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Farmácia Hospitalar e Clínica Profª. Ms. Karina Honda Adati Central de Produção de Medicamentos Central de Abastecimento Farmacêutico Farmácia HospitalarAtendimento ao paciente Atendimento às unidades Comunicação eficiente Transporte facilitado Central de Abastecimento Farmacêutico • Área destinada à estocagem e conservação dos produtos farmacêuticos; • Assegura a qualidade dos medicamentos estocados, conforme as características individual; • É a unidade de assistência farmacêutica onde são realizadas atividades relacionadas a: recepção, armazenamento e distribuição. ✓Área de recepção e inspeção ✓Distribuição ✓Área de soluções parenterais ✓Área de Formas Farmacêuticas Diversas ✓Área específica para saneantes ✓Área de Termo lábeis ✓Área de inflamáveis ✓Área de medicamentos Psicotrópicos ✓Área de citotóxicos ✓Área de quarentena A CAF pode contar com a seguinte organização: Conferência dos medicamentos entregues: devem estar em conformidade com a especificação, quantidade e qualidade adequados: 1. Aspectos Administrativos Documentação fiscal, quantidade recebida, prazos, registro em sistema, encaminhar nota fiscal ao financeiro etc. 2. Verificação de Especificações técnicas Especificação, registro sanitário, laudo de controle de qualidade, embalagem, rotulagem, lote/validade, transporte etc. Recepção/Recebimento: Nessa etapa ordena-se adequadamente os produtos em áreas apropriadas, de acordo com suas características e condições de conservação exigidas: termolábeis; psicofármacos; inflamáveis; material médico-hospitalar etc. Armazenamento e Estocagem Importante: ÁREA FÍSICA SUFICIENTE E APROPRIADA Localização: local de fácil acesso para o recebimento e distribuição dos produtos, com espaço próximo suficiente para circulação e movimentação de veículos. Iden0ficação externa: idenSficação visível por meio de nome e logoSpo. Sinalização interna: letras ou placas indicaSvas nas estantes e locais de exSntores de incêndio, entre outros. Condições ambientais: condições adequadas de temperatura, venSlação, luminosidade e umidade. Higienização: manutenção constante, isenta de poeira e outras sujidades. A limpeza, além de demonstrar aspecto de organização, é uma norma de segurança, que deve ser rigorosamente seguida Equipamentos e acessórios suficientes, Segurança e Dimensão Armazenamento: Características de uma CAF a) Físicas • Piso plano, para facilitar a limpeza, e suficientemente resistente para suportar o peso dos produtos e a movimentação dos equipamentos. • Paredes de cor clara, pintura lavável, isentas de infiltrações e umidade. • Portas preferencialmente esmaltadas ou de alumínio. • Teto, devem-se evitar telhas de amianto porque absorvem muito calor. Armazenamento: Instalações b) Elétricas • Garantir que a rede de fio funcione todo tempo, mesmo em queda de energia. • Evitar sobrecarga de energia, com o uso de extensões elétricas e adaptadores • Vistorias periódicas c) Sanitárias • Vistorias periódicas e medidas de combate a insetos e roedores. Armazenamento: Instalações De acordo com o espaço físico disponível, volume e movimentação de estoque, entre outros, recomenda-se: Armazenamento: Equipamentos e Acessórios ✓Aparelhos de ar-condicionado ✓Armários de aço com chave ✓Caixa plástica (minicontenedores) ✓Carrinho para transporte de medicamentos ✓Equipamentos de informática ✓Empilhadeiras ✓Higrômetros ✓Termômetros Em uma CAF, não devem existir fatores que possam propiciar riscos de perdas, deteriorações, desvios e incêndios. Recomendações: ✓Controle de entrada/saída ✓Empilhamento ✓Utilização de inseticidas deve ser evitado, devido possibilidade de contaminação ✓Acesso de pessoas limitado ✓Medidas de prevenção contra incêndio (cartazes normativos, extintores adequados com controle de inspeção etc.) Armazenamento: Segurança ▪ Existem vários