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PerguntaPergunta 1 Analise a citação abaixo sobre a relação professor-aluno e o ambiente de aprendizagem, assinalando V, se verdadeiro, ou F, se falso. “Para aprender é indispensável que haja um clima e um ambiente adequados, constituídos por um marco de relações em que predominem a aceitação, a confiança, o respeito mútuo e a sinceridade. A aprendizagem é potencializada quando convergem as condições que estimulam o trabalho e o esforço. É preciso criar um ambiente seguro e ordenado, que ofereça a todos os alunos a oportunidade de participar, num clima com multiplicidades de interações que promovam a cooperação e a coesão de grupo” (Zabala, 1998 apud Oliveira, 2010, p. 4). ( ) Uma boa estratégia é evitar trazer para a sala de aula a realidade dos alunos, muitas vezes com experiências traumáticas e empobrecidas culturalmente, pois um ambiente qualificado de aprendizagem busca relacionar os conteúdos aos saberes formais históricos da sociedade. ( ) Os conhecimentos que trazem satisfação pessoal e/ou aqueles que podem ser utilizados como ferramentas reais para um objetivo real são aqueles que a mente guarda e opera. ( ) Se espera um professor aberto ao diálogo, mas que não perca a postura de detentor do conhecimento, já que conquistou esse lugar de acordo com seus saberes adquiridos e ser admirado como um sujeito que sabe muito é motivador ao aluno para a construção da aprendizagem. ( ) Além da interação positiva professor-aluno, o ambiente de aprendizagem prevê também a relação aluno-aluno. É no contexto da sala de aula, no convívio diário com o professor e com os colegas, que o aluno vai paulatinamente exercitando hábitos, desenvolvendo atitudes e assimilando valores. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a. V, F, F, V. b. V, V, V, F. c. F, V, F, V. d. F, F, V, V. e. V, F, V, F. 10 Leia os fragmentos a seguir. Bom dia camaradas, de Ondjaki “Mas, camarada António, tu não preferes que o país seja assim livre?”, eu gostava de fazer essa pergunta quando entrava na cozinha. [...] – Menino, no tempo do branco isso não era assim... Depois, sorria. Eu mesmo queria era entender aquele sorriso. Tinha ouvido histórias incríveis de maus tratos, de más condições de vida, pagamentos injustos, e tudo mais. Mas o camarada António gostava dessa frase dele a favor dos portugueses, e sorria assim tipo mistério. [...] 8 – Mas, António... Tu não achas que cada um deve mandar no seu país? Os portugueses tavam aqui a fazer o quê? – É!, menino, mas naquele tempo a cidade estava mesmo limpa... tinha tudo, não faltava nada... – Ó António, não vês que não tinha tudo? As pessoas não ganhavam um salário justo, quem fosse negro não podia ser diretor, por exemplo... – Mas tinha sempre pão na loja, menino, os machimbondos [ônibus de transporte público] funcionavam... – ele só sorrindo. – Mas ninguém era livre, António... não vês isso? – Ninguém era livre como assim? Era livre sim, podia andar na rua e tudo... – Não é isso, António – eu levantava-me do banco. – Não eram angolanos que mandavam no país, eram portugueses... E isso não pode ser... O camarada António aí ria só. In: ONDJAKI. Bom dia camarada. Rio de Janeiro: Agir, 2006. p. 17-18. Língua que não sabíamos que sabíamos”, de Mia Couto Num conto que nunca cheguei a publicar acontece o seguinte: uma mulher, em fase terminal de doença, pede ao marido que lhe conte uma história para apaziguar as insuportáveis dores. Mal ele inicia a narração, ela o faz parar: – Não, assim não. Eu quero que me fale numa língua desconhecida. – Desconhecida? – pergunta ele. – Uma língua que não exista. Que eu preciso tanto de não compreender nada! O marido se interroga: como se pode saber falar uma língua que não existe? Começa por balbuciar umas palavras estranhas e sente-se ridículo como se a si mesmo desse provas da incapacidade de ser humano. Aos poucos, porém, vai ganhando mais à-vontade nesse idioma sem regra. E ele já não sabe se fala, se canta, se reza. Quando se detém, repara que a mulher está adormecida, e mora em seu rosto o mais tranquilo sorriso. Mais tarde, ela lhe confessa: aqueles murmúrios lhe trouxeram lembranças de antes de ter memória. E lhe deram o conforto desse mesmo sono que nos liga ao que havia antes de estarmos vivos. [...] Moçambique é um extenso país, tão extenso quanto recente. Existem mais de 25 línguas distintas. Desde o ano da Independência, alcançada em 1975, o português é a língua oficial. Há trinta anos apenas, uma minoria absoluta falava essa língua ironicamente tomada de empréstimo do colonizador para negar o passado colonial. Há trinta anos, quase nenhum moçambicano tinha o português como língua materna. Agora, mais de 12% dos moçambicanos têm o português como seu primeiro idioma. E a grande maioria entende e fala português inculcando na norma portuguesa as marcas das culturas de raiz africana. In: COUTO, Mia. E se Obama fosse africano? e outras interinvenções. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 11-18. A colonização portuguesa na África perdurou até o fim do século XX, com as guerras de independência. As tensões políticas e sociais repercutiram e ainda repercutem fortemente na produção literária desses países, especialmente nas literaturas angolana e moçambicana. Levando-se em consideração o contexto histórico do período pós-colonial, é possível verificar que, para o narrador-menino do texto de Ondjaki, bem como para Mia Couto, em seu ensaio, a colonização portuguesa é vista como: a. Autoritária e impositiva, oposta à autonomia das nações dominadas. b. Vantajosa para a economia e para a comunicação entre os povos. c. Importante para as tradições locais e para a língua das colônias. d. Apoiadora dos direitos à liberdade de pensamento e expressão. e. Destemida, pois o povo africano é forte e unido e com condições de vencer o preconceito.
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Priscila Da Silva

