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Estudo de Caso
R.S., sexo masculino, 78 anos, com histórico de doença de Alzheimer há 10 anos, é admito na emergência com pressão alta. Quando questionado, o filho relatou que há alguns meses o pai começou a apresentar dificuldades para engolir os comprimidos do medicamento anti-hipertensivo. Para facilitar a deglutição, estavam triturando os comprimidos e administrando-os “diluídos” em água.
Qual a causa mais provável da disfagia? Qual conduta pode ter influenciado o controle da pressão arterial? Justifique como essa influência é exercida.
Quando o assunto é doença de Alzheimer, as dificuldades de memória são os sintomas mais conhecidos e mais facilmente identificados pelos familiares e cuidadores de pessoas com este tipo de demência. Porém, outras dificuldades podem surgir com a evolução da doença, como por exemplo, a dificuldade de deglutição, que é a habilidade para engolir os alimentos. Essas dificuldades de deglutição possuem um nome específico, a “disfagia”.
A disfagia ocorre devido a dificuldades em organizar e executar o ato motor de engolir os alimentos, em decorrência do comprometimento das áreas do cérebro que são responsáveis por estas funções. Na doença de Alzheimer a disfagia pode iniciar com sintomas leves na fase moderada da demência e estar bem definida na fase avançada. A ocorrência de disfagia na fase inicial da doença de Alzheimer é incomum.
A disfagia é um distúrbio no processo de deglutição, que acomete o trajeto do alimento da boca até o estômago, devido a alterações nas estruturas envolvidas nessa função, podendo ser de causa neurológica, mecânica ou psicogênica. 
Para paciente com disfagia, a administração oral de medicamentos pode ser um desafio. As dificuldades em tomar os medicamentos podem causar falhas nos tratamentos por omissão das administrações, ou de aspiração inadvertida da medicação. 
Na tentativa de solucionar esses problemas de administração das formas farmacêuticas orais sólidas, muitas vezes, o próprio doente, cuidadores ou mesmo os profissionais de saúde trituram os comprimidos ou abrem as cápsulas, misturando o pó assim obtido com alimentos ou líquidos. O ato de triturar um comprimido ou abrir uma cápsula modifica a forma farmacêutica e conduz a alterações da velocidade e do grau de absorção da substância ativa pelo organismo, que pode causar alterações nos efeitos observados, tais como diminuição da eficácia e aumento dos efeitos adversos.
Células Nervosas
As células nervosas compõem o tecido nervoso que forma os órgãos e estruturas do sistema nervoso: encéfalo e medula espinhal, gânglios e nervos. Existem dois tipos de células nervosas os neurônios e as células gliais.
Neurônios
Existem cerca de 86 bilhões de neurônios no cérebro humano, embora muitos deles morram ao longo da vida, já se sabe que são capazes de regeneração. São células altamente especializadas em processar informações.
Função dos Neurônios
A função dos neurônios é realizar a transmissão dos impulsos nervosos, que ocorre por meio de um processo que envolve fenômenos químicos (sinapses) e elétricos.
Os sinais elétricos são transmitidos ao longo do neurônio, partindo do corpo celular em direção ao axônio. Acontecem alterações de carga elétrica na membrana neuronal, gerando uma diferença de potencial elétrico chamado potencial de ação.
As sinapses ocorrem entre dois neurônios com ajuda de substâncias químicas chamadas neurotransmissores.
Células Gliais
As células gliais representam mais de 80% da constituição do tecido nervoso, são portanto muito mais numerosas do que os neurônios.
Importância das Glias
As glias acompanham os neurônios fornecendo-lhes nutrientes, proteção e ajudando na sustentação do tecido.
Nos último anos, no entanto, estudos têm demonstrado que elas são muito mais importantes e participam de inúmeros processos do sistema nervoso, inclusive modulando os impulsos elétricos. Também são responsáveis pela neurogênese, ou seja, formação de novos neurônios.
Tipos de Células Gliais e suas Funções
As células gliais, também chamadas gliócitos, podem ser de dois tipos: microglias ou macroglias.
Microglias
As micróglias têm função semelhante aos dos macrófagos, células do sistema imunitário, fazem a fagocitose de restos celulares no tecido nervoso. Sua ativação está relacionada com as doenças degenerativas do sistema nervoso.
Macroglias
Existem três tipos de macroglias mais conhecidos: astrócitos, oligodendrócitos e células de Schwann.
· Os astrócitos são as mais comumente encontradas, compondo cerca de metade do cérebro. Há vários subtipos relacionados com funções diversas em especial o metabolismo dos neurotransmissores, sua captação e o funcionamento das sinapses;
· Os oligodendrócitos participam do processo de mielinização dos neurônios, ou seja, da formação da bainha de mielina que envolve e protege os axônios;
· As células de Schwann são responsáveis pela formação da bainha de mielina como os os oligodendrócitos. Elas se enrolam em volta dos axônios.

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