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Disciplina: MAD I Módulo de Virologia Prof. Claudia Vitral 2 avaliações teóricas: 1a VA 16 agosto 2a VA 15 setembro Módulo de Bacteriologia Prof. Claudio Pereira 2 avaliações teóricas: 3a VA 27 outubro 4a VA 13 dezembro Orientador didático: Prof. Claudia Vitral Prova reposição (15/12) e VS (20/12): matéria toda de MAD I Programa de Virologia Parte geral • Introdução ao curso de virologia e multiplicação viral • Resposta imune e patogenia das viroses • Prevenção e controle de viroses • Diagnóstico laboratorial de viroses Programa de Virologia Parte específica (temas de seminários) • Viroses respiratórias • Gastroenterites virais • Herpesvirus • Arbovirus • Hepatites virais • Papilomavirus • Vírus da imunodeficiência humana Importância médica das viroses “Mais de 60% das doenças infecciosas são causadas por vírus” “São responsáveis por cerca de 50% de todas as ausências no trabalho e escola” Alguns fatos: “Crianças desenvolvem 7 ou mais infecções virais por ano que requerem pelo menos uma visita ao hospital ou ao médico” Podem ser fatais: raiva, AIDS, febre hemorrágicas, encefalites Podem afetar grandes populações: diarréias virais, gripe, resfriados Podem causar grande desconforto: cachumba, infecções por herpesvírus Podem causar infecções congênitas: rubéola, citomegalovírus, HIV, vírus da hepatite B Podem causar câncer: papilomavírus, vírus da hepatite B, vírus Epstain- Barr OS VÍRUS Importância médica das viroses Mas podem também, como acontece na maioria das vezes, ..... nada causar em seus hospedeiros. A maior parte dos vírus causa infecção assintomática ou permanece no hospedeiro sem causar danos por longos períodos replicando-se em taxas lentas e estáveis e escapando da resposta imunológica. Na verdade, o corpo humano é “habitado” por inúmeros microorganismos não só intra e extracelularmente como inseridos no genoma humano VÍRUS ENDÓGENOS: Diferentes retrovírus que se integraram a cromossomas humanos e de animais tornando-se parte deles (> 8% nosso genoma) Benefícios para o homem (hipóteses): poderia facilitar a função placentária e proporcionar a imunossupressão durante a gravidez E além disso, os vírus também pode ser importantes vetores de cura ou prevenção de doenças ! Terapia gênica: vírus como vetores de informações genéticas levando mensagens a células específicas Terapia oncológica: capacidade que alguns vírus têm de destruir preferencialmente células cancerosas e de poupar células normais. Desenvolvimento de vacinas Vetores de clonagem de genes Descrição de doenças virais na antiguidade Múmia do faraó Ramsés V (1196 a.C): lesões de varíola na face Desenho ilustrando um cão com raiva (1500 a.C) Entalhe, 18a dinastria egípcia (370 a.C): indivíduo com paralisia Século 19: microscópio ótico confirmando a teoria dos germes tornando obsoleta a geração espontânea Louis Pasteur (1822-1895) Robert Koch (1843-1910) A descoberta dos vírus: a descoberta de um mundo novo e fascinante Inicialmente, os vírus foram associados a doenças … 1892, Dimitri Ivanovski: estudo da doença do mosaico do tabaco (etapa fundamental na descoberta dos vírus) 1899, Martinus Beijerinck: diluição seriada da seiva – princípio infeccioso VIVO mas FLUIDO – Contagium vivum fluidum. Identificação dos primeiros vírus 1917-1926, Twort e d´Herelle: bacteriófagos Ao final da Primeira Guerra, novos vírus foram identificados ... sem contudo terem sido VISTOS ! 1898, Loeffler e Frosh: vírus da febre aftosa 1900-1902, Walter Reed: vírus da febre amarela Novos progressos na virologia Década de 30: primeiros estudos de inoculação em sistemas hospedeiros (animais de laboratório e ovos embrionados) 1935, Stanley e cols: cristalizaram pela 1a vez um vírus. Acoplamento de substâncias químicas complexas sem função metabólica (Vírus foram rebaixados a categoria de substâncias químicas !!!) 1939, construção do ME: vírus puderam ser finalmente vistos. 