há 4 semanas

Respostas

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há 4 semanas

Vamos analisar a primeira parte da questão, que pede para assinalar V (verdadeiro) ou F (falso) para as sentenças sobre a relação professor-aluno e o ambiente de aprendizagem: 1) "Uma boa estratégia é evitar trazer para a sala de aula a realidade dos alunos, muitas vezes com experiências traumáticas e empobrecidas culturalmente, pois um ambiente qualificado de aprendizagem busca relacionar os conteúdos aos saberes formais históricos da sociedade." Essa afirmação é falsa (F). Trazer a realidade dos alunos para a sala de aula é importante para tornar a aprendizagem significativa e respeitar a diversidade cultural. 2) "Os conhecimentos que trazem satisfação pessoal e/ou aqueles que podem ser utilizados como ferramentas reais para um objetivo real são aqueles que a mente guarda e opera." Essa afirmação é verdadeira (V). O aprendizado é mais eficaz quando o conhecimento é relevante e aplicável. 3) "Se espera um professor aberto ao diálogo, mas que não perca a postura de detentor do conhecimento, já que conquistou esse lugar de acordo com seus saberes adquiridos e ser admirado como um sujeito que sabe muito é motivador ao aluno para a construção da aprendizagem." Essa afirmação é falsa (F). A postura ideal do professor é ser facilitador do conhecimento, aberto ao diálogo e à construção conjunta, não apenas um detentor autoritário do saber. 4) "Além da interação positiva professor-aluno, o ambiente de aprendizagem prevê também a relação aluno-aluno. É no contexto da sala de aula, no convívio diário com o professor e com os colegas, que o aluno vai paulatinamente exercitando hábitos, desenvolvendo atitudes e assimilando valores." Essa afirmação é verdadeira (V). A interação entre alunos é fundamental para o desenvolvimento social e cognitivo. Assim, a sequência correta é: F - V - F - V. A alternativa que corresponde a essa sequência é: c) F, V, F, V. --- Sobre a segunda questão, referente à visão da colonização portuguesa na África segundo os textos de Ondjaki e Mia Couto: A colonização é apresentada como autoritária e impositiva, negando a autonomia das nações dominadas, com tensões políticas e sociais evidentes. Portanto, a alternativa correta é: a) Autoritária e impositiva, oposta à autonomia das nações dominadas. --- Resumo das respostas: - Primeira questão: alternativa c) F, V, F, V - Segunda questão: alternativa a) Autoritária e impositiva, oposta à autonomia das nações dominadas

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