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Aula 07-10 – Anatomia
- Aparelho Urogenital
- Ureter
O ureter é um canal, um ducto muscular que é continuidade da nossa pelve renal, ele deságua a urina, conduz a urina até um órgão na cavidade pélvica chamado de bexiga urinária. Então o ureter conecta a pelve renal que vem da via urinífera intrarrenal até a bexiga urinaria, conduz a urina até a bexiga. Em toda extensão do ureter ele é retroperitoneal e ele tem cerca de 25 cm, como ele é um ducto longo/ um canal longo parte desse trajeto, deste comprimento é na cavidade abdominal, então eu chamo de ureter abdominal porque está na cavidade abdominal, quando ele cruza sobre os vasos ilíacos ele entra na cavidade pélvica para chegar na bexiga embaixo, e este trajeto do ureter na cavidade pélvica é o que denominamos de ureter pélvico, mas ele é um órgão único, um ducto único. O ureter ele entra então na cavidade pélvica para desaguar no interior da bexiga urinária. Em toda extensão do ureter ele está atrás do peritônio, por isso ele é um ducto retroperitoneal, para ver o ureter em um cadáver tem que retirar o peritônio.
Uma das coisas mais importantes do ureter é que ele possui estreitamentos, são estreitamentos ditos naturais, todos nós temos. O primeiro estreitamento do ureter de cima para baixo é justamente na transição entre pelve renal e o ureter, o termo pelve vem do grego pielo por isso que é chamada junção pielo-ureteral porque é entre a pelve renal e o ureter. Existe uma patologia que afeta a pelve renal, cálices, e até o néfron a chamada pielonefrite. É uma patologia, tratável que afeta a pelve renal, mas é só para entender que o termo pielo quer dizer pelve renal.
O outro estreitamento natural do ureter, o segundo estreitamento, é justamente quando o ureter cruza sobre os vasos ilíacos neste momento devido a relação com os vasos ilíacos de cruzar sobre estes vasos o ureter tem o estreitamento da sua luz, é o chamado cruzamento com os vasos ilíacos. Portanto, na transição entre a parte abdominal e a parte pélvica do ureter.
O terceiro estreitamento natural do ureter é quando ele atravessa a parede da bexiga, então ao atravessar a parede da bexiga para desaguar no interior da bexiga nós temos a parte intramural do ureter. Estes são os estreitamentos do ureter. Qual a importância destes estreitamentos em termos clínicos? A urina passa pelo ducto, que é o ureter, ele tem cerca de 25 cm, e o diâmetro dele não é o mesmo em toda a sua extensão, existem pontos em que o diâmetro é menor/mais estreitado, ao imaginar um calculo renal, uma pedra no rim ele pode atravessar o ureter, mas ao chegar no estreitamento o cálculo pode ser maior do que a luz do ureter naquele ponto. Então os estreitamentos são importantes na clínica, porque são locais de obstrução, são locais onde os cálculos normalmente param porque não conseguem atravessar aquele ponto, aquela luz, porque o diâmetro é menor. Por isso se torna importante clinicamente saber quais são os pontos de estreitamento do ureter. As vezes o calculo renal atravessa o primeiro estreitamento, o segundo, mas não atravessa o terceiro, isso faz com que acumule urina para trás porque a urina não consegue passar e vai dilatando o ureter causando dor, então muita das dores causadas pelo calculo renal vem justamente dessa dilatação da via, principalmente do ureter.
 
