Logo Passei Direto
Buscar

Resumo sobre o sistema sensorial: definição de sensibilidade e suas condições, classificações (gerais/especiais; somáticos/viscerais; extero/viscero/proprioceptores; fásicos/tônicos), sensibilidade somática e tato, receptores táteis (Meissner, Pacini, Ruffini, Krause), termorreceptores, nociceptores e trato espinotalâmico lateral.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Sistema sensorial 
↳ os órgãos dos sentidos são extensões do sist. neural 
- respondem às mudanças dos meios interno e externo 
- transmitem impulsos nervosos ao encéfalo 
- são denominados ‘‘janelas do cérebro’’ 
 
 
 
↳ sensibilidade = situação corpórea ou condição que ocorre 
sempre que um impulso sensorial é transmitido para o encéfalo 
- existem condições para perceber uma sensibilidade: 
1. deve existir um estímulo suficiente para iniciar uma resposta 
ao sistema nervoso 
2. um receptor deve converter o estímulo em imp. nerv. 
3. a condução do impulso nervoso deve ocorrer do receptor 
para o encéfalo ao longo de uma via nervosa 
4. a interpretação do impulso na forma de uma percepção 
deve ocorrer no interior de uma parte específica do encéfalo 
 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
 
 
Classificação dos sentidos 
 
De acordo com o grau de complexidade dos seus 
receptores e vias nervosas 
↳ gerais: 
- tato 
- pressão 
- variação de temperatura 
- dor 
↳ especiais: 
- paladar 
- olfato 
- visão 
- audição 
 
De acordo com a localização dos receptores 
↳ somáticos: receptores localizados nas paredes do corpo 
- receptores cutâneos (pele) 
- músculos, tendões e articulações 
↳ viscerais: localizados no interior de órgãos viscerais 
- ex: dor do trato gastrointestinal 
 
De acordo com a localização dos receptores e os 
tipos de estímulos 
↳ exteroceptores: próximos a superfície do corpo, respondem 
aos estímulos do meio externo 
- ex: receptores olfatórios no epitélio nasal (quimiorreceptores) 
↳ visceroceptores: células nervosas sensitivas que produzem a 
sensibilidade proveniente das vísceras 
- ex: sistema cardiovascular – alterações de pressão sanguínea 
(barorreceptores) 
↳ proprioceptores: células nervosas sensitivas que 
retransmitem informações sobre a posição do corpo, equilíbrio 
e movimento 
- ex: orelha interna, articulações e entre tendões e músculos 
 
De acordo com adaptação sensorial (acomodação) 
↳ fásicos: receptores que produzem resposta brusca no início 
e depois se adaptam ao estímulo 
- ex: odor e tato. Adaptam-se rapidamente, no início do banho 
sentimos a água mais quente 
↳ tônicos: recep. que produzem uma frequência relativamente 
constante de disparos enquanto o estímulo for mantido 
- ex: sensação de dor, adaptam-se menos ou não se adaptam 
 
 
Sensibilidade somática 
↳ receptores cutâneos 
- inclui: tato, coceira, pressão, frio, calor e dor 
↳ proprioceptores: localizados na orelha interna, nas 
articulações, nos tendões e nos músculos 
- posição, equilíbrio, postura... 
 
Órgão tato 
↳ é o sentido que permite ao ser humano sentir o mundo 
exterior através do contato com a pele 
↳ a pele humana é repleta de neurônios sensoriais 
↳ quando a informação chega ao cérebro, uma reação pode 
ser tomada de acordo com a necessidade ou vontade 
↳ receptores táteis: respondem aos toques finos ou leves e 
estão localizados na derme e hipoderme da pele 
↳ receptores de pressão: respondem à pressão, vibração e 
estiramento e se encontram comumente na hipoderme da pele 
e nos tendões e ligamentos de articulações 
↳ terminações nervosas livres: receptores táteis, dor. 
Localizados nas camadas mais inferiores da derme. Detectam 
tato e pressão, mudança de temperatura e lesões dos tecidos 
Mecanorreceptores: 
↳ corpúsculos de meissner: corp. do tato, localizado nas papilas 
da derme, numerosa parte sem pelos do corpo (pálpebras, 
pontas dos dedos, lábios, papilas mamárias, genitais externos) 
↳ corpúsculos lamelares (de Pacini): localizados na hipoderme, 
membranas sinoviais, perimísio, alguns órgãos viscerais. 
Percepção profunda e vibrações de alta frequência 
↳ corpúsculos de Ruffini: camas profundas da derme. 
Percepção de pressão profunda e estiramentos 
↳ corpúsculo de Krause: encontrados na derme, lábios, boca e 
conjuntiva do olho. Detectam pressão suave e vibrações de 
baixa frequência 
 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
 