1949, Enders e cols: primeiros cultivos celulares: isolamento de novos vírus e produção de vacinas Década de 60: início da era do diagnóstico laboratorial de viroses: aplicação do cultivo celular, da ME e dos testes sorológicos para um diagnóstico confiável. Novos progressos na virologia Maturidade de uma ciência: outros eventos importantes 1962, uso dos primeiros antivirais 1981, primeiros casos de AIDS nos EUA 1965, descoberta do vírus da hepatite B 1976, emergência do vírus Ébola no Sudão e no Zaira 1977, erradicação da varíola Dec. 90: rápido progresso da biologia molecular possibilitando a amplificação e o sequenciamento do genoma viral e a identificação de novos vírus Os vírus no século 21 Considerados os organismos mais abundantes do planeta Amostras de ambientes aquáticos revelaram que os genes virais constituem a maior parte da genosfera Desempenharam provavelmente um papel fundamental na evolução da vida: origem do DNA e do núcleo celular Existem atualmente uma proposta da inclusão dos vírus na árvore da vida Árvore da vida Proposta de um novo modelo de classificação Principais diferenças entre os vírus e os microorganismos celulares Tamanho relativo de vírus e bactérias: bactérias são medidas em micrômetros (10-6 m) e vírus em nanômetros (10-9 m) Principais diferenças entre os vírus e os microorganismos celulares Vírus: definição Parasitas intracelulares obrigatórios Pequenos: medidos na ordem de grandeza de nanômetros (20 -250 nm) Possuem um único tipo de ácido nucleico: DNA ou RNA Entretanto .... .... Esta definição tradicionalmente atribuída aos vírus foi recentemente desafiada pela descoberta de um vírus gigante em amebas aquáticas chamado de Mimivirus. Visíveis a MO (800 nm) Genoma DNA 1,2 milhões de bases (codifica > 900 ptns) Apresentam RNA Estrutura da partícula viral Ácido nucleico: genoma (DNA ou RNA) Capsídeo: capa proteica que envolve o genoma Nucleocapsídeo: ácido nucleico + capsídeo Envelope: presente em alguns vírus, origem da membrana da célula hospedeira O genoma viral Vírus com genoma DNA Vírus com genoma RNA AS CONFORMAÇÕES DO ÁCIDO NUCLEICO VIRAL RNA DNA FITA SIMPLES LINEAR Ex : Picornavírus, Paramixovírus FITA SIMPLES LINEAR Ex : Parvovírus SEGMENTADO Ex : Ortomixovírus FITA DUPLA LINEAR Ex: Adenovírus, Herpesvírus FITA DUPLA SEGMENTADO Ex : Reovirus CIRCULAR Ex: Papovavirus Polaridade do genoma RNA Capsídeo viral: simetrias Proteínas virais Icosaédrica Helicoidal Complexa capsômeros capsídeo: simetrias Simetria icosaédrica 20 faces idênticas, cada face um triângulo equilátero Adenovírus Adenovirus HIV Vírus da hepatite A Simetria helicoidal Vírus do mosaico do tabaco (não envelopado) Vírus da raiva (envelopado) Simetria complexa Poxvirus (vírus da varíola) Sensibilidade a agentes químicos e físicos De um forma geral, os vírus são sensíveis à inativação física e química, especialmente os vírus envelopados Agentes físicos: calor e radiação ionizante Agentes químicos: formaldeído, cloro. No caso de vírus envelopados, solventes orgânicos e detergentes. Classificação internacional de vírus (ICTV) Famílias de vírus DNA Famílias de vírus RNA Multiplicação viral 1. Iniciação - adsorção - entrada na célula - descapsidação 2. Expressão e replicação do genoma viral - síntese de proteínas - replicação do ácido nucleico 3. Montagem da progênie viral e saída da célula hospedeira Adsorção viral à célula hospedeira União específica entre receptores presentes na superfície da partícula viral e da célula hospedeira Adsorção do HIV a superfície do Linfócito T Bacteriófago adsorvido na bactéria E.coli Vias de entrada de vírus nas células Vírus envelopados Vírus não envelopados Processo de fusão: possibilidades Fusão do envelope viral com a membrana plasmática após ligação ao receptor celular Fusão do envelope viral com a membrana do endossoma após endocitose Expressão e replicação do genoma viral Expressão e replicação do genoma viral Montagem das partículas virais Brotamento de vírus envelopados Brotamento de partículas virais da célula hospedeira HIV Vírus do sarampo Inúmeras partículas do HIV brotando da superfície do linfócito T http://encarta.msn.com/ 1. Adsorção 2. Penetração 3. Desnudamento 4. Replicação 5. Maturação 6. Liberação Fases da replicação viral: