↦O	hipocampo	detecta	altos	níveis	de	glicocorticoides	
e	envia	sinais	inibitórios	para	o	hipotálamo	
paraventricular,	com	isso	a	hipófise	restringe	a	
liberação	de	ACTH	e	reduz	a	atividade		
↦O	contato	continuo	de	estímulos	de	perigo	gera	um	
desequilíbrio	no	funcionamento	do	hipocampo	
levando	a	falha	no	sistema	de	retroalimentação		
↦Mesmo	não	tendo	situações	de	perigo	as	cascatas	
hormonais	não	cessam		
↦Gerando	aspectos	crônicos	de	ansiedade	e	
agravando	doenças	psicossomáticas		
➡Aspectos	subjetivo	do	medo	e	ansiedade	
↦O	hipocampo	está	envolvido	na	formação	de	
memorias	que	chegam	até	a	consciência		
↦Memorias	explicitas		
↦O	hipocampo	ao	processar	respostas	hormonais	
pode	ativar	sistemas	de	memorias	explicitas	com	
situações	de	perigo	por	meio	das	projeções	ate	as	
áreas	corticais	superiores	como	o	córtex	pré-frontal	
↦Esses	processos	mnemônicos	podem	produzir	
preocupações	crônicas,	persistentes	e	excessivas	
↦reações	fisiológicas	agudas,	mediadas	pelo	sistema	
nervoso	simpático	obedecem	a	mesma	sequencia	de	
eventos	neurais		
↦O	núcleo	hipotalâmico	lateral	dispara	reações,	o	
núcleo	do	trato	solitário	processa		
↦O	núcleo	do	trato	solitário	projeta-se	para	o	córtex	
insular	que	envia	projeções	para	o	giro	cingulado	
anterior,	onde	dão	a	consciência	dessas	reações	e	a	
experiência	subjetiva	de	perigo		
 
 
↦O	transtorno	de	pânico	é	devido	a	o	processamento	
consciente	dessas	respostas	fisiológicas	de	grande	
intensidade	não	relacionadas	a	um	estimulo	externo	
de	perigo		
↦De	acordo	com	a	circuitaria	neural	apresentada,	o	
aspecto	subjetivo	associado	à	consciência	do	medo	e	
da	ansiedade	é	consequência	de	alterações	fisiológicas	
do	corpo	
↦Teoria	do	marcador	somático		
↦A	consciência	de	uma	emoção	(sentimento)	seria	
função	do	processamento	dessas	reações	corporais	
associadas	a	processos	de	memoria	explicita	que	são	
mediados	pelo	hipocampo	e	suas	projeções	corticais	
↦A	participação	do	hipocampo	na	evocação	explicita	
de	um	evento	aversivo	diferencia-se	da	função	do	
complexo	amigdaloide,	que	leva	a	uma	evocação	
desses	eventos	de	forma	independente	de	qualquer	
processo	consciente	
↦	Informações	sensoriais	do	mundo	externo	chegam	
até	o	tálamo	que	envia	projeções	para	o	núcleo	lateral	
da	amigdala		
↦	É	uma	via	rápida	e	tosca,	mas	conservadora,	nela	a	
relação	a	possível	presença	de	perigo	desencadeando	
assim	um	conjunto	de	reações	comportamentais	e	
fisiológicas		
↦	Do	tálamo	partem	projeções	para	os	córtices	
sensoriais	primários	
↦	Uma	via	mais	lenta	que	permite	uma	analise	
consciente	e	mais	refinada	dos	estímulos	do	meio	
externo		
↦	Essas	regiões	corticais	repassam	essas	informações	
para	o	complexo	amigdaloide	e	se	a	analise	mais	
detalhada	indicar	que	não	existe	perigo,	as	reações	
comportamentais	e	fisiológicas	orquestradas	pelo	
complexo	amigdaloide	são	interrompidos.	
➡Relações	entre	circuitos	corticais	e	subcorticais	
↦Os	circuitos	são;	
1)	Um	capaz	de	acionar	respostas	de	defesa	de	forma	
rápida	na	ausência	de	uma	clara	representação	do	
mundo	externo		
2)	Circuito	lento	de	avaliação	consciente	e	mais	
refinado	desses	estímulos		
↦O	equilíbrio	entre	esses	dois	circuitos	representa	o	
aspecto	funcional	ou	adaptativo	desses	sistemas,	
adquiridos	ao	longo	de	um	processo	de	seleção	
natural		
↦Falhas	nesses	sistemas	gera	a	patologia		
↦Transtornos	de	ansiedade	podem	estar	relacionados	
a	um	prejuízo	no	funcionamento	de	estruturas	
corticais	que	compõem	a	circuitaria	neural	
responsável	pelo	processamento	consciente	de	uma	
possível	situação	de	perigo,	bem	como	a	forma	que	
essas	estruturas	corticais	se	relacionam	com	áreas	
subcorticais	que	processam	estímulos	de	perigo	e	
respondem	de	forma	mais	rápida	a	estes.	
↦O	córtex	pré-frontal	também	exerce	ativação	
excessiva	em	certos	transtornos	de	ansiedade	
↦Essa	hiperatividade	do	córtex	pré-frontal	pode	está	
relacionado	com	comprometimento	de	regiões	do	
hipocampo	envolvidos	no	sistema	de	
retroalimentação	negativa	de	reações	hormonais	a	
estímulos	de	perigo,	assim	como	evocação	de	
memorias	explicitas	de	natureza	aversiva		
↦O	córtex	pré-frontal,	está	associado	a	uma	fantástica	
capacidade	reflexiva	e	de	antecipar	eventos	futuros	
↦Uma	ativação	excessiva	pode	produzir	ansiedade	
patológica	associada	a	preocupações	excessivas		
↦Pacientes	que	apresentam	intensos	sentimentos	de	
medo	e	pânico	apresentam	também	baixa	atividade	no	
córtex	pré-frontal,	causando	assim	uma	falta	de	
inibição	do	complexo	amigdaloide		
↦Projeções	que	descem	das	áreas	corticais	para	
estruturas	subcorticais	certamente	possibilitam	que	
reações	emocionais	disfuncionais	sejam	inibidas	por	
processos	cognitivos.		
↦Reações	fisiológicas	podem	ser	moduladas	por	
processos	cognitivos	por	meio	de	conexões	diretas	
entre	a	porção	ventro-medial	do	córtex	pré-frontal	
com	o	hipotálamo,	tanto	lateral	quanto	
paraventricular	
↦projeções	entre	a	região	medial	do	córtex	pré-
frontal	e	a	MCPD	indicam	também	que	sistemas	
cognitivos	podem	exercer	controle	inibitório	sobre	
reações	intensas	de	defesa	não	adequadas,	como	
aquelas	observadas	durante	um	ataque	de	pânico.		
➡Terapia	cognitiva	comportamental	
↦A	psicoterapia	da	tcc,	atua	diretamente	em	
estruturas	subcorticais	associadas	a	circuitaria	do	
medo	e	da	ansiedade	
↦Reduz	a	ativação	da	atividade	do	complexo	
amigdaloide		
↦É	possível	que	as	alterações	cerebrais	produzidas	
pela	psicoterapia	estejam	distribuídas	em	diversas	
estruturas	integrantes	desses	circuitos	neurais.		
↦Tcc	gera	aumento	bilateral	da	atividade	do	córtex	
pré-frontal	medial	
↦A	psicoterapia	pode	produzir	alterações	no	
funcionamento	cerebral,	da	mesma	forma	que	os	
tratamentos	farmacológicos		
➡Sistemas	de	neurotransmissão	e	intervenções	
psicofarmacológicas		
↦Neurotransmissores	são	agentes	químicos	presentes	
no	processo	de	comunicação	sináptica	
↦Permite	conexão	entre	estruturas	cerebrais	entre	si	
formando	circuitos	neurais	
↦Sinapses=plasticidade	
➡Sistemas	gabaérgicos		
↦O	GABA	(ácido	gama-aminobutírico)	é	o	principal	
neurotransmissor	inibitório	do	sistema	nervoso	
central.	
↦A	liberação	do	GABA	ativa	vários	receptores,	sendo	
mais	conhecidos	como	GABAa,	GABAb	e	GABAc	
↦O	GABAa	é	o	mais	importante	no	controle	da	
ansiedade	
↦Quando	ativado	pelo	GABA,	induz	aberturas	dos	
canais	de	cloro,	levando	a	uma	hiperpolarização	da	
membrana	pós-sináptica.	
↦Os	ansiolíticos	empregados	no	tratamento	da	
ansiedade	pela	indução	do	GABA	são	os	barbitúricos	
no	inicio	do	sec.XX	e	eles	são;	
-Gardenal	
-Amobarbital	(Amytal)	
-Pentobarbital	(Nembutal)	
-Secobarbital	(Seconal/	Tuinal)	
↦Efeitos	colaterais	como	sonolência	e	alta	sedação	
 
 
↦Intoxicações		
↦Leva	a	morte	em	altas	dosagens		
↦Barbitúricos=hipnóticos	
↦Em	1960	devido	aos	efeitos	maléficos	dos	
barbitúricos	foram	induzidos	no	mercado	os	
benzodiazepínicos;	
-Clordizepóxido	
-Diazepam	
-Bromazepam	
-Clobazam	
-Estazolam	
-Flunitrazepam	
-Flurazepam	
-Lorazepam	
-Nitrazepam	
↦Baixa	toxicidade	e	menor	dependências		
↦Benzodiazepínicos	com	alta	potência,	como,	por	
exemplo,	alprazolam	(Xanax)	e	clonazepam	(Rivotril),	
quando	utilizados	em	altas	doses,	podem	ser	
extremamente	úteis	para	lidar	com	reações	intensas	
de	ansiedade	presentes	durante	o	ataque	de	pânico.	
↦Altas	doses	desses	agentes	podem	produzir	efeitos	
indesejáveis,	como	sonolência,	ataxia	e	prejuízo	da	
memória.		
↦Os	receptores	GABAa	têm		sítios	ligantes	para	outras	
substâncias,	como	barbitúricos,	benzodiazepínicos	e	
álcool,	potencializando	assim	a	resposta	do	GABA.	
↦Receptores	estão	distribuídos	de	forma	extensa	por	
todo	o	snc	exercendo	influência	em	vários	circuitos	
neurais.		
↦Estudos	utilizando	diversas	técnicas	de	
neuroimagem	indicaram	que	receptores	GABAérgicos	
em	algumas	regiões	do	encéfalo,	incluindo	o	córtex	
pré-frontal,	o	complexo	amigdaloide	e	o	hipocampo,	
estão	intimamente	relacionados	com	os	transtornos	
de	ansiedade		
↦A	ação	ansiolítica	dos	benzodiazepínicos	nessas	
regiões	ocorre	quando,	ao	se	acoplarem	a	seu	sítio	
ligante,	permitem	que	o	GABAtenha	sua	ação	
amplificada.	O	aumento	da	atividade	GABAérgica	
produz	uma	hiperpolarização	na	membrana	neural,	
dificultando	assim	a	ativação	desses	neurônios.		
➡Sistemas	serotonérgicos	
↦Drogas	relacionadas	a	neurotransmissão	da	
serotonina	tem	sido	utilizada	no	tratamento	dos	
transtornos	de	ansiedade		
↦5-hidroxitriptamina	(5-HT)	
↦A	intricada	forma	com	que	a	5-HT	participa	de	
sistemas	responsáveis	por	aspectos	saudáveis	e	
patológicos	relacionados	com	reações	de	defesa	deve-
se	à	complexidade	de	seus	receptores.		
↦Já	foram	descritos	sete	tipos	de	receptores	para	a	5-
HT,	incluindo	os	receptores	5-HT1,	5-HT2,	5-HT3,	5-
HT4,	5-HT5,	5-HT6	e	5-HT7.		
↦O	receptor	5-HT1,	por	sua	vez,	apresenta	cinco	
subtipos:	5-HT1a,	5-HT1b,	5-HT1d,	5-HT1e	e	5-HT1f.	
↦O	subtipo	originalmente	apontado	como	5-HT1c	
passou	a	fazer	parte	da	família	5-HT2	de	receptores,	
que	inclui	5-HT2a,	5-HT2b	e	5-HT2c.		
↦O	receptor	5-HT5	também	apresenta	dois	subtipos,	
5-HT5a	e	5-HT5b	
↦Entre	esses	receptores,	o	5-HT1,	o	5-HT2	e	o	5-HT3	
são	os	que	estão	mais	diretamente	envolvidos	com	
processos	de	ansiedade.		
↦Os	receptores	5-HT1a	são	aqueles	que	apresentam	
uma	maior	distribuição	pelo	sistema	nervoso	central	e	
podem	apresentar	uma	atuação	pré	ou	pós-sináptica.	
↦Os	receptores	que	atuam	a	nível	pré-sinápticos	
situam-se	nos	núcleos	da	rafe,	enquanto	os	pós-
sinápticos	estão	principalmente	no	hipocampo	e	no	
complexo	amigdaloide.		
↦A	ativação	dos	autorreceptores	5HT1a	nos	núcleos	
da	rafe	alivia	a	ansiedade,	enquanto	sua	ativação	nos	
receptores	pós-sinápticos	localizados	no	hipocampo	e	
no	complexo	amigdaloide	aumenta	o	estado	de	
ansiedade.	
↦Buspirona	primeiro	ansiolítico	de	ação	
serotonérgica		
↦Atua	como	antagonista	para	receptores	5-HT1a	em	
nível	pré-sináptico	nos	núcleos	da	rafe		
↦A	ativação	desses	autorreceptores	pré-sinápticos	
diminui	a	quantidade	de	5-HT	em	nível	pós-sináptico.	
↦Reduz	a	atividade	serotonérgica	no	hipocampo	e	
complexo	amigdaloide		
↦Drogas	depressivas	com	a	inibição	seletiva	da	
recaptação	da	serotonina	(ISRS)	como;	
-Fluoxetina	
-Citalopram	
-Paroxetina	
↦Essas	drogas	são	usadas	no	tratamento	de	
transtorno	de	pânico		
↦O	ISRSs	inibe	a	proteína	responsável	pelo	transporte	
da	serotonina	de	volta	ao	neurônio	pré-sináptico,	
aumentando	assim	a	atividade	desse	
neurotransmissor	na	fenda	sináptica.	
↦Paradoxalmente	o	uso	dos	ISRSs	no	tratamento	de	
tp	aumenta	os	sintomas	de	ansiedade		
↦O	transtorno	de	ansiedade	generalizada	está	
associado	à	grande	ativação	de	5-HT	no	complexo	
amigdaloide,	enquanto	a	ocorrência	de	ataques	de	
pânico	é	relacionada	à	redução	desse	
neurotransmissor	na	MCPD.		
↦Agonistas	serotonérgicos,	os	ISRS’s,	têm	a	
capacidade	de	reduzir	a	ocorrência	de	pânico	à	ação	
que	exercem	na	MCPD.		
↦Esses	mesmos	agentes	químicos	podem	induzir	
sintomas	de	ansiedade,	graças	ao	aumento	da	
atividade	serotonérgica	no	complexo	amigdaloide.		
↦A	solução	desse	paradoxo	serotonérgico	pressupõe	
que	ansiedade	e	ataques	de	pânico	são	sintomas	
qualitativamente	distintos		
↦A	ansiedade,	presente	no	transtorno	de	ansiedade,	
reflete	uma	disfunção	que	se	manifesta	de	forma	
moderada	e	persistente	
↦O	ataque	de	pânico	se	expressa	de	forma	intensa	e	
aguda	e	surge	de	modo	completamente	inesperado.		
↦A	dissociação	entre	ansiedade	e	pânico	pode	
também	ser	constatada	farmacologicamente,	uma	vez	
que	os	ataques	de	pânico,	são	resistentes	ao	
tratamento	com	benzodiazepínicos.		
↦Outra	diferença	importante	entre	pânico	e	
ansiedade	é	o	modo	como	o	eixo	hipotalâmico-
hipofisário-adrenal	se	comporta	nessas	duas	
condições.	
↦Situações	capazes	de	produzir	uma	experiência	
subjetiva	de	ansiedade	antecipatória,	como	aquelas	
 
 
presentes	no	transtorno	de	ansiedade	generalizada,	
ativam	o	eixo	hipotalâmico-hipofisário-adrenal.		
↦Ataques	de	pânico	induzidos	por	agentes	
panicogênicos,	como,	por	exemplo,	a	injeção	de	lactato	
de	sódio	e	a	inalação	de	CO2,	ou	mesmo	ataques	de	
pânico	naturais,	são	incapazes	de	acionar	esse	eixo		
↦Diferentes	transtornos	de	ansiedade,	definidos	
exclusivamente	através	de	critérios	clínicos,	de	fato	
refletem	alterações	em	diferentes	mecanismos	
neurobiológicos,	não	só	em	relação	à	circuitaria	neural	
como	também	em	relação	a	sistemas	de	
neurotransmissão.		
Sinais	e	sintomas	psíquicos	da	ansiedade	em	geral	
↦	Tensão	
↦	Nervosismo	
↦	Apreensão		
↦	Insegurança-	estou	certo	ou	errado?	Será?		
↦	Dificuldade	de	concentração		
↦	Despersonalização-	de	estranhamento	de	si	mesmo		
↦	Desrealização-	estranheza	de	locais	que	eram	
comuns		
Fatores	de	risco	comuns	a	transtornos	de	ansiedade	
↦	Sexo	F	
↦	Baixa	escolaridade	
↦	Histórico	familiar	de	depressão		
↦	Raça	branca	
↦	Abuso	sexual	na	infância	efetivado	ou	imaginário		
↦	Numero	elevado	de	experiências	traumáticas	até	os	
21	anos	
↦	Ambiente	familiar	conturbado	
↦	Baixa	autoestima		
Condições	clinicas	a	observar	
➡Confundem	os	sintomas	somáticos	da	ansiedade;	
Sinais	e	sintomas	somáticos	da	ansiedade	em	geral	
	