Receptores para calor, frio e dor 
↳ termorreceptores – frio e calor 
↳ nociceptores – dor 
 
! as terminações nervosas livres responsáveis pela sensação de 
frio estão próximas à superfície da pele. São de 10 a 15x mais 
abundantes em qualquer área da pele do que as responsáveis 
pelo calor 
 
! os receptores da dor respondem às lesões dos tecidos e são 
ativados por todos os tipos de estímulos. Estes recepores são 
sensíveis à excitação química 
 
Trato espinotalâmico lateral da medula espinal 
↳ relaciona-se com a sensibilidade térmica e dolorosa e tem 
trajeto semelhante ao anterior, mas se localiza no funículo 
lateral para dirigir-se de modo ascendente ao tálamo. A dor é 
uma percepção sensorial e emocional desagradável, 
interpretada como uma lesão real ou potencial 
↳ tem origem nos neurônios pseudounipolares do gânglio 
sensorial espinal. O prolongamento distal desses neurônios tem 
conexão com as terminações nervosas livres, responsáveis pela 
percepção das sensibilidades térmicas e dolorosas 
↳ o prolongamento proximal faz conexão com a substância 
cinzenta da coluna posterior da ME, no nível das lâminas I e V 
de Rexed 
↳ as fibras cruzam a linha média, em 95% dos casos, pela 
comissura branca, seguindo pelo funículo lateral de forma 
ascendente 
↳ essa via une-se ao trato espinotalâmico anterior no nível do 
tronco do encéfalo, formando o lemnisco espinal, que se dirige 
au núcleo ventral posterolateral do tálamo 
↳ deste, pelas radiações talâmicas, os impulsos chegam até a 
área somestésica do córtex do giro parietal pós-central, 
permitindo que as sensibilidades térmica e dolorosa tornem-se 
conscientes 
 
Sensibilidade de dor pode ser classificada clinicamente como: 
↳ dor somática: receptores cutâneos (dor superficial); 
estimulação de receptores dos músculos esqueléticos, 
articulações e tendões (dor profunda) 
↳ dor visceral: receptores no interior das vísceras através de 
vias nervosas específicas o encéfalo está apto a identificar a 
área estimulada e projetar a sensibilidade da dor para aquela 
àrea correspondente. 
 
 
 
 
 
 
Dor referida 
 
 
Dor fantasma 
↳ a dor relacionada à amputações e o paciente continua 
sentindo dor na parte do corpo amputada, como se estivesse lá 
↳ pode ser de dois tipos: 
1. Dor no membro fantasma: sensação desagradável na 
porção do membro que não mais existe 
2. Dor no coto de amputação: relacionada ao local em 
que o membro foi amputado (coto) 
 
Proprioceptores 
↳ estão localizados nas articulações sinoviais, nos músculos 
esqueléticos, entre tendões e músculos e na orelha interna. São 
de quatro tipos: 
1. Receptores articulares cinestésicos: localizados nas 
cápsulas articulares e estimulados por mudanças de 
posição do corpo 
2. Fusos musculares: localizados nos músculos 
esqueléticos, estimulados por estiramentos das fibras 
individuais e velocidade de contração do músculo. Eles 
limitam a extensão dos músculos 
3. Receptores neurotendíneos (órgão tendinoso de golgi): 
localizado entre o músculo e o tendão. Estimulado pela 
tensão exercida pelo tendão quando o músculo a que 
está fixado é estirado ou contraído. Impedem 
contração excessiva 
4. Células sensitivas pilosas: orelha interna, nos dúctulos 
(labirinto membranáceo). Função relacionada com o 
equilíbrio 
 
 
 
 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vias nerv. da sensibilidade somática 
 
Funículo anterior 
 
Trato espino-talâmico anterior 
↳ origem: formado por axônios de neurônios cordonais de 
projeção situados na coluna posterior 
↳ estes axônios cruzam o plano mediano e fletem-se 
cranialmente para formar o trato espino-talâmico anterior 
↳ fibras nervosas terminam no tálamo – núcleo ventral 
póstero-lateral 
↳ levam impulsos de pressão e tato leve (tato discriminativo epermite de maneira grosseira e imprecisa a localização da fonte 
do estímulo tátil, termosensibilidade) 
 
! toda informação que chega no córtex cerebral passa pelo 
tálamo 
 
 
 
