Um gestor público, inspirado por modelos de gestão do setor privado, propõe uma reforma na administração de hospitais públicos. Sua proposta se baseia na premissa de que a eficiência, princípio constitucional, deve ser alcançada por meio da avaliação estritamente monetária dos serviços e da aplicação de métricas de mercado para a tomada de decisões. Ao analisar criticamente essa proposta à luz de uma concepção de Estado Democrático de Direito, qual a principal limitação desse modelo de gestão para a esfera pública? Questão 6Resposta a. A total incapacidade de gerar qualquer tipo de economia de recursos, uma vez que o setor público é inerentemente ineficiente em comparação com o privado. b. A centralização excessiva do poder decisório no gestor, o que contraria a tendência moderna de descentralização total das decisões para os próprios cidadãos sem mediação estatal. c. A violação direta do princípio da legalidade, pois a Constituição Federal proíbe expressamente a adoção de quaisquer ferramentas de gestão provenientes do setor privado. d. A desconsideração de que as políticas públicas, moldadas por um contrato social e político, devem priorizar valores como a dignidade humana e a cidadania, que não são facilmente quantificáveis por métricas de mercado. e. O foco excessivo em planejamento de longo prazo, o que torna a gestão inflexível e incapaz de responder a crises emergenciais de saúde, que exigem decisões rápidas e sem planejamento.