- Irrigação do ureter
Eu tenho a porção abdominal e pélvica, ou seja, ureter abdominal e ureter pélvico. Os vasos que chegam no ureter abdominal têm origem medial ao ureter, mas os vasos que chegam no ureter pélvico têm origem lateral ao ureter, não precisa saber de onde vem cada vaso para o ureter, basta saber que o ureter abdominal a sua vascularização tem origem medial e que o ureter pélvico a origem dos vasos é lateral. Qual a importância disso? Em uma cirurgia de ureter abdominal, o cirurgião vai manusear o ureter e tracioná-lo lateralmente, se os vasos vêm de medial para ureter, ou seja, tem origem medial, a hora que o ureter é tracionado lateralmente o vaso tem que se alongar, então o que pode acontecer com este vaso é que ele se rompa, então o manuseio do ureter abdominal tem que ser medialmente, justamente para não alongar os vasos e não ter risco de ruptura/rompimento. Já o ureter pélvico quando manuseamos numa cirurgia esse manuseio é lateral, justamente pelo mesmo motivo, visto que se eu manusear o ureter pélvico medialmente eu vou estar alongando estes vasos e pode causar ruptura/rompimento. Então para preservar a vascularização no ureter a parte abdominal do ureter é manuseada medialmente, e a parte pélvica é manuseada lateralmente, assim preserva-se a vascularização do ureter.
Na imagem ao lado, é um corte da parte inferior do rim e estou vendo o ureter descendo ali na cavidade abdominal.
Na cavidade pélvica, o ureter tem relações importantes, na pelve feminina o ureter passa abaixo de vasos sanguíneos, estes vasos sanguíneos vêm de vasos ilíacos (artérias e veias) para o útero na pelve feminina, são vasos uterinos. Então o ureter cruza por baixo dos vasos uterinos, tem uma frase que diz “a água passa por debaixo da ponte” que quer dizer o seguinte, a urina passa por debaixo dos vasos uterinos, a água é a urina e a ponte são os vasos uterinos. Porque essa relação anatômica é importante? Porque em um procedimento clinico na cavidade pélvica feminina, muitas vezes o cirurgião no procedimento tem que fazer o grampeamento dos vasos uterinos, mas ele não pode grampear junto com os vasos o ureter, ou se for grampear o ureter não pode grampear junto os vasos uterinos, por isso tem que saber que o ureter cruza por debaixo dos vasos uterinos na pelve feminina, para que quando for fazer um procedimento no útero e precisar grampear os vasos uterinos, saber que o ureter está abaixo, ou se for grampear o ureter, saber que os vasos uterinos estão acima nessa região. Já no homem, não existem vasos uterinos, no homem o ureter é lateral ao ducto deferente, o ducto deferente no sexo masculino trás o espermatozoide lá do epidídimo para ser ejaculado e o ducto deferente passa medialmente ao ureter, então na cavidade pélvica masculina tem que saber que o ducto deferente é medial ao ureter ou o ureter é lateral ao ducto deferente.
- Bexiga urinária
O ureter atravessa a parede da bexiga para se abrir no interior da bexiga. Na imagem a bexiga foi aberta e assim consigo visualizar um orifício de cada lado, o chamado óstio do ureter, se observarmos este óstio do ureter percebemos que ele não é uma estrutura circular, não é um forame, não é uma abertura circular e sim parece uma fenda. Entre o óstio do ureter existe uma prega que é chamada de prega interuretérica está entre os óstios do ureter. O que forma essa prega interuretérica? É a musculatura da parede da bexiga abaixo da mucosa, o musculo da parede vesical abaixo da mucosa forma essa prega interuretérica. Este canal na imagem que está saindo da bexiga é a denominada uretra, na imagem foi cortado e vemos o óstio interno da uretra, na segunda imagem é um corte sagital. Se usarmos a uretra e o óstio interno da uretra a parte atrás é posterior e parte da frente é anterior, parede anterior da bexiga e parede posterior da bexiga. Essa região é importante na bexiga porque se você observar o óstio interno da uretra, o óstio do ureter dos dois lados forma-se uma região triangular, essa região triangular é chamada de trígono da bexiga ou trígono vesical. O termo grego de bexiga é vesica então tudo que se refere a bexiga é vesical. O trígono da bexiga é delimitado por quem? Por dois óstios do ureter, a prega interuretérica e o óstio interno da uretra. Então se observarmos em um corte sagital o trígono da bexiga está junto a parede posterior da bexiga, não na anterior, essa região onde tem o trígono da bexiga, onde tem o óstio interno da uretra e o inicio da uretra, essa região é chamada de colo da bexiga. 
A bexiga é um reservatório de urina, então qual a função da bexiga urinária? Guardar a urina, se não tivesse a bexiga teria que usar uma sonda, a bexiga retém a urina/guarda a urina, ela pode guardar 100,150, 200, 300 ml de urina, então a bexiga tem um grau de distensão muito grande, e a parede da bexiga para dar este grau de distensão é uma parede muscular e o musculo da parede da bexiga é chamado de M. detrusor da bexiga. Internamente a parede da bexiga é revestida por uma mucosa, para que eu tenha distensão dessa parede interna dessa mucosa, essa mucosa é pregueada. Então se a bexiga estiver vazia a mucosa é pregueada e a medida que eu vou distendendo a bexiga a mucosa vai se esticando e vai perdendo as pregas, porque dá distensão. A mucosa é pregueada justamente para dar a capacidade de distensão da bexiga. O único ponto onde a mucosa da bexiga não é pregueada é justamente na região do trígono da bexiga. Na região do trígono da bexiga a mucosa não é pregueada, nessa região não há distensão, porque não tem como distender uma mucosa que já está esticada/lisa, nessa região a bexiga é fixa, é o ponto fixo da bexiga. Onde a mucosa da bexiga não é pregueada? No trígono da bexiga ou trígono vesical.
- Cálculos ureterais
Veja na imagem do lado direito um rim normal, uma via urinífera normal e do lado esquerdo a via toda dilatada. Essa imagem é um exame, este paciente deve estar sentindo muita dor, porque o calculo renal obstruiu um dos estreitamentos do ureter, justamente entre a parte abdominal e pélvica no cruzamento dos vasos ilíacos, na imagem dá para ver a dilatação da via e da pelve renal do paciente, está cheio de urina.
 
