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A seguinte afirmação baconiana, “saber é poder”, pode ser compreendida como
um saber religioso que se dirige à compreensão do divino.
um saber ligado aos dogmatismos da metafísica.
um saber racionalmente constituído que se afirma pelo cogito.
um saber prático que se dirige à dominação da natureza.
um saber contemplativo que vê a natureza como algo livre.
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A afirmação baconiana "saber é poder" pode ser compreendida principalmente como um saber prático que se dirige à dominação da natureza. Francis Bacon defendia que o conhecimento deve ser utilizado para controlar e transformar o mundo ao nosso redor, enfatizando a importância da ciência e da experiência empírica. Portanto, a opção mais adequada é a que relaciona o saber à prática e à capacidade de influenciar a natureza.

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Considerando-se as primeiras linhas das Meditações sobre a filosofia primeira de René Descartes: Há algum tempo dei-me conta de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões por verdadeiras e de que aquilo que depois eu fundei sobre princípios tão mal assegurados devia ser apenas muito duvidoso e incerto; de modo que era preciso tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões que recebera até então em minha crença e começar tudo novamente desde os fundamentos, se eu quisesse estabelecer alguma coisa de firme e de constante nas ciências. (...) Agora, pois, que meu espírito está livre de todas as preocupações e que obtive um repouso seguro numa solidão tranquila, aplicar-me-ei seriamente e com liberdade a destruir em geral todas as minhas antigas opiniões.
É correto afirmar sobre a teoria do conhecimento cartesiana que
Descartes necessitou de solidão para investigar as suas antigas opiniões e encontrar entre elas aquela que seria o verdadeiro fundamento do conhecimento.
Descartes considera que não é possível encontrar algo de firme e certo nas ciências, pois até então esse objetivo não foi atingido.
Descartes não utiliza um método ou uma estratégia para estabelecer algo de firme e certo no conhecimento, já que suas opiniões antigas eram incertas.
ao investigar uma base firme e indestrutível para o conhecimento, Descartes inicia rejeitando suas antigas opiniões e utiliza o método da dúvida até encontrar algo de firme e certo.
Descartes, ao rejeitar o que a tradição filosófica considerou como conhecimento, busca fundamentar nos sentidos uma base segura para as ciências.

É preciso, segundo Descartes, de “destruir em geral todas minhas antigas opiniões” (DESCARTES, 2005, p. 30), para que, finalmente, seja possível, após o percurso metódico da dúvida, encontrar um ponto fixo para o conhecimento. Para o filósofo francês, portanto, é preciso
ultrapassar as enganações dos sentidos, destituir as determinações da natureza corpórea, esclarecer os propósitos do Deus enganador e afirmar o pensamento como central para a obtenção do conhecimento.
determinar que os sentidos nos enganam e que, efetivamente, apenas a experiência pode ser o ponto seguro para o conhecimento.
fundamentar que o método é, principalmente, compreender que a existência de um Deus enganador é determinante para o conhecimento verdadeiro.
estabelecer as bases sólidas para o conhecimento a posteriori.
aceitar que não existe conhecimento verdadeiro.

Leia os trechos abaixo: Trecho I "No século XVIII, filósofos iluministas e enciclopedistas se levantaram através de escritos contra as ideias da época, principalmente contra o absolutismo. O Estado, tão presente durante o Mercantilismo, deveria se afastar. Sua função seria: defender a propriedade privada e vigiar o cumprimento de contratos. A natureza seria o melhor guia do homem. Alguns deles defendiam, entre outras coisas, que Deus (a Providência) dispôs as coisas de tal forma que, se as pessoas forem deixadas livres para alcançar seus sonhos, eles vão naturalmente agir favorecendo o melhor para a sociedade. Independente de terem ou não a intenção, as pessoas ajudam umas às outras, no intuito de auxiliar a si mesmas. Segundo esse pensamento, até mesmo os mais gananciosos levam, frequentemente, aos mais favoráveis resultados para todos. Considera-se este o trabalho da ‘mão invisível’ da Providência. ” Trecho II “Esse processo remonta a dois momentos diversos: 1) à virada do século XIX para o século XX e 2) ao período dos anos 1980 e 1990. Nele acentuam duas grandes exigências gerais e complementares: privatizar empresas estatais e serviços públicos, por um lado; por outro, ‘desregulamentar’, ou antes, criar novas regulamentações, um novo quadro legal que diminua a interferência dos poderes públicos sobre os empreendimentos privados. O Estado deveria transferir ao setor privado as atividades produtivas em que indevidamente se metera e deixar a cargo da disciplina do mercado as atividades regulatórias que em vão tentara estabelecer. ”
Os trechos anteriormente citados tematizam dois processos econômicos distintos, mas ao mesmo tempo complementares. Referem-se respectivamente:
Fisiocracia e Capitalismo comercial.
Mercantilismo e Capitalismo comercial.
Liberalismo e Neoliberalismo.
Colbertismo e Globalização.
Bulionismo e Fisiocracia.

“Concebo, na espécie humana, duas espécies de desigualdades: uma a que a chamo natural ou física, por ser estabelecida pela natureza, [...] a outra, a que pode se chamar desigualdade moral ou política, por depender de uma espécie de convenção e ser estabelecida, ou pelo menos autorizada, pelo consentimento dos homens.” (ROUSSEAU, 1999, p. 159) A concepção rousseauniana, como se pode observar, assevera, portanto, dois tipos de desigualdades, a natural e a moral. Nesse sentido, a desigualdade moral pode ser compreendida como:
Esta consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito ou da alma.
Esta consiste na fundamentação do processo de uma racionalidade imbuída de teologia e, consequentemente, da perspectiva do cristianismo como ordenador social.
Esta consiste nos diferentes privilégios que alguns usufruem em prejuízo dos outros, como serem mais ricos, mais reverenciados e mais poderosos do que eles, ou mesmo em se fazerem obedecer por eles.
Esta consiste nas determinações racionais que determinam as desigualdades entre os seres humanos.
Esta consiste nos diferentes modos da ciência em compreender o objeto devido a ampliação do método científicos.

De acordo com Kant (2001, p. 114): “O nosso conhecimento provém de duas fontes fundamentais do espírito, das quais a primeira consiste em receber as representações (a receptividade das impressões) e a segunda é a capacidade de conhecer um objeto mediante estas representações (espontaneidade dos conceitos); pela primeira é-nos dado um objeto; pela segunda é pensado em relação com aquela representação (como simples determinação do espírito). Intuição e conceitos constituem, pois, os elementos de todo o nosso conhecimento, de tal modo que nem conceitos sem intuição que de qualquer modo lhes corresponda, nem uma intuição sem conceitos podem dar um conhecimento.” A partir disso, Kant resolve a querela entre empiristas e racionalistas, ao conceber o conhecimento como
um esquematismo da razão que se baseia na consolidação do método científico como coordenador do conhecimento e da produção de ajuizamentos.
um esquematismo da razão no qual a experiência determina o conhecimento de modo universal.
um esquematismo da razão que afirma o conhecimento como o produto de um processo de ajuizamento promovido pelo sujeito inspirado pela fé.
um esquematismo racional que reafirma o livre trânsito entre a natureza e a cultura na delimitação do conhecimento prático.
um esquematismo composto pelas relações entre a sensibilidade e o entendimento em direção à consolidação do sujeito como emissor de juízos.

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