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Na inclusão de próteses e coroas artificiais ao sistema estomatognatico, buscamos a homeostasia da mastigação e oclusão, visto que um dos objetivos de reconstruir uma coroa com prótese ou incluir um pontico buscam reestabelecer e criar uma oclusão harmoniosa para o paciente, além de alcançar uma funcionalidade correta. Infelizmente, a oclusão é muitas vezes negligenciada ou considerada boa a priori nos tratamentos de restauração dentária - a oclusão deve ser observada e diagnosticada antes de qualquer procedimento reabilitador. Erros em oclusão são responsáveis por problemas dento-periodontais, podendo fraturar dentes ou perdê-los, além de ser fator importante em DTMs. Para que se tenha sucesso a longo prazo, a restauração seja de metal ou material cerâmico depende da manutenção da harmonia oclusal, de maneira a preservar estética e função. Pequenas alterações na oclusão podem ainda ser consideradas ideais, não entram na classificação de uma doença oclusal. Mesmo com pequenas variações ideais, não temos problemas pois essa pode ainda ser natural e da fisiológica, mas quando vamos criar uma oclusão não aceitaremos muitas alterações fora do ideal. Quando criamos uma oclusão, "brincamos de Deus", criando essa situação de design e contato oclusal ideal. Temos as fisiológicas, mas também temos as patológicas, que podem gerar problemas dentais e periodontais. A oclusão de tratamento será sinônimo de uma oclusão ideal A oclusão é a disciplina que estuda o relacionamento dos dentes superiores com os dentes inferiores mediante o fechamento e os demais movimentos mandibulares. Vários aspectos ligados a oclusão podem ser avaliados em laboratório e clínica e mais posteriormente na instalação da prótese. Quando cimentamos uma prótese, devemos observar seu envolvimento na homeostasia oclusal. Os principios oclusais e funcionais que regem as reabilitações dentárias devem ser amplamente explorados para que se possa promover qualidade e longevidade de tratamento. O conhecimento, o respeito e a aplicação dos princípios de oclusão, faz com que seja estabelecido uma harmonia entre a estética, fonética e os requisitos mastigatórios. Quanto ao posicionamento dos dentes, temos fatores e forças que determinam, como o contato oclusal, que impede extrusão e mantém posicionamento pelo contato - padrão de contato oclusal reforça a posição do dente, dentes sem seu antagonista tendem a extruir, sendo importante tratá-los para reestabelecer a curva de oclusão e obter harmonia oclusal. Na PPF, não devemos observar apenas a ausência dos dentes, mas o posicionamento e relações dos remanescentes. Além de extrusões, a perda de elementos dentários podem inclinar seus adjacentes pela tendencia à mesializar. O alinhamento intraarcos, que no caso é a obtenção da curva de spee, é outro fator no posicionamento e harmonia da oclusão, além da curva de wilson (horizontal, entre lados diferentes do arco) que dá a harmonia em função da bateria anterior e o funcionamento das ATMs, permitindo que os dentes possam desocluir nos movimentos de lateralidade e protegendo-os assim. Esse plano oclusal deve se apresentar curvo e permitir movimentos mandibulares complexos (desoclusões e guias), tendo o maior numero de contato. A curva de spee, uma curva antero posterior formada entre os dentes antagonistas nessa direção, e a curva de wilson, uma curva observada numa visão frontal, formada pela inclinação dos dentes de cada hemiarco e suas cuspides funcionais. Temos sim que observar a relação oclusal dos dentes relacionados a prótese, se estabelecem os contatos necessários e se é possivel tratá-los endodonticamente para desgastá-los e permitir uma oclusão normal. Não observar esses movimentos extrusivos podem atrapalhar na harmonia na curva de spee e arruinar a confecção de removiveis e implantes posteriormente. Os contatos proximais e oclusais são sagrados para manter os dentes em posição. Devemos sempre considerar o alinhamento entre arcos, com as curvas e contatos necessários. A oclusão é baseada num alinhamento entre as cúspides. As cúspides de suporte ou cuspides centricas são as vestibulares das inferiores e palatinas das superiores, importantes na manutenção da distancia entre maxila e mandibula, estabelecendo a DVO - cúspides de contenção centrica. Os dentes remanescentes em um paciente parcialmente desdentado devem estabelecer uma DVO adequada. Pacientes que possuem dentes muito baixos ou pequenos, desgastados, precisam de manobras para estabelecer essa dimensão. Uma plaquinha de DVO é confeccionada para reestabelecer um DVO antes da confecção protética, utilizando como removivel por 20 dias para adaptar o paciente ao DVO (temporização - placa teste). Xilofone - LVII, 2020 Oclusão em PPF quinta-feira, 27 de agosto de 2020 14:00 Página 1 de Prótese II Screen clipping taken: 10/10/2020 19:26 O próximo passo nessa discussão sobre oclusão, é definir em qual posição nós confeccionaremos essa prótese. Em clínica, podemos utilizar da própria oclusão do paciente, a MIH para fazer boa parte dos casos de prótese fixa. O paciente com estabilidade oclusal é incluido no articulador com sua oclusão habitual (MIH), sem necessidade do uso da relação central. Em casos maiores, onde não se tem mais a estabilidade oclusal por perda de muitos dentes ou desgaste excessivo, temos que criar a oclusão a partir da RC, onde se considera a posição do condilo na fossa glenóide - posição em que os condilos estão nas posições mais antero-superiores na fossa mandibular, apoiados nas vertentes posteriores das eminências articulares, com os discos adequadamente interpostos. No estudo da RC do paciente, devemos guiar a mandibula para ocluir até o primeiro contato prematuro, um obstáculo que impede a mandibula de continuar fechando em centrica, contato este que deslizará para habitual em seguida. Esse contato prematuro é normal e importante nesse estudo, mas não se pode criar esse contato prematuro ao instalar a prótese. O MIH será a máxima intercuspidação habitual, situação com maior numero de contatos entre dentes, independente da posição condilar, que é um pouco diferente da centrica. Quanto temos a coincidencia do MIH com o RC, concluimos que temos uma ORC (dentaduras estão em ORC, visto que montamos os dentes a partir do registro da RC. Assim, nos movimentos mandibulares, o condilo rotaciona na fossa em aberturas pequenas, translacionando quando é uma abertura grande. Após checar os movimentos de MIH e RC, verficando a falta dos mega-contatos, passaremos para a verificação da lateralidade. Na lateralidade temos lados de balanceio e lado de trabalho. O balanceio é onde temos condilos em balanceios, o lado não funcional em desoclusão, enquanto o lado de trabalho é o condilo de trabalho, o lado funcional que exerce oclusões. O lado de balanceio não deve ter contatos e o lado de trabalho tem o guia canino, desoclusão pelo canino e função em grupo, onde temos o canino, ajudado pelo pré, ajudado pelo primeiro molar e essa força vai se esvaindo conforme ela vai para posterior. O guia canino se percebe quando os caninos do lado de trabalho se tocam e ocorre a desoclusão no lado de balanceio. O canino é determinado como guia pelo maior comprimento radicular (coroa/raiz), com área radicular favoravel, sua localização na "esquina" da boca, sendo mais facil de guiar os movimentos laterais, envolvido por osso denso e compacto, posicionamento estratégico (longe do fulcro mandibular) e menor atividade muscular quando comparada com a função do grupo (controverso). O argumento mais forte na seleção dos caninos para definir o guia, a desoclusão, é a facilidade, visto que artificialmente é muito dificil reproduzir uma desoclusão do tipo em função em grupo, enquanto com o canino é um pouco mais facil de manusear, fazendo alterações necessárias apenas nesse elemento. Em protusão temos o guia anterior, ocorrendo a desoclusão posterior - espaço de christensen gerado pela desoclusão. Na confecção de uma protese fixa nos dois anterioressuperiores, devemos verificar se não está tocando o dente inferior, sendo ideal que estejam apenas próximos, exigindo que se façam os movimentos, observando se a trajetória da protusão está igualmente distribuida entre os dois incisivos centrais e laterais com contatos leves. Se a trajetória não está bem distribuida entre os dentes mas focado em apenas um, pode acontecer de lesionar ou quebrar esses dentes. Essa etapa faz parte quanto da confecção e cimentação de uma coroa provisória ou definitiva. Esses seriam os critérios de uma oclusão ideal. Mas só precisamos aplicar todas esses critérios em uma situação de reabilitação oral completa. Os contatos ideais em classe I, a normoclusão, ocorrem entre ponta de cúspide e fundo da foça e a maioria das cúspides na borda da crista marginal, considerando o arranjo de oclusão de um dente contra dois, observando que ocorre bastantes contatos desse tipo, em crista marginal. As cúspides guias, ou não-centricas, são as vestibulares superiores e palatinas inferiores, que funcionam para minimizar o impacto dos dentes sobre tecidos moles, afastando a bochecha e lábios da oclusão. Devemos ter esse cuidado na confecção da prótese em observar esses contatos de cúspides que mantém a altura, como