Nesta imagem, o paciente tem o rim esquerdo normal e tem dois rins a mais, porém são ectópicos, aparentemente parece até um rim ferradura, isso é uma variação anatômica.
 
- Bexiga urinária
Na imagem nós vemos a sínfise púbica, o osso sacro, na frente do osso sacro é o reto mais abaixo o canal anal, a bexiga urinária feminina porque na imagem eu estou vendo o útero, a tuba uterina e o ovário, a uretra feminina é uma uretra curta e reta, a vagina. 
Quais são as partes da bexiga? A bexiga tem um ápice, um corpo, fundo da bexiga e embaixo é o colo da bexiga. Se pegarmos o ápice da bexiga, deste ápice sai um ligamento chamado de ligamento umbilical mediano, antigo úraco do feto. Quando você estuda a embriologia do sistema urinário o úraco após o nascimento é o ligamento umbilical mediano, que conecta o ápice da bexiga a cicatriz umbilical, fazia parte do cordão umbilical do feto. Veja que essa lâmina é peritônio, o peritônio desce e reveste a parte superior do corpo da bexiga, quando vai para a região do fundo da bexiga, reflete para o útero formando uma escavação na cavidade peritoneal chamada de escavação vesicouterina, veja na imagem o M. detrusor da bexiga, a mucosa da bexiga pregueada exceto na região do trígono da bexiga, o óstio do ureter, a prega interuretérica e o óstio interno da uretra, essa imagem é um corte sagital então essa região seria a região do trígono da bexiga, veja que a região do trígono da bexiga se estende do colo da bexiga para o fundo da bexiga, é posteriormente ao óstio interno da uretra. Não tem trígono na parede anterior da bexiga, na frente do óstio interno da uretra.
 
Na imagem nós temos a bexiga, o ápice da bexiga com o ligamento umbilical mediano, nós estamos vendo o M. detrusor da bexiga, na outra imagem nós estamos vendo uma bexiga feminina olhando pela frente, portanto olhando a parte posterior da bexiga internamente, visualizo os óstios do ureter, a prega interuretérica, o óstio interno da uretra que juntos formam o trígono da bexiga. Perceba como a uretra feminina é curta, e reta, é uma uretra fácil de passar uma sonda.
 
Na imagem nós temos a representação do óstio do ureter, da prega interuretérica, quando observamos este óstio do ureter e a bexiga vai se enchendo de urina, vai distendendo a bexiga o que acontece com o óstio do ureter é que ele se fecha, justamente para impedir o refluxo de urina da bexiga para o ureter.
Na imagem eu poderia dizer que na esquerda é uma bexiga mais vazia e na direita uma bexiga cheia de urina. A gente fala grau de repleção da bexiga, não fala que a bexiga está cheia.
 
