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Resumo do texto da O. Campo: A hora do jogo diagnóstico
No início do capitulo no texto a O. Campo propõe que tenhamos uma sala de jogos de modelo infantil, mas de forma que não haja nenhum tipo de estímulo para que possa interferir no andamento da observação, tendo que conter uma caixa de brinquedos com os seguintes materiais:
- Papel tamanho carta;
- Lápis pretos e de cor;
- Lápis de cera;
- Tesoura sem ponta;
- Massas de modelar de diversas cores;
- Borracha;
- Cola;
- Apontador;
- Papel glacê;
- Barbante;
- Dois ou três bonequinhos (com articulações e de tamanhos diferentes);
- Famílias de animais selvagens;
- Famílias de animais domésticos;
- Dois ou três carrinhos de tamanhos diferentes que possam funcionar como continentes;
- Dois ou três aviõezinhos com as mesmas propriedades;
- Duas ou três xícaras com seus respectivos pires, colherinhas;
- Alguns cubos (aproximadamente seis) de tamanho médio, trapinhos, giz e bola.
Evitando material perigoso que possa ferir tanto a criança como o observador, fornecendo um material de qualidade que também é importante.
No início da sessão o observador deve dar instruções sobre a definições de papéis, limitação de tempo e espaço, pois há crianças que poderão querer ir para fora da clínica para jogar bola, informar os materiais que poderão ser utilizados e os objetivos esperados. Será esclarecido para criança que poderá brincar com o que ela quiser, contando que não se machuque ou machuque o observador.
O observador tem um papel passivo nessa observação com uma atenção flutuante permitindo a compreensão e formulação do processo de observação, a criança pode requerer a participação do observador que não pode de hipótese alguma fazer qualquer tipo de interpretação, já que estas apontam para o latente. A participação do observador tem como objetivo fazer a criança brincar para que possa ser observado.
No processo de aplicação da hora do jogo diagnóstico, é uma novidade tanto para o entrevistado e para o entrevistando, há transferência e contratransferência que é importante para a avaliação, na transferência do observado para o observando trará à tona conteúdos a serem analisados e a contratransferência também é importante para que a criança se sinta mais à vontade e o observador possa ter mais informações para avaliar.
Indicadores devem ser analisados assim como:
- Escolha dos brinquedos e de brincadeiras;
- Modalidades de brincadeiras;
- Personificação;
- Motricidade;
- Criatividade;
- Capacidade simbólica;
- Tolerância à frustração;
- Adequação à realidade.
Observar e analisar a escolha dos brinquedos e brincadeiras a serem relacionadas a entrevista, podendo observar sua plasticidade, rigidez e estereotipia e perseverança.
Na personificação a criança tende a encenar papeis realizados no convívio social dela, a motricidade e sua capacidade e adequação da criança na etapa evolutiva que atravessa. Alguns observados são:
- Deslocamento geográfico;
- Possibilidade de encaixe;
- Preensão e manejo;
- Alternância de membros;
- Lateralidade;
- Movimentos voluntários e involuntários;
- Movimentos bizarros;
- Ritmo do movimento;
- Hipercinesia; 
- Hipocinesia;
- Ductibilidade.
Observadas também a capacidade de criar da criança junto com a tolerância a frustração, capacidade simbólica que inclui a riqueza expressiva, capacidade intelectual e qualidade do conflito.
Com a adequação à realidade podemos observar o brincar com o contexto da história de vida, e a convivência com familiares e pessoas próximas separando o brincar da criança neurótica, psicótica e da criança normal.