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Histórico
Clortetraciclina (1948) - Streptomyces aureofaciens, produto da
pesquisa sistemática de fungos do solo de diversas regiões do
mundo
•
Oxitetraciclina (1950) - Streptomyces rimosus n•
Tetraciclina (1955) - produto semi-sintético obtido a partir da
clortetraciclina
•
Doxiciclina (1966) - produto semi-sintético •
Minociclina (1972) - produto semi-sintético•
Efeito antimicrobiano
Antibiótico de largo espectro, agindo sobre várias bactérias
Gram + e Gram -, aeróbicas e anaeróbicas. As mais
lipofílicas (doxiciclina e minociclina) são as mais ativas,
seguidas pela tetraciclina. Cepas Gram + são mais
sensíveis que as Gram negativas, mas apresentam
acentuada resistência ao antibiótico. Relativamente ativas
contra Strep. pneumoniae, Neisseria meningitidis e N.
gonorrhoea (resistência)
Haemophilus influenzae, H. ducreyi, Brucella, Vibrio
cholerae, Legionella pneumophila, Yersinia pestis,
Francisella tularensis, são usualmente sensíveis
Eficazes contra Actinomyces (anaeróbicos), Ricketsias,
Treponema pallidum, Chlamydia trachomatis, Clamydia
psittaci, Mycoplasma
Mecanismo de ação
Inibem síntese proteica bacteriana,
interagindo com a subunidade 30S do
ribossoma da bactéria, no local de ligação do
RNA transportador (que carrega um
aminoácido para ser utilizado na síntese da
proteína), impedindo esta ligação Penetra no
interior da célula por difusão passiva e,
principalmente, por transporte ativo, sendo
bombeada para dentro da célula bacteriana
Farmacocinética
DISTRIBUIÇÃO: boa distribuição por todos os
tecidos e secreções; acumulam-se nos macrófagos
do fígado, no baço, na camada cortical e na
medula óssea, além do esmalte e dentina do dente
não irrompido. Penetram no LCR
(independentemente de inflamação nas
meninges), no líquido sinovial, na mucosa do seio
maxilar e na saliva. Cruzam a placenta, penetrando
na circulação fetal e no líquido amniótico;
encontradas em altas concentrações no leite
materno.
ABSORÇÃO: as mais antigas são muito pouco
absorvidas, ao contrário da doxiciclina e
minociclina. Melhor absorvidas em jejum,
sendo a absorção acentuadamente prejudicada
pela ingestão concomitante de sais de alumínio,
cálcio, magnésio, ferro, zinco e bismuto. Deve
ser tomada longe das refeições e, sobretudo de
leite e derivados, bem como antiácidos. Meia-
vida plasmática das mais modernas é bem
maior (16 horas)
EXCREÇÃO: primordialmente pelos rins, por
filtração glomerular. Também são
secretadas pela bile, sofrendo ciclo entero-
hepático. A doxiciclina se constitui numa
exceção, sendo excretada apenas pelas
fezes, sob a forma de um conjugado inativo
(importante para pacientes com
insuficiência renal).
diminua o acúmulo intracelular do antibiótico
(diminuindo o influxo ou aumentado o efluxo)
•
diminua seu acesso ao ribossoma•
inative o antibiótico enzimaticamente•
Resistência à uma tetraciclina significa resistência à todo o
grupo Normalmente mediada por plasmídeo, fazendo com
que a bactéria :
Resistência ao antibiótico
Reações adversas
Irritação gastrintestinal; dor epigástica; diarréia, náusea e
vômito. Colite pseudomembranosa (Clostridium difficile) n
Reações de fotossensibilidade (luz solar). Toxicidade hepática
(altas doses) n Toxicidade renal. Distúrbios de equilíbrio
(Minociclina) n Raras reações alérgicas n HIPOPLASIA DO
ESMALTE
Usos terapêuticos
Especialmente útil nas doenças causadas por Ricketsias (tifo),
Mycoplasma (pneumonias) e Chlamydia (psitacose,
linfogranuloma venéreo, tracoma, pneumonia, bronquite, sinusite e
uretrites inespecíficas). Útil também em certas doenças
sexualmente transmissíveis (gonorréa e sífilis), nas bruceloses,
tularemia, cólera e certas shigueloses e
salmoneloses.nEventualmente usadas no tratamento da acne.
Em Odontologia, poderiam ser úteis no tratamento de certas
periodontites
Formas comerciais
Clortetraciclina - uso tópico oftalmológico •
Oxitetraciclina - Terramicina® cápsulas de 500 mg, 1 a cada 6 horas
Tetraciclina - Tetrex® cápsulas de 500 mg, 1 a cada 6 horas n
•
Doxiciclina - Vibramicina® drágeas de 100 mg (R$ 38,00/ 15 •
Tetraciclina
terça-feira, 5 de maio de 2020 20:59
Farmacologia IV Page 1
Clortetraciclina - uso tópico oftalmológico •
Oxitetraciclina - Terramicina® cápsulas de 500 mg, 1 a cada 6 horas
Tetraciclina - Tetrex® cápsulas de 500 mg, 1 a cada 6 horas n
•
Doxiciclina - Vibramicina® drágeas de 100 mg (R$ 38,00/ 15
drágeas) Cloridrato de Doxiciclina (Gen) (R$ 22,00/ 15
comprimidos); 1 a cada 12 horas.
•
Minociclina - Minomax® comprimidos de 100 mg (R$ 76,00/ 30
comprimidos); Cloridrato de Minociclina (Gen) (R$ 60,00/ 30
comprimidos; R$ 19,00/ 9 comprimidos); 1 a cada 12 horas
•
Farmacologia IV Page 2
No ultimo semestre discutimos a aplicação e necessidade de prescrição de antibióticos, bem como seus modo de ação. Importante foi observar a dosagem e
aplicação precisa para evitar seleção artificial de cepas bacterianas, que poderão desenvolver resistência antibiótica.
As Cefalosporinas são antibióticos efetivos na inibição da parede celular, sendo vantajoso para uso humano. Além disso, por ser pouco conhecido pelo consumidor
padrão, pouca é a resistencia desenvolvida pelas bactérias.
A cefalosporina foi isolada a partir de um fungo obtido de amostras colhidas no mar, próximo ao esgoto, nas costas da Sardenha. O caldo de cultura deste fungo inibia
o crescimento de S.aureus; curava infecções de estafilococos e febre tifoide em humanos.
Se um paciente é alérgico à penicilina, este provavelmente será alérgico a cefalosporina. Diferente de outras penicilinas, esta tem preço muito elevado, sendo pouco
consumido pelo público em geral e, portanto, poucas bactérias tem resistência a este antibiótico.
Estrutura
Sua estrutura básica é composta pelo mesmo anel Betalactamico
que as penicilinas, mudando apenas radicais. Seu nucleo composto
de acido 7 amino cefalosporanico confere estabilidade em meio
ácido e resistencias às penicilinases – com adição de cadeias
laterais foi possivel criar cefalosporinas semi-sintéticas de maior
espectro.
Ação
A ação das penicilinas é na inibição da formação da parede celular,
ao se juntar com as PBPs, fazendo com que a parede seja mal feita.
Da mesma maneira as cefalosporinas agirão, evitando as ligações
cruzadas entre os componentes da parede celular. Dessa forma,
bactérias G+ têm suas camadas de parede celular numerosas mas
desestabilizadas efetivamente, enquanto nas bactérias G- sua ação
é menor pois possui uma camada de parede celular e uma grande
membrana externa, tendo ação maior contra as PBPs em ativação
das vias de destruição interna da bactéria. Para as G+, o efeito é
melhor para populações menores e mais jovens, visto que terão
menos camadas de parede celular, sendo mais facil seu
rompimento. Para que funcione bem nas G-, as cefalosporinas
precisam ultrapassar os canais de porina para atingir o PBP –
algumas cepas mais resistentes pararam de desenvolver o canal de
porina, impedindo o mecanismo de ação das cefalosporinas.
Gerações
Classificadas pelo critério de gerações, de acordo com a época de
lançamento no mercado farmacêutico e também, com base nas
características antimicrobianas gerais do grupo. As cefalosporinas
são divididas em 4 gerações, desde a primeira da decada de 50,
segunda da decada de 60, terceira e quarta mais utilizadas em
hospitais, surgidas em meados dos anos 90. Os mais utilizados para
a população em geral são da primeira e segunda geração. A
classificação é feita por critério de gerações, de acordo com a época
de lançamento no mercado farmaceutico e também, com base nas
caracteristicas antimicobianas gerais do grupo.
Para cirurgias ortognáticas é recomendada a aplicação desses antibioticos como
cefalotina ou cefalozina, sendo utiliziados em pré-cirurgico. Não poderá ser utilizado
em qualquer outra cirurgia que não seja ortognatica.
A segunda geração é bem diferente da primeira geração, de amplo espectro e com
boa atividadecontra as Gram -, exibindo certa resistencia às beta-lactamase;
contudo, vem perdendo sua ação contra anaeróbios. Essa é bem atuante em
sinusites e infecções respiratórias (comunicação buco-sinusal). É como uma
amoxicilina melhorada.
A cefuroxima é mais resistente às enzimas produzidas por bactérias Gram-. É
representada pela cefuroxima, cefprazil e pelo cefaclor. Apresentam boa atividade
sobre bactérias G+, embora sejam superadas nesse aspecto pelas de primeira
geração. Para anaeróbios este tem espectro maior que a amoxicilina.
A reação adversa mais comum é a hipersensibilidade, bastante parecida com a
provocada pelas penicilinas, provavelmente em função do mesmo radical beta-
lactamico. Estudos imunológicos mostram reações cruzadas em mais de 20% dos
pacientes também alérgicos a penicilina. Estudos clinicos mostram apenas 1% de
reações alérgicas cruzadas. Nunca utilizar em pacientes que tiveram reações
alérgicas recentes à penicilina. Candidoses, eosinofilia, dor de cabeça, vertigens,
nausea, diarreia, vomito e dor abdominal – quanto mais amplo o espectro, maior a
chance de causar diarreias e candidoses (especialmente se usar por tempo
prolongado), outros sintomas adversos como dor de cabeça e náusea são comuns.
Cefaclor genérico: 250 mg/ 10 caps R$ 11,28; suspensão oral 250 mg/5 ml RS
Cefalosporinas
segunda-feira, 2 de março de 2020 16:09
Farmacologia IV Page 3
Primeira geração: boa atividade contra bactérias aeróbias Gram + e
modesta atividade contra Gram -. Boa atividade contra a maior parte
dos anaeróbios da cavidade bucal (com exceção do grupo do B.
fragilis). Sem atividade contra bactérias meticilin-resistentes.
Representada pela cefalotina, cefazolina, cefadroxil e cefalexina.
Das cefalosporinas, são as que apresentam melhor atividade contra
Gram+.
Mecanismo de ação: inibem síntese de parede celular, de maneira
semelhante às penicilinas (ligação comPBPs).
Resistência bacteriana: o antibiótico fica impossibilitado de atingir
seus sítios de ação. Também podem ocorrer alterações nas PBPs
(que também são alvos de ligação das cefalosporinas), ou podem
ser hidrolisadas pelas β-lactamases.
Bactérias Gram + secretam grande quantidade de β-lactamases nos
arredores da célula bacteriana. As Gram – secretam menor
quantidade, mas estas enzimas são produzidas e lançadas no
espaço periplásmico, posicionadas assim de maneira estratégica.
Reações Adversas
As reação adversa mais comum é a hipersensibilidade. Todas as
cefalosporinas podem igualmente causar uma reação alérgica.
Reação parece ser idêntica àquela que ocorre com a penicilina,
provavelmente devida à presença do anel betalactamico. Pode
também ser responsável por choque anafilático. Cerca de 20% dos
individuos alergicos à penicilina exibem reação alergica cruzada com
cefalosporinas. Não existe teste intradermico para verificar possivel
alergia. Quanto mais antiga for a história de alergia à penicilina,
menor será a probabilidade de desenvolver uma reação cruzada à
cefalosporina, e vice-versa.
As cefalosporinas tem sido apontadas como agentes potencialmente
nefrotóxicos. Contudo, quando utilizadas nas doses recomendadas,
raramente produzem algum dano renal. Se trocar para uma
cefalosporina logo após uma reação alérgica à penicilina como uma
tentativa de “terapeutica alternativa”, haverá uma reação de
hipersensibilidade à cefalosporina também.
É importante tomar cuidado ao administrar a pacientes com história
de problemas renais e com mais de 60 anos. Reações adversas
mais provaveis e frequentes envolvem diarréia, náusea e vômito.
Algumas cefalosporinas podem apresentar efeito tipo Dissulfiram:
remédio para tratar alcoolatras – tomar cuidado com ingestão
concomitante de bebidas alcoolicas, que poderá causar uma
“ressaca instantânea” com dores de cabeça e vômito; pacientes que
tomam o dissulfiram param de beber por sentir enjoo ao ver a
bebida. Raramente provoca depressão de medula ossea, levando a
granulocitopenia. Algumas cefalosporinas podem diminuir a
concentração de protrombina plasmática, levando a um
sangramento intenso, também podendo reduzir a contagem de
plaquetas ou alterar sua função, diminuindo a agregação
plaquetária.
Terapêutica
As Cefalosporinas são excelentes antibióticos para tratamento de
infecções de pele e de tecilos moles produzidas pelo S. pyogenes e
S. aureus sensíveis à meticilina. Utilizada como agentes profilaticos,
em dose unica, nos procedimentos cirurgicos onde as bacterias
sejam as possiveis causadoras da infecções.
Para amigdalites e faringites utiliza-se 500mg a cada 12h, em
infecções ósseas e dentarias provocadas por streptococcus ou
staphylococcus sensiveis, 500mg a cada 6 ou 8 horas dependendo
da gravidade. Para infecções do trato respiratório, incluindo
sinusites, recomenda-se utilizar 500mg a cada 6 horas.
Cefalexina: Cefalexina genérica (R$ 22,00/ 10 comprimidos de 500
mg; suspensão oral 250mg/ 5 mL) Keflex® (R$ 42,00/ 8 drágeas de
500 mg; suspensão oral 250 mg/5 mL; gotas 100mg/mI)
Cefadroxil: Cefadroxil genérico (R$ 36,00 / 8 comprimidos de 500
mg; suspensão oral de 250 e 500 mg/5 ml)
Cefalotina: Keflin® — pré cirúrgico = 1 a 2 g IV, 30 a 60 minutos
alérgicas recentes à penicilina. Candidoses, eosinofilia, dor de cabeça, vertigens,
nausea, diarreia, vomito e dor abdominal – quanto mais amplo o espectro, maior a
chance de causar diarreias e candidoses (especialmente se usar por tempo
prolongado), outros sintomas adversos como dor de cabeça e náusea são comuns.
Cefaclor genérico: 250 mg/ 10 caps R$ 11,28; suspensão oral 250 mg/5 ml RS
16,41; 500 mg/ 10 caps RS 22,47. Posologia: 250 mg a cada 8 horas (para sinusites
recomenda-se administrar por 10 dias).
500 mg - R$ 45,00/ 10 cápsulas
750 mg - R$ 87.73/ 14 comprimidos
Posologia: para amidalites e faringites 500 mg a cada 12 horas; para sinusites
750 mg a cada 12 horas.
Ceclor BD®
250 mg/12h
AxetiI-Cefuroxima genérica: 250 mg/ 10 comprimidos R$ 31,00; 500 mg/ 10
comprimidos R$ 39,00; suspensão oral 250 mg/ 5 mL R$ 29,34.
Zinnat®: RS 97.00/ 10 comprimidos 250, mg: suspensão oral 250 mg/ 5 mL R$
82,00. Posologia: 250 mg a cada 12 horas.
Terceira geração: grande atividade contra Gram - , incluindo cepas produtoras de
β-lactamases. Algumas são ativas contra Pseudomonas aeruginosa.
Quarta geração: espectro estendido contra Gram -, com grande estabilidade diante
da maioria das βlactamases. Ativa contra P. aeruginosa.
A terceira e quarta geração são as mais novas. A terceira tem grande atividade
contra G-, incluindo cepas produtoras de betalactamases. Algumas são ativas
contra pseudomonas aeruginosa. A quarta geração tem espectro estendido contra
G-, com grande estabilidade diante da maioria das betalactamase e é bem ativa
contra a P. Aeruginosa. Essas duas ultimas gerações são injetaveis e produzidas
diretamente para uso hospitalar.
Síntese
1a geração: excelente antibiótico nas infecções da pele e tecidos moles provocadas
por S.aureus e S. pyogenes.
•
2a geração: podem ser utilizados nas infecções do trato respiratório. Resultados
inferiores aos da ampicilina e da amoxicilina, nas infecções provocadas por S.
pneumoniae.
•
3a geração: meningites. •
4a geração: infecções hospitalares causadas por bactérias produtores de β-
lactamase de espectro estendido.
•
Farmacologia IV Page 4
Cefalexina: Cefalexina genérica (R$ 22,00/ 10 comprimidos de 500
mg; suspensão oral 250mg/ 5 mL) Keflex® (R$ 42,00/ 8 drágeas de
500 mg; suspensão oral 250 mg/5 mL; gotas 100mg/mI)
Cefadroxil: Cefadroxil genérico (R$ 36,00 / 8 comprimidos de 500
mg; suspensão oral de 250 e 500 mg/5 ml)
Cefalotina: Keflin® — pré cirúrgico = 1 a 2 g IV, 30 a 60 minutos
antes da incisão. Repetir a cada 6 horas, nas 24 horas seguintes
Cefazolina: Kefazol® — pré-cirúrgico = 1g IV, 30 a 60 minutos antes
da incisão. Repetir de 500 mg a 1 g a cada 6 horas, nas 24 horas
seguintes.
Farmacologia IV Page 5
Vimos que o uso da aspirina antes e após cirurgiasnão é recomendado pelo sangramento excessivo que pode causar, e se doses menores forem administradas o edema e a dor não serão bem
controladas. Caso não nos seja permitido interromper o uso das aspirinas, podemos recorrer a outras tecnicas para diminuir sa ngramento.
O ibuprofeno é o antiinflamatório não esteroidal mais seguro a ser utilizado, podendo ser indicado para qualquer tipo de paci ente, seja crianças, idosos ou até gravidas. O ibuprofeno é da classe
dos derivados do ácido propionico, sendo proximo dos naproxenos, ketoprofenos. Esse AINE é o mais frequentemente utilizado nos EUA, vendido inclusive sem necessidade de prescrição
médica nas preparações com doses menores que 200mg.