- Bexiga urinária feminina
Veja na imagem, uma pelve feminina, olha o reto, canal anal, a bexiga, o ápice da bexiga, o ligamento umbilical mediano, a mucosa, o M. detrusor da bexiga, o corpo da bexiga, a região do fundo da bexiga, região do colo da bexiga e a uretra feminina. Veja como o corpo da bexiga relaciona-se com o útero, mas entre o útero e o corpo da bexiga nós temos a escavação vesicouterina, veja como o fundo da bexiga, o colo da bexiga e a uretra feminina relaciona-se posteriormente com a vagina, então a vagina está atrás do fundo da bexiga e da uretra feminina. O canal da uretra e da vagina não são o mesmo canal, a mulher urina pela uretra se abre no óstio externo da uretra numa região chamada de vestíbulo da vagina e no canal da vagina é a vagina, e tem o óstio da vagina.
Nos dias de hoje, deparamos com pacientes do sexo feminino que acreditam que o canal por onde urina é o mesmo canal do parto, por onde sai o feto, por onde tem uma relação sexual, acham que é a mesma coisa. Mulheres que sofreram estupro podem-se encontrar uma uretra dilacerada, porque no momento do estupro pela violência muitas vezes o pênis do estuprador pode penetrar na uretra, então dilacera a uretra feminina.
 
- Bexiga urinária masculina
Não difere em nada da bexiga feminina, é a mesma coisa, o que difere é a relação com as estruturas vizinhas. Percebe na imagem, como o colo da bexiga masculina está apoiado/assentado sobre a próstata, olha como o óstio interno da uretra abre-se e a uretra entra na próstata, veja como a bexiga urinária masculina atrás relacionando-se no fundo da bexiga tem a glândula seminal, o reto. Então o que muda entre a bexiga masculina e a bexiga feminina são as relações com os órgãos vizinhos, no homem relaciona-se o colo da bexiga com a próstata, o fundo da bexiga com a glândula seminal e o ducto deferente. Observa-se que a uretra masculina é longa, na mulher a gente viu que essa uretra é curta e reta, já a masculina é longa e tem curvas, então passar uma sonda em um paciente masculino é mais complexo, do que em uma paciente feminina que a uretra é curta e reta.
- Bexiga urinária feminina: relação peritoneal
A gente viu que o peritônio reflete da bexiga feminina para o útero formando a escavação vesicouterina.
 
- Bexiga urinária masculina: relação peritoneal
No homem, o peritônio da bexiga reflete para o reto formando a escavação retovesical.
 
- Trauma vesical
Se houve um trauma vesical extraperitoneal está fora do peritônio, mas eu posso ter um trauma vesical e a urina vazar para a cavidade peritoneal então é um trauma intraperitoneal. Então qual é a diferença de um trauma extraperitoneal para um trauma intraperitoneal? No trauma vesical intraperitoneal a urina no caso extravasa para a cavidade peritoneal, e no extraperitoneal a urina fica restrita ao espaço fora da cavidade peritoneal. Por isso é importante ter a ideia destas reflexões peritoneais tanto no homem quanto na mulher. Trauma vesical é um pouco mais frequente em crianças, decorrentes de acidentes, a bexiga vazia em nós adultos é protegida pela estrutura óssea da pelve e em crianças é desprotegida, então a criança acaba podendo ter traumas vesicais com mais frequência. A extraperitoneal fica restrita na região da bexiga mesmo.
 
- Uretra feminina
Veja na imagem a sínfise púbica, se a bexiga for de um adulto então a sínfise púbica está protegendo a bexiga, já na criança a bexiga estaria em cima porque a pelve não está completamente rodada na criança, então um trauma na parede que não tem osso, pega a bexiga atras, no adulto a bexiga está em uma posição mais protegida.
Então a uretra feminina é uma uretra curta e reta.
 
- Uretra masculina
A uretra masculina é mais longa, tem curvaturas é subdividida em partes. A parte intramural da uretra masculina é o início dela, porque atravessa a parede da bexiga, a parte prostática da uretra masculina atravessa a próstata, a parte membranácea da uretramasculina atravessa o diafragma urogenital e tem a parte peniana ou parte esponjosa da uretra masculina que atravessa o pênis, o corpo esponjoso do pênis.
 