cúspides de contenção, permitindo uma proporção facial adequada. Ainda considerando o alinhamento entre arcos, os dentes anteriores terão a função de guiar a mandibula em movimentos laterais e protrusivos com o deslize do dente incisivo inferior sobre a face palatina do superior. Os anteriores podem suportar esses contatos direcionados para fora de seu longo eixo, diferente dos posteriores, que não aceitam. O contato entre esses dentes é na fossa lingual da face palatina superior, a aproximadamente 4mm das bordas incisais. Portanto, se tivermos uma dificuldade no estabelecimento do guia anterior, teremos maior dificuldades na desoclusão, que pode causar "trombadas" desnecessárias na futura prótese. O overbite é o trespasse vertical de 3 a 4mm e overjet é o trespasse horizontal. Página 2 de Prótese II Screen clipping taken: 10/10/2020 20:23 O ajuste oclusal em estética é a última parte do procedimento, logo após receber a metaloceramica. Devemos verificar seu assentamento e contatos proximais e oclusais, bem como contato com tecidos moles e periodonto. Esses ajustes de verificação são feitos com tiras de carbono e celofane em pinças de miller, bem como brocas diamantadas para desgastes. Observamos os contatos sem a PPF em posição, observando um contato efetivo com um celofane, inserir a PPF e conferir o mesmo contato para verificar os contatos bem distribuidos e o celofane prendendo bem da mesma maneira no ponto guia observado antes da prótese em posição. Feito isso, devemos conferir os contatos em ajustes latero-protusivos e verificar a desoclusão pelo canino e guia anterior, eliminando os contatos posteriores em desoclusão, além de desgastar os contatos na posterior dos incisivos para melhor ditribuir. Em oclusão mutualmente protegida, com MIH, os posteriores ficam em contato e anteriores ficam em contato leve ou sem contato e posteriores não se tocam em desoclusão, com dentes anteriores guiando os movimentos mandibulares. Esse design oclusal, oclusão mutualmente protegida, na posição estática da mandibula os posteriores protegem os anteriores e na protrusão e lateralidade os anteriores que guiam e protegem os posteriores. A Bilateral balanceada só é utilizada para PT, com um design de oclusão para que mantenha a estabilidade, com contatos bilaterais dos molares quando tem protrusão, contato nos molares do lado de balanceio quando tem lateralidade. Sempre há contatos na arcada toda para dar estabilidade. Portanto, sempre que vamos ajustar a prótese dessa maneira, com essas checagens de contatos e desoclusões, interferencias de homeostasias. E quando essa homeostasia não houver, nós seremos responsáveis por criá-la, avaliando a devolução da Dimensão vertical, se tem estabilidade oclusal e uso de posição condilar como guia. Considerando os dentes anteriores e superiores mais largos que os antagonistas inferiores, os dentes posteriores são lançados mais para posterior, levando a essa oclusão de ponta de cuspide entre dois dentes, atingindo fossa e crista marginal. Página 3 de Prótese II A vigilancia epistemica é a preocupação que todos nós deveriamos ter em relação ao que lemos, ouvimos e aprendemos para não s ermos enganados. Muitas vezes as expectativas dos pacientes excedem a realidade. As próteses metal-free pode compor elementos únicos, pontes, restaurações onlay e lentes de contato. Atualmente, com a possibilidade de aplicar uma coroa cerâmica, podemos oferecer uma restauração mais estética apesar de ser mais cara. As ceramicas precisam de uma indicaçã o. As próteses livres de metal possuem menor risco de manchas próximas à gengiva aparecerem. Além disso, outras vantagens vem aparecendo com o tempo, além de fraturar menos em virtude do material inorganico. O paciente está mais interessado no resultado estético do qu e funcional. É importante incluir no planejamento a inclusão das previsões de resultado, controlando de certa forma as espectativas do paciente. A esté tica é pessoal e varia a cada pessoa. Screen clipping taken: 01/09/2020 14:13 No planejamento devemos dar importancia na escolha do material restaurador e protético, bem como a espessura do material, téc nicas de preparo (menos invasivos), adesivos condicionaveis ou autocondicionaveis. Xilofone - LVII, 2020 Prótese Metal-Free terça-feira, 1 de setembro de 2020 14:02 Página 4 de Prótese II Screen clipping taken: 01/09/2020 14:18 Coroas metalfree são de ceramica à base de dissilicato de lítio e porcelana de revestimento à base de nano-fluorapatita ou dióxido de zirconio e zirconia, porcelana policristalina. As metaloceramicas tem coping metalico de Ni-Cr e porcelana feldspática ou coroa metaloplástica de coping metálica de Cu-Al e revestina com resina termopolimerizável. As metaloceramicas são fundidas, enquanto metalfree são cortadas por cad cam ou pren sadas. Screen clipping taken: 01/09/2020 14:22 Não se pode confundir uma raíz e dente escurecidos com a cinta metálica da prótese. Coroas de dissilicato de lítio possuem ma ior resistencia ára metal free, com maior resistencia flexural - 90% de sobrevivencia pelos proximos 10 anos. Além dessa, utilizamos as à base de zirconia. O dissilicato de lítio foi comercialmente apresentado para os dentistas pela ivoclar, vendido como e.max. A pastilha da emax é injetada e fresada em cad cam- policromática ou monocromática. O dissilicato de litio é aplicado pelo técnico. Pode ser aplicado de maneira estratificada sobre o coping, caracterizada (maq uiada/pintadas, monolítica, sem coping) e o cut back, que é maquiada e estratificada (desgaste de 3mm na margem da coroa injetada para aplicar diretament e a cerâmica) e a ultima técnica que é CAD-CAM. Coroas metaloceramicas são confeccionadas com liga de NiCr e porcelana feldspáticas. Núcleos são feitos de ouro, prata, duracast ou NiCr; coroas metalfree são sempre de dissilicado de litio e zirconia. A técnica com coping, ou estratificada, inicia com os exames de infraestrutura padrão, ajustando o coping e pincelando em cam adas a porcelana sobre este. A técnica maquiada, monolítica ou sem coping, a prótese é confeccionada em um único item - é mais dificil trabalhar com a estética da injetada, sendo bem aplicável para dentes posteriores. A cutback é inicialmente confeccionada como a maquiada, finalizando com o desgas te de 3mm da borda Porcelanas odontológicas Feldspáticas Reforçadas por leucita Aluminzadas Reforadas por dissilicato de lítio Zirconia Página 5 de Prótese II sendo bem aplicável para dentes posteriores. A cutback é inicialmente confeccionada como a maquiada, finalizando com o desgas te de 3mm da borda incisal para estratificar e buscar a estética. Os preparos dentários para a protese podem ser de: Lentes decontato - 0.5mm Faceta - até 2mm Coroa total- até 2mm ; 3 técnicas de metalfree; no cadcam pode ser mais fino o desgaste. Podemos fazer metalfree em dentes com nucleo fundido, ou dentes desvitalizados ou dentes escurecidos? Sim! A cor do substrato é algo a ser trabalhado, sendo conhecido como a cor do dente preparado. Depois de escolher a cor do dente para a prótese, escolhemos a cor do dente preparado - se escolhemos apenas cor do dente protético sem apontar a cor selecionada para substrato, a cor final do dente fica alterado. Temos que utiilizar um substrato na metal free que elimina os efeitos estéticos negativos dos núcleos metálicos ou da alteração de cor do dente. Tem os pastilhas de alta trasnlucidez (HT), baixa translucidez (LT), MO como média opacidade e HO como alta opacidade para tal objetivo. Temos que obs ervar a translucidez incisal em comparação com a opacidade do coping em HO para esconder o núcleo fundido. A incisal é em HT e o substrato em HO. O dissilicato de lítio pode fraturar, sendo limitado a 4 elementos unidos em PPF; não há solda para esse material. O dente preparado deverá receber acabamento e polimento, para que a silicona de adição não se adira muito ao preparo (2mm de preparo). O desgaste de copings com degrau deve ser feito com pontas diamantadas em peças de mão. Na remontagem o registro intermaxilar é feito en tre os copings, remoldando para remontagem, voltando o coping em modelo de gesso aonde a coroa é confeccionada. Nas técnicas de preparo, se puder ser menos invasivo e manter-se em esmalte para ter melhor adesão com resina ou dentina quando não for possivel. Um mockup pode ser feito para controlar a espessura de desgaste e material restaurador, moldando o enceramento e comparando um mockup de resina com o dentes preparado. O tratamento pode se extender ao máximo para o 2°molar Screen clipping taken: 01/09/2020 15:22 Um dispositivo de oral design para estética e função oclusal ajuda no reestabelecimento da DVO, ajudando em estética e ajuste de oclusão, sendo confeccionado após enceramento da prótese, incluindo na boca e durante por mais de 15 dias, tempo necessário para reestabelec imento. Substratos só podem ser feitos sobre coping, sem possibilidade de utilizar coroas monoliticas ou em cutbacks - com um coping branco e bem opaco, podemos fazer uma coroa mais clara e estética. A zirconia foi contraindicada para a odontologia devido aos insucessos no tratamento. Essa é policristalina e bem resistente. Em protese fixa de mais de 4 elementos podemos utilizar apenas a zirconia para metal-free, sob a técnica