Vista previa del material en texto
Resumo sobre "La Sociedad como blanco de los nuevos tipos de Guerras" A apresentação de J. Marcelo Ramírez nas XIII Jornadas de Sociología, realizada na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires em 2019, aborda as novas formas de guerra que emergem no contexto contemporâneo. O autor argumenta que as potências mundiais estão utilizando métodos que vão além do uso tradicional da força militar, considerando-a como o último recurso. Em vez disso, as guerras modernas são caracterizadas por sistemas de combate que são multimodais , omnidirecionais e difíceis de detectar , muitas vezes confundidos com manifestações sociais. A ideia central é que as sociedades contemporâneas estão sob ataque, não apenas militar, mas através de uma série de ferramentas que visam desestruturar as bases econômicas, sociais, culturais e tecnológicas das nações adversárias. Ramírez destaca que a confusão atual sobre os eventos globais é resultado de uma manipulação da informação, onde ações que parecem ser de natureza midiática são, na verdade, parte de processos de inteligência militar. Ele menciona que a guerra psicológica não é uma novidade, mas uma prática histórica que visa desestabilizar o inimigo. O controle da informação é visto como um elemento crucial para aumentar a influência sobre o adversário e garantir o sucesso em operações militares. O autor também critica a visão simplista de que a colaboração internacional é desinteressada, argumentando que os interesses geopolíticos e geoestratégicos moldam essas interações. O conceito de "Guerra Irrestricta", introduzido por Qiao Liang e Wang Xiangsui, é central na análise de Ramírez. Essa abordagem redefine a guerra como um fenômeno que transcende o militar, onde a confrontação aberta é apenas a última fronteira. A guerra é vista como um processo que utiliza uma variedade de métodos para minar as capacidades do inimigo, muitas vezes sem disparar um tiro. O autor explica que, embora a capacidade de destruição das armas tenha aumentado, as baixas em conflitos modernos têm diminuído, devido ao uso de métodos que visam desestabilizar a vontade de combate do adversário. A filosofia da Guerra Irrestricta é que não existem regras, e os países que se submetem a normas internacionais são considerados fracos, enquanto os poderosos as ignoram. Ramírez também discute a evolução das guerras, categorizando-as em gerações, desde a primeira, que se baseava na massa de soldados, até a quarta, que incorpora novas tecnologias de informação e comunicação. Ele menciona que a guerra moderna é caracterizada por uma combinação de ações que incluem guerra cultural, guerra financeira, guerra mediática e guerra psicológica, entre outras. O autor argumenta que a Argentina, devido à sua posição estratégica e recursos abundantes, é um alvo potencial para essas novas formas de guerra. Ele alerta que a manipulação da cultura e da identidade nacional é uma tática utilizada para desestabilizar sociedades, e que a guerra psicológica é fundamental para desmoralizar a população e impedir a resistência. Destaques As novas formas de guerra utilizam métodos multimodais e omnidirecionais, confundindo ações militares com manifestações sociais. O controle da informação é crucial para a influência sobre o inimigo e o sucesso em operações militares. A "Guerra Irrestricta" redefine a guerra como um fenômeno que vai além do militar, utilizando uma variedade de métodos para desestabilizar o adversário. A evolução das guerras é categorizada em gerações, refletindo a integração de novas tecnologias e estratégias. A Argentina é vista como um alvo potencial para essas novas formas de guerra, devido à sua posição estratégica e recursos abundantes.