Mecanismo de ação
Inibição sem seletividade de COX, apresentando efeitos clinicos e reações
adversas semelhantes aos demais AINES. Portanto, este poderá causar
todos os efeitos não desejados causados pelas aspirinas e outros aines, bem
como problemas renais, atraso de agregação plaquetária e ulcera gastrica –
é muito nocivo para pacientes comprometidos em sua função renal.
Como estudados, as COX são capazes de transformar o ác, aracdonico livre
em prostaglandinas e tromboxanas. O ibuprofeno não é seletivo e é capaz de
atrapalhar a ação de ambos os COX. Seus efeitos adversos podem até
formar trombos com o bloqueio do COX2, responsável por evitar o
aglomerado excessivo de plaquetas em pequenos vasos, que são lesionados
dia após dia pela circulação.
Terapêutica
Seus usos terapeuticos envolvem tratamento sintomático da artrite
reumatoide, osteoartrite, tratamento sintomatico da doe, tendinite, bursite,
migranea e dismenorreia primária.
Seu uso concomitante com a aspirina é capaz de interferir diminuindo com a
ação antiagregante plaquetária da aspirina, ocupando previamente o sitio
ativo da cox e impedindo a ligação do ácido acetilsalicilico – com outras
drogas, não interfere com a farmacocinética de drogas hipoglicemiante orais
ou com a warfarina, o marevan (anticoagulante). A droga atrapalha no efeito
antiagregante da aspirina por ser inespecifico e ocupar o sitio buscado pelas
aspirinas.
Farmacocinética
A absorção do ibuprofeno é por via oral, rapidamente absorvido, com pico de
concentração plasmática após 1 a 2 horas, ligando-se extensivamente com
as proteínas plasmáticas – portanto é necessário tomar cuidado com outros
medicamentos que ocupem muito espaço em albuminas, de modo que sobre
muito medicamente sem se ligar em albumina caso esta esteja muito
ocupado. A meia vida do medicamento é de cerca de duas horas. Quando o
ibuprofeno é administrado imediatamente após uma refeição, existe redução
na velocidade de absorção, sem redução significativa na quantidade
absorvida – importante a administração após consumo de carboidratos que
são digeridos mais rapidamente, nunca após consumo de proteinas. A
metabolização é feita totalmente pelo fígado e totalmente excretado pelos
rins, sendo necessário tomar cuidado com quem tem problema nesses
sistemas.
Para gravidas e lactantes o risco é de classe C, visto que cruza facilmente a
placenta e é excretado pelo leite materno em pequenissimas porções. Pode
ser utilizado na gravidez ou amamentação, tomando cuidado apenas com
sua utilização no ultimo trimestre, pelo fechamento prematuro do ducto
arterioso ou retardo de gestação, visto que as contrações ulterinas são
facilitadas pelas protaglandinas.
Terapêutica
As doses terapeuticas são de 800mg a cada 6 horas para pacientes
reumáticos e com osteoartrites e para alivio de dor leve ou moderada,
incluindo a dismenorreia, prescrevemos 600mg a cada 8 horas ou 400mg a
cada 6 horas – dose máxima diária de 3200mg, a não ser que seja um
paciente reumático, que não há outra opção.
Alguns outros fatores são considerados agravantes para reações GI, como
corticosteroides orais, uso prolongado de AINEs, fumo e uso de alcool, idade
avançada e estado gera de saude debilitado e anticoagulantes (warfarina e
heparina – sangramento aumentado do estomago). A maior parte dos efeitos fatais
de origem GI ocorre na população de idosos ou debilitados e assim, cuidado
especial deve ser tomado. Por isso sempre é prudente utilizar a menor dose efeitva
de ibuprofeno, pelo menor tempo possive. O uso de antidepressivos inibidores da
recaptação de serotonina tem sido um agravante.
Em pacientes alergicos à aspirina ou a qualquer outro AINE não se indica ibuprofeno e nunca
deve ser administrado para pacientes que ja apresentaram reação tipo asmática, urticaria ou
reação do tipo alergica. Para pacientes com uso concomitante de Lítio, AINEs são proibidos,
visto que o ibuprofeno produziu uma elevação clinicamente significativa dos niveis plasmaticos
de litio e uma redução no clearance renal do litio – TOXICIDADE
Um dos mais famosos ibuprofen é o MOTRIN, indicado no alivio dos sinais e sintomas da artrite
reumatóide, osteoartrite, reumatismo articular, nos traumatológicos relacionados ao sistema
musculoesqueletico e para cirurgias odontológicas. Não se excede a dose maxima diária de
3200mg, com dose recomendada de 600mg a cada 8 ou 6 horas.
O ibuprofeno genérico pode ser administrado em suspensão oral de 50, 100 e 200mg/ml e
comprimidos de 200 e 400mg; motrin 600mg com embalagem de 30 drágeas ou 12 comp; Advil
em comprimidos de 200, 400 e 600mg; Dalsy é prescrevido para crianças, em comprimidos de
200, 400 e 600mg e em suspensão oral de 20mg/ml e solução oral em gotas com 200mg/ml;
Spidufen em envelopes com 400 e 600mg. A dose recomendada para esses é de 400mg 4
vezes ao dia, 600mg 3 ou 4 vezes ao dia com dose máxima diária de 3200mg . A cada 10 gotas
do ibuprofeno temos 1ml, diferente de outros AINES que são 20 gotas para 1ml.
Maiores informações podem ser encontradas em bulas oficiais no site da ANVISA, onde
encontramos a bula do profissional
O ibuprofeno, se de 400mg, pode ter dose dobrada nos 2 primeiros dias de tratamento – acusar
horario e numero de comprimidos nesses dias, sendo 800mg as 6:00, 12:00, 18:00 e 0:00,
reduzindo para 400mg ou 1 comprimido a partir do terceiro dia ao ultimo e quindo dia. Dessa
forma, consome-se dose máxima nos primeiros dois dias. O uso do motrim 600mg deve ser feito
a cada 6 horas nos 2 primeiros dias (dose máxima), mudando para intervalos de 8 horas (dose
usual) a partir do terceiro dia até o ultimo.
Ibuprofeno
segunda-feira, 30 de março de 2020 16:13
Farmacologia IV Page 6
Para gravidas e lactantes o risco é de classe C, visto que cruza facilmente a
placenta e é excretado pelo leite materno em pequenissimas porções. Pode
ser utilizado na gravidez ou amamentação, tomando cuidado apenas com
sua utilização no ultimo trimestre, pelo fechamento prematuro do ducto
arterioso ou retardo de gestação, visto que as contrações ulterinas são
facilitadas pelas protaglandinas.
Terapêutica
As doses terapeuticas são de 800mg a cada 6 horas para pacientes
reumáticos e com osteoartrites e para alivio de dor leve ou moderada,
incluindo a dismenorreia, prescrevemos 600mg a cada 8 horas ou 400mg a
cada 6 horas – dose máxima diária de 3200mg, a não ser que seja um
paciente reumático, que não há outra opção.
Efeitos adversos
Suas reações adversas podem ser menores do que em aspirinas, sendo
melhor tolerado, frequentemente urilizado por pacientes com historia de
intolerancia GI aos outros AINES. Mesmo assim, de 5 a 15% dos pacientes
apresentam reações adversas GI. Em doses equivalentes, a irritação gástica
é aproximadamente metade daquela vista com a aspirina. Outras reações
podem incluir trombocitopenia, alergias, dor de cabeça, tontura, visão
embaçada e retenção de líquido. É importante dosar bem o tempo de
tratamento, de modo a evitar problemas cardiacos – estudo clinicos com
diversos inibidores seletivos ou não seletivos de cox2, com duração de até 3
anos, mostraram aumento de risco de sérios problemas cardiovasculares
como eventos trombóticos, infarto do miocárdio e acidentes vasculares
cerebrais, muitos deles fatais. Todos os AINEs,seletivos ou não seletivos
para a cox2 aparentemente mostram riscos semelhantes. a formação de
trombo pode ser nocivo para pacientes com problemas CV.
Para minimizar a possibilidade destas reações adversas CV num paciente
tratado com AINE, a menor dose efetiva deveria er utilizada pelo menor
tempo o possivel. Não há evidencia consistente de que o uso continuo de
aspirina possa reduzir o risco de eventos trombóticos quando do uso
concomitante de outros aines. Aines podem piorar o quadro de hipertensão, o
que pode contribuir para aumentar a incidencia de eventos adversos
cardiovasculares, e a retenção de liquidos e edema tem sido reportados em
pacientes sob tratamento desses antiinflamatórios.
Esses medicamentos podem diminuir a ação de anti-hipertensivos como
inibidores do ECA, antagonistas de receptores de angiotensina e
betabloqueadores. Em idosos que usam diuréticos ou que á apresentam
comprometimento na função renal (depleção de volume), pode causar
deterioração da função renal ou até causar falencia renal.
Se o antiinflamatorio não esteroidal for utilizado em grandes volumes, a
arteriola aferente que deveria ser dilatada pela prostaglandina é constricta e
a filtração renal fica deficitária. A angiotensina constricta a arteriola eferente,
porta de saida do sangue – quando um antagonista da angiotensina é
utilizado, essa arteriola não constricta e o sangue sai mais rapido sem filtrar
corretamente o sangue nos gromerulos, piorando muito a pressão arterial do
paciente.
O ibupril 300mg pode ser utilizado em dois comprimidos por vez em uma dose habitual. Para crianças o
alivium é a melhor opção por ser utilizados em xaropinho ou gotinhas. A associação de ibuprofeno com
arginina no spidufen 600mg é dita como benefica para melhorar sua absorção.
Uma cirurgia pouco traumática não acarretará em edema, sendo aprovada a prescrição de
ibuprofeno (motrin) comp. 600 mg --- 12 comprimidos de uso via oral, tomar a cada 8 horas
enquanto houver desconforto. Em uma cirurgia muito traumática prescreve-se ibuprofeno
(motrin) comp. 600mg – 12 comprimidos. Via oral, tomar um comprimido a cada 6 hora, durante
2 dias. A partir do terceiro dia, tomar apenas um comprimido a cada 8 horas, enquanto houver
desconforto. Podemos também utilizar o de 400mg – 20 comp. tomar 2 comprimidos a cada 6
horas, durante dois dias. Mudando apos o terceiro dia.
Em paciente idoso com cirurgia traumática indicamos o ibuprofeno de comp. 400mg em 12
comprimidos, utilizando um comprimido a cada 6 horas, enquanto houver desconforto. Em
pacientes que fazem cirurgia traumática que fazem uso constante de AAS, prescrevemos a dose
minima efetiva (400mg) a cada 6 horas.
Farmacologia IV Page 7
A administração prolongada de AINEs tem resultado em necrose da papila
renal e em outros diferentes tipos de injuria renal. Toxicidade renal também
tem sido verificada em pacientes onde a produção de prostaglandinas renais
apresenta papel compensatório na manutenção do adequado fluxo
sanguineo renal. Pacientes sob maior risco destas reações são aqueles com
diminuição da função renal, hipovolemia, insuficiencia cardiaca, disfunção
hepática, depleção de sais, medicados com diuréticos e inibidores de ECA ou
bloqueadores dos receptores de angiotensina, bem como pacientes com
idade avançada – nunca deveremos prescrever ou reduzimos a quantidade
de dias de tratamento com o AINE. Hipertensos devem evitar o uso de
antiinflamatórios porque em altas doses pode causar a parada do rim.
Enquanto a falencia renal depende de várias doses, uma dose de
antiinflamatório pode vir a causar efeitos adversos gastrointestinais. Por ser
um inibidor inespecifico para Cox, será responsável por bloquear as duas,
tanto a responsável pela dor e edema quanto pela responsavel pela
produção do muco gastrointestinal. O ibuprofeno tem um efeito menor, mas
ainda presente, sendo necessário prescrever uma dose de omeprazol antes
do uso diario de ibuprofeno. O desenvolvimento de gastrites com ibuprofeno
é menor, mas ainda ocorre em pacientes que já a tiveram. Os AINES podem
causar serissimos efeitos adversos GI incluindo gastrite, sangramento,
ulceras e perfuração do estomago e dos intestinos, que podem ser fatais.
Estas sérias reações asversas podem ocorrer a qualquer tempo, com ou sem
sintomas de alerta, em pacientes tratados com AINEs. Apenas 1 em 5
pacientes que desenvolve reação adversa séria do trato GI é sintomático.
AINES devem ser prescritos com extrema cautela em pacientes com história
previa de ulcera ou sangramento GI, pois estes tem 10 vezes mais chance de
apresentar novo sangramento.
Em paciente de 6 anos com dor após tratamento endodontico, podemos prescrever o alivium
gotas de 100mg/ml – 1 frasco. Com 20 gotas a cada 6 horas, enquanto houver desconforto
Farmacologia IV Page 8
Na aula de hoje discutiremos sobre mais um AINE da familia dos derivados do ácido propionico. A partir do ibuprofeno, leciona do anteriormente, boa parte dos
AINES teriam efeitos colaterais parecidos, principalmente no que se diz em efeitos sobre os rins. O AINE discutido hoje será o CETOPROFENO, parente
proximo do ibuprofeno e muito util na clínica odontológico, bom para dor, edema e febre. É o primeiro AINE estudado até agora com versão intramuscular,
sendo ótimo para pós-operatório
E o que ele tem de diferente? Por que sabemos que todos eles inibem a COX e consequentemente, inibem a síntese de prostagland inas. Mas ele parece ser
capaz de fazer outras coisas além de inibir a COX.
O Cetoprofeno parece também ser capaz de estabilizar membrana dos lisossomos, ou seja, quando o neutrófilo fagocita uma bacté ria, talvez ele não consiga
liberar uma grande quantidade de enzima no tecido adjacente. A membrana fica estabilizada, como se ela estivesse “anestesiada ”, não consegue fundir a
vesícula com a membrana, e, se o neutrófilo não liberar enzimas quando ele está fagocitando, ele também deixa de liberar essa s enzimas pelo tecido,
agredindo menos o tecido e provocando menos inflamação. Portanto, não teremos tanta agressão, e, menos agressão, menos inflam ação. Outra coisa que
parece ser diferente dos outros AINES que vimos até o momento: pode ser que ele seja um antagonista da bradicinina, agindo em outro receptor. Lembram da
bradicinina? Que é o mediador químico da dor? Pode ser que o cetoprofeno seja antagonista deste receptor, pode ser essa a jus tificativa para ter uma ação
analgésica tão boa
Bem absorvido quando administrado por via oral, e liga-se extensivamente com proteínas plasmáticas. Essa é a nossa preocupação quando o paciente toma
muito medicamentos, principalmente aqueles “mais espaçosos” como warfarina, sulfonilureias (medicamentos para diabetes mais a ntigos – SUS), aspirina.
*lembrar da ligação com albumina plasmática.
Pico de concentração de 1 ou 2 horas, com meia vida aproximada de 2 horas. Este medicamento nós precisamos repetir a cada 8h (50 mg a cada 8h é a dose
recomendada).
Difunde-se pela sinóvia, aqui nos interessa, articulação temporo-mandibular. Esse AINE chega bem neste tecido.
Ele atravessa barreira hematoencefálica, por isso age na febre, mas ele também atravessa barreira placentária. Se cruza a pla centa ele pode ter algum
problema de formação fetal? Ele é classificado como risco C, não se sabe ao certo se causa malformação, então, se eu for esco lher para uma grávida, entre o
ibuprofeno e o cetoprofeno, com certeza seria o ibuprofeno.
O Cetoprofeno possui atividade anti-inflamatória (leiam anti edema), analgésica e antitérmica. Liberado para uso nos EUA para tratamento de processos
reumáticos, lesões ortopédicas e dores diversas, incluindo aquelas decorrentes de pós -operatório. E é aqui que nós entramos! Ele tem uma versão
intramuscular ou que podemos aplicar no soro, pra dor é excelente! E por via oral também é ótimo.
Seu nome comercial mais
conhecido é o Profenid
Ele é conjugado com ácido glicurônico no fígado, portanto, ele é
metabolizado. Quem tem problema hepáticopode usar? Talvez eu
tenha que reduzir a dose.
Eliminado pela urina. Vamos usar a menor dose possível em quem
tem problemas renais (idosos, hipertensos, diabéticos, problemas
renais sérios).
30% dos pacientes podem ter reações adversas G
Lembram que do ibuprofeno, 5 a 10% poderiam apresentar
gastrite? O Cetoprofeno tem uma incidência muito maior, ele é mais
agressivo que o ibuprofeno.
Quando administrado com alimentos, a taxa de absorção é menor,
com atraso e redução do pico de concentração plasmática máxima.
Se pensarmos em um paciente com dor, não é isso que desejamos,
quanto mais tempo demorar para absorver, mais tempo vai demorar
para começar o efeito analgésico. Mas a biodisponibilidade, isso é,
quanto vai ser absorvido vai ser igual. O efeito clínico vai ser
parecido, mas na prática, vai demorar mais tempo para fazer efeito.
Para controlar dor aguda, podemos prescrever 50 mg a cada 8h, essa
é a dose recomendada. Dose habitual: 150 mg ao dia
Não podemos ultrapassar 300mg ao dia, ou seja, se eu dobrar a dose,
e der 100 mg a cada 8 horas, já chegamos na dose máxima (e
lembrando, dose máxima, não posso utilizar por mais que dois dias) .
**lembrando que todos os efeitos colaterais que conversamos no
ibuprofeno, valem para os próximos medicamentos:
- Atrapalha sangramento (mesmo sendo ligação temporária,
atrapalha sangramento)
- Gastrite (30% dos pacientes)
- Problemas renais (cuidado com pacientes idosos, com problemas
renais, não fazer misturas com dipirona, etc)
- Problemas com aqueles pacientes que tomam medicamentos para
pressão alta
GENÉRICO: - Comprimidos de 100 mg - Ampolas IM de 100 mg
**Legalmente, a odontologia pode fazer injeção IM. Quando
precisamos de um efeito muito rápido. Vamos falar mais adiante
Cetoprofeno
quinta-feira, 9 de abril de 2020 17:18
Farmacologia IV Page 9
GENÉRICO: - Comprimidos de 100 mg - Ampolas IM de 100 mg
**Legalmente, a odontologia pode fazer injeção IM. Quando
precisamos de um efeito muito rápido. Vamos falar mais adiante
sobre algumas regras na aplicação da injeção, principalmente de
AINES. - Solução oral (gotas) de 20 mg/mL (cada 20 gotas = 1 mL,
se não tiver outro, criança pode utilizar, é preferível ibuprofeno) -
Ampolas IV de 100 mg (para uso hospitalar, no soro)
PROFENID: - Cápsulas de 50 mg - Supositório 100 mg - Solução
oral (gotas) 20 mg/mL - Ampolas IM 100 mg
PROFENID RETARD: - Comprimidos de liberação lenta (não é
interessante para odonto) com 200 mg *todos os medicamentos
que vcs lerem RETARD, SL (slow release) é absorção lenta, eles
são para manutenção de artrite/artrose.