do CADCAM. Por essa razão, os custos são elevadíssimos. Até implantes com conectores de zirconia podem ser utilizados. Screen clipping taken: 01/09/2020 15:36 Pode fraturar a porcelana de revestimento, sendo importante realizar apenas em monolítica com glazeamento, mas mesmo assim podemos fazer vários elementos sem solda. A zirconia também é utilizada para a parte preparada, ou abutment, do implante, suportando coroas de zirconia ou dissilicato. Página 6 de Prótese II Screen clipping taken: 01/09/2020 15:40 Página 7 de Prótese II metal free - Cotonete LVII metal free - Cotonete LVII segunda-feira, 12 de outubro de 2020 16:53 Página 8 de Prótese II Página 9 de Prótese II Página 10 de Prótese II Página 11 de Prótese II Página 12 de Prótese II Página 13 de Prótese II Página 14 de Prótese II Página 15 de Prótese II Página 16 de Prótese II Página 17 de Prótese II Página 18 de Prótese II Página 19 de Prótese II Página 20 de Prótese II Página 21 de Prótese II Página 22 de Prótese II Página 23 de Prótese II Página 24 de Prótese II Página 25 de Prótese II Página 26 de Prótese II Página 27 de Prótese II Página 28 de Prótese II Página 29 de Prótese II Página 30 de Prótese II Página 31 de Prótese II Página 32 de Prótese II Página 33 de Prótese II Página 34 de Prótese II Página 35 de Prótese II Página 36 de Prótese II Página 37 de Prótese II Página 38 de Prótese II Página 39 de Prótese II Página 40 de Prótese II Página 41 de Prótese II Página 42 de Prótese II Página 43 de Prótese II Página 44 de Prótese II Página 45 de Prótese II Página 46 de Prótese II Página 47 de Prótese II ATUALIDADES EM PRÓTESE METAL FREE ATUALIDADES EM PRÓTESE METAL FREE sábado, 10 de outubro de 2020 17:38 Página 48 de Prótese II Página 49 de Prótese II Página 50 de Prótese II Página 51 de Prótese II Resumo 5 - Prótese Parcial Removível não convencionai... Prótese Parcial Removível não convencionais (Chér) quinta-feira, 8 de outubro de 2020 16:22 Página 52 de Prótese II Página 53 de Prótese II Página 54 de Prótese II Página 55 de Prótese II Página 56 de Prótese II Página 57 de Prótese II Página 58 de Prótese II Página 59 de Prótese II Página 60 de Prótese II Página 61 de Prótese II Página 62 de Prótese II Página 63 de Prótese II 4 Prótese parcial removivel nao convencional - CRYSTAL 4 Prótese parcial removivel nao convencional - CRYSTAL sábado, 10 de outubro de 2020 17:40 Página 64 de Prótese II Página 65 de Prótese II Página 66 de Prótese II Página 67 de Prótese II Página 68 de Prótese II Página 69 de Prótese II Página 70 de Prótese II Screen clipping taken: 08/10/2020 16:23 Na aula de hoje revisaremos a sequencia clinica e laboratorial para prótese total, iniciando desde o exame clínico, diagnóstico, planejamento e previsão de honorários. O exame clínico é naquela primeira sessão onde conheceremos o paciente e tomaremos informações pertinentes ao tratamento por meio da anamnese, que registrará a saúde geral e bucal e uma avaliação psicológica. Depois da anamnese, partiremos ao exame físico, composto pelo exame clínico extra-oral e intraoral, seguido de exames complementares, como exame radiográfico, analise dos modelos e exame das próteses atuais. Como primeira fase do tratamento, devemos dar inicio a uma moldagem preliminar ou anatômica, fazendo o uso de moldeiras de estoque para acomodar o alginato ou a godiva para tomada das impressões e moldagem do rebordo. Essa é a primeira moldagem a ser executada. Nessa fase, temos que levar em consideração os materiais a serem utilizados, o tipo de moldeira (moldeira de estoque de tamanhos diferentes, podendo ser 1, 2 ou 3) e tipo de rebordo. O principal material nessa moldagem é a godiva, um material mais antigo comercializado em placas rígidas que se amolecem no calor. Essa godiva é um material de certa espessura, com corpo, uma material considerado termoplástico - material rígido que precisa ser amolecido por uma fonte de calor para ser utilizado (água sob temperatura de 50 a 60°C). A indicação desse material é para rebordos e mucosas normais. Por outro lado, outro material que também pode ser selecionado para essa moldagem é o alginato, usado até os dias atuais tanto pelo preço quanto pela sua facilidade de uso. Este é um hidrocolóide reversível, um material muito mais fluido, sem necessidade de fonte de calor, apenas a mistura da água e o pó, seguindo a recomendação do fabricante. Este é indicado para mucosas e rebordos irregulares e retentivos e mucosa flácida. É uma mucosa que se movimenta a minima colocação de força, sendo necessário um material pouco espesso e fluido. Um terceiro tipo de moldagem é a moldagem preliminar mista, que faz com que a moldagem anterior fique perfeita, pois permite o refinamento da moldagem por utilizar dois ou mais materiaisde moldagem associados, como alginato sobre alginato, alginato sobre godiva, silicona densa com silicona leve e silicona densa com alginato. A finalidade dessa moldagem é o refinamento, quando temos uma área de mucosa flácida, fazemos uma primeira preliminar com godiva, corrigindo essa mucosa flácida com alginato, mas também podemos utilizar uma silicona densa com uma leve por cima para refinar. A primeira fase laboratorial é levar o molde para obter os primeiros modelos, conhecidos como modelos preliminares, vazados em gesso. E depois, a partir da obtenção desse modelo, devemos fazer a segunda fase de laboratório que é a delimitação da área chapeável, correspondendo a área tecidual recoberta pela prótese total. Pela própria conformação anatômica, a maxila é dada como completamente diferente da mandibula. Quanto à anatomia da área chapeável temos que levar em conta os aspectos anatomicos de inserções e bridas dá área, para melhor planejar os aspectos da PT, com os alívios e Xilofone - LVII, 2020 Sequência Clínico-Laboratorial de Prótese Total quinta-feira, 8 de outubro de 2020 16:20 Página 71 de Prótese II chapeável temos que levar em conta os aspectos anatomicos de inserções e bridas dá área, para melhor planejar os aspectos da PT, com os alívios e retenções corretas. Anatomia do Rebordo Screen clipping taken: 08/10/2020 17:10 Em primeiro lugar, quanto aos detalhes anatômicos superiroes, devemos prestar atenção no freio labial, papila incisiva, rugosidade palatina, rafe mediana, sulco vestibulo-labial posterior, seguido pela tuberosidade (forame palatino posterio/maior), fóveas palatinass, linha vibratória (ou linha do Ah) que divide o palato duro do palato mole, sulco hamular que é posterior à tuberosidade, espaço retrozigomático, processo zigomático, freio lateral e sulco vestibulo- lateral anterior. Screen clipping taken: 08/10/2020 17:56 Os reparos anatomicos localizados na mandíbula são praticamente os mesmos, mas com alguns a mais para serem estudados. Temos o sulco vestibulo-labial, freio labial, freio lateral, papila piriforme, linha milóidea, fossa retro-milóidea, sulco alveolo-lingual, região disto-lingual, linha oblíqua externa, freio lingual e o forame mentoniano (a compressão dessa região pode gerar dor). Distribuição das áreas de suporte Com o conhecimento das áreas anatomicas, podemos entende melhor sobre a distribuição das áreas de suporte, que se distribuem de maneira diferente em áreas de mandíbula e maxila. Na maxila, Pendleton (modificado) estabeleceu áreas como zona de suporte secundário na parte posterior do palato, entre a parte mais anterior com as rugosidades e a parte mais posterior com a linha do ah, área de suporte principal (área onde se ocluem as forças mastigatórias com maior intensidade, porque tem tecido ósseo o suficiente) como a vertente palatina do rebordo na parte posterior, zona de vedamento periférico (importante obter essa área na moldagam para estabelecer um bom vedamento da área, não permitindo a entrada de ar) como a vertente vestibular de todo o rebordo, zona de selado posterior (área necessária ao vedamento) representada pela área em azul sobre a linha do ah, onde palato duro e mole se encontram e a zona de alivio das Página 72 de Prótese II posterior (área necessária ao vedamento) representada pela área em azul sobre a linha do ah, onde palato duro e mole se encontram e a zona de alivio das forças oclusais, representada pela porção mais anterior do rebordo, circundando as rugosidades palatinas, papila incisiva e rafe palatina (área importante na hora da confecção da moldeira individual). Screen clipping taken: 08/10/2020 18:10 Na mandíbula, temos a zona de suporte secundário nas vertentes do rebordo anterior, seguido pelo suporte principal nas vertentes poteriores do rebordo, com vedamento periférico ao redor de todo o desenho e zona de alívio das forças oclusais na crista do rebordo, área que deve ser aliviada e protegida das forças oclusais. No geral, podemos perceber que a prótese total superior é maior em área se comparada a prótese inferior, causando muita dificuldade devido à diminuição de superfície. Delimitação da área chapeável Os alívios serão confeccionados com uma lamina de cera 7 recobrindo as áreas de alívio selecionadas. A área chapeavel superior se inicia contornando o freio central, continuando para posterior, contronando o freio lateral, passando pelo processo zigonático, chegando à tuberosidade. A delimitação posterior da área chapeável é aquele limite entre palato duro e palato mole, definido como a linha do Ah. A zona do alívio na maxila é desenhada circundado o rebordo anterior de canino a canino, contornando a área de papila incisiva, rugosidades palatinas e se extendendo á rafe. Além das zonas de alívio de forças oclusais, poderemos confeccionar alivios em áreas retentivas do rebordo, como observadas na imagem abaixo. Como vemos na primeira imagem, as retenções a serem aliviadas formam sombras no modelo de gesso. Screen clipping taken: 08/10/2020 18:32 A delimitação da área inferior se inicia com alívios nos freios labiais centrais e laterais, seguindo para posterior e se limitando à papila piriforme, fazendo a curva e acompanhando o sulco lingual, chegando ao sulco lingual que deve ser aliviado. A mesma sequencia deve ser seguida no outro lado do rebordo. O alívio é feito sobre a crista do rebordo, evitando que os esforços mastigatórios traumatizem essa crista, aplicando uma camada de cera 7. Screen clipping taken: 08/10/2020 18:32 Página 73 de Prótese II lado do rebordo. O alívio é feito sobre a crista do rebordo, evitando que os esforços mastigatórios traumatizem essa crista, aplicando uma camada de cera 7. Screen clipping taken: 08/10/2020 18:41 Confecção da Moldeira individual - etapa laboratorial A próxima fase laboratorial dessa sequencia é a confecção da moldeira individual em resina acrilica ativada quimicamente. Após o traçado da área chapeável, nós isolamos o modelo de gesso, com selante Cel-Lac, passado em todo o modelo, para isolar a resina do gesso. O proximo passo é isolar duas placas de vidro, uma mais fina e outra mais grossa, separadas por 2 laminas de cera (1 em cada lado da placa). Para dar a espessura correta de cera, que dará espessura correta a resina preensada entre as placas, as laminas de cera devem ser dobradas para ter uma espessura maior. A proporção entre pó e líquido da resina acrílica autopolimerizável deve ser de 3 para 1 (3:1), seguido da manipulaçao com o líquido sendo saturado aos poucos pelo pó, evitando a manipulaçao vigorosa com espátula para não incorporar bolhas. A manipulação deve ser feita calmamente até que a mistura saia da fase arenosa até a fase plástica, fase em que pode ser manipulada com as mãos, e compressão de uma bola de resina entre as placas de vidro até o limite do espaçador de cera, acomodando a resina plástica sobre a moldeira em seguida. Screen clipping taken: 08/10/2020 18:41 Screen clipping taken: 08/10/2020 19:05 Aquilo que escoou além da área traçada deverá ser cortada com uma lecron molhada em monomero, Página 74 de Prótese II Screen clipping taken: 08/10/2020 19:05 Screen clipping taken: 08/10/2020 19:07 Confecção do cabo, de maneira que sua inclinação acomode o lábio superior. A inclinação de 60° impede que o labio superior empurre o cabo. O acrilico só deve ser removido após a resina ter tomado presa. Screen clipping taken: 08/10/2020 19:07 O acabamento deve ser feito com maxicut e ponta de óxido de alumínio e polimento com mandril e tiras de lixa. Para a moldeira inferior, devemos fazer a manipulação de um rolete da resina acrílica na fase plástica e compressão entre as placas de vidro até o limite do espaçador Screen clipping taken: 08/10/2020 19:14 Após a compressão fazemos a adaptação da resina plástica no modelo, com cuidado para não reduzir sua espessura (uniformemente com 3mm) e recorde dos excessos com Le cron umidificado com monômero.Na inferior também confeccionamos um cabo, fazendo acabamento com maxicut e ponta de óxido de alumínio, polindo com mandril e tiras de lixa. Página 75 de Prótese II Screen clipping taken: 08/10/2020 19:27 Screen clipping taken: 08/10/2020 19:27 Moldagem funcional - etapa clínica A próxima fase é uma etapa clínica. A moldagem funcional se utilizará da moldeira individual confeccionada sobre o modelo anatomico. Antes de levar a moldeira em posição, esta deve ser lavada e desinfectada. Um passo muito importante é o ajuste da moldeira superior, considerando que o rebordo possui tecidos moles, sendo importante ajustar para uma melhor sinergia com esses tecidos moles, visto que a moldeira foi confeccionada sobre modelo de gesso. Assim, devemos observar se a fibromucosa desloca a moldeira e que parte da fibromucosa desloca a moldeira, se é as regiões de freios e inserções não aliviados, se é região do sulco hamular onde a moldeira pode estar muito sobreestendida, espessura da moldeira na proximidade do processo coronóide (na região do tuber, pode ter contato com o processo coronoide) ou o limite posterior do palato, obedecendo a linha do Ah. Com a moldeira superior em boca, devemos fazer o alivio de freios, devendo ser refinada essa área, apenas envolvendo freio, com disco de carburundum, minicut ou brocas de aço 702 ou 703. Além disso, com uma maxicut, devemos fazer o ajuste de bordas para remover a sobreextensão, arredondando as bordas para dar conforto ao paciente. No ajuste da sobreextensão, devemos verificar o espaço de 2mm aquém do fundo de sulco para dar espaço para material de moldagem. A sobreextensão posterior deve ser corrigida e ajustada, obtendo um limite do palato duro com o palato mole (a linha do Ah) com auxilio de um lápis cópia. Finalmente, consideramos uma moldeira ajustada quando a moldeira se mantém por si própria em posição na boca, demonstrando retenção e estabilidade. Não é uma retenção perfeita, mas permanece em boca. O ajuste da moldeira inferior é mais delicada. Após a limpeza da moldeira, devemos observar se a fibromucosa desloca a moldeira, observando as regiões de freios e inserções, movimentos da língua (laterais, para cima e para fora, de maneira comedida), se a moldeira está no limite da linha oblíqua externa porque deve ficar sobre a linha oblíqua externa e se a moldeira está envolvendo a região da papila piriforme. É importante o alivio de freios, refinados, apenas envolvendo o freio, com disco de carburundum, minicut ou brocas de aço 702 e 703. No ajuste de bordas também verificamos a sobreextensão, observando se há espaço de 2mm aquém do fundo de sulco (espaço para material de moldagem). Sendo importante observar se a moldeira nao ultrapassa a mandibula, se não ultrapassa a linha obliqua externa - devemos palpar as bochechas externamente com a moldeira em posição, verificando se não há sobreextensão. Uma moldeira bem ajustada se mantém por si própria em posição na boca, sem haver deslocamento. Se não tiver retenção, espera-se que pelo menos possua estabilidade. Devemos guiar o paciente para abrir a boca com cuidado para que não desloque a moldeira. A moldagem funcional em si será feita em duas etapas: moldagem do selado periférico (borda) e moldagem propriamente dita. A moldagem do selado periférico é feito com a godiva em bastão da melhor qualidade, seguindo para a moldagem propriamente dita com o material anteriormente escolhido. Em partes, aplicaremos a godiva na moldeira, sem deixar a godiva queimar, com aquecimento uniforme, alisando as pontas com os dedos umedecidos ou vaselinados, flambando, colocando água para atingir a temperatura suportável a mucosa e levar aboca. Em boca, devemos ativar a musculatura. Nunca devemos soltar a moldeira durante a moldagem, ativar lábios e bochechas tracionando-as em todos os sentidos. O molde, após Página 76 de Prótese II musculatura. Nunca devemos soltar a moldeira durante a moldagem, ativar lábios e bochechas tracionando-as em todos os sentidos. O molde, após a moldagem, a godiva deve estar sempre lisa e opaca, sem emendas antes de prosseguir para a próxima parte. Screen clipping taken: 08/10/2020 20:18 Screen clipping taken: 08/10/2020 20:18 Screen clipping taken: 08/10/2020 20:27 A godiva deve estar uniforme e recobri a porção interna e externa da borda. Se a godiva não possui extensão correta, devemos corrigir removendo a godiva e repetindo o procedimento. Para irregularidades como na segunda imagem, devemos aquecer a godiva e aquecer novamente. O selado posterior deve ser examinado solicitando para o paciente falar "Ah" e faça movimento de sucção (moldeira sempre em posição pelo operador). Além disso, prendemos o nariz do paciente e pedimos para expirar, ajudando na demarcação da linha do Ah. Temos que cuidar para não moldar os freios com godiva, visto que sao estruturas delicadas que não podem ser comprimidas (a godiva não pode ser afastada por essa estrutura delicada). Os excessos de material devem ser recortados. Os excesso da pasta zincoenólica pode ser removido com uma espátula aquecida e o excesso de poliéter a base de borracha com lâmina de bisturi bem afiada. A moldagem inferior é da mesma maneira, com a mesma sequência, com ativação muscular lingual e da bochecha. Após o molde, devemos fazer os testes quando o material utilizado é rigido. O teste de suporte é observar se há a presença de báscula, com os dedos indicadores comprimindo a região de pré-molares, alternadamente. O teste verficia se houve perfeito assentamento. Caso se deloque no teste, todos os passos da moldagem devem ser repetidos. O teste de retenção global deve ser feito na tentativa de delocar a moldeira no sentido gengivo-oclusal, no sentido de removê-la da boca. Além disso, devemos observar os testes de estabilidade, onde deve haver a ausencia de movimentação horizontal movimentando a moldeira horizontalmente. Temos também o estudo do selamento posterior, verificando o travamento do selado posterior por meio de movimentos na região anterior da moldeira. Assim testamos movimentando a moldeira no sentido póstero-anterior. Anteriormente pudemos estudar a moldagem funcional com a pasta zincoenólica, que não precisa de materia para se manter aderida a moldeira. Contudo, com o uso da mercaptana ou poliéter, necessitamos o uso de adesivos para manter o material em posição. Da mesma forma a godiva deve ser aplicada na moldeira inferior em partes, cuidando para manter modelável com aquecimento em água quente, controlando a temperatura para que seja inserida com segurança na boca do paciente. Ao inserir, devemos ativar a musculatura sem soltar a moldeira durante a moldagem, ativar lábios e bochechas tracionando-os em todos os sentidos, solicitando ao paciente para movimentação da lingua. A primeira aplicação da godiva é no lado lingual, assim ativando a musculatura da maneira correta com movimentação da lingua. Devemos ter certeza que no selado periférico a godiva copie a papila piriforme. Ao remover a molderia, devemos observar uma coloração fosca e uniformidade da moldagem. Para a moldagem propriamente dita, iniciamos aplicando vaselina muito ligeiramente. Antes de tudo, não podemos nos esqudcer de remover a cera de alivio da moldeira para dar lugar ao material de moldagem. Aplicamos o material de moldagem e inserimos na boca do paciente, seguindo a sequencia de ativação de musculatura com uma mão e segurar a moldeira com outra. Após isso, devemos esperar o tempo de presa do material e remover o molde com auxilio de um jato de ar entra a moldeira e fundo de sulco, sem fazer o movimento de torção, remover em sentido unico vertical. O molde em mãos deve ser lavado e seco, seguindo para análise - molde deve cobrir totalmente a área da moldeira sem faltar material em algumas partes e alguns detalhes como bolhas de ar que podem ser corrigidas com cera 7. Página 77 de Prótese II Os testes de suporte, retenção e estabilidade devem ser feitos antesda remoção da moldeira da boca, pois o elastomero se deforma se for inserido novamente na boca. Antes do vazamento do molde devemos limpar e desinfectar o molde com água corrente e hipoclorito a 2%. O próximo passo, após a moldagem funcional, é confeccionar um modelo funcional em fase laboratorial. Para isso, utilizamos uma porção de cera utilidade de 4mm de espessura acompanhando a borda do molde e distando 3mm da mesma para formar um Debrum em cera. A função dessa faixa em cera circundando a borda é proteger o que há de mais sagrado nessa moldagem funcional: o selado periférico, porção que impede a entrada do ar, dando resistencia e retenção a PT. No molde inferior, confeccionamos um debrum e uma lingua de cera. Screen clipping taken: 09/10/2020 18:02 Screen clipping taken: 09/10/2020 18:03 O molde será vazado em gesso pedra (tipo III), preenchendo o molde com o gesso sob vibração, com auxilio do vibrador. Vamos preenchendo todo o molde e dando altura ao modelo, colocando uma porção a mais sobre o preenchimento. Apósa presa do gesso, cerca de 40 minutos depois de ter adicionado o gesso ao molde, devemos remover o molde do modelo com auxilio de um grau com água quente quando estamos utilizando pasta ZOE. Antes de tirar o molde do modelo, o debrum de cera é removido. Esse debrum será importante para que na remoção do molde o selamento periférico fique intacto, considerando a espessura de gesso formada além do rebordo. A seguir faremos o recorte do modelo utilizando um recortador elétrico. É importante que removemos a parte necessária sem cortar partes importantes como o vedamento perifético. Página 78 de Prótese II Se qualquer parte do modelo se quebrar nessa etapa de recorte a prótese total será comprometida, visto que é através desse modelo funcional que a dentadura será preensada. As diferenças entre modelo preliminar/anatômico e o modelo funcional são evidentes, quanto aos detalhes que podemos observar no modelo funcional, resultados de passos cuidadosamente seguidos durante a moldagem funcional. O próximo passo, ainda laboratorial, é a confecção dos planos de orientação. Este é constituido de uma chapa de prova de resina acrílica autopolimerizavel e um plano de cera. A chapa de prova, em resina, recobre as áreas teciduais de suporte, enquanto o plano de cera representa o rebordo alveolar ausente (dentes e tecidos). Em média, o plano de cera superior deverá ter uma altura de 22mm, enquanto o inferior terá uma altura de 16mm. De largura, esse plano deverá ter 1cm. Plano de orientação - etapa laboratorial Esse plano poderá ser obtido a partir de uma chapa de prova, que deve recobrir toda a área basal, delimitada pela área mais profunda do sulco, área que corresponde ao selado periférico. Não se precisa demarcar com lápis ou marcador, sendo uma marcação visual. Para confeccionar a chapa de prova, devemos iniciar com a confecção de alívios em cera sobre as áreas retentivas do rebordo, pois colocar a resina acrilica sobre o modelo sem alivio de retenções pode remover partes do modelo de gesso. Além disso, os alivios podem ser colocados sobre regiões de desconforto, como o contato do tecido de suporte com a resina em regiões de papila incisiva, rafe, rugosidades e critas muito finas, mas nunca aliviar zonas de suporte. Com os alívios bem posicionados, aplicamos isolante à base de água para facilitar a remoção do acrilico do modelo de gesso. Da mesma forma que fizemos a moldeira, faremos essa chapa de prova, mas com o diferencial na espessura dos espaçadores, que dessa vez é de uma lâmina de cera ao invés de duas, mostrando que a chapa de prova é mais fina que a moldeira. A resina acrílica em fase plástica é modelada em formato de esfera e colocada entre as placas de vidro. Com a lecron molhada em monomero removemos os excesso, prosseguindo para o acabamento com pedra e maxicut, seguido do mandril fendado com tiras de licha. O plano de cera propriamente dito é feito com cera 7 dobrada em sanfona após aquecimento (obter largura de 1cm) em lamparina, o que ajuda na união das lâminas. Com uma espátula 36 ou metálica para gesso aquecida, unimos a cera a resina acrílica da chapa de prova. A cera aquecida é curvada para possibilrar sua adaptação sobre a chapa de prova, sendo posicionada amolecida e curva sobre a resina. Então aquecemos e curvamos o rolete após a união firme das camadas da sanfona, fixando no rebordo com espátula aquecida e recortamos as partes terminais do rolete na região do túber com lecron. Também é importante que pressionamos o modelo com o plano de cera sobre a placa de vidro, pressionando com o dedo na parte mais posterior, de maneira a deformar essa parte , de tal maneira que se estabeleça um plano ascendente para posterior, relembrando uma curva de spee. Screen clipping taken: 09/10/2020 19:49 O rolete de cera sobre chapa de prova inferior é feito da mesma maneira, se diferenciando na quantidade de lâminas de cera utilizadas, que para a superior é 1 lâmina mais 1/3 e na inferior é apenas uma lâmina dobrada em sanfona. A cera é cortada com lecron e alisada com espátula aquecidas. Ajuste do plano de cera - etapa clínica Os planos de cera agora devem ser ajustados em boca, sendo assim uma etapa clínica, por que sem o paciente não é possivel fazer esse ajuste. Em primeiro lugar, devemos fazer a limpeza e desinfecção da chapa de prova e da cera, assim podendo levar em boca. Com a o plano de cera e chapa de prova em boca nós iniciamos os ajustes, com análise da área de freios e bordas sobreextendidas - para melhor abertura de espaço para as bridas e freios, utilizamos um disco de carborundum para o corte. Uma régua de Fox entra em ação nesse momento. Devemos colocar o plano de cera na régua para ver o relacionamento deste com a régua de fox, com contato e apoio da região anterior e posterior da base de prova na régua. A partir disso, devemos dividir a confecção do plano de orientação em duas partes: a região anterior e a região posterior. Na região anterior, devemos nos atentar ao suporte lábial, uma projeção do lábio simulando a presença de dentes, não podendo exceder na quantidade de cera colocada nessa região, para dar uma naturalidade, com um angulo nasolabial maior que 90°. Ainda na região anterior, devemos nos atentar a altura incisal, baseada no lábio superior do paciente. É interessante observar a variação dessa medida quanto a idade. Para pacientes jovens devemos colocar a 1 a 2mm abaixo do tubérculo do lábio, diminuindo para incisal ao nível do tubérculo em pacientes de meia idade, e assim ao nível ou 1mm acima do tubérculo para pacientes idosos. Em casos excepcionais de falta de simetria entre os olhos, a régua de fox deve obter paralelismo com o solo. Para ajuste da porção mais posterior do plano, devemos obsercar o paralelismo com o plano de camper, que vai da asa do nariz ao centro do tragus. A próxima fase é a determinação das linhas de referência para a colocação dos dentes. Essas linhas são riscadas com lecron sobre o plano de cera, demarcando a linha média do rosto, linha alta do sorriso (solicitar um sorrido forçado para determinar a altura dos dentes) e comissuras labiais Em seguida fazemos um acréscimo de cera em toda porção vestibular e palatina, buscando obter