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Em determinado município, a Secretaria de Desenvolvimento Social instituiu, por meio de portaria interna, critérios adicionais para seleção de beneficiários de um programa de assistência social, além daqueles previstos em lei municipal específica. Tais critérios passaram a restringir o acesso de determinados grupos, ainda que estes atendessem plenamente às exigências legais. Paralelamente, verificou-se que, em situações semelhantes, alguns beneficiários foram admitidos no programa por decisão discricionária da autoridade administrativa, sem observância uniforme dos mesmos parâmetros. Diante desse cenário, cidadãos questionaram a validade dos atos administrativos praticados, alegando afronta aos princípios constitucionais que regem a ordem social e a atuação da Administração Pública. Considerando os princípios da legalidade e da isonomia, assinale a alternativa que expressa a interpretação correta:
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WILLIAM DA SILVA COSTA

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

A interpretação correta é que a Secretaria de Desenvolvimento Social não pode instituir, por portaria interna, critérios adicionais que restrinjam o acesso ao programa além do que está previsto em lei municipal, pois isso viola o princípio da legalidade, que exige que a Administração Pública atue estritamente conforme a lei. Além disso, a adoção de critérios discricionários e não uniformes para admitir beneficiários fere o princípio da isonomia, que determina tratamento igualitário a todos em situações semelhantes. Portanto, os atos administrativos que criaram critérios adicionais e que aplicaram parâmetros de forma desigual são inválidos por afrontarem os princípios constitucionais da legalidade e da isonomia.

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