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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
Fígado
● Maior glândula do corpo e segundo maior órgão.
Capacidade de regeneração;
● Além de suas muitas atividades metabólicas, o fígado
armazena glicogênio e secreta bile;
● Situado principalmente no quadrante superior direito,
protegido pela caixa torácica e diafragma. Ocupa maior
parte do hipocôndrio direito, epigástrio superior e se
estende até o hipocôndrio esquerdo;
● Desloca-se cerca de 6 a 12 cm na linha medioclavicular
e de 4 a 8 cm na linha mediana - durante a respiração →
possível palpar a margem inferior do fígado;
● Possui uma face diafragmática (convexa, lisa, forma
de cúpula) e uma face visceral (plana/côncava),
separadas pela margem inferior;
● Recessos subfrênicos: extensões superiores da cavidade
peritoneal, entre o diafragma e as faces anterior e
superior da face diafragmática do fígado. São separados em recessos direito e esquerdo pelo
ligamento falciforme, que se estende do fígado até a parede anterior do abdome;
● Recesso sub-hepático: inferior ao fígado;
● Recesso hepatorrenal (bolsa de Morison): extensão posterossuperior do recesso sub-hepático,
situada entre a parte direita da face visceral do fígado e o rim e a glândula suprarrenal direitos. O
líquido que drena da bolsa omental flui para esse recesso. Comunica-se anteriormente com o
recesso subfrênico direito;
● Área nua do fígado: parte posterior da face diafragmática que não está coberta por peritônio
visceral. É demarcada pela reflexão do peritônio do diafragma para o fígado, como as lâminas
anterior (superior) e posterior (inferior) do ligamento coronário. Essas lâminas encontram-se à
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
direita para formar o ligamento triangular direito e divergem para a esquerda a fim de envolver
a área nua triangular. A lâmina anterior do ligamento coronário é contínua à esquerda com a
lâmina direita do ligamento falciforme, e a lâmina posterior é contínua com a lâmina direita do
omento menor. Próximo ao ápice (a extremidade esquerda) do fígado cuneiforme, as lâminas
anterior e posterior da parte esquerda do ligamento coronário se encontram para formar o
ligamento triangular esquerdo. A VCI atravessa um profundo sulco da veia cava na área nua do
fígado;
● A face visceral do fígado também é coberta por peritônio, exceto na fossa da vesícula biliar e na
porta do fígado, uma fissura transversal por onde entram e saem os vasos (veia porta, artéria
hepática e vasos linfáticos), o plexo nervoso hepático e os ductos hepáticos que suprem e drenam
o fígado. Ao contrário da face diafragmática lisa, a face visceral apresenta muitas fissuras e
impressões resultantes do contato com outros órgãos;
● Na face visceral, há a fissura sagital direita: sulco contínuo formado anteriormente pela fossa da
vesícula biliar e posteriormente pelo sulco da veia cava. Há também a fissura umbilical (sagital
esquerda): sulco contínuo formado anteriormente pela fissura do ligamento redondo
(remanescente da veia umbilical do feto) e posteriormente pela fissura do ligamento venoso
(remanescente do ducto venoso do feto);
● O omento menor (prega do peritônio que une a curvatura menor do estômago e a parte proximal
do duodeno ao fígado) estende-se entre a porta do fígado e o duodeno (ligamento
hepatoduodenal - envolve a tríade portal) e entre o sulco do ligamento venoso do fígado e a
curvatura menor do estômago (ligamento hepatogástrico).
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
DIVISÃO ANATÔMICA DO FÍGADO
● Lobo hepático direito e esquerdo - separados pelo ligamento falciforme e fissura sagital esquerda;
● Lobo quadrado: inferiormente à porta do fígado, no lobo hepático direito, na face visceral;
● Lobo caudado: superiormente à porta do fígado, no lobo hepático direito, na face visceral.
DIVISÃO FUNCIONAL DO FÍGADO
● Fissura portal principal (linha de Cantlie) - fundo da vesícula biliar até a VCI - trajeto da veia
hepática média → partes direita e esquerda (são funcionalmente independentes - recebem os
ramos direito e esquerdo da divisão primária da tríade portal);
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
● Fissura portal direita - veia hepática direita → divisão medial direita e lateral direita (recebem
os ramos secundários da tríade);
● Fissura portal esquerda - veia hepática esquerda → divisão medial esquerda e divisão lateral
esquerda (recebem os ramos secundários da tríade);
● Plano hepático transverso → ramos primários da tríade portal → divide os segmentos
transversalmente (recebem os ramos terciários da tríade);
● O segmento I é independente - lobo caudado: possui vascularização e drenagem biliar
independente.
