Pergunta 1 A recusa de entrada no país prejudica as obrigações internacionais de Direitos Humanos assumidas pela Venezuela e impede o cumprimento das competências da Comissão Interamericana estabelecidas no artigo 106 da Carta da OEA e 41 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. A principal função da Comissão é promover a observância e a defesa dos Direitos Humanos dos povos das Américas. Para tanto, as visitas in loco permitem à Comissão, entre outras coisas, cumprir suas funções de órgão assessor da OEA em Direitos Humanos. A Comissão também recorda que o Estado venezuelano é parte em outros instrumentos internacionais que outorgam mandatos à organização, incluindo a Convenção de "Belém do Pará"; a Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura; e a Convenção Interamericana sobre Desaparecimento Forçado de Pessoas. Disponível em: http://www.oas.org/en/iachr/media_center/PReleases/2020/020.asp Considerando o fragmento anterior apresentado, analise as seguintes asserções quanto à veracidade das proposições: A Comissão Interamericana necessita de autorização para realizar visitas in loco PORQUE a CIDH não é obrigada a respeitar a soberania dos Estados. Sobre estas duas asserções, é CORRETO AFIRMAR que: Opção A As duas proposições são falsas. Opção B A primeira proposição é verdadeira, e a segunda proposição é falsa. Opção C As duas proposições são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira. Selecionado Opção D A primeira proposição é falsa, e a segunda proposição é verdadeira. Opção E As duas proposições são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. Pergunta 2 Pergunta 2 0,17 Pontos Pergunta 2 A política da Guerra Fria moldou a Convenção Europeia original e, portanto, fez com que ela tivesse um ímpeto diferente das duas declarações anteriores do período pós-guerra imediato. Como argumentaremos abaixo, a política da Guerra Fria veio a moldar todos os sistemas de Direitos Humanos durante o período subsequente. Mas fê-lo no contexto de instituições emergentes de Direitos Humanos - os Estados já não eram os únicos autores dos Direitos Humanos. No Sistema da OEA, a proximidade da própria ambivalência dos Estados Unidos e da América Latina em relação às instituições de Direitos Humanos significava que o sistema inicialmente tinha pouco peso jurídico. Mesmo assim, foi capaz de ganhar poder e relativa autonomia por meio do que descrevemos a seguir como a política criativa da Comissão Interamericana, em oposição à diplomacia jurídica de Direitos Humanos. Em contraste, as instituições europeias de Direitos Humanos desenvolveram uma abordagem mais legal adaptada às principais restrições estruturais do período - Guerra Fria e descolonização - uma abordagem melhor descrita como "diplomacia legal" (HUNEEUS; MADSEN, 2018). HUNEEUS, Alexandra; MADSEN, Mikael. Between Universalism and Regional Law and Politics: a comparative history of the American, European, and African human rights systems. International Journal of Constitutional Law. Oxford, v. 16, Issue 1, p. 136-160, 2018. Observando o trecho anterior, analise as seguintes assertivas quanto à veracidade – V para Verdadeiro ou F para Falso: I - A África e Ásia contam com sistemas de proteção de Direitos Humanos bastante estruturados. II - A existência de um sistema regional de proteção dos Direitos Humanos está fortemente ligada às relações políticas entre os vizinhos. III - O Sistema Interamericano de Direitos Humanos está alicerçado na hegemonia hemisférica norte-americana. IV - A Ásia e o Oriente Médio não contam com sistemas regionais de proteção de Direitos Humanos porque não estão envolvidos em processos de integração regional. As assertivas I, II, III e IV são, RESPECTIVAMENTE: Opção A F, V, F, V. Opção B V, F, V, F. Opção C V, V, F, F. Opção D F, V, F, F. Selecionado Opção E V, V, F, V. Pergunta 3 Pergunta 3 0,17 Pontos Pergunta 3 No julgamento da Câmara de hoje no caso Anagnostakis e Outros c. Grécia (requerimento nº 46075/16), o Tribunal Europeu dos Direitos do Humanos considerou, por unanimidade, que tinha havido: uma violação do artigo 8 (direito ao respeito a vida privada e em família) da Convenção Europeia dos Direitos do Homem. O caso dizia respeito aos direitos de acesso concedidos aos requerentes, ao pai e aos avós da criança em questão (que tinha dois anos quando o pedido foi apresentado) e à duração de vários processos em que a parte contrária era a mãe da criança (EUROPEAN COURT OF HUMAN RIGHTS, 2021). EUROPEAN COURT OF HUMAN RIGHTS. Affaire Anagnostakis et Autres c. Grèce. Strasbourg, 23 de setembro de 2021. Em que situações as Cortes Internacionais devem ser acionadas? Opção A Quando não há concordância com a decisão local. Opção B Para validar a decisão nacional. Opção C Quando o Estado submete a decisão à Corte. Opção D Quando são esgotados todos os recursos na instância nacional. Selecionado Opção E Para a revisão da decisão.