TRANSTORNO	DE	ANSIEDADE	DE	SEPARAÇÃO	
➡309.21	
➡F93.0	(cid-10)	
➡Especificador	
↦Inicio	precoce		
↦Antes	dos	6	anos	de	idade	
➡Introdução	
↦Medo		
↦Medo	intenso,	persistente,	inapropriado	de	
separação	da	figura	materna	ou	paterna	ou	a	figura	
que	está	mais	ligada		
↦Ansiedade	excedo	o	esperado	em	relação	ao	
desenvolvimento	da	criança	nos	níveis	de	ansiedade	
normal	
↦Crianças		
↦A	ansiedade	de	separação	é	uma	emoção	normal	em	
crianças	de	8	a	24	meses	
↦Costuma	desaparecer	quando	a	criança	entende	o	
conceito	da	permanência	do	objeto	e	que	seus	pais	
irão	retornar		
↦Em	algumas	crianças	esta	ansiedade	persiste	além	
do	normal	de	tempo,	ou	retorna	anos	depois	podendo	
ser	avaliada	como	transtorno	
↦É	raro	pós	puberdade	
↦Tendem	a	evitar	essas	separações		
↦Quando	há	separação	(forçada)=	preocupações	
angustiantes	e	anseios	e	ansiedades	com	a	
reunificação		
↦Diagnostico	DSMV	e	pela	história	e	deve	avaliar;	
-Sintomas	
-Comportamentos	
-Funções	psíquicas	
-Traços	de	personalidade	
-Sinais	físicos	
-Intensidade,	duração	e	frequência		
↦Tratamento	tcc	com	a	criança	e	familiares	e	em	
casos	crônicos	graves	uso	de	ISRSs	
➡Etiologia	ambiental	
↦Estresses	da	vida;	
-Morte	de	um	parente		
-Morte	de	um	amigo		
-Morte	de	um	animal	de	estimação	
-Mudança	geográfica		
-Mudança	para	uma	nova	escola		
↦O	comportamento	de	pais	e	familiares	afetam	as	
crianças:	se	eles	demonstram	preocupação	excessiva	
com	doenças,	assaltos,	desastres	ou	mesmo	
acontecimentos	do	cotidiano	na	presença	da	criança.		
↦Superproteção	dos	pais	
↦Esta	característica	não	só	sinaliza	para	a	
predisposição	genética,	como	também	cria	a	
predisposição	psicológica,	já	que	a	criança	estrutura	
sua	personalidade	principalmente	com	as	pessoas	e	
ambientes	em	que	passa	mais	tempo.		
↦O	costume	de	controlar	o	comportamento	da	criança	
com	base	em	ameaças	sobrenaturais	e	imaginárias	
(“bicho-papão”,	“homem	do	bueiro”,	“cuca”,	“papai	do	
céu	vai	te	castigar”)	predispõe	a	criança	a	ter	reações	
de	ansiedade	frente	a	perigos	inexistentes,	
demandando	assim	a	presença	integral	da	figura	de	
vinculação	importante	para	se	sentir	segura.	
➡Etiologia	genética	e	fisiológica		
↦Predisposição	genética	para	ansiedade		
↦Pode	ser	herdado	
↦Herdabilidade	de	73%	
↦Genes	fatores	de	risco	
↦Relacionado	a	pelo	menos	seis	variantes	genéticas	
do	DNA	
↦Gene	MAD1L1,	relacionado	a	transtornos	mentais	
↦Variantes	genéticas	estão	relacionadas	ao	
funcionamento	de	receptores	do	hormônio	sexual	
feminino	estrogênio	
↦Mulheres	tem	o	dobro	de	mais	chances	de	
desenvolver	ansiedade	do	que	homens.	
↦Sensibilidade	aumentada	à	estimulação	respiratória	
usando	ar	enriquecido	com	CO2	
➡Sinais	e	sintomas	que	apoiam	o	diagnóstico	
 
 
↦Quando	ocorre	a	separação	ocorre;	
↦Retraimento	social	
↦Apatia	
↦Tristeza	
↦Dificuldade	de	concentração		
↦Rejeição	escolar	(pré-escolar)	
↦Recusa	sair	sem	a	figura	que	se	sente	mais	ligada	
↦Cenas	dramáticas	que	ocorrem	no	momento	da	
separação	
↦Raiva	e	agressão	nas	figuras	de	apego	(depende	da	
gravidade)	
↦São	crianças	exigentes	e	intrusivas	com	altasnecessidades	de	atenção	constante	e	quando	adultas	
podem	ser	dependentes	e	superprotetoras	
↦Cenas	de	separação	são	emocionalmente	dolorosas	
e	celebradas	por	ambos	lados	
↦Imploro	de	não	sair	de	casa,	promessas,	birras,	
ameaças		
↦Muita	preocupação	após	separação	
↦Preocupação	e	medo	de	acontecer	algo	
↦Recusa	dormir	só	e	insiste	ficar	no	mesmo	quarto	
que	a	figura	que	se	sente	mais	ligada		
↦Pesadelos	envolvendo	separação	
↦Medo	de	animais		
↦Medo	de	escuro,	monstros,	assaltantes,	acidentes	
↦Relatos	perceptuais	incomuns	a	noite,	como	
aparições,	monstros,	sombras	
↦Saudades	de	casa	quando	estão	fora	dela	
↦Queixas	de	sintomas	somáticos	como;	
-Cefaleias		
-Cólicas		
-Náuseas		
-Vômitos		
↦Tais	sintomas	são	frequentes	quando	a	criança	sabe	
que	irá	ocorrer	a	separação	
↦Comportamento	normal	quando	está	presente	a	
figura	de	apego		
↦Sintomas	cardiovasculares	como	palpitações,	
tontura	e	sensação	de	desmaios	são	raros	em	crianças	
menores,	mas	comuns	em	casos	em	adolescentes	e	
adultos	
↦Preocupações	excessivas	de	perder	a	figura	de	
apego		
↦Vinculo	vicioso	de	ansiedade	dos	pais	que	exacerba	
a	ansiedade	da	criança		
➡Diagnóstico	
↦Avaliação	clínica		
↦Manifestações	presentes	maior	que	4	semanas	e	
causar	sofrimento	significativo	ou	prejudicar	o	
funcionamento	social,	mental		
➡Diagnóstico	DSM-V	
↦A)	
↦Medo	e	ansiedade	excessivos	e	impróprios	em	
relação	ao	estagio	de	desenvolvimento	atual	
envolvendo	a	separação	das	figuras	de	apego	da	
criança.	Deve-se	possuir	três	ou	mais	dos	seguintes	
aspectos;	
1-Sofrimento	excessivo	e	recorrente	antes	da	
separação		
2-Preocupação	persistente	e	excessiva	acerca	da	
possível	perda	ou	de	perigos	envolvendo	a	figura	de	
apego	
3-Preocupação	persistente	e	excessiva	acerca	de	
possível	evento	indesejável	levar	a	separação	da	
criança	da	figura	de	apego	
4-Relutância	persistente	ou	recusa	a	sair,	afastar-se	de	
casa,	ir	pra	escola,	ou	qualquer	outro	lugar	em	virtude	
do	ato	de	se	separa-se	
5-Temor	persistente,	excessivo	ou	relutância	em	ficar	
sozinho	ou	sem	as	figuras	de	apego	em	casa	ou	outro	
lugar		
6-Relutancia	ou	recusa	persistente	em	dormir	longe	
de	casa	ou	dormir	sem	a	figura	de	apego,	mesmo	
tendo	outras	figuras	tutoras	
7-Pesadelos	envolvendo	o	tema	de	separação		
8-Queixas	de	sintomas	somáticos	
↦B)	
↦Medo,	ansiedade	e	esquiva	é	persistente,	durando	
pelo	menos	quatro	semanas	em	crianças	e	
adolescentes	(menores	de	18	anos)	e	geralmente	nos	
casos	de	adultos	seis	meses	ou	mais		
↦C)	
↦A	perturbação	causa	sofrimento	clinicamente	
significativo	ou	prejuízo	no	funcionamento	social,	
acadêmico	e	em	outras	áreas	do	individuo		
↦D)	
↦A	perturbação	não	é	mais	bem	explicada	por	outro	
transtorno	mental,	medo,	ansiedade	de	separação		
➡Epidemiologia	
↦4%	da	população	infanto-juvenil	sofrem	desse	
transtorno	em	graus	diferentes		
↦27%	a	38%	de	crianças	e	adolescentes	atendidas	em	
ambulatórios	receberam	o	diagnostico		
↦Níveis	graves		
↦Prevalência	em	torno	de	12	meses	para	adultos	e	6	a	
12	meses	para	crianças	e	adolescentes	
↦Prevale	em	crianças	menores	de	12	anos		
↦Maior	no	sexo	feminino,	mas	não	muito		
↦Problema	pode	ser	mais	comuns	em	crianças	cujas	
mães	possuem	transtorno	do	pânico		
↦Em	certas	culturas	é	normal	o	super	apego	e	a	uma	
certa	idade	estimada	para	se	separar	dos	filhos	
↦Meninas	possuem	maior	relutância	e	
comportamentos	de	esquiva	com	relação	a	escola	do	
que	os	meninos		
↦Expressão	indireta	do	medo	de	separação	é	comum	
no	sexo	masculino	
↦Possui	risco	aumentado	de	suicídio	nos	transtornos	
de	ansiedade	em	geral,	não	especificamente	o	de	
separação		
↦Ideações	e	tentativas	
➡Desenvolvimento	e	curso	
↦Períodos	de	exacerbação	na	ansiedade	de	separação	
das	figuras	de	apego	mostram	a	fase	inicial	do	curso	
↦O	inicio	tende	a	ser	em	idade	pré-escolar	e	durante	a	
infância		
↦Raramente	na	adolescência		
↦Há	períodos	de	remissão	e	exacerbação	durante	o	
curso	da	patologia	
↦Tanto	a	ansiedade	quanto	a	esquiva	podem	
perdurar	ate	a	idade	adulta	
↦Algumas	crianças	com	a	patologia	não	sofrem	mais	
na	idade	adulta	em	alguns	casos		
 
 
↦Adultos	que	sofreram	com	a	patologia	não	lembra	
do	inicio,	mas	lembra	dos	sintomas	
↦As	manifestações	variam	com	a	idade	
↦À	medida	que	as	crianças	crescem	com	esse	
transtorno	conseguem	nomear	os	medos	e	sintomas	
somáticos		
↦Adultos	com	a	patologia	são	excessivamente	
preocupados	em	relação	aos	seus	filhos	e	cônjuges	e	
vivenciam	desconfortos	em	relação	a	separação	deles	
↦Perturbações	devido	a	separação	afeta	o	diário	do	
enfermo	causando	angustias		
➡Diagnostico	Diferencial		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	de	ansiedade	generalizada	
A	ansiedade	envolve	predominantemente	a	separação	
das	figuras	de	apego,	e	se	ocorrem	outras	
preocupações	o	diagnostico	não	é	dado	
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	do	pânico		
A	ansiedade	envolve	a	possibilidade	de	se	afastar	das	
figuras	de	apego	e	a	preocupação	com	eventos	
indesejados	ocorrendo	com	elas,	ao	em	vez	de	ficar	
incapacitado	por	um	ataque	de	pânico,	não	ficam	
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	agorafobia	
Não	são	ansiosos	quanto	a	ficarem	presos	ou	
incapacitados	em	uma	situação	de	fuga		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	de	conduta		
A	esquiva	da	escola	é	comum	no	transtorno	da	
conduta,	mas	a	ansiedade	pela	separação	não	é	
responsável	pelas	ausências,	a	criança	no	transtorno	
de	conduta	mata	aula	e	não	volta	pra	casa		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	de	ansiedade	social	
A	esquiva	da	escola	se	deve	ao	medo	de	ser	julgado	
negativamente	pelos	outros,	e	não	a	preocupação	
relativa	a	ser	separado	das	figuras	de	apego		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
Transtorno	de	estresse	pós	traumático		
O	medo	de	separação	das	pessoas	amadas	é	comum	
após	eventos	traumáticos	de	desastres	naturais	por	
exemplo,	logo,	no	TEPT	os	sintomas	centrais	são	
relativos	a	intrusões	e	esquiva	de	lembranças	
associadas	ao	evento	traumático,	enquanto	no	
transtorno	de	ansiedade	de	separação	as	
preocupações	e	a	esquiva	estão	relacionadas	ao	bem-
estar	das	figuras	de	apego	e	a	separação	delas		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	de	ansiedade	de	doença		
Os	indivíduos	com	ansiedade	de	doença	se	preocupam	
com	doenças	especificas	e	ao	diagnostico	medico		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	luto	
O	luto	é	relutância	da	morte	e	evocação	de	saudades	
de	pessoas	já	falecidas	
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	depressivo	e	bipolar	
Relutância	em	sair	de	casa	é	devido	a	baixa	motivação	
para	se	envolver	com	o	mundo	externo.	
Entretanto,	indivíduos	com	ansiedade	de	separação	
podem	ficar	deprimidos	quando	ocorre	a	indesejada	
separação		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	de	oposição	desafiante		
O	transtorno	de	oposição	desafiante	deve	ser	
considerado	apenas	quando	existe	comportamento	de	
oposição	persistente	não	relacionado	a	previsão	ou	
ocorrência	de	separação	de	figuras	de	apego	
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtornos	psicóticos	
As	experiências	perceptuais	incomuns	que	podem	
ocorrer	no	transtorno	de	ansiedade	de	separação	
estão	em	geral	baseadas	em	uma	percepção	
equivocada	de	um	estimulo	real,	ocorrendo	apenas	a	
noite	e	é	revertida	pela	figura	de	apego	diferente	das	
alucinações	psicóticas		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	de	personalidade	dependente		
Preocupação	persistente	a	proximidade	e	segurança	
das	pessoas	de	apego,	não	são	dependentes	dela	para	
outras	tarefas	
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação	vs	
transtorno	de	personalidade	bordeline	
O	bordeline	é	caracterizado	pelo	medo	do	abandono	
das	pessoas	amadas,	mas	também	há	problemas	na	
identidade,	autodirecionamento,	no	funcionamento	
interpessoal	e	na	impulsividade,	enquanto	não	são	
centrais	no	transtorno	de	separação		
➡Comorbidades	
↦Em	crianças	é	altamente	comorbido		
↦Comorbido	a	transtorno	de	ansiedade	generalizada		
↦Comorbido	a	fobia	específica	
↦Em	adultos	as	comorbidades	incluem;	
-Fobia	especifica		
-Toc	
-Transtornosde	personalidade		
-Depressão		
-Bipolar	
➡Tratamento	
↦Terapia	comportamental		
↦Raramente	ansiolíticos	como;	
-Fluoxetina	
↦Crianças	maiores	que	8	anos/	10mg/	10-60mg/dia	
meia	vida	longa		
-Fluvoxamina	
↦Crianças	maiores	de	8	anos/25mg/50-200mg/dia/	
Para	doses	maiores	que	50mg/dia,	dividida	em	2	
doses/dia	com	a	dose	mais	alta	antes	de	dormir		
-Sertralina	
↦Crianças	maiores	de	6	anos/	25mg/	25-200mg/dia	
↦O	tratamento	do	transtorno	de	ansiedade	de	
separação	é	com	terapia	comportamental	em	que	
separações	regulares	são	sistematicamente	
reforçadas.		
↦Cenas	de	despedida	devem	ser	breves,	e	a	mãe	
deve	ser	treinada	para	reagir	aos	protestos	habituais.	
↦Auxiliar	a	criança	a	ligar-se	a	um	adulto	no	
ambiente	escolar	pode	ajudar.	
↦Em	casos	extremos,	as	crianças	podem	se	
beneficiar	de	um	ansiolítico	como	um	inibidor	
seletivo	da	recaptação	de	serotonina	
↦Porem,	o	distúrbio	da	ansiedade	de	separação	
frequentemente	afeta	crianças	pequenas	com	menos	
de	3	anos,	e	nesta	faixa	de	idade	a	experiência	com	o	
uso	destes	fármacos	é	muito	limitada.	
↦Crianças	tratadas	com	sucesso	estão	sujeitas	a	
recaídas	após	feriados	e	intervalos	escolares.	Por	
 