A uretra masculina então é longa, não tem o mesmo comprimento, de um paciente para o outro o comprimento varia, isso tudo tem que ser levado em consideração quando for passar uma sonda. Na clínica, na urologia, a parte esponjosa ou parte peniana é subdividida em parte bulbar da uretra porque está no bulbo do pênis, uretra esponjosa e a dilatação na glande do pênis (glande é a dilatação na extremidade do pênis) é a chamada fossa navicular da uretra que é justamente essa dilatação na uretra na glande do pênis.
 
Na imagem uma uretra masculina com a bexiga toda contrastada, dá para visualizar a parte prostática, o ponto estreitado é a parte membranácea que é o ponto mais estreitado da uretra. Qual é o ponto mais estreitado da uretra? A parte membranácea. Só que um tumor de próstata pode fechar a parte prostática, obstruir por causa do tumor da próstata, então vai ter que passar uma sonda no paciente, veja na segunda imagem um extravasamento a uretra está rompida. Então a hora que vai passar uma sonda no paciente é preciso posicionar o pênis do paciente de uma forma correta para assim tirar uma das curvaturas, mas a curvatura antes da parte membranácea não tem como tirar, então posiciona o pênis do paciente de tal forma que a sonda passa reto pela parte esponjosa e lá dentro tem a curvatura. Se um paciente tem câncer de próstata e comprimiu a uretra prostática imagina a força que vai fazer com a sonda para atravessar a parte prostática da uretra, o paciente vai sentir muita dor.
 
Nem sempre, o profissional de enfermagem consegue passar uma sonda em um paciente com câncer de próstata e então é o médico que vai passar a sonda e se não conseguir, somente um urologista.
- Neuroanatomia do trato urinário inferior
A parte simpática do sistema nervoso autônomo (SNA) promove o fechamento do esfíncter interno da uretra, não sai urina, impede de urinar e para urinar precisa contrair o M. detrusor da bexiga e para contrair este músculo a ação é parassimpática, quando você vai urinar tem que relaxar, estimular o parassimpático que estimula a contração do M. detrusor da bexiga, a fibra chega neste musculo e ao chegar contrai, relaxando o esfíncter interno da uretra e urina. Ao urinar usa o M. esfíncter externo da uretra faz isso voluntariamente, então é sistema nervoso somático, é o nervo pudendo que aciona o M. esfíncter externo da uretra presente no diafragma urogenital. Então para urinar, fazer a micção você usa o parassimpático, o simpático inibe a micção e o parassimpático ativa a micção então contrai o M. detrusor da bexiga e relaxa o esfíncter interno da bexiga, e o somático o nervo pudendo que pertence ao sistema nervoso somático aciona o esfíncter externo da bexiga, contrai e momentaneamente para de urinar, tem dois músculos esfíncteres o interno e o externo da uretra. O interno ele é relaxado por ação parassimpática e contraído por ação simpática, o externo é contraído por ação somática, sistema nervoso somático, controle voluntário. 
 
Várias imagens do rim, da via urinária, bexiga, uretra
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Anatomia
 
