A sistemática da repercussão geral, introduzida no ordenamento jurídico brasileiro por meio de EC 45/2001, determina que somente são admissíveis para julgamento pelo STF os recursos extraordinários cuja matéria seja relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que transcendam os interesses subjetivos da causa. Pretendeu-se evitar com isso que a Suprema Corte se ocupasse de questões menos relevantes e de interesse unicamente das partes, desafogando seu acervo de processos. Uma vez recebido o recurso, o Plenário do STF deliberará acerca da existência de repercussão geral, que somente poderá ser reconhecida por voto da maioria simples dos seus ministros