uma superficie final lista, com o rolete terminando em zero com a base acrílica. Para isso, devemos utilizar uma espátula aquecida para trabalhar corretamente sobre a cera. Devemos reforçar que a cera esteja lisa. A confecção da chapa de prova inferior é feita da mesma maneira que a superior, diferindo apenas na conformação da resina plástica, que nessa chapa deve ser em rolete e não uma esfera. Apesar das grandes semelhanças, chapas de prova são muito diferentes das moldeiras individuais. As principais diferenças estão na espessura e falta do cabo. Temos que nos lembrar das diferenças entre os alívios para moldeira e para chapa de prova já mencionados. Outro detalhe é o paralelismo com alinha bipupilar, sendo esse parametromedido com uma regua de fox. Essa regua possui uma porção mais interna com a conformação das arcadas, onde encaixamos entre os planos superior e inferior, assim comparamos a inclinação e paralelismo com outra porção separada dessa, uma regua curva posicionada na direção da linha bipupilar, assim comparando o paralelismo entre essas duas réguas, corrigindo no plano de cera a inclinação caso não seja paralelo com a linha. Se não obedecer esse paralelismo, a prótese total pode ficar inadequada, com mais dentes se expondo em um lado da arcada do que em outro. Página 79 de Prótese II demarcando a linha média do rosto, linha alta do sorriso (solicitar um sorrido forçado para determinar a altura dos dentes) e comissuras labiais (posição dos caninos, também auxiliando na seleção da largura dos dentes). Para obter a linha média e linha da comissura labial podemos ter o auxílio de um fio dental para demarcar todo o rosto e dividi-lo da maneira necessária. Screen clipping taken: 09/10/2020 20:43 Como anteriormente dito, essas linhas de referencia são importantes para determinar o tamanho e largura dos dentes. Portanto, após demarcar essas dimensões, poderemos partir para a seleção dos dentes, utilizando parametros como a cor, forma e tamanho. A cor pode ser selecionada seguindo a cor da pele, procurando o que menos chama atenção e que é mais armonico com a cor da pele. Para selecionar tamanho, podemos levar em conta a forma do rosto, genero e idade. A largura pode ser mensurada conforme a distancia entre as comissuras, medidas por uma régua maleável. Além da medição da largura, medimos a altura. Com as dimensões, recorremos a uma carta molde, que possui todos os modelos de dente da marca.. O próximo passo é a montagem em um articulador. Para isso, utilizamos uma mesa de camper para dar a inclinação certa do modelo e plano de orientação quanto aos ramos do articulador. Devemos atentar para a função da mesa de camper em alinhar o modelo e chapa de prova, centralizando-os, de modo que o pino do articulador deve demarcar a linha média do modelo. Devido a arbitrariedade da determinação da DVO, devemos recorrer a uma associação de métodos, somando os testes métricos com os estéticos, que observa a estética do terço inferior da face e técnicas de proporções faciais, onde a medida da comissura labial ao angulo do olho deve ser proporcional a medida da base do nariz ao mento. Outro método é o método fonético, medindo a adequada DVO com sons sibilantes. Com uma DVO satisfatória, nós devemos registar uma RC. Para isso, devemos associar técnicas da retrusão da lingua, movimento guiado não forçado e deglutição. Com a retrusão da lingua para o palato, a mandibula é levada em uma posição mais retruida. Com a técnica da deglutição, o movimento leva a mandibula para posterior. A RC determinada deve ser fixada - os planos de orientação são fixados em RC com grampos, verificando a ausência de toque das chapas de prova na região posterior. Com o paciente mantendo a posição de RC, fixamos os planos e removemos da boca para colocar no modelo do articulador, determinando a posição do modelo inferior. A fixação dos arcos em RC pode ser feito com material de moldagem (poliéter), sendo necessário cavar um triangulo na parte mais posterior do plano e adicionar o adesivo para o material, assim aplicando-o na região para unir os planos antagonicos quando o paciente for guiado em RC. Com o articulador virado de ponta-cabeça e com o modelo superior já posicionado, encaixamos a chapa de prova e o modelo inferior sobre este, agora com sua inclinação e posição já definidas pelos planos. O gesso é colocado para que o modelo inferior seja conectado à bolacha inferior. Montagem dos dentes de cera - Etapa Laboratorial Com os modelos de gesso suportanto os planos de cera, o protético poderá realizar a montagens dos dentes, iniciando pelos anteriores superiores guiados pelas marcações, seguindo para os posteriores e assim para os inferiores. Prova dos dentes em cera - Fase Clínica Assim, fazemos da prova dos dentes em cera. Antes dessa prova, limpamos e desinfectamos para poder colocar na boca. Assim, aplicamos o fixador de PT (Corega no palato e um pouco de água, que formará uma pelicula de adesão) e inserimos as bases de prova na cavidade bucal. Na prova dos dentes em cera, devemos avaliar as relações intermaxilares (devem se relacionar como se relacionam no modelo), a fonética (análise do espaço funcional de pronuncia), disposição dos dentes (registro da estética) e retenção e estabilidade (não é uma dentadura finalizada, sendo apenas uma base de prova, sendo importante avisar para o paciente que a presença de alivios diminuem a retenção e estabilidade da chapa - retenção e estabilidade limitadas). A parte extraoral da prova dos dentes deverá ser composto pelo contorno e suporte do lábio, observando se o terço inferior da face está em Na falta de uma mesa de camper, podemos montar o modelo no ASA com auxílio de um arco facial, que é fixado nos meato auditivo externo e segue até a glabela, onde tem uma porção do arco que se apoia sobre esta, definindo a posição do plano de cera com uma porção regulável que deve seguir o plano oclusal. com a regulação dessas proporções no arco facial, o plano de orientaçao com a chapa de prova deve ser posicionada com o arco facial no ASA, aplicando o modelo de gesso e assim obtendo a inclinação de camper. Assim, utilizamos as medidas do paciente para o articulador, sendo mais exato, individualizado e refinado. Com o plano superior bem ajustado no ASA, devemos ajustar o inferior em boca, de modo atingir a DVO com toque completo dos planos de cera e verificação do fechamento bucal do paciente. Para isso, seguimos alguns critérios: devemos passar vaselina na oclusal do plano superior, amolecer a superfície oclusal (apenas, para não amolecer o resto do plano) do plano inferior com água quente e pedir para o paciente ocluir até a medida registrada da DVO. A DVO é anteriormente medida com um compasso de willis, que determina o método métrico. O compasso é colocado da base do mento a base do nariz, exigindo o relaxamento da oclusão para obter a DVR, que deve ter o EFL (espaço funcional livre) de 3mm (uma média) retirado da medida para estabelecer o DVO. DVR-EFL=DVO Página 80 de Prótese II A parte extraoral da prova dos dentes deverá ser composto pelo contorno e suporte do lábio, observando se o terço inferior da face está em harmonia com todo o rosto do paciente. A caracterização gengival com a escala STG deve ser feita escolhendo a cor da gengiva comparando os modelos da escala com a cor da mucosa do lábio. Screen clipping taken: 09/10/2020 21:58 Acrilização - fase laboratorial A acrilização da dentadura deverá ser feita totalmente pelo protético em seu laboratório. Para isso, os modelos com os dentes em cera serão incluidos em uma mufla, onde toda a porção de gesso não pode ser retentiva. As extensões em cera da segunda imagem permitem a formação de sulcos de escape da resina acrílica e reduzir a alteração dimensional do material durante acrilização. Essa porção onde o modelo é fixado é isolado para não se aderir fortemente ao gesso da contra-mufla, que é colocado sobre o modelo e todo esse conjunto é preensado em uma prensa hidráulica. A cor selecionada não deve se destacar muito, não deve ser muito diferença do tom da mucosa labial. Uma das ultimas fases na prova dos dentes é obter a aprovação do paciente, sendo necessario apresentá-lo um espelho para que possa ver os dentes em função. Essa prensa hidráulica é mantida numa pressão de 1250Kg/F durante todo o periodo em que o gesso leva para tomar presa (1h). Depois de remover a mufla da prensa, devemos prosseguir para a eliminação da cera. A eliminação da cera é feita com a imersão da mufla em água fervente por 30 minutos. Assim abrimos a mufla, encontrando a cera liquefeita, sendo eliminadacom água bem quente e finalizando com o aperfeiçoamento com limpeza feita por uma escova com sabão para eliminar todo resíduo de cera. A eliminação da cera deverá deixar a mufla com os modelos com o aspecto observado acima. Nessa hora o protético deverá fazer uma pequena retenção nos dentes de resina com uma broca esférica, para que haja uma melhor retenção dos dentes de resina com a base acrilica da dentadura. Ainda com a mufla morna, passamos um isolante pra facilitar a remoção do gesso e acrilico. Então realizamos a prensagem da resina acrilica termopolimerizavel, que deve ser posicionada em fase plástica sobre os modelos e dentes. Página 81 de Prótese II A