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FÍ
SI
CA
 II
nômetro, modificando-o de maneira que ele apresente as características 
desejáveis do instrumento de medida. O galvanômetro, assim denomina-
do em homenagem a Luigi Galvani, é essencialmente um indicador de 
corrente elétrica, não tendo em geral a função de medir sua intensidade, 
podendo, entretanto, fazê-lo, se for devidamente graduado.
Galvanômetro
O princípio de funcionamento de um galvanômetro baseia-se na 
força magnética que age sobre um condutor percorrido por corrente elétrica, 
quando esse condutor está imerso em um campo magnético. Esse efeito 
será oportunamente estudado com detalhes no eletromagnetismo. Por hora, 
basta sabermos que a força magnética, agindo sobre o condutor percorrido 
por corrente elétrica, origina um binário que atua sobre a espira e provoca 
a deflexão de um ponteiro sobre uma escala previamente calibrada. 
O máximo valor da intensidade de corrente que pode atraves-
sar o galvanômetro, sem danificá-lo, é denominado corrente de fundo de 
escala e será representado por iG. Do ponto de vista da eletrodinâmica, um 
galvanômetro comporta-se como um resistor com resistência interna RG. 
A figura abaixo indica a maneira esquemática de representação de um 
galvanômetro em um circuito elétrico.
G
RG
Amperímetro real
O instrumento que se destina a medir intensidades de correntes 
elétricas, como já sabemos, é o amperímetro. O amperímetro ideal, que 
temos utilizado até então, tem resistência interna nula. Entretanto, um bom 
amperímetro — com pequena resistência elétrica interna — pode ser fabri-
cado a partir de um galvanômetro modificado. Um galvanômetro pode medir 
apenas correntes de intensidades muito pequenas, caso contrário a corrente 
pode danificar o fino arame de suas espiras. Quando correntes de grandes 
intensidades devem ser medidas, uma resistência shunt (palavra da língua 
inglesa que significa “desvio”) é associada em paralelo ao galvanômetro. 
A resistência shunt deve ser de pequeno valor para que a maior parte da 
corrente seja desviada para passar através dela. 
G
iG RG
iS
= A
Rs
i = iG + iS, onde iS = G G
S
i R
R
G
G G
S
Rlogo, i i i
R
= + ⋅ ∴
G
G
S
Ri i 1
R
 
∴ = ⋅ + 
 
G
RG
Ch
RS
R’S
R”S
Voltímetro real
Num galvanômetro, a deflexão do ponteiro sobre a escala 
graduada é proporcional à intensidade de corrente que o atravessa e esta 
é proporcional à ddp entre seus terminais. Portanto, podemos concluir 
que a deflexão do ponteiro também é proporcional à ddp suportada pelo 
galvanômetro. Sendo assim, podemos nos valer de um galvanômetro 
para medir pequenas diferenças de potencial. Para medir grandes dife-
renças de potencial precisamos de um bom voltímetro. 
O voltímetro, bastante utilizado por nós até este ponto, é, como 
sabemos, um aparelho que se destina a medir diferenças de potencial 
entre dois pontos de um circuito elétrico. Até agora temos utilizado 
apenas o voltímetro ideal, aquele que apresenta uma resistência interna 
infinita. 
Contudo, um voltímetro de boa qualidade — com grande resis-
tência interna —também pode ser construído a partir de um galvanômetro 
modificado, bastando para isso associar em série com o galvanômetro 
um resistor denominado multiplicador. O resistor multiplicador deve ter 
resistência elétrica bastante elevada para aumentar a resistência elétrica 
do instrumento e ainda suportar uma grande diferença de potencial.
G
U
UM UG
RM RG
= V
U
M M
G G G
G G
R RU U U U U 1
R R
 
= + ⋅ ⇒ = ⋅ + 
 
Ch
RM
R’M
R”M
G
RG
Ohmímetro real
O valor da resistência elétrica de um resistor pode ser deter-
minado, basicamente, através de um dos três processos: da lei de Ohm, 
do ohmímetro e da ponte de Wheatstone. 
Primeiro processo: a partir da aplicação da lei de Ohm 
Nesse processo de determinação do valor de uma resistência 
elétrica, os valores da intensidade de corrente elétrica que atravessa o 
resistor e da ddp entre seus terminais são obtidos diretamente a partir 
da indicação de um amperímetro e de um voltímetro, ambos de boa 
qualidade. 
A
V
UV
iA Rx
Aplicando-se a Lei de Ohm temos: V
X
A
UR
i
=
Prof. Sérgio Torres Caderno - 01 - Com Resoluções das Questões Física
15/05/2010 76/160