 
este	motivo,	é	prudente	planejar	separações	
regulares	durante	este	período,	o	que	ajudaria	a	
criança	a	acostumar-se	a	ficar	longe	dos	pais.	
↦Os	benzodiazepínicos	são	melhores	para	ansiedade	
aguda	(p.	ex.,	devido	a	um	procedimento	médico),	
mas	não	são	preferidos	para	o	tratamento	a	longo	
prazo.		
↦Os	benzodiazepínicos	com	meia-vida	curta	(p.	
ex.,	lorazepam,	0,05	mg/kg	até	o	máximo	de	2	mg	em	
dose	única)	são	a	melhor	escolha.		
↦Descobriu-se	que	a	buspirona	é	tolerada	por	
pacientes	pediátricos	(6	a	17	anos)	com	transtorno	
de	ansiedade	generalizada,	mas	dois	ensaios	clínicos	
randomizados	e	controlados	não	demonstraram	
maior	eficácia	do	que	o	placebo;	esses	estudos	não	
conseguiram	detectar	efeitos	pequenos.	
↦A	maioria	das	crianças	tolera	bem	os	ISRSs.	
↦Ocasionalmente	podem	ocorrer	mal-estar	gástrico,	
diarreia,	insônia	ou	perda	ponderal.		
↦Algumas	crianças	têm	efeitos	comportamentais	
adversos	(p.	ex.,	desinibição	ou	agitação);	esses	
efeitos	costumam	ser	leves	a	moderados.		
↦Os	pacientes	geralmente	respondem	a	um	ajuste	
menor	de	doses	ou	a	uma	troca	do	fármaco.	
↦Raramente,	os	efeitos	comportamentais	adversos	
(p.	ex.,	agressividade,	maior	tendência	a	suicídio)	são	
graves.		
↦Os	efeitos	comportamentais	adversos	são	
idiossincráticos	e	podem	surgir	com	qualquer	
antidepressivo	e	em	qualquer	momento	do	
tratamento.	
↦Como	resultado,	crianças	e	adolescentes	que	toma	
esses	fármacos	devem	ser	monitorados	atentamente.	
MUTISMO	SELETIVO	
➡Anteriormente	mutismo	eletivo	
➡313.23	
➡F94.0	(cid-10)	
➡Especificador		
↦Inicio	precoce	
↦Depois	dos	3	anos	de	idade		
➡Introdução	
↦Desfuncionalidade	
↦Falta	de	comunicação	pela	criança	
↦Intencionalidade		
↦Quadro	de	fobia	social	ou	ansiedade		
↦Não	é	mudo,	fala	
↦Frequenta	escola	na	maioria	dos	casos		
↦Estabelece	contato	falado	somente	com	a	professora	
na	maioria	dos	casos		
↦Rejeição	por	parte	das	outras	crianças		
↦Diferente	de	timidez		
↦Pessoas	com	mutismo	seletivo	só	conversam	com	
pessoas	do	seu	habito	diário			
↦Diagnostico	DSMV	e	pela	história	e	deve	avaliar;	
-Sintomas	
-Comportamentos	
-Funções	psíquicas	
-Traços	de	personalidade	
-Sinais	físicos	
-Intensidade,	duração	e	frequência		
↦Tratamento	tcc	com	a	criança	e	familiares	e	em	
casos	crônicos	graves	uso	de	ISRSs	
➡Etiologia	ambiental	
↦Pais	de	crianças	com	mutismo	seletivo	são	mais	
protetores	e	controladores	que	pais	de	crianças	com	
tag	ou	outro	transtorno		
↦Situações	traumáticas	
↦Violências	psicológicas	e	físicas	
↦Afetividade	negativa	
↦Inibição	comportamental	
↦História	parental	de	timidez	
↦Isolamento		
↦Ansiedade	social	
➡Etiologia	genética/	fisiológica	e	temperamental	
↦Devido	a	sobreposição	entre	mutismo	seletivo	e	
transtorno	de	ansiedade	social,	ambos	têm	fatores	
genéticos	compartilhados		
➡Sinais	e	sintomas	que	apoiam	o	diagnóstico	
↦Timidez	excessiva		
↦Medo	de	constrangimento		
↦Isolamento	social	
↦Retraimento	social	
↦Fracasso	escolar,	devido	a	critérios	de	habilidades	
sociais	baixo	
↦Não	iniciam	conversas	ou	respondem	
reciprocamente		
↦Apego	
↦Traços	compulsivos	
↦Negativismo	
↦Ataques	de	birra		
↦Comportamento	opositor	leve		
↦Falam	em	casa,	mas	não	falam	em	outros	ambientes	
ou	com	parentes	de	segundo		
↦Transtorno	de	comunicação	associado		
↦Presença	de	ansiedade		
↦Sempre	recebem	outro	diagnostico	de	transtorno	de	
ansiedade	acompanhado	do	mutismo		
↦Intensa	ansiedade	social	
↦Usam	outros	meios	para	se	comunicar		
Ex.:	grunhindo,	apontando,	escrevendo		
↦Anseios	em	participar	de	atividades	que	não	
envolvem	o	ato	de	falar		
➡Diagnóstico		
↦Avaliação	clínica		
↦Características	do	DSMV	
➡Diagnóstico	DSM-V	
↦A)	
↦Fracasso	persistente	para	falar	em	situações	sociais	
especificas	nas	quais	existe	a	expectativa	para	tal	
Ex.:	na	escola,	mesmo	falando	em	casa	
↦B)	
↦A	perturbação	interfere	na	realização	educacional	
ou	profissional	ou	na	comunidade	social	
↦C)	
↦A	duração	mínima	da	perturbação	é	um	mês	(não	
limitado	ao	primeiro	mês	de	escola)			
↦D)	
↦O	fracasso	para	falar	não	se	deve	a	um	
desconhecimento	ou	desconforto	com	o	idioma	
exigido	pela	situação	social		
↦E)	
↦A	perturbação	não	é	mais	bem	explicada	por	um	
transtorno	da	comunicação,	não	ocorre	mutismo	
 
 
seletivo	durante	o	curso	de	transtorno	do	espectro	
autista,	esquizofrenia	ou	outro	transtorno	psicótico		
➡Epidemiologia	
↦Transtorno	relativamente	raro	
↦0,03%	e	1%		
↦Mais	frequência	em	crianças	menores		
↦Não	varia	muito	em	gênero/raça	
↦Crianças	imigrantes	podem	ter	recusa	a	falar	por	
não	saber	bem	o	idioma,	se	encaixando	no	mutismo	
seletivo	
➡Desenvolvimento	e	curso		
↦Antes	dos	5	anos	de	idade		
↦A	perturbação	é	notada	após	entrar	no	contexto	
escolar	
↦A	persistência	do	transtorno	é	variada		
↦Quando	pessoas	recebem	o	diagnostico	de	mutismo	
seletivo	e	fobia	social,	as	vezes	o	mutismo	seletivo	
desaparece	ficando	apenas	fobia	social	
➡Diagnóstico	diferencial		
	↦Mutismo	seletivo	vs	transtorno	da	comunicação		
A	perturbações	na	fala	nessas	condições	não	está	
restrita	a	uma	situação	social	especifica		
Ex.:	gagueiras	
↦Mutismo	seletivo	vs	transtorno	do	
neurodesenvolvimento/	esquizofrenia	e	outros	
transtornos	psicóticos	
O	mutismo	seletivo	deve	ser	diagnosticado	apenas	
quando	uma	criança	tem	capacidade	de	falar	bem	
estabelecida	em	algumas	situações	sociais		
Ex.:	em	casa		
↦Mutismo	seletivo	vs	transtorno	de	ansiedade	social	
(fobia	social)		
Muitas	vezes	tanto	o	mutismo	quanto	a	ansiedade	
social	estão	ligadas	logo	o	diagnostico	de	ambos	deve	
ser	dado	
➡Comorbidades		
↦Transtorno	de	ansiedade	social		
↦Transtorno	de	ansiedade	de	separação		
↦Fobia	especifica		
↦Comportamentos	de	oposição	(situações	que	
requerem	fala)	
↦Retardos	mentais		
↦Transtornos	de	comunicação		
➡Tratamento	
↦Terapia	comportamental		
↦O	mutismo	seletivo	deve	ser	tratado	com	enfoque	na	
vida	da	criança.		
↦É	preciso	conhecer	o	cotidiano	para	que	as	
intervenções	sejam	eficazes.		
↦Os	especialistas	procuram	trabalhar	com	estratégias	
comportamentais.		
↦Além	disso,	terapias	individuais	ou	que	abarquem	
toda	a	família.	
↦Os	terapeutas	também	utilizam	meios	que	
estimulem	a	comunicação.		
↦Portanto,	o	profissional	pode	contar	com	outros	
especialistas	para	auxiliá-los	na	busca	por	um	
resultado	eficaz	para	o	desenvolvimento	da	criança.	
FOBIA	ESPECÍFICA	
➡300.29	
➡F40.218	(ANIMAL)	
➡F40.228	(AMBIENTE	NATURAL)	
➡F40.230	(SANGUE)	
➡F40.231	(INJEÇÕES	E	TRANSFUSÕES)	
➡F40.232	(OUTROS	CUIDADOS	MÉDICOS)	
➡F40.233	(FERIMENTOS)	
➡F40.248	(*SITUACIONAIS*)	
↦Situações,	locais	
➡F40.298	(OUTROS)	
↦Fantasias,	medo	de	ter	alguma	reação		
↦Quando	está	presente	mais	de	um	estímulo	fóbico,	
codificar	todos	os	códigos	da	CID-10-MC	que	se	
aplicam	(p.	ex.,	para	medo	de	cobras	e	de	voar,	
F40.218	fobia	específica,	animal	e	F40.248	fobia	
específica,	situacional).		
➡Especificador		
↦Inicio	precoce		
↦7	entre	11	anos		
➡Introdução	
↦Estímulo	fóbico	
↦Medos	persistentes,	irracionaise	intensos	de	
situações,	circunstancias	e	objetos	específicos	como;	
-Agorafobia	(locais)	
-Acrofobia	(altura)	
-Amatofobia	(poeira)	
-Astrofobia	(trovoes	e	relâmpagos)	
-Aerofobia	(voar)	
-Belonofobia	(agulha,	alfinetes)	
-Brontofobia	(trovoes)	
-Claustrofobia	
-Eurofobia	(genitais	femininos)	
-Gefirofobia	(atravessar	pontes)	
-Hidrofobia	(água)	
-Odontofobia	(dentistas)	
-Flatusfobia	(soltar	flatos)	
-Fasmofobia	(fantasmas)	
-Fobofobia	(ter	uma	fobia)	
-Triscadeicafobia	(associação	ao	numero	13)	
-Tripanofobia	(injeções)	
-Zoofobia	(animais)	
↦Existem	mais	de	500	fobias	existentes	
↦Medo		
↦Ansiedade	
↦Esquiva		
↦Desproporcional	ao	medo	real	ou	risco	real	
↦Caso	se	exponha	frente	a	tais	medos	específicos,	
forte	ansiedade		
↦Ansiedade	pode	gerar	ataques	de	pânico		
↦As	pessoas	reconhecem	o	medo	irracional		
↦As	fobias	são	os	transtornos	de	ansiedade	mais	
comuns		
↦Algumas	fobias	causam	menos	inconveniente	que	
outras	devido	a	falta	de	exposição	
↦Outras	fobias	causam	mais	inconveniente	que	
outras	devido	ao	grau	de	exposição	diário		
↦Algumas	fobias	podem	causar	desmaios	devido	a	
reflexo	vasovagal	excessivo	que	produz	bradicardia	e	
hipotensão	ortostática	
➡Etiologia	ambiental	
↦Eventos	traumáticos	envolvendo	estimulo	fóbico		
↦Relatos	de	outras	pessoas		
 
 
↦Após	um	ataque	de	pânico	em	um	determinado	local	
ou	com	o	determinado	objeto		
↦Transmissão	em	demasia	de	tragédias	envolvendo	
coisas		
↦Superproteção	dos	pais	
↦Separamentos	parentais		
↦Abuso	físico	e	sexual	
↦Encontros	traumáticos	com	o	estimulo	fóbico	
➡Etiologia	genética	e	fisiológica		
↦Neuroticismo		
↦Inibição	comportamental	
↦De	pai	pra	filho	(tendência)	mesma	fobia	
↦Situação	que	cause	algum	tipo	de	trauma	não	só	
provoca	alterações	estruturais	no	cérebro,	como	
também	promove	mudanças	genéticas	no	DNA	
↦Amígdala	
➡Sinais	e	sintomas	que	apoiam	o	diagnostico		
↦Dependem	do	tipo	de	transtorno	fóbico	
↦Excitabilidade	autonômica	pela	antecipação	ou	
durante	a	exposição	a	um	objeto	ou	situação	fóbica		
↦Resposta	fisiológica	a	situação	ou	objeto	temido	
varia	
↦Excitabilidade	aumentada	do	sistema	nervoso	
simpático		
↦Desmaios	vasovagais	
↦Aceleração	do	ritmo	cardíaco		
↦Queda	na	pressão	arterial		
↦Ansiedade	na	antecipação	de	exposição	ao	elemento	
fóbico		
↦Ataques	de	choros,	raiva,	imobilidade,	
comportamento	de	agarrar	(crianças)	
↦Evitação	ativa	
↦Relutância		
↦Consequências	na	qualidade	de	vida	
➡Diagnostico		
↦DSMV	
↦Medo	acentuado	persistente	>6	meses	ou	ansiedade	
do	elemento	fóbico	
➡Diagnóstico	DSMV	
↦A)	
↦Medo	ou	ansiedade	acentuados	acerca	de	um	objeto	
ou	situação	(em	crianças	o	medo	e	ansiedade	é	
expresso	por	choro,	ataques	de	raiva	e	imobilidade)	
↦B)	
↦O	objeto	ou	situação	fóbica	quase	invariavelmente	
provoca	uma	resposta	imediata	de	medo	ou	ansiedade	
↦C)	
↦O	objeto	ou	situação	fóbica	é	ativamente	evitado	ou	
suportado	com	intensa	ansiedade	ou	sofrimento	
↦D)	
↦O	medo	ou	ansiedade	é	desproporcional	em	relação	
ao	perigo	real	imposto	pelo	objeto	ou	situação	
especifica	e	ao	contexto	sociocultural	
↦E)	
↦O	medo,	ansiedade	ou	esquiva	é	persistente,	
geralmente	com	duração	mínima	de	seis	meses	
↦F)	
↦O	medo,	ansiedade	ou	esquiva	causa	sofrimento	
clinicamente	significativo	ou	prejuízo	no	
funcionamento	social,	profissional	ou	em	outras	áreas	
da	vida	do	individuo		
↦G)	
↦A	perturbação	não	é	mais	bem	explicada	pelos	
sintomas	de	outro	transtorno	mental,	incluindo	medo,	
ansiedade	ou	esquiva	de	situações	associadas	a	
sintomas	do	tipo	pânico	ou	outros	sintomas	
incapacitantes.	
↦Comum	que	tenham	mais	de	uma	fobia		
↦Teme	três	ou	mais	objetos	ou	situações		
↦Diagnostico	de	fobia	especifica	múltipla	
➡Epidemiologia	
↦75%	temem	mais	de	uma	situação	ou	objeto	
↦13%	das	mulheres		
↦4%	dos	homens		
↦Afetam	12,5%	de	americanos	
↦5%	em	crianças		
↦16%	em	jovens	13	a	17	anos	
↦3	a	5%	em	idosos		
↦Período	de	12	meses	
↦Medo	de	sangue,	injeções	e	agulhas	afetam	5%	da	
população		
↦Varia	com	as	regiões	que	o	individuo	se	apresenta		
↦Probabilidade	de	60%	de	risco	de	suicídio		
↦Aumentam	quando	associado	a	transtornos	de	
personalidade	
➡Desenvolvimento	e	curso	
↦Inicio	na	infância		
↦Antes	dos	10	anos	fobias	especificas		
↦Fobia	especifica	situacional	depois	dos	10	anos	
↦Fobias	especificas	na	idade	infantil	tende	a	ter	
remissões	e	recidivas	durante	o	mesmo	período		
↦Fobias	que	persistem	até	a	idade	adulta	não	tem	
remissões		
↦Deve-se	avaliar	a	questão	do	medo	em	crianças,	e	se	
a	ansiedade,	esquiva	e	medo	não	faz	parte	apenas	do	
estagio	do	desenvolvimento,	pois	assim	o	diagnostico	
não	é	aplicado	
↦É	evidente	em	pessoas	idosas		
↦A	fobia	especifica	tende	vir	acompanhada	como	
comorbidade	de	alguma	doença	já	existente		
➡Diagnostico	diferencial		
↦Fobia	específica	vs	agorafobia	
Se	um	individuo	teme	apenas	uma	das	situações	
agorafobicas	o	diagnostico	é	fobia	especifica	
situacional	
Apenas	medo	de	avião,	elevadores,	quartos=	fobia	
especifica	situacional		
Medo	de	avião,	elevadores	e	está	em	multidões=	
agorafobia	
Se	a	situações	são	temidas	por	outras	razoes	como	ser	
morto	em	uma	multidão	ou	se	cortar	dentro	de	um	
avião=	fobia	especifica		
↦Fobia	específica	vs	fobia	social	
Medo	de	ser	avaliado	negativamente	apenas=	fobia	
social	
↦Fobia	específica	vs	transtorno	de	ansiedade	de	
separação		
Situação	temida	for	a	separação	dos	pais	é	ansiedade	
de	separação		
↦Fobia	específica	vs	transtorno	do	pânico		
Se	os	ataques	de	pânico	forem	presentes	apenas	
diante	as	situações	de	medo	do	estimulo	fóbico	será=	
fobia	especifica	ou	situacional	de	determinado	
estimulo	fóbico,	se	já	experimentou	ataques	de	pânico	
 