PROFENID PROTECT: - Comprimidos de 200 mg de liberação lenta
+ 20 mg de omeprazol (demora para absorver, não é bom para
nós) *cetoprofeno causa gastrite, para minimizar, juntaram
omeprazol para proteção gástrica (aumenta o valor do
comprimido, mesmo efeito se tomasse separado)
PROFENID ENTÉRICO: - Comprimidos de 100 mg (mais usado para
reumatismo-manutenção)
BI-PROFENID: - Comprimido 150 mg (esse é legal para nós: posso
dar uma vez ao dia, em um procedimento tranquilo, ou um a
cada 12 h na dose máxima, por dois dias, se for uma cirurgia mais
complexa)
PRIMEIRA REGRA para o uso de AINES INJETÁVEIS:
Injeção de AINE nunca pode ser realizada no braço, se for feita no deltoide, pode necrosar!
SEGUNDA REGRA:
Injeção de AINE é na nádega. Quando for fazer a injeção,
imaginem uma cruz na nádega, e precisa ser aplicado no
quadrante superior externo. Injetar de lado. Nunca aplicar no
meio, poderíamos acertar o ciático.
Quando colocamos na receita, precisamos escrever via
intramuscular profunda, com isso, o farmacêutico saberá que é na
nádega, e não no braço. A agulha que utilizamos é a 25X7 ou
25X8, ela é cumprida, e não tenham dó! Precisa entrar no
músculo. E quando colocar no músculo, precisa aspirar, para ter
certeza que não está dentro de um vaso.
Toda injeção de AINE é dolorida se for colocada rápido, precisa
demorar 1 min, 1,5 min. E, da mesma maneira que vocês fazem
com o anestésico local, olhem a reação do paciente, se notarem
algo diferente, retirar a injeção.
TERCEIRA REGRA: Como absorve muito rápido, e a dose é bem alta,
quase próximo a dose máxima ou já sendo a dose máxima (meloxicam,
piroxicam), é no máximo UMA por dia.
O pico plasmático que você consegue com a injeção é muito mais alto que
por via oral. Mesmo sabendo que a dose máxima do cetoprofeno é 300
mg/dia, não podemos aplicar mais que uma ampola/dia. Quando eu tomo
um comprimido, ele passa pelo estômago, uma parte é perdida, e a fração
biodisponível acaba sendo menor. A injeção não acontece isso, o que for
injetado, é absorvido.
Mas e o efeito? Vai durar 24 horas? Não! Você deve complementar 12 h
depois, por exemplo com um Bi-profenid. E se ela é quase dose máxima,
eu posso dar quantos dias?
No máximo por dois dias, depois continua apenas com o comprimido. Isso
vale para todos os AINES: no max uma por dia, e, no max por dois dias.
Aqui neste quadro temos as várias opções de posologia que usaremos em odontologia.
Farmacologia IV Page 10
Aqui neste quadro temos as várias opções de posologia que usaremos em odontologia.
Se quiser usar o injetável, o esquema pode ser o
deste quadro.
Lembrando
**cetoprofeno é excelente para dor e edema
**quem tem gastrite, talvez não seria a melhor
opção (associar ao omeprazol ou escolher outro
AINE)
Essa é a primeira vez que temos mais de um medicamento na
mesma receita.
Vamos estabelecer algumas coisas:
Colocar o primeiro medicamento e depois o seu uso. Colocar o
segundo medicamento e depois o seu uso. Se tiver mais
medicamento, colocar na ordem.
Nós geralmente colocamos a sigla “It” entre um medicamento e
outro, mas podemos também enumerar os diferentes
medicamentos (mesmo que tenham o mesmo nome, se o uso for
distinto ou a formulação), para deixar o mais organizado possível, e
o mais fácil de seu paciente entender.
NUNCA colocar todos os medicamentos seguidos e depois o uso
de cada um, isso está errado.
Farmacologia IV Page 11
Vamos ao último medicamento desta classe dos AINES derivados do ácido propiônico: o naproxeno. Nesta aula, vamos desvendar um pouco o
que encontramos na bula e alguns artigos sobre ele. O naproxeno é excelente analgésico, antitérmico e no combate ao edema, assim como os
outros AINES desta família.
Sua meia-vida é de 12 a 17h, e aqui vemos outra vantagem, posso administrar com
um intervalo maior para meu paciente. Duas vezes ou até uma vez ao dia. Logo
veremos a dose habitual que usaremos deste medicamento.
Mas se o medicamento for tomado em conjunto com antiácidos: magnésio, alumínio,
pode retardar sua absorção. Nenhum remédio é pra tomar com leite, com antiácido,
todos eles têm íons bivalentes positivos, que se ligam, formam uma molécula
grande, que não é absorvida!!
Existem dois tipos diferentes de naproxeno, o naproxeno
(isolado) e o naproxeno sódico. Este naproxeno
acrescido ao sódio é absorvido mais rápido, sendo mais
solúvel. O que isso significa na prática? Que se eu tenho
um sal mais fácil de absorver, vou também ter o efeito
mais cedo, certo? Já sabemos que quem dor não pode e
não deve esperar muito para o efeito do antiinflamatório.
Portanto, eu alcanço o pico de concentração plasmático
do naproxeno sódico em 1 a 2 h, e o dobro do tempo
para o naproxeno sozinho.
Ele é bem absorvido por via oral, com biodisponibilidade
de quase 95%, ou seja, quase tudo que foi administrado é
aproveitado pelo corpo
E outra informação que já sabemos, o alimento vai prolongar o tempo
de permanência do medicamento no estômago, e portanto, o início da
absorção e o pico da concentração plasmática.
Outra complicação do naproxeno: mais de 99% dele vai se ligar com a
albumina. Alta interação com outros medicamentos “espaçosos” como
os anticoagulantes (warfarina), sulfonilureias, hidantoina (convulsão) e
outros AINES e aspirina. Nesses pacientes que tomam os
medicamentos espaçosos, precisamos um pouco de cuidado!Talvez
seria prudente reduzir a dose.
Outro grupo de pacientes que devemos ter cuidado são os idosos. Pois aquela
fração livre, não ligada com a albumina, parece estar aumentada nos idosos. E, se
vocês lembrarem, é essa fração livre que realmente faz o efeito do medicamento,
que consegue ir ao local que está inflamado, chegar ao órgão alvo. E é também
essa fração livre que causa os efeitos adversos, portanto, pode ser por essa razão
que nessa população observamos maior incidência desses efeitos.
Cruza placenta e é excretado no
leite. Para a mãe é uma fração
muito pequena (~1%), mas para a
criança é bastante. Por isso
sempre falamos, se a mãe está
amamentando, peça para colher
leite e deixar armazenado pelo
menos por 2-3 dias, que é o tempo
que você prescreveria o AINE
Naproxeno
quarta-feira, 22 de abril de 2020 17:52
Farmacologia IV Page 12
O mesmo perfil que vimos no ibuprofeno, cetoprofeno, vemos aqui no naproxeno.
Ele é bastante metabolizado pelo fígado, e seu metabólito é conjugado com o
ácido glicurônico. Pacientes com esteatose hepática, cirrose, precisamos ficar
atentos.
Não induz as enzimas do fígado, isto é, não acelera o trabalho hepático, o que é
bom! Tendo poucas interações medicamentosas por causa disso, não destruindo
outros medicamentos que nosso paciente possa utilizar.
Ele é eliminado, em sua maioria (95%) pelos rins e uma pequena fração (5%)
pelas fezes. Precisamos que os rins estejam bons! Mas vamos pensar da seguinte
maneira: ele já foi metabolizado, e neste caso, o metabólito não é ativo, não tem
ação farmacológica nenhuma. Por isso, de maneira geral, quem tem problema
renal moderado, podemos utilizar a maioria dos AINES, a menos que ele esteja
em DIÁLISE! Podemos usar em insuficiente renal? Sim, mas nunca chegar na
dose máxima
Meia-vida plasmática: 12 a 17 horas tanto para adultos quanto para
crianças. Então esse medicamento pode ser usado em crianças?
Pode sim! Antigamente nós tínhamos uma formulação em xarope,
que hoje foi retirada do mercado, mas ainda temos comprimido com
metade da dose de adulto (veremos mais adiante). Mas não existe
nenhum estudo farmacocinético em crianças menores de 5 anos (e
nunca foi testado em crianças menores de 2 anos).
Ele é um medicamento excelente para dor pós-operatória, cólica
menstrual, ortopedia. Ele tem uma ação analgésica muito boa por 12
h, e seu efeito é alcançado após 30 min (se o paciente tomar o sal
sódico) e 1 hora (se o paciente tomar o naproxeno).
Podemos prescrever uma a cada 12 horas, ou até 1 por dia.
Agora, prestem atenção nas advertências que estão escritas na BULA (para
não dizer que nós que insistimos nesse assunto):
Uso combinado de AINES pode resultar em maior frequência de reações
adversas, quando comparado com o uso isolado de um ou outro composto.
No momento que você mistura nimesulide com dipirona, você aumenta o
risco de reação adversa. No momento que você mistura ibuprofeno com
paracetamol, você aumenta o risco de reação adversa, e essa regra vale
para todos!!
Para quem não podemos prescrever? Quem é alérgico e tomem cuidado
com aqueles pacientes que apresentaram alergia após qualquer outro
AINE.
Se colocarmos na prova: paciente alérgico com dor: paracetamol!
As reações mais comuns são as GI. Lembram que o ibuprofeno podia causar
gastrite, úlcera em 10-15%, o naproxeno é maior o risco.
**tudo que conversamos sobre o ibuprofeno, vale para o naproxeno também:
cuidado com quem toma AAS diariamente, idosos, quem toma antidepressivo,
eles tem tendência a hemorragia.
Se fossemos escolher entre os 3 desta família, o melhor seria o ibuprofeno
para um paciente que tem histórico de gastrite. Ou associar ao omeprazol
(hoje faremos a receita dele)
Fora estes listados, ainda temos o problema de retenção de líquidos (nos
membros inferiores quando tomado por tempo prolongado), problemas renais,
aumento do tempo de sangramento, e por isso, nunca devemos prescrever
AINES antes do procedimento cirúrgico.
O problema é chegarmos na dose máxima! Não prescrevam por mais de 2
dias
Aqui temos a posologia que iremos utilizar:
Sempre que possível, vamos prescrever o sal sódico, pela rapidez de ação
(que é o desejado)
Sal sódico temos duas formulações: 275 e 550 mg / naproxeno temos 250 e
500 mg (esses 25 e 50 mg a mais do comprimido é exatamente o sal
sódico – a dose final de naproxeno é a mesma)
O máx que podemos prescrever são 2 comprimidos de 550 mg ao dia, então
podemos montar um esquema assim: 550 mg a cada 12 horas nos dois
primeiros dias e continuar com 1 comp de 550 mg nos dias seguintes, ou,
275 mg no primeiro dia a cada 6 h, o que é difícil do paciente tomar, e nos
dias subsequentes, 1 comp de 275 mg a cada 12 h.
Este gráfico é bem importante para vermos a segurança do naproxeno quando
estamos falando de eventos trombóticos. Quando houve a retirada do mercado da
maioria dos inibidores seletivos para COX-2, a empresa que fabricava o Etoricoxib
(que temos até hoje) resolveu provar que seu medicamento era muito seguro,
comparando com placebo e (erroneamente) com o naproxeno. Como vocês
podem observer, o naproxeno provocou menos eventos trombóticos que o próprio
placebo, mesmo utilizando a dose máxima (1000 mg ao dia do naproxeno)!! O
que podemos concluir desta pesquisa é que o naproxeno, que é um medicamento
não seletivo para COX-2, isso é, inibe tanto a COX1 quanto a COX-2, se mostrou
um medicamento bastante seguro quando falamos de pacientes com problemas
cardiovasculares e principalmente com tendência a formar trombos!!
Este é o nome mais comum do naproxeno: Flanax
Temos o comprimido de 275 e 550 mg, do sal sódico.
Farmacologia IV Page 13
Na bula vemos que indicam 1 comprimido de 550 mg ao dia, ou a critério médico.
Para dor aguda, iremos prescrever então 550 mg duas vezes ao dia, por no max
2 dias.
E vemos as mesmas informações que já estudamos nos outros medicamentos.
Naproxeno (sem sal sódico)
é fabricado pela Teuto
(muito bom).
Qual é o maior problema deste e de todos os AINES mais antigos?
Gastrite. Há um tempo atrás tivemos o “lançamento” de um novo AINE:
o VIMOVO. Ele nada mais é que nosso naproxeno (de 1960) associado
ao esomeprazol, o parente mais novo e mais caro do omeprazol.
O que o laboratório está fazendo hoje em dia? Colocando num mesmo
comprimido o protetor gástrico e o AINE. Teoricamente, você poderia
tomar 2 comprimidos ao dia (500 mg de naproxeno por comprimido)
O custo é muito alto e além disso, estamos usando o naproxeno, não
sódico, que tem ação mais lenta. Neste comprimido, o naproxeno fica no
meio, e o esomeprazol, envolvendo o naproxeno. Consequência disto,
primeiro o esomeprazol é absorvido, faz seu efeito protetor, e depois o
naproxeno (não sódico) é absorvido!! Imaginam o tempo que demora
para controlar a dor do nosso paciente.
Nosso laboratório testou o
naproxeno e o Vimovo após
cirurgias de terceiros molares.
Houve grande diferença no
controle da dor até 3 horas
após a prescrição do primeiro
comprimido, sendo que os
pacientes sentiram muito mais
dor após o Vimovo.
Imaginem se tivéssemos
testado o naproxeno sódico?
Farmacologia IV Page 14
Farmacologia IV Page 15
Quando o paciente é alérgico a penicilinas em geral esta é contraindicada, bem como é contraindicada quando há resistencia ou quando não atua sobre este
grupo de bactérias (anaeróbias). Em caso de alergia, trabalharemos com macrolideos (preferível entre os preveríveis), sulfas, tetraciclinas, clindamicinas.
Os macrolídeos são representadas pelas eritromicinas, claritromicinas e azitromicinas. Desses, a eritromicina tem o menor espectro. A grande vantagem da
eritromicina é que não há um puto alérgico a esse antibiótico, apesar de ter espectro limitado as G+. As claritromicinas e azitromicinas são pequenas
modificações em moléculas de eritromicinas, de modo que mantenha a baixa taxa de alérgicos mas com um espectro aumentado para G-, alcançando infecções
respiratórias (sinusites).As sulfas (sulfonamidas – sulfametoxazol + trimetropim)
são bem baratas e uma ótima alternativa para os
alérgicos, a não ser que o paciente seja alérgico a este
(apesar disso, se alguem é alergico à sulfa não é
alergico à amoxicilina e cefalosporina). As lincosamidas
são muito boas para G+ e anaeróbios, que incluem
drogas como a clindamicina e lincomicina. As
tetraciclinas tem o mesmo espectro que as penicilinas
de primeira geração.
A eritromicina, um macrolideo, possui um anel de lactona com muitos componentes (14 ou 15). As modificações para os novos macrolideos melhoraram a
estabilidade em meio ácido, a penetração tecidual e ampliaram o espectro de atividade antimicrobiana.
Atividade antimicrobiana
A eritromicina é normalmente bacteriostática, podendo ser bactericida em altas
concentrações, para espécies sensiveis. Sua efetividade é vem maior para bactérias aeróbias
G+ (streptococcus), não exibindo atividade contra bacilos G-. Sua ação contra espécies G- é
muito limitada.
A resistencia dos estreptococos a eritromicina tem aumentado muito – certca de 50% das
espécies bacterianas resistentes a penicilina são também resistentes aos macrolideos
(portanto, só utilizamos para iniciar tratamento em pacientes que sejam alérgicos à penicilina).
As cepas de estafilococos, frequentemente encontradas nos hospitais são, de maneira geral,
resistente aos macrolideos; a resistencia pode emergir durante um tratamento, havendo a
possibilidade de resistencia cruzada com a Clindamicina (se macrolideo não funciona, este
também, pois agem da mesma maneira) – nunca deveriamos associar o macrolideo à
clindamicina.
A claritromicina tem maior espectro de ação, com
melhor atividade sobre estreptococos e
estafilococos(Gram+). Boa atividade sobre as
bactérias Gram- causadoras de infecções
respiratórias (H. influenzae, M. catarrhalis, L.
pneumophila, Mycoplasma pneumoniae) e sobre as
espécies de Chlamydiae Mycobacterium leprae.
A azitromicina é menos ativa sobre as
espécies Gram+ mas, apresenta melhor
atividade contra as espécies Gram-,
especialmente aquelas causadoras de
infecções respiratórias (H. influenzae).
Muito boa ação sobre espécies de
ChlamydiaeN.gonorrhoeae.
A claritromicina e a azitromicina parecem exibir
melhor atividade contra bactérias patogênicas das
vias respiratórias
Mecanismo de ação
São agentes bacteriostáticos, que inibem a síntese proteica, pela ligação reversível coma subunidade 50S do ribosoma das espécies sensíveis de
bactérias. Os macrolídeos não impedem a formação das ligações peptídicas entre os aminoácidos mas, a translocação do RNAt do sítio receptor para
o sítio doador.
Para chegar até o ribosomo, precisam penetrar no interior
da célula bacteriana. As bactérias Gram+ acumulam 100
vezes mais eritromicina do que as Gram-, no interior da
célula. Sendo drogas básicas, penetram muito mais
facilmente nas células bacterianas em meio
alcalino(formas não ionizadas).
Resistencia bacteriana
Bactérias resistentes desenvolveram um mecanismo
ativo que bombeia o macrolídeo para fora da célula.
Modificam sítio de ligação ribosômico (metilação),
diminuindo a ligação com o macrolídeo. Implica em
resistência a outros antibióticos que se liguem ao mesmo
local (Clindamicina e Lincomicina). Destruição enzimática
do antibiótico por hidrólise (enzima).
Absorção
Sal básico da eritromicina é pouco absorvido pelo trato GI,
sendo inativado em meio ácido. Ésteres de eritromicina
(estolato, etilsuccinato) foram formulados para melhorar a
Macrolídeos
sexta-feira, 24 de abril de 2020 19:08
Farmacologia IV Page 16
do antibiótico por hidrólise (enzima).