equipamentos destinados à armazenagem de medicamentos, sendo os mais utilizados: Estrados/pallets/porta-pallets; Empilhamento (no geral não deve ultrapassar 1,5 metro de altura) Prateleiras; ▪ Estocar os produtos por nome genérico, lote e validade (Sistema FEFO-First expiry, first out); Armazenamento: Formas de estocagem ▪ Manter distância entre os produtos, produtos e paredes, piso, teto e empilhamentos, de modo a facilitar a circulação interna de ar; ▪ Estocar os medicamentos de acordo com as condições de conservação recomendadas pelo fabricante. Em caso de não haver recomendação específica, devem-se estocar os produtos em temperatura ambiente (15 a 30°C); ▪ Materiais passíveis de quebras (ampolas e frascos de vidros) devem ser guardados em local menos exposto a acidentes. Armazenamento: Formas de estocagem ▪ Temperatura ▪ Umidade Em áreas úmidas os medicamentos podem sofrer alterações na consistência, sabor, odor, cor, tempo de desintegração. (40-70% ) ▪ Luminosidade Raios solares sobre os medicamentos acelera a velocidade das reações químicas, alterando a estabilidade dos mesmos ▪ Ven0lação Armazenamento: Conservação Central de Manipulação • RDC nº 67 de 08 de outubro de 2007: Dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias Central de Produção de Medicamentos • Anexo VI: Boas Práticas para preparação de Dose Unitária e Unitarização de doses de medicamentos em Serviços de Saúde • 3.2. A preparação de doses unitárias e a unitarização de doses de medicamentos deve ser realizada sob responsabilidade e orientação do farmacêutico que deve efetuar os respectivos registros de forma a garantir a rastreabilidade dos produtos e procedimentos realizados. • 3.6. A farmácia deve assegurar a qualidade microbiológica, química e física de todos os medicamentos submetidos à preparação de dose unitária ou unitarização de doses. • RDC nº 67 de 08 de outubro de 2007: Dispõe sobre as Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias Central de Produção de Medicamentos • 3.15. A sala destinada às atividades de preparação de dose unitária ou unitarizada de medicamento deve estar devidamente identificada e suas dimensões devem estar compatíveis com o volume das operações, devendo possuir no mínimo: • a) Bancada revestida de material liso, resistente e de fácil limpeza; • b) Pia com água corrente; • c) Instrumento cortante, equipamentos, utensílios, vidrarias e demais materiais para uso exclusivo nas atividades de preparação de dose unitária ou unitarizada de medicamento e que permita sua limpeza e sanitização; • d) Lixeira com tampa, pedal e saco plástico, devidamente identificada. Manipulação de medicamentos (RDC 67/2007/ANVISA): 4.2. A farmácia deve possuir, além das áreas comuns referidas no Anexo I, no mínimo, as seguintes áreas/ salas: a) sala de limpeza, higienização e esterilização; b) sala ou local de pesagem; c) sala de manipulação e envase exclusiva; d) área para revisão; e) área para quarentena, rotulagem e embalagem; f) sala de paramentação específica (antecâmara). Área: ambiente aberto, sem paredes em uma ou mais de uma das faces; Local: espaço fisicamente definido dentro de uma área ou sala para o desenvolvimento de determinada atividade; Sala: ambiente envolto por paredes em todo seu perímetro e com porta(s). 