 
inesperado	ou	recorrentes	não	deve	ser	fobia	
especifica		
↦Fobia	específica	vs	toc	
Se	o	medo	ou	ansiedade	primaria	de	um	individuo	é	
de	um	objeto	ou	situação	como	resultado	de	obsessões	
e	se	outros	critérios	diagnósticos	para	o	toc	são	
satisfeitos,	então	não	deve	receber	diagnostico	de	
fobia	especifica		
↦Fobia	específica	vs	trauma	e	estresse	
Se	a	fobia	só	se	desenvolve	após	um	evento	traumático	
o	diagnostico	será	TEPT	
Os	eventos	traumáticos	podem	preceder	o	inicio	de	
TEPT	e	a	fobia	especifica		
Se	os	critérios	de	TEPT	não	forem	satisfeitos	se	
encaixa	fobia	especifica		
↦Fobia	específica	vs	transtornos	alimentares		
O	diagnóstico	de	fobia	específica	não	é	dado	se	o	
comportamento	de	esquiva	está	limitado	
exclusivamente	à	esquiva	de	alimentos	e	estímulos	
relacionados	a	alimentos,	em	cujo	caso	um	diagnóstico	
de	anorexia	nervosa	ou	bulimia	deveria	ser	
considerado.		
↦Fobia	específica	vs	transtorno	do	espectro	da	
esquizofrenia	e	outros	transtornos	psicóticos		
Quando	o	medo	e	a	esquiva	são	devido	a	pensamentos	
delirante	um	diagnostico	de	fobia	especifica	não	é	
justificado	
➡Comorbidades		
↦Raramente	vista	em	contextos	clínicos	na	ausência	
de	outra	patologia	
↦Associado	a	uma	variedade	de	outros	transtornos,	
especialmente	depressão	em	adultos	mais	velho		
↦A	fobia	especifica	costuma	ser	o	primeiro	transtorno	
a	se	desenvolver	
↦Risco	aumentado	de	desenvolvimento	de	outros	
transtornos,	incluindo	os	demais	transtornos	de	
ansiedade,	depressivo	e	bipolar,	os	transtornos	
relacionados	a	substancias,	sintomas	somáticos	e	
relacionados	e	transtorno	de	personalidade	
➡Tratamento	
↦Terapia	de	exposição		
↦Benzodiazepínicos	ou	betabloqueadores	
↦O	prognóstico	das	fobias	específicas	não	tratadas	
varia	porque	certas	situações	ou	objetos	incomuns	
(p.	ex.,	cobras	ou	cavernas)	são	fáceis	de	evitar,	ao	
passo	que	outras	situações	ou	objetos	(p.	ex.,	pontes	
ou	temporais)	são	comuns	e	difíceis	de	evitar.	
↦Terapia	de	exposição	(dessensibilização	
sistemática)	
Prescreve	tarefas	de	exposição,	os	pacientes	
procuram,	confrontam	e	mantêm-se	em	contato	com	
o	que	temem	e	evitam	até	que	a	ansiedade	
gradualmente	diminua	por	processo	chamado	
habituação.	
Como	a	maioria	dos	pacientes	sabe	que	seus	medos	
são	excessivos,	embaraçosos	e	incapacitantes,	
geralmente	estão	dispostos	a	participar	dessa	
terapia,	isto	é,	evitar	a	esquiva.	
Iniciam	por	uma	exposição	moderada	(p.	ex.,	os	
pacientes	são	convidados	a	seaproximarem	do	
objeto	temido,	mas	a	uma	distância	segura).	Se	os	
pacientes	descreverem	aceleração	da	frequência	
cardíaca	ou	falta	de	ar	em	certas	situações	quando	
encontram	o	objeto	ou	a	situação	temida,	é	possível	
ensiná-los	a	responder	com	respiração	lenta	e	
controlada	ou	outros	métodos	que	promovam	o	
relaxamento	
eles	podem	ser	solicitados	a	observar	quando	a	
frequência	cardíaca	acelerou	e	a	falta	de	ar	começou	
e	quando	essas	respostas	voltaram	ao	nível	normal.	
Quando	os	pacientes	se	sentem	confortáveis	em	um	
nível	de	exposição,	o	nível	de	exposição	é	aumentado	
(p.	ex.,	tocar	o	objeto	temido).	
Os	terapeutas	continuam	a	aumentar	o	nível	de	
exposição	até	que	os	pacientes	consigam	tolerar	a	
interação	normal	com	a	situação	ou	o	objeto	
A	exposição	pode	aumentar	tão	rapidamente	quanto	
os	pacientes	a	toleram;	às	vezes	são	necessárias	
apenas	algumas	sessões.	
A	terapia	de	exposição	ajuda	>	90%	dos	pacientes	
que	a	realizam	com	afinco,	sendo	quase	sempre	o	
único	tratamento	necessário	para	fobias	específicas.	
↦Fármacos	
O	tratamento	de	curto	prazo	com	benzodiazepínicos	
(p.	ex.,	lorazepam	0,5	a	1,0	mg	por	via	oral)	ou	
betabloqueadores	(o	propranolol	costuma	ser	
preferido	—	10	a	40	mg	por	via	oral),	idealmente	
cerca	de	1	a	2	h	antes	da	exposição,	é	ocasionalmente	
útil	quando	a	exposição	a	um	objeto	ou	a	uma	
situação	não	pode	ser	evitada	(p.	ex.,	quando	uma	
pessoa	com	fobia	de	voar	tem	que	voar	sem	aviso	
prévio)	ou	quando	a	terapia	de	exposição	não	é	
aceita	ou	não	teve	sucesso.	
FOBIA	SOCIAL	
➡300.23	
➡F40.10	(CID-10)	
➡Especificador		
↦13	anos	(média)	
↦8	a	15	anos	(relatos	e	amostras)	
➡Introdução	
↦Ansiedade	social	
↦Medo		
↦Ansiedade	
↦Nervosismo	
↦Combo	de	medo	e	ansiedade	de	se	expor	a	certas	
situações	sociais	ou	de	desempenho	
↦Tais	situações	são	evitadas	ou	enfrentadas	com	
ansiedade	substancial		
↦Esquiva	fóbica	
↦Medo	e	ansiedade	desproporcional	a	ameaça	real	
↦Sentimentos	de	vergonha	e	humilhação	são	comuns		
↦Receio	de	ser	julgado	negativamente	em	publico	
pelas	suas	palavras	e	atitudes	
↦Preocupação	acerca	que	a	ansiedade	se	torne	
aparente	por	meio	de	sudorese,	rubores,	vômitos	e	
tremores		
↦A	mesma	atividade	realizada	sozinha	não	causa	
ansiedade	
↦Varias	situações	são	gatilhos	
↦Falar	em	publico		
↦Atuar	em	uma	performance	teatral	ou	tocar	
instrumento	musical		
↦Conhecer	novas	pessoas		
↦Comer	na	frente	de	outras	pessoas		
 
 
↦Usar	banheiros	públicos		
↦A	maioria	das	pessoas	reconhecem	seus	medos	e	
que	eles	são	irracionais	e	excessivos		
↦Casos	leves,	graves	e	moderados		
↦Ansiedade	em	certos	momentos	específicos	
(ansiedade	social	circunscrita)	
↦A	evolução	de	casos	leves	para	grave	se	dá	
gradualmente	(ansiedade	social	generalizada)	e	a	
pessoa	passa	a	evitar	também	situações	que	
favorecem	o	contato	interpessoal	
↦Fobia	Vs	Timidez	
↦Todos	seres	humanos	são	poucos	tímidos,	ansiosos	
e	inseguros	em	certos	ambientes	desconhecidos	e	na	
frente	de	estranhos	
↦Grau	de	timidez	varia	de	pessoa	para	pessoa	e	de	
situação	para	situação		
↦Quando	não	causa	problemas	funcionais	
↦A	linha	tênue	entre	fobia	e	timidez	pode	dificultar	o	
diagnostico		
↦A	timidez	não	trará	tantos	prejuízos	funcionais,	
sociais	e	profissionais		
↦O	paciente	com	fobia	social	não	se	comunica	muito,	
nem	mesmo	com	as	pessoas	próximas,	se	isola	de	
qualquer	contato	intimo	humano,	se	mostra	tímido	
com	relação	a	atitudes	simples	realizadas	em	publico.	
↦Pessoas	com	personalidade	com	traços	de	timidez	
tem	mais	probabilidade	em	desenvolver	fobia	social	
➡Etiologia	ambiental	
↦Espelho	dos	pais,	basicamente	aprendem	vendo	
comportamentos	dos	pais	
↦Maus-tratos	na	infância		
↦Meio	repressivo	ou	sem	afeto	
↦Crianças	que	sofrem	bullying	
↦Assédios	morais	e	sexuais		
↦Adversidade	psicossocial	na	infância		
↦Influencia	do	meio	onde	vivem		
↦Traumas	e	experiências	negativas	
↦Imigrações	
➡Etiologia	genética	e	fisiológica		
↦30%	das	causas	derivam	de	genes	
↦gene-ambiente	
↦Parentes	de	primeiro	grau	tem	2	a	3	vezes	maior	de	
ter	o	transtorno		
↦Hiperfuncionamento	da	amigdala	no	
condicionamento	do	medo		
↦Inibição	comportamental	
↦Neuroticismo	
➡Sinais	e	sintomas	que	apoiam	o	diagnostico		
↦Sensibilidade	aguçada	para	se	sentirem	humilhados	
ou	rejeitados	em	contextos	interpessoais		
↦Recusa	de	interações	com	outras	crianças	da	mesma	
idade	
↦Queixas	de	problemas	somáticos	antes	de	
frequentar	devidos	locais	
↦Crises	de	pânico	antecedendo	eventos		
↦Manifestações	corporais	(hiperatividade	
autonômica)	(hiperatividade	do	sistema	nervoso),	
ansiedade,	taquicardia,	sudorese,	falta	de	ar,	mãos	
geladas	e	tremulas,	ondas	de	calor	
↦Pensamentos	e	avaliações	negativas	
↦Desvio	de	atenção	e	memoria	para	momentos	ruins	
de	uma	determinada	ocasião		
↦Inadequadamente	assertivos	
↦Submissos	
↦Postura	corporal	muito	rígida	
↦Contato	visual	inadequado		
↦Voz	suave	
↦Tímidos	e	retraídos		
↦Em	crianças	quadros	de	birra	
↦Medos	em	geral	de	interação	como	ser	
envergonhado,	demonstrar	estar	nervoso	e	ansioso	
↦Receios	em	passar	por	constrangimentos	e	ser	
colocado	em	pauta	de	conversa	
↦Saem	da	casa	dos	pais	mais	tarde		
↦Retardam	compromissos	como	casamentos,	
paternidades	
↦Automedicações	
↦Uso	de	álcool	antes	de	ir	para	eventos			
↦Parurese	(homens)		
↦Evasão	escolar	
↦Singularidade	na	vida	sem	filhos	e	solteiros	
↦Pouco	lazer	em	ar	livre	
↦Desemprego		
➡Diagnóstico	
↦Para	atender	os	critérios	do	DSM-5	para	o	
diagnóstico,	os	pacientes	devem	ter;	
↦Medo	acentuado	e	persistente	(≥	6	meses)	ou	
ansiedade	em	uma	ou	mais	situações	sociais	em	que	
podem	ser	julgadas	por	outras	pessoas.	
↦O	medo	deve	envolver	uma	avaliação	negativa	por	
outras	pessoas	(p.	ex.,	de	que	os	pacientes	serão	
humilhados,	envergonhados	ou	rejeitados	ou	
ofenderão	outros).		
↦Além	disso,	todos	os	seguintes	devem	estar	
presentes:	
↦As	mesmas	situações	sociais	quase	sempre	
provocam	medo	ou	ansiedade.	
↦Pacientes	evitam	ativamente	a	situação.	
↦O	medo	ou	a	ansiedade	é	desproporcional	à	ameaça	
real	(levando	em	conta	as	normas	socioculturais).	
↦O	medo,	a	ansiedade	e/ou	esquiva	causam	
sofrimento	significativo	ou	prejudicam	muito	o	
funcionamento	social	ou	ocupacional.	
➡Diagnóstico	DSMV	
↦A)	
↦Medo	ou	ansiedade	acentuados	acerca	de	uma	ou	
mais	situações	sociais	em	que	o	individuo	é	exposto	a	
possível	avaliação	por	outras	pessoas,	interações	
sociais,	ser	observado	e	situações	que	desempenha	
diante	de	terceiros		
↦Em	crianças	a	ansiedade	deve	ocorrer	com	seus	
semelhantes	além	dos	adultos		
↦B)	
↦O	individuo	teme	agir	de	forma	a	demonstrar	
sintomas	de	ansiedade	que	serão	avaliados	
negativamente		
↦C)	
↦As	situações	sociais	quase	sempre	provocam	medo	
ou	ansiedade	
↦Em	crianças	essa	ansiedade	ou	medo	pode	ser	
demonstrada	através	das	birras	e	ataques,	
imobilidades	e	encolhendo-se	também	são	comuns		
↦D)	
↦As	situações	sociais	são	evitadas	ou	suportadas	com	
intenso	medo	ou	ansiedade	
 
 
↦E)	
↦O	medo	ou	ansiedade	é	desproporcional	a	ameaça	
real,	apresentada	pela	situação	social	e	o	contexto	
sociocultural	
↦F)	
↦o	medo,	ansiedade	ou	esquiva	é	persistente	durando	
mais	de	seis	meses		
↦G)	
↦O	medo,	ansiedade	ou	esquiva	causa	sofrimento	
clinicamente	significativo	ou	prejuízo	no	
funcionamento	social,	profissional	ou	em	áreas	
importantes		
↦H)	
↦O	medo,	ansiedade	ou	esquiva	não	é	consequência	
dos	efeitos	fisiológicos	de	uma	substância		
↦I)	
↦O	medo,	ansiedade	ou	esquiva	não	é	mais	bem	
explicado	pelos	sintomas	de	outro	transtorno	men-	
tal,	como	transtorno	de	pânico,	transtorno	dismórfico	
corporal	ou	transtorno	do	espectro	autista.		
↦J)	
↦Se	outra	condição	médica	está	presente,	o	medo,	
ansiedade	ou	esquiva	é	claramente	não	relacionado	ou	
é	excessivo.		
NOTA:	
↦Os	indivíduos	com	transtorno	de	ansiedade	social	
do	tipo	somente	desempenho	(se	o	medo	está	restrito	
à	fala	ou	ao	desempenhar	em	público)	têm	
preocupações	com	desempenho	que	são	geralmente	
mais	prejudiciais	em	sua	vida	profissional.	
Os	indivíduos	com	transtorno	de	ansiedade	social	
somente	desempenho	não	temem	ou	evitam	situações	
sociais	que	não	envolvam	o	desempenho.➡Epidemiologia		
↦Afeta	9%	das	mulheres	e	7%	dos	homens	durante	
12	meses	
↦13%	ao	longo	da	vida	
↦Sexo	feminino	do	que	masculino		
↦Discrepância	maior	de	gênero	em	adolescentes	e	
jovens	adultos	
↦Síndrome	de	taijin	kyofusho	na	Coreia	e	no	Japão	é	
parecida	com	a	fobia	social	e	satisfaz	os	critérios	
diagnósticos	para	o	transtorno	
↦A	síndrome	oriental	também	pode	satisfazer	
diagnósticos	como	dismórfico	corporal	ou	transtorno	
delirante	
↦Varia	de	cultura	as	representações	(outros	países)	
↦No	sexo	feminino	as	comorbidades	são	mais	medos,	
transtornos	depressivos,	bipolar	
↦No	sexo	masculino	as	comorbidades	são	em	relação	
a	encontros,	transtorno	opositor	desafiante	e	parurese	
↦30%	remissão	completa	dos	sintomas	em	1	ano	
↦50%	remissão	em	poucos	anos	
↦60%	(sem	tratamento)	é	crônico		
➡Curso	e	desenvolvimento		
↦Inibição	social	
↦Timidez	
↦Princípio	da	infância		
↦Insidioso		
↦Inicio	na	idade	adulta	é	raro,	porem	provável		
↦O	curso	pode	se	manter	crônico/leve	ou	moderado	
até	a	idade	adulta		
↦Pode	haver	remissão	quando	o	individuo	com	o	
transtorno	se	casa	e	pode	haver	recaídas	quando	
ocorra	o	divorcio		
↦Adolescentes	possui	mais	padrão	de	esquivas	e	
medos		
↦Idosos	apresentam	ansiedade	social	em	níveis	
relativamente	baixos		
↦Devido	ao	declínio	no	sistema	sensorial	dos	idosos	e	
no	sistema	fisiológico	a	ansiedade	social	atuara	sobre	
esses	medos	de	incontinências	e	gafes	
↦O	diagnóstico	em	idosos	é	mais	complexo	e	
desafiador	
↦Insight	limitado	
➡Diagnóstico	diferencial	
↦Fobia	social	vs	timidez	normal	
Se	a	timidez	causa	impacto	na	vida	do	individuo	em	
várias	áreas	o	diagnostico	de	ansiedade	social	será	
dado	
↦Fobia	social	vs	agorafobia	
Indivíduos	com	fobia	social	deixados	em	ambientes	
ditos	agorafóbicos	não	apresentam	sintomas	da	
agorafobia,	logo	o	diagnostico	de	agorafobia	não	é	
dado	
↦Fobia	social	vs	transtorno	de	pânico		
Individuos	com	fobia	social	podem	ter	ataques	de	
pânico,	entretanto	não	significam	que	tenham	o	
transtorno,	pois	o	medo	do	transtorno	está	
relacionado	com	o	julgamento	alheio		
↦Fobia	social	vs	TAG	
Preocupações	excessivas	acerca	da	qualidade	do	
desempenho	social	e	não	social	são	características	
sintomáticas	da	TAG,	na	fobia	social	as	preocupações	
focam	no	desempenho	social	e	na	avaliação	dos	
demais	
↦Fobia	social	vs	transtorno	de	ansiedade	de	
separação		
Crianças	com	fobia	social	geralmente	ficam	
desconfortáveis	ate	na	presença	das	figuras	de	apego,	
logo	o	diagnostico	quando	isso	ocorre	o	diagnostico	de	
ansiedade	de	separação	não	pode	ser	dado	
↦Fobia	social	vs	fobias	especificas		
Indivíduos	com	fobia	especifica	podem	ter	medo	de	
constrangimentos	ou	humilhações,	mas	geralmente	
não	tem	medo	de	avaliações	negativas	em	outras	
situações		
↦Fobia	social	vs	mutismo	seletivo	
Os	indivíduos	com	mutismo	seletivo	podem	fracassar	
em	falar	devido	ao	medo	de	avaliação	negativa,	mas	
não	têm	medo	de	avaliação	negativa	em	outras	
situações	sociais	em	que	não	seja	exigido	falar		
↦Fobia	social	vs	transtorno	depressivo	maior		
Os	indivíduos	com	transtorno	depressivo	maior	
podem	se	preocupar	em	serem	avaliados	
negativamente	pelos	outros	porque	acham	que	são	
maus	ou	não	merecedores	de	que	gostem	deles.	Em	
contraste,	aqueles	com	transtorno	de	ansiedade	social	
preocupam-se	em	serem	avaliados	negativamente	
devido	a	certos	comportamentos	sociais	ou	sintomas	
físicos.		
↦Fobia	social	vs	transtorno	dismórfico	corporal	
 
