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Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
Estrutura, Metabolismo e Crescimento Bacteriano 
Regras da Nomenclatura Científica 
Regras para a denominação científica dos seres vivos. Escritos em latim de origem ou, 
então, latinizados. Todo nome científico deve estar destacado no texto. 
 Texto impresso: Escrito em itálico; 
 Trabalhos manuscritos: sublinhado. O espaço entre os 2 nomes não pode 
sublinhar. 
Cada organismo deve ser reconhecido por uma designação binomial (o primeiro 
termo designa gênero e o segundo a espécie). 
 Primeiro nome: A primeira letra é maiúscula e as demais minúsculas; 
 Segundo nome: Todo escrito com letras minúsculas; 
 NÃO ABREVIAR o gênero! 
O que é uma Bactéria? 
 Ser unicelular; 
 Procariótico: não possuem envoltório nuclear. O material genético está 
disperso na célula; 
 1 cromossomo, circular; 
 Ribossomo: 70S, dispersos no citoplasma; é diferente do humano, direciona o 
tratamento com antibiótico ao minimizar as ligações de uma molécula a 
ribossomos das células humanas; 
 Parede celular (Maioria). 
Nem toda bactéria é patogênica! 
 
CARACTERÍSTICAS 
Forma, Arranjo e Tamanho 
1. Esférica: Cocos; 
O arranjo (disposição das células) depende do plano de divisão; 
Bactéria só se arranja em uma forma, segundo o DNA. 
Características Morfotintoriais → Forma da Bactéria em relação à Coloração! 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 
 
Exemplos de Cocos: 
 Neisseria gonorrhoeae: bactéria causadora da gonorreia. 
 Neisseria meningitidis: bactéria causadora de meningite. 
 Streptococcus pneumoniae: bactéria causadora de pneumonia. 
 Streptococcus pyogenes: bactéria causadora da amigdalite, escarlatina e febre 
reumática. 
 Streptococcus viridans: bactéria causadora da endocardite infecciosa. 
 Streptococcus agalactiae: bactéria causadora de infecção neonatal. 
 Staphylococcus aureus: bactéria causadora de várias infecções, geralmente 
iniciadas na pele, como a celulite. 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
2. Cilíndrica: Bacilos 
 
Cocobacilo → Meio termo entre coco e bacilo. 
Exemplos de Bacilos: 
 Mycobacterium leprae (Bacilo-de-Hansen) – causador da hanseníase (lepra). 
 Klebsiella pneumoniae – causador de pneumonia. 
 Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Kock) – causador da tuberculose. 
 Yersinia pestis – causador da peste bubônica e peste pulmonar. 
 Streptobacillus moniliformis – causador da febre de Haverhill (febre da 
mordida de rato). 
 Clostridium difficile – causador de diarreia e colite. 
3. Espiraladas: Espirilos, Vibriões e Espiroquetas 
 
Apenas pela análise morfológica é possível identificar uma bactéria? Não! Algumas 
características da Anamnese auxiliam no diagnóstico, pois somente com a forma não 
se elucida o microrganismo patogênico. 
Quando tem mais de um arranjo na lâmina, pega uma bactéria sozinha e faz a análise. 
Não fecha o diagnóstico só com análise morfológica! 
ESTRUTURAS BACTERIANAS 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 
Envoltórios Bacterianos – Delimitação e Proteção 
Cápsula, Parede celular e Membrana Plasmática (obrigatória). 
1. CÁPSULA 
 Mais externa – mais difícil do antibiótico atingir o DNA; 
 Composição: mucopolissacarídica, o que dá um aspecto frouxo. 
 Funções: protege da fagocitose e auxilia na adesão; 
 Características da espécie: Ex: pneumococo (bactéria causadora da 
pneumonia); 
 Fator de determinação de virulência (é a capacidade da bactéria de causar 
infecção e doença) – com cápsula, mais virulenta; 
 Aderência aos tecidos: (é a primeira fase da infecção (pele, mucosa). 
 Ex: Streptococcus mutans → Causa cárie dentária. 
2. PAREDE CELULAR 
 Mantém a forma da bactéria, rigidez; 
 Barreira osmótica (controla o fluxo de água através da membrana 
semipermeável); 
 FUNÇÃO TINTORIAL: retém a coloração de Gram Divide as bactérias em 2 
grandes grupos e serve para identificar forma, coloração e tamanho da 
bactéria. 
 Gram positivos: retém o Gram por ter + camadas de peptideoglicano, adquire 
cor roxo-azulado. 
 Gram negativos: não retém o Gram, adquire cor rosa-avermelhada. 
Gram Positiva → Rica em ácido tecóico → Sistema Imune reconhece como G+; 
Gram Negativa → Rica em LPS → Pamp → Sistem imune reconhece como G-; 
As Gram Positivas são ricas em peptideoglicanos, alguns antibióticos agem nos 
peptideoglicanos. Gram negativa possui membrana lipoproteica que dificulta ação 
do antibiótico acima. A penicilina interfere com a ligação final das filas de 
peptideoglicanos pelas pontes cruzadas peptídicas. 
Peptideoglicano: dissacarídeo NAG-NAM (ácido N-acetilmurâmico e a 
Nacetilglucosamina) repetitivo unido por polipeptídeos para formar uma rede que 
circunda (confere forma) e protege toda a célula. A parede celular distinguem as 
bactérias em: 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 Gram-positivas; 
 Gram-negativas; 
 Álcool-ácido resistentes (B.A.A.R.); 
 Não possuem parede – Mycoplasmas. 
 
BAAR 
 Pertencentes ao gênero Micobacterium; 
 Possuem ácidos micólicos cor na presença de fucsina fenicada; 
 Quando tratadas pela fucsina, resistem ao descoramento por uma solução de 
álcool-ácido (3%), permanecendo coradas em VERMELHO/ROSA, sendo, por 
este motivo, chamadas de BAAR. 
 