Absorção
Sal básico da eritromicina é pouco absorvido pelo trato GI,
sendo inativado em meio ácido. Ésteres de eritromicina
(estolato, etilsuccinato) foram formulados para melhorar a
estabilidade em meio ácido e facilitar a absorção. Alimentos
aumentam acidez do trato GI e atrapalham a absorção. Pico
da concentração plasmática é atingido em cercade 2 horas.
Claritromicina é rapidamente absorvida pelo trato GI mas,
sofre intenso metabolismo de primeira passagem (50% da
dose). Pode ser administrada com ou sem alimentos (de
preferência em jejum). Pico plasmático em 2 horas.
Azitromicina é rapidamente absorvida por via oral;
antiácidos (sais de Mg++ e Al++) atrapalham absorção e
diminuem o pico de concentração plasmática. Não
deveseradministradacomalimentos.
Distribuição tecidual
Todos os macrolídeos apresentam excelente difusão tecidual (exceto para o cérebro e LCR). Cerca de 96% da dose do estolato de eritromicina liga-se à
proteínas plasmáticas; no caso da claritromicina a ligação é de 40 a 70%; para a azitromicina, de 50%.
Eritromicina: RiscoB na gravidez e lactação. •
Azitromicina: RiscoB na gravidez e lactação.•
Claritromicina: RiscoC na gravidez e lactação.•
A eritromicina atravessa a placenta e é significativamente excretada pelo leite materno (50%da concentração sanguínea).
Concentrações intracelulares (incluindo os fagócitos), altas concentrações teciduais e altas concentrações em todas as secreções. Logo depois de
fagocitadas, no sítio da infecção, as bactérias são expostas à altíssimas concentrações do antibiótico, no interior do neutrófilo ou do macrófago.
Metabolismo e excreção
Todos sofrem metabolismo hepático. A eritromicina é concentrada e
secretada pela bile, em concentração dezenas de vezes o valor de sua
concentração plasmática. A eritromicina pode ser administrada a
pacientes com alto grau de comprometimento renal, sem necessidade de
ajuste de dose. Eliminada especialmente por via biliar, pouco excretada
pelos rins, com meia vida de cerca de 2 horas.
A claritromicina também é eliminada por via renal e biliar. Seu
metabolismo hepático gera um metabólitofarmacologicamenteativo.
Eliminada em parte na forma ativa (30% da dose não sofre metabolismo).
Meia vida em torno de 5 a 9 horas. Ajuste de dose só é necessário
empacientes com clearance de creatinina abaixo de 30ml/min.
A azitromicina também sofre metabolismo hepático gerando compostos
inativos. Via biliar é a principal maneira de eliminação. Muito pouco
daformaativaéeliminadapelaurina. ž Meia vida extremamente longa (40 a
68 horas), em função da extensa distribuição e ligação tecidual.
Posologia e vias de admnistração
A Eritromicina é administrada na dose de 250 a 500 mg, a cada 8 horas,
dependendo da natureza e da gravidade da infecção. Administrar de
preferência em jejum. Injeção IM é extremamente dolorosa; quando
necessário, administrar por via IV (na terapia de infeções graves, 500 a
1000mg a cada 8 horas).
A Claritromicina é geralmente administrada por via oral 2 vezes ao dia (250
mg a cada 12 horas) em adultos com infecções leves e moderadas. Formas
de liberação lenta de 500mg podem ser administradas apenas 1 vez ao dia.
Infecções mais graves (pneumonia) ou aquelas causadas por H. influenzae
(sinusites), necessitam de doses maiores (500 mg a cada 12 horas) por
tempo mais prolongado (10 a 14dias). A Azitromicina deve ser administrada
por via oral em jejum ( 1 hora antes de comer ou 2 horas depois de uma
refeição). Geralmente prescrita na dose de 500mg a cada 24horas, durante 5
dias.
Usos terapeuticos
Principais usos terapêuticos dos macrolídeos: infecções do trato
respiratório. São também eficazes em doenças sexualmente
transmissíveis provocadas po rChlamydia; em infecções estreptocócicas
da orofaringe; infecções por Helicobacter pylori (úlceras, associados
com omeprazol e amoxicilina) e nas infecções por Mycobacterium
(freqüentes em HIV positivos).
Em pacientes alérgicos à penicilina, os macrolídeos são as drogas de escolha,
para as diversas situações onde a penicilina normalmente seria indicada
(profilaxia de novos surtos de febre reumática, profilaxia da
endocarditebacteriana,etc.)
Reações Adversas
As reações adversas são bastante raras. Podem, muito raramente, ocorrer reações
alérgicas, com febre, eosinofilia e erupções na pele, que
desaparecemassimqueaterapiaéinterrompida.Hepatite colestática talvez seja a
Farmacologia IV Page 17
Reações Adversas
As reações adversas são bastante raras. Podem, muito raramente, ocorrer reações
alérgicas, com febre, eosinofilia e erupções na pele, que
desaparecemassimqueaterapiaéinterrompida. Hepatite colestática talvez seja a
reação mais séria encontrada com o uso prolongado de eritromicina, que também
desaparece com a interrupção do antibiótico. Distensão abdominal, cólicas, náusea
e vômito. Provocam aumento dos movimentos peristálticos, por interagirem com os
receptores de motilina. Eritromicina prolonga intervalo Q-T, podendo causar
arritmias graves, quando as sociada à cisaprida e terfenadina. Perda auditiva
temporária, após altas doses de macrolídeos.
Interações medicamentosas
A eritromicina inibe as enzimas do citocromo P450 diminuindo, portanto, o metabolismo de diversas drogas, potencializando os seus efeitos (cuidado em pacientes que
recebem estatinas-rabdomiólise). Pela semelhança estrutural (14 átomos de C) a claritromicina pode apresentar o mesmo perfil de ação. A azitromicina difere dos demais
por apresentar anel de lactona com 15 elementos e, por isso, parece estar livre destas interações medicamentosas. Contudo, deve-se sempre estar atento para a
administração concomitante de azitromicina com drogas que possam interagir com a eritromicina. Já existem relatos de que a azitromicina (15 átomos de C) também
poderia provocar o prolongamento do intervalo QT. Cuidado com o uso de macrolídeos em pacientes portadores de arritmias cardíacas.
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Primeiros agentes antimicrobianos efetivos, empregados por via sistêmica para a prevenção e cura de infecções bacterianas em seres humanos. Com a
sua introdução na terapêutica, houve um rápido declínio da morbidade e da mortalidade consequente às infecções microbianas. Associação da
sulfametoxazol e trimetoprim, em meados da década de 70 (cotrimoxazol). Usadas em infecções do trato urinário, otites, bronquites, sinusites e nas
pneumonias por P. carinii.
Histórico
Klarer & Mietzsch (1932) obtêm patente pela produção de alguns azocorantes contendo
radical sulfonamida (SO2NH2), incluindo entre eles o Prontosil.
Domagk (1932) começa os testes farmacológicos com os azocorantes em infecções
experimentais em camundongos.
Foerster (1933) administra Prontosil para criança de 10 meses com septicemia
estafilocócica e obtem cura impressionante.
Bovet & Forneau (1935) descobrem que o Prontosil é uma pró-droga, dando origem in
vivo à sulfanilamida (droga ativa).
Colebrook & Kenny (1936) e Buttle et al. (1936) relatam sucesso com o Prontosil na
terapia da sepse puerperal e meningite meningocócica.
Forneau (1936) demonstra que a sulfanilamida é tão eficaz quanto o Prontosil.
Long & Bliss (1937) mostram que a sulfanilamida é bacteriostática.
Domagk (1938) recebe o Prêmio Nobel de Medicina.
Efeitos Antimicrobianos
Eficaz in vitro contra Streptococcus pyogenes,
Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae,
Haemophilus ducreyi, Nocardia, Actinomyces,
Calymmatobacterium granulomatis e Clamydia
trachomatis. Resistência às sulfonamidas é um problema
crescente. Cepas de Neisseria meningitidis, Shiguella e E.
coli geralmente são resistentes às sulfonamidas.
Mecanismo de ação
Algumas bactérias utilizam o PABA para síntese de ácido fólico. As
sulfonamidas têm estrutura semelhante ao PABA e atuam como
antagonistas competitivos deste ácido, no processo de síntese de
ácido fólico. Células de mamíferos não sintetizam ácido fólico,
captam o ácido pré-formado. Portanto, não são afetadas pelas
sulfonamidas. Bactérias capazes de utilizar ácido fólico préformado,
também são resistentes às sulfonamidas.
Resistência bacteriana
Originada por mutação espontânea ou adquirida por
transferência de plasmídeos. Resistência às sulfonamidas não
implica em resistência cruzada a outros antibióticos. Menor
afinidade da enzima que utiliza PABA pela sulfonamida (na
síntese de ácido fólico). Diminuição da entrada de sulfonamida
na célula bacteriana ou, aumento de sua excreção. Via
metabólica alternativa para a síntese de ácido fólico. Ø Aumento
de produção bacteriana de PABA.
Farmacocinética
Com exceção das sulfonamidas de ação entérica, todas são
rapidamente absorvidas pelo trato GI, especialmente pelo intestino
delgado. Sua biodisponibilidade é de 70 a 100%. Em cerca de 30
minutos já são encontradas na urina. Pico plasmático obtido em 2 a 6
horas. Algumas ligam-se extensamente com proteínas plasmáticas.
Distribuem-se muito bem por todos os tecidos, incluindo LCR e
placenta. Metabolizadas no fígado, por acetilação, formando um
metabólito insolúvel em água, sem atividade antimicrobiana.
Eliminada especialmente pelo rim
Sulfametoxazol
Sulfonamida rapidamente absorvida pela porção superior do trato GI. Após administração oral, o pico de concentração plasmática é atingido depois de 1 a 4 horas.
Administrada de 12 em 12 horas, estes níveis plasmáticos se mantêm constantes. Seu volume de distribuição é de cerca de 20 litros e 66% da dose permanece
ligada com proteínas plasmáticas. Cruza a placenta, sendo detectada em tecidos fetais, como placenta, fígado e pulmão. São também excretadas pelo leite
materno.
Cerca de 10 a 30 % são eliminadas sem metabolismo, na urina. A maior parte da dose é metabolizada no fígado, por acetilação, formando um metabólito inativo.
Pequena parte é conjugada com ácido glicurônico. Meia-vida de cerca de 11 horas, mesmo em idosos. Eliminadas especialmente por via renal. Ajuste de dose só é
necessário em pacientes com clearance de creatinina abaixo de 30 ml/min.
Sulfonamidas - Reações adversas
Cerca de 5% do total dos pacientes medicados apresentam alguma
reação adversa. Trato urinário: cristalúria. Ingerir grandes volumes
de água. Se necessário, alcalinizar a urina, para melhorar a
solubilidade da sulfa. Alterações hematológicas: anemia
hemolítica, agranulocitose, aplasia de medula. Reações de
hipersensibilidade: febre, mal estar e prurido, em cerca de 2 a 3%
Sulfonamidas
segunda-feira, 4 de maio de 2020 16:12
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Cerca de 5% do total dos pacientes medicados apresentam alguma
reação adversa. Trato urinário: cristalúria. Ingerir grandes volumes
de água. Se necessário, alcalinizar a urina, para melhorar a
solubilidade da sulfa. Alterações hematológicas: anemia
hemolítica, agranulocitose, aplasia de medula. Reações de
hipersensibilidade: febre, mal estar e prurido, em cerca de 2 a 3%
dos pacientes. Diversos tipos diferentes de manifestações na pele
( forma mais comum de reações adversas).
Náusea e vômito em cerca de 1 a 2 % dos pacientes. Kernicterus:
em recém-nascidos, prematuros e fetos a termo, a administração
de sulfonamidas pode deslocar a bilirrubina ligada à albumina
plasmática. Esta bilirrubina se deposita nos núcleos cinzentos da
base do cérebro ou em núcleos subtalâmicos. As sulfonamidas não
devem ser administradas para gestantes, especialmente nas fases
próximas do parto, nem tampouco para as lactantes, pois a droga é
secretada pelo leite materno.
Interações medicamentosas
Anticoagulantes orais,
hipoglicemiantes orais à base de
sulfonilureia e anticonvulsivantes do
tipo da hidantoína. O uso
concomitante de sulfonamidas
potencializa os efeitos destes 3
grupos de medicamentos,
provavelmente por inibir seu
metabolismo ou, por deslocá-los de
sua ligação com a albumina
plasmática.
Uso clínico das Sulfonamidas
Poucas indicações clínicas. •
Infecções agudas das vias urinárias (hoje,
raramente utilizadas).
•
Infecções respiratórias específicas
(Nocardioses).
•
Algumas infecções sexualmente transmitidas,
do grupo do PLT.
•
Malária e toxoplasmose. •
Sulfadiazina de prata usada topicamente em
queimaduras.•
Cotrimoxazol
Sulfametoxazol e o trimetoprim apresentam ações sinérgicas (ação final é melhor do que a simples somatória de cada um). Atividade antibacteriana contra
um amplo espectro de germes patogênicos aeróbios Gram+ e Gram-. Propriedades farmacocinéticas de ambos são muito semelhantes. Após administração
oral são rápida e completamente absorvidos na porção superior do trato GI.
Após dose única de 800 mg (SMZ) + 160 mg (TP), o pico de concentração plasmática é obtido em 1 a 4 horas. Administração de 12 em 12 horas permite
concentração plasmática estável. Grande ligação com proteínas plasmáticas, ocupando mais de 50% da albumina disponível. Boa difusão para os tecidos.
Detectados na placenta e tecidos fetais. Excretados pelo leite materno. Metabolizados pelo fígado e eliminados quase que exclusivamente pela urina. Meia-
vida de 10 a 11 horas. Eliminação pode ser prolongada no idoso.
Indicações: infecções do trato respiratório (sinusites por H. influenzae), faringites, otites, cistites, uretrites, prostatites, infecções genitais (exceto sífilis),
infecções GI (diarréia dos viajantes), infecções da pele e tecidos moles. Contra - indicações: em pacientes com lesão grave de parênquima hepático ou
insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 15 ml/min). Gravidez e recémnascidos (menores de 6 meses de idade). Precauções: pacientes idosos
(maior risco de reações adversas graves); insuficiência hepática ou renal; uso concomitantes de algumas drogas (anticoagulantes, anticonvulsivos,
antidiabetogênicos orais).
Duração do tratatmento deve ser a menor possível, especialmente em pacientes idosos. Não administrar a pacientes com alterações hematológicas sérias.
Pode provocar hemólise. Não administrar a pacientes com deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase. Tratamento deve ser descontinuado ao primeiro
sinal de “rash” cutâneo. Cuidado em pacientes com história clínica de alergia grave a outras substâncias ou com asma brônquica. Em pacientes idosos ou
com deficiência de ácido fólico, podem ocorrer anemias megaloblásticas, reversíveis com suplementação alimentar. Ingerir grande quantidade de líquido
(cristalúria). Cuidado em pacientes com porfiria ou disfunção tireoideana.
Gravidez e lactação: animais de laboratório apresentaram malformações fetais típicas do antagonismo do ácido fólico. No ultimo trimestre da gravidez existe
maior risco de Kernicterus. TP e SMZ passam para o leite materno. Recémnascido, até atingir 6 meses de idade, corre o risco de Kernicterus.
Diuréticos tiazídicos: idosos apresentam aumento da incidência de púrpura trombocitopênica.•
Anticoagulantes: aumento do tempo de protrombina.•
Fenitoína: inibição do metabolismo hepático da fenitoína, com aumento de seus efeitos clínicos.•
Digoxina: pacientes idosos podem ter aumento dos níveis séricos. Monitorização constante.•
Metotrexato: aumento da forma livre por deslocamento da ligação plasmática.•
Antidepressivos tricíclicos: diminuição do efeito clínico dos antidepressivos. •
Hipoglicemiantes orais: têm efeito clínico potencializado (deslocamento da albumina)•
Interações medicamentosas
Principais reações adversas
náusea •
vômito•
“rash” cutâneo•
alterações hematológicas leves e reversíveis (leucopenia, neutropenia e trombocitopenia)•
reações alérgicas (especialmente em pacientes HIV+) •
Posologia:
• 800 mg de SMZ (+ 160 mg de TP) a cada 12 horas. Dose máxima em infecções muito graves é de 1200 mg de SMZ a cada 12 horas.
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• 800 mg de SMZ (+ 160 mg de TP) a cada 12 horas. Dose máxima em infecções muito graves é de 1200 mg de SMZ a cada 12 horas.
Para pacientes com clearance de creatinina acima de 30 ml/min, a posologia é normal; entre 15 e 30 ml/min, administrar metadeda dose; abaixo de 15
ml/min, não utilizar
Uso clínico do Cotrimoxazol
• Infecções das vias urinárias e respiratórias
(sinusites).
• No tratamento de infeções por Pneumocystis
carinii, que causa pneumonia em pacientes com
AIDS.
• Pode ser usado como um substituto da penicilina
em pacientes alérgicos.
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O medicamento que veremos hoje é o Diclofenaco, um medicamento muito conhecido da população como Cataflam ou Voltarem. Provavelmente, muitos de
vocês deve ter tomado este medicamento quando criança, mas infelizmente, este medicamento não deve ser prescrito para crianças e vamos ver o porquê.
Esta imagem vocês encontram no livro do Goodman & Gilman e nos
mostra, neste quadro do meio, qual a tendência de cada AINE de
preferir ou não inibir a COX 2. Todos que estão mais para o lado
amarelo da imagem tem uma tendência de inibir mais a COX 2,
podemos ver todos os seletivos (celecoxib, etoricoxib, etc) e vejam
quem também está aqui: Diclofenaco.
Ou seja, ele inibe mais a COX 2 do que a COX 1, mas ele é um medicamento estranho. Se pensarmos no estômago, se ele inibe mais a COX
2, o que seria esperado? Que ele não fosse muito irritante para a mucosa? Já que temos muito mais COX 1 no estômago, e temos mais COX 2
em regiões inflamadas, correto? Ele seria maravilhoso para edema, dor, mas não causaria gastrite? Não teria tanto efeito colateral para o
estômago? Mas ele é absurdamente agressivo para o estômago!!! Causa literalmente buracos no estômago!!
Mas realmente, é um medicamento maravilhoso para dor, tanto que o Diclofenaco é o medicamento mais utilizado pela população brasileira
(sem receita, vendido livremente) quando tem dor! Ele também é ótimo para edema e febre.