4. INFRA-ESTRUTURA FÍSICA 4.1. A farmácia destinada à manipulação de preparações estéreis deve ser localizada, projetada e construída ou adaptada segundo padrões técnicos, contando com uma infra-estrutura adequada às operações desenvolvidas, para assegurar a qualidade das preparações. • A sala de manipulação deverá ter no mínimo 5m2 • Capela de fluxo laminar ou cabine de segurança biológica, desde que assegurada a limpeza, a manutenção e as operações segundo as boas práticas. • Devem ter lâmpadas de segurança • Deve possuir exaustão • Os ambientes devem ser protegidoscontra a entrada de aves, animais, insetos, roedores e poeiras. • Os ambientes devem possuir superfícies internas (pisos, paredes e teto) lisas, sem rachaduras, resistentes aos saneantes, que não desprendam partículas e serem facilmente laváveis. Os ralos devem ser sifonados e fechados. Os tetos rebaixados devem ser selados para evitar contaminação proveniente de espaço acima dos mesmos. • Lavatórios devem possuir torneiras ou comandos do tipo que dispensem o contato das mãos para o fechamento da água. • Deverá existir sala exclusiva para preparação de medicamentos para terapia citotóxica dotada de cabine de segurança biológica, Classe II B2 • As tubulações devem ser embutidas nas paredes nas áreas de manipulação e limpeza e higienização. Nas áreas de manipulação, limpeza e higienização é vedada a existência de ralos. As instalações de água potável devem ser construídas de materiais adequados e impermeáveis, para evitar infiltração e facilitar a limpeza e inspeção periódicas. A entrada na área de manipulação deve ser feita exclusivamente através de antecâmara (vestiário de barreira). Os vestiários devem ser sob a forma de câmaras fechadas, preferencialmente com dois ambientes para mudança de roupa. As portas das câmaras devem possuir um sistema de travas e de alerta visual e/ou auditivo para evitar a sua abertura simultânea. • Cantos das paredes arredondados. Sala de Manipulação: Manipulação de Antineoplásicos (RDC no 220/2004/ANVISA e RDC no 67/2007/ANVISA): A infraestrutura física deve atender aos requisitos contidos na RDC/ANVISA no 50, de 21/02/2002, suas atualizações, ou outro instrumento legal que venha substituí-la. Área destinada a paramentação: provida de lavatório para higienização das mãos. Sala exclusiva para preparação de medicamentos para Terapia Antineoplásica, com área mínima de 5 (cinco) m2 por cabine de segurança biológica. Cabine de Segurança Biológica (CSB) Classe II B2 que deve ser instalada seguindo as orientações contidas na RDC/ANVISA n.°50, de 21/02/2002. Área de armazenamento exclusiva para estocagem de medicamentos específicos da TA. Todos os equipamentos devem ser submetidos à manutenção preventiva e corretiva, de acordo com um programa formal, obedecendo às especificações do manual do fabricante. Legislação: Farmacêutico na Oncologia Conselho Federal de Farmácia Resolução 288/96: Dispõe sobre a competência legal para o exercício da manipulação de drogas antineoplásicas pela farmacêutico. Resolução 565/2012: Ementa : Dá nova redação aos artigos 1º, 2º e 3º da 288/96. Resolução 623/2016: Ementa: Dá nova redação ao artigo 1º da Resolução/CFF nº 565/12 Resolução 640/2017: Ementa: Dá nova redação ao artigo 1º da Resolução/CFF nº 623/1, estabelecendo titulação mínima para a atuação do farmacêutico em oncologia. ANVISA Resolução 220/04: Regulamenta o funcionamento dos serviços de terapia antineoplásica e institui a equipe multiprofissional no cuidado Ministério da Saúde Portaria 3535/98: Determina que todo serviço de alta complexidade do SUS deve contar com um farmacêutico na manipulação de antineoplásico Legislação: Farmacêutico na Oncologia • Conselho Federal de Farmácia Resolução 640/2017: Ementa: Dá nova redação ao artigo 1º da Resolução/CFF nº 623/2016, estabelecendo titulação mínima para a atuação do farmacêutico em oncologia. Art. 1º - É atribuição privativa do farmacêutico o preparo dos antineoplásicos e demais medicamentos que possam causar risco ocupacional ao manipulador (teratogenicidade, carcinogenicidade e/ou mutagenicidade) nos estabelecimentos de saúde públicos ou privados. § 1º - Atender um dos critérios a seguir: a) ser portador de título de especialista emitido pela Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (Sobrafo); b) ter feito residência na área de Oncologia; c) ser egresso de programa de pós-graduação lato sensu reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) relacionado à farmácia oncológica; d) ter atuado por 3 (três) anos ou mais na área de oncologia, o que deve ser comprovado por meio de Carteira de trabalho e Previdência Social (CTPS) ou de contrato e declaração do serviço, com a devida descrição das atividades realizadas e do período de atuação. Conceitos importantes Quimioterapia: substância química, isolada ou não que tem por objetivo destruir ou bloquear o crescimento de células cancerosas. Agentes Quimioterápicos Antineoplásicos ou Citostáticos: fármacos usados para o tratamento de neoplasias quando a cirurgia ou radioterapia é ineficaz ou ainda, como coadjuvantes da cirurgia e radioterapia. Medicamentos Citostáticos ou Citotóxicos • Inibem ou previnem a multiplicação celular • Retardam a evolução do tumor • Inespecíficos Se inalados: • Mutagênicos • Carcinogênicos • Teratogênicos CLASSIFICAÇÃO DOS ANTINEOPLÁSICOS CONFORME AS REAÇÕES DERMATOLÓGICAS LOCAIS Vesicantes: provocam irritação severa com formação de vesículas e destruição tecidual quando extravasados Irritantes: causam reação cutânea menos intensa quando extravasados (dor e queimação sem necrose tecidual ou formação de ves ículas) ; porém, mesmo que adequadamente infundidos, podem ocasionar dor e reação inflamatória no local da punção e ao longo da veia utilizada para aplicação Não vesicantes/irritantes: não causam reação cutânea quando extravasados e não provocam dor e queimação durante a administração Principais classes terapêuticas utilizadas na Oncologia Atividades Exercidas pelo Farmacêutico no Campo da Oncologia Análise da Prescrição Médica Fonte: Farmacêutico em oncologia: interfaces administrativas e clínicas Atenção Farmacêutica na Oncologia “Conjunto de atitudes, comportamentos, compromissos, inquietações, valores éticos, funções, conhecimentos, responsabilidades e destrezas do farmacêutico na prestação da farmacoterapia, com o objetivo de alcançar resultados terapêuticos definidos voltados para a saúde e qualidade de vida do paciente” (Organização Mundial da Saúde). ✓Aconselhamento (material informativo, utilização dos medicamentos, armazenamento) ✓Análise de reações adversas ✓Vínculo paciente Terapia de suporte por Equipe Multiprofissional em Terapia Antineoplásica - EMTA •Ajuste posológico: potencial emetogênico da terapia citotóxica e fatores individuais dos pacientes.Manejo da náuseas e vômitos •Terapias farmacológicas e não farmacológicas: causa, tipo e intensidade da dor.Manejo da dor •Tratamento farmacológico: limitado •Tratamento não farmacológico: EMTA (psicólogos)Alopecia •Inflamações da mucosa: profilaxia e tratamentoMucosite •Diarreia não tratada: fraqueza, desequilíbrio eletrolítico e desnutriçãoManejo da diarreia •Perda de peso extrema: EMTA (nutricionistas)Terapia Nutricional Regulamentação da Terapia Antineoplásica (TA) ANVISA - RDC Nº 220, DE 21 DE SETEMBRO DE 2004 REGULAMENTO TÉCNICO DE FUNCIONAMENTO PARA OS SERVIÇOS DE TA Abrangência: todos os estabelecimentos públicos e privados do país que realizam atividades de TA A TA DEVE ABRANGER, OBRIGATORIAMENTE, AS SEGUINTES ETAPAS: 1. Observação clínica e prescrição médica. 2. Preparação: avaliação da prescrição, manipulação, controle de qualidade e conservação. 3. Transporte. 4. Administração. 5. Descarte. 