 
 
 
 
 
Funículo lateral 
 
Trato espino-talâmico lateral 
↳ origem: neurônios cordonais de projeção situados na coluna 
posterior emitem axônios que cruzam o plano mediano 
↳ ganham o funículo lateral onde se fletem lateralmente para 
constituir o trato espino-talâmico lateral 
↳ termina no tálamo 
↳ conduz impulsos de temperatura e dor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Órgão olfatório 
↳ nervo olfatório e suas terminações 
↳ sensíveis a estímulos químicos 
↳ transmitem o sentido do olfato à porção olfatória do córtex 
cerebral 
 
 
! algumas substâncias químicas ativam os nervos trigêmeos 
como também os nervos olfatórios e provocam reações 
- ex: pimenta pode causar espirro; cebola pode causar irritação 
nos olhos 
 
Órgão gustatório 
↳ células epiteliais especializadas, agrupadas em canalículos 
gustatórios, sensíveis a estímulos químicos que transmitem o 
sentido do gosto através: 
- nervo glossofaríngeo (IX) 
- nervo facial (VII) 
↳ para a área do gosto no lobo parietal do córtex cerebral para 
interpretação 
 
Quatro papilas 
↳ papilas filiformes 
- são sensíveis ao toque 
- apresentam extremidades afiladas 
- são longas e numerosas 
- distribuídas no dorso da língua 
↳ papilas fungiformes 
- são maiores e arredondadas 
- dispersas entre as filiformes 
↳ papilas circunvaladas 
- dispostas em forma de V na superfície posterior da língua 
↳ papilas folhadas 
- dispostas na região lateral da língua 
 
 
 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Órgão visão 
↳ células dos tipos bastonetes e cores 
↳ fotorreceptores no interior do bulbo do olho que são 
sensíveis à energia luminosa 
↳ transmitem impulsos através do nervo óptico para o córtex 
visual dos lobos occipitais onde ocorre a interpretação da visão 
 
 
Estruturas oculares acessórias 
↳ órbita (cavidade óssea) 
↳ sobrancelha 
↳ glândula lacrimal 
↳ pálpebras e cílios 
↳ túnica conjuntiva (mucoprotetora) 
↳ músculos extrínsecos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
 
Estruturas do Bulbo do Olho 
↳ o bulbo do olho localiza-se na cavidade orbital, sendo 
composto por três camadas: 
- túnica fibrosa: camada mais externa formada pela esclera e 
pela córnea 
- túnica vascular ou úvea: formada por coróide (camada fina, 
altamente vascularizada), corpo ciliar e íris (centro tem a pupila) 
- túnica interna (retina) do bulbo: constituída de vários 
neurônios, receptores como cones e bastonetes 
 
Esclera 
↳ é a parte branca e opaca da camada externa do olho. É 
conhecida popularmente como branco do olho 
- tem função protetora e ajuda a manter a forma do olho 
Conjuntiva 
↳ é uma camada muito fina, transparente e com muitos vasos, 
que recobre a esclera na parte anterior do olho e a parte 
interna das pálpebras 
Córnea 
↳ é a parte transparente do olho 
↳ é a superfície de maior poder de refração do olho, visando 
formar a imagem nítida na retina e protege a parte anterior do 
globo ocular 
Íris 
↳ é a parte colorida do olho, fica atrás da córnea (é vista 
porque a córnea é transparente) 
↳ a íris possui em seu centro um orifício chamado pupila 
Pupila 
↳ regula a entrada de luz no olho; contraindo-se em ambientes 
iluminados e dilatando no escuro 
Coróide 
↳ é formada por vasos sanguíneos e responsável por parte da 
nutrição do olho e absorver a luz que chega na retina 
Corpo ciliar 
↳ forma o humor aquoso, que preenche a câmara ant. do olho 
↳ possui o músculo ciliar, que sustenta o cristalino no lugar e 
altera a forma deste para acomodação visual 
 
Cristalino 
↳ é uma lente transpartente situada atrás da íris. Modifica sua 
forma para dar maior nitidez à visão (acomodação visual), 
permitindo a visão precisa de objetos próximos e distantes 
Humor vítreo 
↳ é uma substância gelatinosa que preenche toda a cavidade 
posterior do olho, atrás do cristalino 
↳ mantém a forma do olho 
↳ com o passar dos anos pode perder sua transparência 
(catarata) 
Retina 
↳ é a camada mais interna do olho 
↳ formada por receptores especiais sensíveis à luz 
- cones e bastonetes 
- estes transformam os estímulos luminosos em estímulos 
nervosos 
- os estímulos são levados até o cérebro 
↳ mácula lútea: é a região central da retina, responsável pelo 
processamento da formação da imagem 
↳ ponto cego: local onde não há células fotorreceptoras 
 
