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5ª) Em relação a formação do ethos profissional e ética nas profissões é incorreta: a) para Simões (2012, p. 73), a ética profissional "é uma resposta consciente do grupo profissional, relativamente, à moral profissional, à moral do trabalho". E como se forma essa moral profissional? Chauí (2000) nos explica que o termo ethos apresenta duas traduções, sendo que uma delas (o ethos escrito com eta) significa "costumes"; e a outra (o ethos escrito com epsilon) poderia ser traduzida como caráter ou modo de ser. Esse segundo ethos é o que esclarece a moral coletiva que rege uma profissão não parte dos interesses do grupo profissional, mas sim das aspirações que a sociedade em geral tem em relação àquela profissão. b) Simões (2012) conta que nas sociedades pré-capitalistas não havia uma moral do trabalho. Isso porque as relações de trabalho e família, trabalho e religião, trabalho e comunidade, estavam muito interligadas, pois o trabalho invadia todas as esferas da vida. Assim, a moral que regia essas relações prevalecia, não se criando uma moral do trabalho. Nas sociedades capitalistas, com a separação entre o público e o privado, passamos a ter a divisão entre sociedade civil e Estado e o trabalho passou o compor o campo privado das relações individuais entre empregador e trabalhador. Nesse contexto, a moral foi "jogada para o campo da superestrutura" (Simões, 2012, p. 76), o que implica dizer que foi necessário construir uma moral maior que regesse essas relações privadas, de forma aos interesses individuais não se sobreporem aos coletivos. No campo do trabalho, a moral construída para orientar todo trabalhador era o que dava o equilíbrio entre o indivíduo e o conjunto, como uma espécie de "cimento social" (Simões, 2012, p. 77) regulado pelo Estado para evitar uma explosão de violência em razão dos interesses egoístas, individuais. c) para cada segmento de trabalhadores passamos a ter o que Simões (2012) chama de moral de classe ou de grupo, forjadas nos interesses da compra e venda de sua força de trabalho. Entretanto, temos uma moral maior, definida "na fábrica" (Simões, 2012, p. 79), que perpassa as regras do próprio trabalho e é determinada por elas, normalmente definidas pelo Estado, sob o prisma do interesse do empregador. Essas duas morais nem sempre se entrecruzam, tendendo à moral da fábrica prevalecer, vez que ela não apenas é cobrada pelo patrão, mas também pelos outros trabalhadores, visando à produtividade e à divisão das tarefas. d) o Serviço Social está inscrito na divisão social e técnica do trabalho como uma profissão liberal, no rol das profissões que trabalham com os elementos da vida, com produtos imateriais e afetivos. Muitos confundem profissional liberal com aquele profissional autônomo, que não tem patrão, mas não é disso que estamos tratando aqui. As profissões liberais são aquelas em que o profissional tem total e plena autonomia para decidir seus instrumentos de trabalho e as formas de intervenção diante da realidade posta. Logo, ninguém poderá dizer ao assistente social ou ao psicólogo, por exemplo, que tipo de instrumento utilizar para atuar em uma determinada instituição ou situação. Ninguém poderá dizer a um médico ou cirurgião-dentista que exame fazer ou que remédio receitar ao seu paciente, pois ele tem conhecimento para, diante da realidade, escolher o melhor caminho a seguir e se responsabilizar pelas consequências das decisões tomadas. Isso posto, versa Simões (2012) que os profissionais liberais não estão subordinados tecnicamente a ninguém e têm ampla margem de decisão.
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Solange Bruneli

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Analisando as alternativas apresentadas sobre a formação do ethos profissional e ética nas profissões, temos: a) Correta. Explica as duas traduções do termo ethos e sua relação com a moral coletiva e as aspirações sociais. b) Correta. Descreve a ausência de moral do trabalho nas sociedades pré-capitalistas e a necessidade de construção de uma moral no capitalismo para equilibrar interesses individuais e coletivos. c) Correta. Apresenta a existência de uma moral de classe ou grupo e uma moral maior definida na fábrica, destacando a prevalência da moral da fábrica. d) Incorreta. Afirma que profissionais liberais têm total autonomia para decidir seus instrumentos de trabalho e formas de intervenção, sem subordinação técnica a ninguém. Na prática, mesmo profissionais liberais podem estar sujeitos a normas, regulamentos e hierarquias técnicas em instituições, o que limita essa autonomia absoluta. Portanto, a alternativa incorreta é a d).

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