6. Documentação e registros que garantam rastreabilidade em todas as etapas do processo. Infraestrutura Física da Central de Manipulação Sala de manipulação e antecâmaras A sala de manipulação e as antecâmaras devem ser projetadas para atender às normas especiais de classificação de sala limpa. Definição de Sala Limpa: É aquela onde a contaminação por partículas viáveis e não viáveis é controlada e cujas construção e utilização devem minimizar a introdução, geração e retenção de contaminantes em seu interior. Devem ser monitorados: temperatura, umidade e pressão. Infraestrutura Física da Central de Manipulação Cabine de segurança biológica (CSB) São equipamentos construídos e projetados para oferecerproteção ao produto manipulado, ao operador e ao ambiente onde estão inseridos; CSBs: apresentam sistemas de insuflamento e exaustão de ar que interagem diretamente com o ar da sala onde estão instalados; Dividem-se em três classes: I: apresenta um filtro HEPA (high efficiency particulate air) na exaustão (protege o manipulador e o ambiente) II: filtro HEPA de exaustão e filtro HEPA de insuflamento (proteção ao produto, ao operador e ao ambiente. Existem três principais tipos: A1, A2 e B2) III: hermeticamente fechado, e o operador não tem contato direto com o produto, filtragem de insuflamento composto de dois estágios de filtragem com filtros HEPA, e, na exaustão, dois estágios de filtros HEPA ou um estágio de filtro HEPA e um incinerador Cabine de segurança biológica (CSB) Infraestrutura Física da Central de Manipulação Infraestrutura Física da Central de Manipulação Cabine de segurança biológica (CSB) Para manipular antineoplásicos, recomendam-se as CSBs classe II tipo B2 (promove 100% da renovação do ar, com dois Filtros HEPA, que são utilizados um para o insuflamento e outro para exaustão) Infraestrutura Física da Central de Manipulação Ambientes - Salas • Vestiário de barreira: pia, lava-olhos, antecâmara com pressão diferencial positiva. • Sala de limpeza/desinfecção: adjacente e comunicar-se com a sala de manipulação através de Pass through (passagem de materiais entre os ambientes). • Sala de manipulação: classificação de ar ISO classe 7 (grau C) e pressão diferencial negativa, telefone para uso interno, para evitar saídas desnecessárias , sem ralo ou pia. • Sala de rotulagem/embalagem/controle de qualidade Pass through Infraestrutura Física da Central de Manipulação Ambientes - Áreas • Almoxarifado de materiais e medicamentos: normas básicas dos medicamentos (armazenamento, composição, precauções etc.); Kit para acidentes. • Superfícies, tetos, portas, iluminação e ventilação: devem ser revestidas de material liso, impermeável, lavável e resistente, com cantos arredondados e sem rachaduras. • Recebimento: vedação dos medicamentos em saco plástico no ponto de distribuição (↓ riscos ocupacionais), identificação de danos ou ruptura das caixas, uso de EPIs, segregação no armazenamento. • Armazenamento temporário de resíduos contaminados Salas de apoio: • Avaliação farmacêutica da prescrição • Depósito de material de limpeza • Sala de resíduos • Sala de rotulagem/embalagem/controle de qualidade Paramentação Equipamento de Proteção Individual - EPI Regulamentações Específicas: NR-9, NR-15 e NR-32 1. avental ou macacão estéril (de material impermeável, com mangas longas, gola ajustável e punhos elásticos ajustáveis, de baixa emissão de partículas, sem abertura frontal) 2. dois pares de luvas estéreis (de látex, isentas de talco) 3. proteção respiratória (máscara descartável com referência PFF2/ N95) 4. propé descartável ou bota impermeável com solado antiderrapante 5. gorro descartável ou capuz impermeável PFF2 (Peça Facial Filtrante) eficiência mínima de 94% (penetração máxima de 6% Equipamento de Proteção Coletiva Kit de Derramamento Deve ser identificado e estar disponível em todas as áreas onde se realizam atividades de manipulação, armazenamento, administração e transporte desses medicamentos. Segundo a RDC no 220/2004, deve conter, no mínimo, os seguintes itens: • luvas de procedimentos (dois pares); • avental de baixa permeabilidade; • touca descartável; • compressas absorventes; • proteção respiratória (PFF2 ou N95); • óculos de segurança; • sabão neutro; • descrição do procedimento; • formulário para o registro do acidente; • recipiente identificado para recolher resíduos. Nutrição Parenteral Manipulação de NPT (Portaria 272/1998/MS republicada em 1999): A. Sala independente e exclusiva; B. Filtros de ar para retenção de partículas e microrganismos, (área limpa grau A ou B - classe 100 ou sob fluxo laminar em área grau C - classe 10.000) e possuir pressão positiva; C. Entrada exclusivamente através de antecâmara (vestiário de barreira) D. Superfícies resistentes aos agentes sanitizantes, lisas e impermeáveis, possuindo cantos arredondados. E. Vestiários com câmaras fechadas; ventilados, com ar filtrado com pressão inferior à da área de manipulação e superior à área externa, portas com travas e alerta visual e/ou auditivo para evitar a sua abertura simultânea. F. Lavatórios com torneiras ou comandos sem o contato das mãos para o fechamento da água, sabão líquido ou antisséptico e recurso para secagem das mãos. G. A área de armazenamento deve ter capacidade suficiente para assegurar a estocagem ordenada das diversas categorias de produtos farmacêuticos, correlatos e materiais de embalagem, respeitando qualquer condição especial de armazenamento; H. - Área segregada para estocagem de produtos farmacêuticos, correlatos, materiais de embalagem e NP reprovados, recolhidos ou devolvidos (quarentena). Nutrição Parenteral •Solução ou emulsão, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos, lipídios, vitaminas e minerais, estéril e apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas. •Terapia de Nutrição Parenteral (TNP): conjunto de procedimentos terapêuScos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio de NP. Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998 Regulamento Técnico para a Terapia de Nutrição Parenteral Prescrição de NP Obje0vo: atender as necessidade individuais com uma formulação balanceada Composição: Macronutrientes: proteínas (ex. isoleucina), carboidratos (ex. frutose, glicose), lipídeos (ex. triacilglicerídeos) Micronutrientes: eletrólitos (ex. sódio, magnésio, potássio e cálcio), oligoelementos (ex. zinco, ferro, flúor), vitaminas (ex. A, B6, B12, C, bioSna e ácido fólico) Prescrição de NP Avaliação farmacêu0ca: Incompa0bilidade isico-química: formação de precipitados (ex. interação de íons cálcio e fosfato = fosfato de cálcio), alteração de cor (ex. decomposição de vitaminas), fases de instabilidade de emulsão lipídica (formação de grandes gotas ou gowculas, separação de fases), peroxidação lipídica (ex. má conservação) Osmolaridade: Trata-se do número de parwculas osmoScamente aSvas de soluto conSdas em um litro de solução (mOsm/L), até 900 mOsm/L por via periférica Interações Medicamentosas: farmacológicas (mecanismo de ação) farmacêuScas (formas farmacêuScas e sondas) e farmacocinéScas (nutrientes alterando ADBE) Suporte Nutricional TERAPIA NUTRICIONAL POR VIA ENTERAL – TNE Indicação: pacientes impossibilitados de realizar a suplementação oral (alto grau de disfagia, risco de aspiração pulmonar, quando a alimentação via oral não supre suas necessidades nutricionais) • Deglutição comprometida de origem muscular ou neurológica • Pacientes críticos • Fístula digestiva • Má absorção e alergia alimentar • Pacientes em pré-operatório de cirurgias de médio e grande porte • Ingestão alimentar <60% das necessidades nutricionais • Câncer de boca • Pancreatite/enterite causada pela quimioterapia e/ou radioterapia • Anorexia nervosa e depressão Portaria nº 63, de 6 de julho de 2000 Regulamento Técnico para a Terapia de Nutrição Enteral Suporte Nutricional TERAPIA NUTRICIONAL POR VIA PARENTERAL – TNP Nutrição Parenteral Periférica (NPP) Indicação: • Incapacidade de ingerir as necessidades nutricionais adequadas por via oral • Intolerância à terapia nutricional enteral • Dificuldade de progressão (nutricional enteral) por mais de 72 horas • Necessária por um curto período • Contraindicada por mais de 14 dias • Contraindicada em desnutrição grave • Baixas