Maria, 45 anos, procura atendimento psiquiátrico com queixas de humor deprimido persistente, anedonia acentuada, dificuldades de concentração e lapsos de memória recentes. Ela relata episódios de irritabilidade e reações emocionais intensas a pequenos estressores. Seu histórico inclui um período prolongado de estresse crônico no trabalho e desafios familiares. A equipe multidisciplinar considera a hipótese de um transtorno depressivo maior com componentes ansiosos, buscando abordagens terapêuticas fundamentadas na neurobiologia dos sintomas. Sabe-se que a regulação emocional e as funções cognitivas são mediadas por circuitos neurais complexos, incluindo o córtex pré-frontal (CPF), a amígdala e o hipocampo. O CPF é fundamental para a modulação das respostas emocionais, planejamento e tomada de decisão, enquanto o hipocampo é crucial para a formação e recuperação de memórias, e a amígdala processa emoções como medo e ansiedade. A exposição prolongada ao estresse pode induzir alterações na plasticidade sináptica e na neurogênese nessas regiões, afetando a conectividade e a função neural, o que se manifesta em desregulação emocional e prejuízos cognitivos. Considerando o quadro clínico de Maria e os princípios neurocientíficos subjacentes à saúde mental, verifique a coerência entre as manifestações sintomáticas e as intervenções terapêuticas, e assinale a alternativa que apresenta a aplicação lógica e fundamentada dos conceitos neurocientíficos para o manejo do caso.