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Sistema sensorial ↳ os órgãos dos sentidos são extensões do sist. neural - respondem às mudanças dos meios interno e externo - transmitem impulsos nervosos ao encéfalo - são denominados ‘‘janelas do cérebro’’ ↳ sensibilidade = situação corpórea ou condição que ocorre sempre que um impulso sensorial é transmitido para o encéfalo - existem condições para perceber uma sensibilidade: 1. deve existir um estímulo suficiente para iniciar uma resposta ao sistema nervoso 2. um receptor deve converter o estímulo em imp. nerv. 3. a condução do impulso nervoso deve ocorrer do receptor para o encéfalo ao longo de uma via nervosa 4. a interpretação do impulso na forma de uma percepção deve ocorrer no interior de uma parte específica do encéfalo Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Classificação dos sentidos De acordo com o grau de complexidade dos seus receptores e vias nervosas ↳ gerais: - tato - pressão - variação de temperatura - dor ↳ especiais: - paladar - olfato - visão - audição De acordo com a localização dos receptores ↳ somáticos: receptores localizados nas paredes do corpo - receptores cutâneos (pele) - músculos, tendões e articulações ↳ viscerais: localizados no interior de órgãos viscerais - ex: dor do trato gastrointestinal De acordo com a localização dos receptores e os tipos de estímulos ↳ exteroceptores: próximos a superfície do corpo, respondem aos estímulos do meio externo - ex: receptores olfatórios no epitélio nasal (quimiorreceptores) ↳ visceroceptores: células nervosas sensitivas que produzem a sensibilidade proveniente das vísceras - ex: sistema cardiovascular – alterações de pressão sanguínea (barorreceptores) ↳ proprioceptores: células nervosas sensitivas que retransmitem informações sobre a posição do corpo, equilíbrio e movimento - ex: orelha interna, articulações e entre tendões e músculos De acordo com adaptação sensorial (acomodação) ↳ fásicos: receptores que produzem resposta brusca no início e depois se adaptam ao estímulo - ex: odor e tato. Adaptam-se rapidamente, no início do banho sentimos a água mais quente ↳ tônicos: recep. que produzem uma frequência relativamente constante de disparos enquanto o estímulo for mantido - ex: sensação de dor, adaptam-se menos ou não se adaptam Sensibilidade somática ↳ receptores cutâneos - inclui: tato, coceira, pressão, frio, calor e dor ↳ proprioceptores: localizados na orelha interna, nas articulações, nos tendões e nos músculos - posição, equilíbrio, postura... Órgão tato ↳ é o sentido que permite ao ser humano sentir o mundo exterior através do contato com a pele ↳ a pele humana é repleta de neurônios sensoriais ↳ quando a informação chega ao cérebro, uma reação pode ser tomada de acordo com a necessidade ou vontade ↳ receptores táteis: respondem aos toques finos ou leves e estão localizados na derme e hipoderme da pele ↳ receptores de pressão: respondem à pressão, vibração e estiramento e se encontram comumente na hipoderme da pele e nos tendões e ligamentos de articulações ↳ terminações nervosas livres: receptores táteis, dor. Localizados nas camadas mais inferiores da derme. Detectam tato e pressão, mudança de temperatura e lesões dos tecidos Mecanorreceptores: ↳ corpúsculos de meissner: corp. do tato, localizado nas papilas da derme, numerosa parte sem pelos do corpo (pálpebras, pontas dos dedos, lábios, papilas mamárias, genitais externos) ↳ corpúsculos lamelares (de Pacini): localizados na hipoderme, membranas sinoviais, perimísio, alguns órgãos viscerais. Percepção profunda e vibrações de alta frequência ↳ corpúsculos de Ruffini: camas profundas da derme. Percepção de pressão profunda e estiramentos ↳ corpúsculo de Krause: encontrados na derme, lábios, boca e conjuntiva do olho. Detectam pressão suave e vibrações de baixa frequência Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Receptores para calor, frio e dor ↳ termorreceptores – frio e calor ↳ nociceptores – dor ! as terminações nervosas livres responsáveis pela sensação de frio estão próximas à superfície da pele. São de 10 a 15x mais abundantes em qualquer área da pele do que as responsáveis pelo calor ! os receptores da dor respondem às lesões dos tecidos e são ativados por todos os tipos de estímulos. Estes recepores são sensíveis à excitação química Trato espinotalâmico lateral da medula espinal ↳ relaciona-se com a sensibilidade térmica e dolorosa e tem trajeto semelhante ao anterior, mas se localiza no funículo lateral para dirigir-se de modo ascendente ao tálamo. A dor é uma percepção sensorial e emocional desagradável, interpretada como uma lesão real ou potencial ↳ tem origem nos neurônios pseudounipolares do gânglio sensorial espinal. O prolongamento distal desses neurônios tem conexão com as terminações nervosas livres, responsáveis pela percepção das sensibilidades térmicas e dolorosas ↳ o prolongamento proximal faz conexão com a substância cinzenta da coluna posterior da ME, no nível das lâminas I e V de Rexed ↳ as fibras cruzam a linha média, em 95% dos casos, pela comissura branca, seguindo pelo funículo lateral de forma ascendente ↳ essa via une-se ao trato espinotalâmico anterior no nível do tronco do encéfalo, formando o lemnisco espinal, que se dirige au núcleo ventral posterolateral do tálamo ↳ deste, pelas radiações talâmicas, os impulsos chegam até a área somestésica do córtex do giro parietal pós-central, permitindo que as sensibilidades térmica e dolorosa tornem-se conscientes Sensibilidade de dor pode ser classificada clinicamente como: ↳ dor somática: receptores cutâneos (dor superficial); estimulação de receptores dos músculos esqueléticos, articulações e tendões (dor profunda) ↳ dor visceral: receptores no interior das vísceras através de vias nervosas específicas o encéfalo está apto a identificar a área estimulada e projetar a sensibilidade da dor para aquela àrea correspondente. Dor referida Dor fantasma ↳ a dor relacionada à amputações e o paciente continua sentindo dor na parte do corpo amputada, como se estivesse lá ↳ pode ser de dois tipos: 1. Dor no membro fantasma: sensação desagradável na porção do membro que não mais existe 2. Dor no coto de amputação: relacionada ao local em que o membro foi amputado (coto) Proprioceptores ↳ estão localizados nas articulações sinoviais, nos músculos esqueléticos, entre tendões e músculos e na orelha interna. São de quatro tipos: 1. Receptores articulares cinestésicos: localizados nas cápsulas articulares e estimulados por mudanças de posição do corpo 2. Fusos musculares: localizados nos músculos esqueléticos, estimulados por estiramentos das fibras individuais e velocidade de contração do músculo. Eles limitam a extensão dos músculos 3. Receptores neurotendíneos (órgão tendinoso de golgi): localizado entre o músculo e o tendão. Estimulado pela tensão exercida pelo tendão quando o músculo a que está fixado é estirado ou contraído. Impedem contração excessiva 4. Células sensitivas pilosas: orelha interna, nos dúctulos (labirinto membranáceo). Função relacionada com o equilíbrio Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Vias nerv. da sensibilidade somática Funículo anterior Trato espino-talâmico anterior ↳ origem: formado por axônios de neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior ↳ estes axônios cruzam o plano mediano e fletem-se cranialmente para formar o trato espino-talâmico anterior ↳ fibras nervosas terminam no tálamo – núcleo ventral póstero-lateral ↳ levam impulsos de pressão e tato leve (tato discriminativo epermite de maneira grosseira e imprecisa a localização da fonte do estímulo tátil, termosensibilidade) ! toda informação que chega no córtex cerebral passa pelo tálamo Funículo lateral Trato espino-talâmico lateral ↳ origem: neurônios cordonais de projeção situados na coluna posterior emitem axônios que cruzam o