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Durante a consulta com Joana, 45 anos, com dor lombar há 6 semanas, a médica realiza o exame físico e encontra:

- Manobra de elevação da perna reta (Lasègue) negativa
- Sem atrofia de panturrilha
- Força muscular preservada em membros inferiores
- Reflexos tendíneos normais

Ela consulta o gráfico abaixo, que apresenta a Razão de Verossimilhança (LR) de achados físicos para aumentar ou reduzir a probabilidade de radiculopatia lombossacra.


Um gráfico que apresenta a Razão de Verossimilhança (LR) de achados físicos para aumentar ou reduzir a probabilidade de radiculopatia lombossacra. O gráfico mostra uma escala de LR de 0,1 a 10, com setas indicando a redução ou aumento da probabilidade. Achados como manobra de elevação da perna esticada negativa, atrofia de panturrilha ipsilateral, fraqueza na dorsiflexão de pé, manobra de elevação contralateral de perna esticada positiva e reflexo aquileu anormal são mostrados.


Qual das falas abaixo melhor comunica a decisão clínica centrada na pessoa com base nas evidências?
a. 'Pode ficar tranquila, Joana. Com o seu exame físico, a probabilidade de radiculopatia reduz em mais de 15\%, o que faz com que uma ressonância seja desnecessária neste momento. Está mais para uma lombalgia mecânica, logo a ressonância não veria alterações.'
b. 'É comum que quando temos dor nesta região pensarmos em problema da coluna, mas com sua história e com um exame físico com testes negativos para problemas de coluna podemos ficar tranquilos de que sua dor não seja por um problema na coluna. E sim, algo nos músculos dessa região e, neste caso, uma ressonância de coluna não nos ajudaria.'
c. 'Tudo certo, Joana. Verifiquei aqui e é pouco provável que tenha uma complicação na coluna. Caso seu exame físico viesse alterado, a sua probabilidade de que sua dor fosse por um problema da coluna seria maior e, com isso, uma imagem poderia nos ajudar, mas não é o caso.'
d. 'Entendo sua preocupação com a ressonância, mas sua probabilidade de compressão discal é baixa uma vez que a força das suas pernas está preservada, seus testes do exame físico estão normais e você nem teve alterações nos reflexos. É uma lombalgia inespecífica, fique tranquila.'
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mês passado

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mês passado

Para responder a essa questão, precisamos analisar as falas propostas e como elas se relacionam com os achados do exame físico e a probabilidade de radiculopatia lombossacra. 1. Alternativa a: Fala sobre a redução da probabilidade de radiculopatia em mais de 15%, mas não explica bem a situação clínica e pode gerar confusão sobre a necessidade de ressonância. 2. Alternativa b: Esta fala é mais clara ao explicar que, com os testes negativos, a dor não é provavelmente de origem na coluna, mas sim muscular. Ela comunica bem a decisão clínica centrada na pessoa. 3. Alternativa c: Embora mencione que a probabilidade de complicação na coluna é baixa, não aborda diretamente a questão da dor e a necessidade de ressonância de forma clara. 4. Alternativa d: Esta fala é bastante informativa e tranquilizadora, explicando que a probabilidade de compressão discal é baixa e que a dor é classificada como lombalgia inespecífica. Analisando as opções, a alternativa que melhor comunica a decisão clínica centrada na pessoa, considerando os achados do exame físico e a explicação sobre a dor, é a d: "Entendo sua preocupação com a ressonância, mas sua probabilidade de compressão discal é baixa uma vez que a força das suas pernas está preservada, seus testes do exame físico estão normais e você nem teve alterações nos reflexos. É uma lombalgia inespecífica, fique tranquila."

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Durante a consulta com Joana, 45 anos, com dor lombar há 6 semanas, a médica realiza o exame físico e encontra:

- Manobra de elevação da perna reta (Lasègue) negativa
- Sem atrofia de panturrilha
- Força muscular preservada em membros inferiores
- Reflexos tendíneos normais

Ela consulta o gráfico abaixo, que apresenta a Razão de Verossimilhança (LR) de achados físicos para aumentar ou reduzir a probabilidade de radiculopatia lombossacra.


Um gráfico que apresenta a Razão de Verossimilhança (LR) de achados físicos para aumentar ou reduzir a probabilidade de radiculopatia lombossacra. O gráfico mostra uma escala de LR de 0,1 a 10, com setas indicando a redução ou aumento da probabilidade. Achados como manobra de elevação da perna esticada negativa, atrofia de panturrilha ipsilateral, fraqueza na dorsiflexão de pé, manobra de elevação contralateral de perna esticada positiva e reflexo aquileu anormal são mostrados.


Com base na interpretação da imagem e nos achados clínicos de Joana, qual das afirmativas abaixo é correta?
a. A manobra de elevação da perna esticada negativa possui LR de aproximadamente 0,4 , o que reduz a probabilidade de Joana ter radiculopatia lombossacra em mais de 15 \%. Uma manobra de elevação da perna esticada negativa possui uma LR de aproximadamente 0,4 , o que está associado a uma redução da probabilidade de radiculopatia em mais de 15 \%.
b. A ausência de déficit motor e sensitivo não influencia na probabilidade da doença, sendo necessário exame de imagem para afastar diagnóstico grave.
c. A presença de manobra de elevação da perna contralateral positiva (se ocorresse) aumentaria a probabilidade de radiculopatia em 5 \%, com impacto clínico limitado.
d. Uma manobra de elevação de perna esticada negativa sugere que a paciente está fora de risco, sendo desnecessário qualquer exame físico adicional.

A médica de Joana pesquisou as prevalências de diagnósticos diferenciais em sintomas de lombalgia na APS. Segue o gráfico com estas prevalências.


| Diagnósticos Diferenciais de Dor Lombar - Prevalência Estimada |
| ------------------------------------------------------------ |
| Lombalgia inespecífica | 77,5% |
| Degenerativa | 10,0% |
| Espondilolistese | 3,0% |
| Fratura vertebral | 2,5% |
| Hérnia de disco com indicação cirúrgica | 2,0% |
| Estenose espinhal | 1,5% |
| Cauda equina | 0,002% |
| Câncer/Tumor | 0,700% |
| Infecção espinhal | 0,010% |
| Espondilite anquilosante | 0,300% |
| Fratura osteoporótica | 2,5% |


Com base nesses dados e no caso de Joana, qual das alternativas abaixo é a mais adequada?
a. A lombalgia inespecífica, por ser a causa mais comum em todos os níveis de atenção, deve ser sempre a principal hipótese, independentemente da história ou do local de atendimento.
b. As causas raras mas alarmantes, como infecção vertebral, devem ser descartadas desde o início, pois a baixa prevalência impede que tenham relevância clínica na APS.
c. A interpretação de testes como a manobra de Lasègue pode mudar conforme o cenário clínico: em ambulatórios especializados em coluna, a prevalência de radiculopatia é maior e isso altera a probabilidade pós-teste. O Teorema de Bayes nos mostra que a probabilidade pré-teste (prevalência) influencia o valor de um exame. Um teste como a manobra de Lasègue tem uma interpretação diferente em um ambulatório de coluna (alta prevalência de radiculopatia) do que na APS (baixa prevalência).
d. Se Joana tivesse história de câncer de ovário no último ano, a interpretação da sua dor lombar não mudaria, já que os sinais clínicos permanecem os mesmos.

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