Ele é 100 % absorvido por via oral. Chegando no intestino, ele será
absorvido, mas, no meio do caminho ele é bastante destruído. A
BIODISPONIBILIDADE dele é de 50 %. O ácido do estômago, ou as
enzimas do pâncreas vão destruindo as moléculas do medicamento
durante o caminho.
Então, dos 50 mg (dose habitual) que eu tomo por via oral, só uns 25 mg
irão chegar ao foco da inflamação para realizar sua ação anti-
inflamatória, antitérmica e analgésica.
Mas se eu perco metade, preciso fazer algum ajuste? NÃO!!! Tudo isso
já foi calculado pela indústria farmacêutica e precisamos apenas daquilo
que sobra nesse metabolismo de primeira passagem, onde o fígado
também ajuda a reduzir essa dose que será efetiva.
Mas mesmo perdendo esse tanto de moléculas, em jejum o efeito dele é
conseguido em 10 minutos. Alimentos não afetam a absorção, mas atrasam
a absorção e o pico plasmático, já que demora mais para o medicamento
sair do estômago e começar a ser absorvido. 99% se liga à albumina, tudo
que já conversamos dos outros AINES vale aqui também. Cuidado com os
medicamentos “espaçosos”. **Difunde-se muito bem pelos líquidos sinoviais
nas articulações!!! Aqui vemos uma vantagem para nós, cirurgiões-
dentistas! Um medicamento ótimo para artrite, e pensem também na ATM,
onde tem sinóvia ele se difunde muito bem. O metabólito dele não tem
quase atividade. Então, após a primeira passagem pelo fígado, o que virou
metabólito não tem mais função.
E temos uma informação nova neste medicamento: 65% é
excretada na urina, mas ~35% é pelas fezes. Então se eu tenho
um paciente que não tem os rins muito bons (insuficiência leve e
moderada), eu poderia pensar neste medicamento. E antes de
sair na urina ou nas fezes, tudo que foi prescrito já foi
metabolizado. Não fica rodando no corpo a forma ativa do
medicamento.
Diclofenaco
terça-feira, 5 de maio de 2020 20:53
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um paciente que não tem os rins muito bons (insuficiência leve e
moderada), eu poderia pensar neste medicamento. E antes de
sair na urina ou nas fezes, tudo que foi prescrito já foi
metabolizado. Não fica rodando no corpo a forma ativa do
medicamento.
Então, se eu não tenho forma ativa pelo corpo depois da primeira
passagem, não precisamos fazer ajuste de dose em pacientes com
insuficiência renal leve a moderada. A meia-vida do diclofenaco é de 2h,
bem mais baixa que dos últimos medicamentos que estudamos. Então,
provavelmente, teremos que dar mais doses durante o dia, já veremos
isso.Aqui começamos o problema com as crianças: NUNCA foi estudada a
farmacocinética (como absorve, excreta, metaboliza) em CRIANÇAS.
Nos EUA não existe diclofenaco em gotas, nunca foi liberado uso em
crianças. O diclofenaco é de 1950, e apesar desse tempo, nunca foi
liberado em crianças. Principalmente por que ele é hepatotóxico, já
vamos ver sobre isso! Ele é extensamente metabolizado pelo fígado e o
metabólito não é ativo. Paciente que tem alguma enfermidade no fígado,
precisa reduzir a dose, pois eu preciso metabolizar todo o medicamento
para poder ser eliminado. E aqui pensamos nas crianças, como é o
fígado até os 12 anos? Por isso não existe estudo em crianças.
Precisamos muito do fígado com este medicamento!
As indicações: dor, edema e febre. Dor intensa E quem não pode tomar?
Alérgico! Quem é alérgico a um, provavelmente será alérgico a todos.
Aqui começamos a entender melhor o problema com o FÍGADO: Na bula está escrito que devem ser realizados exames periódicos para determinar
os níveis das transaminases hepática, a TGO e TGP, começando de 4 a 8 semanas após o início do tratamento, naqueles pacientes que recebem o
diclofenaco por tempo prolongado. Mas dentistas prescrevem por no máximo 5 dias! Mas olhem o detalhe, com o uso continuado (tomo uma vez
essa semana, uma ou duas vezes na próxima...) podem desenvolver severa hepatotoxicidade. E essas reações severas podem acontecer em
qualquer período!!! Pode acontecer com um dia, uma dose, não necessariamente várias semanas. Ele é extremamente hepatotóxico. Lembram do
paracetamol, que é também muito ruim para o fígado? Eu falei para nunca misturar medicamentos, principalmente dois hepatotóxicos, você pode
multiplicar a toxicidade deles!
E existem vários medicamentos, relaxante muscular, que tem o paracetamol junto com o diclofenaco. Tandrilax é muito famoso e olhem a
composição dele:
● Cafeína 30 mg
● Carisoprodol 125mg
● Diclofenaco sódico 50 mg
● Paracetamol 300 mg
Então, apesar do diclofenaco ser maravilhoso para dor e edema,
o que precisamos pensar antes de prescrever?
- Se meu paciente tem hepatite, esteatose hepática, cirrose,
alcoólatra, etc.
- Ter alguns exames básicos como as transaminases: TGO, TGP
- Se eu sei que ele é hepatotóxico, vou prescrever para criança?
Que não tem o fígado totalmente formado?
- E idoso? O fígado também não deve estar 100%.
E o que são essas transaminases? TGO e TGP ou AST e ALT
Elas são dosadas no sangue. Normalmente, o valor delas no
sangue é baixo. Pois elas ficam dentro do hepatócito, se elas
estão no sangue, ou foi porque o hepatócito estourou ou teve
um aumento muito grande de permeabilidade de membrana
dos hepatócitos. **Se elas estão aumentadas, indica dano à
membrana celular dos hepatócitos, refletindo aumento de
permeabilidade. Não há necessidade de necrose do hepatócito
para liberar as aminotransferases.
A TGO não é o melhor indicador, pois além dos hepatócitos,
ela está presente em outras células, nos rins, músculo
esquelético, etc. Uma pessoa que acabou de treinar pode
apresentar níveis aumentado, por exemplo.
A TGP é mais específica, só ocorre no fígado. Sempre
pedimos as duas.
Algumas elevações podem ser transitórias, se persistir, pode indicar lesão dos
hepatócitos.
Farmacologia IV Page 25
Sempre usar a menor dose pelo menor tempo Nunca associar ao paracetamol, ou outra droga
hepatotóxica. Cuidado com pacientes com disfunção hepática, idoso, criança.
Gravidez: Risco C
Só usaremos em grávida: paracetamol ou no máximo
ibuprofeno.
Ele tem efeitos teratogênicos - não existem estudos
adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Qualquer
AINE deve ser evitado naquelas últimas semanas da gravidez
por provocar o fechamento prematuro do ducto arterioso da
criança e causar hipertensão pulmonar do recém nascido
Amamentação não é seguro - não se sabe se é excretado no
leite humano. Pacientes pediátricos nunca foi liberado, pois a
segurança para pacientes pediátricos não foi estabelecido. E
tenho certeza que muitos de vocês tomaram em gotas quando
era criança!! Os efeitos colaterais mais comuns estão descritos na bula. Muito similares aos demais AINES que
já estudamos. O que mais acontece: GASTRITE. É um dos mais agressivos para o estômago,
mesmo sendo mais seletivo para COX 2. Isso é um fato quase inexplicável da sua ação
farmacológica.
Screen clipping taken: 06/05/2020 11:38
A dose que iremos prescrever para nossos pacientes é
usualmente 50mg (por via oral) a cada 8 horas. A dose
máxima dele é 200 mg ao dia! Não poderia dobrar a dose
inicial. Mas podemos fazer outro esquema: Caso seja
necessário, podemos prescrever dose inicial de 100mg (2
comprimidos), seguida de 50mg a cada 8h, por no máximo
dois dias. Uma outra opção seria diminuir o intervalo de
doses para 50 mg a cada 6h, por no máximo 2 dias.
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Temos diversas formas comerciais do diclofenaco:
comprimidos, ampolas injetáveis, gotas, drágeas, comprimidos
dispersíveis, pomada, gel, etc. Temos o diclofenaco de sódio e
de potássio. O primeiro que surgiu no mercado foi o sódico,
nome comercial Voltaren. A indicação desse medicamento era
de artrite, por se alojar em articulações, e, quem tem artrite
geralmente já tem alguma outra comorbidade associada
(hipertensão, diabetes). Imaginem que este paciente precisa
sair de uma crise de artrite, e precisa tomar o medicamento por
8 semanas seguidas! Qual a primeira coisa que o cardiologista
tira da dieta dos hipertensos: SAL. E o nosso diclofenado era de
SÓDIO. Um hipertenso não deveria tomar a largo prazo! O
mesmo laboratório lançou outro diclofenaco, agora de
POTÁSSIO. Este é o Cataflam. Logo mais veremos a imagem
dos medicamentos, a caixa é praticamente igual.
A diferença é que o potássio não retém líquido. Para
reumático, é recomendado o potássico em detrimento
ao sódico. Principalmente se ele for hipertenso. Nós,
dentistas, que iremos usar por 5 dias, no máximo,
qualquer um pode ser utilizado. O Cataflam é mais
conhecido pela população.
**Retard, Slow release, estes são para reumático. Não
devemos prescrever!!
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Lembram que eu falei que AINE injetável no braço pode ocorrer necrose do
músculo? Tudo começou com o diclofenaco.
Após admnistração de 75 mg de diclofenaco por injeção IM, a absorção é
imediata e o pico médio de concentrações plasmáticas é de 2,5mcg/ml
(8mcmol/L) é atingido em aproximadamente 20 minutos. Pós-cirúrgico
imediato é muito bom.
A área sob a curva (AUC), após admnistração intravenosa ou intramuscular
é cerca de 2 vezes maior do que a obtida após admnistração oral ou retal
por que cerca de metade da substancia ativa é metabolizada durante a
primeira passagem através do fígado ("efeito da primeira passagem")
quando admnistrada por essas vias. Por isso o efeito dele é tão bom. Ele
escapa do metabolismo de primeira passagem.
Não pode ser dada por mais que dois dias. A dose é muito
próxima da máxima. Se for necessário, complementar com um
comprimido a noite, não passando de 200 mg ao dia. Como foi
feito com o Profenid da aula passada. No terceiro dia, voltamos
ao normal de 50 mg a cada 8 horas. Lembrando que ele é
MUITO agressivo para o estômago, seria prudente associar ao
omeprazol.
● Vejam como as caixas dos dois medicamentos é muito parecida
● A formulação em gotas é para ADULTO, quando não conseguir engolir comprimidos.
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Se o paciente tiver histórico de gastrite, pode associar ao omeprazol
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Na aula de hoje veremos um medicamento muito bom para DOR, o cetorolaco. Ele é um parente próximo do diclofenaco, e é tão ruim para o estômago quanto
ele. O nome genérico é Cetorolaco de trometamina, trometamina é um sal, substância ativa é o Cetorolaco. Nome commercial mais conhecido é o Toragesic,
muito de vocês podem conhecer esse medicamento por ser sublingual e ter ação bastante rápida.Ele é ótimo para DOR AGUDA, MODERADA A SEVERA, inclusive ele é comparado com os opioides, que
veremos no próximo semestre (derivados da morfina), mas na própria bula encontramos que ele não é
tão bom para edema. A maior indicação dele em Odontologia é para Endodontia, pulpite, biopulpectomia
que ultrapassou ápice e teve dor pós-cirúrgica, etc. Posso usar no pós-operatório de implante, cirurgia?
Poderia, ele é muito bom para dor, mas vai edemaciar bastante. E pode ocorrer bastante hematoma na
área. Não seria nossa primeira opção!!! Muitos dentistas têm a ERRADA visão que o Toragesic é só um
analgésico, por ter ação parecida com opioides, mas ele é um AINE, parente do diclofenaco! Eles são
derivado do ácido acético. Tem a mesma ação dos outros que estamos estudando, mas é mais indicado
para pulpite do que para pós-operatório cirúrgico. Não caiam neste erro!!! Um grande problema deste
AINE: NÃO PODEMOS USAR POR MAIS DE 5 DIAS, e SÓ PARA ADULTOS. O número e gravidade de
reações adversas, principalmente renais e gastrintestinais, aumenta MUITO se tomar por bastante tempo.
E assim como o Diclofenaco, não é indicado para crianças.
Criança não tem aprovação para uso.
Dores crônicas não é indicado. Se eu não posso
prescrever por mais de 5 dias, não vai tartar dor
crônica, artrite, artrose, reumatismo, que precisa
tomar por várias semanas seguidas.
Não indicado
Farmacocinética
O pico de efeito é conseguido entre 2 e 3 horas, mas em 30 minutos já temos efeito analgésico. Bem rápido! A maior diferença entre as doses convencionais e
doses maiores é a DURAÇÃO da analgesia e não sua intensidade. O que isso quer dizer? O comprimido sublingual que nós temos no mercado é de 10 mg, se você
colocar um comprimido embaixo da língua, em 30 minutos você tem analgesia. Mas podemos prescrever 20 mg, dois comprimidos, logo no início. Qual a diferença
dessas duas prescrições? Não é o quanto vai melhorar a dor, e sim, por quanto tempo ela vai cessar. Se um paciente te ligar meia-noite com uma pulpite, morrendo
de dor, você pode falar para ele colocar 2 comprimidos de uma vez embaixo da língua, isso vai durar umas 8 horas, até você conseguir atender ele no dia seguinte.
Nós iremos prescrever esse medicamento por via SUBLINGUAL, que se nós lembrarmos, é uma via parenteral. Quando o comprimido dissolve embaixo da língua, ele
vai ser absorvido pelos vasos e já estará na corrente sanguínea. Mas no quadro está escrito VIA ORAL, pois também existe a forma em gotas. E ele é totalmente
absorvido por essa via também, não perdemos nada. Mas se o paciente tomar junto com refeições ricas em gordura, pode atrasar em até uma hora o pico. Sabemos
que todo medicamento deve ser tomado em jejum, mas não custa lembrar seu paciente. Mas eu vou prescrever o sublingual, faz alguma diferença se o paciente
acabou de comer? Não. Ele se liga bastante com albumina, mas não ocupa muito espaço. O que isso vai significar clinicamente? Se o paciente toma muitos
medicamentos, lembram do nosso estacionamento de remédios, a albumina, com o cetorolaco não teremos muitas interações medicamentosas significativas.
Metabolização pelo fígado. Ficar atento aos pacientes com problemas hepáticos. Excreção quase totalmente renal. Tudo sai pelo rim, mas só 40% vai ser
metabolizada, 60% sai na forma inalterada. Então, se meu paciente tem esteatose, algum problema mais leve hepático, podemos até usar. Não vamos prescrever se
o paciente teve uma cirrose, mas até podemos pensar em casos mais leves. Mas ele é totalmente eliminado pelos rins, problemas renais graves teremos esses 60%
da droga que não foi ainda metabolizada “rodando” pelo corpo. Meia-vida de 5 a 6 horas. Idosos esse tempo aumenta um pouco, nunca usar a dose máxima.
Agora, vejam a diferença se for um paciente com insuficiência renal: esse tempo sobe para até 19 horas. A quantidade disponível no plasma (AUC) nesses pacientes
aumenta 100%. Mas nós iremos prescrever um comprimido para sair da crise da pulpite, tem problema? Não. Só pra tirar a dor aguda, depois que você abrir o dente,
provavelmente não precisará continuar com ele. Pediatria não devemos usar, apesar de existir em forma de gotas, não iremos prescrever.
Tempo máximo de uso
Nunca usar por mais de 5 dias. Aumenta muito as reações adversas e ficam cada vez mais graves. Nós já estudamos muito as reações mais graves dos AINES: gastrite,
perfuração gástrica, falência renal, etc. Se você entender demais o tratamento é problemático. Mas nós iremos prescrever no máximo por 3-4 dias. Na bula
encontramos essa informação: Em caso de necessidade de tratamento mais prolongado, substituir o cetorolaco por outro AINE. Não continuar o tratamento com o
cetorolaco por mais de 5 dias.
Contra indicações
Contraindicado para pacientes com úlcera GI, com sangramento recente ou perfuração GI ou com história clínica prévia dessas enfermidades. Também é
contraindicado para pacientes com história prévia de reação alérgia ao cetorolaco, aspirina ou outro AINE, bem como episódios de urticária ou asma ligados a esses
medicamentos.
De modo geral, não devemos nunca prescrever AINES no pré-operatório de cirurgias. Mas o Cetorolaco é um dos que não podemos nem pensar em prescrever,
principalmente se você espera uma cirurgia com grande sangramento. Ele inibe bastante a COX 1 das plaquetas, não fabrica a tromboxana A2 e não forma coágulo.
Cuidado com pacientes que já tem sangramento, que já estão com hemorragia em algum local do corpo. Pós-operatório poderíamos até utilizar, mas tem grandes
chances de ter hematoma. Pacientes com insuficiência renal grave ou risco de falência renal, pacientes em diálise. Não iremos utilizar!
Use a menor dose efetiva pelo menor tempo possível. Esta é a recomendação básica. Tirar a dor para poder abrir o dente num caso de pulpite. Na bula temos a
informação que hematomas podem acontecer após uso via IM ou IV, mas via sublingual também pode acontecer. No pós-operatório podemos não ter a formação
muito boa do coágulo, então, não seria o mais indicado. As reações renais e GI são bastante drásticas se usados por mais tempo. A admnistração por longos periodos
pode vir a causar necrose da papila renal e outras injúrias do rim. Tem sido reportados casos de falência renal aguda, nefrite intersticial e síndrome nefrótica com o
uso do cetorolaco.
Cetorolaco
segunda-feira, 11 de maio de 2020 13:45
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uso do cetorolaco.
Interações medicamentosas
Se ele faz tudo isso que estamos comentando, se meu paciente tomar anticoagulante, podemos ter exacerbação dos efeitos. Pode aumentar sangramento. Qualquer
AINE, a LONGO PRAZO, pode reduzir os efeitos dos medicamentos para controlar pressão. Perigo para pacientes reumáticos. AINES e anticoagulantes possuem
efeitos sinérgicos sobre o sangramento GI. O cetorolaco pode reduzir os efeitos dos diuréticos de alça e dos tiazídicos em alguns pacientes. Uso concomitante aos
inibidores de ECA (Captopril e Enalapril) ou antagonistas de Angiotensina II pode aumentar o risco de disfunção renal. Pode diminuir o efeito antihipertensivo dessas
drogas se há uso prolongado.
