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Psicologia

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A prática baseada em evidências na Terapia Ocupacional preconiza que a avaliação de esforço deve cruzar dados objetivos (monitoração por equipamentos médicos) com dados subjetivos (percepção e relato do próprio paciente). Durante o treino de uma AVD instrumental em pé, um paciente relata um esforço nível 8 (Muito Intenso) na Escala de Borg, solicitando para se sentar. O terapeuta ocupacional observa, contudo, que a oximetria de pulso e a frequência cardíaca estão perfeitamente dentro da normalidade. Como o terapeuta ocupacional deve interpretar clinicamente essa discrepância? Opções da pergunta 2: O paciente está fingindo fadiga, pois a saturação normal anula qualquer possibilidade de cansaço. A escala de Borg foi aplicada incorretamente, pois esforço 8 sempre gera taquicardia e dessaturação simultâneas. O paciente perdeu a percepção de segurança do próprio corpo e corre risco de sofrer uma síncope silenciosa. A limitação não é cardiorrespiratória, indicando provável fadiga muscular periférica ou dor articular forte que impede a postura em pé. Os aparelhos de monitorização cardíaca estão com defeito, devendo prevalecer sempre o dado da máquina sobre o relato do
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Renata Torres

há 2 semanas

Respostas

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há 2 semanas

Vamos analisar as opções apresentadas com base na situação descrita: 1. O paciente está fingindo fadiga, pois a saturação normal anula qualquer possibilidade de cansaço. - Essa afirmação é problemática, pois a percepção de esforço é subjetiva e não deve ser desconsiderada apenas porque os dados objetivos estão normais. 2. A escala de Borg foi aplicada incorretamente, pois esforço 8 sempre gera taquicardia e dessaturação simultâneas. - Essa afirmação não é verdadeira, pois a resposta fisiológica pode variar entre os indivíduos. A escala de Borg é uma medida subjetiva e pode não se correlacionar diretamente com os dados objetivos em todos os casos. 3. O paciente perdeu a percepção de segurança do próprio corpo e corre risco de sofrer uma síncope silenciosa. - Embora a percepção de segurança seja importante, essa opção não aborda diretamente a discrepância entre a percepção de esforço e os dados objetivos. 4. A limitação não é cardiorrespiratória, indicando provável fadiga muscular periférica ou dor articular forte que impede a postura em pé. - Esta opção faz sentido, pois o paciente pode estar experimentando fadiga que não se relaciona diretamente com a função cardiorrespiratória, mas sim com fatores musculares ou articulares. 5. Os aparelhos de monitorização cardíaca estão com defeito, devendo prevalecer sempre o dado da máquina sobre o relato do paciente. - Essa afirmação é inadequada, pois os dados objetivos e subjetivos devem ser considerados em conjunto, e não se deve desconsiderar o relato do paciente. Diante da análise, a opção que melhor interpreta a discrepância entre a percepção de esforço do paciente e os dados objetivos é: d) A limitação não é cardiorrespiratória, indicando provável fadiga muscular periférica ou dor articular forte que impede a postura em pé.

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