ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.
Você é um terapeuta ocupacional hospitalar e, diante do caso clínico a seguir, é necessário elaborar uma intervenção que será resultado da avaliação por meio de protocolo padronizado e anamnese para elencar quais as principais demandas ocupacionais da paciente e, assim, conseguir elaborar um plano terapêutico que atenda às suas necessidades tanto para o contexto hospitalar quanto para o período pós-internação.
Identificação
Nome: Sra. Helena Souza (fictício).
Idade: 68 anos.
Motivo da internação: Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.
Setor: Clínica Médica – Internação.
Histórico de Saúde Relevante: a Sra. Helena foi admitida há 12 dias após apresentar quadro agudo de AVC isquêmico, resultando em hemiparesia direita, lentificação motora e disartria leve.
Possui histórico de hipertensão, colesterol e diabetes melitos 2 (DM2), com controle irregular. Antes do evento, era independente para todas as Atividades de Vida Diária, residindo sozinha. Durante a internação, evoluiu com redução importante da força e coordenação no dimídio direito; instabilidade no equilíbrio sentado e em pé; fadiga acentuada durante atividades simples; ansiedade e medo de quedas; episódios de insônia, devido ao ambiente hospitalar, e dores leves no ombro direito; dificuldade de adaptação à rotina rígida da unidade e irritação; e tristeza pela perda de autonomia. Nesse processo de internação, passou a realizar o banho no leito ou em cadeira de banho com necessidade de auxílio moderado para posicionamento bem como para realizar higiene de MMII e região dorsal. Além disso, apresenta insegurança em superfícies molhadas e rapidamente apresenta fadiga bem como redução na capacidade de sequenciar a tarefa. No vestir, apresenta dificuldade significativa para vestir camisetas e calças, devido à hemiparesia direita com acentuada lentificação motora, e redução de preensão para manipular roupas que resultam na necessidade de assistência mínima à moderada com forte impacto emocional ao tentar realizar sozinha. Outras AVDs podem estar apresentar redução em seu desempenho decorrente do quadro clínico da paciente.
Também apresentou redução quanto à mobilidade funcional na enfermaria, com necessidade de assistência para realizar transferência do leito para a cadeira, com marcha funcional ausente. Realiza apenas ortostatismo com apoio e supervisão e apresenta desequilíbrio em mudanças de peso e medo intenso de quedas, o que limita sua participação em atividades. A repentina mudança em sua rotina e na sua independência resultou em desânimo acompanhado de irritabilidade ao ser ajudada, ansiedade, devido ao ambiente hospitalar, e medo constante de “nunca mais voltar ao normal”.
universitarioacademico1
há 22 horas