Cuidado com pacientes depressivos, bipolares, psicóticos, etc, que tomam LÍTIO. Eu comentei com vocês na nossa aula de Ibuprofeno que devemos ter com estes
pacientes, nem paracetamol nós devemos prescrever. Pode aumentar muito a toxicidade do lítio, principalmente no cérebro. Outro medicamento é o metotrexato,
que é usado para psoríase, artrite, câncer. Pode provocar aumento de toxicidade deste medicamento, principalmente nos rins. Na anamnese você precisa descobrir
os medicamentos que seu paciente utiliza, e, se você não souber, nunca ouviu falar, pegue a bula para descobrir as interações medicamentosas possíveis!!!
Outros medicamentos que podemos ter interações: Drogas antiepiléticas: existem relatos de convulsão, principalmente fenitoína e carbamazepine (Tegretol) – que
em Odontologia é usado para nevralgia de trigemio na DTM. Fluxetina, o paciente pode ter alucinações.Alprazolam (Frontal) que é um ansiolítico, também pode ter
alucinações. Já sabemos que os pacientes que tomam antidepressivos tem alto risco de sangramento GI, evitar o Cetorolaco nestes pacientes também.
Riscos para grávidas e lactantes - Risco C
Evitar uso especialmente no último mes em razão do possivel fechamento do ducto arterioso no coração do feto. Na lactação, nos primeiros 2 a 6 dias após o parto
os níveis de cetorolaco no leite materno é muito pequeno. Contudo, não há evidencias de efeitos adversos em recém-nascidos.
Populações especiais
Não é indicado para pacientes pediatricos. Sua segurança e efetividade para pacientes menores de 17 não foi estabelecido. Em idosos, a eliminação por via renal é
mais lenta, sendo estes mais propensos aos efeitos adversos dos AINES, sendo importante usar doses reduzidas com cuidado.
Posologia
Recomendações gerais
Prescrever a menor dose o possivel ao paciente, nunca ultrapassando 5 dias e nunca precrever o uso de 4 em 4 horas.
Formas comerciais
Temos injeção de 30 e 60 mg IM. Não é comum
prescrever. Se temos a opção sublingual, que é
extremamente rápida, é preferível. Pacientes
saudáveis adultos: podemos prescrever 10 mg (1
comprimido) ou 20 mg (2 comprimidos) SL,
seguidos por 10 mg (1 comprimido) a cada 6 horas.
Mas não passar de 40 mg ao dia. Idoso: não dar os
20 mg iniciais, prescrever só os 10 mg (1
comprimido) inicial. Não passer também de 40 mg
ao dia.
IM nós não costumamos prescrever, deixem para
ambiente hospitalar. Gotas de 20 mg/mL – 20
gotas = 1 mL Poderíamos prescrever no máximo
20 gotas inicialmente, seguidas de 10 gotas a
cada 6 horas, no máximo. Vamos escolher a
forma sublingual (SL) por ser mais rápida, fácil e
eficaz. Nomes comerciais mais comuns Toragesic
e Deocil.
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Na aula de hoje iremos estudar os últimos dois medicamentos que são inibidores inespecíficos para COX 2.
Até aqui, todos os que estudamos, quando inibem COX 2 – inibem inflamação, e quando inibem COX 1 – provocam gastrite e podem alterar o sangramento.
Hoje veremos dois medicamentos dessa família dos OXICANS, que temos 3 AINES: Piroxicam, Tenoxicam e Meloxicam. Os 2 primeiros são inespecíficos e o meloxicam, que
veremos na próxima aula, é preferencial para COX 2
Ele é o AINE que tem o maior tempo de ação. Durante o dia todo, teremos boas concentrações do medicamento e meu paciente não vai sentir dor.
Os alimentos parecem não atrapalhar tanto, mas vão atrasar a absorção se for por via oral. Por via sublingual não temos nenhuma interferência de alimento, se lembram de
como a via sublingual se comporta?
E ele é muito bom para controlar dor e edema.
O maior problema é gastrite, com caso de hemorragia de estômago com poucos comprimidos. Ele é um dos que podemos usar o
omeprazol junto.
Outro problema que pode ocorrer com o piroxicam é um grau de alergia grave (com baixa incidência) chegando a provocar síndrome
de Stevens-Johnson.
Ele é um dos AINES mais potentes que temos, sendo muito bom como analgésico, antitérmico e anti-inflamatório.
Farmacocinética
Absorve muito bem por via oral – existe a formulação em cápsula. Temos também comprimido sublingual, que a absorção é mais
rápida. Parecido com o Cetorolaco (Toragesic®).
O pico por via oral é em 3 a 5 horas, bem rápido. E por sublingual em 15 min já temos ação.
Agora, aqui está a grande diferença dele: a meia-vida é de quase 50 horas. É o tempo que irá demorar para sair do pico de
concentração plasmática e cair pela metade. São dois dias. Um comprimido eu posso ter efeito clínico por até dois dias. A vantagem
clínica é que meu paciente pode tomar apenas um comprimido por dia!!
Da mesma maneira que os outros AINES, ele se liga bastante com as proteínas plasmáticas (99% se liga às proteìnas plasmáticas), e, portanto, devemos tomar cuidado com
aqueles medicamentos “espaçosos” que nossos pacientes possam tomar (antiepilético, sulfonilureias, etc).
É excretado no leite, não iremos prescrever pra grávida nem para lactante - concentração no leite é de 1 a 3% da concentração encontrada no plasma. Se não tivermos outra
opção, e a mãe precisar tomar piroxicam, congela o leite e só depois de uns 3 dias (pois a meia-vida é muito longa) ela pode voltar a amamentar!
Metabolização por hidroxilação e conjungação – os metabólitos que são produzidos são inativos. Mesmo que fique “rodando” no nosso corpo, não teremos grandes problemas.
65% é excretado pela urina e 35% pelas fezes. Não é um medicamento que sobrecarrega tanto nosso rim, e também, esse metabólito que ele irá excretar, é inativo.
Cerca de 5% apenas é excretado sem metabolização, 95% é metabolizado
Quase toda dose admnistrada é eliminada pelo metabolismo hepático. Portanto, doenças no fígado podem ser problemáticos para administração deste medicamento. Pacientes
que apresentam disfunção renal moderada e leve não necessitam alteração de dose. Contudo, não há dados farmacocinéticos suficientes sobre o piroxicam em pacientes com
função renal gravemente comprometida ou em hemodiálise.
Vamos pensar num caso clínico: Eu tenho um paciente com doenças renais, o melhor seria escolher um AINE se seja também eliminado pelas fezes. O piroxicam poderia ser uma
opção! Apesar de todos os AINES prejudicarem os rins, se nós lembrarmos da função das prostaglandinas na filtração renal, MAS, se os rins ainda não chegaram à diálise, não
precisamos reduzir a dose! Se eu escolher o piroxicam, vou dar a dose normal! Mas se estiver fazendo diálise, aí sim precisamos nos preocupar. E o que nunca podemos prescrever
para paciente renal é a dose máxima!
Nunca foi aprovado para uso em crianças! - uso do piroxicam ainda não investigado em pacientes pediátricos.
Com quem precisamos ter cuidado? ALÉRGICOS
Tanto aqueles que tem alergia aos outros AINES, quanto pacientes que tem alergias às SULFONAMIDAS. Sulfas são aqueles antibióticos como o Bactrim®, Bactrim F®.
Se olharmos para as fórmulas químicas dos dois compostos, veremos a presença do ENXOFRE. Vocês devem se lembrar quando estudamos anestésicos locais, que a Articaína
também pode provocar alergia por ter enxofre na fórmula!!
Não quer dizer que todo mundo que tiver alergia ao Bactrim®, vai ter ao Piroxicam, mas se na anamnese o paciente já relatar, você não deve prescrever no pós-operatório.
Que todos os AINES atrapalham a ação de diuréticos, nós sabemos. Pois o AINE retém líquido e a função do diurético é eliminar líquido do nosso corpo. Pode aumentar o risco de
reações adversas Cardiovasculares mesmo administrando a menor dose pelo menor tempo possivel. Pode agravar o quadro hipertensivo e atrapalhar/prejudicar a ação de
diuréticos e outros medicamentos anti-hipertensivos (uso a longo prazo).
Hipertenso não pode usar AINE? Se lembrarmos das nossas primeiras aulas, os AINES específicos para COX 2 vão facilitar a formação de trombos. Os inespecíficos nem tanto,
mas de maneira geral, todos eles podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
Se pensarmos em um paciente reumático que irá tomar o medicamento a largo prazo, sim.
Nós prescreveremos por 4-5 dias, mas vale sempre a premissa de administrar a menor dose efetiva, pelo menor tempo. Se com 2-3 dias o paciente não sentir mais dor, pode
suspender. Não é igual antibiótico que precisa tomar por no mínimo 7 dias. Por isso que colocamos na receita: enquanto houver desconforto. E sabemos que o pico da
inflamação é em torno de 48-72 horas.
Cuidado!
Um dos maiores problemas do piroxicam está aqui: GASTRITE. Não tanto quanto o Diclofenaco, mas também pode ser bem perigoso.
Pode causar gastrite, úlcera e até perfuração com sangramento de estômago.
Este problema GI nós já conversamos desde ano passado, quem devemos tomar muito cuidado: - Idoso, muitos morrem com sangramento no estômago por uso de AINE. Se
pensarmos em todos os AINES que estudamos até agora, o menos agressivo seria o Paracetamol. Outro que seria uma opção: o Ibuprofeno. - Paciente que toma AAS tododia,
se ele tiver uma hemorragia no estômago, não vai parar, e pode ser fatal. - Fumante - Alcoolatra - Quem toma antidepressivo, aumenta o sangramento GI - Quem toma
corticoides (lúpus, doença autoimune), pode aumentar também o sangramento GI.
O omeprazol é uma opção para podermos usar outros AINES se precisarmos. Ele é usado 20 mg em completo jejum pelo tempo que o paciente precisar tomar o AINE. Avisar
Piroxicam e Tenoxicam
segunda-feira, 18 de maio de 2020 16:04
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O omeprazol é uma opção para podermos usar outros AINES se precisarmos. Ele é usado 20 mg em completo jejum pelo tempo que o paciente precisar tomar o AINE. Avisar
o paciente para esperar 30 min para tomar o café da manhã. E depois pode tomar o AINE que você prescreveu.
E como o piroxicam tem a meia-vida tão longa, 3 dias é um ótimo tempo para seu paciente tomar. O efeito vai durar bem mais que isso.
A admnistração prolongada do piroxicam pode causar a necrose da papila renal. Cuidado com os
pacientes que apresentam disfunção renal, insuficiencia cardiaca, disfunção hepática, medicados com
diuréticos ou inibidores do ECA (captopril, enalapril, ranipril e etc.) e especialmente idosos
Outra coisa que pode causar necrose de papila renal é a associação de 2 AINES. Principalmente se
estamos trabalhando com um AINE tão potente como o piroxicam. Ao misturar com dipirona,
paracetamol, não vai sobrar nenhuma prostaglandina nos rins para dilatar as arteríolas e o sangue poder
ser filtrado.
Aqui precisamos ter cuidado com quem já tem alguma disfunção renal, quem já tem disfunção hepática,
insuficiência cardíaca (pois já tende a reter líquido), quem toma diurético, inibidores da ECA, sabemos
que estes remédios podem atrapalhar a função renal, se fechar a arteríola aferente, o rim pode parar de
filtrar.
*olhem esta imagem como metade do rim já não
tem circulação, está necrótico.
Outro problema que pode ser muito sério: ALERGIA
Podendo até causar Stevens-Johnson. Necrose epidérmica. Dermatite esfoliativa
E dos pacientes que apresentam esse quadro, 30% pode ser fatal! Então, em qualquer sinal de alergia (Rash cutâneo), interromp e o uso
imediatamente.
Outro sinal que pode ser indicativo desse quadro é dor em articulação, febre, cansaço, também interromper imediatamente.
Poderá também inibir a agregação de plaquetas, prolongando o sangramento. Ao contrário da Aspirina, seu efeito é menor, de mais curta duração e reversível. Portanto,
nunca indicamos um AINE em fases pré-operatória.
99% se liga com albumina, então, como já falei: cuidado com os outros medicamentos que o seu paciente toma. Pela sua alta ligação à proteinas plasmáticas, devemos tomar
cuidado com a interação medicamentosa com os farmacos que o paciente já usa, como sulfonamidas, sulfoniluréias e ácido valproico.
O que já comentamos nas outras aulas vale para o piroxicam também: cuidado com pacientes que tomam o Metrotexato (psoríase) e o lítio (paciente bipolar). Qualquer AINE
pode aumentar as concentrações plasmáticas destes dois medicamentos, aumentando muito a toxicidade deles. Pode também diminuir o efeito anti-hipertensivo de diuréticos,
inibidores do ECA e antagonistas da Ang II. Anticoagulantes e AINES potencializam o sangramento GI.
Eu não prescreveria o piroxicam por ele ter uma meia-vida muito longa.
Se não tiver jeito, escolham um que seja eliminado mais rápido (ibuprofeno, paracetamol).
Grávida: paracetamol sem edema, e ibuprofeno se tiver edema. Não vamos arriscar nenhum dos outros. Não estudos muito controlados, portanto não é recomendado durante a
gravidez e amamentação - RISCO C.
Em grávidas, devemos tomar cuidado com o uso por causa do risco do fechamento do ducto arterioso. Apesar da concentração baixa em leite maternos (1 a 3% da concentração
plasmática), este não deverá ser usado durante a lactação. Não há estudo quanto a efetividade em crianças. Em idosos, com problemas renais, hepáticos, sangramento GI e
terapia com medicamentos multiplos não prescrevemos, ou prescrevemos a menor dose pelo menor tempo possivel.
Piroxicam
Medicamento indicado para uma variedade de condições que requeiram um efeito antiinflamatório e analgésico. Isso inclui dor pós-operatória e pós-traumática e para o
tratamento de disminorreia primária para pacientes maiores de 12 anos. O inicio da analgesia é imediato.
Posologia
A dose usual é de 20mg ao dia, visto sua meia vida muito alta. O tratamento pode ser feito com uma dose de ataque de 40mg/dianos dois primeiros dias e depois seguir com o
tratamento padrão de 20mg (nos dois primeiros dias, podemos tomar os 40mg de uma vez ou um de 20mg a cada 12 horas.
Formas comerciais
Farmacologia IV Page 34
Temos genérico em cápsulas e comprimidos
O nome comercial mais conhecido é o Feldene®
da Pfizer. Cápsulas, supositório de 20 mg e
ampola de 40 mg, que já é a dose máxima.
E o sublingual de 20 mg.
Caso tenhamos um pós-operatório tranquilo, com dor leve a
moderada, podemos prescrever uma cápsula, ou um sublingual
(lembrando que é bem mais caro), por dia.
Se eu quiser prescrever injeção para meu paciente? Como faço a prescrição?
Podemos prescrever a ampola de 40 mg, que já é dose máxima. E podemos
prescrever outro comprimido a noite? NÃO!!! A ampola já é a dose máxima.
Diferente dos outros que estudamos até agora, que poderíamos complementar a
noite, se necessário, pois não havia chegado na dose máxima.
E no 3º dia, podemos prescrever 1 comp (sublingual ou não) ao dia.
Como a injeção de (qualquer) AINE dói muito, a outra opção seria dar desde o
começo o sublingual. O tempo de início da ação por via sublingual é tão rápida
quanto a injeção. Daria então 2 comp sublinguais (os dois juntos ou um a cada 12
horas) nos dois primeiros dias e continua com 1 no terceiro dia.
Se você prevê que seu paciente vai sentir muita dor, pode fazer aquele esquema de 2
comprimidos ou cápsulas nos dois primeiros dias e continua com um por dia.
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Hoje, nós começaremos a estudar 2 medicamentos que surgiram logo depois daquele artigo do John Vane, na década de 70, que nosfalava sobre a inibição das
cicloxigenase, inibindo a formação de prostaglandinas e tromboxanas. Quando Vane nos mostrou essa inibição da COX, começamos a entender os grandes efeitos
colaterais dos nossos medicamentos: gastrite, insuficiência renal. E tudo isso acontecia pois faltava prostaglandinas nessas partes do corpo após o uso dos AINES.
Um tempo depois, começaram a estudar que existiam 2 tipos de cicloxigenase, existiam 2 isoformas da COX. O que isso significa? Que uma mesma enzima, que é
formada por algumas centenas de aminoácidos, possui algumas sequências desses aminoácidos diferentes. A duas são COX, as duasconseguem produzir
prostaglandinas, mas como a sequência de aminoácidos é diferente, estruturalmente, elas também serão diferentes. Se vocês voltarem nas nossas primeiras aulas,
onde vimos a estrutura 3D das COX, podemos ver que elas se parecem com um copo, e a COX 2 tem uma “barriga” a mais. Quando sedescobriu que existiam essas
duas isoformas, e que era a COX 2 que produzia a prostaglandina na inflamação, aquela que provocava dor, potencializava o edema, etc, começaram a aparecer
medicamentos que preferiam bloquear a COX 2. A ideia, na época, era inibir só a COX 2, mas isso veremos na próxima aula. Nessa época em que tínhamos aqueles
Oxicans muito bons, o piroxicam e o tenoxicam, os pesquisadores pensaram em aproveitar essa família para desenvolver um novo AINE mais seletivo para a COX 2.
Aqui surgiu o MELOXICAM. Conseguiram mudar a fórmula dos oxicans e que fosse mais específico para a COX 2, que bloqueasse melhor a COX 2 do que a COX 1.
Ele é um ótimo medicamento analgésico, anti-edema, antitérmico. Assim como seus semelhantes da família dos oxicans. Este
foi o primeiro medicamento RELATIVAMENTE seletivo para COX 2. Se ele é relativamente seletivo para COX 2, significa que se
eu aumentar a dose, ele também poderá inibir a COX 1. Em dosesconvencionais, teoricamente, não deveríamos ter tantos
efeitos colaterais que tínhamos com os mais antigos, relacionados com efeitos gastrintestinais e insuficiência renal. Tempo
para chegar no pico plasmático é de 5 horas (bem diferente dos outros que vínhamos estudando até agora, que eram de 1
hora ou menos). Mas temos a versão intramuscular que o pico chega após uma hora. A meia-vida dele é longa (21 horas),
podemos tomar apenas um por dia. Assim como o piroxicam e o tenoxicam. Aqui temos uma grande diferença com os que
estudamos até agora: é melhor tomar o comprimido depois de comer, principalmente se a alimentação for rica em gordura. E
o tempo para começar a agir é de uma hora e meia. Se eu preciso controlar uma dor aguda, trauma, talvez essa não fosse a
melhor escolha. Mas temos que considerar que nosso anestésico dura 2-3 horas para passar o efeito! A vantagem é que ele
não causa gastrite, mas ele leva um tempo para começar a agir. Se pensarmos que esses medicamentos foram feitos para
paciente com artrite, ao invés de tomar 4 comprimidos por dia, agora ele poderia tomar só um, e não ter tanto problema GI.