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Aparelho Urogenital
 
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Ureter
 
O ureter é um canal, um ducto muscular que é continuidade da nossa pelve renal
, ele deságua a urina, conduz a urina 
até um órgão na cavidade pélvica chamado de bexiga urinária. Então o ureter conecta a pelve renal que vem da via 
urinífera intrarrenal até a bexiga urinaria, conduz a urina até a bexiga. Em toda extensão do ureter ele 
é retroperitoneal 
e ele tem cerca de 25 cm, como ele é um ducto longo/ um canal longo parte desse trajeto, deste comprimento é na 
cavidade abdominal, então eu chamo de 
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porque está na cavidade abdominal, quando ele cruza sobre 
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Em toda extensão do ureter ele está atrás do peritônio, por isso ele 
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O ureteré um canal, um ducto muscular que é continuidade da nossa pelve renal, ele deságua a urina, conduz a urina 
até um órgão na cavidade pélvica chamado de bexiga urinária. Então o ureter conecta a pelve renal que vem da via 
urinífera intrarrenal até a bexiga urinaria, conduz a urina até a bexiga. Em toda extensão do ureter ele é retroperitoneal 
e ele tem cerca de 25 cm, como ele é um ducto longo/ um canal longo parte desse trajeto, deste comprimento é na 
cavidade abdominal, então eu chamo de ureter abdominal porque está na cavidade abdominal, quando ele cruza sobre 
os vasos ilíacos ele entra na cavidade pélvica para chegar na bexiga embaixo, e este trajeto do ureter na cavidade pélvica 
é o que denominamos de ureter pélvico, mas ele é um órgão único, um ducto único. O ureter ele entra então na cavidade 
pélvica para desaguar no interior da bexiga urinária. Em toda extensão do ureter ele está atrás do peritônio, por isso ele 
é um ducto retroperitoneal, para ver o ureter em um cadáver tem que retirar o peritônio. 
Uma das coisas mais importantes do ureter é que ele possui estreitamentos, são estreitamentos ditos naturais, todos 
nós temos. O primeiro estreitamento do ureter de cima para baixo é justamente na transição entre pelve renal e o 
ureter, o termo pelve vem do grego pielo por isso que é chamada junção pielo-ureteral porque é entre a pelve renal e 
o ureter. Existe uma patologia que afeta a pelve renal, cálices, e até o néfron a chamada pielonefrite. É uma patologia, 
tratável que afeta a pelve renal, mas é só para entender que o termo pielo quer dizer pelve renal. 
O outro estreitamento natural do ureter, o segundo estreitamento, é justamente quando o ureter cruza sobre os vasos 
ilíacos neste momento devido a relação com os vasos ilíacos de cruzar sobre estes vasos o ureter tem o estreitamento 
da sua luz, é o chamado cruzamento com os vasos ilíacos. Portanto, na transição entre a parte abdominal e a parte 
pélvica do ureter. 
O terceiro estreitamento natural do ureter é quando ele atravessa a parede da bexiga, então ao atravessar a parede da 
bexiga para desaguar no interior da bexiga nós temos a parte intramural do ureter. Estes são os estreitamentos do 
ureter. Qual a importância destes estreitamentos em termos clínicos? A urina passa pelo ducto, que é o ureter, ele tem 
cerca de 25 cm, e o diâmetro dele não é o mesmo em toda a sua extensão, existem pontos em que o diâmetro é 
menor/mais estreitado, ao imaginar um calculo renal, uma pedra no rim ele pode atravessar o ureter, mas ao chegar no 
estreitamento o cálculo pode ser maior do que 
a luz do ureter naquele ponto. Então os 
estreitamentos são importantes na clínica, 
porque são locais de obstrução, são locais onde 
os cálculos normalmente param porque não 
conseguem atravessar aquele ponto, aquela 
luz, porque o diâmetro é menor. Por isso se 
torna importante clinicamente saber quais são 
os pontos de estreitamento do ureter. As vezes 
o calculo renal atravessa o primeiro 
estreitamento, o segundo, mas não atravessa o 
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ureter. 
 
- Irrigação do ureter 
Eu tenho a porção abdominal e pélvica, ou seja, ureter abdominal e ureter pélvico. Os vasos que 
chegam no ureter abdominal têm origem medial ao ureter, mas os vasos que chegam no ureter 
pélvico têm origem lateral ao ureter, não precisa saber de onde vem cada vaso para o ureter, 
basta saber que o ureter abdominal a sua vascularização tem origem medial e que o ureter 
pélvico a origem dos vasos é lateral. Qual a importância disso? Em uma cirurgia de ureter 
abdominal, o cirurgião vai manusear o ureter e tracioná-lo lateralmente, se os vasos vêm de 
medial para ureter, ou seja, tem origem medial, a hora que o ureter é tracionado lateralmente o 
vaso tem que se alongar, então o que pode acontecer com este vaso é que ele se rompa, então 
o manuseio do ureter abdominal tem que ser medialmente, justamente para não alongar os 
vasos e não ter risco de ruptura/rompimento. Já o ureter pélvico quando manuseamos numa

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