concentrações de nutrientes • Veias de pequenos calibres Suporte Nutricional TERAPIA NUTRICIONALPOR VIA PARENTERAL – TNP Nutrição Parenteral Central (NPC) Indicação: • Restrição de fluidos • Nutrição por longos períodos • Pacientes críticos • Pré-operatório • Pancreatite • Insuficiência Renal • Altas concentrações de nutrientes • Veias de grandes calibres Preparo da NP: https://www.youtube.com/watch?v=RpcdcSQFWRE https://www.youtube.com/watch?v=RpcdcSQFWRE Central Vantagens: pode ser utilizada por logos períodos Desvantagem: apresenta maior risco de infecção Periférica Vantagens: mais simples e barata, menos risco de infecção Desvantagem: somente soluções hipotônicas Depende do teor calórico e acesso venoso do paciente. Vias de administração e Técnicas de Infusão Objetivo: garantir a infusão do volume prescrito, por meio do controle do gotejamento e da velocidade de infusão. Infusão cíclica e intermitente: intervalos de duas a seis horas, normalmente domiciliar. Infusão contínua: administrada de forma contínua por gravidade ou com o auxílio de bombas de infusão controlando o volume infundido, uso comum em hospital. Médicos - indicam, prescrevem e acompanham pacientes submetidos a terapia, estabelecem o acesso intravenoso central Nutricionistas - avaliam o estado nutricional Enfermeiros - administram a terapia, estabelecem o acesso periférico e prestam cuidados Farmacêuticos - avaliação farmacêutica, preparo da nutrição parenteral, controle de qualidade, conservação e transporte Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS Exemplos de atuação segundo Portaria 272/98 Área de paramentação: pia, sabão, álcool 70% etc Sala de limpeza e higienização dos produtos farmacêuticos e correlatos: área de classe 10.000 Sala de manipulação: área limpa grau A ou B (classe 100) ou sob fluxo laminar, circundada por grau C (classe 10.000). Vestiários: ser de fácil acesso e suficientes, sem comunicação direta com a manipulação Área de armazenamento: organizada e com espaço e condições suficientes Área de dispensação: espaço e condições suficientes Cuidados na Manipulação A farmácia destinada à preparação de NP deve ser localizada, projetada e construída de forma a se adequar às operações desenvolvidas e de assegurar a qualidade das preparações, possuindo, no mínimo os seguintes ambientes: Portaria 272/98 Classificação de áreas limpas Fonte: KRIPPNER, E. Classificação de áreas limpas. Revista SBCC, v. 44, p. 42-45, 2010. Disponível em: http://www.pharmaarquitetos.com/artigos/Artigo03.pdf http://www.pharmaarquitetos.com/artigos/Artigo03.pdf Recomendações Gerais • 4.1.4.8. Não é permitido conversar, fumar, comer, beber, mascar ou manter plantas, alimentos, bebidas, fumo e medicamentos pessoais nas áreas de manipulação. • 4.1.5.14. Os uniformes e calçados utilizados nas áreas limpas devem cobrir completamente o corpo, constituindo barreira à liberação de partículas (respiração, tosse, espirro, suor, pele, cabelo e cosméticos). • 4.2.1.3. Os ambientes devem possuir superfícies internas (pisos, paredes e teto) lisas, sem rachaduras, resistentes aos saneantes, que não desprendam partículas e serem facilmente laváveis. • 4.2.4.2. A entrada na área de manipulação deve ser feita exclusivamente através de antecâmara (vestiário de barreira). Portaria 272/98 Conservação e Transporte • Após a manipulação, a bolsa da nutrição parenteral deve ser acondicionada sob a temperatura de 2 °C a 8 °C em geladeira de uso exclusivo para medicamentos • O transporte da NP deve obedecer a critérios estabelecidos nas normas de Boas Práticas de Preparação de Nutrição Parenteral - BPPNP, conforme Anexo II da Portaria 272/98. • O farmacêutico é responsável pela manutenção da qualidade da NP até a sua entrega ao profissional responsável pela administração e deve orientar e treinar os funcionários que realizam o seu transporte.