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52. A Queda do Império Romano A queda do Império Romano ocorrou gradualmente ao longo de vários séculos, culminando no ano 476 d.C., com a deposição do último imperador romano do ocidente, Rômulo Augústulo. Esse evento marcou o fim da Antiguidade e o início da Idade Média, tendo impactos duradouros nas estruturas políticas, culturais e sociais da Europa. Vários fatores contribuíram para a queda do Império Romano, sendo que não houve uma única causa determinante, mas uma combinação de crises internas e externas. Dentre os principais fatores estão: 1. Divisão do Império: O imperador Diocleciano, no século III, dividiu o Império Romano em duas partes, o Império Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino). Embora a divisão tenha sido inicialmente uma tentativa de administrar melhor o vasto império, ela acabou enfraquecendo a coesão interna. A parte ocidental sofreu mais com as invasões e com a falta de uma administração eficaz. 2. Invasões Bárbaras: Durante os séculos IV e V, várias tribos germânicas, como os visigodos, vândalos, ostrogodos e francos, começaram a invadir os territórios romanos. Em 410 d.C., os visigodos saquearam Roma, e em 455 d.C., foi a vez dos vândalos. Esses ataques enfraqueceram ainda mais a economia e a moral do império. 3. Problemas econômicos: O Império Romano enfrentava uma grave crise econômica. O alto custo das guerras e a inflação crescente minaram as finanças do império. Além disso, a escassez de escravos e a queda na produção agrícola afetaram a economia. A classe dominante românica também passou a depender de grandes latifúndios, o que diminuiu a produtividade e aumentou a desigualdade social. 4. Declínio militar e falta de coesão: O exército romano, que antes era uma força invencível, também passou por uma série de mudanças que enfraqueceram seu poder. Havia uma crescente dependência de soldados mercenários, que eram leais a seu pagamento, não à Roma. Além disso, as constantes guerras internas e a falta de coesão entre as diversas facções romanas comprometeram a capacidade de resistência do império.Em 476 d.C., o último imperador romano do Ocidente, Rômulo Augústulo, foi deposto pelo líder germânico Odoacro, marcando o fim formal do Império Romano do Ocidente. No entanto, o Império Romano do Oriente, conhecido como Império Bizantino, sobreviveu por mais mil anos, com a capital em Constantinopla (atual Istambul), até a sua queda em 1453. questões 1. Qual foi uma das causas internas mais importantes para a queda do Império Romano? a) A ascensão de novos impérios na Ásia. b) O enfraquecimento da coesão interna e a divisão do império. x c) A falta de recursos econômicos e a escassez de escravos. d) A resistência de Roma ao cristianismo. 2. Quem foi o líder germânico que depôs o último imperador romano do Ocidente em 476 d.C.? a) Alarico. x b) Odoacro. c) Teodósio. d) Átila, o Huno.