O pré-natal de alto risco é voltado para gestantes que apresentam condições clínicas, obstétricas ou socioambientais que aumentam a probabilidade de desfechos adversos para a mãe e/ou o bebê. A identificação precoce desses riscos permite o acompanhamento especializado, com medidas de vigilância e intervenção adequadas, garantindo maior segurança à gestação. (Brasil, 2022)
Uma gestante de 28 anos, G2P1A0, com 34 semanas de gestação, é admitida no pronto-socorro com queixa de cefaleia intensa, escotomas visuais e dor epigástrica em "faixa". Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 160/110 mmHg, edema de membros inferiores (+++/4+) e reflexos osteotendinosos vivos e simétricos. O exame de urina revela proteinúria de 2+ no sedimento, e o laboratório mostra plaquetas de 90.000/mm³, TGO de 80 U/L, TGP de 75 U/L e LDH de 600 U/L. A creatinina está em 1,2 mg/dL, e com sinais de hemólise no esfregaço de sangue periférico.
Com base no quadro clínico e nos exames, qual é o diagnóstico mais provável?
Ed
há 2 meses
O diagnóstico mais provável é Síndrome HELLP. Justificativa passo a passo: - Gestante com 34 semanas, sintomas: cefaleia intensa, escotomas visuais, dor epigástrica em faixa. - PA elevada (160/110 mmHg) e edema (+++/4+). - Proteinúria 2+ indica pré-eclâmpsia. - Laboratório: plaquetas baixas (90.000/mm³), TGO e TGP elevadas (80 e 75 U/L), LDH alta (600 U/L), creatinina levemente elevada (1,2 mg/dL). - Presença de hemólise no sangue periférico. Esses achados caracterizam a Síndrome HELLP (Hemólise, Elevação das Enzimas Hepáticas e Baixa contagem de Plaquetas), uma complicação grave da pré-eclâmpsia.
Cadastre-se ou realize login