O historiador Clovis Brighenti, especializado em estudos dos povos indígenas, destaca que a incorporação da temática indígena nas salas de aula não apenas configura um avanço educacional, mas se revela como um ponto crucial de transformação na construção de uma sociedade autenticamente plural. Essa abordagem não apenas enaltece, mas também respeita as raízes culturais profundas que moldam a diversidade brasileira. Segundo o pesquisador: Não há como pensar o Brasil desconsiderando as populações indígenas no passado e presente, como não há como pensar o futuro sem os povos indígenas, essa rica diversidade de línguas, cosmologias e relações socioeconômicas são partes indissociáveis do Brasil. Dessa maneira, mais que uma obrigação legal (Lei 11.645/2008), a temática indígena deve se constituir como parte do currículo escolar, mas antes de tudo um dever cidadão. Se é dever da escola refletir sobre os diferentes contextos sociais, não há como não abordar a temática indígena. (BRIGHENTI, C. A. Revisitando a Lei 11645/2008: A Contribuição das Cosmologias Indígenas em Sala de Aula. Revista Eletrônica História em Reflexão, v. 16, n. 31, pág. 7). Considerando a