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Lucas Matheus Sousa de Melo – 26143380 Yldyane Magalhães de Carvalho – 26153793 Aline Nascimento da Silva – 04098905 Jonathas de Souza Rosa – 04093048 Gustavo Nascimento de Carvalho – 04067812 Caio Cardoso Rebouças – 04039204 Luiz Victor Villa Real Salgueiro - 04090768 Kamila Monteiro Antonio - 26143361 Prática Penal Profª Mscª Alexandra Fonseca Rodrigues Questão para estudo: Um sujeito pilota uma lancha em alto-mar, em alta velocidade e efetuando manobras arriscadas. Em determinado momento, atropela e mata um homem que nadava tentando se salvar de um naufrágio. O piloto deverá ser punido? Se sim, por qual crime? ARGUMENTOS DA ACUSAÇÃO Como constam nos fatos narrados, em (data) o Réu estava pilotando uma lancha em alto-mar, em alta velocidade. Ademais, também estava efetuando manobras arriscadas. Com isso, vê-se que o mesmo, ciente de suas atitudes, estava pondo em risco, além da própria vida, também a de outros que poderiam sofrer qualquer dano pela periculosidade de sua conduta. Deste modo, o Réu prevê os resultados possíveis de sua condução inadequada, mas nada faz para evita-las. São nestas circunstâncias narradas que, por volta de (horário), o Réu abalroou o Autor, representado nesta por (representante legitimado), levando-lhe a óbito no momento em que tentava se salvar de um naufrágio. Assim, deve o Réu ser penalizado com a devida cominação legal do art. 121 do Código Penal, que tipifica a conduta de matar outra pessoa, prevendo reclusão de seis a vinte anos. Ademais, os fatos não mencionam qualquer sinal de embriaguez por parte do Réu, razão pela qual pressupõe-se que estava sóbrio e no pleno emprego de suas faculdades mentais. Disto, presume-se que pode ter o Réu cometido o crime por razões, ainda desconhecidas, de ordem torpe ou fútil, o que configuraria o seu crime de homicídio doloso em qualificado, ensejando o aumento da pena por incorrer no previsto pelo art. 121, § 2º, I e/ou II do Código Penal. Assim, requer o representante do ofendido, com fulcro no art. 5º, II do CPP, suscinta investigação por parte da autoridade policial a fim de que sejam apuradas demais circunstâncias que, porventura, tenham instigado ou motivado o Réu a proceder com as reprováveis condutas já mencionadas. ARGUMENTOS DA DEFESA Em defesa do Réu ante os fatos narrados pelo representante do ofendido, convém ressaltar que aquele, no momento dos fatos, não agiu com a intenção de matar. Depreende-se este mesmo raciocínio da própria alegação que deu início ao presente processo: na exordial não constam fatos que comprovem ou apontem qualquer sinal de desejo ou ânimo em relação aos resultados da conduta do Réu. Assim, afasta-se qualquer alvitre de imputar ao Réu o dolo direto, mas, no muito, se Vossa Excelência assim entender, o dolo eventual, conforme trecho em destaque a seguir do art. 18, I do Código Penal: Art. 18 - Diz-se o crime: Crime doloso I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo Ademais, no caso em tela não existem quaisquer sinais que apontem que a conduta do Réu foi motivada pelas qualificadoras de motivo fútil ou torpe. Fica evidente, pois, que o representante do ofendido busca, de forma imotivada e sem fundamentos, apenas agravar a pena do Réu. Assim, requer sejam afastadas das condutas do Réu quaisquer das qualificadoras do § 2º, art. 121 do Código Penal.