! humor aquoso: líquido entre o cristalino e a íris 
(compartimento anterior) 
! humor vítreo: posterior ao cristalino até o nervo óptico 
(compartimento posterior) 
 
Nervo óptico 
↳ parte da retina e conduz o estímulo visual ao cérebro 
 
Vascularização do bulbo do olho 
↳ a coróide e a retina são ricamente supridas com sangue 
↳ duas artérias ciliares penetram na esclera pela face posterior 
do bulbo do olho e seguem pela coróide até o corpo ciliar e a 
base da íris 
- elas se anastomosam ao longo da coróide 
↳ artéria central (retina) – ramo da artéria oftálmica, entra no 
bulbo do olho em contato com o nervo óptico e divide-se 
↳ veia central: drena sangue do bulbo do olho através do disco 
do nervo óptico 
 
 
 
 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
Músculos extrínsecos 
↳ levantador da pálpebra superior 
↳ oblíquo superior 
↳ oblíquo inferior 
↳ reto superior 
↳ reto inferior 
↳ reto medial 
↳ reto lateral 
 
 
Músculo levantador da pálpebra superior 
↳ origem: asa menor do esfenóide, superior e anterior ao canal 
óptico 
↳ inserção: tarso superior e pele da pálpebra superior 
↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) e fibras simpáticas 
↳ ação: eleva a pálpebra superior 
 
Músculo oblíquo superior 
↳ origem: corpo do esfenóide 
↳ inserção: na esclera profundamente ao m. reto superior 
↳ inervação: nervo troclear (NC IV) 
↳ ação: abduz, abaixa e gira medialmente o bulbo do olho 
 
Músculo oblíquo inferior 
↳ origem: parte anterior do assoalho da órbita 
↳ inserção: na esclera profundamente ao m. reto lateral 
↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) 
↳ ação: abduz, abaixa e gira lateralmente o bulbo do olho 
 
Músculo reto superior 
↳ origem: anel tendíneo comum 
↳ inserção: na esclera 
↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) 
↳ ação: eleva, aduz e gira medialmente o bulbo do olho 
 
Músculo reto inferior 
↳ origem: anel tendíneo comum 
↳ inserção: na esclera 
↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) 
↳ ação: abaixa, aduz e gira lateralmente o bulbo do olho 
 
Músculo reto medial 
↳ origem: anel tendíneo comum 
↳ inserção: na esclera 
↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) 
↳ ação: aduz o bulbo do olho 
 
Músculo reto lateral 
↳ origem: anel tendíneo comum 
↳ inserção: na esclera 
↳ inervação: nervo abducente (NC VI) 
↳ ação: abduz o bulbo do olho p/ região lateral 
 
Vias neurais para visão 
↳ neurônios fotorreceptores (neurôn. ganglionares e bipolares) 
↳ nervos ópticos (axônios de neurônios ganglionares) 
↳ quiasma óptico 
↳ trato óptico (fibras que se originam na retina) 
↳ colículo superior (fibras e vias motoras ativadas constituem o 
sistema tectal responsável pela coordenação motora do olho) 
↳ de 70% a 80% das fibras do trato óptico passam pelo corpo 
geniculado lateral no tálamo 
↳ as fibras fazem sinapse com neurônios cujos axônios 
constituem uma via chamada radiação óptica 
↳ transmite impulsos para o córtex estriado do lobo occipital do 
cérebro. Responsável pela percepção visual 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
Doenças relacionadas à visão 
↳ hipermetropia: quando o globo ocular é curto e a imagem se 
forma depois da retina 
- dificuldade para enxergar objetos de perto 
- utiliza-se lentes convergentes (convexas)para acertar a visão 
↳ miopia: quando o globo ocular é longo e a imgem se form 
antes da retina 
- dificuldade para enxergar objetos de longe 
- utiliza-se lentes divergentes (côncavas) para acertar a visão 
↳ catarata: é uma patologia dos olhos que consiste na 
opacidade parcial ou total do cristalino, devido à perda de 
transparência do humor vítreo 
- pode ser causada por envelhecimento, desordens do 
metabolismo, trauma ou hereditariedade 
↳ daltonismo: anomalia hereditária recessiva ligada ao 
cromossomo sexual X. É uma deficiência na visão que dificulta a 
percepção de uma ou de todas as cores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Órgão da audição 
↳ formado pelas estruturas: 
- orelha externa 
- orelha média 
- orelha interna – equilíbrio 
↳ contém os receptores que convertem ondas sonoras em 
imp. nervosos e receptores sensíveis ao movimento da cabeça 
↳ os impulsos são transmitidos pelo nervo vestibulococlear (VIII) 
- dividido em 2 nervos (vestibular e coclear) 
- vestibular relacionado ao equilíbrio e orelha interna 
- coclear relacionado à audição 
 
