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Um homem de 28 anos, admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico, apresenta ectoscopicamente sinais evidentes de trauma abdominal. Na avaliação neurológica inicial, está consciente, mas confuso. Seus sinais vitais são: pressão arterial de 85/60 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 28 ipm, saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Sua pele está fria e pegajosa, com enchimento capilar prolongado. Refere dor intensa no abdômen. O abdômen está tenso e distendido, com dor à palpação e sem peristaltismo audível.
Nesse momento, seu diagnóstico é de choque hipovolêmico grau III por hemorragia intra-abdominal. A conduta adotada deverá ser:
A administração de solução salina isotônica e monitoramento em observação;
B transfusão sanguínea de hemoderivados na relação 1/1/1 e intervenção cirúrgica imediata;
C administração de medicamentos vasopressores para aumentar a pressão arterial;
D administração de diuréticos para reduzir a pressão intra-abdominal;
E realização de tomografia computadorizada (TC) de abdômen para avaliação adicional antes de qualquer intervenção.
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EnfermagemEmFoco

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar cada alternativa com base no quadro clínico apresentado: A) A administração de solução salina isotônica e monitoramento em observação. - Esta conduta não é suficiente para um paciente em choque hipovolêmico grau III, que requer intervenções mais agressivas. B) Transfusão sanguínea de hemoderivados na relação 1/1/1 e intervenção cirúrgica imediata. - Esta é uma conduta adequada, pois o paciente apresenta sinais de hemorragia significativa e choque hipovolêmico, necessitando de reposição volêmica e controle cirúrgico da hemorragia. C) Administração de medicamentos vasopressores para aumentar a pressão arterial. - Embora vasopressores possam ser utilizados em casos de choque, a prioridade em um choque hipovolêmico é a reposição volêmica, e não a administração de vasopressores. D) Administração de diuréticos para reduzir a pressão intra-abdominal. - Esta conduta não é apropriada, pois o paciente está em choque hipovolêmico e a administração de diuréticos não é indicada. E) Realização de tomografia computadorizada (TC) de abdômen para avaliação adicional antes de qualquer intervenção. - A TC não deve ser realizada antes de estabilizar o paciente, especialmente em casos de hemorragia interna e choque. Com base na análise, a alternativa correta que contém todos os itens verdadeiros e adequados para a situação clínica apresentada é: B) transfusão sanguínea de hemoderivados na relação 1/1/1 e intervenção cirúrgica imediata.

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Paciente de 67 anos, com hipertensão arterial, diabetes melito e história de tabagismo, foi trazido à Emergência de um hospital terciário por dor torácica opressiva iniciada há aproximadamente 2 horas, que se irradiava para o braço esquerdo, associada a sudorese e náuseas. Informou que a dor surgira enquanto realizava uma caminhada leve. À admissão, apresentava pressão arterial de 140/90 mmHg, frequência cardíaca de 137 bpm e saturação de oxigênio de 96%. O exame físico não revelou anormalidades significativas. Exames laboratoriais iniciais indicaram níveis ligeiramente elevados de troponina T ultrassensível. O eletrocardiograma em repouso, feito no momento da chegada, está reproduzido abaixo.
Considerando o caso clínico, assinale a alternativa que contempla o diagnóstico e o manejo adequado.
A Infarto agudo do miocárdico com supradesnivelamento do segmento ST de parede anterior – O paciente deve ser submetido ou à trombólise com alteplase ou à estratégia de estratificação invasiva imediata (< 2 horas).
B Infarto agudo do miocárdico sem supradesnivelamento do segmento ST de alto risco – O paciente necessita ser submetido à estratégia de estratificação invasiva precoce (< 24 horas).
C Infarto agudo do miocárdico sem supradesnivelamento do segmento ST, de muito alto risco – O paciente necessita ser submetido à estratégia de estratificação invasiva imediata (< 2 horas).
D Angina instável – O paciente deve ser submetido a teste de estresse não invasivo.

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