3. MEMBRANA CITOPLASMÁTICA 
Composição: fosfolipídios, proteínas, lipoproteínas. AUSÊNCIA de esteróis. 
Funções: 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 Permeabilidade seletiva; 
 Síntese de componentes da parede celular; 
 Respiração celular em bactérias aeróbias (Produz ATP, Água e CO2 ) - 
Produção de energia. 
MP possui complexo enzimático que auxilia na respiração celular. 
Componentes Extras 
1. Mesossomos - Invaginações na membrana que contém estruturas importantes 
para a respiração celular. 
2. Pili-Fímbrias – utilizada como molécula de fixação em regiões umidificadas. 
→ Apêndices filamentosos menores, mais curtos e mais numerosos que os 
flagelos e que não formam ondas regulares. 
→ Presentes em muitas bactérias gram-negativas. 
→ Não desempenham papel relativo à mobilidade. 
→ Podem funcionar como: mecanismo de aderência à superfícies e porta de 
entrada de material genético durante a conjugação bacteriana (bactérias 
trocam o material genético). 
3. Flagelos: motilidade, locomoção celular. 
4. Plasmídeos: Moléculas de DNA de dupla-fita, circulares e extracromossômicos, 
capazes de replicar-se independentemente do cromossomo bacteriano. Embora 
sejam geralmente extracromossômicos, os plasmídeos podem integrar-se ao 
cromossomo bacteriano. 
→ Mais difícil de combater quando tem; uma bactéria resistente pode passar 
para outra não resistente através do pili. 
5. Esporos – Auxilia na resistência ambiental; 
 
→ Ambiente inóspil → formação do esporo → Bactéria esporalada → quando 
ambiente estiver favorável ela volta a ser germinativa. 
→ Mel em crianças pode prejudicar no combate a bactérias que possuem 
esporos, atrapalhando na formação da microbiota e gerando resistência. 
Clostridium → toxina → prejudica intestino. 
Classificação quanto a utilização de O2 
Função: aceptor de hidrogênio nas etapas finais da produção de energia catalisada 
pelas flavoproteínas e pelos citocromos. 
Catalase: transforma peróxido de hidrogênio em água e oxigênio, enquanto a 
superóxido desmutase transforma ácido em peróxido quando o pH está muito baixo. 
Catalase no sangue pode impedir ação da água oxigenada. Clorexidina mais eficaz. 
Bactérias sem esse complexo enzimático não são resistentes ao oxigênio. 
1. Aeróbias obrigatórias: Algumas bactérias requerem oxigênio para o 
crescimento, uma vez que seu sistema de geração de ATP dependedo 
oxigênio como aceptor final de hidrogênio (Mycobacterium tuberculosis). 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
2. Anaeróbias facultativas: utilizam o oxigênio, caso este se encontre presente, 
para gerar energia por meio da respiração; contudo, são capazes de utilizar a 
via da fermentação para sintetizar ATP na ausência de oxigênio suficiente 
(Escherichia coli). 
3. Anaeróbias obrigatórias: bactérias incapazes de crescer na presença de 
oxigênio, uma vez que são desprovidas de superóxido dismutase ou catalase, 
ou ambos. Anaeróbios obrigatórios variam em sua resposta à exposição ao 
oxigênio; alguns podem sobreviver, mas são incapazes de se multiplicar, ao 
passo que outros são rapidamente mortos (Clostridium tetani). 
4. Capnofílicas (capneicas): Crescem em atmosfera contendo 5-10% de CO2 . 
Classificação quanto a temperatura de cresimento 
→ Psicrófilos: 10 – 20ºc; 
→ Mesófilos: 20 – 40ºc – Doenças em Humanos; 
→ Termófilos: acima de 40ºc; 
→ Hipertermófilos: >80º. 
 
Classificação quanto a pressão osmótica 
Halófilas: Toleram altas concentrações de sal/ açúcar; 
Classificação quanto a nutrição 
→ Autotróficas: Assimilam carbono a partir do CO2; 
→ Heterotróficas: Assimilam carbono a partir de compostos orgânicos. 
CRESCIMENTO BACTERIANO 
Processo em que uma célula parental se divide, originando duas células filhas. Divisão 
exponencial. 
Reprodução: Bactérias geralmente reproduzem-se assexuadamente por fissão 
binária transversa, quando ocorre a replicação do cromossomo bacteriano e a célula 
desenvolve uma parede celular transversa, dividindo-se então em duas novas células. 
 Mecanismos de Defesa e Doença III 
 
MECANISMOS DE DEFESA E DOENÇA III GUSTAVO FIGUEIREDO 
 
 
Tempo de reprodução é variável. Escherichia coli - 20 minutos; Mycobacterium 
tuberculosis → 18 horas. 
Como Ocorre? 
A. Fase lag: intensa atividade metabólica; contudo, as células não se dividem. 
Pode durar de alguns minutos a muitas horas. 
B. Fase log (logarítmica): rápida divisão celular. Fármacos b-lactâmicos, como a 
penicilina, atuam durante essa fase, uma vez que os fármacos são eficazes no 
período em que as células produzem peptideoglicano, isto é, quando estão 
em divisão. A fase log também é conhecida como a fase exponencial; 
C. Fase estacionária: depleção de nutrientes ou os produtos tóxicos causam uma 
diminuição no crescimento até que o número de células novas produzidas 
equilibra-se com o número de células que morrem, resultando em um estado 
de equilíbrio. 
D. A fase final (morte): declínio no número de bactérias viáveis. 
Fatores que interferem no crescimento: pH, temperatura, oxigênio, local de 
instalação.

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