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3ª) Quando se trata dos pressupostos da licitação, é incorreto: a) lógico, que Consoante Bandeira de Mello (2012, p. 550), "é pressuposto lógico da licitação a existência de uma pluralidade de objetos e de uma pluralidade de ofertantes". Isto é, caso não se vislumbre no mercado a diversidade de objetos que possam cumprir o objetivo pretendido pela Administração ou, igualmente, a presença de vários particulares que podem produzir determinado bem ou prestar certo serviço, impossível é a operacionalização de procedimento licitatório para seleção de proposta mais vantajosa. b) realização do negócio mais vantajoso, pois não há como afastar a licitação pública da ideia de realização do negócio mais vantajoso para a Administração Pública. Trata-se, portanto, de instrumento capaz de proporcionar às entidades governamentais possibilidades de realizarem o negócio mais vantajoso, uma vez que a instauração da competição entre ofertantes preordena-se a isso (Mello, 2012, p. 534). c) jurídico, que está estreitamente relacionado com a finalidade pela qual o certame foi instituído. A sua verificação deve se dar no caso concreto, de modo que a licitação não deve ser um fim em si mesmo, mas instrumento para a consecução de determinados fins para os quais foi encetada, notadamente para garantir o interesse público (Mello, 2012, p. 551). Com efeito, a realização de procedimentos licitatórios em regra envolve custos que são sustentados mediante recursos públicos, os quais têm como principal origem a arrecadação tributária. A Lei 14.133/2021 traz uma mudança significativa ao introduzir a necessidade de elaboração de um Estudo Técnico Preliminar antes de iniciar o processo licitatório, que deve abordar aspectos como a definição precisa do objeto e a justificativa para a contratação, como prevê o art. 6º, inciso XX, dessa Lei. d) fático, caracterizado na efetiva existência de interessados em disputar determinado certame. Isto é, caso não haja interesse de concorrer para o fornecimento de determinados bens ou prestação de certos serviços, não há razões para realizar a licitação, o que a torna inviável. São esses, portanto, os três pressupostos que devem ser observantes previamente ao início dos atos que estruturam o procedimento licitatório, sob pena de dispêndio irresponsável de recursos públicos para a realização de licitação que não tenha um fim útil à proteção do interesse público.
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Solange Bruneli

há 2 semanas

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