"Achar que basta ensinar a norma culta a uma criança pobre para que ela 'suba na vida' é o mesmo que achar que é preciso aumentar o número de policiais na rua e de vagas nas penitenciárias para resolver o problema da violência urbana" (Bagno, 2007 p. 69).
Fonte: BAGNO, M. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 48. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2007.
Os textos abordam o preconceito linguístico e analisam como a sociedade trata de maneira pejorativa aqueles que não dominam a norma padrão da língua portuguesa. Esse fenômeno, conhecido como preconceito linguístico, reflete a discriminação baseada nas variações linguísticas que divergem do padrão considerado "correto" ou "culto".
Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir:
I. A língua portuguesa falada no Brasil é única, não existindo variações regionais ou culturais. II. A sociedade associa frequentemente o uso da norma padrão à maior inteligência e competência, perpetuando estereótipos negativos sobre aqueles que falam variedades linguísticas não padrão. III. O preconceito linguístico não reforça desigualdades sociais e culturais, promovendo a inclusão de grupos minoritários ou de classes sociais menos privilegiadas. IV. O preconceito linguístico é muitas vezes inconsciente, enraizado em ideologias históricas e sociais que associam prestígio e poder à norma padrão.