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46. A Queda do Império Romano 
A queda do Império Romano em 476 d.C. marcou o fim de uma era na história da Europa e é 
frequentemente vista como o início da Idade Média. O Império Romano, que havia sido uma 
das maiores potências da antiguidade, enfrentava várias dificuldades internas e externas que 
contribuíram para sua queda. 
O Império Romano foi fundado no século 27 a.C. por Augusto, e por séculos dominou vastos 
territórios ao redor do Mediterrâneo. No entanto, a partir do século III d.C., o império começou 
a enfrentar sérios desafios, tanto internos quanto externos. A crise do terceiro século foi um 
período de grande instabilidade, caracterizado por uma série de guerras civis, crises 
econômicas, inflação e uma enorme pressão nas fronteiras do império, principalmente pelos 
povos bárbaros. O império foi dividido em duas partes no final do século III, com o Império 
Romano do Ocidente e o Império Romano do Oriente, também conhecido como Império 
Bizantino. 
A divisão do império em duas metades foi uma tentativa de tornar a administração mais 
eficiente, mas também refletia a crescente dificuldade em governar um território tão vasto. O 
Império Romano do Ocidente enfrentou uma série de ataques de bárbaros nos séculos IV e 
V, incluindo os visigodos, os vândalos e, finalmente, os ostrogodos. Em 476 d.C., o último 
imperador romano do Ocidente, Rômulo Augústulo, foi deposto pelo líder germânico 
Odoacro, marcando a queda oficial do Império Romano do Ocidente. 
Diversos fatores contribuíram para a queda do Império Romano. Um deles foi a corrupção 
interna, com governantes incompetentes e a crescente desigualdade social. Além disso, a 
militarização do império e o aumento do uso de mercenários estrangeiros, em vez de exércitos 
romanos tradicionais, enfraqueceram a defesa das fronteiras. A pressão constante de invasões 
bárbaras foi outro fator determinante, pois esses povos foram forçados a invadir o império em 
busca de terras e recursos. 
A queda de Roma não significou o fim imediato da cultura romana, mas levou a uma era de 
fragmentação política e social na Europa, conhecida como a Idade das Trevas. As invasões 
bárbaras e a ausência de um governo centralizado resultaram em uma sociedade 
descentralizada e no enfraquecimento das instituições romanas. No entanto, muitas das ideias 
e instituições romanas sobreviveram, sendo transmitidas através da Igreja Católica e do 
Império Bizantino. 
1. O que marcou a queda do Império Romano do Ocidente? 
a) A ascensão do Império Bizantino. 
b) A vitória das forças romanas contra os bárbaros. 
x c) A deposição do último imperador romano do Ocidente, Rômulo Augústulo, por 
Odoacro. 
d) A unificação das tribos bárbaras sob um único líder. 
2. Qual foi um dos principais fatores para a queda do Império Romano? 
a) O enfraquecimento da Igreja Católica. 
b) A criação de um novo império no Oriente. 
x c) A pressão das invasões bárbaras e a instabilidade interna. 
d) O aumento do comércio com o Oriente Médio.