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Maria da Conceição, 58 anos, trabalhou como costureira em uma pequena confecção por 22 anos, sempre com registro em carteira. Em 2019, a empresa encerrou suas atividades, e Maria ficou sem trabalhar por um período de 14 meses. Em março de 2021, ela voltou ao mercado de trabalho como diarista, contribuindo ao INSS por meio do carnê como contribuinte individual, mas de forma intermitente: contribuiu por 8 meses no ano de 2021, nenhum mês em 2022 e voltou a contribuir em 2023. Em fevereiro de 2024, Maria começou a sentir fortes dores nas mãos e nos ombros. Foi diagnosticada com tendinite crônica e síndrome do túnel do carpo, doenças que prejudicam seu trabalho manual. Em abril de 2024, seu médico recomendou afastamento imediato. Maria entrou com pedido de auxílio por incapacidade temporária no INSS, mas o benefício foi negado, com a justificativa de “ausência de qualidade de segurada”. Diante disso, ela busca orientação. Perguntas: Maria ainda possui qualidade de segurada quando fez o pedido em abril de 2024? Justifique. Caso tenha qualidade, ela teria direito ao auxílio por incapacidade temporária? Seria possível pedir prorrogação do período de graça? Explique. Se o benefício fosse mesmo indevido, qual seria o caminho para Maria voltar a ter direito ao benefício por incapacidade?
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Leandro Racovitza

mês passado

Respostas

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mês passado

Maria da Conceição, ao fazer o pedido de auxílio por incapacidade temporária em abril de 2024, não possui qualidade de segurada. Isso se deve ao fato de que, para ter essa qualidade, é necessário ter contribuído para o INSS nos últimos 12 meses antes do pedido ou estar dentro do período de graça. 1. Qualidade de segurada: Maria ficou sem contribuir de forma regular em 2022 e, mesmo que tenha contribuído em 2021, a ausência de contribuições em 2022 a desqualifica. O período de graça para quem contribui como segurado especial é de 12 meses após a última contribuição, mas como ela não contribuiu em 2022, não mantém a qualidade de segurada em abril de 2024. 2. Direito ao auxílio por incapacidade temporária: Como Maria não possui qualidade de segurada, ela não teria direito ao auxílio por incapacidade temporária. 3. Prorrogação do período de graça: Não é possível pedir prorrogação do período de graça, pois ele é fixado pela legislação e depende das contribuições realizadas. 4. Caminho para voltar a ter direito ao benefício: Para que Maria volte a ter direito ao benefício por incapacidade, ela precisaria retomar as contribuições ao INSS como contribuinte individual ou empregado, e manter essas contribuições por um período mínimo para restabelecer a qualidade de segurada. Após isso, se ela vier a se incapacitar novamente, poderá solicitar o auxílio. É importante que Maria busque orientação com um advogado especializado em Direito Previdenciário para entender melhor suas opções e direitos.

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