 
Os	indivíduos	com	transtorno	dismórfico	corporal	
preocupam-se	com	a	percepção	de	um	ou	mais	
defeitos	ou	falhas	em	sua	aparência	física,	essa	
preocupação	frequentemente	causa	ansiedade	social	e	
esquiva.	Se	seus	medos	e	a	esquiva	social	são	causados	
apenas	por	suas	crenças	sobre	sua	aparência,	um	
diagnóstico	separado	de	transtorno	de	ansiedade	
social	não	se	justifica.		
↦Fobia	social	vs	transtorno	delirante	
Os	indivíduos	com	transtorno	delirante	podem	ter	
delírios	e	alucinações	não	bizarros	relacionados	ao	
tema	delirante	que	foca	em	ser	rejeitado	por	ou	em	
ofender	os	outros.	Embora	a	extensão	do	insight	das	
crenças	acerca	das	situações	sociais	possa	variar,	
muitos	indivíduos	com	transtorno	de	ansiedade	social	
têm	bom	insight	de	que	suas	crenças	são	
desproporcionais	à	ameaça	real	apresentada	pela	
situação	social.		
↦Fobia	social	vs	autismo	
Os	indivíduos	com	transtorno	de	ansiedade	social	
geralmente	têm	relações	sociais	adequadas	à	idade	e	
capacidade	de	comunicação,	há	prejuízo	nessas	áreas	
quando	inicialmente	interagem	com	pessoas	ou	
adultos	estranhos.		
↦Fobia	social	vs	transtorno	de	personalidade	
evitativa		
Os	indivíduos	com	esse	transtorno	têm	um	padrão	
mais	amplo	de	esquiva	do	que	aqueles	com	transtorno	
de	ansiedade	social.	No	entanto,	o	transtorno	de	
ansiedade	social	é	geralmente	mais	comórbido	com	o	
transtorno	da	personalidade	evitativa	do	que	com	
outros	transtornos	da	personalidade,	e	o	transtorno	
da	personalidade	evitativa	é	mais	comórbido	com	o	
transtorno	de	ansiedade	social	do	que	com	outros	
transtornos	de	ansiedade.		
↦Fobia	social	vs	transtornos	alimentares	
É	importante	determinar	se	o	medo	de	avaliação	
negativa	acerca	dos	sintomas	ou	comportamentos	do	
transtorno	alimentar	não	é	a	única	fonte	de	ansiedade	
social	antes	de	estabelecer	um	diagnostico	de	
transtorno	de	ansiedade	social		
↦Fobia	social	vs	TOC	
O	transtorno	obsessivo-compulsivo	pode	estar	
associado	a	ansiedade	social,	mas	o	diagnóstico	
adicional	de	transtorno	de	ansiedade	social	é	usado	
apenas	quando	os	medos	sociais	e	a	esquiva	são	
independentes	dos	focos	das	obsessões	e	compulsões.		
↦Fobia	social	vs	outras	condições	medicas		
Outras	condições	podem	produzir	sintomas	
constrangedores.	Quando	o	medo	de	avaliação	
negativa	devido	a	outra	condição	medica	é	excessivo,	
um	diagnostico	de	transtorno	de	ansiedade	social	
deve	ser	considerado		
↦Fobia	social	vs	transtorno	de	oposição	desafiante	
A	recusa	em	falar	devido	à	oposição	a	figuras	de	
autoridade	deve	ser	diferenciada	do	fracasso	em	falar	
devido	ao	medo	de	avaliação	negativa.		
➡Comorbidades	
↦Frequentemente	comorbido		
↦Associado	a	transtornos	de	ansiedade		
↦Transtorno	depressivo	maior	devido	ao	isolamento	
social	
↦Transtorno	por	uso	de	substancias	devido	a	
automedicação		
↦Precede	algumas	comorbidades	associadas	em	
exceção	a	fobias	especificas	e	separação		
↦Transtorno	bipolar	
↦Transtorno	dismórfico	corporal	
↦Comorbido	com	transtorno	de	personalidade	exceto	
em	desempenho	
↦Autismo	e	mutismo	(crianças)	
➡Tratamento	
↦Terapia	cognitivo-comportamental	
↦Às	vezes,	um	inibidor	seletivo	da	recaptação	da	
serotonina	(ISRS)	
↦A	fobia	social	é	quase	sempre	crônica	e	o	tratamento	
é	necessário.	
↦A	terapia	cognitivo-comportamental	é	eficaz	para	
tratar	a	fobia	social.		
↦A	TCC	ensina	os	pacientes	a	reconhecer	e	controlar	
seus	pensamentos	distorcidos	e	suas	convicções	
falsas,	assim	como	os	instrui	sobre	a	terapia	de	
exposição	(exposição	controlada	à	situação	que	
provoca	ansiedade).	
↦ISRSs	e	benzodiazepínicos	são	eficazes	para	fobia	
social,	embora	os	benzodiazepínicos	possam	causar	
dependência	física	e	também	possam	prejudicar	o	
pensamento	e	a	memória,	faculdades	necessárias	para	
o	sucesso	da	terapia	cognitivo-comportamental.	
↦Betabloqueadores	podem	ser	usados	para	reduzir	a	
frequência	cardíaca,	os	tremores	e	a	sudorese	
experimentados	pelos	pacientes	que	estão	
angustiados	ao	se	apresentarem	em	público,	mas	
esses	fármacos	não	diminuem	a	ansiedade.	
↦Os	medicamentos	mais	utilizados	para	o	tratamento	
são:		
-Alenthus	XR	
-Assert	
-Clopam	
-Cloxazolam	
-Cinarizina	
-Efexor	XR	
-Exodus	
-Clonazepam	
-Escitalopram	
-Lexapro	
-Paroxetina	
-Rivotril	
-Sertralina		
TRANSTORNO	DE	PÂNICO	
➡300.01	
➡F41.0	(CID-10)	
➡Especificador		
↦Primeira	crise	costuma	acontecer	na	adolescência	
ou	no	começo	da	idade	adulta		
↦20	a	24	anos	
↦Sem	motivo	
➡Introdução	
↦Ansiedade	paroxística	episódica	
↦Síndrome	do	pânico	refere-se	ao	conjunto	de	
sintomas	que	formam	o	quadro	que	varia	de	
apresentar	pelo	menos	cinco	sintomas	do	total	
↦Síndrome	poucos	sintomas,	mas	apresenta		
↦Transtornotodos	os	apontados	
↦É	a	ocorrência	de	ataques	de	pânico	repetidos	
 
 
↦Crises	repentinas	de	ansiedade	aguda	
↦Medos	sobre	futuros	ataques	após	um	inesperado	
completo		
↦Mudanças	comportamentais	para	evitar	futuros	
ataques	
↦Esquiva	ativa	
↦Ataques	de	pânico	são	abruptos	
↦Os	ataques	de	pânico	podem	ocorrer	em	qualquer	
transtorno	
↦Possuem	ataques	esperados	e	inesperados	(os	
esperados	configuram	de	outros	transtornos)	
↦Existem	também	ataques	de	pânico	noturno	
↦Os	ataques	são	acompanhados	de	sintomas	
somáticos	e	cognitivos		
↦Curta	duração		
↦Sensações	físicas	e	mentais	desesperadoras	
↦Frequências	variam		
↦Associada	muito	a	agorafobia	
↦A	ansiedade	de	separação	na	infância,	especialmente	
quando	grave,	pode	preceder	o	desenvolvimento	
posterior	de	transtorno	de	pânico	
↦Podem	confundir	o	transtorno	e	os	ataques	com	
outras	condições	medicas		
↦A	gravidade	varia	com	o	numero	de	sintomas	
apresentados		
➡Etiologia	ambiental	
↦Abuso	sexual	
↦Abuso	físico	
↦Gatilhos	estressores		
↦Experiências	negativas		
↦Crises	financeiras	
↦Assaltos,	sequestros		
➡Etiologia	genética	e	fisiológica	
↦Uso	de	medicamentos	(anfetaminas)	
↦Fumar	
↦Neuroticismo	
↦Sensibilidade	a	ansiedade	
↦Sensibilidade	ao	medo		
↦Períodos	de	medo	
↦Genética	envolvida	
↦Múltiplos	genes		
↦Gene	catecol-O-metiltransferase	(COMT)	(F)	
↦Alteração	no	cromossomo	15	região	DUP25	
↦Amígdala	
↦Parentes	de	1	grau,	de	pai	para	filho	
↦Asma	e	outros	distúrbios	respiratórios		
↦Flutuações	hormonais		
↦Período	fértil	
↦Lactato	de	sódio		
↦Cafeína	
↦Isoproterenol	
↦Ioimbina	
↦Dióxido	de	carbono	
↦Colecistoquinina	
➡Sinais	e	sintomas	que	apoiam	o	diagnóstico		
↦Inicio	súbito	de	medo	ou	desconforto	forte	e	intenso		
↦Acompanha	4	dos	13	sintomas	que	são;	
1-Palpitações,	coração	acelerado,	taquicardia.		
2-Sudorese.		
3-Tremores	ou	abalos.		
4-Sensações	de	falta	de	ar	ou	sufocamento.		
5-Sensações	de	asfixia.		
6-Dor	ou	desconforto	torácico.		
7-Náusea	ou	desconforto	abdominal.		
8-Sensação	de	tontura,	instabilidade,	vertigem	ou	
desmaio.		
9-Calafrios	ou	ondas	de	calor.		
10-Parestesias	(anestesia	ou	sensações	de	
formigamento).		
11-Desrealização	(sensações	de	irrealidade)	ou	
despersonalização	(sensação	de	estar	distanciado	de	
si	mesmo).		
12-Medo	de	perder	o	controle	ou	“enlouquecer”.		
13-Medo	de	morrer.		
↦Os	sintomas	atingem	o	pico	em	10	minutos	e	se	
dissipam	rapidamente		
↦Ansiedade	antecipatória		
↦Evitação	ativa	
↦Esquiva	
↦Cansaço	pós	crise		
↦Catastrofização		
↦Intolerantes	a	efeitos	colaterais		
↦Evasão	escolar	
↦Desemprego	
↦Visitas	cotidianas	ao	médico	
➡Diagnóstico	
↦O	transtorno	de	pânico	é	diagnosticado	depois	que	
distúrbios	físicos	que	podem	mimetizar	ansiedade	são	
descartados	e	quando	os	sintomas	preenchem	os	
critérios	estipulados	no	DSM-5.	
↦Os	pacientes	devem	ter	ataques	de	pânico	
recorrentes	(moderadamente	frequente	por	semanas,	
durante	meses	pequenos	surtos,	separados	por	
semanas,	meses	sem	ataques,	ou	dois	ataques	por	mês,	
ou	até	mesmo	anos	sem	ataques	de	um	para	outro)	em	
que	≥	1	ataque	foi	seguido	de	um	ou	ambos	dos	
seguintes	por	≥	1	mês:	
-Preocupação	persistente	sobre	ter	ataques	de	pânico	
adicionais	ou	preocupações	com	suas	consequências	
(p.	ex.,	perda	de	controle,	enlouquecer)	
-Resposta	comportamental	desadaptativa	aos	ataques	
de	pânico	(p.	ex.,	evitar	atividades	comuns	como	
exercício	físico	ou	situações	sociais	para	tentar	
prevenir	novos	ataques)	
↦A	presença	de	ataques	de	pânico	esperado	não	
exclui	o	diagnostico		
↦É	necessário	a	presença	de	mais	de	um	ataque	de	
pânico	completo,	inesperado	para	o	diagnostico		
➡Diagnóstico	DSMV	
↦A)	
↦Ataques	de	pânico	recorrentes	e	inesperados,	
abruptos	de	medo	intenso	e	desconforto	que	deve	
apresentar	quatro	ou	mais	sintomas,	que	são;	
1-Palpitações,	coração	acelerado,	taquicardia.		
2-Sudorese.		
3-Tremores	ou	abalos.		
4-Sensações	de	falta	de	ar	ou	sufocamento.		
5-Sensações	de	asfixia.		
6-Dor	ou	desconforto	torácico.		
7-Náusea	ou	desconforto	abdominal.		
8-Sensação	de	tontura,	instabilidade,	vertigem	ou	
desmaio.		
9-Calafrios	ou	ondas	de	calor.		
10-Parestesias	(anestesia	ou	sensações	de	
formigamento).		
 
 
11-Desrealização	(sensações	de	irrealidade)	ou	
despersonalização	(sensação	de	estar	distanciado	de	
si	mesmo).		
12-Medo	de	perder	o	controle	ou	“enlouquecer”.		
13-Medo	de	morrer.		
Nota:	Podem	ser	vistos	sintomas	específicos	da	
cultura	ex.:	
-Tinido	
-Dor	na	nuca	
-Cefaleia	
-Gritos		
-Choro	incontrolável	
Esses	sintomas	não	devem	contar	como	um	dos	
quatro	sintomas	exigidos		
↦B)	
↦Pelo	menos	um	dos	ataques	foi	seguido	de	um	mês	
ou	mais	de	uma	ou	de	ambas	as	seguintes	
características:	
1-Apreensão	ou	preocupação	persistente	acerca	de	
ataques	de	pânico	adicionais	ou	sobre	suas	
consequências	(p.	ex.,	perder	o	controle,	ter	um	ataque	
cardíaco,	“enlouquecer”).		
2-Uma	mudança	desadaptativa	significativa	no	
comportamento	relacionada	aos	ataques	(p.	ex.,	
comportamentos	que	têm	por	finalidade	evitar	ter	
ataques	de	pânico,	como	a	esquiva	de	exercícios	ou	
situações	desconhecidas). 
↦C)	
↦A	perturbação	não	é	consequência	dos	efeitos	
psicológicos	de	uma	substancia	ou	de	outra	condição	
médica	
	↦D)	
↦A	perturbação	não	é	mais	bem	explicada	por	outro	
transtorno	mental. 
➡Epidemiologia		
↦Muito	comum		
↦11%	da	população	em	1	ano	(ataques)	
↦2	a	3%	durante	um	período	de	12	meses	
(transtorno)	
↦2x	mais	mulheres		
↦71%	mulheres		
↦29%	homens		
↦37%	buscam	ajuda	
↦3%	de	brasileiros	em	12	meses	
↦Cada	ataque	5	a	10	minutos	
↦0,4%	em	crianças		
↦0,7%	em	idosos		
↦Representações	e	como	o	transtorno	vai	se	
apresentar	varia	de	cultura	para	cultura		
↦Os	ataques	podem	ser	esperados	em	determinadas	
regiões	como	os	vietnamitas	em	ambientes	ventosos		
↦O	transtorno	de	pânico	se	parece	com	outros	
transtornos	populares	em	outras	regiões	como	
ataques	de	nervos,	perda	da	alma	entre	outros.	
↦O	ataque	de	nervos	satisfaz	o	diagnostico	de	
transtorno	do	pânico		
↦Tentativas	de	suicídio	e	idealizações		
➡Desenvolvimento	e	curso	
↦Raro	na	infância,	mas	não	incomum		
↦Raro	após	45	anos	de	idade	e	incomum	
↦Pode	ser	crônico	com	oscilações		
↦Apenas	uma	minoria	tem	remissão	completa	sem	
recaídas	
↦Na	infância	pode	haver	períodos	de	medo	
↦É	bastante	comorbido		
↦Adolescentes	podem	ser	menos	preocupados	com	os	
possíveis	prejuízos	dos	ataques		
↦Os	idosos	possuem	baixa	resposta	do	sistema	
nervoso	autônomo		
↦Idosos	possuem	sensações	de	pânico,	hibrido	de	
sintomas	do	pânico	com	tag	
↦Idosos	possuem	certa	resistência	em	passar	insights	
corretos	
➡Diagnóstico	diferencial		
↦Transtorno	de	pânico	vs	transtorno	de	ansiedade	
especificado	e	não	especificado	
Caso	tiver	sintomas	de	pânico	inesperados	e	
incompletos,	um	diagnóstico	de	outro	transtorno	de	
ansiedade	especificado	ou	transtorno	de	ansiedade	
não	especificado	deve	ser	considerado.		
↦Transtorno	de	pânico	vs	transtorno	de	ansiedade	
devido	a	outra	condição	médica	
O	transtorno	de	pânico	não	é	diagnosticado	se	os	
ataques	de	pânico	são	considerados	consequência	
fisiológica	direta	de	outra	condição	médica		
Condições	médicas	que	podem	causar	ataques	de	
pânico	incluem;	
	hipertireoidismo,	hiperparatireoidismo,	
feocromocitoma,	disfunções	vestibulares,	transtornos	
convulsivos	e	condições	cardiopulmonares		
↦Transtorno	de	pânico	vs	transtorno	de	ansiedade	
induzido	por	substancia/medicamentos		
O	transtorno	de	pânico	não	é	diagnosticado	se	os	
ataques	forem	considerados	consequência	fisiológica	
direta	de	uma	substância.	Intoxicação	por	
estimulantes	do	sistema	nervoso	central	ou	Cannabis	
e	abstinência	de	depressores	do	sistema	nervoso	
central	podem	precipitar	um	ataque	de	pânico.	
Entretanto,	se	os	ataques	continuam	a	ocorrer	fora	do	
contexto	do	uso	da	substância		
um	diagnóstico	de	transtorno	de	pânico	deve	ser	
considerado		
↦Transtorno	de	pânico	vs	outros	transtornos	de	
ansiedade	e	transtornos	psicóticos		
Os	ataques	de	pânico	que	ocorrem	como	sintoma	de	
outros	transtornos	de	ansiedade	são	esperados		
e,	assim,	não	satisfariam	os	critérios	para	transtorno	
de	pânico		
Se	os	ataques	depânico	ocorrem	apenas	em	resposta	a	
desencadeantes	específicos,	então	somente	o	
transtorno	de	ansiedade	relevante	é	diagnosticado.	No	
entanto,	se	o	indivíduo	também	experimenta	ataques	
de	pânico	inesperados	e	apresenta	apreensão	e	
preocupação	persistentes	ou	mudança	
comportamental	devido	aos	ataques,	então	um	
diagnóstico	adicional	de	transtorno	de	pânico	deve	ser	
considerado. 
↦Transtorno	de	pânico	vs	ataque	cardíaco		
No	ataque	cardíaco,	a	pessoa	geralmente	sente	uma	
dor	opressiva	na	região	do	tórax	que	pode	irradiar	
para	mandíbula,	ombros	ou	braços	(mais	
frequentemente,	do	lado	esquerdo),	além	de	ardor	no	
peito	que	pode	ser	confundido	com	azia.	
 
 
Já	no	ataque	de	pânico,	as	dores	podem	se	espalhar	
pelo	tórax	e	pescoço,	mas	não	provocam	a	sensação	de	
pressão.	Além	disso,	o	paciente	sente	um	desespero	
muito	grande,	tem	medo	de	morrer	e	a	visão	da	
realidade	distorcida,	não	conseguindo	diferenciar	o	
que	é	ou	não	real.	Também	pode	haver	sinais	como	
sensação	se	sufocamento,	tontura	ou	vertigem	e	ondas	
de	calor	e	calafrios,	menos	frequentes	em	caso	de	
infarto.	
➡Comorbidades	
↦Raramente	ocorre	sem	comorbidades	
↦Agorafobia	
↦Depressao	maior	
↦Transtorno	bipolar	
↦Transtorno	por	uso	de	álcool	
↦O	transtorno	pode	percedir	ou	vir	depois	associado	
↦Associado	também	há	inúmeras	condições	medicas	
sintomatológicas		
➡Tratamento		
↦Frequentemente,	antidepressivos,	
benzodiazepínicos	ou	ambos	
↦Quase	sempre,	medidas	psicoterapêuticas	(p.	ex.,	
terapia	de	exposição	e/ou	terapia	cognitivo-
comportamental)	
↦Algumas	pessoas	se	recuperam	sem	tratamento,	
particularmente,	quando	continuam	a	confrontar	as	
situações	nas	quais	os	ataques	de	pânico	ocorreram.	
↦Para	outras,	sobretudo	sem	tratamento,	o	
transtorno	de	pânico	segue	um	curso	crônico	e	
flutuante.	
↦Os	pacientes	devem	ser	avisados	de	que	o	
tratamento	geralmente	ajuda	a	controlar	os	sintomas.	
Se	comportamentos	de	esquiva	não	se	desenvolveram,	
tranquilização,	educação	sobre	ansiedade	e	
encorajamento	para	continuar	a	retornar	e	a	
permanecer	em	lugares	em	que	os	ataques	de	pânico	
ocorreram	podem	ser	tudo	o	que	é	necessário.	
↦Em	transtorno	de	longa	duração	que	envolva	
ataques	frequentes	e	comportamentos	de	esquiva,	o	
tratamento	provavelmente	exigirá	tratamento	
medicamentoso	combinado	com	psicoterapia	mais	
intensiva.	
↦Terapia	medicamentosa	
Muitos	fármacos	podem	evitar	ou	reduzir	bastante	a	
ansiedade	antecipatória,	a	esquiva	fóbica	e	o	número	e	
a	intensidade	dos	ataques	de	pânico:	
↦Antidepressivos	
As	diferentes	classes,	inibidores	seletivos	da	
recaptação	da	serotonina,	inibidores	da	recaptação	de	
serotonina	e	noradrenalina	(ISRSs),	moduladores	da	
serotonina,	tricíclicos	(TCAs)	e	inibidores	da	
monoaminoxidase	(IMAOs),	têm	eficácia	semelhante,	
Entretanto,	ISRSs	e	IRSNs	têm	a	vantagem	potencial	
de	provocar	menos	efeitos	colaterais	em	comparação	
com	outros	antidepressivos.	
↦Benzodiazepínicos	
	Esses	ansiolíticos	agem	mais	rapidamente	do	que	os	
antidepressivos,	mas	têm	maior	probabilidade	de	
causar	dependência	física	e	alguns	efeitos	adversos	
como	sonolência,	ataxia	e	problemas	de	memória.		
Para	alguns	pacientes,	o	uso	a	longo	prazo	de	
benzodiazepínicos	é	o	único	tratamento	eficaz.	
↦Antidepressivos	com	benzodiazepínicos	
Esses	fármacos	são,	às	vezes,	utilizados	inicialmente	
em	combinação;	o	benzodiazepínico	é	retirado	
lentamente	após	o	antidepressivo	tornar-se	eficaz	
(embora	alguns	pacientes	só	respondam	ao	
tratamento	de	combinação).	
Os	ataques	de	pânico	costumam	recorrer	quando	os	
fármacos	são	suspensos.	
↦Psicoterapia		
Diferentes	formas	de	psicoterapia	são	eficazes;	
1-Terapia	de	exposição	
Na	qual	o	paciente	confronta	o	que	teme,	ajuda	a	
diminuir	o	medo	e	as	complicações	ocasionadas	pela	
esquiva	apreensiva.	Por	exemplo,	pacientes	que	
temem	desmaiar	são	solicitados	a	rodar	em	uma	
cadeira	ou	a	hiperventilar	até	que	se	sintam	tontos	ou	
como	se	fossem	desmaiar,	aprendendo	assim	que	não	
desmaiarão	durante	uma	crise.	
2-terapia	cognitivo-comportamental		
Inclui	ensinar	os	pacientes	a	reconhecerem	e	
controlarem	seus	pensamentos	distorcidos,	crenças	
falsas	e	a	modificar	seu	comportamento	de	modo	que	
seja	mais	adaptativo.	Por	exemplo,	se	pacientes	
descrevem	aceleração	da	frequência	cardíaca	ou	falta	
de	ar	em	certas	situações	ou	lugares	e	temem	ter	
ataque	cardíaco,	são	ensinados	o	seguinte:	
-Não	evitar	essas	situações	
Entender	que	suas	preocupações	são	infundadas	
-Responder,	ao	contrário,	com	respiração	lenta	e	
controlada	ou	outros	métodos	que	promovam	
relaxamento	
↦Tratamento	dura	de	6	meses	a	1	ano	
	
ATAQUE	DE	PÂNICO	
➡Não	é	um	transtorno		
➡É	um	especificador		
➡Acontece	em	qualquer	outro	transtorno	e	situação		
➡Sempre	que	ocorrer	um	ataque	especificar	junto	
com	o	transtorno		
➡É	um	surto	abrupto	que	dura	alguns	minutos		
➡De	um	estado	calmo	para	um	ansioso	
➡Recorrentes	e	inesperados,	abruptos	de	medo	
intenso	e	desconforto	que	deve	apresentar	quatro	ou	
mais	sintomas,	que	são;	
1-Palpitações,	coração	acelerado,	taquicardia.		
2-Sudorese.		
3-Tremores	ou	abalos.		
4-Sensações	de	falta	de	ar	ou	sufocamento.		
5-Sensações	de	asfixia.		
6-Dor	ou	desconforto	torácico.		
7-Náusea	ou	desconforto	abdominal.		
8-Sensação	de	tontura,	instabilidade,	vertigem	ou	
desmaio.		
9-Calafrios	ou	ondas	de	calor.		
10-Parestesias	(anestesia	ou	sensações	de	
formigamento).		
11-Desrealização	(sensações	de	irrealidade)	ou	
despersonalização	(sensação	de	estar	distanciado	de	
si	mesmo).		
12-Medo	de	perder	o	controle	ou	“enlouquecer”.		
13-Medo	de	morrer.		
Nota:	Podem	ser	vistos	sintomas	específicos	da	
cultura	ex.:	
 
 
-Tinido	
-Dor	na	nuca	
-Cefaleia	
-Gritos		
-Choro	incontrolável	
Esses	sintomas	não	devem	contar	como	um	dos	
quatro	sintomas	exigidos		
➡Um	ataque	de	pânico	é	diferenciado	de	ansiedade	
persistente	por	seu	tempo	até	o	pico	de	intensidade,	
que	ocorre	em	minutos;	sua	natureza	distinta;	e	sua	
gravidade	geralmente	maior.		
➡Os	ataques	que	satisfazem	todos	os	outros	critérios,	
mas	têm	menos	de	quatro	sintomas	físicos	e	
cognitivos,	são	denominados	ataques	com	sintomas	
limitados.		
➡Existem	dois	tipos	característicos	de	ataques	de	
pânico:	esperado	e	inesperado.		
➡Os	ataques	de	pânico	esperados	são	ataques	para	os	
quais	existe	um	sinal	ou	desencadeante	óbvio,	como	as	
situações	em	que	eles	geralmente	ocorreram.		
➡Os	ataques	de	pânico	inesperados	são	aqueles	para	
os	quais	não	há	gatilho	ou	desencadeante	óbvio	no	
momento	da	ocorrência		
➡Um	tipo	de	ataque	de	pânico	inesperado	é	o	ataque	
de	pânico	noturno	o	qual	difere	de	entrar	em	pânico	
depois	de	estar	completamente	acordado.		
➡As	interpretações	culturais	podem	influenciar	a	
determinação	como	esperado	ou	inesperado		
➡Os	ataques	de	pânico	podem	ocorrer	no	contexto	de	
um	transtorno	mental	e	de	algumas	condições	
médicas	com	a	maioria	nunca	satisfazendo	os	critérios	
para	transtorno	de	pânico.	São	necessários	ataques	de	
pânico	inesperados	recorrentes	para	um	diagnóstico	
de	transtorno	de	pânico.		
➡Os	ataques	de	pânico	estão	relacionados	a	uma	taxa	
mais	alta	de	tentativas	de	suicídio	e	ideação	suicida,	
mesmo	quando	as	comorbidades	e	outros	fatores	de	
risco	de	suicídio	são	levados	em	conta.		
➡É	provável	que	o	curso	dos	ataques	seja	
influenciado	pelo	curso	de	transtornos	mentais	e	
eventos	estressantes	na	vida	que	ocorrem	
concomitantemente		
➡Os	ataques	de	pânico	são	incomuns,	e	os	ataques	de	
pânico	inesperados	são	raros	em	pré-adolescentes		
➡Registros	fisiológicos	de	ataques	de	pânico	de	
ocorrência	natural	em	indivíduos	com	transtorno	de	
pânico	indicam	surtos	abruptos	de	excitação,	
habitualmente	se	manifestando	como	aumento	na	
frequência	cardíaca,	que	atingem	um	pico	em	minutos	
e	cedem	também	em	minutos,	e,	para	uma	proporção	
desses	indivíduos,	o	ataque	de	pânico	pode	ser	
precedido	por	instabilidades	cardiorrespiratórias.		
➡Os	ataques	de	pânico	não	devem	ser	diagnosticados	
se	os	episódios	não	envolvem	a	característica	
essencial	de	um	surto	abrupto	de	intenso	medo	ou	
desconforto,	e	sim	outros	estados	emocionais(p.	ex.,	
raiva,	tristeza).		
➡Ataques	de	pânico	inesperados	repetidos	são	
necessários,	mas	não	suficientes,	para	o	diagnóstico	de	
transtorno	de	pânico		
➡Os	ataques	de	pânico	estão	associados	à	
probabilidade	aumentada	de	vários	transtornos	
mentais	comórbidos,	incluindo	transtornos	de	
ansiedade,	transtornos	depressivos,	transtornos	
bipolares,	transtornos	do	controle	dos	impulsos	e	
transtornos	por	uso	de	substâncias		
AGORAFOBIA	
➡300.22	
➡F40.00	(CID-10)	
➡Especificador		
↦Antes	dos	35	anos	
↦25	anos	a	29	anos	sem	ataques		
➡Introdução		
↦Popularmente	conhecido	como	“medo	de	sair	de	
casa”	
↦Medo	e	a	ansiedade	de	ficar	em	locais	que	possam	
ocorrer	coisas	constrangedoras	ou	mortais	
incoerentes	com	tal	situação	atual		
↦Não	é	o	medo	de	lugares	e	sim	do	que	viera	
acontecer	nesses	locais		
↦Medo	de	não	escapar	e	a	ajuda	não	estiver	
disponível		
↦As	situações	podem	ser	evitadas	ou	enfrentadas	com	
ansiedade	substancial		
↦Desconforto	intenso		
↦É	crônico		
↦Mais	comum	entre	os	transtornos	existentes	de	
ansiedade		
↦Se	desenvolve	após	a	ocorrência	de	alguns	
episódicos	esporádicos	de	ataques	de	pânico		
↦Evitação	fóbica	
↦Algo	de	muito	ruim	pode	acontecer	
↦Teme	situações	reais	e	antecipatórias		
↦A	mulher	na	janela-	agorafóbica	(netflix)	
	➡Etiologia	ambiental		
↦Eventos	negativos	na	infância		
↦Eventos	estressores		
↦Assaltos,	crises,	perdas	
↦Superproteção	dos	pais		
↦Afeto	reduzido		
➡Etiologia	genética	e	fisiológica	
↦Inibição	comportamental	
↦Disposição	neurótica	
↦Sensibilidade	a	ansiedade	
↦Herdabilidade	confirmada	
↦61%	de	herdabilidade	
↦A	fobia	que	mais	tem	predisposição	genética	
↦Altas	crises	de	ansiedade		
↦Altas	crises	de	pânico	
↦Introversão		
	➡Sinais	e	sintomas	que	apoiam	o	diagnóstico		
↦Ficar	em	filas	de	banco	
↦Sentar	em	um	teatro	fechado	e	lotado	
↦Usar	transporte	público		
↦Desconforto	em	tais	locais		
↦Ansiedade	substancial		
↦Preocupação		
↦Esquiva	fóbica	ativa		
↦Isolamento	
↦Ataques	de	pânico		
↦Medo	e	Reclusa	
↦Sensação	interna	de	aprisionamento		
 
 
↦Aumento	da	frequência	cardíaca		
↦Hiperventilação	
↦Falta	de	ar	
↦Pressão	no	peito		
↦Tonturas	
↦Suor	excessivo	
↦Desmaios		
↦Diarreia	
↦Medo	de	ficar	sozinho	
↦Baixa	autoestima		
↦Baixa	autoconfiança	
↦Sintomas	depressivos		
↦Automedicação		
↦Uso	de	álcool	e	drogas	
↦Desmoralização	
➡Diagnóstico		
↦Critérios	clínicos	
↦O	diagnóstico	é	clínico	e	baseia-se	DSM-5	
↦Para	atender	os	critérios	do	DSM-5	para	o	
diagnóstico,	os	pacientes	devem	ter	medo	acentuado	
persistente	(≥	6	meses)	ou	ansiedade	sobre	≥	2	das	
seguintes	situações:	
-Uso	de	transporte	público	
-Estar	em	espaços	abertos	(p.	ex.,	estacionamento,	
mercado)	
-Estar	em	um	local	fechado	(p.	ex.,	lojas,	teatros)	
-Ficar	na	fila	ou	no	meio	de	multidão	
-Estar	sozinho	fora	de	casa	
↦O	medo	deve	envolver	pensamentos	em	que	o	
escape	da	situação	pode	ser	difícil	ou	em	que	os	
pacientes	não	receberiam	ajuda	caso	fiquem	
incapacitados	pelo	medo	ou	ataque	de	pânico.		
↦Todos	os	seguintes	devem	estar	presentes:	
-As	mesmas	situações	quase	sempre	provocam	medo	
ou	ansiedade.	
-Pacientes	evitam	ativamente	a	situação	e/ou	exigem	
a	presença	de	um	acompanhante.	
-O	medo	ou	a	ansiedade	é	desproporcional	à	ameaça	
real	(levando	em	conta	as	normas	socioculturais).	
-O	medo,	a	ansiedade	e/ou	esquiva	causam	sofrimento	
significativo	ou	prejudicam	muito	o	funcionamento	
social	ou	ocupacional.	
↦O	medo	e	a	ansiedade	não	podem	ser	caracterizados	
mais	corretamente	como	um	transtorno	mental	
diferente		
↦Uma	pessoa	que	sente	ansiedade	em	uma	situação	
agorafóbica	em	uma	a	cada	cinco	ocasiões	não	é	
diagnosticada	
➡Diagnóstico	DSMV	
↦A)	
↦Medo	ou	ansiedade	marcante	de	duas	ou	mais	
situações	abaixo;	
1-Uso	de	transporte	publico		
2-Permanecer	em	espaços	abertos		
3-Permanecer	em	locais	fechados		
4-Permanecer	numa	fila	ou	multidão		
5-Sair	de	casa	sozinho	
↦B)	
↦Medo	e	evita	situações	devido	a	pensamentos	de	
que	pode	ser	difícil	enfrentar	e	escapar	e	de	que	o	
recurso	pode	não	estar	disponível,	no	caso	pode	haver	
sintomas	do	tipo	pânico,	como	desmaios,	tonturas,	
medo	de	morrer	e	outros	sintomas	incapacitantes	e	
constrangedores,	como	vomitar,	urinar,	cair	(idosos)	
↦C)	
↦Situações	agorafobicas	sempre	geram	medo	e	
ansiedade	
↦D)	
↦As	situações	agorafobicas	são	ativamente	evitadas	
ou	suportadas	com	medo	e	ansiedade	ou	com	alguém	
de	confiança	
↦E)	
↦Medo	e	ansiedade	são	desproporcionais	ao	perigo	
real	apresentado	pelas	situações	agorafobicas	
↦F)	
↦O	medo/	ansiedade	ou	esquiva	geralmente	dura	
mais	de	6	meses	
↦G)	
↦O	medo/	ansiedade	e	esquiva	causam	sofrimento	
em	todas	áreas	da	vida		
↦H)	
↦Se	outra	condição	medica	estiver	presente	o	medo/	
ansiedade	e	esquiva	será	maior	
↦I)	
↦O	medo/	ansiedade	ou	esquiva	não	é	mais	bem	
explicada	pelos	sintomas	de	outros	transtores		
Nota:	A	agorafobia	é	diagnosticada	
independentemente	da	presença	de	transtorno	de	
pânico.	Se	a	apresentação	de	um	indivíduo	satisfaz	os	
critérios	para	transtorno	de	pânico	e	agorafobia,	
ambos	os	diagnósticos	devem	ser	dados.		
➡Epidemiologia		
↦30%	a	50%	das	pessoas	com	agorafobia	também	
tem	transtorno	de	pânico	
↦Afeta	cerca	de	2%	das	mulheres	e	1%	dos	homens	
durante	12	meses		
↦Raro	após	40	anos		
↦Atinge	cerca	de	150	mil	brasileiros		
↦Muito	comum		
	↦1,1%	de	agorafobia	com	desordem	de	pânico		
↦Adultos	acima	de	55	anos	é	0,61%	
↦Pode	ocorrer	na	infância		
↦Atinge	o	pico	no	final	da	adolescência		
↦30%	e	50%	dos	indivíduos	com	agorafobia	relatam	
ataques	de	pânico	e	o	diagnostico	de	transtorno	de	
pânico	antes	do	diagnostico	de	agorafobia	
↦66%	dos	casos	ocorrem	antes	dos	35	anos		
↦Segundo	pico	depois	dos	40		
➡Desenvolvimento	e	curso		
↦Persistente		
↦Crônico		
↦Remissão	completa	é	rara		
↦Em	casos	graves	as	taxas	de	remissão	decrescem	e	
de	recaída	aumenta		
↦Outros	transtornos	associados	podem	prejudicar	e	
complicar	o	curso	da	agorafobia	
↦Em	idosos	pode	apresentar	padrões	de	esquiva	ativa	
e	medo	devido	ao	estado	avançado	de	idade,	logo	o	
medo	não	é	tão	desproporcional	
➡Diagnostico	diferencial		
↦Agorafobia	vs	fobia	específica	tipo	situacional	
Se	o	medo/ansiedade	ou	esquiva	estiver	limitado	a	
uma	das	situações	agorafobicas	não	será	agorafobia,	e	
se	também	tiver	situações	onde	é	temida	por	outras	
razoes	além	dos	sintomas	do	tipo	pânico	ou	outros	
 