99% se liga com proteína plasmática, cuidado com aqueles medicamentos “espaçosos” que vemos desde a primeira aula. Se
tivermos um paciente que toma algum desses medicamentos, o que podemos fazer? É só não atingir a dose máxima,
prescrever pelo menor tempo e a menor dose efetiva.
Uma grande vantagem desse medicamento é que após uma única dose (VO), a concentração dele é
quase a metade na sinovia. Para pacientes com artrite, isso é maravilhoso. E dentro desse líquido, a
fração livre do fármaco (que efetivamente irá atuar) é 2,5 vezes maior que no plasma. A concentração
na articulação é altíssima e a fração livre é maior! Ele é totalmente metabolizado em 4 produtos
diferentes, mas foram feitos estudos com disfunção hepática moderada e leve, e não houve diferenças
com indivíduos saudáveis. Mesmo ele sendo totalmente metabolizado, quem não está com o fígado
muito comprometido, poderia tomar o meloxicam (claro que em doses usuais e pelo menor tempo
possível). Excretado em igual extensão pela urina e pelas fezes(excretado totalmente como
metabólitos), então quem tem problema renal leve a moderado também poderia tomar. Vamos lembrar
que a albumina é produzida pelo fígado, e mesmo em pacientes com insuficiência hepática leve a
moderada, ele não produzirá muita albumina, a concentração plasmática do meloxicam não é muito
afetada. Nenhum ajuste de dose sendo necessário em disfunções leves a moderadas, só que o paciente
estiver esperando transplante, por exemplo, não sabemos se pode ser prescrito, pois não existem
estudos de seguranças - não existem estudos sobre o comportamento do Meloxicam em pacientes com
severa disfunção do figado. Não há diferença de concentração plasmática entre pacientes com leve ou
moderada disfunção hepática quando comparados com individuos saudáveis.
Assim como todos que estudamos até o momento, se meu paciente tem uma insuficiência renal leve a moderada, não precisamos ajustar dose (mas não podemos
dar dose máxima). Só se o paciente tiver uma insuficiência severa, devemos evitar. Outra diferença do meloxicam, quando o paciente está em hemodiálise,
sempre precisamos tomar cuidado com o horário do paciente tomar o medicamento, pois na diálise, que é uma filtração artificial, ele pode eliminar todo o
medicamento que o paciente tomou (pode ser um antibiótico, aine ou qualquer outro), geralmente, prescrevemos logo depois da diálise, para ficar o maior tempo
agindo no corpo. O meloxicam não sai pela diálise, não vai diminuir a concentração plasmática.O meloxicam não é dialisável.
Sua maior indicação é para problemas articulares, já que ele se acumula muito bem nesse local. Também usamos em situações agudas, só vai demorar um
pouquinho para ele começar a agir. Nos EUA, sua indicação é para os sinais e sintomas da osteoartrite, enquanto no brasil será mais indicado para artrite
reumatóide e osteoartrites dolorosas.
Quem é contraindicado?
Alérgico. E se preocupem também com pacientes que são asmáticos, que pode ter sido deflagrado pelo uso de AINE e o paciente não ter associado a isso. Evitar
todos os AINES e tentar o paracetamol. Caso clínico que pode cair na nossa prova!!!!
Aqui começamos com alguns problemas: ele é inibir mais seletivo para a COX 2. A COX 2 é a COX da inflamação, mas se
lembrarmos das aulas do ano passado, a COX 2 também está presente no endotélio, produzindo a prostaciclina (PGI2). Se
inibirmos a COX 2, inibimos a inflamação, mas também inibimos a PGI2 nos pequenos vasos. E por outro lado, não inibimos
ou inibimos pouco a COX 1, as plaquetas só tem COX 1. As plaquetas irão continuar a produzir a tromboxana: pode causar
TROMBOSE. Quanto mais específico o AINE for pra COX 2, maior o risco de causar trombose. Estes trombos podem ocluir
pequenos vasos do coração, que já podem estar um pouco fechados por arteriosclerose, causando infarto. Pode ocluir algum
vaso do cérebro, causando isquemia, AVC. Houve um aumento grande de incidência destes problemas trombóticos quando
começou-se a utilizar estes mais seletivos ou totalmente seletivos para COX 2. Mas a indústria farmacêutica quis aliviar a
situação falando que TODOS os AINES podem causar esse problema (por isso encontraremos em todas as bulas essa
informação). Mas sabemos que a tendência é muito maior com os inibidores mais seletivos e seletivos!! Se eles inibem a PGI2
que é vasodilatadora e não inibem a TX, vai haver maior tendência a formação de trombos! Cuidado com quem já tem
tendência a formar trombos. Quem deveríamos evitar estes mais seletivos para COX 2? Hipertenso, cardiopata, diabético.
Devemos evitar, mas não é proibitivo. O ideal seria os mais antigos, mas se precisar, usar a menor dose pelo menor tempo
possível. Todos os AINES agravam a hipertensão a largo prazo. Se precisarmos usar por 3-4 dias, não é tão preocupante. O
Meloxicam e Nimesulida - Aines preferenciais de COX2
quinta-feira, 18 de junho de 2020 00:31
Farmacologia IV Page 36
informação). Mas sabemos que a tendência é muito maior com os inibidores mais seletivos e seletivos!! Se eles inibem a PGI2
que é vasodilatadora e não inibem a TX, vai haver maior tendência a formação de trombos! Cuidado com quem já tem
tendência a formar trombos. Quem deveríamos evitar estes mais seletivos para COX 2? Hipertenso, cardiopata, diabético.
Devemos evitar, mas não é proibitivo. O ideal seria os mais antigos, mas se precisar, usar a menor dose pelo menor tempo
possível. Todos os AINES agravam a hipertensão a largo prazo. Se precisarmos usar por 3-4 dias, não é tão preocupante. O
mesmo vale para interferir na ação dos medicamentos anti-hipertensivos, sempre a largo prazo. Se eu inibo as PGs renais,
podemos ter agravamento dos casos hipertensivos, já discutimos isso em todos os AINES
O mesmo vale para retenção de líquidos, igual aos outros AINES, e edema periférico (uso prolongado), devendo ter cuidado
com sua aplicação em pacientes com retenção de liquido, hipertensão ou insuficiencia cardiaca. Na bula temos a informação
que pode causar inflamação GI, gastrite, mas ele não é mais seletivo para COX 2? Sim. Mas complementam a informação
com: EMBORA a incidência seja bem menor como os inibidores seletivos para COX 2. Se aumentarmos a dose, ou usar por
muito tempo, pode causar gastrite. Ele prefere a COX 2, mas ele também pode inibir COX 1. Se o paciente relatarem gastrite
na anamnese, o meloxicam é a melhor opção. E se ele for idoso, o meloxicam também é indicado. Dos mais antigos os que
são menos agressivos são o paracetamol e o ibuprofeno.
Nós não iremos usar por tempo prolongado. Mas sabemos que o uso prolongado ou o USO COMBINADO (juntar com
dipirona ou paracetamol) leva à necrose da papila renal e insuficiência renal grave. E temos os pacientes que são de risco:
paciente que tomam medicamento para hipertensão, inibidores da ECA, idoso, etc. Outro efeito adverso importante:Alergia. Ele é parente do piroxicam que pode causar Stevens-Johnson. Não devemos prescrever para pacientes que ja
apresentam reações do tipo alérigca a Aspirinas e outros AINES, como broncoconstrição, dermatite esfoliativa, sindrome de
stevens-johnson e necrólise tóxica do epiderme.
Gravidez não é recomendado. Na fase tardia da gravidez causa o fechamento prematuro do ducto arterioso, causando uma hipertensão pulmonar no recém
nascido. Os pacientes podem apresentar um quadro de asma induzida por aspirina, e por este motivo não prescrevemos de forma alguma a pacientes asmáticos.
Nas doses normais, não tem efeito sobre a agregação plaquetária no tempo de sangramento.
Exatamente como os outros AINEs, administração concomitante de meloxicam e aspirina não é recomendada, em função do potencial para aumento significativo
dos efeitos adversos. Mas vamos pensar em um paciente que toma aspirina todos os dias (dose 81 mg) como protetivo cardíaco. Eu fiz uma cirurgia neste paciente
e preciso prescrever um AINE, qual posso prescrever? Qual a dose que precisamos para ter efeito analgésico da aspirina? 500 a1000 mg. O que não podemos é
associar o meloxicam (ou outro AINE) com a aspirina na dose usual. Mas com a dose que o cardiologista prescreve, isso é admissível. O que precisamos lembrar é
que mesmo nessa dose baixa (81 mg), o paciente tem uma tendência alta a sangramento GI. Vamos escolher um que seja menos gastrolesivo: paracetamol,
ibuprofeno ou meloxicam.
Como os outros AINES, cuidado com as interações medicamentosas. Os medicamentos anti-hipertensivos a longo prazo e
principalmente com o lítio, metotrexato e warfarin, que apesar de não alterar muito a farmacocinética, é um
anticoagulante, a chance de sangramento GI é alta nestes pacientes.
Meloxicam pode reduzir efeito natriurético da furosemida. Em tratamento prolongado, paciente deve ter sua função renal
monitorada. Além disso, pode reduzir os efeitos diuréticos de outras drogas hipertensivas (uso prolongado) - o Meloxicam
pode aumentar a toxicidade do metotrexato). Meloxicam na dose de 15 mg aumenta a AUC de lítio em cerca de 21% -
importante monitorar a toxicidade do lítio. Meloxicam não altera a farmacocinética do warfarin, mas uso concomitante
aumenta risco de sangramento.
Gravidez é risco C. Mesmo em doses baixas, foi observado um aumento da incidencia da morte de embriões de ratos quando foi admnistrado no inicio e final da
gravidez. Pode provocar o aumento de incidencia de defeitos estruturais em septo cardiaco e morte do embrião. Cruza a barreira placentária, não existindo estudos
adequados realizados durante a gravidez de humanos. O fármaco pode provocar fechamento do ducto arterioso, redução do numero de nascimentos e da taxa de
sobrevivencia numa ninhada de ratos quando admnistrada no final da gravidez e durante a lactação.
O único risco C que admitimos usar em grávida é o ibuprofeno, pelo tempo muito grande de uso. É um medicamento de 1987, relativamente novo. As evidências
com gravidez são poucas e as pesquisas não mostraram resultados bons. Baixas doses aumentaram a incidência de mortes em embriões de ratos, tanto na formação
do feto, quanto no final da gravidez.
Cuidados
No leite também pode matar os bebês de ratos. Evitar na lactação. Ele foi excretado em concentrações maiores no leite das ratas do que em plasma.
Cuidados com idosos, como todos os outros AINES.
Reações adversas mais comuns: dor de cabeça, dor abdominal, má digestão, diarreia, vomito, mas nada muito grave.
Essa informação é importante: Uso somente para adultos acima de 12 anos (comprimidos) e 18 anos (forma injetável IM).
Por ser mais seletivo para COX 2, ele tem menos efeitos gástricos.
A co-administração com outros AINES pode aumentar o risco de sangramento GI em razão do sinergismo de ação.
O uso concomitante com outros AINES não é recomendado.
O nome comercial mais conhecido é o Movatec, de uso
restrito a adolescentes e adultos, com dose diária máxima
recomendada de Meloxicam de 15 mg.
A dose injetável é sempre intramuscular, nunca
endovenosa. E essa via é sempre nos primeiros dias,
sendo substituido pela via oral. Ele é a dose máxima. Não
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restrito a adolescentes e adultos, com dose diária máxima
recomendada de Meloxicam de 15 mg.
A dose injetável é sempre intramuscular, nunca
endovenosa. E essa via é sempre nos primeiros dias,
sendo substituido pela via oral. Ele é a dose máxima. Não
podemos prescrever por mais de 2 dias. Continuar com
7,5mg/dia.
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Agora o segundo medicamento preferencial para COX 2 que vamos estudar na aula de hoje: NIMESULIDA.
Este medicamento é bastante prescrito em Odontologia e precisamos saber um pouquinho a mais sobre ele. Ele preferencialmente
inibe a COX 2 e tem pouquíssima atividade sobre a COX 1, sendo ótimo antiinflamatório, antipirético e analgésico. Em comparaç ão
com o meloxicam, nimesulida inibe muito mais a COX 2, ela é muito mais seletiva para COX 2. Ela tem melhor efeito na dor que o
meloxicam, assim como no edema e na febre, MAS, ele também vai ter um efeito maior no endotélio. Ela vai atuar muito pouco na s
plaquetas, e elas irão continuar fabricando a tromboxana normalmente. O que é mais importante sabermos sobre este
medicamento: ELE NUNCA FOI APROVADO PARA USO CLÍNICO NOS EUA. Foi descoberta na França, usada na Europa, mas nunca foi
aprovada nos EUA, muito menos na versão gotas (que temos no Brasil). Muito contraindicada em pediatria. E o motivo pelo qual
nunca foi aprovada nos EUA é que ela provoca necrose aguda de fígado! Alguns países da América do Sul já retiraram do mercado :
Argentina, Paraguai, Chile.
Além da inibição da COX 2, a nimesulida tem outras atividades:
- Ela reduz a formação de radicais livres, quando os neutrófilos vão fagocitar, eles liberam muitos radicias livres (os peróxid os), além
de inibir proteinases (elastase e colagenase). Esses radicais livres pioram a inflamação, talvez a nimesulida se ligue a eles , não
deixando-os agir, diminui a agressão tecidual;
- Na articulação, ela se liga a algumas enzimas que pioram a inflamação articular como a elastase e colagenase; - Não deixa os
mastócitos e basófilos liberarem histamina, que vai acabar diminuindo a vasodilatação, permeabilidade vascular. - Além de inibir a
liberação, ela também pode se ligar aos receptores de histamina, atuando como um antagonista da histamina.
Ela é bem absorvida por via oral, e como o meloxicam, o alimento não interfere na absorção. Parece até ser melhor após a refe ição.
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Ela é bem absorvida por via oral, e como o meloxicam, o alimento não interfere na absorção. Parece até ser melhor após a refe ição.
São as duas únicas exceções. (sem muitas explicações científicas para isso) O pico é de 1 a 3 horas. Mais rápido que o meloxi cam.
Ele, como todos os outros AINES, se ligam com bastante com as proteínas plasmáticas.
Meia-vida rápida, de 2 a 4,5 h, mas quando ele é metabolizado, o METABÓLITO é farmacologicamente ativo! Continua fazendo
efeito por 3 a 6 horas. Aumenta bastante o tempo de ação. Podemos usar duas vezes ao dia!! 100 mg a cada 12 horas.
Excretada 50% na urina, quem tem problema renal leve a moderado, não teríamos grandes problemas em prescrever. Mas quase
tudo é metabolizado (1 a 3% não), então o fígado é essencial. Na bula (Brasileira) encontramos a informação que idosos não te m
alterações no perfil cinético, mas precisamos lembra que ela nunca foi autorizada nos EUA por ser hepatotóxica. Não devemos
arriscar. Contraindicado em pacientes com insuficiência hepática, já que o metabólito é ativo, quanto mais tempo demorar pra
formar, mais tempo ele vai ficar rodando no corpo. Aqui precisamos lembrar dos idosos, mas também das crianças
Contraindicações:
-Alergias
- Pacientes com úlceras ou hemorragia, e quem tem distúrbiode coagulação grave, pois, se eles alteram funcionamento do
fígado, e sabemos que vários fatores de coagulação são produzidos no fígado!
- Paciente com insuficiência cardíaca grave, pois provoca acúmulo de líquidos (a longo prazo)
- Pacientes com disfunção renal grave, como todos os outros. Não podemos dar dose máxima.
- Pacientes com disfunção hepática (pois causa necrose de fígado)
- Crianças menores que 12 anos (e muitos de nós tomamos quando criança!!)
Devemos usar sempre a menor dose pelo menor tempo possível. E aqui vem a história real: A nimesulida foi associada a reações hepáticas sérias, incluindo casos
fatais muito raros (muitos morreram). Pacientes que apresentam náusea, vomito, dor do lado direito do abdômen, urina escura ou icterícia (paciente fica amarelo),
devem parar na hora o medicamento e ser encaminhado para o gastro, pode ser quadro de hepatite.
Não podemos misturar com outra droga hepatotoxica, paracetamol, diclofenaco, abuso de álcool. E essas reações hepáticas podem acontecer com uso não tão
prolongado.
Cuidados
Na bula também encontramos os cuidados com pacientes que têm gastrite/ulcera, mas é bastante raro sendo que é um inibidor de maior preferência à COX 2. Pode
aumentar a pressão arterial a longo prazo; em pacientes com insuficiencia renal ou cardiaca é requerido cuidado pois o uso do AINES pode resultar na deterioração
da função renal. Cuidado com idosos, que sabemos serem mais propensos a ter hemorragia GI e bem como outras reações, bem como perfuração GI e dano à função
renal, hepática e cardiaca. Usar a menor dose pelo menor tempo para pacientes maiores de 65: 100 mg a cada 12 h. Eu não recomendo e não prescreveria para
idoso.
Para pacientes com histórico de ulcera péptica e inflamação intestinal, o uso deve ser acompanhado e o uso com atenção, além disso esse AINE pode interferir na
função plaquetária, sendo utilizado com cuidado em pacientes com alteração na coagulação - mesmo que seja pouco efetivo contra a COX1, a ação nociva sobre o
fígado é observada.Esses cuidados já comentamos nas contraindicações. Pacientes com úlcera e hemorragia GI, pacientes com alterações de coagulação, mesmo ele
sendo seletivo, pode se ligar a COX 1, mas o mais importante, ele vai alterar a formação dos fatores de coagulação pelo fígado. Além de não poder usar em criança,
ainda pode acontecer aquela Síndrome de Reye, lembram que estudamos ela ano passado?
O uso concomitante de analgésicos não esteroidais como a nimesulida e outros dessa natureza, visto o efeito sinérgico e nocivo dessa combinação.
Pacientes cardiopatas - insuficiencia cardiaca congestivas, hipertenção; ou com problemas renais - eliminação pelos rins é predominantedevemos; devemos ter
cuidado, pois a longo prazo, podem causar insuficiência renal e consequentemente, piora do quadro hipertensivo. Pacientes com clearance de creatinina entre
30-80mL/min
Gravidez: Risco C
Nunca iremos prescrever um medicamento que é hepatotóxico para grávida ou lactante. Foi observado um aumento da embriotoxicidade em coelhos, com
fechamento prematuro do ducto arterioro do recém nascido com hipertensão pulmonar e insuficiencia renal
Reduz efeito dos diuréticos, se usado a longo prazo.
