O direito à vida presente no art. 5º, caput, da Constituição Federal, constitui-se como o primeiro direito a ser protegido, mas a vida em si não pode se resumir no mínimo existencial. E ela não pode ser um direito absoluto, pois a morte é inevitável. Entretanto, o homem, em virtude de sua autonomia, tem o direito de planejar o seu fim, amparado por suas convicções religiosas, filosóficas, construídas no decorrer da vida, e respeitadas na morte. Deste modo, a mesma luta por uma existência digna, deve ser resgatada para a terminalidade da vida, a fim de que o paciente tenha uma morte digna.
Fonte: POMIN, A. V. C.; TELLES, T. C. S. Reflexões sobre a vida e a morte à luz das diretivas antecipativas de vontade. In: Estudos interdisciplinares sobre direitos fundamentais e da personalidade. 1. ed. Maringá: Vivens, 2014. v. 2, p. 11–40.
A maioria das pessoas pensa em viver uma vida plena, mas a morte é a única certeza da vida. Diante de um diagnóstico de uma doença terminal ou que retire a sua autonomia, deve-se respeitar para que a pessoa tenha também uma morte digna, tema que a maioria das pessoas da sociedade esquece de refletir. Assim, diante desse pensamento de se ter uma vida e morte dignas, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Alternativa 1:
Planejar o fim da vida é desnecessário, pois o mais importante é apenas garantir uma existência longa.
Alternativa 2:
O direito à vida é absoluto e não pode sofrer qualquer limitação, mesmo diante de uma doença irreversível.
Alternativa 3:
A vida deve ser protegida a qualquer custo, independentemente do sofrimento do paciente em estado terminal.
Alternativa 4:
As políticas públicas devem priorizar apenas a qualidade de vida, sem destinar recursos para cuidados paliativos.
Alternativa 5:
O direito a uma morte digna deve ser respeitado, garantindo que o paciente, em estado terminal, possa manter sua autonomia e dignidade até o fim da vida.
Ed
semana passada
Vamos analisar as alternativas apresentadas: 1. Planejar o fim da vida é desnecessário, pois o mais importante é apenas garantir uma existência longa. - Essa alternativa ignora a importância da autonomia e do planejamento do fim da vida, que é um ponto central no texto. 2. O direito à vida é absoluto e não pode sofrer qualquer limitação, mesmo diante de uma doença irreversível. - O texto menciona que a vida não é um direito absoluto, portanto, essa alternativa está incorreta. 3. A vida deve ser protegida a qualquer custo, independentemente do sofrimento do paciente em estado terminal. - Essa alternativa desconsidera a dignidade e o sofrimento do paciente, que são aspectos importantes abordados no texto. 4. As políticas públicas devem priorizar apenas a qualidade de vida, sem destinar recursos para cuidados paliativos. - Essa alternativa é contraditória, pois o texto defende a importância de uma morte digna e cuidados paliativos. 5. O direito a uma morte digna deve ser respeitado, garantindo que o paciente, em estado terminal, possa manter sua autonomia e dignidade até o fim da vida. - Esta alternativa está alinhada com o que é discutido no texto, que enfatiza a importância da autonomia e dignidade do paciente. Portanto, a alternativa correta é: 5. O direito a uma morte digna deve ser respeitado, garantindo que o paciente, em estado terminal, possa manter sua autonomia e dignidade até o fim da vida.
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