 
sintomas	incapacitantes,	então	o	diagnostico	será	
fobia	especifica	situacional	
↦Agorafobia	vs	transtorno	de	ansiedade	de	separação		
Pode	ser	diferenciado	da	agorafobia	pelo	exame	de	
cognição,	na	agorafobia	não	se	teme	separar	dos	pais	
ou	figuras	de	apego	
↦Agorafobia	vs	fobia	social	
Na	fobia	social	está	redirecionada	ao	pensamento	
negativo	de	outras	pessoas	em	cima	do	individuo	
gerando,	ansiedade,	esquiva	e	medo		
↦Agorafobia	vs	transtorno	de	panico		
Se	os	comportamentos	de	esquiva	associados	a	
ataques	de	pânico	não	se	estendem	para	o	
comportamento	de	esquiva	de	duas	ou	mais	situações	
agorafobicas	não	recebe	o	diagnostico		
↦Agorafobia	vs	transtorno	de	estresse	agudo	e	pós	
traumático	
Se	o	medo	ansiedade	e	esquiva	estiver	redirecionada	
somente	a	situações	que	lembram	o	individuo	a	
traumas	vivenciados	então	não	recebe	diagnostico		
↦Agorafobia	vs	transtorno	depressivo	maior		
Deve-se	ter	medo	e	esquiva	relacionadas	a	pânico	e	
outros	sintomas	incapacitantes	
↦Agorafobia	vs	outras	condições	médicas	
Outras	condições	médicas	podem	gerar	esquivas	
devido	a	situações	fisiológicas	desreguladas	dada	a	
essas	condições,	o	diagnostico	só	é	dado	caso	tiver	
esquiva	excessiva		
➡Comorbidades	
↦Fobias	especificas		
↦Transtorno	de	pânico		
↦Ansiedade	social	
↦Transtorno	depressivo	maior		
↦TEPT	
↦Transtorno	por	uso	de	substancia		
↦Transtorno	de	pânico	e	separação	precede	a	
agorafobia		
↦Transtorno	depressivo	maior	e	por	uso	de	
substancia	vem	depois	do	diagnostico	de	agorafobia	
➡Tratamento	
↦Terapia	cognitivo-comportamental	
↦Às	vezes,	um	inibidor	seletivo	da	recaptação	da	
serotonina	(ISRS)	
↦Se	não	for	tratada,	a	agorafobia	geralmente	flutua	
em	gravidade.		
↦Pode	desaparecer	sem	tratamento	formal,	
possivelmente	porquealgumas	pessoas	afetadas	
conduzem	sua	própria	forma	de	terapia	de	exposição.	
↦Se	a	agorafobia	interfere	no	funcionamento,	o	
tratamento	é	necessário.	
↦A	terapia	comportamental	cognitiva	é	eficaz	para	
agorafobia.		
↦A	terapia	cognitivo-comportamental	ensina	os	
pacientes	a	reconhecer	e	controlar	seus	pensamentos	
distorcidos	e	suas	crenças	falsas,	bem	como	os	instrui	
a	fazer	terapia	de	exposição.	
↦Muitos	pacientes	com	agorafobia	também	se	
beneficiam	do	tratamento	medicamentoso	com	ISRS	
por	uso	de	substâncias		
TRANSTORNO	DE	ANSIEDADE	GENERALIZADA	
➡300.02	
➡F41.1	(CID-10)	
➡Especificador		
↦30	anos	(média)	
➡Introdução		
↦Preocupação	excessiva	em	relação	a	diversas	
atividades	ou	eventos	
↦Preocupação	excessiva		
↦Expectativa	apreensiva	
↦Presente	no	dia	a	dia	
↦Estado	de	alerta		
↦Nível	de	ansiedade	e	preocupação	super	exagerado	
↦Manifestado	de	diversas	formas	e	intensidades	
↦Provoca	sintomas	físicos	e	psicológicos		
➡Etiologia	Ambiental	
↦Adversidades	na	infância		
↦Superproteção	parental	
↦Vida	agitada		
↦Estresse	continuo		
↦Hipervingilancia	nos	detalhes	da	vida	
➡Etiologia	genética	e	fisiológica	
↦Inibição	comportamental	
↦Afetividade	negativa	
↦1/3	é	genético		
↦Áreas	do	cérebro		
↦Hiperatividade	cerebral	
➡Sinais	e	sintomas	que	apoiam	o	diagnóstico	
↦Múltiplas	preocupações		
↦Preocupações	acerca	de	hábitos	diários	
↦Catastrofização		
↦Sintomas	físicos	e	neurológicos	como;	
-Fadiga	
-Tensão	muscular	
-Palpitações	
-Suor	excessivo	
-Dor	de	cabeça		
-Disfunção	sexual	
-Disfunção	gastrointestinal	
-Perda	de	memória	
-Insônia	
-Dificuldade	de	concentração	
-Irritabilidade	
-Inquietação	
↦Sentimentos	de	tragédia		
↦Reações	exageradas	
↦Problemas	no	sono	
➡Diagnóstico	
↦Critérios	clínicos	
↦O	diagnóstico	é	clínico	e	baseia-se	nos	critérios	
do	DSM-5.	
↦Os	pacientes	apresentam;	
-Ansiedade	e	preocupações	excessivas	sobre	algumas	
atividades	ou	alguns	eventos	
-Pacientes	têm	dificuldade	em	controlar	as	
preocupações,	que	ocorrem	por	mais	dias	do	que	não	
por	≥	6	meses.		
-As	preocupações	também	devem	ser	associadas	a	≥	3	
dos	seguintes:	
1-Agitação	ou	sensação	de	nervosismo	ou	tensão	
2-Cansaço	fácil	
3-Dificuldade	de	concentração	
4-Irritabilidade	
5-Tensão	muscular	
6-Alterações	do	sono	
 
 
↦Além	disso,	a	ansiedade	e	preocupação	não	podem	
ser	explicadas	pelo	uso	de	substâncias	ou	outra	
doença	clínica	
➡Diagnóstico	DSMV	
↦A)	
↦Ansiedade	e	preocupação	excessiva,	ocorrendo	
quase	todos	os	dias	por	6	meses	com	diversos	eventos	
e	situações		
↦B)	
↦O	individuo	considera	difícil	controlar	a	
preocupação	
↦C)	
↦A	ansiedade	e	a	preocupação	estão	associadas	com	
três	ou	mais	dos	seguintes	seis	sintomas	(em	crianças	
apenas	1);	
1-Inquietação	ou	sensação	de	estar	com	os	nervos	à	
flor	da	pele.		
2-Fatigabilidade.		
3-Dificuldade	em	concentrar-se	ou	sensações	de	
“branco”	na	mente.		
4-Irritabilidade.		
5-Tensão	muscular.		
6-Perturbação	do	sono	(dificuldade	em	conciliar	ou	
manter	o	sono,	ou	sono	insatisfatório	e		
inquieto).		
↦D)	
↦A	ansiedade/	preocupação	e	os	sintomas	físicos	
causam	prejuízos	em	todos	os	âmbitos	da	vida	do	
individuo		
↦E)	
↦A	perturbação	não	se	deve	aos	efeitos	fisiológicos	de	
uma	substancia	ou	outra	condição	médica	
↦F)	
↦A	perturbação	não	é	mais	bem	explicada	por	outro	
transtorno	mental	
➡Epidemiologia	
↦3%	da	população	em	1	ano	
↦Mulheres	2x	mais		
↦Atinge	264	milhões	de	pessoas	no	mundo	todo	
↦25%	dos	casos	estão	associados	a	outras	
comorbidades	
↦Indivíduos	em	países	desenvolvidos		
↦No	sexo	feminino,	a	comorbidade	está	em	grande	
parte	confinada	a	transtornos	de	ansiedade	e	
depressão	unipolar,	enquanto,	no	masculino,	a	
comorbidade	tem	mais	probabilidade	de	também	se	
estender	aos	transtornos	por	uso	de	substâncias.		
➡Desenvolvimento	e	curso	
↦Nervosismo	e	ansiedade	por	toda	vida	
↦Idade	inicial	tardia		
↦Raramente	acontece	na	adolescência	ou	antes	
↦Cronicidade	
↦Taxas	de	remissão	são	baixas	
↦Flutua	entre	recaídas	e	remissões	imparciais		
↦Caso	viera	ter	quadros	infantis	e	juvenis	da	doença,	
as	preocupações	são	recorrentes	ao	âmbito	onde	eles	
estão	inseridos	no	caso	escola		
↦Adultos	se	preocupam	em	relação	ao	seu	lifestyle	e	
própria	saúde	física	
↦Adultos	mais	jovens	sofrem	mais	com	sintomas	
intensificados	
↦O	advento	de	uma	doença	física	crônica	pode	ser	
uma	questão	importante	em	idosos		
↦Prejuízo	cognitivo	precoce	
↦Tag	pode	se	parecer	muito	com	outros	transtornos	
que	acometem	crianças		
↦O	transtorno	de	ansiedade	de	separação,	o	
transtorno	de	ansiedade	social	(fobia	social)	e	o	
transtorno	obsessivo-compulsivo	são	com	frequência	
acompanhados	de	preocupações	que	podem	
mimetizar	aquelas	descritas	no	transtorno	de	
ansiedade	generalizada.	
➡Diagnostico	diferencial		
↦TAG	vs	transtorno	de	ansiedade	devido	a	outra	
condição	médica	
Se	a	ansiedade	e	a	preocupação	são	consideradas,	com	
base	na	história,	em	achados	laboratoriais	ou	em	
exame	físico,	efeito	fisiológico	de	outra	condição	
médica	específica	(p.	ex.,	feocromocitoma,	
hipertireoidismo)	o	diagnóstico	de	ansiedade	é	dado	
↦TAG	vs	transtorno	de	ansiedade	induzido	por	
substancia/	medicamento	
Um	transtorno	de	ansiedade	induzido	por	
substância/medicamento	se	diferencia	do	transtorno	
de	ansiedade	generalizada	pelo	fato	de	que	uma	
substância	ou	medicamento	está	relacionada	com	os	
quadros	de	ansiedade	
↦TAG	vs	transtorno	de	ansiedade	social	
Aqueles	com	transtorno	de	ansiedade	generalizada	se	
preocupam	independentemente	de	estarem	ou	não	
sendo	avaliados.		
↦TAG	vs	TOC	
No	transtorno	de	ansiedade	generalizada,	o	foco	da	
preocupação	são	os	problemas	que	estão	por	vir,	e	a	
anormalidade	é	o	excesso	de	preocupação	acerca	dos	
eventos	futuros.	No	transtorno	obsessivo-compulsivo,	
as	obsessões	são	ideias	inadequadas	que	assumem	a	
forma	de	pensamentos,	impulsos	ou	imagens	
intrusivos	e	indesejados.		
↦TAG	vs	TEPT	e	transtornos	de	adaptação	
O	transtorno	de	ansiedade	generalizada	não	é	
diagnosticado	se	a	ansiedade	e	a	preocupação	são	
mais	bem	explicadas	por	sintomas	de	TEPT.		
Além	disso,	nos	transtornos	de	adaptação,	a	ansiedade	
ocorre	em	resposta	a	um	estressor	identificável	
dentro	de	três	meses	do	início	do	estressor	e	não	
persiste	por	mais	de	seis	meses	após	o	término	do	
estressor	e	das	suas	consequências.		
↦TAG	vs	transtornos	depressivo,	bipolar	e	psicótico	
A	ansiedade	generalizada/medo	é	uma	característica	
em	geral	associada	dos	transtornos	depressivo,	
bipolar	e	psicótico	e	não	deve	ser	diagnosticada	
separadamente	se	a	preocupação	excessiva	ocorreu	
exclusivamente	durante	o	curso	dessas	condições		
➡Comorbidades	
↦Outros	transtornos	ansiosos		
↦Transtorno	depressivo	unipolar	
↦A	comorbidade	com	transtornos	por	uso	de	
substâncias,	da	conduta,	psicóticos,	do	
neurodesenvolvimento	e	neurocognitivos	é	menos	
comum.		
➡Tratamento	
↦Antidepressivos	e,	muitas	vezes,	benzodiazepínicos	
↦Certos	antidepressivos,	como	os	inibidores	
seletivos	da	recaptação	da	serotonina	(ISRS,	p.	
ex.,	escitalopram,	dose	inicial	de	10	mg	por	via	oral	
 
 
uma	vez	ao	dia)	e	os	inibidores	da	recaptação	
de	serotonina-noradrenalina	(ISRNs,	p.	ex.,	
venlafaxina	de	liberação	prolongada,	dose	inicial	de	
37,5	mg	por	via	oral	uma	vez	ao	dia)	são	eficazes;	
porém,	normalmente,	apenas	após	serem	tomados	
durante	pelo	menos	algumas	semanas.	
↦Benzodiazepínicos	(ansiolíticos)	em	doses	pequenas	
a	moderadas	também	podem	ser	eficazes,	embora	o	
uso	contínuo	possa	levar	à	dependência	física.		
↦Uma	estratégia	consiste	em	iniciar	com	o	uso	
concomitante	de	benzodiazepínico	e	antidepressivo.	
↦Uma	vez	que	o	antidepressivo	se	torne	eficaz,	o	
benzodiazepínico	é	interrompido	gradualmente.	
↦A	buspirona	também	é	eficaz;	a	dose	inicial	é	de	5	
mg,	via	oral	2	ou	3	vezes/dia.		
↦A	buspirona	pode	exigir	doses	moderadamente	altas	
(>	30	mg/dia)	e	pelo	menos	2	semanas	antes	de	
começar	a	fazer	efeito.	
↦A	psicoterapia,	geralmente	terapia	cognitivo-
comportamental,	pode	ser	tanto	de	suporte	como	
focada	em	problemas.		
↦Relaxamento	e	biofeedback	podem	ser	de	algum	
auxílio,	embora	poucos	estudos	tenham	documentado	
suaeficácia.	
↦O	modelo	comportamental	baseado	na	aceitação	é	
uma	ótima	forma	de	tratamento	que	pode	ser	
implementado	pelo	psicólogo	e	caso	os	sintomas	
demonstrados	pelo	paciente	sejam	pontuais,	podem	
ser	recomendadas	sessões	de	terapia	e	atividades	que	
promovam	o	relaxamento,	como	meditação,	
yôga,	mindfulness	e	a	prática	de	atividades	físicas.	
TRANSTORNO	DE	ANSIEDADE	INDUZIDO	POR	
SUBSTÂNCIA/	MEDICAMENTO	
➡DSM	NÃO	CODIFICADO	
➡(CID-10)	
➡Introdução	
↦Ansiedade	e	ataques	devido	a;	
-Intoxicação;	
Intoxicação	refere-se	ao	desenvolvimento	de	uma	
síndrome	reversível,	específica	da	substância,	de	
alterações	mentais	e	comportamentais	que	pode	
envolver	alteração	de	percepção,	euforia,	
comprometimento	cognitivo,	comprometimento	do	
funcionamento	físico	e	social,	labilidade	de	humor,	
beligerância	ou	uma	combinação.	Levada	ao	extremo,	
a	intoxicação	pode	causar	overdose,	morbidade	
significativa	e	risco	de	morte.	
-Abstinência;	
Abstinência	refere-se	aos	efeitos	fisiológicos,	sintomas	
e	alterações	comportamentais	específicos	da	
substância	que	são	causados	pela	interrupção	ou	
redução	da	ingestão	de	uma	substância.	Para	ser	
classificada	como	transtorno	por	abstinência	de	
substância,	a	síndrome	deve	causar	ao	paciente	
sofrimento	significativo	e/ou	prejudicar	o	
funcionamento	(p.	ex.,	social,	ocupacional).	A	maioria	
dos	pacientes	com	abstinência	reconhece	que	
readministrar	a	substância	reduzirá	os	sintomas.	
Embora	alguns	pacientes	com	síndrome	de	
abstinência	tenham	um	transtorno	por	uso	de	
substâncias,	alguns	fármacos,	
especialmente	opioides,	sedativos/hipnóticos	e	estim
ulantes,	podem	resultar	em	sintomas	de	abstinência	
mesmo	quando	tomadas	como	prescrito	por	razões	
médicas	legítimas	e	por	períodos	de	tempo	
relativamente	breves	(<	1	semana	para	opioides).	Os	
sintomas	de	abstinência	que	se	desenvolvem	após	o	
uso	médico	adequado	não	são	considerados	critérios	
para	o	diagnóstico	de	um	transtorno	por	uso	de	
substâncias.	
-Induzido	por	substâncias;	
Transtornos	mentais	induzidos	por	substâncias	são	
alterações	mentais	produzidas	pelo	uso	ou	abstinência	
de	substâncias	que	lembram	transtornos	mentais	
independentes	(p.	
ex.,	depressão,	psicose,	ansiedade	ou	transtornos	
neurocognitivos).	
➡Especificador		
↦Com	início	durante	a	intoxicação:	Este	especificador	
se	aplica	se	são	satisfeitos	os	critérios	para	intoxicação	
com	a	substância	e	se	os	sintomas	se	desenvolvem	
durante	a	intoxicação.		
↦Com	início	durante	a	abstinência:	Este	especificador	
se	aplica	se	são	satisfeitos	os	critérios	para	
abstinência	da	substância	e	se	os	sintomas	se	
desenvolvem	durante	ou	logo	após	uma	síndrome	de	
abstinência.		
↦Com	início	após	o	uso	de	medicamento:	Os	sintomas	
podem	aparecer	no	início	do	uso	de	medicamento	ou	
após	uma	modificação	ou	mudança	no	uso.		
➡Procedimento	para	registro	
↦CID-9-MC	
1-O	nome	do	transtorno	de	ansiedade	induzido	por	
substância/medicamento	começa	com	a	substância	
específica	presumivelmente	causadora	dos	sintomas	
de	ansiedade.		
2-O	código	diagnóstico	é	escolhido	na	tabela	inclusa	
no	conjunto	de	critérios,	o	qual	é	baseado	na	classe	da	
substância		
3-Para	as	substâncias	que	não	se	enquadram	em	
nenhuma	das	classes	o	código	para	“outra	substância”	
deve	ser	usado;	e	nos	casos	em	que	uma	substância	é	
considerada	um	fator	etiológico,	mas	sua	classe	
específica	é	desconhecida,	a	categoria	“substância	
desconhecida”	deve	ser	usada.		
3-O	nome	do	transtorno	é	seguido	pela	especificação	
de	início		
4-Quando	mais	de	uma	substância	é	considerada	
como	desempenhando	um	papel	significativo	no	
desenvolvimento	dos	sintomas	de	ansiedade,	cada	
uma	deve	ser	listada	separadamente		
↦CID-10-MC	
1-O	nome	do	transtorno	de	ansiedade	induzido	por	
substância/medicamento	começa	com	a	substância	
específica	presumivelmente	causadora	dos	sintomas	
de	ansiedade		
2-O	código	diagnóstico	é	escolhido	na	tabela	inclusa	
no	conjunto	de	critérios,	o	qual	está	baseado	na	classe	
 