Mesmo ela sendo preferencial para COX 2, podem ter efeitos aditivos com anticoagulantes e AAS. Com pacientes que utilizam lítio, pode causar toxicidade, como os
outros AINES (se atender um paciente que utiliza lítio, é preciso partir para uma droga opioide ou trabalhar junto com o psiquiatra, pois tudo vai depender da dose
que o paciente toma e as taxas no sangue, nunca decidam sozinhos)
Medicamentos como a fenitoina podem ter o efeito aumentado (antiepilético, anticonvulsivante).
Reações Adversas
Além de reações GI, pode causar náuseas, vômito e diarréia. A principal reação adversa é quanto ao fígado, ocorrendo casos de hepatite aguda, falência hepática
fulminante, ictericia e colestase.
Dose habitual 100 mg a cada 12 horas, e dose máxima 200 mg
a cada 12 horas (no max 2 dias). Temos comprimidos,
comprimidos dispersíveis e gotas (todos para adultos).
Aconselha-se utilizar após refeições, dada a melhor absorção
nessa situação.
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a cada 12 horas (no max 2 dias). Temos comprimidos,
comprimidos dispersíveis e gotas (todos para adultos).
Aconselha-se utilizar após refeições, dada a melhor absorção
nessa situação.
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Continuando nossa linha do tempo dos AINES, chegamos nos COX 2 SELETIVOS ou COXIBES. Logo depois do lançamento do meloxicam e nimesulida, perto dos anos
2000.
**Vamos relembrar sobre as duas isoformas da enzima cicloxigenase, COX-1 e COX-2.
Este conceito inicial surgiu no final dos anos 80 e começo da década de 90, quando o meloxicam foi introduzido no mercado farmacêutico. Falava-se que nosso
organismo seria capaz de produzir duas isoformas da enzima cicloxigenase, uma delas dita constitutiva, isto é, estaria presente nos nossos tecidos em condições
fisiológicas basais (COX-1) e a outra (COX-2), seria induzida, produzida apenas quando houvesse um processo inflamatório e, desta forma, a responsável pela produção
das prostaglandinas inflamatórias.
Na verdade, os estudos posteriores acabaram por mostrar que esta COX2 não era tão “patológica” assim e que, está relacionada com a produção de prostaglandias e/ou
tromboxanas em diversos processos fisiológicos. Desta forma, ela teria participação ativa durante o desenvolvimento de diversas estruturas fetais, sobretudo do
cérebro, rins, ossos, baço, útero e fígado. Além disso, no caso especial do rim e endotélio vascular, manteria sua atividade funcional mesmo na vida adulta, o que
equivale a dizer que nossos rins adultos apresentam as duas isoformas, COX-1 e COX-2, como responsáveis pela produção das prostaglandinas vasodilatadoras renais.
Visto o papel constitutivo do COX1 na proteção de rins, mucosa gástrica, um bloqueador seletivo de COX2 não apresenta os mesmos riscos e efeitos colaterais de outros
AINES. Entretanto, diversas e inúmeras evidências indicam que nosso estômago e nossas plaquetas apresentam apenas a isoforma da COX-1. Fica portanto bastante
claro que, os AINEs mais recentes, inibidores seletivos e/ou específicos da COX-2, não provocam nenhum tipo de problema gástrico ou de sangramento.
Agora vamos falar sobre os inibidores específicos da COX2:
Descobriram que existiam 2 isoformas da COX, pois se olharmos na estrutura 3D de cada uma delas, na sequência de aminoácidos, tem algumas diferenças estruturais.
Continua sendo uma COX, onde entra o ácido araquidônico e lá no fundo e ele é quebrado em prostaglandina e tromboxana. O dia que foi descoberto isso, que a COX2
era a COX da célula inflamada, agredida, e que a COX 1 era a COX da célula boa, saudável, começou-se a se chamar a COX1 de fisiológica e a COX2 de patológica, e só
anos mais tarde descobriu-se que essa COX2 não era tão patológica assim... Então na década de 80 começou-se a tentar encontrar remédios que fossem o mais seletivos
pra COX 2 possível, de preferência que fossem específicos para a COX2, que olhasse para a COX1 e falasse: “você eu não quero, vou pra COX2”. E isso foi um árduo
trabalho de engenharia química, e começaram a criar moléculas que se ligassem só com a COX2 e não com a COX1. E na aula passada falamos do primeiro ensaio disso,
que era o meloxicam, que não era específico, mas ela selecionava, “gostava de se ligar mais” com a COX 2 que com a COX1; depo is apareceu a nimesulida, ainda mais
seletiva.
Nos anos 2000 (dizem que foi no dia 01 janeiro de 2000) surgiu a aprovação de um medicamento chamado CELEBREX, o nome químico dele é celecoxib. Ele foi um
sucesso, pois ele foi o primeiro que era específico para COX2, ele não consegue se ligar com a COX1. Ele foi desenhado para “encaixar”, se ligar aqui no sítio de ligação, e
foi um sucesso. No Brasil, o nome comercial dele éCelebra. Ele é ultra especifico para COX2. Onde está essa COX2? Na inflamação, na célula agredida, célula inflamada.
Então ele não atua em COX1. Onde tem COX1? Em todas as células, mas principalmente em estômago e plaqueta.
Vantagens: se ele não liga na COX1 do estomago, ele não inibe a produção de muco, pra quem tem problema de gastrite ele seria show de bola. Pois é impossível
agravar o quadro de gastrite e úlcera que o paciente já tenha. Se o paciente tinha uma úlcera aberta, podia tomar, e qual era o público alvo? Pra quem usa pra artrite,
quem usa todo dia, a longo prazo. Onde o paciente que precisava tomar por 2 meses pra curar uma crise, se ele tivesse problema no estômago, era o público alvo.
Quando saiu o meloxicam, já foi um avanço, esse então, não liga mesmo com COX1. Tem que tomar a vida toda!
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Pensem nessa parede vascular, e que esse é um capilarzinho pequeno e que nessa parede está passando uma célula por vez, min, multiplica por 60 é uma h, multiplica
por 24 (um dia...), multiplica por 30 (é um mês...), por 12 (é um ano...) e 100 que é o tempo que você quer viver. Essa célula endotelial, desse vasinho pequenininho, ela
não está sofrendo um stress constante, a vida inteira? Agressão constante. É stress da distensão. Então toda a nossa microvasculatura é a COX 2 que está sendo
produzida, não a COX1. E por que esse vasinho pequenininho precisa de COX? Imaginem ficar agredindo toda hora, o que vai acontecer? Pode começar a fazer uma
ferida e essa agressão leva a um processo inflamatório e começa um processo de reparo, de fibrose, se eu tiver uma fibrose aqui, imaginem quando tiver passando
sangue por lá? Um glóbulo vermelho chega aqui e empaca, na fibrose, e vem outro e empaca, vem uma plaqueta e empaca, daqui a pouco formou um trombo. E vai
parando, parando e parando e as plaquetas começam a formar aquela “colinha”, tromboxana A2, pra grudar uma na outra.
Mas como nem tudo foi “tão lindo” nessa história e pessoas começaram a morrer após o uso de um concorrente
do Celebra, o Vioxx, que surgiu logo depois nos anos de 2000- 2001, começaram a estudar melhor essa tal da COX
2. Na ideia dos pesquisadores, essa COX 2 era a COX que aparecia só quando o tecido estava inflamado, foi
agredido, tem inflamação. Quer dizer que é só agredir que ela aparece. No nosso genoma, temos o gene pra
produzir as duas COX, só que, normalmente, a gente lê esse gene da COX 1, é o que a gente expressa
fisiologicamente, a COX1. Se tem uma célula que foi agredida, para de ler esse gene da COX 1 e começa a produzir
COX 2. Então, quer dizer que toda célula agredida produz essa COX2! E é essa COX que vai produzir as
prostaglandinas e as tromboxana daquela célula que foi agredida.
E com o tempo começaram a descobrir que essa COX2 não existia só na célula inflamada, e um lugar foi muito
importante essa descoberta, começaram a olhar mais de perto a microvasculatura dos rins: vamos pensar num
vasinho bem pequenininho, um vasinho bem fininho: se você pega esse vasinho (que às vezes por esse tubinho
passa no máximo uma hemácia, um glóbulo vermelho espremido) imaginem o coração bombeando sangue umas
50x/min, a 120mmHg.
Mas esse remédio não é inibidor da COX? Plaqueta não tem COX? Mas ele é inibidor da COX2, então ele não inibe a COX 1 da plaqueta, olha a “desgraça”. Ele inibe a
COX que está na parede do vaso, mas ele não inibe a COX da plaqueta, então a plaqueta continua produzindo “cola “normal. Se uma plaqueta empacar ali, e vier
outra atrás, e outra, eu posso continuar formando trombo Qual a vantagem clinica pra vcs? Eu vou cortar o paciente com o bisturi, e não vai sangrar mais por causa
do AINE, pois ele continua formando trombo, o tempo de sangramento dele continua normal. Esse é um lado positivo do especifico pra COX 2, outro que não ataca o
estômago, se o paciente tem gastrite, úlcera, pode tomar que não vai piorar. Só que essa célula do endotélio vai machucar e pode formar trombo, essa artéria desse
tamanhinho, entope esse vasinho e acabou... A primeira coisa que essa célula fabrica, uma substância que é vasodilatadora: pra que? Pois o vaso é tão pequenininho
que é uma tentativa dela abrir um pouco o diâmetro dela para passar mais fácil, pra não ficar raspando toda hora as células que ali passam. E ela fabrica também
uma substância que, caso um plaqueta pare ali, ela não deixa a plaqueta grudar uma na outra, então é uma substância pra inibir a agregação de plaqueta, outra coisa
perigosa nesses vasinhos pequenininhos, formar aquelas plaquinhas de ateroma, lembram daquelas gordurinhas que vão pra dentro do vaso e acabam calcificando?
Que vocês viram na patologia? Então elas também produzem uma substância que diminui a formação de plaquinhas de ateroma nesses capilarzinhos fininhos
● Consequências da inibição da COX para a produção de prostaciclina e TXA2 em artérias normais e ateroscleróticas. As células endoteliais são mostradas como uma
fonte de prostaciclina (PGI2) e plaquetas como fonte de TXA2. A inibição da COX-2 suprime a produção de PGI2 dependente de COX-2 nas células endoteliais, o que
tem apenas um efeito marginal no balanço antitrombótico resultante da importância da COX-1 como fonte de PGI2 no estado normal. No cenário da aterosclerose,
no entanto, COX-2 desempenha um papel maior como fonte de PGI2, e mais TXA2 é produzido; Assim, a inibição da COX-2 tem um efeito mais profundo no equilíbrio
prostanóide, favorecendo a produção de TXA2 e promovendo a trombose dependente de plaquetas.
Então ela tem que produzir um conjunto de substâncias que sejam vasodilatadoras, por quê? Pra
COX 2 Seletivos
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no entanto, COX-2 desempenha um papel maior como fonte de PGI2, e mais TXA2 é produzido; Assim, a inibição da COX-2 tem um efeito mais profundo no equilíbrio
prostanóide, favorecendo a produção de TXA2 e promovendo a trombose dependente de plaquetas.
Então ela tem que produzir um conjunto de substâncias que sejam vasodilatadoras, por quê? Pra
dilatar mais o vaso pro fluxo ser mais tranquilo. Segundo, ela precisa produzir uma substância que
iniba a formação de trombo, e que iniba a formação de placas de ateroma, pra que nunca entupa o
coitado daquele vasinho. Sabe com o chama essa substância? Prostaglandina I2 e recebe o nome
de prostaciclinas (PGI2). A substância que salva essa célula do vaso, ou que salva esse vasinho de
entupir, ou ter uma placa de ateroma, que impede as plaquetas de grudarem umas nas outras, é a
prostaglandina, e como eu produzo prostaglandina? Que enzima que faz? A COX. E qual COX tem
nessas célula? Só a COX2. Olha que legal: esse remédio que você está usando agora, ele inibe a
COX 2: não tem inflamação. Ótimo e não inibe a COX 1, não tem perigo de quando eu passar o
bisturi meu paciente vai sangrar mais, só que agora a gente descobriu que nos vasinhos mais finos,
nos rins, nos capilarzinhos bem pequeninhos, eu tenho que produzir uma substância que tem que
vasodilatar, não formar trombo, não formar placa de ateroma.
E agora, a balança fica como? Eu inibo a COX 2, inflamação está resolvida, mas os vasinhos ficaram mais propensos a formar trombo? Ficaram. Estavam sempre constritos,
não inibiram a formação de ateroma, não inibiram a formação de trombo. E por outro lado, o que fez com a COX 1? Nada! E sua plaqueta agora? Continua formando
“cola”, você impede o vaso de produzir PGI2 mas a plaqueta continua produzindo “cola”. Olha o que aconteceu na balança, tirou a defesa do organismo contra trombo, que
era a prostaciclina, pois inibiu totalmente a COX2, não tem como impedir a formação de trombo, não tem como impedir a formação de ateroma, o vasinho vai estreitando
cada vez mais, ela continua fabricando “cola” do mesmo jeito, se uma plaqueta grudar aqui, não tem o que fazer. Aquele Vioxx (rofecoxib concorrente do celecoxib) era
maravilhoso pra inflamação, e pra formar trombo, pra provocar infarto, pra fazer um AVC. Imagina seisso acontece numa arteriazinha do coração, uma coronária, e era por
isso que os pacientes começaram a morrer de infarto, de trombose e de acidente vascular cerebral.
Nessa tabela temos as datas de inicio de
comercialização no Brasil e quando foram
retirados quase todos os medicamentos
seletivos de COX2 pelos seus respectivos
fabricantes . Hoje temos apenas o
CELECOXIB e ETORICOXIB de 90 mg e 60
mg. Mas eles são utilizados em casos
muito específicos e existe a retenção de
receita para a compra deles.
(Honestamente, eu não
tomaria um medicamento
dessa classe)
Posologia
Celebra existe em capsulas de 100 e 200 mg, a dose max diária é 600mg.
Como fazemos a posologia dele? Normalmente é 200 de manhã e 200 mg depois de 12h Eessa é a posologia normal, mas a dose max é 600, como que posso fazer? Posso
encaixar mais um, cada 8h.
Hoje, a instrução é a seguinte, fez uma cirurgia, vai ter dor intensa, a primeira dose é dose de ataque, de 400 mg, depois de 12h, eu vou dar mais uma de 200 mg. No primeiro
dia: 600mg no max! Não pode fazer os dois dias de dose máxima, é um dia só!! Mas o ruim é que esse AINE não controla muito bem edema e nem dor muito severa.
Arcoxia (etocoxib) entrou no mercado americano em 3 doses: 60, 90 e 120mg. Dose de 120mg
era a dose max dela. Pra dor de extração, cirurgia, era o mais potente que tinha. Todo mundo
começou a usar, não deu 3 meses, apareceram artigos que quem usava a dose de 120mg estava
morrendo infartado, morrendo de avc, trombose. O que aconteceu nos EUA? Tiraram todos do
mercado! Lá só sobrou o Celebrex.
Brasil, ficou a de 60 e 90 mg, e essa passou a ser a dose max. Vamos raciocinar clinicamente, o
que esses remédios ultra específicos COX 2 fazem? Eles desequilibram a balança. Eles dão “muito
gás” pra plaqueta e tiram a força dos vasos. Vamos pensar num paciente na anamnese: que toma
AAS todo dia, para afinar o sangue, não formar trombo, ou seja, o paciente já tem tendência a
formar trombo e vai dar Arcoxia (etoricoxib) para ele?
Jamais Daria Celebra? Não deveria, e está escrito na bula: esse remédio tem que ser prescrito
com extrema cautela para pacientes que tenham tendência a formar trombo, que sejam
cardiopatas, diabéticos. A verdade é que estes medicamentos deveriam ter sido tirados do
mercado de vez. Foi a besteira farmacológica do século! Pode ser necessário uma analgesia
complementar, eu não usaria, pode ser maravilhoso pra dor e edema, mais especifico que tem
pra COX2, mas ele é maravilhoso pra dor e maravilhoso pra infarto, é uma questão de escolha,
então jamais prescrevam isso para quem tem alguma tendência a formação de trombo.
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Em crianças
A segurança para uso pediátrico não foi estabelecida até o presente
momento. Evitamos o uso.
● Gravidez e Lactação: categoria de risco C.
● Foi observada baixa incidência de malformações cardiovasculares e
aumento na perda pós-implantação em coelhos.
● Excretado no leite de ratas, porém não se sabe se ele é excretado no leite
humano
Posologia - EtoriCOXib
Dor Aguda: para condições de dor aguda, a dose recomendada é de 90 mg uma vez ao dia. ARCOXIA® deve ser utilizado apenas no período sintomático agudo, limitando-se
até 8 dias, no máximo. Dor Pós-cirurgia Odontológica: a dose recomendada é de 90 mg uma vez ao dia, limitada ao máximo de 3 dias.
Alguns pacientes podem necessitar de analgesia pós-operatória adicional.
● Em pacientes com insuficiência hepática leve: não exceder 60 mg/ dia.
● Na insuficiência hepática moderada: não exceder 60mg/dia em dias alternados.
● Não são necessários ajustes posológicos para pacientes com insuficiência renal leve/moderada
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● Arcoxia®:comprimidos revestidos: caixas com 7 ou 14 comprimidos de 60 mg e
caixas com 2, 7 ou 14 comprimidos de 90 mg.
● Uso oral somente para adultos.
● Venda com retenção de receita !!!!
Por possuir uma eficácia similar a outros AINES, só prescrevemos para pacientes com gastrites e sem histórico de problemas cardiacos.
Pacientes que fazem tratamento para diabetes, tomam AAS todos os dias, problemas renais e tudo aquilo que comentamos durante esta aula não devem utilizar estes
inibidores seletivos de COX2!
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Então podemos resumir tudo que foi dito nessa e nas últimas semanas nessa imagem:
se pegarmos as extremidades, do lado direito os AINES não seletivos, quanto maior a
afinidade com a COX-1, maior será a chance de complicações gastrointestinais. E
quando vamos caminhando para a esquerda, quanto mais seletivo o AINE para a
COX-2, maiores os riscos de aumento de pressão arterial por bloqueio dos vasos,
trombose e infarto.
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Quinolonas
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Clinda_Lincosamidas2020
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Sulfonamidas
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Macrolídeos
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