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TEXTO 3 A definição equivocada do trecho a ser armado pode gerar consequências graves: o subdimensionamento da armadura compromete a capacidade estrutural e pode levar à ruptura do fuste por compressão excessiva do concreto; o superdimensionamento eleva desnecessariamente os custos da obra. Além disso, a ausência de armadura em trechos onde atuam tensões de tração ou flexão, como em estacas sujeitas a esforços horizontais, pode causar fissuração excessiva e comprometer a durabilidade, especialmente em meios agressivos, onde o cobrimento e o controle da fissuração são requisitos normativos obrigatórios. Em uma obra de grande porte para a construção de um edifício comercial de 20 pavimentos, o engenheiro civil responsável pelo projeto de fundações recebeu o memorial de cálculo de um projetista terceirizado contendo o dimensionamento de uma estaca circular maciça de concreto armado com diâmetro de 60 cm, executada in loco, sujeita a uma carga de compressão de 2.800 kN aplicada no topo. O projetista terceirizado considerou a estaca como não armada em toda a sua extensão de 16 m, justificando que a tensão média de compressão na seção do topo era inferior a 5 MPa. Ao verificar OS cálculos, o engenheiro responsável contatou que a área da seção transversal da estaca é de 2.827 cm², resultando em uma tensão de aproximadamente 9,9 MPa no topo, valor muito superior ao limite normativo. Além disso, o diagrama de transferência de carga por atrito lateral indicava que a tensão permanecia acima de 5MPa até cerca de 8 m de profundidade. Diante dessa inconsistência, o engenheiro precisa reavaliar o dimensionamento e definir corretamente o trecho da estaca que necessita de armadura longitudinal.
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Carlos Pereira

há 2 semanas

Respostas

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há 2 semanas

O engenheiro deve reavaliar o dimensionamento da estaca considerando que: 1. A tensão de compressão no topo da estaca é de aproximadamente 9,9 MPa, superior ao limite normativo de 5 MPa para concreto não armado, indicando que a estaca não pode ser considerada sem armadura em toda a extensão. 2. O diagrama de transferência de carga por atrito lateral mostra que a tensão permanece acima de 5 MPa até cerca de 8 metros de profundidade, ou seja, a armadura longitudinal deve ser prevista pelo menos nesse trecho para resistir às tensões de compressão e evitar fissuração ou ruptura. 3. Portanto, o trecho armado deve ser definido desde o topo até aproximadamente 8 metros de profundidade, garantindo a capacidade estrutural e a durabilidade da estaca. 4. O restante da estaca, onde a tensão é inferior a 5 MPa, pode ser executado sem armadura, otimizando custos sem comprometer a segurança. Assim, o engenheiro deve corrigir o projeto para incluir armadura longitudinal no trecho da estaca onde a tensão ultrapassa o limite normativo, assegurando a segurança estrutural e a conformidade com as normas técnicas.

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