 
da	substância	e	na	presença	ou	ausência	de	um	
transtorno	por	uso	de	substância	comórbido		
3-Para	as	substâncias	que	não	se	enquadram	em	
nenhuma	das	classes	o	código	para	“outra	substância”	
deve	ser	usado;	e,	nos	casos	em	que	uma	substância	é	
considerada	um	fator	etiológico,	mas	sua	classe	
específica	é	desconhecida,	a	categoria	“substância	
desconhecida”	deve	ser	usada.		
4-Ao	registrar	o	nome	do	transtorno,	o	transtorno	por	
uso	de	substância	comórbido	(se	houver)	é	listado	
primeiro,	seguido	pela	palavra	“com”,	seguida	pelo	
nome	do	transtorno	de	ansiedade	induzido	por	
substância,	seguido	pela	especificação	do	início		
5-Se	o	transtorno	de	ansiedade	induzido	por	
substância	ocorre	sem	um	transtorno	por	uso	de	
substância	comórbido	não	é	anotado	nenhum	
transtorno	por	uso	de	substância		
6-Quando	mais	de	uma	substância	é	considerada	
como	desempenhando	um	papel	significativo	no	
desenvolvimento	de	sintomas	de	ansiedade,	cada	uma	
deve	ser	listada	separadamente		
➡Diagnóstico	
↦Avaliações	laboratoriais		
↦Critérios	diagnósticos 
➡Diagnóstico	DSMV	
↦A)	
↦Ansiedade	proeminente	e	ataques	de	pânico		
↦B)	
↦A	parti	de	achados	e	exames	de	1	ou	2;	
1-Os	sintomas	no	critério	A	desenvolveram-se	durante	
ou	logo	após	a	intoxicação	ou	abstinência	de	
substancia	ou	exposição	a	algum	medicamento		
2-A	substância/medicamento	envolvida	é	capaz	de	
produzir	os	sintomas	no	critério	A	
↦C)	
↦A	perturbação	não	é	mais	bem	explicada	por	um	
transtorno	de	ansiedade	não	induzido	por	
substância/medicamento.	As	evidências	de	um	
transtorno	de	ansiedade	independente	podem	incluir:	
-Os	sintomas	precedem	o	início	do	uso	da	
substância/medicamento;	os	sintomas	persistem	por	
um	período	substancial	de	tempo	(p.	ex.,	cerca	de	um	
mês)	após	a	cessação	da	abstinência	aguda	ou	
intoxicação	grave;	ou	existem	evidências	sugerindo	a	
existência	de	um	transtorno	de	ansiedade	
independente,	não	induzido	por	
substância/medicamento	(p.	ex.,	história	de	episódios	
recorrentes	não	relacionados	a	
substância/medicamento).		
↦D)	
↦A	perturbação	não	ocorre	exclusivamente	durante	o	
curso	de	delirium	
↦E)	
↦A	perturbação	causa	sofrimento	clinicamente	
significativo	em	todas	as	áreas	da	vida	do	individuo		
Nota:	Este	diagnóstico	deve	ser	feito	em	vez	de	um	
diagnóstico	de	intoxicação	por	substância	ou	
abstinência	de	substância	apenas	quando	os	sintomas	
no	Critério	A	predominam	no	quadro	clínico	e	são	
suficientemente	graves	a	ponto	de	indicar	atenção	
clínica	
➡Diagnóstico	diferencial		
↦Ansiedade	induzido	por	substancia/medicamento	vs	
intoxicação	e	abstinência		
Um	diagnóstico	de	transtorno	de	ansiedade	induzido	
por	substância	deve	ser	feito	além	de	um	diagnóstico	
de	intoxicação	por	substância	ou	abstinência	de	
substância	quando	os	sintomas	de	pânico	ou	
ansiedade	são	predominantes	no	quadro	clínico	e	são	
suficientemente	graves	a	ponto	de	indicar	atenção	
clínica	independente.	
↦Ansiedade	induzido	por	substancia/medicamento	vs	
transtorno	de	ansiedade	não	induzido	por	uma	
substancia/	medicamento		
Os	transtornos	de	ansiedade	induzidos	por	
substância/medicamento	surgem	somente	em	
associação	com	estados	de	intoxicação	ou	abstinência,	
enquanto	os	transtornos	de	ansiedade	primários	
podem	preceder	o	início	do	uso	de	
substância/medicamento.		
↦Ansiedade	induzido	por	substancia/medicamento	vs	
delirium	
Se	os	sintomas	de	pânico	ou	ansiedade	ocorrem	
exclusivamente	durante	o	curso	de	um	episódio	de	
delirium,	são	considerados	uma	característica	
associada	ao	delirium	e	não	são	diagnosticados	
separadamente.		
↦Ansiedade	induzido	por	substancia/medicamento	vs	
transtorno	de	ansiedade	devido	a	outra	condição	
médica	
Se	os	sintomas	de	pânico	ou	ansiedade	são	atribuídos	
às	consequências	fisiológicas	de	outra	condição	
médica	um	transtorno	de	ansiedade	devido	a	outra	
condição	médica	deve	ser	diagnosticado.	Quando	
existem	evidências	insuficientes	para	determinar	se	os	
sintomas	de	pânico	ou	ansiedade	são	devidos	a	uma	
substância/medicamento	ou	a	outra	condição	médica	
ou	se	são	primários	um	diagnóstico	de	outro	
transtorno	de	ansiedade	especificadoou	não	
especificado	seria	indicado.	
➡Tratamento	
↦Varia	de	acordo	com	as	substâncias	e	circunstâncias	
↦O	tratamento	do	transtorno	por	dependência	
química	é	um	desafio	com	um	ou	mais	dos	seguintes:		-
desintoxicação	aguda,	prevenção	e	tratamento	da	
abstinência,	cessação	(ou	raramente,	redução)	do	uso,	
manutenção	da	abstinência.		
↦Diferentes	fases	de	tratamento	podem	ser	tratadas	
com	fármacos	e/ou	aconselhamento	e	suporte.		
↦Com	um	número	cada	vez	maior	de	evidências	e	
maior	compreensão	dos	processos	biológicos	
subjacentes	ao	consumo	compulsivo	de	drogas,	
transtornos	por	uso	de	substâncias	tornaram-se	muito	
mais	firmemente	estabelecidos	como	doenças	
médicas.		
↦Essas	doenças	são	passíveis	a	várias	formas	de	
tratamento,	incluindo	grupos	de	apoio	(Alcoólicos	
Anônimos	e	outros	programas	de	Doze	Passos);	
psicoterapia	(p.	ex.,	terapia	de	reforço	motivacional,	
terapia	cognitivo-comportamental,	prevenção	de	
recaídas);	e	fármacos,	que	variam	de	terapia	agonista	
(p.	ex.,	terapia	de	reposição	de	nicotina	para	o	
transtorno	por	uso	de	tabaco,	metadona	e	
buprenorfina	para	transtorno	por	uso	de	opioides)	a	
novas	abordagens	atualmente	sob	investigação.		
 
 
↦Focar	na	identificação	precisa	dos	pacientes	com	
transtornos	por	uso	de	substâncias	e	encaminhá-los	
para	tratamento	especializado	ajudará	muito	a	reduzir	
as	conseqüências	individuais,	bem	como	o	impacto	
social.	
TRANSTORNO	DE	ANSIEDADE		DEVIDO	A	OUTRA	
CONDIÇÃO	MÉDICA	
➡293.84	
➡F06.4	(CID-10)	
➡Especificador	
↦Varia	muito		
↦De	criança	a	idoso	
➡Introdução	
↦Várias	outras	doenças	incluem	a	ansiedade	como	
uma	manifestação	sintomática	
↦A	ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	é	
diagnosticada	quando	a	condição	médica	induz	
ansiedade	e	precedeu	desta	
↦Algumas	doenças;	
1-Hipertireoidismo	
2-Feocromocitoma	
3-Hipoglicemia	
4-Hipercortisolismo	
5-Insuficiencia	cardíaca	congestiva	
6-Embolia	pulmonar	
7-Arritmias	como	a	fibrilação	atrial	
8-Doença	pulmonar	obstrutiva	crônica		
9-Asma	
10-Pneumonia	
11-Deficiencia	de	vitamina	B12	
12-Porfiria	
13-Neoplasias	
14-Disfunção	vestibular	
15-Encefalite	
16-Transtornos	convulsivos	
Nota	para	codificação:	Incluir	o	nome	da	outra	
condição	médica	no	nome	do	transtorno	mental	
Ex.:	
293.84	(F06.4)	//////	227.0	(D35.00)	transtorno	de	
ansiedade	devido	a	feocrocitoma	
➡Diagnóstico		
↦Exames	laboratoriais		
↦Exames	e	consultas	nos	médicos 
➡Diagnóstico	DSMV	
↦A)	
↦Ataques	de	pânico	ou	ansiedade	predominam	no	
quadro	clínico	
↦B)	
↦A	perturbação	é	consequência	fisiopatológica	direta	
de	outra	condição	médica	
↦C)	
↦A	Perturbação	não	é	mais	bem	explicada	por	outro	
transtorno	mental	
↦D)	
↦A	perturbação	não	ocorre	exclusivamente	durante	o	
curso	de	delirium	
↦E)	
↦A	perturbação	causa	sofrimento	clinicamente	
significativo	ou	prejuízo	no	funcionamento	social,	
profissional	ou	em	outras	áreas	da	vida	do	indivíduo	
➡Sinais	e	sintomas	que	apoiam	o	diagnóstico	
↦Ao	determinar	se	os	sintomas	de	ansiedade	se	
devem	a	uma	condição	médica	geral,	o	clínico	deve,	
em	primeiro	lugar,	estabelecer	a	presença	da	condição	
médica.		
↦Além	disso,	deve	ser	estabelecido	se	os	sintomas	de	
ansiedade	podem	ser	etiologicamente	relacionados	à	
condição	médica	geral	por	meio	de	um	mecanismo	
fisiológico	antes	de	fazer	um	julgamento	de	que	essa	é	
a	melhor	explicação	para	os	sintomas	em	um	
indivíduo	específico		
↦Uma	avaliação	criteriosa	e	abrangente	de	múltiplos	
fatores	é	necessária	para	esse	julgamento.	Vários	
aspectos	da	apresentação	clínica	devem	ser	
considerados:		
1)	A	presença	de	associação	temporal	entre	início,	
exacerbação	ou	remissão	da	condição	médica	e	os	
sintomas	de	ansiedade;		
2)	A	presença	de	aspectos	atípicos	de	um	transtorno	
de	ansiedade	primário		
3)	Evidências	na	literatura	de	que	um	mecanismo	
fisiológico	conhecido	(p.	ex.,	hipertireoidismo)	causa	a	
ansiedade.		
➡Epidemiologia	
↦É	incerto	
↦Prevalência	elevada	dos	transtornos	de	ansiedade	
entre	indivíduos	com	uma	variedade	de	condições	
médicas,	incluindo	asma,	hipertensão,	úlcera	e	artrite		
➡Desenvolvimento	e	curso	
↦Seguem	o	curso	da	doença	
➡Diagnóstico	diferencial	
↦Ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	vs	
delirium	
Um	diagnóstico	separado	de	transtorno	de	ansiedade	
devido	a	outra	condição	médica	não	é	dado	se	o	
transtorno	de	ansiedade	ocorre	exclusivamente	
durante	o	curso	de	um	episódio	de	delirium		
↦Ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	vs	
humor	e	ansiedade	
Se	a	apresentação	inclui	um	misto	de	diferentes	tipos	
de	sintomas,	o	transtorno	mental	específico	devido	a	
outra	condição	médica	depende	dos	sintomas	
predominantes	no	quadro	clínico.		
↦Ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	vs	
transtorno	induzido	por	substancia/medicamentos	
Se	existem	evidências	de	uso	recente	ou	prolongado	
de	substância	abstinência	de	uma	substância	ou	
exposição	a	uma	toxina,	um	transtorno	de	ansiedade	
induzido	por	substância/medicamento	deve	ser	
considerado.		
Certos	medicamentos	são	conhecidos	por	aumentar	a	
ansiedade	e,	quando	este	é	o	caso,	o	medicamento	
pode	ser	a	etiologia	mais	provável,	embora	possa	ser	
difícil	diferenciar	se	a	ansiedade	se	deve	aos	
medicamentos	ou	à	própria	doença	médica		
Se	a	perturbação	está	associada	a	outra	condição	
médica	e	ao	uso	de	substância,	ambos	os	diagnósticos		
↦Ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	vs	
transtornos	de	ansiedade	em	geral	
Em	outros	transtornos	de	ansiedade,	não	podem	ser	
demonstrados	mecanismos	fisiológicos	causadores	
específicos	e	diretos	associados	a	outra	condição	
médica		
Os	transtornos	de	ansiedade	podem	exacerbar	ou	
acarretar	risco	aumentado	para	condições	médicas	
 
 
como	eventos	cardiovasculares	e	infarto	do	miocárdio	
e	não	devem	ser	diagnosticados	como	transtorno	de	
ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	nesses	
casos.		
↦Ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	vs	
transtorno	de	ansiedade	doença	
O	transtorno	de	ansiedade	de	doença	é	caracterizado	
pela	preocupação	com	doença,	preocupação	com	dor	e	
preocupações	corporais.		
↦Ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	vs	
transtorno	de	adaptação	
O	transtorno	de	adaptação	é	justificado	quando	os	
indivíduos	experimentam	uma	resposta	desadaptativa	
ao	estresse	de	ter	outra	condição	médica.	A	reação	ao	
estresse	em	geral	se	refere	ao	significado	ou	às	
consequências	do	estresse,	quando	comparada	com	a	
experiência	de	ansiedade	ou	sintomas	de	humor	que	
ocorrem	como	consequência	fisiológica	da	outra	
condição	médica.		
↦Ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	vs	
transtornos	mentais	
Os	sintomas	de	ansiedade	podem	ser	uma	
característica	associada	de	outro	transtorno	mental	
(p.	ex.,	esquizofrenia,	anorexia	nervosa).		
↦Ansiedade	devido	a	outra	condição	médica	vs	
transtorno	de	ansiedade	especificado	ou	transtorno	de	
ansiedade	não	especificado	
Este	diagnóstico	é	dado	caso	não	possa	ser	
determinado	se	os	sintomas	de	ansiedade	são	
primários,	induzidos	por	substância	ou	se	estão	
associados	a	outra	condição	médica.		
OUTRO	TRANSTORNO	DE	ANSIEDADE	
ESPECIFICADO	
➡300.09	
➡F41.8	(CID-10)	
➡Introdução	
↦Esta	categoria	aplica-se	a	apresentações	em	que	
sintomas	característicos	de	um	transtorno	de	
ansiedade	que	causam	sofrimento	clinicamente	
significativo	ou	prejuízo	no	funcionamento	social,	
profissional	ou	em	outras	áreas	importantes	da	vida	
do	indivíduo	predominam,	mas	não	satisfazem	todos	
os	critérios	para	qualquer	transtorno	na	classe	
diagnóstica	dos	transtornos	de	ansiedade.		
↦A	categoria	outro	transtorno	de	ansiedade	
especificado	é	usada	nas	situações	em	que	o	clínico	
opta	por	comunicar	a	razão	específica	pela	qual	a	
apresentação	não	satisfaz	os	critérios	para	qualquer	
transtorno	de	ansiedade	específico.	Isso	é	feito	por	
meio	do	registro	de	“outro	transtorno	de	ansiedade	
especificado”,	seguido	pela	razão	específica	(p.	ex.,	
“ansiedade	generalizada	não	ocorrendo	na	maioria	
dos	dias”).		
TRANSTORNO	DE	ANSIEDADE	NÃO	ESPECIFICADO	
➡300.00	
➡F41.9	(CID-10)	
➡Introdução	
Esta	categoria	aplica-se	a	apresentações	em	que	
sintomas	característicos	de	um	transtorno	de	
ansiedade	que	causamsofrimento	clinicamente	
significativo	ou	prejuízo	no	funcionamento	social,	
profissional	ou	em	outras	áreas	importantes	da	vida	
do	indivíduo	predominam,	mas	não	satisfazem	os	
critérios	para	qualquer	transtorno	na	classe	
diagnóstica	dos	transtornos	de	ansiedade.		
A	categoria	transtorno	de	ansiedade	não	especificado	
é	usada	nas	situações	em	que	o	clínico	opta	por	não	
espe-	cificar	a	razão	pela	qual	os	critérios	para	um	
transtorno	de	ansiedade	específico	não	são	satisfeitos	
e	inclui	apresentações	para	as	quais	não	há	
informações	suficientes	para	que	seja	feito	um	
diagnóstico	mais	específico	(p.	ex.,	em	salas	de	
emergência).

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