plano mediano ↳ ganham o funículo lateral onde se fletem lateralmente para constituir o trato espino-talâmico lateral ↳ termina no tálamo ↳ conduz impulsos de temperatura e dor Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Órgão olfatório ↳ nervo olfatório e suas terminações ↳ sensíveis a estímulos químicos ↳ transmitem o sentido do olfato à porção olfatória do córtex cerebral ! algumas substâncias químicas ativam os nervos trigêmeos como também os nervos olfatórios e provocam reações - ex: pimenta pode causar espirro; cebola pode causar irritação nos olhos Órgão gustatório ↳ células epiteliais especializadas, agrupadas em canalículos gustatórios, sensíveis a estímulos químicos que transmitem o sentido do gosto através: - nervo glossofaríngeo (IX) - nervo facial (VII) ↳ para a área do gosto no lobo parietal do córtex cerebral para interpretação Quatro papilas ↳ papilas filiformes - são sensíveis ao toque - apresentam extremidades afiladas - são longas e numerosas - distribuídas no dorso da língua ↳ papilas fungiformes - são maiores e arredondadas - dispersas entre as filiformes ↳ papilas circunvaladas - dispostas em forma de V na superfície posterior da língua ↳ papilas folhadas - dispostas na região lateral da língua Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Órgão visão ↳ células dos tipos bastonetes e cores ↳ fotorreceptores no interior do bulbo do olho que são sensíveis à energia luminosa ↳ transmitem impulsos através do nervo óptico para o córtex visual dos lobos occipitais onde ocorre a interpretação da visão Estruturas oculares acessórias ↳ órbita (cavidade óssea) ↳ sobrancelha ↳ glândula lacrimal ↳ pálpebras e cílios ↳ túnica conjuntiva (mucoprotetora) ↳ músculos extrínsecos Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Estruturas do Bulbo do Olho ↳ o bulbo do olho localiza-se na cavidade orbital, sendo composto por três camadas: - túnica fibrosa: camada mais externa formada pela esclera e pela córnea - túnica vascular ou úvea: formada por coróide (camada fina, altamente vascularizada), corpo ciliar e íris (centro tem a pupila) - túnica interna (retina) do bulbo: constituída de vários neurônios, receptores como cones e bastonetes Esclera ↳ é a parte branca e opaca da camada externa do olho. É conhecida popularmente como branco do olho - tem função protetora e ajuda a manter a forma do olho Conjuntiva ↳ é uma camada muito fina, transparente e com muitos vasos, que recobre a esclera na parte anterior do olho e a parte interna das pálpebras Córnea ↳ é a parte transparente do olho ↳ é a superfície de maior poder de refração do olho, visando formar a imagem nítida na retina e protege a parte anterior do globo ocular Íris ↳ é a parte colorida do olho, fica atrás da córnea (é vista porque a córnea é transparente) ↳ a íris possui em seu centro um orifício chamado pupila Pupila ↳ regula a entrada de luz no olho; contraindo-se em ambientes iluminados e dilatando no escuro Coróide ↳ é formada por vasos sanguíneos e responsável por parte da nutrição do olho e absorver a luz que chega na retina Corpo ciliar ↳ forma o humor aquoso, que preenche a câmara ant. do olho ↳ possui o músculo ciliar, que sustenta o cristalino no lugar e altera a forma deste para acomodação visual Cristalino ↳ é uma lente transpartente situada atrás da íris. Modifica sua forma para dar maior nitidez à visão (acomodação visual), permitindo a visão precisa de objetos próximos e distantes Humor vítreo ↳ é uma substância gelatinosa que preenche toda a cavidade posterior do olho, atrás do cristalino ↳ mantém a forma do olho ↳ com o passar dos anos pode perder sua transparência (catarata) Retina ↳ é a camada mais interna do olho ↳ formada por receptores especiais sensíveis à luz - cones e bastonetes - estes transformam os estímulos luminosos em estímulos nervosos - os estímulos são levados até o cérebro ↳ mácula lútea: é a região central da retina, responsável pelo processamento