seguir, levamos essa mufla montada à prensa hidráulica, sob uma pressão de 1250Kg/F. Para a polimerização térmica, a mufla metálica deve ser levada à polimerizadora termopneumática, mas se fosse utilizar o microondas, a mufla seria diferente, de um material não metálico. Para a mufla de microondas, utilizamos apenas 1.000Kg/F. A preensagem até chegar a essa pressão não é de uma maneira rápida. Primeiro preensamos até os 500Kg/F, tiramos o excesso de resina da mufla , esperamos alguns minutos e lentamente subimos até os 750Kg/F, lentamente repetindo esse processo até chegar aos 1250Kg/F. Sempre sobra umas pequenas quantidades de gesso aderidas a resina, sendo importante o uso de espátulas para limpeza. Finalizamos a remoção com uma parte mais dificil que é remover o gesso da parte correspondente ao rebordo. A ultima fase é o acabamento e polimento. No acabamento devemos sentir com o tato todas as irregularidades internas e removê-las com um instrumento manual, sendo também importante remover os excessos de gesso. O acabamento será a remoção de todas as irregularidades externas com pontas montadas em peça de mão (pedras de óxido de alumínio ou maxicut) e uso das tiras de licha montadas em um mandril fendado. É a etapa que deve tomar mais tempo, para deixar a dentadura bem lisa e sem irregularidades. O polimento deve ser feito com cones de feltro com pedra pomes para deixar a superficie lisa e brilhante. A seguir utilizamos uma escova preta rotatória utilizada cuidadosamente em toda região, tomando cuidado para fazer com água e em baixa velocidade (o polimento é feito em um torno, com pontas adaptaveis) - se não molhar para usar a escova, a superficie pode queimar, então seguimos para a escova branca e finalizando com uma escova de flanela molhada e com pedra pomes. Depois, limpamos essa escova de flanela para polir o acrilico com água apenas. Essa foi a fase da pedra pomes. Após isso, para dar um certo brilho, utilizamos o branco de espanha. Nenhum material de polimento foi aplicado nas partes internas da dentadura, para que não perder as impressões de retenção dadas pela moldagem. O armazenamento da prótese deve ser feito em água, sendo deixado em água por 24h antes da colocação, para eliminar o monomero residual resultante da polimerização. Instalação - Etapa clínica Depois da desinfecção e alivio dos freios, devemos fazer os ajustes das bordas, e em seguida devemos verificar as áreas de compressão. Para verificar essas áreas, utilizamos a pasta branca zincoenólica, aplicado sobre a parte interna da dentadura e então comprimida equilibradamente sobre o rebordo, retirando da boca e observando as áreas de compressão onde alivios com maxicut cuidadosos devem ser feitos. O ajuste da oclusão deve ser feito com o uso do carbono retido em uma pinça, observando os pontos onde há oclusão. Após esse teste, observamos o ajuste de oclusão em movimentos de lateralidade e protrusão. Devemos guiar o paciente corretamente no desenvolvimento da oclusão, considerando a perda da habilidade motora do paciente no estado de edentulismo. As marcas de contato que chamam mais atenção devem ser removidas numa próxima sessão, para que o paciente tenha tempo para se adaptar com a oclusão. Novamente a dentadura deve voltar para o laboratório para o acabamento e polimento. Finalizamos com as orientações quando a higienização e manejo da dentadura, orientando ao uso das escovas próprias aos dendentados, com cerdas aos dentes e rebordo, adesivos (corega) e imersão em água durante a noite. Então mandamos o paciente para casa e remarcamos uma consulta para o outro dia (24h após) para controle posterior. O primeiro retorno é feito 24h após. Os retornos iniciais, conhecido como fase de adaptação, deve ser marcado pelo paciente conforme a ocorrencia de alguns traumas ou incomodos com a prótese. O controle poterior, com consultas em periodos individuais, devem ter espaçamento de uma média de 6 meses. Esperamos mais 1h para colocar a mufla na prensa que será levada à polimerizadora termopneumática (sob pressão 70lb). A mufla para microondas será levada para o microondas, onde o tempo para polimerização é completamente diferente. No microondas a resina toma 10 a 15 minutos para polimerizar, enquanto numa polimerizadora podemos escolher um ciclo lento e um ciclo mais rápido. No ciclo lento, a polimerização é feita em uma temperatura de 70°C por 12 h. No ciclo rápido, nós programamos por 110°C, programando para subir a 110°C em 20 minutos, mantendo nessa temperatura por mais ou menos 2h. Depois da polimerização, devemos ter um cuidado para colocar as muflas na bancada e deixa-las resfriar naturalmente. Com a temperatura favorável da mufla, prosseguimos para a demuflagem. Para isso, batemos com um martelo na mufla para ir cuidadosamente tirando as porções de gesso da mufla, indo quebrando lentamente. Página 82 de Prótese II O objetivo de hoje é revisar em sequencia lógica a confecção de uma prótese parcial removível, assim como dicas no dia a dia clínico. O início do procedimento envolve o exame clínico e periodontal do paciente, estudando a condição de mucosa, rebordo e dentes pilares. Desde avaliações radiográficas a avaliações periodontais dos dentes pilares é importante para o exame clínico. Na ficha clínica, descrevemos a situação periodontal e achados do exame intraoral, avaliando dentes ausentes e restaurações, alterações de normalidade e outros tratamentos. O auxílio de um exame radiográfico é importante na decisão de manutenção e tratamento dos dentes pilares, como um complemento ao exame clinico e planejamento protético inicial. Assim também avaliamos o uso de prótese removíveis provisórias como parte do planejamento, temporização de implantes e inserção imediata após extração e manter espaço protético. Uma PPR será composta pelos apoios sobre nichos, grampos/braços de retenção e oposição, conectores menores e maiores como elementos de conexão e rigidez, sela e dentes artificiais para preenchimento do espaço protético. Os nichos são feitos em superficies oclusais ou linguais, em conformação de triangulo, com o ápice voltado ao centro da face. Esses nichos são feitos sobre esmalte ou sobre materiais de restauração, que dão boa qualidade de suporte quando a restauração é de boa qualidade. Apoios podem ser simples, duplos, geminados e apoios maiores. Áreas expulsivas e retentivas ao redor do equador protético devem ser estudadas para receber de maneira correta os grampos de retenção e oposição. Os conectores maiores como a barra palatina dupla e a barra lingual conectam todos os conectores menores. A barra dupla é mais indicada para classe I e II, onde precisamos de maior rigidez, enquanto utilizamos barra em U para classe III e IV. A placa lingual é o unico conector que e apoia sobre os dentes. Os conectores menores conectam as porções supragengival aos conectores maiores. Se o apoio é vizinho ao espaço protético, esse se conecta a sela com um conector menor, mas se um apoio for distante do espaço protético, se liga ao conector maior. Apoios e nichos podem ser linguais, sobre coroa metalocerâmica fresadas, apoios sobre raízes residuais. Os apoios em coroas fresadas são feitos apenas quando em arcos com indicação para PPR e com pilares com uma indicação para confecção de prótese fixa,sendo assim preparado para receber uma coroa com attachment. Apoios residuais podem ser diretos e indiretos, mantendo a raíz, com o direto expondo o remanescente preenchido com CIV, enquanto o indireto recebe um núcleo fundido com uma cobertura sobre a embocadura, formando uma parte positiva convexa (apoio) onde o concavo da sela (nicho) deita. Ainda dentro dos componentes temos os grampos de oposição/estabilização (reciproco) contraponto o movimento feito no dente pelo grampo de retenção, uma porção mais flexível do frampo. As selas podem ter diversos desenhos, podendo ter forma quadrada, ovoide, com retenções e outras como grade, variando em cada protético, com estruturas que retem a resina e os dentes artificiais (metaloplástica), além da importancia de preencher Clinicamente a confecção da prótese se inicia com a obtenção de molde e modelo de estudo com alginato, sempre lembrando de confeccionar uma lingua de alginato para evitar fratura do modelo. O próximo passo é estabelecer um planejamento sobre a ficha, desenhando os dentes a lapis e o planejamento com uma caneta azul, além de estabelecer os preparos prévios necessários e outras especificações e orientações - uma cópia da folha de planejamento será retida pelo cirurgião dentista para que tenha mais segurança de que foi feito o que foi planejado. Xilofone - LVII, 2020 Sequência clínica em PPR quinta-feira, 15 de outubro de 2020 14:04 Página 83 de Prótese II cada protético, com estruturas que retem a resina e os dentes artificiais (metaloplástica), além da importancia de preencher espaço. Em extremo livre a sela tem uma distancia com a mucosa, distancia preenchida pela resina. O ultimo componente são os dentes artificiais, que por serem pré-prensados são mais resistentes, possuindo ligações cruzadas em sua estrutura química, que permitem outros benefícios mecanicos e químicos. Há uma imensa variedade e qualidade em dentes artificiais - alguns são agregados com particulas inorganicas, nem sempre puramente acrílico