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A educação de crianças e jovens surdos é uma preocupação que permeia toda a história dessa população. Movida por experiências, tentativas de acerto e insucessos metodológicos, a educação especial tem, paulatinamente, alcançado visibilidade e espaço em meio às ideologias que insistem em normalizar e padronizar o ser humano, sobretudo na modernidade fragmentada por tantos discursos e pouca eficácia na compreensão sobre quem, de fato, é o homem. Dessa forma, tratar do cenário da educação especial, principalmente no que se refere à questão da pessoa surda, faz-se necessário enquanto projeto de oposição às narrativas que trazem, como arquétipos sociais, mentes, corpos e culturas uniformes. Não a favor de tal interpretação, as questões que envolvem a identidade e a cultura surda reivindicam o reconhecimento de seus artefatos - de modo especial, a Língua Brasileira de Sinais (Libras), considerada um marco nas políticas públicas - e evidenciam as características específicas da comunidade surda. A língua de sinais ocupa um espaço de destaque no seio dessa comunidade, sendo sinal de orgulho e ideário político. O processo de construção de uma língua passa, necessariamente, pela etapa de estruturação formal, dando-lhe forma escrita, regulando o significado de seus signos e justificando o porquê de seu uso. No caso da Libras, seria correto afirmar que ela se comporta estruturalmente da mesma forma que as demais línguas? Ou seja, há algo que diferencie a Libras das demais línguas faladas em sua transcrição? Detalhe quais são essas diferenças.
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Nylma Sales

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é uma língua completa e estruturada, assim como as línguas faladas, mas apresenta algumas diferenças importantes em relação a elas: 1. Modalidade: Libras é uma língua visual-espacial, enquanto as línguas faladas são auditivas. Isso significa que a comunicação em Libras se dá por meio de sinais, expressões faciais e movimentos corporais. 2. Estrutura Gramatical: Embora tenha sua própria gramática, a estrutura da Libras é diferente da gramática das línguas orais. Por exemplo, a ordem das palavras pode variar, e a utilização de espaço é fundamental para a construção de frases. 3. Signos: Os signos em Libras são formados por configurações de mãos, movimentos e expressões faciais, enquanto nas línguas faladas, os sons e a articulação das palavras são os elementos principais. 4. Cultura e Identidade: Libras é um elemento central da identidade da comunidade surda, refletindo sua cultura e experiências. Isso a diferencia das línguas faladas, que podem não ter uma relação tão direta com a identidade de seus falantes. 5. Reconhecimento e Políticas Públicas: A Libras é reconhecida oficialmente como língua no Brasil, o que garante direitos e políticas específicas para a comunidade surda, algo que nem sempre ocorre com línguas faladas em contextos minoritários. Essas diferenças destacam a singularidade da Libras e a importância de seu reconhecimento e valorização no contexto educacional e social.

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