da formação da imagem ↳ ponto cego: local onde não há células fotorreceptoras ! humor aquoso: líquido entre o cristalino e a íris (compartimento anterior) ! humor vítreo: posterior ao cristalino até o nervo óptico (compartimento posterior) Nervo óptico ↳ parte da retina e conduz o estímulo visual ao cérebro Vascularização do bulbo do olho ↳ a coróide e a retina são ricamente supridas com sangue ↳ duas artérias ciliares penetram na esclera pela face posterior do bulbo do olho e seguem pela coróide até o corpo ciliar e a base da íris - elas se anastomosam ao longo da coróide ↳ artéria central (retina) – ramo da artéria oftálmica, entra no bulbo do olho em contato com o nervo óptico e divide-se ↳ veia central: drena sangue do bulbo do olho através do disco do nervo óptico Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Músculos extrínsecos ↳ levantador da pálpebra superior ↳ oblíquo superior ↳ oblíquo inferior ↳ reto superior ↳ reto inferior ↳ reto medial ↳ reto lateral Músculo levantador da pálpebra superior ↳ origem: asa menor do esfenóide, superior e anterior ao canal óptico ↳ inserção: tarso superior e pele da pálpebra superior ↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) e fibras simpáticas ↳ ação: eleva a pálpebra superior Músculo oblíquo superior ↳ origem: corpo do esfenóide ↳ inserção: na esclera profundamente ao m. reto superior ↳ inervação: nervo troclear (NC IV) ↳ ação: abduz, abaixa e gira medialmente o bulbo do olho Músculo oblíquo inferior ↳ origem: parte anterior do assoalho da órbita ↳ inserção: na esclera profundamente ao m. reto lateral ↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) ↳ ação: abduz, abaixa e gira lateralmente o bulbo do olho Músculo reto superior ↳ origem: anel tendíneo comum ↳ inserção: na esclera ↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) ↳ ação: eleva, aduz e gira medialmente o bulbo do olho Músculo reto inferior ↳ origem: anel tendíneo comum ↳ inserção: na esclera ↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) ↳ ação: abaixa, aduz e gira lateralmente o bulbo do olho Músculo reto medial ↳ origem: anel tendíneo comum ↳ inserção: na esclera ↳ inervação: nervo oculomotor (NC III) ↳ ação: aduz o bulbo do olho Músculo reto lateral ↳ origem: anel tendíneo comum ↳ inserção: na esclera ↳ inervação: nervo abducente (NC VI) ↳ ação: abduz o bulbo do olho p/ região lateral Vias neurais para visão ↳ neurônios fotorreceptores (neurôn. ganglionares e bipolares) ↳ nervos ópticos (axônios de neurônios ganglionares) ↳ quiasma óptico ↳ trato óptico (fibras que se originam na retina) ↳ colículo superior (fibras e vias motoras ativadas constituem o sistema tectal responsável pela coordenação motora do olho) ↳ de 70% a 80% das fibras do trato óptico passam pelo corpo geniculado lateral no tálamo ↳ as fibras fazem sinapse com neurônios cujos axônios constituem uma via chamada radiação óptica ↳ transmite impulsos para o córtex estriado do lobo occipital do cérebro. Responsável pela percepção visual Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Doenças relacionadas à visão ↳ hipermetropia: quando o globo ocular é curto e a imagem se forma depois da retina - dificuldade para enxergar objetos de perto - utiliza-se lentes convergentes (convexas)para acertar a visão ↳ miopia: quando o globo ocular é longo e a imgem se form antes da retina - dificuldade para enxergar objetos de longe - utiliza-se lentes divergentes (côncavas) para acertar a visão ↳ catarata: é uma patologia dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino, devido à perda de transparência do humor vítreo - pode ser causada por envelhecimento, desordens do metabolismo, trauma ou hereditariedade ↳ daltonismo: anomalia hereditária recessiva ligada ao cromossomo sexual X. É uma deficiência na visão que dificulta a percepção de uma ou de todas as cores. Órgão da audição ↳ formado pelas estruturas: - orelha externa - orelha média - orelha