Os dilemas éticos no final da vida são particularmente complexos, exigindo uma reflexão cuidadosa sobre os limites da intervenção médica. De um lado, há a prática da obstinação terapêutica, também chamada de distanásia, que consiste no prolongamento artificial da vida de um paciente terminal por meio de tratamentos fúteis que apenas adiam a morte e aumentam o sofrimento. Em contraposição, surge uma abordagem que prioriza o conforto e a qualidade de vida, aliviando a dor e oferecendo suporte emocional e espiritual ao paciente e à família, defendendo a morte no tempo certo, sem antecipação nem prolongamento artificial.
Com base nos conceitos apresentados sobre os dilemas éticos no fim da vida, assinale a alternativa que define corretamente o conceito de ortotanásia.
Questão 7
Resposta
a.
O registro antecipado dos desejos do paciente sobre os tratamentos que deseja ou não receber em caso de incapacidade de decisão, conhecido como testamento vital ou diretivas antecipadas de vontade.
b.
A morte no tempo certo, sem antecipação (eutanásia) nem prolongamento artificial e fútil do processo de morrer (distanásia), é a postura defendida pelos cuidados paliativos.
c.
A suspensão de qualquer tipo de cuidado ao paciente terminal, incluindo medidas de conforto e alívio da dor, configura um abandono terapêutico.
d.
O prolongamento máximo da vida a qualquer custo, utilizando todos os recursos tecnológicos disponíveis, mesmo que isso cause mais sofrimento ao paciente, prática conhecida como distanásia.
e.
A prática de abreviar a vida de um paciente a seu pedido, para aliviar o sofrimento, também conhecida como eutanásia ativa, que é proibida pela legislação brasileira.
Ed
há 7 dias
Vamos analisar as alternativas para identificar qual delas define corretamente o conceito de ortotanásia: a) O registro antecipado dos desejos do paciente sobre os tratamentos que deseja ou não receber em caso de incapacidade de decisão, conhecido como testamento vital ou diretivas antecipadas de vontade. - Esta opção se refere a testamento vital, não à ortotanásia. b) A morte no tempo certo, sem antecipação (eutanásia) nem prolongamento artificial e fútil do processo de morrer (distanásia), é a postura defendida pelos cuidados paliativos. - Esta definição se alinha com o conceito de ortotanásia, que busca permitir que a morte ocorra naturalmente, sem intervenções desnecessárias. c) A suspensão de qualquer tipo de cuidado ao paciente terminal, incluindo medidas de conforto e alívio da dor, configura um abandono terapêutico. - Esta opção fala sobre abandono terapêutico, que não é o que define ortotanásia. d) O prolongamento máximo da vida a qualquer custo, utilizando todos os recursos tecnológicos disponíveis, mesmo que isso cause mais sofrimento ao paciente, prática conhecida como distanásia. - Esta opção descreve distanásia, não ortotanásia. e) A prática de abreviar a vida de um paciente a seu pedido, para aliviar o sofrimento, também conhecida como eutanásia ativa, que é proibida pela legislação brasileira. - Esta opção se refere à eutanásia, não à ortotanásia. Portanto, a alternativa correta que define o conceito de ortotanásia é: b) A morte no tempo certo, sem antecipação (eutanásia) nem prolongamento artificial e fútil do processo de morrer (distanásia), é a postura defendida pelos cuidados paliativos.
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