SEGMENTO I - lobo caudado;
SEGMENTO II - segmento posterior lateral esquerdo;
SEGMENTO III - segmento anterior lateral esquerdo;
SEGMENTO IV - segmento medial esquerdo;
SEGMENTO V - segmento anterior medial direito;
SEGMENTO VI - segmento anterior lateral direito;
SEGMENTO VII - segmento posterior lateral direito;
SEGMENTO VIII - segmento posterior medial direito.
VASOS SANGUÍNEOS DO FÍGADO
● Irrigação dupla:
○ Veia porta: 80% do sangue, possui 40% a mais de O2 se comparado ao sangue venoso da
circulação sistêmica, sustenta o parênquima hepático (hepatócitos), conduz para os
sinusóides hepáticos praticamente todos os nutrientes absorvidos pelo sistema digestório
(intestino), exceto os lipídios, os quais são absorvidos pelo sistema linfático. É formada
pela união das veias mesentérica superior e esplênica.
○ Artéria hepática: 20% do sangue, distribuída inicialmente para estruturas não
parenquimatosas, sobretudo os ductos biliares intra-hepáticos. É um ramo do tronco
celíaco e é dividida em artéria hepática comum e artéria hepática própria.
● Drenagem:
○ Veias hepáticas direita, intermédia e esquerda: intersegmentares em sua distribuição e
função. Formadas pela união das veias coletoras → que drenam para as veias centrais →
veias sublobulares → que, por fim, drenam para as veias hepáticas → VCI.
● Na porta do fígado, a veia porta e a artéria hepática própria são divididas em ramos primários
direito e esquerdo, os quais suprem as partes direita e esquerda do fígado. Esses ramos
ramificam-se em secundários e suprem as divisões mediais e laterais direita e esquerda. Por fim, 3
dos 4 ramos secundários bifurcam-se em ramos terciários para suprir 7 dos 8 segmentos hepáticos
(exceto do segmento IV). As veias hepáticas trajetam entre essas divisões.
DRENAGEM LINFÁTICA E INERVAÇÃO DO FÍGADO
● Vasos linfáticos superficiais e profundos;
● Vasos da parte anterior → linfonodos hepáticos;
● Vasos da parte posterior → linfonodos frênicos;
● Os nervos são derivados do plexo hepático.
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
Observar a cápsula fibrosa do fígado se estendendo para dentro da porta do fígado junto aos vasos e ducto biliar,
circundando-os internamente
DUCTOS BILIARES E VESÍCULA BILIAR
● Os ductos biliares conduzem bile do fígado
para o duodeno;
● A bile é produzida continuamente pelo fígado,
armazenada na vesícula biliar e liberada com a
entrada de lipídios no duodeno. A bile
emulsifica a gordura;
● O tecido hepático normal, quando seccionado,
é tradicionalmente descrito como um padrão de
lóbulos hepáticos hexagonais, quando visto
em pequeno aumento. Cada lóbulo tem uma
veia central que atravessa seu centro, do qual
se irradiam sinusoides (grandes capilares) e
lâminas de hepatócitos em direção a um
perímetro imaginário extrapolado das tríades
portais interlobulares adjacentes (ramos
terminais da veia porta e artéria hepática, e
ramos iniciais dos ductos biliares);
● Os hepatócitos secretam bile para os
canalículos biliares formados entre eles →
ductos biliares interlobulares → ductos biliares
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
coletores da tríade portal intra-hepática → ductos hepáticos direito e esquerdo → ducto hepático
comum (após deixar a porta do fígado) → recebe do lado direito o ducto cístico para formar o
ducto colédoco (parte da tríade hepática extra-hepática), que conduz bile para o duodeno.
→ DUCTO COLÉDOCO
● Forma-sena margem livre do omento menor, pela união do ducto cístico e ducto hepático comum;
● Comprimento varia de 5 a 15 cm;
● Entra em contato com o ducto pancreático, na parede da parte descendente do duodeno,
formando a ampola hepatopancreática, a qual abre-se na papila maior do duodeno;
● Na extremidade distal do ducto colédoco, o músculo circular é mais espesso, formando o músculo
esfíncter do ducto colédoco. Quando esse esfíncter contrai, a bile não segue para a ampola e
duodeno, mas retorna para o ducto cístico e vesícula biliar. Há também o músculo esfíncter da
ampola hepatopancreática;
● A irrigação arterial do ducto colédoco provém da artéria cística (parte proximal), artéria
hepática direita (parte média) e artéria pancreaticoduodenal superior posterior e artéria
gastroduodenal (parte retroduodenal do ducto);
● A veia pancreaticoduodenal superior posterior drena a parte distal e esvazia-se na veia porta;
● Os vasos linfáticos seguem até os linfonodos císticos, o linfonodo do forame omental e os
linfonodos hepáticos.
→ VESÍCULA BILIAR
● 7 a 10 cm;
● Situa-se na fossa da vesícula biliar;
● Consegue armazenar até 50 mL de bile;
● Possui 3 partes: fundo, corpo e colo;
● A túnica mucosa do colo forma a prega espiral, que ajuda a manter o ducto cístico aberto e oferece
resistência adicional ao vazamento de bile quando os esfíncteres estão fechados e há aumento
súbito da pressão intra-abdominal, como ao espirrar ou tossir;
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
● A irrigação arterial da vesícula biliar e ducto cístico provém principalmente da artéria cística, a
qual geralmente se origina da artéria hepática direita no triângulo entre o ducto hepático comum, o
ducto cístico e a face visceral do fígado, o trígono cisto-hepático (de Calot);
● A drenagem venosa do colo da vesícula e do ducto cístico flui pelas veias císticas. As veias do
fundo e do corpo da vesícula drenam para os sinusoides hepáticos, constituindo um sistema porta
paralelo;
● A drenagem linfática se faz para os linfonodos hepáticos, através dos linfonodos císticos;
● Os nervos para a vesícula biliar e para o ducto cístico seguem ao longo da artéria cística a partir do
plexo nervoso celíaco (fibras [de dor] aferentes viscerais e simpáticas) e do nervo vago
(parassimpático). O nervo frênico direito (fibras aferentes somáticas) carreiam os impulsos de dor
causados pela inflamação da vesícula biliar. A estimulação parassimpática causa contrações da
vesícula biliar e relaxamento dos esfíncteres na ampola hepatopancreática. Entretanto, essas
respostas geralmente são estimuladas pelo hormônio colecistocinina (CCK), produzido pelas
paredes duodenais (em resposta à chegada de alimentos gordurosos) e que circula na corrente
sanguínea.
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
VEIA PORTA DO FÍGADO E ANASTOMOSES PORTOSSISTÊMICAS
● Veia porta forma-se com a união das veias mesentérica superior e esplênica, sendo que, na maioria
das pessoas, a veia mesentérica inferior conflui para uma dessas duas veias;
● Recebe sangue rico em nutrientes da parte abdominal do sistema digestório, inclusive vesícula,
pâncreas e baço;
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ANATOMIA
Resumo - Larissa Stork
● Há uma direção do fluxo sanguíneo na qual o sangue da veia esplênica, transportando os produtos
da decomposição das hemácias no baço, segue principalmente para a parte esquerda do fígado. O
sangue da VMS, rico em nutrientes absorvidos no intestino, segue principalmente para a parte
direita do fígado;
● No fígado, seus ramos são distribuídos em um padrão segmentar e terminam em capilares
expandidos, os sinusoides venosos do fígado;
● As anastomoses portossistêmicas são comunicações entre o sistema venoso porta e o sistema
venoso sistêmico na tela submucosa da parte inferior do esôfago, na tela submucosa do canal anal,
na região periumbilical e nas faces posteriores (áreas nuas) de vísceras secundariamente
retroperitoneais, ou no fígado. Quando a circulação porta através do fígado é reduzida ou
obstruída por doença hepática ou compressão física por um tumor, por exemplo, o sangue do
sistema digestório ainda pode chegar ao lado direito do coração pela VCI graças a essas vias
colaterais. Essas vias alternativas estão disponíveis porque a veia porta e suas tributárias não têm
válvulas; assim, o sangue pode fluir em sentido inverso para a VCI. No entanto, o volume de
sangue forçado pelas vias colaterais pode ser excessivo, resultando em varizes (dilatação anormal
das veias), potencialmente fatais, se a obstrução não for contornada cirurgicamente.
REFERÊNCIAS
- MOORE, K. L.; DALEY II, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 8ª.edição. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2019.
- NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 7ª.edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
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