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Em relação ao processo de formação social no Brasil, o sociólogo Florestan Fernandes escreveu: “Lembremo-nos de que da vinda da Família Real, em 1808, da abertura dos portos e da Independência, à Abolição em 1888, à Proclamação da República e à “revolução liberal”, em 1930, decorrem 122 anos, um processo de longa duração, que atesta claramente como as coisas se passaram. Esse quadro sugere, desde logo, a resposta à pergunta: a quem beneficia a mudança social?”
De acordo com o texto e os conhecimentos sobre o tema, em relação à indagação feita pelo autor, é correto afirmar que a mudança social beneficiou:
a) Fundamentalmente os trabalhadores, uma vez que as liberdades políticas e as novas formas de trabalho aumentaram a renda.
b) Os grupos sociais que dispunham de capacidade econômica e poder político para absorver os efeitos construtivos das alterações ocorridas na estrutura social.
c) A elite monárquica, pois ao monopolizar o poder político impediu que outros grupos sociais pudessem surgir e ter acesso aos efeitos construtivos das alterações na estrutura social.
d) Os grupos sociais marginalizados ou excluídos, pois, em decorrência deste processo, passaram a fazer parte do processo produtivo.
e) A população negra, uma vez que a alteração na estrutura da sociedade criou novas oportunidades de inserção social.
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Matematicamente

há 2 meses

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há 2 meses

Para responder à pergunta sobre a mudança social no Brasil segundo Florestan Fernandes, é importante considerar o contexto histórico e social mencionado no texto. O autor discute um longo processo de transformações que ocorreram no Brasil, desde a vinda da Família Real até a Proclamação da República. Vamos analisar as alternativas: a) Fundamentalmente os trabalhadores, uma vez que as liberdades políticas e as novas formas de trabalho aumentaram a renda. - Embora os trabalhadores tenham se beneficiado em algumas áreas, a mudança social não foi fundamentalmente em benefício deles, especialmente considerando a estrutura social da época. b) Os grupos sociais que dispunham de capacidade econômica e poder político para absorver os efeitos construtivos das alterações ocorridas na estrutura social. - Esta alternativa parece mais alinhada com a análise de Florestan Fernandes, pois os grupos com poder econômico e político geralmente são os que conseguem se beneficiar das mudanças sociais. c) A elite monárquica, pois ao monopolizar o poder político impediu que outros grupos sociais pudessem surgir e ter acesso aos efeitos construtivos das alterações na estrutura social. - Embora a elite monárquica tenha se beneficiado, a afirmação é muito restritiva e não abrange todos os grupos que se beneficiaram das mudanças. d) Os grupos sociais marginalizados ou excluídos, pois, em decorrência deste processo, passaram a fazer parte do processo produtivo. - Essa afirmação não reflete a realidade da época, já que muitos grupos marginalizados continuaram excluídos. e) A população negra, uma vez que a alteração na estrutura da sociedade criou novas oportunidades de inserção social. - Embora houvesse algumas mudanças, a população negra ainda enfrentava muitas barreiras e não se beneficiou amplamente das transformações sociais. Diante dessa análise, a alternativa que melhor se alinha com a ideia de que a mudança social beneficiou aqueles que tinham capacidade de absorver as transformações é: b) Os grupos sociais que dispunham de capacidade econômica e poder político para absorver os efeitos construtivos das alterações ocorridas na estrutura social.

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