 
Orelha externa 
↳ formada por: 
- meato acústico externo 
- margem da orelha é a hélice 
- porção inferior é o lóbulo da orelha 
↳ a irrigação é realizada pelos ramos da artéria carótida externa: 
- a. auricular posterior 
- a. occipital 
- a. temporal superficial 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
Membrana timpânica 
↳ fina parede epitelial de camada dupla, com aprox. 1cm de 
diâmetro entre o meato acústico externo e a orelha média 
↳ sensível a dor e é invervada pelo nervo auriculo temporal 
(ramo do nervo mandibular que é ramo do nervo trigêmeo) e 
pelo nervo auricular (ramo do nervo vago) 
 
Orelha média 
↳ começa na membrana timpânica e consiste, em sua 
totalidade, de um espaço aéreo – a cavidade timpânica – no 
osso temporal. Dentro dela estão os três ossículos articulados 
entre si 
- martelo 
- bigorna 
- estribo 
↳ esses ossículos encontram-se suspensos na orelha média, 
através de ligamentos 
 
 
↳ o martelo está encostado no tímpano 
↳ o estribo apoia-se na janela oval ou janela do vestíbulo, um 
dos orifícios dotados de membrana da orelha interna que 
estabelecem comunicação com a orelha média 
↳ o outro orifício é a janela redonda ou janela da cóclea 
↳ a orelha média comunica-se também com a faringe, através 
do canal denominado tuba auditiva (tubo de Eustáquio) 
↳ esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio 
↳ dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão 
do ar atmosférico é igual. Quando essas pressões ficam 
diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja 
reestabelecido 
 
 
 
 
 
 
 
Orelha interna 
↳ chamada labirinto, é formada por escavações no osso 
temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido 
(perlinfa e endolinfa) 
↳ limita-se com a orelha média pelas janelas oval e a redonda 
↳ o labirinto apresenta: 
- parte anterior, a cóclea ou coracol – relacionada com a 
audição 
- parte posterior – relacionada com o equilíbrio e constituída 
pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares 
 
Vestíbulo 
↳ é a porção central do labirinto ósseo; formado pelo utrículo e 
sáculo 
Canais semicirculares 
↳ são posteriores ao vestíbulo e são chamados de ductos 
semicirculares 
Cóclea 
↳ tem a forma de caracol e divide-se em três câmaras 
- rampa do vestíbulo 
- rampa do tímpano 
- ducto coclear 
 
 
 
Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) 
 
Mecânica do equilíbrio 
↳ a captação do som até sua percepção e interpretação é 
uma sequência de transformações de energia 
- iniciando pela sonora 
- passando pela mecânica, hidráulica 
- finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que 
chegam ao cérebro 
 
Energia sonora – orelha externa 
↳ o pavilhão auditivo capta e canaliza as ondas para o canal 
auditivo para o tímpano 
↳ o canal audutivo serve como proteção e como amplificador 
de pressão 
↳ quando se choca com a membrana timpânica, a pressão e a 
descompressão alternadas do ar adjacente à membrana 
provocam o deslocamento do tímpano para trás e para frente. 
 
Energia mecânica – orelha média 
↳ o centro da membrana timpânica conecta-se com o cabo do 
martelo. Este, por sua vez, conecta-se com a bigorna e a 
bigorna com o estribo. Essas estruturas encontram-se 
suspensas através de ligamentos, razão pela qual oscilam para 
trás e para frente. 
 
Energia hidráulica – orelha interna 
↳ à medida que cada vibração sonora penetra na cóclea, a 
janela oval move-se para dentro, lançando o líquido da escala 
vestibular numa profundidade maior dentro da cóclea. A 
pressão aumentada na escala vestibular desloca a membrana 
basilar para dentro da escala timpânica; isso faz com que o 
líquido dessa câmara seja empurrado na direção da janela oval, 
provocando, por sua vez, o arqueamento dela para fora.

Mais conteúdos dessa disciplina