interna – equilíbrio ↳ contém os receptores que convertem ondas sonoras em imp. nervosos e receptores sensíveis ao movimento da cabeça ↳ os impulsos são transmitidos pelo nervo vestibulococlear (VIII) - dividido em 2 nervos (vestibular e coclear) - vestibular relacionado ao equilíbrio e orelha interna - coclear relacionado à audição Orelha externa ↳ formada por: - meato acústico externo - margem da orelha é a hélice - porção inferior é o lóbulo da orelha ↳ a irrigação é realizada pelos ramos da artéria carótida externa: - a. auricular posterior - a. occipital - a. temporal superficial Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Membrana timpânica ↳ fina parede epitelial de camada dupla, com aprox. 1cm de diâmetro entre o meato acústico externo e a orelha média ↳ sensível a dor e é invervada pelo nervo auriculo temporal (ramo do nervo mandibular que é ramo do nervo trigêmeo) e pelo nervo auricular (ramo do nervo vago) Orelha média ↳ começa na membrana timpânica e consiste, em sua totalidade, de um espaço aéreo – a cavidade timpânica – no osso temporal. Dentro dela estão os três ossículos articulados entre si - martelo - bigorna - estribo ↳ esses ossículos encontram-se suspensos na orelha média, através de ligamentos ↳ o martelo está encostado no tímpano ↳ o estribo apoia-se na janela oval ou janela do vestíbulo, um dos orifícios dotados de membrana da orelha interna que estabelecem comunicação com a orelha média ↳ o outro orifício é a janela redonda ou janela da cóclea ↳ a orelha média comunica-se também com a faringe, através do canal denominado tuba auditiva (tubo de Eustáquio) ↳ esse canal permite que o ar penetre no ouvido médio ↳ dessa forma, de um lado e de outro do tímpano, a pressão do ar atmosférico é igual. Quando essas pressões ficam diferentes, não ouvimos bem, até que o equilíbrio seja reestabelecido Orelha interna ↳ chamada labirinto, é formada por escavações no osso temporal, revestidas por membrana e preenchidas por líquido (perlinfa e endolinfa) ↳ limita-se com a orelha média pelas janelas oval e a redonda ↳ o labirinto apresenta: - parte anterior, a cóclea ou coracol – relacionada com a audição - parte posterior – relacionada com o equilíbrio e constituída pelo vestíbulo e pelos canais semicirculares Vestíbulo ↳ é a porção central do labirinto ósseo; formado pelo utrículo e sáculo Canais semicirculares ↳ são posteriores ao vestíbulo e são chamados de ductos semicirculares Cóclea ↳ tem a forma de caracol e divide-se em três câmaras - rampa do vestíbulo - rampa do tímpano - ducto coclear Diogo P. Bertollo – Medicina FAG (TXX – T01) Mecânica do equilíbrio ↳ a captação do som até sua percepção e interpretação é uma sequência de transformações de energia - iniciando pela sonora - passando pela mecânica, hidráulica - finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro Energia sonora – orelha externa ↳ o pavilhão auditivo capta e canaliza as ondas para o canal auditivo para o tímpano ↳ o canal audutivo serve como proteção e como amplificador de pressão ↳ quando se choca com a membrana timpânica, a pressão e a descompressão alternadas do ar adjacente à membrana provocam o deslocamento do tímpano para trás e para frente. Energia mecânica – orelha média ↳ o centro da membrana timpânica conecta-se com o cabo do martelo. Este, por sua vez, conecta-se com a bigorna e a bigorna com o estribo. Essas estruturas encontram-se suspensas através de ligamentos, razão pela qual oscilam para trás e para frente. Energia hidráulica – orelha interna ↳ à medida que cada vibração sonora penetra na cóclea, a janela oval move-se para dentro, lançando o líquido da escala vestibular numa profundidade maior dentro da cóclea. A pressão aumentada na escala vestibular desloca a membrana basilar para dentro da escala timpânica; isso faz com que o líquido dessa câmara seja empurrado na direção da janela oval, provocando, por sua vez, o arqueamento dela para fora.