e necessitam cimentações adesivas. Após o planejamento temos o preparo protético e moldagem anatomica, prova da armação metalica e obtenção do registro, prova de dentes artificiais e instalação da PPR e controle e manutenção. O preparo da boca consiste desde o ajuste oclusal, sendo necessário regularizar o plano oclusal, preparo dos nichos para apoios, premolarização e aumento do cingulo (modificar forma dos dentes) - anterior inferior de pilares de removivel são pré-molarizados pelo menor volume e menor interferencia na desoclusão; preparo de planos guias, principalmente em dentes inclinados para criar um eixo de inserção e tirar áreas retentivas em dentes lingualizados e criar áreas retentivas, criando dimples, desgastes e acréscimos em áreas que não apresentam retenção. A moldagem anatomica e trabalho é feita após a preliminar, sendo aquela que será adicionada em um articulador. Na moldagem, utilizamos uma moldeira de estoque com silicone densa para afastar tecido em áreas edentulas, recobrindo essa moldagem com alginato para obter um molde adequado, obtendo um modelo mais resistente. O modelo de trabalho é o modelo sobre o qual faremos a armação da PPR (o modelo de estudo é de gesso pedra, tipo III, no modelo de trabalho é o gesso tipo IV), sendo importante verificar ausencia de bolhas e falhas. Os dentes no modelo de gesso podem se fraturar devido a retenção ao molde em planos guias não acentuados, dentes longos e com bastantes áreas retentivas. Para evitar a fratura dos dentes de gesso, colocamos cera utilidade nas margens da moldeira e cera 7 na porção que se acenta o alginato, de maneira que perca um pouco de retenção do alginato na moldeira. Ao moldar com alginato, retiramos com cuidado o molde segurando sobre as borda, então o molde é levado a um grau com agua aquecida para remover a moldeira do alginato com o modelo, assim removendo com cuidado o alginato do modelo. Os modelos de trabalho serão delineados. O delineador é um dispositivo adquirido pelo dentista para que se torne independente do protético, para que tenha presença ativa no desenvolvimento da prótese sem interferencia do técnico. Todas as alterações a serem feitas e estudo de casos clínicos devem ser feitos pelo próprio dentista. No delineador, primeiro devemos obter o paralelismo ou expulsividade das faces proximais e retenção onde há braços de retenção, determinando expulsividade e retenção de pilares diretos. Com uma ponta calibradora de 0,25mm mensuramos em uma face sua retenção e a área onde há retenção, encostando a haste vertical na porção de maior convexidade, buscando saber em que ponto a haste vertical e disco encostam simultaneamente no dente. Como visto na imagem abaixo, não há retenção no dente estudado. O plano guia é determinado em delineador com a faca, aferindo paralelismo e desvios do eixo de inserção, que deve ser obtido com a resina duralay desgastada sobre o dente de gesso e transferida para o dente do paciente para determinar o quanto do dente deve ser desgastado para obter o plano guia, utilizado principalmente em dentes inclinados ou lingualizados. É importante utilizar os dessensibilizantes dentinários após o preparo de nichos e planos guias. O aumento de cíngulo será feito a partir do cíngulo do canino trabalhado, não subindo até a altura da incisal do canino, mas até metade da face. Durante a decomposição de força de uma prótese removivel, a força que cada dente recebe é 1/3 da força de união adesiva da resina com o Página 84 de Prótese II decomposição de força de uma prótese removivel, a força que cada dente recebe é 1/3 da força de união adesiva da resina com o dente premolarizado, de maneira que só pode haver fratura dessa adição se houve infiltração e contaminação, o que ocorre quando não se faz isolamento absoluto. A próxima fase é a verificação de assentamento da estrutura metálica, se está retida e adaptada sobre a mucosa e dentes. Avaliamos essa adaptação com um carbono liquido para verificar as áreas internas dos grampos (carbono liquido é da prótese fixa, mas adaptada a removivel) procurando aferir os pontos de interferencia da adaptação, sendo áreas que não possuem flexibilidade, como placas proximais, conectores menores e grampos de oposição. As áreas de interferencia são manchadas em azul, desgastando um pouco em metal e um pouco em dente. O dimple é uma concavidade de retenção da ponta do grampo de retenção, acomodando somente a ponta desse grampo. É feito em coroas que não possuem retenção, para que não sejam removidas só por esse motivo. Em ceramicas feldspáticas, podemos fazer ataque ácido hidrofluorídrico, silanizar e aplicar uma resina fotopolimerizavel. A vestibularização é uma técnica utilizada para criar um novo equador protético, como um procedimento que pode ser iniciado com enceramento em gesso e transferencia para boca com resina numa pequena moldeira individual, onde será aplicada a resina fotopolimerizável para criar uma área retentiva, mas com a ponta do grampo ainda em dente. O registro será feito com a aplicação de roletes de cera ou pilares de resina acrilica com contato refinado com resina duralay. O registro pode ser em MIH ou ORC. Na prova dos dentes artificiais nós verificamos os contatos de oclusão, cor, forma e satisfação do paciente, bem como os contatos e inclinações e posições dentárias. O mais importante nessa fase é a aprovação do paciente. A instalação é um ponto tão importante quanto os outros passos clínicos. É importante verificar rugosidade, aspereza e irregularidades, bem como áreas internas com posições retentivas que impedem o assentamento, eliminando as áreas muito retentivas com maxicut. Com esses ultimos estudos nós assentamos a prótese e estudamos a oclusão. A diferença entre manutenção e controle é que a manutenção é todas as medidas necessárias para a conservação ou permanência de alguma coisa ou de uma situação e preservação é manter livre do perigo ou danos. Conservar. Ocontrole imediato é com manutenção e preservação. O intervalo para a manutenção é de 6 meses. Com metal, concentrações mais reduzidas de hipoclorito podem ser utilizados para manter a prótese com metal. O gluconato de clorexidina é mais utilizado para manutenção. Com a necessidade de colocar uma protese fixa fresada previamente a uma removivel, tratamos dos dentes com necessidade de coroas dentais inicialmente, sendo necessário confeccionar essas coroas esclarecendo ao protesista as informações persistentes à conformação dessas coroas e sua função na futura PPR, onde a porção que a ppf recebe a removivel será composta pelo metal niquel-cromio. Com a ceramica aplicada, podemos levar essa conformação ao delineador para determinar o paralelismo e retenção desses pilares. Fazemos isso antes do glazeamento, para que se possam ser feitas as alterações necessárias. A coroa só será cimentada no dia da instalação da PPR. As escovas bitufos podem ser utilizadas para manutenção da prótese com sabão de coco ou detergente neutro, ou com pasta de dentes com baixa abrasividade. A maciez das cerdas auxiliam numa melhor e mais segura higiene da prótese. A confecção e instalação de uma protese não representam a finalização da mesma, mas sim, uma parte do plano de tratamento para a reabilitação de uma boca incapacitada. Após a instalação da prótese um controle pós-operatório deve ser feito após 24h, 48-72h, 7 dias, 30 dias e a cada 6 meses. Recomenda-se que a prótese velha seja retida pelo dentista, recolhida para evitar que o paciente tenha a tentação de instala-la caso a nova esteja machucando. O controle de 6 meses de intervalo é o mediato. Página 85 de Prótese II Cimentação em PPF quinta-feira, 5 de novembro de 2020 17:01 Página 86 de Prótese II Página 87 de Prótese II Página 88 de Prótese II Página 89 de Prótese II Página 90 de Prótese II Página 91 de Prótese II Página 92 de Prótese II Página 93 de Prótese II Página 94 de Prótese II Página 95 de Prótese II Página 96 de Prótese II Página 97 de Prótese II Página 98 de Prótese II Página 99 de Prótese II Página 100 de Prótese II Página 101 de Prótese II Página 102 de Prótese II Sequência Clínica em PPF Sequência Clínica em PPF terça-feira, 10 de novembro de 2020 17:42 Página 103 de Prótese II Página 104 de Prótese II Página 105 de Prótese II Página 106 de Prótese II Página 107 de Prótese II Página 108 de Prótese II Página 109 de Prótese II Página 110 de Prótese II Página 111 de Prótese II Página 112 de Prótese II Página 113 de Prótese II Página 114 de Prótese II Página 115 de Prótese II Página 116 de Prótese II Página 117 de Prótese II Página 118 de Prótese II Página 119 de Prótese II Página 120 de Prótese II Página 121 de Prótese II Página 122 de Prótese II Página 123 de Prótese II Página 124 de Prótese II Página 125 de Prótese II Página 126 de Prótese II Página 127 de Prótese II Página 128 de Prótese II Inter-relação prótese e perio Inter-relação prótese e perio segunda-feira, 16 de novembro de 2020 14:00 Página 129 de Prótese II Página 130 de Prótese II Página 131 de Prótese II Página 132 de Prótese II Página 133 de Prótese II Página 134 de Prótese II Página 135 de Prótese II Página 136 de Prótese II Página 137 de Prótese II Página 138 de Prótese II Tecnologias 3D em prótese segunda-feira, 23 de novembro de 2020 08:44 Página 139 de Prótese II